domingo, março 29, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Como a soja encerrou a semana?


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado opera em compasso de espera, segundo informações da TF Agroeconômica. “Em Não-Me-Toque, a saca de 60 kg foi cotada a R$ 121,00, com queda de -0,82%, refletindo o foco no campo e o baixo volume de novos negócios. Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,35%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina segue o compasso climático da Região Sul, sendo afetada pela mesma instabilidade que atinge Paraná e Rio Grande do Sul. “Na comercialização, o estado acompanha o comportamento do mercado paranaense, que apresentou estabilidade em praças como Ubiratã e Castro. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 139,31 (-0,65%)”, completa.

No Paraná, a robusta estrutura de armazenagem das cooperativas, como a Copagril, será determinante para equilibrar o escoamento e evitar gargalos no pico da safra, garantindo fluidez no fluxo entre o interior e o litoral. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,50 (+0,17%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,82 (-0,31%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,95 (+0,09%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,73 (-0,28%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,31 (-0,65%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul mantém um ritmo de plantio constante, favorecido pela umidade presente na porção leste do Centro-Oeste. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,75 (-0,41%), Campo Grande em R$ 124,75 (-0,41%), Maracaju em R$ 124,75 (-0,41%), Chapadão do Sul a R$ 120,27 (+0,72%), Sidrolândia a em R$ 124,75 (-0,41%)”, informa.

No mercado físico do Mato Grosso, as negociações permanecem lentas e com variações modestas. “Campo Verde: R$ 121,33 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,00 (-0,46%), Nova Mutum: R$ 120,00 (-0,46%). Primavera do Leste: R$ 121,33 (-0,11%). Rondonópolis: R$ 121,33 (-0,11%). Sorriso: R$ 120,00 (-0,46%)”, conclui.

 





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como o plano nacional de rastreamento de bovinos pode ajudar o pecuarista



O Brasil, com o maior rebanho comercial do mundo, que conta com 238,2 milhões de bovinos, lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos (PNIB). O objetivo é identificar cada cabeça de gado até 2032, uma meta considerada ousada.

Mais do que atender a exigências do mercado internacional, o rastreamento do rebanho, popularmente conhecido como “CPF do boi”, é uma ferramenta de gestão e compliance que pode transformar a pecuária e agregar valor à carne brasileira.

Objetivos do PNIB

Em entrevista ao Giro do Boi, a zootecnista Consolata Piastrella, CEO da Piastrella Rastreabilidade Animal, informou que o PNIB é uma política pública que busca segurança alimentar e padronização dos processos. Segundo ela, “a rastreabilidade traz a garantia de origem” dos animais, assegurando que foram produzidos em fazendas que cumprem as legislações ambientais e trabalhistas.

A implementação do PNIB é essencial para a reputação global do Brasil. Consolata Piastrella utilizou uma analogia para destacar a importância da rastreabilidade: “o Brasil deve deixar de ser apenas o ‘celeiro do mundo’ para se tornar um supermercado” que oferece produtos de alta qualidade, padronizados e certificados.

Confira:

Diferenças entre PNIB e SISBOV

É fundamental que o produtor rural compreenda a distinção entre o PNIB e o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV). Enquanto o SISBOV é um protocolo de adesão voluntária e voltado para exportação à União Europeia, o PNIB é um programa de estado com implementação gradual e obrigatória.

A rastreabilidade não só otimiza a gestão do negócio, mas também assegura que os animais sejam produzidos com sanidade, bem-estar e sustentabilidade. Iniciativas como a distribuição de três milhões de tags para pecuaristas do Pará, doadas pela JBS-Friboi e Amazon, demonstram o engajamento da iniciativa privada nesse processo.

Com o rebanho totalmente rastreado, a carne brasileira poderá conquistar maior visibilidade e credibilidade no mercado global.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Casal de Mato Grosso transforma amor pela terra em exemplo nacional de sustentabilidade



O casal Miguel e Traute Reck, da Fazenda Caruru, em Mato Grosso, foi homenageado com o Prêmio Planeta Campo 2025 na categoria pequeno produtor. A premiação destaca sua dedicação à produção sustentável e ao respeito pela terra, refletindo em sua filosofia de vida: “Se você não preservar, você não tem futuro.”

A Fazenda Caruru, que se tornou um símbolo de cooperação familiar e sustentabilidade, começou sua trajetória nos anos 1980, quando o pai de dona Traute buscou novas oportunidades em uma região propícia à pecuária. Desde então, o casal tem se esforçado para unir rentabilidade à conservação ambiental, inspirando visitantes e a comunidade local.

Modelo de produção

Na propriedade, o sistema de cria e recria é utilizado para manter um ciclo produtivo eficiente. As vacas falhadas são engordadas e vendidas para o frigorífico. O rebanho, composto principalmente pela raça brahman, é criado a pasto e recebe suplementação mineral. O manejo é minuciosamente registrado e analisado, assegurando disciplina e metas claras.

Um extensionista que auxilia o casal destaca o nível de organização da fazenda, afirmando que é um modelo que busca evoluir a cada safra, com novos projetos e metas para duplicar a produtividade de forma sustentável.

Educação e futuro

Além de focar na produção, Miguel e Traute promovem a educação ambiental entre as novas gerações. Em parceria com a escola estadual local, criaram o programa “Adote uma Nascente”, que já envolveu cerca de 200 alunos em atividades de plantio e conservação. “Eles entendem o que é cuidar de verdade”, diz dona Traute sobre a experiência dos estudantes.

O casal também lançou o projeto Caruru Mil, que visa dobrar o número de vacas na mesma área em dez anos, sem aumentar a pressão ambiental. O plano é estruturado em três pilares: viabilidade econômica, justiça social e equilíbrio ambiental.

O reconhecimento nacional, segundo Miguel, traz uma nova responsabilidade. “A terra não é nossa, apenas estamos de passagem. Ela precisa continuar viva para quem vier depois”, afirma, dedicando o sucesso à esposa, aos filhos e à equipe da fazenda.

Com informações de: planetacampo.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Agricultura regenerativa faz Nestlé vencer Prêmio Planeta Campo na categoria Agroindústria



A Nestlé foi a vencedora da quinta edição do Prêmio Planeta Campo 2025, na categoria Agroindústria, em reconhecimento às iniciativas de agricultura regenerativa implementadas nas principais cadeias produtivas em que atua. A empresa tem metas globais de descarbonização e vem antecipando resultados no Brasil.

Segundo a head de Agricultura Regenerativa da Nestlé Brasil, Bárbara Sollero, o trabalho parte de um compromisso global de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. “Até 2030, nossa meta é reduzir em 50% as emissões. E já superamos o primeiro objetivo intermediário: em 2024, atingimos 21% de redução global, acima da meta de 20% prevista para 2025”, destacou.

A executiva explica que 70% das emissões da companhia estão ligadas à produção de matérias-primas agrícolas — o que torna o campo o ponto central da estratégia de descarbonização.

Brasil supera metas de agricultura regenerativa

O objetivo global da Nestlé era atingir, até 2025, 20% das matérias-primas provenientes de sistemas regenerativos. No Brasil, o resultado veio antes do previsto: em 2024, 41% das cadeias de café, cacau e leite já são abastecidas por fazendas que adotam práticas regenerativas.

As ações são conduzidas por meio de programas de sustentabilidade rural, com foco em manejo de solo, aumento da matéria orgânica e diversificação de espécies. “A diferença entre uma fazenda que aplica agricultura regenerativa e uma que não aplica já é perceptível, especialmente em períodos de veranico”, observou Sollero.

Sustentabilidade com impacto direto no campo

A head de ESG da Nestlé Brasil, Taissara Abdala Martins, reforça que a escala da companhia potencializa o alcance das iniciativas. “Hoje, mais de 15 mil produtores estão conectados à Nestlé, direta ou indiretamente. Todos são acompanhados e avaliados quanto às práticas sustentáveis”, afirmou.

Taissara destaca que o reconhecimento do Prêmio Planeta Campo, que chega à sua quinta edição, reforça o compromisso da empresa em transformar os sistemas alimentares de forma colaborativa. “A gente entende o tamanho da Nestlé e o impacto que essa escala pode gerar no campo. Receber esse prêmio é uma confirmação de que estamos no caminho certo”, disse.

Com décadas de atuação no desenvolvimento rural, a Nestlé mantém programas voltados à melhoria da produtividade, da qualidade do solo e do bem-estar das famílias produtoras.



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Estudo diz que beber café reduz risco de arritmia cardíaca



Um estudo inédito da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, e da Universidade de Adelaide, na Austrália, sugere que beber uma xícara de café diariamente pode evitar em 39% o risco do surgimento de arritmia cardíaca, que são batimentos irregulares e rápidos.

O eletrofisiologista da UCSF, Gregory Marcus, diz que “a cafeína é também um diurético, que pode reduzir a pressão arterial e, portanto, diminuir o risco de arritmia. Muitos outros ingredientes presentes no café também têm propriedades anti-inflamatórias que podem apresentar resultados positivos”, diz, em nota publicada pelo site Science Daily.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores das duas universidades conduziram testes clínicos em 200 pacientes que apresentavam quadros constantes de arritmia cardíaca (fibrilação atrial), histórico do problema ou condições correlatas.

Choque elétrico

Os pacientes foram submetidos a uma cardioversão elétrica, que é a aplicação de um único choque elétrico que busca restaurar o ritmo normal das batidas.

Após o procedimento, parte dos pacientes foi escolhida aleatoriamente para beber uma xícara de café com cafeína uma vez ao dia durante seis meses. Para a outra parte foi pedido para deixar de tomar qualquer substância com cafeína pelo mesmo período de tempo.

Ao final do estudo, o grupo que bebeu café teve risco 39% menor de ter arritmia. Um dos autores do estudo, Christopher Wong, da UCSF, explica que a pesquisa quebra um paradigma na medicina sobre o consumo de café por pessoas com problemas cardíacos.

“Médicos sempre recomendaram aos pacientes com arritmia cardíaca minimizar o consumo de café, mas esse teste sugere que o seu consumo é seguro e pode até mesmo proteger o indivíduo,” opinou.

Segundo dados do estudo, a fibrilação atrial ocorre mais comumente na população acima dos 60 anos e também em pessoas que estão muito acima do peso ideal. Nos Estados Unidos, o problema atinge cerca de 10 milhões de adultos.



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Agricultura tropical é peça central das negociações climáticas



A COP30 será histórica por dois motivos: é a primeira vez que a conferência ocorre na Amazônia e em um país com forte produção agrícola. Da porteira para fora, sustentabilidade e agropecuária podem parecer temas distintos, mas o setor é peça central na solução climática.

Esse é o propósito do ex-ministro Roberto Rodrigues, enviado especial da Agricultura para a COP30. Durante o Fórum Planeta Campo, nesta terça-feira (11), ele apresentou um documento com propostas para posicionar a agricultura tropical como pilar das soluções climáticas globais na conferência está sendo sediada em Belém.

Para isso, foi criado o Fórum Brasileiro de Agricultura Tropical, um espaço de diálogo para mostrar o agronegócio como parte estratégica dos desafios climáticos atuais. Além disso, a ideia também é mostrar o impacto positivo do setor na segurança alimentar e energética mundial.

Agricultura tropical e os seus desafios

O documento preparado por Rodrigues, junto a entidades representativas do agronegócio, já foi entregue ao presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago. Nele, o ex-ministro da Agricultura reúne oito propostas que reconhecem os desafios do setor, mas que também destacam a singularidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos tropicais:

  • Reposicionamento político-diplomático: Defende que a agricultura tropical seja tratada como estratégica na agenda global, integrando produção, floresta e clima em políticas unificadas.
  • Adaptação e resiliência como diretrizes: Propõe colocar a adaptação no centro da agricultura tropical, com práticas sustentáveis e inovação voltadas à regeneração e à resiliência produtiva.
  • Centralidade da ciência, tecnologia e inovação: Aponta a necessidade de investir continuamente em pesquisa, extensão rural e bioeconomia para impulsionar uma agricultura de baixa emissão.
  • Compromissos financeiros para agricultura sustentável: Pede integração da agricultura aos mecanismos de financiamento climático, com recursos dedicados à transição de baixo carbono e valorização de florestas produtivas.
  • Financiamento para setores vulneráveis: Sugere priorizar recursos para áreas mais expostas aos impactos do clima, promovendo resiliência, segurança alimentar e justiça climática.
  • Integração das agendas de segurança alimentar e energética: Reforça a agricultura tropical como base da segurança alimentar e energética global, com destaque para a agroenergia na transição climática.
  • Coexistência de modelos produtivos sustentáveis: Reconhece a importância de diferentes modelos agrícolas e defende políticas complementares que respeitem as realidades regionais.
  • Bio-revolução na agricultura: Propõe consolidar o uso de soluções biológicas, como biofertilizantes e inoculantes, para reduzir emissões e fortalecer a saúde do solo.

Neste sentido, as propostas consolidam a visão de que a agricultura tropical deve ocupar um espaço central nas negociações climáticas globais, especialmente na COP30. Para Roberto Rodrigues, entretanto, o desafio é transformar o potencial produtivo e ambiental do setor em política de estado e posicionar o Brasil como referência mundial em soluções sustentáveis.



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Avalie o milho com cautela



Consumo mantém preços em alta


Consumo mantém preços em alta
Consumo mantém preços em alta – Foto: Pixabay

A exportação brasileira de milho segue firme e tem sustentado os preços especialmente nos estados do Centro-Oeste, onde há menor presença de indústrias locais de etanol ou proteína animal e o escoamento se concentra pelos portos do Arco Norte. A informação é da TF Agroeconômica, que destaca ainda o avanço da demanda industrial no Sul e em Mato Grosso, elevando as cotações em 4,10% nos últimos 20 dias.

De acordo com a consultoria, o comportamento do mercado confirma a projeção de que o consumo do segundo semestre, somado à exportação, manteria os preços em alta. A recomendação, no entanto, é avaliar com cautela o custo do carregamento em relação ao preço oferecido pelos compradores: se o valor de venda for inferior ao da referência para novembro, a estratégia ideal é liquidar as posições.

Entre os fatores de alta, a TF Agroeconômica aponta a retomada das exportações brasileiras de carne de frango para a China, que deve ampliar o consumo de milho para ração, estimado em 56 milhões de toneladas anuais. As boas margens das usinas de etanol também impulsionam a demanda interna, com alta de 5,89% nos preços em 30 dias. No cenário externo, a boa demanda de exportação dos EUA e a redução de 58,25% nas exportações de milho da Ucrânia contribuem para o fortalecimento das cotações globais.

Já entre os fatores de baixa, o relatório cita as condições climáticas favoráveis à colheita nos EUA e Argentina, a intensificação das vendas dos produtores americanos e a incerteza sobre a política de mistura de biocombustíveis da EPA, que tem gerado atritos entre os setores de petróleo e agronegócio. Esses elementos limitam novas altas no mercado futuro, embora o cenário geral permaneça positivo para o milho brasileiro no curto prazo.





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Tornado e ciclone expõem avanço do risco climático no Brasil, aponta relatório da Aon



Os temporais que atingiram a região Sul nos últimos dias, incluindo tornados com ventos de acima dos 300 km/h no Paraná, que provocaram 7 mortes e deixaram mais de 700 feridos, e um ciclone que provocou danos em ao menos 80 cidades no Sul e no Sudeste, voltaram a expor o crescimento da vulnerabilidade climática no Brasil.

O alerta consta no relatório Global Catastrophe Recap – 3º trimestre de 2025, divulgado pela Aon, empresa global de gestão de riscos e resseguros. Segundo o estudo, apesar de uma desaceleração na atividade global de desastres entre julho e setembro, as perdas econômicas mundiais já somam US$ 203 bilhões em 2025, sendo US$ 114 bilhões cobertos por seguros.

A diferença entre o total de prejuízos e o volume efetivamente segurado, chamada de lacuna de proteção, ficou em 44%, a menor já registrada para o período. Segundo a Aon, o resultado se deve principalmente à alta participação de eventos nos Estados Unidos, onde a cobertura securitária é mais ampla.

América do Sul tem perdas de US$ 6,7 bilhões

Na América do Sul, os desastres naturais causaram US$ 6,7 bilhões em perdas econômicas entre janeiro e setembro, impulsionadas por secas prolongadas, incêndios e tempestades severas. O Brasil aparece entre os países mais afetados.

A seca persistente, sobretudo no Centro-Sul, foi responsável por US$ 4,8 bilhões em prejuízos apenas no Brasil. Desse total, cerca de 10% tinham cobertura de seguro, segundo o relatório. O impacto atingiu diretamente o agronegócio e a geração de energia, com reservatórios e lavouras pressionados pela falta de chuvas.

Brasil registra recorde histórico recente de prejuízos

Os novos dados reforçam o diagnóstico de outro estudo da Aon, o Climate and Catastrophe Insight 2024, que apontou que os desastres naturais causaram mais de US$ 12 bilhões em prejuízos no Brasil no último ano, o maior valor já registrado.

As enchentes no Rio Grande do Sul lideraram o ranking dos eventos mais custosos em perdas seguradas da história do país.

Aumento da frequência exige avanço na gestão de risco

Para especialistas, a combinação de mais eventos extremos com baixa cobertura securitária expõe governos, empresas e produtores a riscos elevados.

“Enfrentamos perdas bilionárias associadas à seca e eventos extremos recorrentes, com cobertura ainda muito limitada. Investir em dados e modelagem catastrófica é essencial para reduzir o impacto econômico e social desses desastres”, afirma Beatriz Protásio, CEO de Resseguros para o Brasil na Aon.



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Brasil deve exportar até 4,2 milhões de toneladas de soja em novembro, aponta Anec



O Brasil deve embarcar até 4,26 milhões de toneladas de soja em grão ao longo de novembro, segundo a atualização semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Apenas para o grão, a entidade estima 3,77 milhões de toneladas, número bem acima das 2,23 milhões de toneladas registradas em novembro de 2024.

O ritmo dos embarques vem em desaceleração em relação a outubro, quando o país exportou 6,39 milhões de toneladas. Na semana encerrada em 8 de novembro, os portos brasileiros movimentaram 942,5 mil toneladas. Para a semana entre 9 e 15 de novembro, a projeção é de 1,36 milhão de toneladas.

Farelo de soja também ganha ritmo

No caso do farelo de soja, a expectativa é de exportações de 2,46 milhões de toneladas ao longo de novembro. No mesmo período do ano passado, o país embarcou 1,72 milhão de toneladas.

Em outubro, os embarques haviam somado 1,72 milhão de toneladas. Apenas na semana passada, foram 483,1 mil toneladas, e para esta semana, a ANEC projeta 594,4 mil toneladas destinadas ao mercado externo.



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