terça-feira, abril 21, 2026

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Sexta-feira Santa pode ter calor de quase 40°C


A Sexta-feira Santa deve ser marcada por calor intenso, pancadas de chuva e risco de tempestades em diferentes regiões do Brasil, segundo informações divulgadas pelo Meteored. A previsão indica temperaturas próximas de 40°C em algumas áreas, além da ocorrência de instabilidades atmosféricas ao longo do dia.

De acordo com a análise meteorológica, a atuação de um cavado atmosférico contribui para a formação de instabilidades principalmente no Sudeste do Brasil. O sistema é descrito como “uma área alongada de baixa pressão” que favorece a organização de nuvens de chuva.

Enquanto isso, áreas do Centro-Oeste do Brasil e do Sul do Brasil devem registrar elevação das temperaturas em razão da presença de ar quente e mais seco. Segundo o Meteored, “os termômetros sobem bastante a partir desta sexta-feira (3), dando início ao feriado de Páscoa com calor”.

Nas regiões Norte do Brasil e Nordeste do Brasil, a previsão aponta combinação de calor, umidade e pancadas de chuva, com possibilidade de temporais isolados. O Meteored informa que “a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte de umidade para a atmosfera, aumentando a formação de nuvens carregadas”.

Durante a manhã, as temperaturas devem começar mais baixas em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nas áreas mais elevadas da Serra Catarinense e da Serra Gaúcha, os termômetros podem marcar cerca de 14°C nas primeiras horas do dia.

No Paraná, cidades da região de Guarapuava devem registrar temperaturas semelhantes, enquanto em outras áreas do Sul os valores variam entre 15°C e 18°C.

No Sudeste do Brasil, o amanhecer também será mais ameno, principalmente no centro-leste de São Paulo, na faixa entre o Alto Paranaíba e o leste de Minas Gerais, além de áreas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com mínimas entre 14°C e 18°C.

Em Goiás, as temperaturas pela manhã devem variar entre 18°C e 20°C. Já nas regiões Norte e Nordeste, as mínimas ficam mais elevadas, geralmente entre 21°C e 23°C, embora áreas do sudeste da Bahia possam registrar valores menores.

Com o avanço do dia, a previsão indica aumento rápido das temperaturas em grande parte do país, principalmente no oeste da Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

Durante a tarde, os termômetros podem marcar entre 33°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, cidades como Palmital e Brusque podem registrar cerca de 35°C, assim como áreas do noroeste do Paraná.

No Mato Grosso do Sul, o calor tende a ser mais intenso. Segundo o Meteored, as temperaturas devem variar entre 35°C e 39°C em grande parte do estado, podendo ultrapassar os 40°C em áreas próximas à fronteira com o Paraguai.

O Sudeste também deve registrar calor durante a tarde, com máximas de até 34°C no oeste de São Paulo e cerca de 33°C no Triângulo Mineiro. No restante do Centro-Oeste, as temperaturas devem variar entre 29°C e 34°C, especialmente no sul de Goiás e do Mato Grosso.

Nas regiões Norte e Nordeste, as máximas permanecem acima dos 30°C, com capitais nordestinas registrando valores entre 30°C e 32°C.

Apesar da previsão de redução na abrangência das chuvas em relação aos dias anteriores, ainda há risco de tempestades isoladas durante a tarde. Os principais pontos de atenção estão no leste de Minas Gerais e na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, especialmente em áreas próximas ao Triângulo Mineiro, onde pancadas de chuva podem ocorrer acompanhadas de trovoadas.

No Centro-Oeste, áreas com temperaturas mais baixas devem estar associadas à presença de nuvens carregadas, principalmente na porção central de Goiás e em pontos do Mato Grosso. A situação exige atenção de produtores rurais, especialmente durante a segunda safra de milho e o período final da colheita de soja.

No Nordeste, as chuvas devem ocorrer principalmente no litoral, impulsionadas pelo transporte de umidade vindo do oceano. Situação semelhante ocorre no Norte do país, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém a atmosfera úmida. Segundo o Meteored, “com temperaturas acima dos 30°C, o ambiente se torna favorável para convecção, aumentando as chances de chuvas intensas e tempestades isoladas”.





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Ciclone extratropical traz temporais e chuvas de mais de 100 mm em cinco dias; saiba quando e onde


ciclone chuva tempestade
Foto: Motion Array

O início de abril escancara um cenário de forte contraste climático no Brasil, colocando o produtor de soja entre dois extremos. De um lado, o avanço de um ciclone extratropical que despeja volumes expressivos de chuva no Sul e, de outro, a persistência da restrição hídrica em importantes regiões agrícolas do interior do país.

A formação do fenômeno no Sul do Brasil deve impulsionar temporais e acumulados elevados, com chuvas que podem ultrapassar os 100 milímetros em apenas cinco dias. Esse corredor de umidade também alcança áreas do sul de Mato Grosso do Sul e avança até pontos do interior de São Paulo, elevando o risco de encharcamento do solo, atrasos operacionais e possíveis perdas localizadas.

Enquanto isso, o alerta é ainda mais preocupante para produtores de Minas Gerais, Bahia e sul do Piauí. Nessas regiões, a ausência de chuvas nos próximos dias agrava o déficit hídrico no solo, pressionando lavouras em fases sensíveis. A recomendação é de aproveitar a janela entre os dias 7 e 11 de abril para manejar áreas e mitigar impactos, já que não há previsão de precipitações significativas nesse período.

A virada no padrão climático começa a ganhar força a partir do dia 12. Entre 12 e 16 de abril, a chuva retorna com intensidade sobre Goiás, Mato Grosso, Tocantins e centro-sul do Maranhão, com volumes entre 50 e 70 milímetros em cinco dias, trazendo alívio parcial para as áreas mais castigadas pela seca.

No Triângulo Mineiro, o cenário também tende a melhorar na segunda quinzena do mês. Cidades como Uberaba devem registrar chuvas entre os dias 14 e 19, com acumulados de até 80 milímetros, contribuindo para a recomposição da umidade do solo. Até o fim de abril, a expectativa é de cerca de 100 milímetros na região, um respiro importante, mas que ainda exige atenção diante das irregularidades ao longo do mês.

O retrato climático de abril impõe decisões rápidas e estratégicas no campo. Entre o excesso e a falta de chuva, o produtor brasileiro enfrenta mais um capítulo de instabilidade, onde o timing das operações pode definir o resultado da safra.

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Produção sustentável de batata reduz até 40% das emissões de carbono


Batata
Foto: Gilson Abreu/AEN

Uma nova forma de produzir batata começa a ganhar espaço no Brasil, aliando tecnologia, sustentabilidade e ganhos de produtividade. Com o uso de fertilizantes de menor emissão de carbono e manejo mais eficiente, produtores já conseguem reduzir em até 40% a pegada de carbono da cultura.

A iniciativa já está em fase de colheita e envolve desde o campo até a indústria, com potencial de transformar toda a cadeia produtiva.

No município de Palmas, no Paraná, a produção combina tradição familiar e inovação. O produtor rural Sérgio Soczek, representa a quarta geração da família na atividade.

“Eu sou a quarta geração de produtores de batata. O meu bisavô chegou por volta de 1875 no Brasil, trouxeram batata na viagem de navio e eu vim também. No ano 1984, eu comecei a produzir sozinho, carreira solo. Comecei a minha carreira nesse ano e até então continuo no ramo da batata”, conta.

Baixa emissão de carbono

Além de manter o legado, Sérgio faz parte de um grupo seleto que utiliza fertilizantes de baixa emissão de carbono. A prática, além de reduzir custos, contribui para elevar o teor de matéria seca da batata – característica valorizada pela indústria e que pode garantir melhor remuneração ao produtor.

“É interessante porque você vai reduzir teu custo, aumentar tua produtividade e ter um produto de qualidade melhor”, destaca Soczek.

Segundo a gerente de sustentabilidade da cadeia de alimentos da Yara Brasil, Francielle Bertotto, para assegurar a sustentabilidade do processo, as emissões de gases de efeito estufa são monitoradas por meio da plataforma Cool Farm Tool, baseada na metodologia do GHG Protocol.

A ferramenta permite acompanhar o impacto ambiental desde a produção dos insumos até o manejo no campo.”Hoje a gente estima que com esse portfólio Climate Choice, combinado com essas técnicas, as melhores técnicas de manejo para batata, a gente estima reduzir em mais ou menos 40% as emissões”, destaca.

Fases do projeto

Na primeira fase do projeto, seis produtores cultivaram, em média, 130 hectares de batata com insumos de menor pegada de carbono. A diferença de custo entre os fertilizantes convencionais e os mais sustentáveis é atualmente financiada pela PepsiCo, que tem metas globais de redução de emissões. A companhia pretende diminuir em 30% suas emissões totais até 2030.

Dentro da indústria, a operação inclui tratamento de efluentes, uso de biometano como fonte de energia e destinação adequada de resíduos, sem envio para aterros sanitários. A produção industrial já ultrapassa 700 toneladas de batata processadas por dia.

No fim da cadeia, o resultado chega ao consumidor na forma de snacks produzidos com menor impacto ambiental. A iniciativa reforça que é possível unir produtividade e sustentabilidade no agronegócio, atendendo à demanda crescente por alimentos mais responsáveis do ponto de vista ambiental.

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Ciclone extratropical e frente fria avançam sobre o Brasil a partir da próxima semana


ciclone extratropical - agencia brasil - frente fria, na previsão do tempo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A formação de um ciclone extratropical e de uma frente fria deve provocar chuva e vento no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil entre os dias 6 e 9 de abril. Os sistemas se organizam entre Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai e mantêm influência até o dia 10.

O ciclone extratropical se forma entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. O sistema passa pelo extremo sul gaúcho no dia 7 de abril e segue em direção ao oceano, na altura da costa do estado. O fenômeno não avança sobre Santa Catarina, Paraná, Sudeste ou Centro-Oeste.

Formação do sistema

A formação do ciclone está associada ao contraste de temperatura na região central da América do Sul. Há atuação de ar quente sobre o norte da Argentina e o Paraguai, enquanto uma massa de ar frio de origem polar avança pelo leste argentino em direção ao oceano.

Esse encontro de massas de ar favorece a formação do ciclone extratropical e da frente fria.

Evolução entre os dias 6 e 7

O processo começa no dia 6 de abril, com a intensificação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina.

No dia 7, o sistema se intensifica entre Uruguai e Argentina, com a formação do centro do ciclone sobre o território uruguaio. O sistema se desloca em direção à costa entre os dois países.

A pressão no centro do ciclone fica abaixo de 1000 hectopascais. A frente fria associada ao sistema se organiza no mesmo dia, atingindo o Sul do Brasil, Paraguai e Argentina.

Avanço para o Sudeste

Nos dias 6 e 7 de abril, a formação do sistema provoca chuva no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul. Também há registro de chuva em Santa Catarina e no Paraná, com maior concentração entre a tarde e a noite do dia 7.

A partir do dia 8 de abril, a frente fria avança sobre o Sudeste. Há previsão de chuva em São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, Zona da Mata, Grande Belo Horizonte e centro-sul do Rio de Janeiro.

No dia 9, a chuva atinge áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em São Paulo, a instabilidade diminui.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal entre os dias 8 e 9.

Rajadas de vento

As rajadas de vento atingem o Sul, Sudeste e Centro-Oeste durante a passagem do sistema.

No dia 6 de abril, os ventos variam entre 60 km/h e 80 km/h no litoral do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas do Sul e em Mato Grosso do Sul, as rajadas ficam entre 40 km/h e 60 km/h.

No dia 7, os ventos atingem o interior da Região Sul ao longo do dia, com valores entre 60 km/h e 70 km/h. Em áreas com nuvens de tempestade, as rajadas podem chegar a 90 km/h.

No litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os ventos variam entre 60 km/h e 80 km/h.

Condições no mar

Em alto-mar, as rajadas de vento podem superar 100 km/h na costa do Uruguai, da província de Buenos Aires e no extremo sul do Brasil.

No dia 8 de abril, o ciclone se afasta da costa, mas ainda mantém vento e agitação marítima no litoral do Sul. No dia 9, o sistema segue em mar aberto, com ventos de até 65 km/h na costa do Sul e do Sudeste.

No dia 10, o ciclone se desloca para águas oceânicas e deixa de influenciar o litoral brasileiro.

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Embrapa Soja leva inovações da pesquisa para os desafios do campo na Expo Londrina


Os desafios das lavouras de soja e as soluções da pesquisa para incrementar as atividades no campo são o foco do estande da Embrapa Soja na Expo Londrina, a ser realizada de 10 a 19 de abril, no parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). Serão apresentadas diferentes tecnologias, como: bioinsumos, manejo das plantas daninhas de difícil controle, assim como as inovações da genética com o uso de técnicas de edição gênica (tecnologia CRISPR). Aos finais de semana, a Embrapa irá distribuir a revista infantil O incrível Mundo da Soja, com atividades lúdicas. Os visitantes também poderão interagir com o Sojito, mascote da Embrapa Soja, aos sábados e domingos, a partir das 17h.

Painel sobre manejo de plantas daninhas – Na parte técnica da programação, a Embrapa Soja irá promover um painel sobre Plantas daninhas de difícil controle – desafios no manejo, no dia 13 de abril, das 10h30 às 12h, no auditório do Pavilhão SmartAgro, a proposta é debater os principais problemas enfrentados pelos produtores, com foco em caruru, pragas quarentenárias, tecnologia de aplicação e ferramentas para manejo. O pesquisador Rafael Romero Mendes irá ministrar palestra contextualizando o tema, assim como haverá debate com os representantes das cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada. ZARC NM – A Embrapa Soja, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR- Paraná) estará demonstrando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC NM) para a soja, na Via Rural Fazendinha. O ZARC NM leva em consideração, além da série climatológica na região, do tipo de solo e do ciclo da cultura, a adoção de boas práticas de manejo do solo. Quando criado, em 1996, o ZARC considerava três classes de água disponível do solo, sendo determinadas apenas pela textura do solo, principalmente pelo teor de argila. A partir de 2022, um novo método de classificação passou a considerar seis classes de água disponível do solo, em função dos teores de areia, silte e argila. A metodologia agora proposta passa a considerar também a estrutura e a fertilidade física, química e biológica, pela influência exercida na disponibilidade hídrica no solo. Bioinsumos – Durante o 3º Seminário Regional de Produção Sustentável de Grãos: Soja e Milho, a ser promovido pelo IDR-Paraná, no dia 15 de abril, a partir das 8h30, no pavilhão da SmartAgro/ Arena Futuro, a pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), em 2025, irá ministrar a palestra Microrrevolução Verde empoderando a saúde do solo, a mitigação dos gases de efeito estufa e o conceito “One Health”.





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Nova commodity do agro? DDG se consolida como peça-chave da nova indústria do milho no Brasil


DDG
Foto: Divulgação

O crescimento da indústria de etanol de milho no Brasil está criando um novo protagonista dentro do agronegócio em 2026: o DDG, sigla para distillers dried grains, ou grãos secos de destilaria. Muito se fala sobre o insumo, mas o que de fato ele significa?

O DDG é obtido durante o processo de fermentação do milho para produção de etanol. Nele, os componentes do grão que não são convertidos em álcool, como proteínas, fibras e lipídios, permanecem concentrados no produto final, que passa a ser utilizado na alimentação animal. No entanto, especialistas do setor dividem opiniões quanto à sua categorização como coproduto ou subproduto do milho. 

Carlos Cogo, sócio-diretor de consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, acredita que o DDG deve ser definido mais adequadamente como coproduto, já que não é um resíduo secundário de baixa relevância econômica dentro da indústria de etanol de milho.

“Ao contrário, trata-se de um componente central da rentabilidade das usinas, com mercado próprio, demanda crescente e participação importante na receita das plantas industriais. Em muitos casos, a venda do DDG compensa parcela relevante do custo do milho utilizado como matéria-prima, o que evidencia sua função econômica estrutural dentro do modelo de negócios do etanol de milho”, aponta.

“Quando a gente analisa toda a questão de receita dentro das indústrias de etanol, ele vai ser o principal percentual. Mas o DDG é um conceito interessante, e a gente vê as usinas fomentando bastante essa parte de comercialização”, destaca Rodrigo Silva, coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

De subproduto a ativo estratégico no agro

Antes tratado apenas como um resíduo do processo industrial, o insumo passou a ter mercado próprio, demanda crescente e papel direto na rentabilidade das usinas.  

Para Cogo, esse movimento tende a ganhar força com a expansão da produção de etanol de milho, especialmente no Centro-Oeste, aliada ao aumento da escala produtiva, à padronização da qualidade, à evolução logística e à crescente demanda das cadeias de proteína animal.

“Além disso, a formação de preços cada vez mais correlacionada a outros insumos, como o farelo de soja, contribui para dar maior transparência e previsibilidade ao mercado. À medida que esses fatores avançam, o DDG deixa de ser um produto regional e passa a assumir características típicas de commodity”, afirma.

Segundo o último balanço da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), divulgado no fim de março, a produção de milho no estado chegou a 55,43 milhões de toneladas na safra 2024/25. Dessa quantidade, mais de 13,9 milhões de toneladas foram destinadas à produção do etanol de milho, tornando Mato Grosso o maior produtor brasileiro de biocombustível do grão. 

Na análise de Cogo, esse cenário deve se manter nos próximos anos, com uma tendência estrutural de crescimento, sustentada pela competitividade do milho brasileiro – especialmente da segunda safra -, pelo menor custo relativo de produção do etanol em relação a outras rotas e pela importância dos coprodutos na formação das margens industriais.

“O Brasil deve adicionar cerca de 7 bilhões de litros de capacidade até 2028, com dezenas de projetos em andamento, o que implica aumento relevante na oferta de DDG. No curto prazo, podem ocorrer ajustes de margem em função de eventuais excessos de oferta, mas a trajetória estrutural permanece positiva”, destaca. 

Oferta contínua garante vantagem competitiva

A disponibilidade contínua do DDG é um dos seus principais diferenciais competitivos e que contribui diretamente para a sua adoção. Diferentemente de insumos sujeitos à sazonalidade, o insumo é produzido ao longo de todo o ano, acompanhando o funcionamento das usinas de etanol. 

Assim, essa regularidade acaba proporcionando uma maior previsibilidade de custos na formulação de rações, reduz a necessidade de estoques elevados, melhora o planejamento operacional e diminui a exposição à volatilidade de preços. 

“Para cadeias intensivas, como confinamentos e integrações, essa estabilidade é um fator relevante para ganho de eficiência e gestão de risco”, aponta Cogo. 

Em fevereiro, o Brasil embarcou a primeira carga de DDG à China. A remessa de 62 mil toneladas foi enviada pelo Porto de Imbituba (SC), a primeira operação após a abertura do mercado chinês ao produto brasileiro em maio de 2025, com a assinatura do protocolo sanitário bilateral. “É um mercado crescente, demandante demais, um setor que gera valor agregado”, diz Silva, do Imea. 

Uso do DDG avança além da pecuária de corte

Embora o DDG já esteja amplamente consolidado na pecuária de corte, especialmente em sistemas de confinamento, há potencial de crescimento em outras cadeias, como suinocultura e avicultura, segundo especialistas. 

Esse avanço tende a ocorrer de forma gradual, devido às exigências nutricionais mais rigorosas dessas espécies, que demandam maior padronização e controle de qualidade do insumo. 

“Ainda assim, com a expansão das exportações, margens positivas e busca por alternativas competitivas ao milho e ao farelo de soja, o DDG tende a ganhar espaço nessas cadeias, especialmente à medida que a indústria evolui em qualidade e consistência do produto”, aponta Cogo. 

Tensões globais impactam mercado de etanol

Outro fator se refere às tensões geopolíticas recentes, que podem gerar impactos relevantes sobre o setor de biocombustíveis e suas cadeias associadas. Esses eventos afetam diretamente os preços do petróleo, os custos de fertilizantes, a logística global e os fluxos comerciais, influenciando tanto a competitividade do etanol quanto o custo de produção do milho. 

“Esse ambiente reforça a importância de cadeias integradas, como a do etanol de milho e do DDG, que agregam valor internamente, reduzem dependências externas e fortalecem a integração entre agricultura, energia e produção animal no Brasil”, conclui Cogo.

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Governo aprova ampliação do crédito rural para compra de material genético; entenda


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na última semana a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A norma permite o uso do crédito rural para aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados ao melhoramento genético de rebanhos.

A medida também inclui os serviços de inseminação artificial e transferência de embriões para bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos. A resolução altera o Manual de Crédito Rural (MCR) e possibilita que produtores utilizem recursos do RenovAgro para compra de material genético sem limite percentual dentro do valor total do projeto.

Detalhes do financiamento

O limite de financiamento do programa é de até R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento pode chegar a cinco anos, com carência de até 12 meses após a contratação. A norma também atualiza regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo que agricultores familiares tenham acesso ao financiamento para aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados à produção de leite.

As operações seguirão com taxas de juros definidas para o programa. O RenovAgro é voltado ao financiamento de sistemas de produção com menor emissão de gases de efeito estufa. A inclusão do melhoramento genético entre as finalidades financiáveis amplia o acesso a biotecnologias reprodutivas na pecuária.

Impacto na produção

Estudos técnicos indicam que a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) pode reduzir a emissão de carbono por litro de leite e por quilo de peso vivo em sistemas de produção. A resolução faz parte da política do Ministério da Agricultura e Pecuária voltada ao aumento da eficiência produtiva.

O uso de material genético e de biotecnologias reprodutivas permite reduzir a idade ao primeiro parto, aumentar a taxa de desmame e melhorar o desempenho do rebanho.

Para mais informações, acesse o site do Giro do Boi.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Irrigação do arroz no enchimento de grãos


O enchimento de grãos é uma das fases mais exigentes do ciclo do arroz irrigado — e também uma das mais sensíveis a erros de manejo hídrico. Em 2026, com pressão crescente por eficiência no uso da água e maior variabilidade climática nas regiões orizícolas do Brasil, ajustar a lâmina com precisão deixou de ser diferencial e tornou-se requisito técnico básico.

Segundo dados do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz), as plantas se desenvolvem com pleno potencial quando têm acesso contínuo aos fatores essenciais, sem passar por estresse hídrico em fases críticas. No período reprodutivo, essa condição é ainda mais determinante para o resultado final da lavoura.

Dados da SOSBAI (Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado) indicam que a formação e o enchimento dos grãos se estendem por aproximadamente 30 a 40 dias. Durante esse intervalo, a manutenção de um ambiente estável — com lâmina de água adequada — é parte central do manejo para preservar rendimento e qualidade.

A água, nessa fase, cumpre mais de uma função. Além de suprir a demanda fisiológica da planta em seu pico de exigência, protege a lavoura de oscilações ambientais, incluindo episódios de frio, que podem comprometer a formação dos grãos de forma irreversível.

O erro mais comum no manejo hídrico do arroz não é irrigar pouco — é irrigar sem critério. Manter a lâmina além do necessário tem custo operacional direto e pode comprometer a etapa seguinte: a drenagem e a preparação para a colheita.

Dados técnicos do IRGA apontam, como referência, a interrupção da irrigação em torno de 15 dias após o florescimento pleno. Essa janela favorece a drenagem adequada da área e a consolidação do enchimento sem desperdício hídrico. Em abordagens voltadas a sistemas de base ecológica, o instituto também descreve a supressão da irrigação quando a maior parte dos grãos atinge o estado pastoso — o que ocorre aproximadamente duas semanas após o florescimento pleno. O princípio é o mesmo: encerrar a irrigação sem interromper o enchimento.

A decisão sobre o momento certo de suspender a lâmina não é universal. Cultivares diferentes apresentam velocidades de desenvolvimento distintas, e condições climáticas irregulares — como períodos de frio ou calor atípicos — podem antecipar ou atrasar o ritmo esperado.

Talhões desuniformes exigem leitura ainda mais cuidadosa. O erro de timing — seja pela retirada precoce da água, seja pela permanência além do ideal — tem reflexo direto em produtividade e uniformidade de maturação, o que afeta também a eficiência da colheita.

Ajustar a lâmina é uma decisão que não funciona isolada. Segundo dados do IRGA, o arroz precisa estar livre de limitações relevantes para expressar seu máximo potencial produtivo. Isso significa que o manejo hídrico eficiente só entrega resultado pleno quando acompanhado de fertilidade adequada, controle de plantas daninhas e proteção fitossanitária.

A irrigação bem manejada potencializa o sistema. Mal conduzida, pode mascarar problemas ou amplificá-los. No enchimento de grãos, a água não pode faltar nem sobrar. O melhor resultado vem do manejo fino da lâmina, alinhado ao estádio da cultura e ao momento certo de drenagem. Em arroz irrigado, eficiência hídrica é também eficiência produtiva — e a diferença entre uma safra comum e uma safra de alto desempenho muitas vezes está nos detalhes desse ajuste.





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Torta capixaba: o sabor da Semana Santa que conta a história do Espírito Santo


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

Da herança indígena ao agro moderno, a torta capixaba atravessa gerações e mostra como tradição, produção e identidade caminham juntas no campo e na mesa.

No Espírito Santo, a Semana Santa não começa no calendário. Ela começa no cheiro. É quando o aroma do coentro, do azeite e dos frutos do mar invade as cozinhas, os mercados ganham outro ritmo e as panelas de barro voltam ao centro da cena. É ali, nesse movimento coletivo, que a torta capixaba ganha vida — mais uma vez.

E, olhando de perto, dá pra perceber: não é só um prato. É uma construção de séculos.

A base vem dos povos indígenas, que já misturavam peixes e mariscos em preparos comunitários. Com o tempo, chegaram os europeus, trazendo o azeite, os ovos, novas técnicas. E assim nasceu uma receita que carrega história em cada camada.

Na Semana Santa, ela vira protagonista. Não só pela tradição religiosa de evitar carne vermelha, mas pelo que acontece ao redor dela: família reunida, receita sendo passada, conversa na cozinha. A torta capixaba é, antes de tudo, um encontro.

E aqui entra um ponto que pouca gente fora do Espírito Santo imagina: essa tradição também é sustentada pela força do campo.

O agro capixaba está presente em cada pedaço da torta. E em números que impressionam.

Só com a produção anual de tilápia no estado — mais de 6,2 mil toneladas — seria possível preparar mais de 20 milhões de tortas. Quando olhamos para o tomate, esse número dispara: mais de 600 milhões de tortas poderiam ser feitas com a produção capixaba. A cebola daria conta de outras 64 milhões. E o palmito, ingrediente quase indispensável, permitiria mais 31 milhões de receitas.

Não é só tradição. É cadeia produtiva.

São mais de 150 atividades agrícolas diferentes no Espírito Santo, que garantem diversidade, oferta e qualidade dos ingredientes. É o campo abastecendo a cultura. É o produtor fazendo parte, mesmo sem estar na cozinha.

E aí, essa história ganha as ruas.

Na Ilha das Caieiras, em Vitória, a torta capixaba deixa de ser só tradição familiar e vira celebração coletiva. Durante o Festival da Torta Capixaba, o bairro se transforma em um grande palco gastronômico. Barracas, restaurantes, música ao vivo… e um fluxo constante de gente que chega pra provar — e acaba ficando pra sentir.

Ali, cada receita tem assinatura. Cada preparo carrega uma história. E quem passa por lá entende rápido: não é só comida. É identidade.

📍 Serviço — Festival da Torta Capixaba 2026
📅 De 2 a 5 de abril
🕒 Quinta: 10h às 15h | Sexta: 10h às 18h | Sábado: 10h às 20h | Domingo: 10h às 18h
📍 Local: Ilha das Caieiras
🎶 Música ao vivo e programação cultural
🍲 Pratos típicos: torta capixaba, moqueca, bobó de camarão e mais
🚗 Drive Thru (sexta e sábado, 10h às 16h)
💰 Valores: 500g (R$ 100) | 1kg (R$ 200)

E se a ideia for trazer esse sabor pra perto, dá pra começar assim:

🍲 Receita tradicional de torta capixaba

Ingredientes:

  • 500g de palmito cozido
  • 500g de bacalhau desfiado
  • 200g de siri, caranguejo, camarão, ostra e sururu (cada)
  • Alho, cebola, tomate, coentro, cebolinha, azeite, limão e azeitona
  • 6 ovos (claras e gemas separadas)

Modo de preparo:

  • Refogue alho, cebola, azeite e tomate
  • Acrescente o palmito e cozinhe até ganhar consistência
  • Adicione os frutos do mar e o bacalhau já preparados e secos
  • Misture até formar uma massa uniforme
  • Incorpore parte das claras em neve com as gemas
  • Coloque na panela de barro
  • Finalize com o restante das claras em neve
  • Leve ao forno até dourar

No fim, a gente entende: a torta capixaba não nasce só da receita. Ela nasce da terra, do mar e das mãos de quem produz — dentro e fora da cozinha.

E, quando chega à mesa… ela conecta tudo isso.

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Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva


O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.

No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.

Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.

As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.

Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.

Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.

Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.





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