sexta-feira, abril 24, 2026

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Crise global dispara preços e ameaça o agro



O preço dos fertilizantes está pesando



Foto: Canva

A escalada das tensões geopolíticas tem provocado impactos diretos nas cadeias globais de insumos agrícolas, com reflexos imediatos sobre custos e disponibilidade. A análise é de José Carlos de Lima Júnior, cofundador e professor da Harven Agribusiness School, que aponta a intensificação desse cenário a partir de dados divulgados pela Fertilizer Week.

De acordo com as informações mais recentes, os preços dos fertilizantes seguem em alta à medida que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se prolonga, afetando o tráfego no Estreito de Ormuz, hoje praticamente paralisado. A interrupção dos embarques no Oriente Médio já começa a impactar os estoques globais de enxofre, insumo derivado do refino de petróleo e essencial para a produção de diversos fertilizantes.

A redução da oferta de enxofre desencadeia um efeito em cadeia na rede de suprimentos, levando o mercado a operar com estoques limitados. Esse movimento já é observado em grandes produtores globais. A OCP Group, do Marrocos, maior produtora de fosfato do mundo, antecipou a manutenção de suas unidades e projeta queda de até 30% na produção no segundo trimestre, refletindo diretamente a escassez do insumo.

O impacto já aparece nos preços. O ácido sulfúrico acumula alta de US$ 75 por tonelada para compradores brasileiros, enquanto a pressão se estende para produtos como ureia, amônia, cloreto de potássio e fosfatos. A análise também indica que o efeito pode alcançar outros segmentos ligados ao agro, como defensivos e embalagens, caso a restrição avance sobre derivados como polímeros, metanol e gás natural liquefeito.

O cenário expõe a vulnerabilidade da cadeia global de insumos e amplia os riscos para a produção agrícola. Na avaliação apresentada, decisões concentradas em poucos agentes acabam gerando consequências amplas, atingindo diretamente bilhões de pessoas por meio do encarecimento dos alimentos.





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Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em passaporte e adesivos interativos para promover conexão entre visitantes


A Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em experiências interativas para reforçar o conceito “O Agro Conecta”, com iniciativas que estimulam a circulação e o engajamento do público ao longo de toda a programação. O “Passaporte das Conexões”, voltado exclusivamente aos cooperados, e o “Adesivo de Conexão”, aberto a todos os visitantes, consolidam a proposta de promover encontros e trocas durante a feira, que será realizada de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO).

O “Passaporte das Conexões”, um item colecionável, desenvolvido em formato de livreto, convida o cooperado a percorrer sete estações temáticas distribuídas pelo evento. Inspirado em passaportes tradicionais, reúne elementos visuais da feira e espaços internos destinados aos carimbos, que registram a jornada do participante de forma prática e interativa.

A dinâmica tem início com a retirada do passaporte na Boutique Tecnoshow, mediante cadastro. Ao longo do circuito, o cooperado é incentivado a visitar diferentes espaços, como os plots de Agricultura e Pecuária, a Loja COMIGO, a Praça do Óleo, a área de distribuição de mudas, o Espaço Tecnologia e Inovação e o Espaço Sementinhas do Agro. Em cada parada, ao concluir as atividades propostas, recebe um carimbo correspondente à temática da estação, avançando no percurso de conexões.

Ao concluir o trajeto, o participante deve entregar o passaporte na Casa do Cooperativismo, garantindo um pin e um kit conector. Como incentivo adicional, os cooperados também poderão participar de três sorteios, que terão como prêmio óculos Ray-Ban Meta, equipados com recursos tecnológicos que permitem gravar vídeos, tirar fotos, ouvir música e utilizar a Meta AI.

Complementando a proposta, o “Adesivo de Conexão” amplia a experiência para todo o público da feira. Distribuídos nas portarias após o cadastro nos totens de entrada, os adesivos apresentam números repetidos entre os visitantes, estimulando a interação. Ao encontrar outra pessoa com a mesma numeração, ambos recebem um voucher de R$ 150,00 para utilização na Boutique, promovendo conexões espontâneas e fortalecendo o relacionamento entre os participantes.

“As iniciativas foram pensadas para transformar a visita em uma experiência mais participativa e significativa, incentivando o público a circular por diferentes espaços e a interagir entre si. Ao conectar pessoas, conhecimento e oportunidades, fortalecemos o propósito da Tecnoshow como um ambiente de troca e construção conjunta no agro”, afirma a coordenadora de comunicação da Tecnoshow COMIGO, Gabriele Triches.

Serviço

Tecnoshow COMIGO 2026

Data: 6 a 10 de abril de 2026

Horário: 8h às 18h

Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde (GO)

Entrada gratuita





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Safra de oliva tem bom desempenho



A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, a safra apresenta bom desempenho no estado.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre de forma gradual. As plantas apresentam sanidade adequada e bons rendimentos. Segundo o informativo, os produtores da região não comercializam os frutos in natura e optam por contratar lagar para a extração do azeite, que posteriormente é comercializado com marcas próprias.

Na região administrativa de Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a safra apresenta bom desempenho tanto em qualidade dos frutos quanto em produtividade. O relatório aponta ainda que a qualidade do azeite produzido também deve ser positiva nos municípios de Cachoeira do Sul, Restinga Sêca, São João do Polêsine, Formigueiro e São Sepé.

Na região administrativa de Soledade, a produção também apresenta volume expressivo. O município de Encruzilhada do Sul concentra cerca de 1.000 hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em produção. O informativo destaca que “o tempo mais seco na floração favoreceu muito a cultura”, apontando ainda que as cultivares mais produtivas são Koroneiki e Arbequina.





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Vendaval de 100 km/h: Inmet emite alerta vermelho para capital brasileira


ciclone extratropical - agencia brasil - frente fria, na previsão do tempo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho — o maior na escala de gravidade — para ventos acima de 100 km/h em 26 municípios do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre, durante toda essa quarta-feira (8).

De acordo com o órgão, há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, de queda de árvores e transtornos no transporte rodoviário, além de impactos em plantações.

O Instituto avisa que a região metropolitana de Porto Alegre e o sudeste Rio-grandense serão as áreas mais afetadas (veja no mapa abaixo).

vendaval no RS
Foto: Reprodução Inmet

O alerta vermelho é válido para os seguintes municípios:

  • Arambaré
  • Arroio Grande Barra do Ribeiro
  • Camaquã
  • Capão do Leão
  • Capivari do Sul
  • Cerro Grande do Sul
  • Chuí
  • Cristal
  • Jaguarão
  • Mariana Pimentel
  • Mostardas
  • Palmares do Sul
  • Pedro Osório
  • Pelotas
  • Porto Alegre
  • Rio Grande
  • Santa Vitória do Palmar
  • São José do Norte
  • São Lourenço do Sul
  • Sentinela do Sul
  • Sertão Santana
  • Tapes
  • Tavares
  • Turuçu
  • Viamão

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Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul


O Centro de Monitoramento da Defesa Civil atualizou nesta segunda-feira (6) o prognóstico meteorológico para os próximos dias no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, a formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma frente fria devem favorecer a ocorrência de tempestades entre segunda-feira (6) e terça-feira (7), com rajadas de vento que podem superar 90 km/h, chuva pontualmente intensa e possibilidade de granizo isolado.

De acordo com o Cmdec, na tarde e noite de segunda-feira há condição para tempestades acompanhadas de vento forte e precipitações em diferentes regiões do estado, incluindo Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro, Campanha e partes do Sul, além dos Vales, da Serra e da Região Metropolitana de Porto Alegre. O órgão aponta que o risco de rajadas intensas e chuva mais forte aumenta a partir da noite, quando as tempestades avançam da região Oeste em direção ao Centro.

Os volumes de chuva previstos para o dia variam entre 10 e 50 milímetros, podendo atingir até 90 milímetros em pontos do Oeste, Centro e Campanha. A previsão também indica mar agitado e condição de ressaca no litoral.

Para terça-feira (7), o órgão mantém o alerta para tempestades em áreas do Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre e no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Conforme o Cmdec, as tempestades devem atingir inicialmente áreas das Missões e do Centro durante a madrugada, avançando ao longo do dia para regiões da metade Norte e Leste do estado.

Os acumulados previstos para terça-feira variam entre 10 e 60 milímetros por dia, podendo chegar a 120 milímetros em pontos das Missões, do Noroeste e do Centro. O mar deve permanecer agitado e com ressaca.

A tendência para quarta-feira (8) indica a atuação de instabilidades durante a madrugada em áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte, além do Extremo Sul do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, podem ocorrer chuva moderada a pontualmente forte e descargas elétricas. No decorrer do dia, a previsão aponta chuva fraca a moderada e variação de nebulosidade sobre o território gaúcho.

Na faixa Leste do estado, as rajadas de vento devem variar entre 60 e 80 km/h, com registros pontuais de até 90 km/h no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. A condição de mar agitado e ressaca também deve persistir.

O Cmdec informa que a situação hidrológica atual apresenta níveis entre limiares de normalidade e patamares críticos para níveis baixos, com tendência geral de estabilidade ou declínio. Em função das chuvas previstas, especialmente no Oeste e no Centro do estado, o órgão indica condição de alerta e atenção para municípios destacados no mapa hidrológico.

Segundo o órgão, há risco de cheias em arroios, córregos e rios de pequeno porte, além da possibilidade de alagamentos em áreas urbanas, dependendo da intensidade das precipitações. Já os rios de maior porte podem registrar elevação moderada dos níveis, sem previsão de inundações, com recuperação gradual dos níveis considerados baixos.





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Brasil exportará pimenta e DDG para dois novos países


pimenta exportação
Foto: Pixabay

O Brasil passará a exportar novos produtos agropecuários para o Peru e as Filipinas, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (7).

Para a nação vizinha, as autoridades sanitárias autorizaram a compra de sementes de pimenta da espécie “capsicum baccatum”, que incluem variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci.

Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o Perú, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Já em relação às Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG, na sua sigla em inglês), produto amplamente utilizado na alimentação animal.

No ano passado, o país do leste asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, principalmente carnes, cereais e farinhas.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

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Fazenda Conforto e JBJ confirmam negociação do maior projeto pecuário da América Latina


Fazenda Conforto (GO)
Fazenda Conforto (GO). Foto: Reprodução

O maior projeto pecuário da América Latina pode acontecer em breve: a compra da Fazenda Conforto pela JBJ Agropecuária. Em conversa com o Canal Rural nesta terça-feira (7), o fundador da companhia, José Batista Junior, confirmou que fez a proposta e aguarda resposta.

A família Negrão, proprietária da Conforto, localizada em Nova Crixás, em Goiás, por sua vez, veio a público para esclarecer que a venda ainda está sendo estudada.

Animais na Fazenda Conforto
Foto: Reprodução

“A empresa confirma que recebeu uma proposta formal da JBJ Agropecuária. No entanto, é importante ressaltar que não há qualquer acordo firmado, assinado ou concluído até o presente momento. A proposta encontra-se em fase de análise pela família controladora, sem definição quanto à sua aceitação. Portanto, não procede a informação de que a Fazenda Conforto tenha sido vendida”, esclarece.

A JBJ tem, atualmente, o maior confinamento de gado do Brasil, com capacidade anual de 540 mil animais (180 mil estáticos), em todas as suas unidades. De propriedade de José Batista Junior, filho mais velho de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, o grupo conta com fazendas de cria dedicadas à seleção e produção de bezerros e bezerras nelore e angus, fazendas de recria e confinamento.

Já a Fazenda Conforto, de 12 mil hectares, conta com capacidade anual para cerca de 200 mil animais em três módulos de confinamento, sendo mais de 70 mil estáticos.

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Oferta restrita sustenta preços do boi gordo e leva frigoríficos a reduzir abates


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo ainda registra negócios pontuais acima da média de referência, em um cenário marcado pela oferta restrita, que mantém as escalas de abate encurtadas na maior parte do país.

Diante da disponibilidade limitada de animais, frigoríficos começam a ajustar suas estratégias, com redução no ritmo de abates e até a possibilidade de concessão de férias coletivas em algumas unidades.

Quando se observa a exportação, o mercado ainda está atento a progressão da cota chinesa como elemento chave para a atual temporada, em caso de rápido esgotamento haverá maior dificuldade durante o terceiro trimestre, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

No mercado externo, a atenção se volta para o avanço da cota chinesa, considerada fator decisivo para o desempenho da temporada. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em caso de rápido esgotamento haverá maior dificuldade durante o terceiro trimestre.

Referência média da arroba do boi gordo

Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 366,75, na modalidade à prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 351,43 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 352,65. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 359,66. No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 363,04.

Atacado

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados durante a terça-feira, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

De acordo com Iglesias, o limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que seguem com preços deprimidos no início da semana.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,1545 para venda e a R$ 5,1525 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1359 e a máxima de R$ 5,1729.

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Produção de café salta de 555 para 2,8 mil toneladas no Amazonas


Café; variedade robusta amazônico
Foto: Divulgação/Idam

Difundida entre agricultores familiares e produtores rurais do Amazonas pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a variedade híbrida de café robusta amazônico revolucionou a produção cafeeira no estado.

Entre os anos de 2021 e 2025, a área plantada no estado passou de 517,81 hectares a 2.312,2 hectares e, no último ano, a produção alcançou a marca de 2,8 mil toneladas.

A variedade foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, no Amazonas, foi cultivada de forma experimental nos municípios de Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá, em 2017.

Os primeiros resultados foram observados, em 2021, com as primeiras colheitas. Desde então, a variedade híbrida, desenvolvida para atender às especificidades do clima e ambiente amazônico, se difundiu por meio da distribuição de mudas e metodologias de capacitação.

“O café está inserido como parte dos Projetos Prioritários (PP) do Idam, por ser uma cultura com grande potencial para alavancar o desenvolvimento rural sustentável no estado. São sete municípios contemplados, nos quais os agricultores recebem um acompanhamento intensivo dos nossos técnicos”, destacou a diretora-presidente do Idam, Eliane Ferreira.

Conforme a coordenadora do PP, Ana Cecília Lobato, a programação do instituto para este ano inclui a implantação de uma nova Unidade Demonstrativa (UD) de Café no município de Rio Preto da Eva, acompanhado de cursos de capacitação, Dias de Campo e outras metodologias de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

“Temos UDs implementadas em Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã, além de um viveiro em Vila Extrema, distrito de Lábrea, e Lindoia, distrito de Itacoatiara. Além disso, realizamos cursos nos municípios contemplados pelo PP e Dias de Campo nos municípios de Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã e Rio Preto da Eva”, informou Ana Cecília Lobato.

Números

Em 2021, o Amazonas apresentava uma produção de 555,95 toneladas, com 517,81 hectares e 600 cafeicultores. Quatro anos depois os primeiros resultados serem observados com o cultivo da nova variedade, em 2025, a produção chegava a 2.815,01 toneladas, 2.312,2 hectares de área plantada, e 1.411 cafeicultores.

Apuí se destacou, em 2025, com a maior produção no estado, chegando a 1.011,2 toneladas, 1.006 hectares de área plantada e 700 cafeicultores. Em segundo lugar está o município de Humaitá, com uma safra de 720 toneladas, seguido de Rio Preto da Eva, 228 toneladas.

Destacam-se também o distrito de Vila Extrema e os municípios de Lábrea, Envira, Guajará, Presidente Figueiredo, Silves e São Sebastião do Uatumã que, acompanhados de Apuí, Humaitá e Rio Preto da Eva, compõem os sete municípios inseridos no PP do Café.

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Gestão no agro: quais os desafios para o produtor se manter competitivo?


Foto gerada por IA.
Foto gerada por IA.

No Giro do Boi desta terça-feira (7), a especialista em gestão estratégica Iara Corrêa trouxe uma análise sobre os desafios estruturais que limitam o crescimento do agro brasileiro. Com dezoito anos de experiência, Iara destacou uma falha central na formação do setor: “O produtor foi preparado para produzir, mas não para gerir o risco”.

De acordo com a especialista, a excelência dentro da porteira não é mais suficiente para garantir a permanência no mercado. Ela afirmou que a profissionalização da gestão é o único caminho para a competitividade e a segurança jurídica. Essa urgência tornou-se crítica, especialmente com a entrada em vigor de exigências internacionais mais rígidas, como as da União Europeia.

Confira a entrevista completa:

Exigências do mercado

Iara ressaltou que ter um “boi bom” já não basta: o mercado exige transparência absoluta. Fazendas sem regularidade documental e sem registros formais de funcionários correm risco imediato de embargo nos frigoríficos. O produtor precisa organizar escrituras, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e contratos de locação, garantindo a rastreabilidade total do ciclo produtivo para evitar a recusa de cargas.

Apesar da evolução tecnológica das máquinas, a gestão de pessoas no campo ainda é marcada pela informalidade, o que gera um gargalo produtivo e social. Cerca de 60% dos trabalhadores rurais ainda operam sem vínculo formal, um reflexo da baixa escolaridade e da sazonalidade.

Cultura de pertencimento

A falta de formalização afasta os jovens do campo. Para Iara, a solução é criar uma “cultura de pertencimento”, onde o colaborador se sinta parte do propósito do negócio. Essa abordagem favorece a retenção de talentos e a sucessão familiar.

A mensagem final da especialista para o produtor rural em 2026 é um chamado à ação: a competitividade não se mede mais apenas por arrobas por hectare, mas pela capacidade de gerir os riscos sociais e jurídicos da atividade. Sair da zona de conforto da produção e entrar na era da gestão estratégica é o que define quem permanecerá no mercado. Como conclui Iara: “Quem não cria estratégia, vira estratégia dos outros”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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