terça-feira, março 24, 2026

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Lula diz estar sentindo cheiro de corte na taxa de juros, mas nega pressão…


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BRASÍLIA, 18 Dez (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira estar sentindo cheiro de corte na taxa básica de juros em breve, ao mesmo tempo que afirmou que não fará pressão sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

“Da mesma forma que a gente sente cheiro de chuva, eu estou sentindo um cheiro de que logo logo a taxa de juros vai começar a baixar”, disse Lula em entrevista coletiva em Brasília.

“Agora, o Banco Central tem autonomia, é importante lembrar, e jamais eu farei pressão para que o Galípolo tome a atitude que tiver que tomar. É ele quem tem que tomar a decisão, e eu espero que ele esteja cheirando o mesmo ar de desejo que eu estou cheirando agora, e se ele fizer isso vai ser bom para ele, vai ser bom para mim, vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a indústria, vai ser bom para o desemprego, vai ser bom para o salário e vai ser bom para todo mundo.”

Na entrevista, Lula disse ainda ter “100% de confiança” em Galípolo e afirmou ter certeza que ele prestará um grande serviço ao país à frente do BC.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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Abertura do Show Safra Mato Grosso reunirá lideranças e evidenciar a força do agro


A população de toda a região do médio-norte de Mato Grosso está convidada a participar da abertura oficial do Show Safra Mato Grosso, que acontece nesta segunda-feira (23), a partir das 17h, no palco principal, que neste ano estará instalado no pavilhão Show Safra Connect.

Reconhecida como a maior feira de Mato Grosso, o evento marca o início de uma semana intensa voltada ao agronegócio, reunindo tecnologia, inovação e oportunidades que impulsionam a produção, a produtividade e a sustentabilidade no campo. Mais do que uma vitrine, o Show Safra é inovação para o agro, promovendo network, conexões estratégicas e a geração de grandes negócios, com alto volume de transações e negócios ao longo da programação.

A abertura contará com a presença de importantes lideranças políticas, autoridades e empresários de todo o país, reforçando a relevância do evento para o fortalecimento da cadeia produtiva e o desenvolvimento da agricultura brasileira.

Durante toda a feira, os visitantes poderão vivenciar experiências distribuídas em diversos espaços temáticos, como o Show Safra Connect, Show Safra Pecuária, Show Safra Mulher, Show Safra Aéreo, Show Safra 360 e a grande novidade deste ano: o Show Safra Educação, ampliando ainda mais o alcance do conhecimento e da inovação.

Ao longo da semana, todos os pavilhões receberão uma programação diversificada, com dinâmicas, painéis e palestras com nomes de destaque nacional, como o economista Ricardo Amorim, abordando temas ligados à eficiência produtiva, manejo inteligente, segurança alimentar e o futuro do agro sustentável.

Além disso, milhares de empresas estarão presentes com seus estandes distribuídos por todo o espaço da feira, apresentando soluções em cultivo, tecnologia e inovação, reafirmando a força do setor que move o país.

Mais do que um evento, o Show Safra Mato Grosso representa a força do campo e o protagonismo de uma região que é referência em produção. Lucas do Rio Verde se consolida como um dos grandes polos do agro nacional, contribuindo diretamente para um agro que alimenta o mundo.

A participação da comunidade é essencial para fortalecer esse movimento que conecta pessoas, ideias e oportunidades, posicionando o município no centro das discussões sobre o presente e o futuro do agronegócio brasileiro.





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Especialistas apontam falhas na legislação sobre defensivos agrícolas


A discussão sobre o uso de agroquímicos, os impactos na saúde, no meio ambiente e a responsabilidade técnica na emissão de receituários agronômicos foi realizada durante o evento “Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica”, promovido no dia 20 de março de 2026, no Plenário Farroupilha do CREA-RS, em Porto Alegre.

O encontro reuniu representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Rio Grande do Sul, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, do próprio CREA-RS e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.

Durante o debate, o engenheiro agrônomo Juarez Morbini destacou que o principal objetivo da discussão foi buscar alinhamento entre legislações que atualmente apresentam divergências. “Existem algumas leis que regulamentam, mas que não se coadunam. São leis que levam para um lado e outras para outro”, afirmou. Segundo ele, a falta de uniformidade gera insegurança e dificulta a definição clara das atribuições profissionais.

Morbini chamou atenção para os riscos associados à emissão inadequada de receituários agronômicos. De acordo com ele, erros na prescrição ou na aplicação de produtos agroquímicos podem causar prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população. “É fundamental compreender as implicações de um receituário errôneo ou de uma aplicação mal dimensionada”, ressaltou.

Outro ponto de debate foi a atuação de diferentes profissionais na emissão desses receituários. Embora técnicos agrícolas tenham habilitação legal para exercer a função, o agrônomo aponta questionamentos sobre a compatibilidade entre formação e complexidade da atividade. “Eles têm habilitação por lei, mas não necessariamente por competência técnica equivalente”, avaliou.

A discussão também abordou a percepção da sociedade sobre os defensivos agrícolas. Para Morbini, a nomenclatura influencia diretamente a forma como o tema é entendido. “Quando se fala em medicação humana, se diz ‘remédio’. Já na agricultura, o termo ‘agrotóxico’ carrega uma conotação negativa”, explicou. Ele defende o uso de termos como “defensivos agrícolas” ou “agroquímicos”, que, segundo ele, refletem melhor a função desses produtos na proteção das lavouras.

O engenheiro agrônomo também citou dados sobre intoxicações, destacando que os defensivos não lideram os casos. “Em primeiro lugar estão os medicamentos humanos, depois animais peçonhentos, em terceiro a alimentação, e só depois aparecem os agrotóxicos”, disse, acrescentando que parte dos registros nesse grupo está relacionada a suicídios.

Apesar das divergências, Morbini avalia que o encontro marca o início de um processo mais amplo de debate. A expectativa é de que novas reuniões entre os órgãos envolvidos avancem na construção de critérios mais claros para a legislação e para a atuação profissional no setor.

“É uma discussão ampla, com pontos de vista conflitantes, mas necessária. Esse é apenas o início de um debate que ainda deve evoluir ao longo do tempo”, concluiu.





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Como o crédito fácil virou armadilha no campo


A crise que atinge o agronegócio brasileiro ganhou força recente, mas suas origens remontam a um processo gradual de mudanças no crédito e na estrutura de custos do setor. A análise é de Isabella Cristina Soares, especialista em crédito estruturado no agronegócio.

Segundo a avaliação, o movimento começa entre 2017 e 2019, período marcado por crescimento consistente, aumento de produtividade e expansão do crédito rural. O cenário favoreceu ganhos de escala e melhora nos resultados dos produtores, abrindo espaço para um ciclo mais agressivo de investimentos.

Na safra 2020/21, o setor entrou em uma fase de forte rentabilidade, impulsionada por preços elevados da soja e ampla oferta de crédito, inclusive com maior participação de instrumentos privados. O ambiente reduziu a percepção de risco e estimulou a contratação de volumes maiores de financiamento, dando início a um processo de alavancagem estrutural.

Nos ciclos seguintes, especialmente em 2021/22, houve uma elevação expressiva dos custos de produção, com destaque para fertilizantes e combustíveis. Apesar disso, os preços ainda elevados mantiveram margens altas, o que acabou mascarando a mudança no patamar de custo.

Em 2022/23, os primeiros sinais de alerta surgiram com a queda nos preços e redução das margens, enquanto o endividamento continuava em expansão. Já na safra 2023/24, a combinação de preços mais baixos, produtividade impactada em algumas regiões e dívidas vencendo levou à ruptura financeira em diversas operações.

O cenário se intensifica entre 2024 e 2026, com crédito mais restrito, margens comprimidas e aumento de renegociações e inadimplência. A avaliação aponta que a crise não decorre apenas da queda de preços, mas da combinação entre crédito abundante no passado, aumento estrutural de custos e decisões tomadas sob uma leitura equivocada do ciclo.

 





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RS abre colheita da soja com foco em irrigação e dívidas


O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (20/3), no município de Tupanciretã, Região Central do Estado. O ato simbólico foi realizado na Fazenda Pedras Brancas, localidade de Lajeado do Celso. O titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, acompanhou a agenda.

A soja é uma das principais culturas do Rio Grande do Sul, produzida em 435 municípios. Segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, espera-se uma produção de 19 milhões de toneladas nesta safra, com uma produtividade média de 2.871 kg/ha. Embora o volume seja 39% maior do que as 13,6 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25, representa uma redução de 11,3% em comparação com as 21,4 milhões de toneladas projetadas antes do plantio da safra.

Conforme a Emater/RS-Ascar, além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, a dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade e problemas de acesso ao crédito contribuíram para a diminuição da produção.

Gabriel defendeu a aprovação do projeto de lei 5122/2023, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional e trata da securitização das dívidas. Para o vice-governador, é uma medida fundamental de apoio aos produtores gaúchos. “É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo. Não faz sentido um dos principais polos do agronegócio nacional ficar sem condições de plantar por conta do endividamento provocado por sucessivas estiagens”, argumentou. “O que defendemos é uma solução estruturante, que permita ao produtor se recuperar e seguir produzindo, porque quando a safra cai aqui, o PIB do Estado e o crescimento do país sentem imediatamente.”

Gabriel ponderou ainda que, além de resolver o passado, é preciso olhar para frente e se preparar para as novas estiagens que virão. “O Estado já criou o Programa Irriga+RS para investir em irrigação, mas precisamos dar um salto na ampliação da área irrigada, no manejo do solo e na gestão da água. Por isso, apresentamos ao governo Federal a proposta de prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande [Funrigs] para que esses recursos sejam direcionados à irrigação”, destacou. “A meta é multiplicar por cinco a área contemplada no Rio Grande do Sul, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas.”

Brum também destacou o esforço do governo do Estado na construção de políticas públicas para mitigar as dificuldades dos produtores, assim como os efeitos da estiagem. Segundo ele, a irrigação é fundamental nesse processo.

“Hoje, pouco mais de 4% da área de produção é irrigada no Estado, número ainda muito baixo. Por isso, o Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, está subvencionando 20% do valor dos projetos de irrigação, com limite de até R$ 150 mil por produtor na terceira fase do Programa Irriga+RS”, disse. “Além disso, buscamos com o governo federal a prorrogação de dívidas para que esses recursos sejam direcionados para essa finalidade, garantindo safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia, em parceria com a Emater.”





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Troca por fertilizante atinge nível crítico ao produtor



Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima


Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima
Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima – Foto: Alabama Extension

A relação de troca entre soja e map atingiu um dos níveis mais elevados já registrados, refletindo um momento de forte pressão nos custos de fertilizantes e impacto direto no poder de compra do produtor. As informações são de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.

De acordo com a análise, o índice mensal de troca no porto mostra que o produtor precisa, atualmente, de um volume significativamente maior de soja para adquirir o fosfatado. A relação está praticamente no maior patamar da história para o período, muito próxima dos níveis observados durante o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na comparação com a média dos últimos dez anos, o indicador está 63% acima. Em relação à média de cinco anos, a alta é de 37%. Já frente ao mesmo período da safra passada, o avanço chega a 26%, evidenciando uma mudança relevante no cenário enfrentado pelo produtor rural.

Os dados mais recentes reforçam esse movimento. Para a safra 2025/26, o índice projetado em setembro é de 33,5 sacas por tonelada, enquanto para a safra 2026/27 o valor estimado para março alcança 40,4 sacas por tonelada. O avanço recente chama atenção, especialmente pelo ritmo acelerado observado nos últimos 30 dias.

Durante agenda em Rio Verde, em Goiás, produtores relataram preocupação com a escalada dos preços do fósforo e seus efeitos sobre a demanda. O nível atual levanta dúvidas sobre o comportamento das compras nos próximos meses, diante da necessidade de maior desembolso em produto agrícola.

A avaliação indica que, enquanto o MAP apresenta forte valorização na relação de troca, o cenário para o cloreto de potássio segue distinto, sendo apontado como um ponto relevante de atenção dentro do mercado de fertilizantes.

 





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Problemas de pele em bezerros: como identificar e tratar?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Com o sol forte do norte de Mato Grosso, as afecções cutâneas em bezerros tornam-se um desafio frequente. Segundo a médica veterinária Monalisa Camargo, a perda de pelos (alopecia) e as feridas no couro não são a doença em si, mas sinais clínicos de diferentes problemas que exigem diagnóstico preciso para evitar o sofrimento do animal e prejuízos no lote.

Para tratar as lesões de pele em bezerros, o primeiro passo é entender o que está provocando a queda de pelos e as crostas. Monalisa destaca quatro causas principais que podem confundir o produtor. O sucesso da cura depende de não “passar qualquer produto” sem critério. A veterinária recomenda um protocolo que une cuidados sistêmicos e manejo ambiental.

Confira:

Cuidados recomendados

O “couro pelado” nos bezerros exige agilidade. O isolamento na sombra logo no primeiro sinal clínico salva a vida do animal e acelera a recuperação. Em Mato Grosso, a observação constante do pasto e do escore de pele dos animais jovens é a melhor ferramenta de prevenção.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Soja inicia semana travada, com câmbio pressionando e mercado sem reação


Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e cotações próximas da estabilidade, com viés de baixa. A principal pressão veio do câmbio, já que a forte queda do dólar acabou pesando mais do que as altas registradas na Bolsa de Chicago.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o movimento cambial limitou a formação de preços no curto prazo. “A intensidade da queda do câmbio acabou pesando mais sobre as indicações”, afirmou.

Nos portos, houve poucos negócios ao longo do dia, com indicações entre R$ 130 e R$ 132 por saca nos melhores momentos, geralmente com pagamento em 30 dias. No interior, o ritmo segue lento, com produtores retraídos e pouco dispostos a negociar nos níveis atuais, mantendo o mercado travado.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 125,50 para R$ 124,50
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,50 para R$ 125,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 131,50 para R$ 130,50

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em leve alta em Chicago, em um dia marcado por volatilidade. O mercado reagiu a sinais de possível redução das tensões no Oriente Médio, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanço nas conversas com o Irã.

No campo da demanda, os Estados Unidos registraram inspeções de exportação de 1,10 milhão de toneladas na última semana, acima do volume anterior. Além disso, foi confirmada a venda de 161,1 mil toneladas de soja para o México, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

Outro fator relevante foi o acordo entre Brasil e China para destravar embarques de soja que enfrentavam entraves sanitários, o que pode favorecer o fluxo comercial entre os países.

Contratos futuros de soja

Na Bolsa de Chicago, o contrato maio fechou a US$ 11,63 por bushel, com leve alta de 0,19%, enquanto o julho avançou 0,21%, a US$ 11,79. Entre os subprodutos, o farelo caiu 0,42%, para US$ 326,60 por tonelada, e o óleo subiu 0,1%, para 65,58 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,31%, cotado a R$ 5,24, oscilando entre R$ 5,21 e R$ 5,31 ao longo da sessão, reforçando a pressão sobre os preços internos da oleaginosa.

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Paraná estabelece novo prazo para colheita do pinhão; veja mudanças


Pinhão
Foto: Luiz Costa/Embrapa

O Instituto Água e Terra (IAT) anunciou uma mudança importante no calendário do pinhão no Paraná. A partir deste ano, a temporada para colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente começa no dia 15 de abril, ao invés de 1º de abril como nos anos anteriores. A medida vale tanto para o consumo humano quanto para uso em sementeiras.

A alteração atende a Instrução Normativa nº 03/2026 e busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal.

O objetivo é garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente.

A multa em caso de desobediência é de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos (ou fração equivalente), além da responsabilização por crime ambiental.

Ciclo sustentável

O chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do IAT, José Wilson de Carvalho afirma que o adiamento da temporada fará com que pinhas imaturas não sejam mais coletadas, garantindo o ciclo sustentável do pinhão. De acordo com ele, a medida tem impacto direto na saúde da população.

“Já observamos casos de pessoas coletando pinhas que ainda estão verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Essa prática é proibida, já que nesse estado elas são impróprias para o consumo, podendo favorecer a presença de fungos. Por isso estabelecemos essa nova data-limite. Após o dia 15, as pinhas já estão com um aspecto mais marrom-avermelhado e caem naturalmente das árvores”, explica Carvalho.

Fiscalização

A fiscalização durante toda a temporada de pinhão será feita por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.

Destaque econômico

A cultura movimentou R$ 25,7 milhões em 2024 (dado mais recente), de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP), levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).

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Formação de ciclone traz chuvas extremas ao centro-sul nesta segunda-feira (23)


A formação de um ciclone deve provocar chuvas intensas e tempestades no centro-sul do Brasil nesta segunda-feira (23), com alerta para o Rio Grande do Sul. A previsão é da Meteored, que aponta risco de volumes elevados de precipitação e transtornos em diferentes regiões do estado.

Segundo a análise, entre domingo (22) e segunda-feira (23), uma área alongada de baixa pressão deve se estender sobre o Uruguai e o território gaúcho, favorecendo a organização do sistema. “Este sistema irá organizar tempestades sobre o centro-sul do Brasil ao longo da segunda-feira (23), com grande potencial de severidade sobre o Rio Grande do Sul”, informa.

As chuvas mais intensas devem ocorrer sobre o Uruguai, mas áreas de fronteira com o Rio Grande do Sul também estão em alerta. O modelo europeu ECMWF, citado na análise, indica potencial para volumes considerados incomuns. “Alguns pontos do Rio Grande do Sul também podem ter volumes considerados incomuns, que podem se aproximar de 100 mm em 24 horas”, aponta o texto.

A intensidade das precipitações está associada à atuação de um rio atmosférico, que transporta grande quantidade de umidade da região tropical. Esse sistema deve cruzar o estado ao longo do dia, com maior intensidade nas regiões Oeste, Campanha e Sul.

A previsão indica que, entre a madrugada e o amanhecer de segunda-feira, há possibilidade de tempestades com maior intensidade, inicialmente na metade oeste do estado. Ao longo do dia, o sistema avança e pode atingir também o norte, a Região Metropolitana de Porto Alegre e a Serra Gaúcha. “Há risco de fortes rajadas de vento e formação de granizo”, informa a análise.

Os ventos devem ser mais intensos na faixa de fronteira com o Uruguai, podendo ultrapassar 50 km/h, enquanto no extremo sul do estado podem superar 80 km/h.

Com o avanço do sistema e o aumento das temperaturas ao longo do dia, as instabilidades também devem atingir Santa Catarina, Paraná e a metade oeste de São Paulo. Nessas áreas, a previsão indica ocorrência de tempestades e chuvas irregulares, com acumulados que podem chegar a 50 mm em curto período.

A análise ressalta que a previsão de precipitação envolve maior grau de incerteza, especialmente em eventos extremos. “Eventos incomuns ou extremos de chuva são particularmente desafiadores”, destaca o conteúdo, que aponta variações nas projeções recentes de acumulados, entre valores superiores a 150 mm e inferiores a 100 mm.

Diante desse cenário, a recomendação é de atenção nas áreas de fronteira com o Uruguai e no oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem superar os indicados inicialmente.





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