terça-feira, abril 21, 2026

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Produção de ração cresce em 2025 e deve atingir 97 milhões em 2026, segundo levantamento


Foto: Reprodução.
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A produção nacional de ração e suplementos cresceu em 2025 e deve continuar em expansão em 2026. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que o volume atingiu cerca de 94 milhões de toneladas no ano passado, acima das 91 milhões de toneladas registradas em 2024, o que representa um avanço de 3%.

Para 2026, a projeção é de 97 milhões de toneladas, acompanhando o aumento da produção pecuária e da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior. “Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente”, declarou o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani.

Crescimento em diferentes segmentos

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025. Para 2026, a previsão é de 39,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% em 2025, segundo dados preliminares do IBGE.

A produção de ovos também ampliou a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras passou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, com crescimento de 3,5%. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Suinocultura e bovinocultura em alta

Na suinocultura, o consumo de ração passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas. Na bovinocultura de corte, o avanço está ligado ao aumento do confinamento, com a produção de ração passando de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, alta de 7,5%.

Dados do Censo do Confinamento, do Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados passou de 7,76 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças. “O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal”, informou Zani.

Aquicultura e mercado pet

Na pecuária leiteira, o consumo de ração passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, com aumento de 8% na aquisição formal de leite no período, segundo dados preliminares do IBGE. O mercado de alimentos para cães e gatos também registrou crescimento, com a produção passando de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado”, pontuou Zani, referindo-se à maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos. A aquicultura também ampliou o consumo de ração, com o volume passando de 1,79 milhões de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025.

Por fim, Zani concluiu que “o triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Embrapa lança simulador pecuário focado na rentabilidade do produtor; conheça


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

No Giro do Boi desta semana, foi apresentada uma ferramenta inovadora para a gestão do campo: o Simulador Pecuária.io. Desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sul (Bagé/RS) em parceria com a Inovatech.Digital, o simulador oferece uma interface gratuita e intuitiva para que o pecuarista possa testar suas decisões no mundo digital antes de investir.

O pesquisador Vinícius Lampert e o CEO da Inovatech, Thomás Capiotti, detalharam como a inteligência algorítmica está simplificando a vida de quem produz. A plataforma é um sistema de modelagem acessível via celular ou computador, permitindo ao produtor desenhar cenários produtivos e financeiros em tempo real.

Confira:

Funcionalidades do simulador

Atualmente, a ferramenta é ideal para sistemas que envolvem cria, recria e engorda. Uma versão dedicada exclusivamente à pecuária de cria está prevista para outubro de 2026. Embora tenha sido criada no Rio Grande do Sul, o simulador já opera em dezoito estados brasileiros e três países, sendo totalmente customizável para diferentes raças (Zebuínos ou Taurinos) e biomas.

O simulador decodifica algoritmos complexos da Embrapa em relatórios simples, focando nos indicadores que realmente impactam o bolso. A maior inovação do Pecuária.io é ajudar o produtor a definir seu Teto de Investimento, projetando o futuro em vez de apenas registrar custos passados.

Impacto na gestão do produtor

O simulador indica até quanto o produtor pode pagar por tecnologias, como suplementação ou reforma de pasto, para que o novo cenário seja mais lucrativo que o atual. Ao inserir uma meta, como “quero desmamar mil bezerros”, o sistema calcula “de trás para frente” a área necessária e os índices de fertilidade que precisam ser atingidos.

O Simulador Pecuária.io não visa substituir a consultoria técnica, mas potencializá-la. Ao fornecer argumentos numéricos sólidos, ele dá ao produtor a segurança necessária para investir. “Se você sabe o seu teto de gastos, você investe para colher o lucro projetado”, afirmou Thomás Capiotti.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Calor ganha força no centro-sul do Brasil nos próximos dias


Bolha de calor cresce sobre o Paraguai e no norte da Argentina e se expande sobre o centro-sul do Brasil. Temperaturas entre 35°C e 38°C poderão ser observada principalmente em áreas próximas das fronteiras com estes países

Os próximos dias serão marcados por aumento significativo do calor no centro-sul do Brasil, impulsionado pela atuação de uma bolha de calor sobre o Paraguai e o norte da Argentina.

Esse sistema favorece o aquecimento do ar e avança sobre o território brasileiro, elevando as temperaturas principalmente em áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, além de toda a faixa oeste da Região Sul, incluindo o oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e também no centro-oeste e norte do interior de São Paulo.

Onde o calor será mais intenso?

As áreas mais próximas da fronteira com o Paraguai e com o norte da Argentina devem sentir os efeitos mais intensos desse aquecimento.

Regiões como as Missões e o oeste gaúcho, oeste catarinense e paranaense, além do sul e Pantanal de Mato Grosso do Sul, podem registrar temperaturas máximas entre 35°C e 38°C até o fim de semana, não se descartando valores pontualmente ainda mais elevados.

Esse cenário reforça a sensação de calor intenso e abafamento, principalmente durante as tardes.

Onda de calor? Ainda não…

Apesar do aumento das temperaturas, não há indicação de onda de calor sobre o Brasil neste momento.

A previsão indica que, já ao longo da próxima semana, entre o fim de março e o início de abril, a chuva volta a se espalhar por áreas do centro-sul do Brasil. Com isso, a maior presença de nebulosidade e pancadas de chuva tende a impedir a manutenção de temperaturas tão elevadas quanto as observadas no último fim de semana de março de 2026.

Sul ainda pode ter pancadas de chuva isoladas

Mesmo com o predomínio do calor, áreas da Região Sul ainda podem registrar pancadas de chuva isoladas, típicas da combinação entre calor e muita umidade na atmosfera.

Essas pancadas tendem a ocorrer principalmente entre a tarde e a noite e podem vir acompanhadas de raios em alguns pontos, mas de forma localizada.





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Março travado na soja expõe impasse entre produtores e compradores e limita negócios


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um mês de março marcado por baixa liquidez, poucos negócios e pequenas oscilações nos preços. A diferença entre os valores pedidos pelos produtores e os ofertados pelos compradores manteve a comercialização travada ao longo do período.

No balanço do mês, os preços ficaram praticamente estáveis no Brasil, refletindo um cenário externo com leve alta em Chicago e um dólar ainda elevado, girando na faixa de R$ 5,20.

Nas principais praças, as variações foram limitadas. A saca de 60 quilos encerrou março em R$ 124,00, mesmo patamar do início do mês. Em Cascavel (PR), houve leve alta, de R$ 118,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), as cotações oscilaram ao redor de R$ 108,00. No Porto de Paranaguá (PR), os preços ficaram próximos de R$ 129,00 durante o período.

No cenário internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram leve valorização. O contrato maio, o mais negociado, subiu 0,2% no mês e acumulou alta de 10,36% no trimestre. O desempenho foi impulsionado principalmente pela disparada do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio, e pela expectativa de um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos envolvendo a compra de soja.

Apesar da alta, o movimento surpreende do ponto de vista dos fundamentos. Brasil e Argentina caminham para o fim da colheita de grandes safras, o que aumenta a oferta global. Além disso, os Estados Unidos devem ampliar a área plantada na temporada 2026.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área deve atingir 84,7 milhões de acres, crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o número ficou abaixo das expectativas do mercado e das projeções divulgadas anteriormente pelo próprio órgão.

Outro fator de pressão vem dos estoques. Os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição de 1º de março, somaram 2,10 bilhões de bushels, alta de 10% na comparação anual e acima do esperado pelo mercado. O volume elevado reforça a percepção de oferta confortável, mesmo diante das recentes altas nos preços internacionais.

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De US$ 10 mil a tonelada de cacau para US$ 3 mil, os ovos de Páscoa subiram 27%


Pixabay

De US$ 10 mil a tonelada de cacau para US$ 3 mil, ovos de Páscoa subiram 27% em março. A inflação dos chocolates em barras e bombons subiu 24,8% em 12 meses, segundo o IBGE. E os ovos cerca de 27% nesta Páscoa versus a Páscoa passada.

O cacau sofreu com problemas climáticos há 3 anos nos principais produtores, Costa do Marfim e Gana, e os preços do cacau foram elevados quando ano passado um produtor de cacau no Pará chegou a receber R$ 44,00 o kg e hoje não recebe mais do que R$ 9,50. Porém, a indústria do chocolate se abasteceu ainda a preços altos, antes que as novas safras já abundantes e até com excesso de oferta chegassem no mercado. Hoje também a indústria passou a utilizar novos ingredientes como amêndoas, por exemplo, que também estavam com preços elevados.

Hoje, os deliciosos ovos de Páscoa estão com preços médios superiores a cerca de 27% antes da Páscoa passada, e mais altos de até 36% em produtos especiais.

Bom fazer compras, pois as pesquisas indicam variações de até 20% de loja para loja, e também consumidores optando por caixas de bombons e barras de chocolate.

O Brasil, que já foi o maior produtor e exportador de cacau no mundo, hoje é importador de cerca de 42 mil toneladas ou uma produção na casa de 186 mil toneladas.

O cacau também faz parte dos modelos de plantios integrados no estado de São Paulo, para as estratégias de diversificação, com o plano Cacau SP. No Vale do Ribeira é região noroeste 650 hectares de um cacau sustentável. Um cacau agroconsciente.

Feliz Páscoa, que o Brasil readquira sua condição de líder do cacau.

A Estônia, Alemanha e Suíça são os campeões mundiais de consumo de chocolate na casa de 8 a 9 kg per capita ano. No Brasil estamos na casa dos 4 kg per capita.

Ou esteja abaixo da 40ª posição perdida, mas no consumo por volume os Estados Unidos são os maiores e o Brasil fica entre a 5ª e a 6ª posição mundial.

Portanto, com um potencial excelente para dobrar de tamanho. Feliz Páscoa, e que os doces e chocolates adocem este 2026, para nossos ouvintes, familiares e amigos.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Sapo que canta como um pássaro? Pesquisadores identificam espécie curiosa


Foto: Divulgação/Redes sociais

Uma espécie de rã-arborícola (Gracixalus weii) que emite vocalizações semelhantes ao tordo-do-peito-preto (Turdus dissimilis) foi identificada recentemente na província de Guizhou, na China. A descoberta foi publicada em artigo na revista científica Herpetozoa.

Além da China, o gênero Gracixalus vive disperso entre Mianmar, oeste da Tailândia, Laos e Vietnã.

A pesquisa, liderada por Caichun Peng da Estação de Observação e Pesquisa do Ecossistema Florestal de Guizhou Leigongshan, busca ampliar dados sobre as vocalizações desses anfíbios, que permanecem escassos e pouco aprofundados.

Atualmente, de 23 espécies identificadas no mundo, somente 10 possuem seu canto descrito. O estudo analisou 182 vocalizações de seis rãs machos G. weii localizadas na Reserva Natural de Leigongshan, na China. A análise considerou altitude, temperatura do ar e umidade.

Como funciona a vocalização de um anfíbio?

A bióloga e professora da Universidade Estadual Paulista de Jaboticabal (Unesp/Fcav), Cynthia Prado, explica que a vocalização dos anfíbios funciona como canto reprodutivo.

“Assim como as aves, os anfíbios, sapos, rãs e pererecas, utilizam muitos sons para comunicação. Na maioria das espécies, são só os machos que cantam. Esse canto tem a função de atrair as fêmeas para reproduzir, e também serve para avisar outros machos de que aquele território é dele”, esclarece.

Além disso, o tamanho da espécie também implica no tipo de vocalização que é reproduzida. De acordo com a professora, se o macho for maior, ele canta em uma frequência mais grave, porém, se for menor, o canto é mais agudo.

Influência do bioma

Foto: Peng et al.

Segundo o estudo, esses anfíbios se encontram em densas florestas de bambu, perto de riachos. E, no momento da vocalização, ficam sobre ou dentro da planta.

“As espécies que moram perto de riacho, que é o caso desse sapo da China, muitas vezes a seleção natural leva elas a ter um canto parecido a de alguns pássaros que vivem também na beira do riacho, com características que fazem com que o canto se sobressaia acima do ruído do riacho”, diz a bióloga.

Ela também explica que essas características se desenvolvem em razão do ambiente e não por necessidade de uma espécie imitar a outra.

“Aqueles machos que conseguem emitir um canto, que conseguem se propagar melhor, mesmo com aquele ruído do riacho, eles vão conseguir atrair mais fêmeas, vão se reproduzir mais e vão passar para frente essas características.”

E a mesma coisa ocorre com pássaros que convivem na mesma região.

“O pássaro, que emite esse canto, também vai conseguir se reproduzir mais. E, ao
longo do tempo, essas características vão sendo passadas e vão sendo selecionadas por causa do barulho do riacho, e não porque um está imitando o outro, tentando se comunicar”, finaliza.

Semelhança com as aves

Foto: Peng et al.

A partir das gravações de campo, os pesquisadores identificaram que o canto de anúncio da espécie G. weii se assemelha ao canto do torrdo-do-peito-preto, pois ambos apresentam uma nota mais longa seguida por duas notas mais curtas.

Entretanto, não é a primeira vez que essa convergência acústica com as aves é registrada.

Em 1984, na Cordilheira do Himalaia, os pesquisadores Alain Dubois e Jochen Martens descreveram a mesma semelhança entre as espécies de rãs do gênero Nanorana e a felosa-de-bico-grande (Phylloscopus magnirostris).

A descoberta mostrou que o fenômeno não depende apenas da identificação de indivíduos das mesmas espécies e da seleção sexual, mas também interações ecológicas mais amplas, como em ambientes acústicos variados.

Porém, o estudo chinês aponta que a “convergência pode gerar erros de identificação e subestima a diversidade de anfíbios em levantamentos de campo”.

Monitoramento de espécies ameaçadas

Além de auxiliar na identificação de espécies, pesquisadores também utilizam a bioacústica como método de monitoramento de animais ameaçados.

“Por exemplo, quando você quer monitorar uma população para saber se ela está aumentando ou está diminuindo, você vai periodicamente naquele ambiente e você pode anotar o número de machos que estão cantando ali para fazer uma estimativa do tamanho populacional”, detalha Cynthia Prado.

De acordo com o Dr. Thiago Silva-Soares, fundador da Biotrips e pesquisador do Instituto Últimos Refúgios, esse controle está ainda mais eficaz com o avanço tecnológico.

“Então se coloca um gravador em campo e deixa gravando passivamente, ou seja, registra tudo que está vocalizando e depois fica ouvindo. A inteligência artificial entrou para ajudar nisso, horas de gravação podem ser analisadas pela inteligência artificial e mostrar se determinada espécie está em certo ambiente”, diz o pesquisador.

Espécies brasileiras

Não é só na China que se pode observar essa convergência. No Brasil, espécies da Mata Atlântica também podem ser associadas a aves, insetos e até mesmo seres humanos.

“Uma perereca (Gastrotheca microdisca) que vive nas copas das árvores na Mata Atlântica, tem um som muito parecido com uma ave que se chama araponga (Procnias nudicollis). Essa araponga tem um canto bem característico, bem alto e um som bem metálico. E essa perereca tem um som muito parecido”, conta a professora.

Ela também conta que as pessoas frequentemente confundem grilos e esperanças com anfíbios.

Segundo Thiago Soares, existem espécies que vocalizam até como humanos. No interior, é popularmente contado que crianças estão perdidas e chorando na mata, mas, na verdade, é só o canto da rã-chorona (rãs do gênero Physalaemus).

Próximos passos

Os pesquisadores da China apresentaram dados básicos sobre comportamento, ecologia e biodiversidade.

Nesse sentido, para futuros estudos, espera-se análises mais abrangentes e com maior precisão, expandindo cada vez mais o conhecimento sobre bioacústica, vocalizações e adaptações estruturais de anfíbios.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Pesquisa comprova eficácia de inseticida no controle do bicho-mineiro do café


café da chapada
Capelinha_MG, 22 de Agosto de 2019

Sebrae e ICCM (Instituto do Cafe da Chapada de Minas) | Banco de Imagens do Cafe da Chapada de Minas

Na imagem, a Fazenda Matilde

Foto: Leo Drumond/Nitro/Sebrae

Um estudo conduzido pela Alessandra Vacari, pesquisadora, entomologista e pós doutora pela Universidade da Califórnia, apontou alta eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café (Leucoptera coffeella), considerada uma das pragas mais desafiadoras da cafeicultura brasileira.

A pesquisa também contribuiu para a recente extensão de bula do produto pelos órgãos reguladores, ampliando seu uso no manejo da praga. De acordo com a pesquisadora, o bicho-mineiro pode provocar perdas de até 70% na produção quando não controlado.

A praga se instala nas folhas do cafeeiro. As fêmeas depositam ovos na superfície e, após a eclosão, as larvas penetram no interior da folha para se alimentar, reduzindo a capacidade fotossintética da planta.

Esse comportamento dificulta o controle químico, já que as larvas ficam protegidas dentro do tecido foliar.

Produto atua na quebra do ciclo da praga

Os resultados do estudo indicam que o etofenproxi pode atingir até 100% de eficácia no controle do bicho-mineiro.

Segundo Vacari, o principal diferencial do inseticida está na atuação sobre os insetos adultos, interrompendo o ciclo da praga.

Após a aplicação, a longevidade dos adultos caiu de cerca de cinco dias para dois dias, em média, reduzindo a capacidade de reprodução.

Além disso, houve queda significativa na quantidade de ovos depositados nas folhas, o que impediu o surgimento de novas lagartas nas plantas avaliadas.

A pesquisa também identificou que a redução na postura de ovos se manteve entre sete e 21 dias após a aplicação do inseticida.

Com menos ovos viáveis, a pressão da praga diminui ao longo do tempo, contribuindo para maior eficiência no manejo.

Seletividade preserva controle biológico

Outro destaque do estudo é a seletividade do etofenproxi. O inseticida apresentou baixo impacto sobre inimigos naturais do bicho-mineiro, como o crisopídeo (Chrysoperla externa).

Esse inseto é considerado um dos principais agentes de controle biológico da praga em cafezais brasileiros.

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Prazo estendido! Vote no Prêmio Personagem Soja Brasil até o dia 30 de abril


Imagem gerada por IA

Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 foi prorrogada e segue aberta até o dia 30 de abril? Aproveite para participar e votar no produtor e pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Acesse o link, preencha seus dados e escolha seu favorito (a).

Confira os indicados desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Desperdício global de alimentos pode atingir US$ 540 bilhões em 2026, mostra pesquisa


Alimentos; desperdício
Foto: Pixabay

O desperdício de alimentos continua corroendo margens e se consolida como um dos desafios mais caros da cadeia global de suprimentos do varejo. É o que conclui o relatório “Tornando o invisível visível: liberando o valor oculto do desperdício de alimentos para impulsionar crescimento e rentabilidade”, da Avery Dennison.

Projeções indicam que o custo desse desperdício ao longo da cadeia global de suprimentos pode alcançar US$ 540 bilhões em 2026, crescimento de 2,6% frente aos US$ 526 bilhões do ano anterior.

Além disso, os resultados do estudo mostram que, em média, no Brasil, os custos associados ao desperdício de alimentos equivalem a 32% da receita anual total na cadeia de suprimentos do varejo alimentício, desde a colheita até o ponto de venda.

A pesquisa, que ouviu 3.500 varejistas de alimentos e líderes da cadeia de suprimentos em todo o mundo, revela que, apesar do aumento da conscientização, 61% das empresas afirmam ainda não ter visibilidade total sobre onde ocorre o desperdício em suas operações.

Assim, a limitada capacidade de influenciar os pontos da cadeia com maiores níveis de perda é um desafio recorrente, o que reforça a necessidade urgente de inovação direcionada e colaboração entre os diferentes elos da cadeia.

Alimentos mais desperdiçados

Os dados mostram que os líderes enfrentam desafios constantes em diferentes pontos da cadeia, especialmente no segmento de produtos perecíveis. Quando questionados sobre as três categorias mais difíceis de gerenciar em termos de desperdício, o resultado foi o seguinte:

  • 50% apontaram as carnes;
  • 45% frutas e verduras; e
  • 28% produtos de panificação.

Mais da metade (51%) dos líderes empresariais indicou que a gestão de estoque e o excesso de inventário contribuem significativamente para o desperdício dentro de suas operações.

O transporte surge como um fator comum entre as diferentes categorias de perecíveis:

  • 56% das empresas afirmam não ter uma compreensão clara de quanto desperdício ocorre durante o deslocamento dos produtos.

De acordo com o estudo da Avery Dennison, enfrentar esse desafio exige uma combinação de soluções que inclui visibilidade de inventário em nível de item, previsão de demanda e gestão de vida útil em tempo real.

Custo estimado até 2030

Se as tendências atuais se mantiverem, o custo acumulado do desperdício de alimentos entre 2025 e 2030 pode atingir US$ 3,4 trilhões, coincidindo com o prazo de 2030 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.3 da ONU, que busca reduzir pela metade o desperdício global de alimentos. Apesar desse objetivo, o relatório revela que 27% dos líderes acreditam que não conseguirão atingir a meta dentro do prazo estabelecido.

Para o diretor de Marketing, Vendas e Comunicação para a América Latina da Avery Dennison, Flavio Marqués, o desperdício de alimentos já não deveria ser tratado como um custo inevitável do varejo.

Segundo ele, a combinação entre falta de visibilidade ao longo da cadeia de suprimentos e baixa adoção de inovações tem contribuído para perdas significativas — muitas vezes invisíveis — que impactam diretamente as margens das empresas.

“Para conseguir superar um desafio, especialmente tão impactante como esse, o primeiro passo é ter compreensão do problema. E essa se mostra a primeira dificuldade, uma vez que 61% dos líderes do varejo sequer têm conhecimento das adversidades, o que os impede de trabalhar para superá-las”, comenta.

Marqués aponta que no Brasil, o custo do desperdício de alimentos ao longo da cadeia de suprimentos impacta, em média, 32% da receita total das empresas no país, o que demonstra uma possibilidade relevante de crescimento de receita.

O desafio da carne

As entrevistas com os varejistas chegou à conclusão que as carnes se destacam como uma das categorias mais difíceis de gerenciar. No Brasil, cerca de 72% dos líderes da cadeia de suprimentos apontam essa categoria como o principal desafio.

Projeções econômicas independentes indicam que o desperdício de carnes pode representar US$ 94 bilhões em perdas na cadeia global em 2026, quase um quinto do impacto econômico total do ano, seguido por frutas, verduras e hortaliças, com US$ 88 bilhões.

Para os varejistas, a volatilidade econômica, a dificuldade de adaptação ágil às mudanças de mercado e o desafio de acompanhar as oscilações no comportamento do consumidor intensificam os problemas relacionados ao desperdício de alimentos.

Nesse cenário, 74% dos entrevistados afirmam que a inflação tornou mais difícil prever a demanda por carnes, enquanto 73% apontam um aumento na procura por porções menores ou alternativas à proteína animal.

Em outras palavras, o contexto atual vem redesenhando o perfil de consumo: os consumidores passaram a optar por quantidades reduzidas e/ou por fontes de proteína mais acessíveis ao orçamento familiar, movimento que impacta diretamente tanto a rentabilidade quanto os níveis de desperdício no varejo.

“Durante muito tempo, o desperdício de alimentos foi tratado quase exclusivamente como uma questão ambiental e social. Ele também envolve negócios e representa uma grande oportunidade, tanto globalmente como no Brasil. Os US$ 540 bilhões em valor perdido devem servir como um claro chamado à ação para que a cadeia de suprimentos do varejo alimentício reduza perdas e aumente a eficiência”, destaca Marqués.

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Trump ameaça Irã com prazo de 48 horas e pressiona por acordo no Estreito de Ormuz


Donald Trump
Foto: White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente neste sábado (4) em sua conta na Truth Social, elevando a tensão no cenário geopolítico do Oriente Médio. Ele afirmou que o prazo dado ao Irã para avançar em um acordo está perto do fim.

Segundo Trump, o acordo deveria viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo. O presidente também elevou o tom ao sinalizar possíveis consequências caso não haja resposta dentro do prazo estipulado.

“Lembrem-se de quando eu dei ao Irã dez dias para fechar um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está acabando: 48 horas antes que todo o inferno desate sobre eles. Glória a Deus!”, escreveu na publicação.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e também de produtos agropecuários.

O presidente dos Estados Unidos deu uma declaração firme em seu perfil na Truth Social neste sábado, 4. Trump afirmou que o prazo dado ao Irã para avançar em um acordo que leve ao fim da guerra no Oriente Médio ou à reabertura do Estreito de Ormuz está perto do fim. O republicano também intensificou o tom ao mencionar consequências graves caso não haja resposta dentro de 48 horas.

“Lembrem-se de quando eu dei ao Irã dez dias para fechar um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está acabando: 48 horas antes que todo o inferno desate sobre eles. Glória a Deus!”, escreveu Trump na rede social TruthSocial.

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