terça-feira, abril 21, 2026

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Consultoria aponta colheita de soja em 78,9%; ritmo está abaixo do ano passado


Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis
Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis. Foto: Amaggi

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 segue em andamento, mas ainda em ritmo inferior ao registrado em anos anteriores. De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os trabalhos atingiram 78,9% da área plantada até o dia 2 de abril.

Apesar do avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 71,5%, o ritmo ainda fica abaixo do observado no mesmo período do ano passado, que registrava 86,6% da área colhida. Também permanece aquém da média histórica para a data, estimada em 82,9%.

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Cotações sobem mais de 11% em março, mas liquidez segue baixa no RS



Valores atuais permanecem abaixo do patamar necessário para assegurar a rentabilidade


Foto: Paulo Rossi Divulgação

Em março, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul subiram mais de 11% em relação ao fechamento de fevereiro, apontam dados do Cepea. Apesar da valorização e da demanda firme, a liquidez permaneceu restrita durante todo o mês, devido à retração dos produtores, motivada pelo descompasso entre preços e os custos de produção, e à cautela dos agentes. Assim, as negociações ocorreram de forma pontual e em pequenos volumes. 

Mesmo com os avanços em março, pesquisadores do Cepea apontam que os valores atuais permanecem abaixo do patamar necessário para assegurar a rentabilidade do produtor. Ainda segundo o Cepea, com a redução das chuvas, produtores priorizaram as atividades de colheita, afastando-se do mercado spot. Apenas agentes com maior necessidade de caixa estiveram mais ativos, ainda que negociando volumes reduzidos. 





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Fake news sobre Reforma Tributária gera insegurança entre produtores


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

A Reforma Tributária sobre o consumo tem gerado ampla disseminação de informações equivocadas nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, gerando inseguranças em produtores rurais.

Entre os boatos mais comuns estão supostas multas relacionadas aos novos tributos, mudanças obrigatórias de regime tributário e exigências que ainda não existem na legislação.

Para a sócia proprietária e diretora administrativa da Lastro Soluções Tributárias para o Agro, Viviane Morales, o principal desafio neste momento é separar informações oficiais de interpretações equivocadas.

“Existe uma grande quantidade de conteúdos sendo compartilhados sem base legal. A Reforma Tributária foi aprovada, mas muitos pontos ainda dependem de regulamentação. Hoje, por exemplo, nem mesmo a alíquota definitiva dos novos tributos foi definida”, contextualiza.

Já o sócio proprietário e diretor comercial e de marketing do escritório, Gustavo Venâncio, ressalta que parte da confusão ocorre porque empresas e sistemas de tecnologia já começaram a se preparar para o novo modelo fiscal.

“Alguns sistemas de emissão de nota fiscal estão sendo adaptados para incluir campos relacionados aos novos tributos, como CBS e IBS. Isso não significa que esses impostos já estejam sendo cobrados ou que existam penalidades neste momento. Trata-se de uma preparação tecnológica necessária para a transição do sistema”, afirma.

Principais fake news sobre a Reforma Tributária

  • “Quem não destacar CBS e IBS na nota fiscal será multado.”

Não há multa prevista neste momento. A alíquota dos novos tributos ainda não foi definida e o país está em fase de adaptação tecnológica dos sistemas fiscais.

  • “A Reforma Tributária não foi aprovada.”

A Reforma já foi aprovada por meio de Emenda Constitucional e conta com Lei Complementar. O que ainda está em andamento é a regulamentação prática das novas regras.

  • “Empresas do Simples Nacional terão que mudar obrigatoriamente de regime.”

Não existe até o momento qualquer regra que determine migração obrigatória para lucro presumido ou lucro real.

  • “Produtores rurais terão que virar pessoa jurídica.”

Até o momento, não há regulamentação que imponha essa exigência. Qualquer afirmação nesse sentido é especulação.

O que é a Reforma Tributária

Aprovada por meio de Emenda Constitucional, a Reforma Tributária já possui Lei Complementar estruturando parte do novo sistema. De acordo com o governo, o objetivo é simplificar, aumentar a transparência e aplicar tributação no destino. O ano de 2026 marca o início da fase de teste dessas mudanças no Brasil.

É um momento de adaptação, no entanto, diversos detalhes operacionais ainda dependem de regulamentação. A Reforma criou os tributos Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirão gradualmente impostos como PIS, Cofins e IPI; ICMS e ISS. A implementação ocorrerá de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

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Fiscais apreendem 1,5 toneladas de pescado em operação


pescado; apreensão
Foto: Fiscalização/Ibama/SP

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 1,5 tonelada de pescado durante fiscalização no litoral norte de São Paulo, no âmbito da Fase 3 da Operação Decapoda 2026.

A ação teve como foco o combate à pesca irregular e o cumprimento do período de defeso, essencial para a proteção dos estoques pesqueiros e a reprodução das espécies marinhas.

Durante a fiscalização, uma embarcação comercial, licenciada para a captura de camarão-rosa, foi abordada pelos agentes ambientais federais. Após análise, foram constatadas irregularidades que resultaram na aplicação de dois autos de infração.

Produtos apreendidos

O primeiro, no valor de R$ 65 mil, foi aplicado pela captura de 13 exemplares de espécies ameaçadas de extinção, entre elas peixes-emplastro-pintados, tubarões-anjo e raias-viola.

Já o segundo auto, no valor de R$ 30,7 mil, foi lavrado pela realização de pesca durante o período de defeso do camarão, com uso de embarcação de arrasto.

pescado; apreensão
Foto: Fiscalização/Ibama/SP

Doação

O pescado apreendido foi destinado ao programa social Sesc Mesa Brasil, por meio de Acordo de Cooperação Técnica, garantindo que alimentos em condições adequadas sejam direcionados a pessoas em situação de vulnerabilidade nutricional.

Operação Decapoda

A Operação Decapoda integra as ações contínuas de fiscalização do Ibama e reforça o monitoramento rigoroso da pesca de arrasto, especialmente durante o defeso. A atuação é fundamental para assegurar o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, evitar a sobrepesca e garantir a sustentabilidade da atividade pesqueira no país.

Esta é a terceira fase da operação, as etapas anteriores, que ocorreram nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, resultaram em ações importantes de fiscalização.

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9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro está com as inscrições abertas; participe!


As vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro de 2025 representaram as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul.

A Bayer, parceira do projeto Soja Brasil, e a Associação Brasileira do Agronegócio anunciaram a abertura das inscrições para a categoria “Produtora Rural” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. As interessadas poderão se inscrever até o dia 7 de junho, por meio do site oficial da iniciativa.

Para participar, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. As inscrições serão avaliadas por uma banca independente, formada por especialistas de instituições públicas e privadas, que analisam critérios técnicos e o alcance das iniciativas desenvolvidas no campo.

Segundo Daniela Barros, diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio mantém seu propósito desde a criação. “Mesmo após quase uma década, o Prêmio Mulheres do Agro segue com o propósito claro de reconhecer o protagonismo das mulheres no campo e ampliar a visibilidade de iniciativas que contribuem para um agronegócio mais sustentável, inovador e inclusivo”, afirma.

Entre os exemplos recentes está o de Flávia Strenger Garcia Cid, vencedora do primeiro lugar na categoria “Grande Propriedade” em 2025. Produtora rural e gestora da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte, ela lidera desde 2015 uma operação voltada à produção de óleos essenciais, extratos vegetais, plantas aromáticas e bioinsumos.

A propriedade se destaca por iniciativas como industrialização na própria fazenda, mecanização de culturas não convencionais, uso de energia renovável, conservação ambiental e gestão hídrica, além de ações com impacto social nas comunidades do entorno.

“O prêmio nos dá voz para inspirar outras produtoras e mostra que o trabalho feminino deixou de ser coadjuvante para ganhar protagonismo no agronegócio brasileiro. O reconhecimento confirma que o esforço e a dedicação à produção agrícola fazem a diferença”, destaca Flávia.

A 9ª edição do prêmio também marca os 130 anos da Bayer no Brasil. A cerimônia será realizada no segundo semestre, em São Paulo, durante evento promovido pela Bayer e pela ABAG, reforçando o compromisso da companhia com uma agenda mais diversa e inclusiva no agronegócio.

“O prêmio amadureceu ao longo dos anos, ampliou seu alcance e relevância. Em um ano tão simbólico para a Bayer, essa agenda exclusiva é uma consequência natural desse caminho e uma forma de valorizar ainda mais as histórias das premiadas e fortalecer conexões”, explica Daniela Barros.

Para Gislaine Balbinot, diretora da ABAG, o crescimento da iniciativa reflete o engajamento do setor. “Temos registrado recordes de participação a cada edição, o que nos incentiva a aprimorar o prêmio para que todas as vencedoras tenham suas trajetórias ainda mais impactadas”, afirma.

Ao final do processo, dez mulheres serão premiadas, sendo nove produtoras rurais e uma pesquisadora. As indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” estarão abertas entre 15 e 30 de abril.

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Acordo entre Google e ministério pretende melhorar eficiência do CAR


propriedade rural
Foto: Reprodução Canal Rural

Acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Público (MGI) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) com o Google vai tornar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) mais eficiente, afirmou nesta quinta-feira (2), a ministra Esther Dweck.

Segundo a ministra do MGI, a parceria permitiu a disponibilização imediata de imagens de satélite de alta resolução referentes a 2008 dos estados do Maranhão, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Pará.

“Vai facilitar muito e vai permitir a todos os agricultores que estão em dia com a legislação terem a vida facilitada, porque o CAR é base para crédito rural, vai ser base para o mercado de carbono e uma série outros benefício”, destacou a ministra.

Em entrevista ao Bom Dia Ministra, programa do CanalGov, Esther Dweck lembrou que a gestão do CAR chegou ao MGI em 2023, para melhorias no sistema criado pelo Código Florestal para que proprietários de terra pudessem declarar tanto as áreas preservadas em suas propriedades, quanto as que já haviam sofrido mudanças no uso da terra.

O Código Florestal, estabelecido em 2012, prevê percentuais de áreas privadas que podem ser desmatadas em cada bioma e cria a ferramenta autodeclaratória, que tem como referência o ano de 2008, para estabelecer o quanto ainda é possível avançar na abertura de áreas verdes para atividades como agricultura, pecuária e outros empreendimentos que exigem grandes extensões de terra.

“Uma das coisas que para a gente era importante eram imagens de alta resolução desse marco temporal de 2008 e desde o início do governo a gente veio conversando e com o Google a gente viu uma possibilidade. Então, eles fizeram uma doação das imagens”, conta.

Segundo a ministra, além das melhorias já realizadas no sistema do CAR, como a integração dos dados de registro de terras, que possibilitou a oferta do serviço de licenciamento ambiental pré-preenchido, também será possível avançar da validação dos dados declarados.

Nessa quarta-feira (1º), o MGI disponibilizou o novo conjunto de imagens para acesso público no catálogo de dados do Google Earth Engine e no Google Earth.

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Preço do boi gordo avança em março e é o mais alto desde 2022, segundo o Cepea


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Mesmo diante das incertezas e dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados, o setor pecuário brasileiro manteve firmeza ao longo de março, com valorização da arroba do boi gordo.

Levantamento do Cepea mostra que os preços iniciaram o mês sustentados nos níveis de fevereiro, impulsionados pela combinação de oferta restrita de animais prontos para abate e demanda externa aquecida.

Preço médio avança e bate recorde nominal

Em março, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média de R$ 350,18 por arroba, acima dos R$ 342,25 registrados em fevereiro.

No último dia do mês, a arroba foi negociada a R$ 356,00, o maior valor nominal da série histórica do Cepea.

Já em termos reais, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro de 2026, a média mensal é a mais alta desde fevereiro de 2022.

Oferta restrita sustenta valorização

Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas ao longo de março favoreceram as pastagens, permitindo que pecuaristas mantivessem os animais no campo por mais tempo.

Com isso, a oferta de boiadas prontas para abate permaneceu limitada ao longo do mês.

Diante de escalas de abate mais curtas, frigoríficos tiveram que ajustar os preços pagos pela arroba, sustentando o movimento de alta observado no período.

Demanda externa segue como suporte

Além da restrição de oferta, o bom ritmo das exportações continuou dando suporte às cotações no mercado interno.

Mesmo com o cenário externo mais incerto, a demanda internacional pela carne bovina brasileira segue contribuindo para a firmeza dos preços.

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RS colhe 73% da área de milho na safra



Produtividade do milho varia entre regiões



Foto: Pixabay

A colheita do milho alcança 73% da área cultivada no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, os resultados são considerados satisfatórios na média, embora haja diferenças regionais relacionadas às condições hídricas registradas ao longo do ciclo da cultura.

Conforme o informativo, 14% das lavouras estão em fase de maturação e outros 13% permanecem em estádios anteriores de desenvolvimento. A Emater/RS-Ascar destaca que essas áreas “têm apresentado resposta positiva às precipitações, especialmente no que se refere à manutenção do enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das áreas tardias”.

O avanço da colheita ocorre de forma desigual em diferentes regiões do estado. Segundo o relatório, esse ritmo é influenciado pela umidade dos grãos e pela ocorrência de chuvas recentes, que em alguns locais retardam a perda natural de umidade e dificultam a circulação de máquinas nas lavouras.

A produtividade também reflete o comportamento climático ao longo da safra. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas que registraram regularidade hídrica e adotaram manejo adequado apresentam os melhores resultados, enquanto regiões que enfrentaram restrição de água em fases críticas do desenvolvimento da cultura tiveram perdas parciais.

As áreas ainda não colhidas correspondem, em grande parte, a plantios tardios ou de safrinha, que apresentam desenvolvimento heterogêneo. O relatório aponta que essa condição está associada à irregularidade das chuvas ocorridas em janeiro e fevereiro, além das diferenças entre ambientes produtivos.

A instituição estima que a área cultivada com milho no estado nesta safra seja de 803.019 hectares, com produtividade média projetada em 7.424 quilos por hectare.

No aspecto fitossanitário, o informativo registra a presença da cigarrinha-do-milho em lavouras do estado. A ocorrência tem intensidade variável e, segundo a Emater/RS-Ascar, não há registros generalizados de danos severos nesta fase final da cultura.





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Brasil exporta 3,2 mil toneladas de mel no bimestre


O Paraná ocupou a segunda posição no ranking das exportações brasileiras de mel natural no acumulado do primeiro bimestre de 2026. A informação consta no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Segundo o levantamento, o estado exportou 693 toneladas de mel no período, gerando receita cambial de US$ 2,387 milhões, com preço médio de US$ 3,44 por quilo. No mesmo intervalo de 2025, o Paraná havia exportado 885 toneladas, com faturamento de US$ 2,845 milhões e preço médio de US$ 3,21 por quilo.

De acordo com o boletim, “no ranking das exportações de mel natural, o estado do Paraná ocupou a segunda posição no acumulado do primeiro bimestre de 2026”. Os dados indicam que, apesar da redução no volume embarcado, houve valorização no preço médio do produto.

No cenário nacional, as empresas brasileiras exportaram 3.210 toneladas de mel in natura entre janeiro e fevereiro de 2026, somando receita de US$ 11,204 milhões, conforme dados do Agrostat Brasil. O volume representa queda de 40% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 5.347 toneladas. A receita em dólares também recuou 32,1%, frente aos US$ 16,512 milhões registrados no primeiro bimestre do ano anterior.

Apesar da retração no volume, o preço médio nacional apresentou alta. Conforme o boletim, o valor médio do mel exportado chegou a US$ 3.490,43 por tonelada, aumento de 13% em comparação com o preço médio de US$ 3.088,07 por tonelada no mesmo período de 2025.

Entre os estados exportadores, Minas Gerais liderou o ranking, com receita de US$ 4,159 milhões obtida a partir da exportação de 1.177 toneladas, com preço médio de US$ 3,54 por quilo. No mesmo período do ano anterior, o estado havia exportado 1.827 toneladas, gerando receita de US$ 5,632 milhões.

Na terceira posição aparece Santa Catarina, com receita de US$ 1,068 milhão e exportação de 309 toneladas a um preço médio de US$ 3,46 por quilo. Em seguida está a Bahia, que registrou receita de US$ 834.006 com a exportação de 239 toneladas de mel, comercializadas a um preço médio de US$ 3,48 por quilo.

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino do mel brasileiro no primeiro bimestre de 2026. O país respondeu por 55,2% de todo o volume exportado, com 3.210 toneladas adquiridas e receita de US$ 6,204 milhões, a um preço médio de US$ 3,50 por quilo. No mesmo período de 2025, haviam sido importadas 4.519 toneladas, com receita de US$ 13,895 milhões.

Além do mercado norte-americano, outros parceiros comerciais também importaram mel brasileiro no período. Entre eles estão Canadá, Alemanha, Polônia, Filipinas e Reino Unido.

O boletim também destaca mudanças recentes na política tarifária aplicada pelos Estados Unidos. Em 20 de fevereiro de 2026, decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a tarifa de 50% que incidia sobre produtos brasileiros, conhecida como tarifa recíproca. Com a decisão, setores agropecuários como pescados, mel, uva, tabaco e café solúvel passaram a se enquadrar na tarifa geral de 10%, podendo chegar a 15%.

Segundo o relatório, “somente a partir de março e abril do ano corrente será possível vislumbrar o impacto da queda da sobretaxa de 50% sobre o mel brasileiro”. Ainda assim, o documento ressalta que, no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, o setor registrou retração de 60,8% no volume embarcado e de 55,3% na receita cambial.

Apesar da queda nas exportações, houve aumento no preço pago pelo produto brasileiro no mercado norte-americano. O valor médio da tonelada de mel adquirida pelos Estados Unidos passou de US$ 3.074,80 em 2025 para US$ 3.503,22 em 2026, crescimento de 13,9%.

De acordo com o boletim, esse cenário pode favorecer uma recuperação das exportações ao longo do ano. “Esse alívio tarifário, somado ao crescimento de 13,9% no valor da tonelada paga pelos EUA, abre uma perspectiva otimista para a recuperação do mel brasileiro ao longo do ano”, aponta o documento.





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‘Com maior potencial de perda, ferrugem asiática é a doença mais severa da soja’, diz pesquisadora da Embrapa


vazio sanitário, ferrugem asiática
Foto: Leila Costamilan/ Embrapa Trigo

Considerada uma das doenças mais agressivas da cultura da soja, a ferrugem asiática segue avançando nas lavouras brasileiras. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença pode provocar perdas de até 90% na produtividade quando não controlada adequadamente, o que reforça a necessidade de manejo preventivo e integrado nas áreas de produção.

De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, já são 374 ocorrências registradas no Brasil, com maior concentração na região Sul e Centro-Oeste. O estado do Paraná lidera com 156 casos, seguido por Mato Grosso do Sul (70), Rio Grande do Sul (61), Bahia (42) e São Paulo (19). Na sequência aparecem Goiás (8), Mato Grosso (7), Minas Gerais (5), Rondônia (3), Santa Catarina (2) e o Distrito Federal (1).

Segundo Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja, o problema exige atenção constante, especialmente diante do alongamento da janela de plantio. “Hoje a ferrugem não é a principal doença que ocorre nas lavouras, mas ainda continua sendo a doença mais severa da soja, com maior potencial de causar perda”, afirma.

De acordo com a pesquisadora, os primeiros focos da doença costumam surgir na região Sul, principalmente no Paraná, influenciados por fatores climáticos e pelo calendário agrícola de países vizinhos. “Quando a gente observa os dados do consórcio, normalmente a ferrugem começa pelo Paraná, pela região Sul, não só em função do plantio, mas também por causa do Paraguai, que planta antes. O Paraguai começa a plantar já no início de setembro”, explica.

Outro ponto relevante é a sobrevivência do fungo durante o inverno. No Sul, as condições são mais favoráveis à manutenção do inóculo, diferentemente do Cerrado. “No Paraná, como temos chuvas durante o inverno, há maior sobrevivência de esporos de ferrugem em plantas voluntárias, o que mantém o inóculo. Diferente do Cerrado, que é muito seco e não favorece essa sobrevivência”, destaca.

Nesta safra, um dos principais fatores de preocupação é a ampliação da janela de plantio, que aumenta o risco para lavouras semeadas mais tarde. “O que temos observado é que a janela de plantio está se estendendo demais. O principal controle da ferrugem hoje é semear cedo, com material precoce, até para viabilizar a segunda safra de milho. Mas quando você abre essa janela, as lavouras plantadas mais tarde, principalmente em novembro, acabam pegando um inóculo maior vindo das primeiras áreas”, alerta.

Segundo ela, produtores que precisaram replantar, seja por seca ou granizo, devem redobrar os cuidados. “Semeaduras após novembro são muito mais favoráveis para a ocorrência de ferrugem. O produtor que plantou mais tarde precisa ter atenção, porque o risco é maior”, afirma.

O monitoramento das lavouras e das condições climáticas é essencial para o manejo eficiente da doença. “O produtor pode acompanhar as ocorrências pelo site do consórcio de ferrugem ou por aplicativos. Quando surgem os primeiros casos, são emitidos alertas, porque é um fungo que se dissemina pelo vento. A partir do momento em que aparece na região, já existe inóculo”, explica.

Ela reforça que o clima também precisa ser considerado na tomada de decisão. “Não basta só a presença do fungo. É preciso observar o clima. Às vezes está muito seco e não é tão favorável. A doença depende sempre da combinação entre o patógeno, o hospedeiro, que é a soja, e condições climáticas adequadas”, pontua.

Por fim, a pesquisadora destaca que o controle deve ser antecipado, já que a ferrugem apresenta resistência e é difícil de conter após a instalação. “A ferrugem tem bastante resistência hoje. O produtor não pode esperar ela entrar na lavoura para controlar. É fundamental começar com controle preventivo, utilizando produtos eficientes, porque depois que ela se instala é difícil segurar. O objetivo é manter a lavoura limpa para evitar perdas de produtividade”, conclui.

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