quinta-feira, março 19, 2026

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China restringe exportações de fertilizantes e agrava aperto global de oferta causado pela guerra


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A China está restringindo as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, segundo diversas fontes do setor ouvidas pela agência Reuters. A medida aumenta a pressão sobre os mercados globais, que já enfrentam escassez em meio à guerra envolvendo Estados Unidos e Irã.

Os embarques que passam pelo Estreito de Ormuz representam cerca de um terço da oferta global transportada por via marítima. Em meados de março, Pequim proibiu a exportação de fertilizantes à base de nitrogênio e potássio, além de algumas variedades de fosfato, de acordo com fontes do mercado.

A proibição, que não foi oficialmente anunciada, já havia sido reportada anteriormente pela Bloomberg.

Somadas às restrições já existentes e às cotas de exportação para ureia, apenas alguns fertilizantes, especialmente o sulfato de amônio, ainda podem ser exportados, segundo as fontes.

Brasil

A China tem ampliado sua participação nesse mercado e se tornou recentemente um dos principais fornecedores do insumo ao Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, o país asiático exportou cerca de 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes para o Brasil, o equivalente a aproximadamente 25% das importações brasileiras no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

No ano passado, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes, volume recorde da série histórica, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Dia de Campo do Senar Goiás reunirá mais de mil estudantes com foco em arroz, bioinsumos, integração lavoura-pecuária e tecnologias


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar Goiás), entidade voltada à formação profissional rural e à promoção social no campo, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e instituições de ensino superior de Goiânia, realiza no próximo dia 21 de março de 2026 (sábado), das 8h às 12h, o Dia de Campo da 1ª Semana Senar Unificada. O evento acontece na sede da Embrapa Arroz e Feijão, localizada no km 12 da GO-462, na zona rural de Santo Antônio de Goiás (GO).

A iniciativa deve reunir 1.200 estudantes de cursos da área de ciências agrárias, além de pesquisadores, empresários e técnicos do setor, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa e extensão rural.

Durante o Dia de Campo, os participantes terão acesso a estações temáticas que abordam temas estratégicos para o agronegócio, como bioinsumos, integração lavoura-pecuária com foco em gases de efeito estufa, arroz de terras altas e novas tecnologias agropecuárias.

Realizada desde 2022, a Semana Senar já soma mais de 40 edições e se consolida como um projeto inovador ao proporcionar aos acadêmicos a oportunidade de conhecer, na prática, os principais programas e treinamentos oferecidos pelo Senar Goiás. Em 2026, o evento ganha ainda mais amplitude com ações simultâneas nas principais instituições de ensino superior da capital.

Entre as instituições confirmadas estão: UFG, PUC Goiás, UniAraguaia, UNIALFA, Estácio, Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e UniGoiás.

Programação

07h30 – Credenciamento e café da manhã de boas-vindas

08h00 às 11h00 – Visita às estações temáticas

11h00 às 11h30 – Falas institucionais

11h30 às 12h30 – Palestra de encerramento: Cenários e Perspectivas do Agronegócio

12h30 – Almoço





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Banco Central reduz taxa de juros básicos pela primeira vez desde 2024


juros câmbio
Foto: Agência Senado

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

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No comunicado, o Copom afirmou que o aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio exige mais cautela. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, destacou o texto.

Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. A última vez em que o Copom tinha reduzido os juros tinha sido em maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Em setembro do mesmo ano, a taxa começou a ser elevada, até chegar aos 15% atuais.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o IPCA acelerou para 0,7% , pressionado pelas mensalidades escolares. Mesmo com a alta, o indicador ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses.

Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%, abaixo do teto da meta. Há um mês, antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

Crédito menos caro

A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,83% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Chuva ganha força em várias regiões do país


Foto: Governo de São Paulo

A quinta-feira (19) será marcada por avanço das instabilidades em grande parte do Brasil, com previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais em regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Norte. No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical mantém volumes elevados no norte da região, enquanto no Sul a chuva ocorre de forma mais irregular. O calor e a sensação de abafamento seguem predominando na maior parte do país.

Sul

O dia começa com chuva fraca e isolada entre o litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além da Serra, nordeste gaúcho e Região Metropolitana de Porto Alegre.

Também há chance de pancadas no norte do Rio Grande do Sul e no nordeste do Paraná, devido à umidade disponível na atmosfera.

Ao longo do dia, a atuação de um cavado meteorológico em níveis médios favorece o aumento das instabilidades, principalmente no norte e leste do Paraná e de Santa Catarina. Nessas áreas, a chuva ocorre com intensidade moderada a forte.

No Rio Grande do Sul, o destaque fica para o nordeste, Serra, litoral norte e Região Metropolitana de Porto Alegre, onde também há previsão de chuva moderada.

Já o interior do estado gaúcho, além do oeste do Paraná e parte de Santa Catarina, seguem com tempo mais firme, sob influência de áreas de alta pressão.

As temperaturas sobem na maior parte da região, mas o litoral e áreas serranas têm clima mais ameno. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h, especialmente no Rio Grande do Sul e litoral sul catarinense.

Sudeste

A quinta-feira começa com pancadas de chuva em áreas do interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e diversas regiões de Minas Gerais.

Ao longo do dia, o transporte de calor e umidade, combinado com um cavado em níveis médios, intensifica as instabilidades.

A previsão indica chuva moderada a forte em São Paulo, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais.

No Rio de Janeiro, as instabilidades ganham força principalmente no interior, serra e metade sul do estado, com risco de temporais.

Há alerta para acumulados elevados no Espírito Santo, incluindo a região de Vitória, com potencial para situações de perigo.

As temperaturas caem levemente em algumas áreas, mas o tempo segue abafado.

Centro-Oeste: pancadas ganham força e há risco de temporais

A manhã começa com tempo mais firme em boa parte da região, mas as pancadas já ocorrem no norte, leste e noroeste de Mato Grosso, além de áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul.

Com o avanço do dia, o calor e a umidade intensificam as instabilidades.

Há previsão de chuva moderada a forte em Mato Grosso e grande parte de Goiás, com risco de temporais, principalmente no norte e interior mato-grossense.

Em Mato Grosso do Sul, as pancadas também ganham força devido à atuação de uma área de baixa pressão no Paraguai.

O calor aumenta e a sensação de abafamento predomina.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém pancadas de chuva desde o início do dia na faixa litorânea norte.

Chove com maior intensidade no Maranhão, Piauí e sul do Ceará. Ao longo do dia, as instabilidades continuam, com chuva moderada a forte também no oeste de Pernambuco, norte do Rio Grande do Norte e áreas da Bahia.

Há risco de temporais, principalmente no Maranhão e no interior e norte do Piauí. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme e as temperaturas aumentam.

No interior da Bahia, a umidade do ar volta a ficar baixa, com índices abaixo de 30%.

Norte

O dia começa com pancadas de chuva em grande parte do Pará, Amazonas, Tocantins, Acre e Rondônia.

A ZCIT também mantém instabilidades no Amapá e no litoral do Pará.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica e se espalha por praticamente toda a região.

Há risco de temporais no Pará, Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima. Os maiores volumes são esperados no norte e leste do Amazonas, além do sul do Amapá.

Nas áreas onde não chove, o tempo segue abafado.

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Copom reduz juros, mas não sinaliza novos cortes na Selic


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (46), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, com comunicação mais cautelosa diante da inflação e da alta do petróleo. O conflito no Oriente Médio elevou o Brent para US$ 110 e ampliou a aversão ao risco, derrubando bolsas em NY e fortalecendo o dólar.

No Brasil, Ibovespa caiu 0,43% aos 179 mil pontos, dólar subiu a R$ 5,24 e juros avançaram. Após o fechamento, o Banco Central cortou a taxa em 0,25 ponto, sinalizando ciclo gradual e dependente de dados.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Garantia-Safra inicia pagamentos para agricultores afetados perdas climáticas



Benefício atende 934 municípios



Foto: Pixabay

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar inicia nesta quarta-feira (18) o pagamento do Garantia-Safra referente à safra 2024/2025. A liberação marca uma nova etapa da política pública voltada à proteção da agricultura familiar diante de perdas causadas por eventos climáticos.

Nesta fase inicial, mais de 685 mil agricultores familiares, distribuídos em 934 municípios de 11 estados, serão contemplados. O volume de recursos ultrapassa R$ 823 milhões, com pagamento em parcela única conforme o calendário operacional da Caixa Econômica Federal. A medida foi formalizada pela Portaria nº 357, de 17 de março de 2026, publicada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia.

De acordo com o ministério, o benefício é direcionado a famílias que registraram perdas na produção. “O benefício chega diretamente às famílias que enfrentaram perdas significativas na produção, garantindo condições mínimas para reorganizar o trabalho no campo e seguir produzindo”, informa o texto.

O Garantia-Safra atende agricultores com renda mensal de até 1,5 salário mínimo e área de cultivo entre 0,6 e 5 hectares, abrangendo culturas como feijão, milho, arroz, algodão e mandioca. A liberação dos recursos está condicionada à comprovação de perdas iguais ou superiores a 40% da produção municipal, conforme critérios estabelecidos na Lei nº 10.420/2002 e atualizados pela Lei nº 15.236/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a normativa, a verificação das perdas considera indicadores oficiais como o Índice Integrado de Seca e o Índice Agregado de Recursos Hídricos, elaborados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

O ministério também informou que agricultores que tiveram o pagamento bloqueado poderão apresentar defesa por meio de requerimento específico. O prazo para envio é de até 60 dias a partir de 18 de março de 2026, conforme previsto na Portaria MDA nº 03/2023. Os motivos do bloqueio podem ser consultados no sistema de gerenciamento do programa, e a lista de municípios contemplados está disponível no Diário Oficial da União.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Indústria de máquinas agrícolas do RS fecha 2025 em reação, mas crescimento…


Exportações, expectativa de boa safra e ajuste do setor abrem espaço para crescimento moderado, avalia SIMERS

O setor de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul encerra 2025 com recuperação parcial, ainda insuficiente para recompor as perdas acumuladas nos dois anos anteriores. Para 2026, a expectativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS) é de um crescimento moderado, condicionado principalmente ao comportamento dos juros, à oferta de crédito e à renda do produtor rural.

Segundo a vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, a retomada mais consistente dos investimentos passa, necessariamente, por um ambiente financeiro mais favorável. “A indústria já mostrou capacidade de reagir em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá diretamente do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam a decisão de compra do produtor e adiam investimentos em modernização”, afirma.

A executiva do Simers destaca que, mesmo com perspectivas positivas para a safra, o produtor segue cauteloso. “Se as projeções de safra se confirmarem e houver melhora nas condições de crédito, o setor pode avançar. Caso contrário, a recuperação tende a ser mais lenta e pontual”, avalia.

Do ponto de vista técnico, o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, reforça que 2025 apresentou melhora frente aos anos anteriores. “Os indicadores de produção e faturamento do setor foram positivos em 2025 quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não recomponham as perdas acumuladas”, afirma.

Além do mercado interno, as exportações, especialmente para a Argentina, seguem como fator de sustentação. Para o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e um ambiente financeiro menos restritivo será decisiva para transformar a recuperação em crescimento mais consistente ao longo de 2026.

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AgroNewsPolítica & Agro

Convênio combate a incidência da mosca-das-frutas em pomares gaúchos


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Empresa Brasileira em Pesquisa Agropecuária Uva e Vinho (Embrapa Uva e Vinho), de Bento Gonçalves, assinaram convênio, nesta quarta-feira (18), para a execução do projeto “Supressão populacional da mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus)”. A supressão se dará por meio da integração das técnicas de liberação de moscas estéreis, parasitoides e iscas tóxicas em pomares de macieira e videira, buscando mitigar a incidência do inseto no Estado.

O convênio foi assinado pelo secretário da Seapi, Edivilson Brum, pelo chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Adeliano Cargnin. Também participaram do ato o secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, os diretores do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), Ricardo Felicetti, e do Departamento de Finanças e Execução Orçamentária da Seapi, Carolina Scapin, e o representante do deputado estadual Carlos Búrigo, Gian Zucchetti.

A Seapi fará o repasse para a Embrapa no valor de R$ 198.276,30, com duração de seis meses, buscando o aumento do parasitismo da mosca-das-frutas em hospedeiros que são multiplicadores da praga, a redução da captura de moscas-das-frutas pelo uso da captura massal e a capacidade de dispersão de moscas esterilizadas e liberadas nas áreas experimentais.

A mosca-das-frutas sul-americana é uma praga que atinge a fruticultura brasileira e tem incidência na região sul do Brasil. A espécie ocorre em todos os pomares comerciais de maçã e uva, principais frutíferas de clima temperado cultivadas no sul do Brasil, além de frutas de caroço como ameixa, pêssego e nectarina. Também ataca pequenas frutas como amora-preta, framboesa e frutíferas nativas.

“A assinatura deste convênio representa um avanço importante no enfrentamento de uma das principais pragas que impactam a fruticultura gaúcha. A partir da parceria com a Embrapa Uva e Vinho, vamos aplicar tecnologias inovadoras e sustentáveis, que combinam diferentes estratégias de controle para reduzir a população da mosca-das-frutas de forma mais eficiente”, afirma o secretário Brum.

Estudos indicam que frutas infestadas pela mosca-das-frutas podem chegar a 100% de danos, caso medidas de prevenção e controle não sejam adotadas. Estima-se que cerca de 50 mil famílias de produtores rurais estejam diretamente envolvidas na produção e na cadeia produtiva dessas frutas, sendo afetados economicamente pelo ataque da praga. Na cultura da macieira, a estimativa é de que as perdas anuais causadas pela ocorrência da mosca-das-frutas alcancem anualmente R$ 25 milhões.

Para o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, o convênio significa avançar em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento para conduzir e finalizar pesquisas em execução há quatro anos, validando o projeto do inseto estéril com controle da mosca-das-frutas. “Na fruticultura do Rio Grande do Sul, esse convênio vai atender duas grandes culturas de importância econômica que são a uva e a maça. É uma técnica limpa e moderna que não impacta no meio ambiente, no produtor e no consumidor, por isso é de extrema importância o que estamos assinando hoje”, ressalta Cargnin.

Segundo o diretor do DDV, é fundamental que sejam aprimoradas as estratégias de manejo da espécie do inseto porque visa a fomentar este trabalho de pesquisa no controle biológico da mosca-das-frutas que hoje é a principal praga da fruticultura em nível nacional. “Isso é um grande impedimento às exportações e tem demandando muito uso de agroquímicos. Nesse sentido, o desenvolvimento de medidas de controle biológico e integrado, possibilita um manejo mais eficiente e mais seguro para o consumidor. É uma iniciativa que vai trazer benefícios não só para viticultura, mas para a fruticultura em geral”, enfatiza Felicetti.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo está o uso de Inimigos Naturais (parasitóides), a Técnica do Inseto Estéril (TIE) e a integração dessas tecnologias com técnicas de atrair e matar a mosca-das-frutas com iscas tóxicas, as quais são consideradas tecnologias “limpas”, visto que não deixam resíduos nos frutos, não são tóxicas e possuem mínimo impacto negativo ao ambiente.

Paralelamente devem ser continuadas pesquisas buscando identificar moléculas que apresentem ação sobre adultos/larvas e novos semioquímicos tanto para o monitoramento como para uso em iscas tóxicas para controle de adultos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país. Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10 (menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo.

Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado. 

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

No último sábado (14), a Petrobras reajustou o diesel A (vendido às distribuidoras) em R$ 0,38, indo a R$ 3,65 por litro. Os efeitos de alta na bomba ainda não foram medidos pela ANP.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), nesta quarta-feira, o óleo diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava sendo negociado a um preço 59% abaixo da paridade internacional (comparação com o preço global). 

Desde 2023, a Petrobras segue uma política de preços que não repassa imediatamente as oscilações para o consumidor interno.

Para a FUP, mesmo que se esforce para não subir preços de forma abusiva, a Petrobras, principal vendedora do combustível no país, “não tem alcance sobre o preço final ao consumidor”.

A FUP critica a privatização da então subsidiária BR Distribuidora, no governo passado, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras.

A compradora foi a Vibra Energia. A venda incluiu licença para a compradora manter a bandeira BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar de exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. 

Para o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, enquanto a Petrobras busca proteger o país das oscilações internacionais, empresas privadas “repassam imediatamente qualquer alta ao consumidor”.

O dirigente sindical alerta para os efeitos em cadeia do aumento do diesel. “Quando o diesel sobe, não é só o combustível que encarece, mas também o transporte, os alimentos, a inflação. O aumento se espalha por toda a economia”, aponta.

Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná reforça combate à gripe aviária no litoral


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no Paraná, com foco no Litoral do Estado. A operação começou na terça-feira (17), com reunião no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, em Pontal do Paraná, e segue até o dia 27 de março, abrangendo municípios da região.

Participam da operação servidores da Adapar e médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, iniciativa vinculada à Petrobras e executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná, no âmbito de exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A reunião inicial apresentou os objetivos e a metodologia de trabalho, com destaque para o caráter preventivo da ação. Segundo a agência, o estado registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências.

A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, afirmou que “a manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”.

As atividades envolvem fiscalização de propriedades com criação de aves, além de orientações sobre prevenção da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e da Doença de Newcastle. As ações são conduzidas em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com foco também em educação sanitária para criadores de subsistência.

No primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias para identificação de sinais das enfermidades. Após a etapa inicial, as equipes definiram rotas de atuação para cumprimento do cronograma de vistorias.

A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, destacou a experiência em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, disse.

Segundo a agência, a manutenção do status sanitário é considerada estratégica para a economia e a saúde pública. O Paraná lidera a produção nacional de carne de frango e responde por mais de um terço do total produzido no país, o que reforça a importância das ações de prevenção e controle sanitário.





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