quinta-feira, abril 30, 2026

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USDA mantém em 30% parcela do trigo de inverno dos EUA em boas ou excelentes condições


USDA mantém em 30% parcela do trigo de inverno dos EUA em boas ou excelentes condições

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (27) que 30% da safra de trigo de inverno do país apresentava condição boa ou excelente até o último domingo (26). O percentual ficou estável em relação à semana anterior. Na mesma época de 2025, essa parcela era de 49%, segundo o relatório semanal de acompanhamento de safra.

Além da estabilidade na avaliação do trigo de inverno, o USDA informou que 34% da safra tinha perfilhado até domingo (26). O número supera os 25% registrados um ano antes e também a média de cinco anos, de 21%.

No trigo de primavera, o plantio alcançou 19% da área prevista. O ritmo está abaixo dos 28% observados em igual período de 2025 e também inferior à média de cinco anos, de 22%. Já a emergência chegou a 5%, em linha com o registrado no ano passado e ligeiramente acima da média histórica de 4%.

Entre as demais culturas, o milho apresentou avanço de plantio para 25%, ante 22% um ano antes e 19% na média de cinco anos. A emergência da safra atingiu 7%, acima dos 5% de 2025 e dos 4% da média.

Na soja, a semeadura foi reportada em 23%, também acima do ritmo de 2025, quando estava em 17%, e da média quinquenal, de 12%. A emergência alcançou 8%, contra 2% no ano anterior e 1% na média de cinco anos.

No algodão, os produtores haviam semeado 16% da área projetada até domingo (26). O percentual supera os 14% da mesma data de 2025 e os 13% da média dos cinco anos anteriores.

Os dados do USDA indicam que a safra de trigo de inverno segue sem melhora na classificação semanal, embora o desenvolvimento vegetativo avance acima do padrão histórico. Ao mesmo tempo, milho, soja e algodão mantêm ritmo de plantio superior ao de 2025 e à média de cinco anos, enquanto o trigo de primavera apresenta atraso relativo no início da temporada.

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Pesquisa apresenta monitoramento de carbono do solo a França


Esta semana (27 a 30/04), pesquisadores da Embrapa representam o País no evento Brazil – France Soil Carbon Futures. O encontro está sendo realizado em Toulouse, na sede do Centro de Estudos Espaciais da Biosfera (Cesbio), organizador do encontro ao lado do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente na França (Inrae), com apoio da Embrapa. Não haverá transmissão.

A iniciativa das instituições francesas visa fortalecer a colaboração em pesquisa entre especialistas de ponta do Brasil e da França que trabalham com a dinâmica do carbono e o balanço de carbono em sistemas agrícolas, apontam os organizadores – que também apresentam projetos. O diálogo deve viabilizar a identificação de conhecimentos complementares, a comparação de métodos, perspectivas e a abordagem conjunta de questões-chave para o tema. 

Na manhã do primeiro dia do encontro, o pesquisador Luis Gustavo Barioni, da Embrapa Agricultura Digital, apresentará a modelagem da dinâmica e monitoramento do carbono orgânico do solo no Brasil: progresso e perspectivas futuras. Barioni, trabalha no desenvolvimento de modelo preditivo calibrado para a realidade da agricultura tropical, usando parâmetros identificáveis e desenhado para a quantificação de carbono.

O modelo, denominado ProCarbon-Soil (PROCS), simula a dinâmica,aporte e a decomposição do carbono no solo, tendo demandado grandes volumes de dados de agricultura regenerativa – obtido a partir de parceria público-privada. Os resultados são promissores, exigindo ainda calibração, validação e assimilação de dados primários e de campo.

Marilia Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, falará online sobre Avaliação do ciclo de vida em políticas públicas e ferramentas para pegada de carbono. O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Santiago Cuadra, vai abordar Calibração e avaliação de um módulo de Produtividade Primária Líquida de Carbono (PPLC) baseado no modelo Simple.

O potencial do Brasil para o sequestro de carbono no solo e o papel das infraestruturas de dados do solo para aplicações de modelagem será o tema tratado pelo pesquisador Júnior Melo Damian, bolsista da Embrapa Agricultura Digital.  

José Paulo Savioli e Renan Novaes, também pesquisadores bolsistas da Embrapa, vão destacar: a integração de ferramenta para estimar emissões da mudança de uso da terra BRLUC (Brasilian Land Use Change) e do PROCS; e a mudança direta no uso da terra e pegada de carbono agrícola no Brasil, respectivamente.

Mudanças de uso da terra  – Pesquisa realizada com participação da Embrapa identificou déficit de 1,4 bilhão de toneladas de carbono com a conversão de vegetação nativa em áreas agropecuárias nos seis biomas brasileiros. 

O artigo com os dados do estudo foi publicado em fevereiro na revista Nature Communication e indicou também oportunidades de incremento de carbono no solo com a adoção de práticas agropecuárias mais sustentáveis. (Saiba mais aqui). 

O trabalho resultou de pesquisa desenvolvida por equipes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon/USP), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Embrapa.





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Valor do etanol segue em queda no final de abril, aponta Cepea


etanol
Foto: Pasquale Augusto/ Canal Rural

Pesquisadores do Cepea indicam que com a grande oferta de etanol, resultado do avanço da safra 2026/27 e da disponibilidade do biocombustível do milho, os preços do tipo hidratado e do anidro continuam caindo. A baixa demanda de compradores também impacta nas cotações.

Ainda segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mais indústrias de cana-de-açúcar tem entrado no mercado, enquanto outras estão focadas nas vendas já realizadas em semanas anteriores, quando vendedores anteciparam as negociações.

Os dias de sol e tempo firme tem favorecido a colheita de cana e assim, impactado na produção do etanol. Além disso, o feriado de Tiradentes também influenciou em uma menor demanda.

Distribuidoras também fizeram apenas pequenas negociações nas últimas semanas, simultaneamente, outras ficaram atentas apenas a questões mais operacionais.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Fenasoja terá fóruns estaduais sobre sanidade suína, brucelose e tuberculose bovina


Fenasoja terá fóruns estaduais sobre sanidade suína, brucelose e tuberculose bovina

A Fenasoja, que será realizada de sexta-feira (1º) a domingo (10), em Santa Rosa (RS), terá uma agenda dedicada à sanidade animal na quarta-feira (6). Estão previstos o 2º Fórum Estadual de Sanidade Suína, às 10h, e o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina, às 14h, ambos no Palco Semear, na Exporural.

Os encontros são organizados pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

No fórum voltado à suinocultura, o tema central será a biosseguridade. Segundo a programação divulgada, o debate deve abordar estratégias de prevenção de doenças, redução de riscos sanitários, proteção dos rebanhos e reforço das ações integradas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial.

A fiscal estadual agropecuária Gabriela Cavagni, do Programa de Sanidade Suídea do Rio Grande do Sul, afirma que o evento reunirá especialistas, gestores, produtores e representantes da cadeia suinícola para discutir desafios atuais e boas práticas ligadas à manutenção do status sanitário da suinocultura gaúcha. Ela também destaca a localização de Santa Rosa em uma região com concentração relevante de plantéis suínos no estado.

Já o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina tratará da prevenção e do controle dessas enfermidades. A programação prevê palestras com representantes da indústria de laticínios, de produtores rurais, do Fundesa e do Serviço Veterinário Oficial Estadual.

De acordo com a fiscal estadual agropecuária Ana Cláudia Groff, do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Seapi, a escolha de Santa Rosa considera o peso da região na produção leiteira do Rio Grande do Sul e busca mobilizar a cadeia produtiva em torno do tema.

Na prática, os fóruns devem concentrar discussões técnicas sobre prevenção, vigilância e manejo sanitário em duas cadeias relevantes para o estado. Não foram divulgados, no material informado, dados adicionais sobre número de participantes, inscrições ou metas operacionais dos encontros.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Açúcar segue com baixa liquidez em SP, diz Cepea


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

A movimentação no mercado do açúcar cristal segue em baixa no estado de São Paulo, o que reflete em uma postura de mais cautela entre os agentes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o feriado do dia 21 pode ter influência nessa diminuição.

Compradores do adoçante continuam longe das negociações, na esperança de novos recuos nos preços, diante do avanço da safra 2026/27. Em relação a produção, houve um aumento da moagem e a disponibilidade deve ser maior em um curto prazo.

Segundo o Cepea, no cenário internacional o açúcar demerara, na bolsa de Nova York apresentou uma leve crescente no período. Entre principais fatores desta sustentação, está o aumento das importações chinesas.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Ibovespa recua com cautela externa e aceleração do IPCA-15 de abril


Ibovespa recua com cautela externa e aceleração do IPCA-15 de abril

O Ibovespa operava em queda nesta terça-feira (28), pressionado pela piora do ambiente externo e pela leitura mais alta da inflação no Brasil. O movimento ocorre na véspera das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), em um pregão também influenciado pela alta do petróleo, pelo avanço dos juros futuros e pela temporada de balanços corporativos.

Às 11h20, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,65%, aos 188.274,82 pontos. Na mínima do dia, chegou a 187.236,79 pontos, após abrir estável, na faixa de 189.578,50 pontos. Na segunda-feira (27), o Ibovespa havia encerrado em baixa de 0,61%, aos 189.578,79 pontos.

No cenário externo, a cautela refletia as incertezas em torno das negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, os mercados operavam sob um ambiente de aversão ao risco, diante da falta de definição sobre uma possível redução das tensões na região.

As commodities tiveram comportamento misto. O petróleo subia perto de 3% no Brent e de 4% no WTI, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,89% na Dalian Commodity Exchange. Esse quadro ajudava a sustentar ações ligadas ao petróleo e pressionava papéis expostos ao minério. No mesmo horário, as ações da Petrobras avançavam mais de 1%, após a conclusão da compra de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, por R$ 700 milhões, mais US$ 150 milhões em três parcelas.

No mercado doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,89% em abril, após alta de 0,44% em março. Em 12 meses, o indicador passou de 3,90% para 4,37%.

Para Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, o dado reforça um cenário ainda desafiador para a inflação, com pressão em bens industriais. Bruna Sene acrescenta que houve aceleração dos núcleos e da difusão, sinalizando pressão mais espalhada sobre os preços.

Com inflação mais resistente, juros futuros em alta e incerteza geopolítica, o mercado local deve seguir sensível aos comunicados do Copom e do Fed. No curto prazo, a reação dos ativos tende a depender da sinalização sobre a trajetória dos juros e da evolução do cenário externo.

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Arrecadação federal soma R$ 229,249 bilhões em março, diz Receita


Arrecadação federal soma R$ 229,249 bilhões em março, diz Receita

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 229,249 bilhões em março, informou a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil nesta terça-feira (28). Em termos reais, descontada a inflação, o valor representa alta de 4,99% ante março de 2025. Segundo o órgão, foi o maior resultado para meses de março desde o início da série histórica, em 2000.

O número ficou em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 229,750 bilhões. As estimativas do mercado variavam de R$ 192 bilhões a R$ 235,30 bilhões.

Entre os principais componentes, a receita previdenciária alcançou R$ 61,84 bilhões, com crescimento real de 4,95% na comparação anual. De acordo com a Receita Federal, o resultado foi influenciado pela alta real de 2,0% da massa salarial em fevereiro de 2026 e pelo avanço de 15,1% nas compensações tributárias com débito previdenciário.

A arrecadação com Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação somou R$ 12,687 bilhões, alta real de 31,56%. O desempenho refletiu aumento de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% no IPI vinculado e de 21,69% no valor, em dólares, das importações. A queda de 8,97% na taxa média de câmbio limitou parte desse avanço.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) totalizou R$ 8,347 bilhões em março, com crescimento real de 50,06%. Em relatório, a Receita atribuiu o resultado principalmente às operações de crédito, seguros e saída de moeda estrangeira, após alterações legislativas implementadas em junho de 2025.

No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação chegou a R$ 777,117 bilhões, alta real de 4,58% frente ao mesmo período de 2025. Também foi o melhor resultado para o trimestre desde 2000. Nesse intervalo, PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 153,126 bilhões, com avanço real de 5,60%, apoiado pelo crescimento de 0,69% no volume de vendas e de 2,49% no volume de serviços, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados indicam que o desempenho da arrecadação no início de 2026 seguiu concentrado em bases ligadas ao mercado de trabalho, ao consumo, aos serviços e à tributação financeira. O efeito fiscal dos próximos meses dependerá da manutenção desse ritmo de atividade e da continuidade das mudanças tributárias já em vigor, segundo os critérios apresentados pela Receita Federal.

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CNA realiza 1º Encontro da Jornada Feminina no Agro em Brasília


CNA realiza 1º Encontro da Jornada Feminina no Agro em Brasília

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na segunda-feira (27), em Brasília, o 1º Encontro da Jornada Feminina no Agro. A iniciativa, coordenada pela Comissão Nacional das Mulheres do Agro, teve como foco ampliar a participação feminina no sistema sindical rural, com troca de experiências, alinhamento institucional e definição de estratégias de atuação.

Segundo a CNA, o encontro reuniu lideranças de diferentes regiões do país indicadas pelas federações estaduais para participar da trilha de formação. O número de participantes não foi divulgado pela entidade.

Na abertura, a presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stephanie Ferreira, afirmou que a proposta é integrar representantes de todos os estados ao processo de capacitação. “São mulheres que foram indicadas pelas federações para participar da trilha de conhecimento e contribuir com o nosso sistema”, disse.

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Durante a programação, a entidade apresentou suas principais ações, atividades e desafios ao longo dos anos. O diretor-técnico da CNA, Bruno Lucchi, destacou a função das mulheres na estrutura de representação do setor. “A participação das mulheres no agro vai muito além da representatividade, é fundamental para garantir diversidade de pensamento, inovação e maior conexão com a sociedade. Fortalecer essas lideranças é investir no futuro do setor”, afirmou.

De acordo com a CNA, a continuidade da jornada será guiada por atuação voluntária, compromisso coletivo e manutenção do diálogo com produtores, sindicatos e federações. As participantes também puderam apresentar demandas e esclarecer dúvidas para construção de pautas conjuntas.

A Jornada de Liderança Feminina no Agro é desenvolvida em parceria com a Educação Corporativa da CNA. A formação foi estruturada em quatro módulos: institucional, comunicação, gestão e liderança. A proposta é desenvolver competências técnicas e ampliar a presença de mulheres em posições de liderança no agro brasileiro.

Com a divisão em quatro módulos e participação de lideranças estaduais, a jornada passa a compor a estratégia da CNA para formação e articulação institucional feminina no sistema sindical rural, com foco em capacitação e atuação coordenada nos estados.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Juros que ‘beiram a extorsão’ do produtor, diz secretário de SP


Geraldo Melo FIlho, secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo
Foto: divulgação

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, afirmou nesta segunda (27) que o produtor rural brasileiro enfrenta juros que “beiram a extorsão” e que o país caminha para uma “reforma agrária” imposta pelo endividamento, com produtores perdendo terras para bancos e credores.

Em discurso na Agrishow, Melo Filho criticou a política agrícola do governo federal.

“O setor trabalha com margem mínima, quando não negativa, e os maus resultados são turbinados por juros que beiram a extorsão do nosso produtor. (…) O nosso campo vai caminhando no rumo de uma verdadeira reforma agrária, só que ela vai ser imposta pelo endividamento, com os produtores endividados caminhando para perder terra para banco e para credor”, afirmou o secretário.

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A pirâmide de latinhas: o equilíbrio frágil da economia mundial


pirâmide de latinhas
Imagem prodiuzida por inteligência artificial

Imagine uma pirâmide de latinhas empilhadas em um corredor de supermercado. A base parece sólida, mas quanto mais alta fica, mais sensível se torna a qualquer vibração. Na economia mundial, essa pirâmide é construída sobre três pilares: produção, consumo e investimento.

No entanto, o “castelo” que habitamos hoje apresenta sinais claros de fadiga. O risco? A “latinha mestre”, o dólar, está sendo sacudida por uma combinação explosiva de endividamento e instabilidade política.

O endividamento global já atinge US$ 350 trilhões, desafiando a sustentabilidade do sistema financeiro.

A atividade econômica é movida pela geração de riqueza, mas nas últimas décadas, esse crescimento foi erguido sobre uma base frágil: uma dívida global que já atinge US$ 350 trilhões, 350% do PIB mundial.

Os Estados Unidos, o coração desse sistema, sustentam uma atividade robusta, mas ancorada em uma dívida pública que supera os US$ 40 trilhões.

Por muito tempo, essa “pirâmide” se manteve em pé baseada em uma confiança infinita no dólar como porto seguro. Contudo, essa confiança está sendo corroída por dentro.

O atual cenário mostra que a economia não é apenas matemática; é psicologia. A gestão de Donald Trump tem sido um fator de instabilidade para os mercados mundiais e principalmente para a economia americana.

Seu comportamento, muitas vezes visto como errático, oscilando entre anúncios de tarifas agressivas e recuos repentinos, cria um ambiente de incerteza que dificulta o planejamento de empresas e investidores.

Ao utilizar o dólar e o acesso ao mercado americano como ferramentas de pressão geopolítica, a Casa Branca acaba por acelerar o que os analistas chamam de desdolarização.

Se o dólar deixa de ser uma moeda neutra e previsível para se tornar um instrumento de política externa imprevisível, os outros países, liderados pela força produtiva da Ásia, começam a retirar suas latinhas da base da pirâmide americana.

Hoje, mais da metade da população do planeta está na Ásia, o grande polo de desenvolvimento atual. Quando vemos o comércio de petróleo sendo liquidado em outras moedas que não o dólar, estamos presenciando o questionamento do modelo estabelecido desde 1971.

Foi nesse ano que o padrão-ouro foi substituído pela confiança pura na autoridade americana. Para o agronegócio, setor que vive da exportação e da importação de insumos cotados em dólar, essa volatilidade é um desafio constante.

A Ásia consolida-se como o novo eixo econômico, desafiando o modelo de confiança estabelecido desde 1971.

O enfraquecimento da moeda americana, embora possa parecer benéfico em alguns momentos para as importações, reflete uma instabilidade sistêmica que pode encarecer o crédito e desorganizar as cadeias de suprimentos globais.

Um sistema econômico baseado em dívida exige confiança mútua. No momento em que a principal potência mundial adota uma postura de confronto e imprevisibilidade, ela retira a “cola” que mantinha as latinhas no lugar.

O risco não é apenas a queda de uma moeda, mas o desmoronamento de uma arquitetur financeira que já não suporta o peso da própria dívida sob o vento forte da incerteza política.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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