quinta-feira, abril 23, 2026

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Safra de oliva tem bom desempenho



A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, a safra apresenta bom desempenho no estado.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre de forma gradual. As plantas apresentam sanidade adequada e bons rendimentos. Segundo o informativo, os produtores da região não comercializam os frutos in natura e optam por contratar lagar para a extração do azeite, que posteriormente é comercializado com marcas próprias.

Na região administrativa de Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a safra apresenta bom desempenho tanto em qualidade dos frutos quanto em produtividade. O relatório aponta ainda que a qualidade do azeite produzido também deve ser positiva nos municípios de Cachoeira do Sul, Restinga Sêca, São João do Polêsine, Formigueiro e São Sepé.

Na região administrativa de Soledade, a produção também apresenta volume expressivo. O município de Encruzilhada do Sul concentra cerca de 1.000 hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em produção. O informativo destaca que “o tempo mais seco na floração favoreceu muito a cultura”, apontando ainda que as cultivares mais produtivas são Koroneiki e Arbequina.





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Vendaval de 100 km/h: Inmet emite alerta vermelho para capital brasileira


ciclone extratropical - agencia brasil - frente fria, na previsão do tempo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho — o maior na escala de gravidade — para ventos acima de 100 km/h em 26 municípios do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre, durante toda essa quarta-feira (8).

De acordo com o órgão, há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, de queda de árvores e transtornos no transporte rodoviário, além de impactos em plantações.

O Instituto avisa que a região metropolitana de Porto Alegre e o sudeste Rio-grandense serão as áreas mais afetadas (veja no mapa abaixo).

vendaval no RS
Foto: Reprodução Inmet

O alerta vermelho é válido para os seguintes municípios:

  • Arambaré
  • Arroio Grande Barra do Ribeiro
  • Camaquã
  • Capão do Leão
  • Capivari do Sul
  • Cerro Grande do Sul
  • Chuí
  • Cristal
  • Jaguarão
  • Mariana Pimentel
  • Mostardas
  • Palmares do Sul
  • Pedro Osório
  • Pelotas
  • Porto Alegre
  • Rio Grande
  • Santa Vitória do Palmar
  • São José do Norte
  • São Lourenço do Sul
  • Sentinela do Sul
  • Sertão Santana
  • Tapes
  • Tavares
  • Turuçu
  • Viamão

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Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul


O Centro de Monitoramento da Defesa Civil atualizou nesta segunda-feira (6) o prognóstico meteorológico para os próximos dias no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, a formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma frente fria devem favorecer a ocorrência de tempestades entre segunda-feira (6) e terça-feira (7), com rajadas de vento que podem superar 90 km/h, chuva pontualmente intensa e possibilidade de granizo isolado.

De acordo com o Cmdec, na tarde e noite de segunda-feira há condição para tempestades acompanhadas de vento forte e precipitações em diferentes regiões do estado, incluindo Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro, Campanha e partes do Sul, além dos Vales, da Serra e da Região Metropolitana de Porto Alegre. O órgão aponta que o risco de rajadas intensas e chuva mais forte aumenta a partir da noite, quando as tempestades avançam da região Oeste em direção ao Centro.

Os volumes de chuva previstos para o dia variam entre 10 e 50 milímetros, podendo atingir até 90 milímetros em pontos do Oeste, Centro e Campanha. A previsão também indica mar agitado e condição de ressaca no litoral.

Para terça-feira (7), o órgão mantém o alerta para tempestades em áreas do Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre e no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Conforme o Cmdec, as tempestades devem atingir inicialmente áreas das Missões e do Centro durante a madrugada, avançando ao longo do dia para regiões da metade Norte e Leste do estado.

Os acumulados previstos para terça-feira variam entre 10 e 60 milímetros por dia, podendo chegar a 120 milímetros em pontos das Missões, do Noroeste e do Centro. O mar deve permanecer agitado e com ressaca.

A tendência para quarta-feira (8) indica a atuação de instabilidades durante a madrugada em áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte, além do Extremo Sul do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, podem ocorrer chuva moderada a pontualmente forte e descargas elétricas. No decorrer do dia, a previsão aponta chuva fraca a moderada e variação de nebulosidade sobre o território gaúcho.

Na faixa Leste do estado, as rajadas de vento devem variar entre 60 e 80 km/h, com registros pontuais de até 90 km/h no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. A condição de mar agitado e ressaca também deve persistir.

O Cmdec informa que a situação hidrológica atual apresenta níveis entre limiares de normalidade e patamares críticos para níveis baixos, com tendência geral de estabilidade ou declínio. Em função das chuvas previstas, especialmente no Oeste e no Centro do estado, o órgão indica condição de alerta e atenção para municípios destacados no mapa hidrológico.

Segundo o órgão, há risco de cheias em arroios, córregos e rios de pequeno porte, além da possibilidade de alagamentos em áreas urbanas, dependendo da intensidade das precipitações. Já os rios de maior porte podem registrar elevação moderada dos níveis, sem previsão de inundações, com recuperação gradual dos níveis considerados baixos.





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Brasil exportará pimenta e DDG para dois novos países


pimenta exportação
Foto: Pixabay

O Brasil passará a exportar novos produtos agropecuários para o Peru e as Filipinas, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (7).

Para a nação vizinha, as autoridades sanitárias autorizaram a compra de sementes de pimenta da espécie “capsicum baccatum”, que incluem variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci.

Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o Perú, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Já em relação às Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG, na sua sigla em inglês), produto amplamente utilizado na alimentação animal.

No ano passado, o país do leste asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, principalmente carnes, cereais e farinhas.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

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Fazenda Conforto e JBJ confirmam negociação do maior projeto pecuário da América Latina


Fazenda Conforto (GO)
Fazenda Conforto (GO). Foto: Reprodução

O maior projeto pecuário da América Latina pode acontecer em breve: a compra da Fazenda Conforto pela JBJ Agropecuária. Em conversa com o Canal Rural nesta terça-feira (7), o fundador da companhia, José Batista Junior, confirmou que fez a proposta e aguarda resposta.

A família Negrão, proprietária da Conforto, localizada em Nova Crixás, em Goiás, por sua vez, veio a público para esclarecer que a venda ainda está sendo estudada.

Animais na Fazenda Conforto
Foto: Reprodução

“A empresa confirma que recebeu uma proposta formal da JBJ Agropecuária. No entanto, é importante ressaltar que não há qualquer acordo firmado, assinado ou concluído até o presente momento. A proposta encontra-se em fase de análise pela família controladora, sem definição quanto à sua aceitação. Portanto, não procede a informação de que a Fazenda Conforto tenha sido vendida”, esclarece.

A JBJ tem, atualmente, o maior confinamento de gado do Brasil, com capacidade anual de 540 mil animais (180 mil estáticos), em todas as suas unidades. De propriedade de José Batista Junior, filho mais velho de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, o grupo conta com fazendas de cria dedicadas à seleção e produção de bezerros e bezerras nelore e angus, fazendas de recria e confinamento.

Já a Fazenda Conforto, de 12 mil hectares, conta com capacidade anual para cerca de 200 mil animais em três módulos de confinamento, sendo mais de 70 mil estáticos.

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Oferta restrita sustenta preços do boi gordo e leva frigoríficos a reduzir abates


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo ainda registra negócios pontuais acima da média de referência, em um cenário marcado pela oferta restrita, que mantém as escalas de abate encurtadas na maior parte do país.

Diante da disponibilidade limitada de animais, frigoríficos começam a ajustar suas estratégias, com redução no ritmo de abates e até a possibilidade de concessão de férias coletivas em algumas unidades.

Quando se observa a exportação, o mercado ainda está atento a progressão da cota chinesa como elemento chave para a atual temporada, em caso de rápido esgotamento haverá maior dificuldade durante o terceiro trimestre, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

No mercado externo, a atenção se volta para o avanço da cota chinesa, considerada fator decisivo para o desempenho da temporada. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em caso de rápido esgotamento haverá maior dificuldade durante o terceiro trimestre.

Referência média da arroba do boi gordo

Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 366,75, na modalidade à prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 351,43 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 352,65. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 359,66. No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 363,04.

Atacado

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados durante a terça-feira, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

De acordo com Iglesias, o limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que seguem com preços deprimidos no início da semana.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,1545 para venda e a R$ 5,1525 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1359 e a máxima de R$ 5,1729.

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Produção de café salta de 555 para 2,8 mil toneladas no Amazonas


Café; variedade robusta amazônico
Foto: Divulgação/Idam

Difundida entre agricultores familiares e produtores rurais do Amazonas pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a variedade híbrida de café robusta amazônico revolucionou a produção cafeeira no estado.

Entre os anos de 2021 e 2025, a área plantada no estado passou de 517,81 hectares a 2.312,2 hectares e, no último ano, a produção alcançou a marca de 2,8 mil toneladas.

A variedade foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, no Amazonas, foi cultivada de forma experimental nos municípios de Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá, em 2017.

Os primeiros resultados foram observados, em 2021, com as primeiras colheitas. Desde então, a variedade híbrida, desenvolvida para atender às especificidades do clima e ambiente amazônico, se difundiu por meio da distribuição de mudas e metodologias de capacitação.

“O café está inserido como parte dos Projetos Prioritários (PP) do Idam, por ser uma cultura com grande potencial para alavancar o desenvolvimento rural sustentável no estado. São sete municípios contemplados, nos quais os agricultores recebem um acompanhamento intensivo dos nossos técnicos”, destacou a diretora-presidente do Idam, Eliane Ferreira.

Conforme a coordenadora do PP, Ana Cecília Lobato, a programação do instituto para este ano inclui a implantação de uma nova Unidade Demonstrativa (UD) de Café no município de Rio Preto da Eva, acompanhado de cursos de capacitação, Dias de Campo e outras metodologias de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

“Temos UDs implementadas em Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã, além de um viveiro em Vila Extrema, distrito de Lábrea, e Lindoia, distrito de Itacoatiara. Além disso, realizamos cursos nos municípios contemplados pelo PP e Dias de Campo nos municípios de Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã e Rio Preto da Eva”, informou Ana Cecília Lobato.

Números

Em 2021, o Amazonas apresentava uma produção de 555,95 toneladas, com 517,81 hectares e 600 cafeicultores. Quatro anos depois os primeiros resultados serem observados com o cultivo da nova variedade, em 2025, a produção chegava a 2.815,01 toneladas, 2.312,2 hectares de área plantada, e 1.411 cafeicultores.

Apuí se destacou, em 2025, com a maior produção no estado, chegando a 1.011,2 toneladas, 1.006 hectares de área plantada e 700 cafeicultores. Em segundo lugar está o município de Humaitá, com uma safra de 720 toneladas, seguido de Rio Preto da Eva, 228 toneladas.

Destacam-se também o distrito de Vila Extrema e os municípios de Lábrea, Envira, Guajará, Presidente Figueiredo, Silves e São Sebastião do Uatumã que, acompanhados de Apuí, Humaitá e Rio Preto da Eva, compõem os sete municípios inseridos no PP do Café.

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Gestão no agro: quais os desafios para o produtor se manter competitivo?


Foto gerada por IA.
Foto gerada por IA.

No Giro do Boi desta terça-feira (7), a especialista em gestão estratégica Iara Corrêa trouxe uma análise sobre os desafios estruturais que limitam o crescimento do agro brasileiro. Com dezoito anos de experiência, Iara destacou uma falha central na formação do setor: “O produtor foi preparado para produzir, mas não para gerir o risco”.

De acordo com a especialista, a excelência dentro da porteira não é mais suficiente para garantir a permanência no mercado. Ela afirmou que a profissionalização da gestão é o único caminho para a competitividade e a segurança jurídica. Essa urgência tornou-se crítica, especialmente com a entrada em vigor de exigências internacionais mais rígidas, como as da União Europeia.

Confira a entrevista completa:

Exigências do mercado

Iara ressaltou que ter um “boi bom” já não basta: o mercado exige transparência absoluta. Fazendas sem regularidade documental e sem registros formais de funcionários correm risco imediato de embargo nos frigoríficos. O produtor precisa organizar escrituras, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e contratos de locação, garantindo a rastreabilidade total do ciclo produtivo para evitar a recusa de cargas.

Apesar da evolução tecnológica das máquinas, a gestão de pessoas no campo ainda é marcada pela informalidade, o que gera um gargalo produtivo e social. Cerca de 60% dos trabalhadores rurais ainda operam sem vínculo formal, um reflexo da baixa escolaridade e da sazonalidade.

Cultura de pertencimento

A falta de formalização afasta os jovens do campo. Para Iara, a solução é criar uma “cultura de pertencimento”, onde o colaborador se sinta parte do propósito do negócio. Essa abordagem favorece a retenção de talentos e a sucessão familiar.

A mensagem final da especialista para o produtor rural em 2026 é um chamado à ação: a competitividade não se mede mais apenas por arrobas por hectare, mas pela capacidade de gerir os riscos sociais e jurídicos da atividade. Sair da zona de conforto da produção e entrar na era da gestão estratégica é o que define quem permanecerá no mercado. Como conclui Iara: “Quem não cria estratégia, vira estratégia dos outros”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Cigarrinha-do-milho, invasoras, tratamento de sementes e ferrugem da soja são temas na Tecnoshow Comigo


Com seis lançamentos de produtos previstos para este ano, a Sipcam Nichino Brasil participa, entre os dias 6 e 10 deste mês, do evento Tecnoshow Comigo. Programado para a goiana Rio Verde, o encontro é descrito como a maior vitrine de insumos do Centro-Oeste. Nesta edição, a Sipcam Nichino, uma das principais do setor de proteção de cultivos, leva ao produtor resultados associados ao inseticida Fiera®, ao herbicida Click® Pro, à plataforma para tratamento de sementes Seed Pro e ao fungicida Fezan® Gold.

De acordo com o engenheiro agrônomo Wellington Alvarenga, da área de desenvolvimento de mercado, o novo inseticida Fiera® age nas fases ninfais de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje uma das principais pragas do cereal. Segundo ele, a solução tem por principal diferencial a quebra do ciclo de desenvolvimento da praga, por meio do controle eficaz da fase “ninfa” do inseto.

“Traz um novo conceito técnico. Fiera® atua sobre todas as fases jovens, sobre ovos da ‘cigarrinha’ e mostra resultados efetivos na redução da fecundidade e da fertilidade de fêmeas da praga”, ele reforça.

Segundo Alvarenga, o herbicida Click® Pro, também lançado recentemente no país, constitui uma solução inovadora da cultura do milho, composta pela mistura de dois ativos sinérgicos no controle de plantas daninhas: terbutilazina e mesotriona.

“Trata-se de um herbicida de ação pós-emergente, altamente seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas. Apresenta controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual pós-emergente, inclusive sobre espécies de difícil controle resistentes ao glifosato e à atrazina”, resume o agrônomo.

A plataforma para tratamento de sementes Seed Pro, complementa Wellington Alvarenga, é formada pelos fungicidas Tiofanil® FS e Torino® e pelo bioestimulante Abyss®, além do polímero Blue 2005 e do pó secante Dry Shine. “Junto a esse conjunto de produtos que age em sinergia, a adesão à plataforma contempla a prestação de serviços ao produtor na proteção de sementes de soja e cultivos como amendoim, feijão, sorgo e trigo, entre outras.”

“Nosso foco é onde tudo começa. A Seed Pro chega ao mercado ancorada em um amplo trabalho de pesquisa, para auxiliar o agricultor na tomada das melhores decisões na fase inicial de sua lavoura”, continua Alvarenga.

Parte do chamado ‘portfólio-estrela’ da Sipcam Nichino, o fungicida Fezan® Gold, igualmente, será alvo de apresentações técnicas e divulgação de resultados em Rio Verde. Conforme Alvarenga, há seis anos avaliado nos Ensaios de Rede do Consórcio Antiferrugem, a solução permanece entre as sete tecnologias consideradas mais eficazes no controle da ferrugem da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e altamente danosa.





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Praga do milho provoca prejuízo de R$ 33,6 bilhões por ano, mostra Embrapa


Foto: Pedro Silvestre | Canal Rural Mato Grosso

A cigarrinha-do-milho é o maior pesadelo sanitário dos produtores do cereal no país, com prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões.

Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 bilhões. Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (7) pela Embrapa.

O impacto reflete perda média de produção de 22,7% entre 2020 e 2024, equivalente a cerca de 31,8 milhões de toneladas de milho por ano. Cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.

Além disso, custos de aplicação de inseticidas para o controle do Dalbulus maidis, nome científico da cigarrinha-do-milho, aumentaram 19% no período, superando US$ 9 (R$ 46) por hectare.

Danos dos enfezamentos do milho

O levantamento foi publicado na edição de abril da revista científica internacional Crop Protection, direcionada à proteção de cultivos agrícolas.

Com base em dados desde 1976 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os pesquisadores calcularam os danos dos enfezamentos do milho, doença causada por bactérias transmitidas pela cigarrinha-do-milho.

Também participaram do estudo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo a Embrapa, a praga é “o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas”.

O levantamento foi conduzido em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil.

De acordo com o pesquisador da divisão Cerrados da Embrapa, Charles Oliveira, “em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade”.

Como age a cigarrinha

cigarrinha-credito-embrapa
Foto: Embrapa

A cigarrinha-do-milho adquire os patógenos causadores do enfezamento (falta de desenvolvimento) do milho ao se alimentar em plantas de milho infectadas e, depois, passa a transmiti-los para as plantas sadias.

A doença se desenvolve no milho de duas formas: o pálido e o vermelho. Também altera a coloração da planta e também leva ao aparecimento de estrias, além, claro, de afetar a produção de grãos.

O pesquisador Charles Oliveira chama atenção para o fato de que não há tratamento preventivo contra o enfezamento causado pela praga, o que pode levar à perda total de lavouras.

Oliveria contextualiza que a doença é conhecida desde a década de 1970, mas que surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015.

“Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha [segunda safra de milho no mesmo ano agrícola] e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, descreve.

Ameaça à produção

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, e um valor de produção de cerca de US$ 30 bilhões (quase R$ 155 bilhões).

O assessor técnico da CNA Tiago Pereira aponta que a praga representa “perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do país”.

A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, aponta que os danos não ficam restritos da porteira das fazendas para dentro.

“Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”, diz.

Para ela, estudos que levam a mensurar os prejuízos são úteis para “orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos e avaliar a eficácia das práticas adotadas”.

Cuidado com as safras

No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa lista recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar agricultores.

Entre os cuidados sugeridos estão:

  • Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.
  • Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.
  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.
  • Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos.
  • Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.
  • Existe a tentativa de usar controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas.

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