sexta-feira, março 20, 2026

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Cavalo crioulo movimenta R$ 5,3 bi e ensaia expansão para além de terras gaúchas



O cavalo crioulo movimenta R$ 5,36 bilhões ao ano no Brasil, valor que inclui, além da comercialização de animais, atividades correlacionadas, como mercado veterinário, medicamentos, rações, turismo e o crescente fluxo de provas esportivas atreladas à equinocultura.

O dado provém do estudo PIB do Cavalo Crioulo, divulgado nesta quarta-feira (3) pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulos (ABCCC) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

Segundo o levantamento, áreas do comércio de indumentárias e de serviços, como selarias e ferrageamento também estão inclusas na conta. Assim, levando-se em conta um rebanho de 508.080 animais, pode-se afirmar que cada cavalo crioulo é responsável pela movimentação de R$ 10.549,93 ao ano no Brasil.

Geração de empregos

A pesquisa indicou também que o cavalo crioulo gera 31,3 mil empregos diretos e mais de 130 mil indiretos no país, levando renda para mais de 160 mil famílias.

“Esses dados nos trazem uma radiografia setorial essencial para fundamentar nossos planos de expansão. O cavalo é mais do que uma paixão do Sul do Brasil ou uma ferramenta de trabalho no campo. Hoje, é a base de empresas lucrativas, ferramenta para tratamento de saúde mental, sem falar no mundo do esporte”, destacou o presidente da ABCCC, André Rosa.

Empossado na última segunda-feira (1), ele aposta na expansão das provas e das modalidades esportivas em diferentes regiões para incrementar ainda mais o valor de mercado da raça.

Isso porque o estudo indica que o esporte é o foco da maior parte dos criatórios de cavalos crioulos em operação no Brasil (75%). As provas de maior impacto são o Laço Comprido e Doma de Ouro, apesar de o Freio de Ouro e a Morfologia serem as estrelas da programação da raça.

A segunda finalidade para uso da raça está no trabalho de campo (22,56%). “O esporte é a mola de expansão das criações nos estados do Sudeste e Centro-Oeste. A raça é muito adaptada para uso em rodeios e acreditamos em um avanço consistente nos próximos anos”, ponderou o gerente de expansão da ABCCC, Gérson de Medeiros.

Sediado em São Paulo, o executivo vem operando na ampliação da agenda de provas na chamada Região 8, que inclui Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Ele estima que em 2026, a raça deve ter uma ampliação de 15% no número de provas nessas localidades.

A pesquisa da ABCCC e Esalq/USP também estudou as propriedades onde os cavalos crioulos são criados. Os estabelecimentos têm, em média, 440 hectares, dos quais 92 hectares são destinados para uso da tropa. A principal ocupação dos proprietários está relacionada à agricultura (64,95% dos criadores) e à pecuária (22,45%).

Estado berço da raça

Os dados tabulados pela Esalq mostram que 80% da renda gerada e dos cavalos crioulos criados no Brasil está no Rio Grande do Sul: R$ 4,28 bilhões e 412 mil animais. Santa Catarina ocupa a segunda colocação com 33,7 mil e o Paraná a terceira com 31,8 mil.

“O Rio Grande do Sul segue como berço da raça e como uma região com expressão de criatórios e qualidade genética. A força do cavalo crioulo ecoa por todos os 497 municípios gaúchos, garantindo pulverização de renda e emprego”, diz o presidente da ABCCC.

No entanto, para ele, os dados também mostram um grande potencial de expansão de uso desse animal no resto do Brasil. “Não há limites para as manadas de crioulos no Brasil e no mundo”, frisou Rosa, que recentemente participou de agenda internacional da raça na Itália.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Oferta elevada e demanda fraca mantiveram preços dos ovos sob pressão em outubro


Apesar da expectativa de melhora com o início do mês, o volume de oferta disponível pode limitar a recuperação dos preços

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O mercado de ovos segue sob pressão, com vendas retraídas e oferta ainda elevada. Nas granjas de São Paulo, a caixa com 30 dúzias é comercializada, em média, a R$ 114,50, queda de 0,9% ou R$ 1,00 por caixa em sete dias. No atacado, o recuo no mesmo período foi de 0,8%, com o produto cotado, em média, a R$ 119,00.

Apesar da expectativa de melhora com o início do mês, o volume de oferta disponível pode limitar a recuperação dos preços. Na comparação mensal, outubro encerrou praticamente estável em relação a setembro, com leve alta de 0,3% nas granjas e de 0,2% no atacado.

As cotações dos ovos encerram outubro com fortes quedas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo levantamento do Centro de Pesquisas, em Bastos, principal município produtor do estado de São Paulo, as médias mensais dos ovos brancos e vermelhos foram as menores desde novembro/24, ou seja, as mais baixas do ano, em termos reais – deflacionado pelo IGP-DI de agosto/25.

Pesquisadores explicam que o movimento de queda se intensificou na segunda quinzena de outubro, refletindo a maior disponibilidade da proteína no mercado interno, aliada à demanda enfraquecida, típica do período.

Com relação os preços reportados pelo Cepea nesta segunda-feira (03), as referências para os ovos brancos em Bastos/SP registraram valorização de 4,16%, em que estavam precificados em R$ 133,50 por caixa no dia 27 de outubro, e agora, está precificado em R$ 139,06 por caixa.

Já para os ovos vermelhos, as cotações registraram ganhos de 3,69% na região de Bastos/SP e passaram de R$ 147,71 por caixa visto no dia 27 de outubro para R$ 153,16 por caixa no fechamento desta segunda-feira (03).  

De acordo o levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA), a cotação do ovo tipo extra branco na região de Tupã/SP está em torno de R$ 140,00 a caixa com 30 dúzias. Já para o preço para o ovo tipo grande branco está cotado em R$ 137,00 a caixa com 30 dúzias em Tupã/SP.

No Ceasa Campinas, a referência para o ovo branco grande seguiu estável e está cotado em R$ 170,00 a caixa de 30 dúzias, enquanto os preços dos ovos vermelho extra estão sendo negociados em R$ 185,00 a caixa com 30 dúzias e também seguiu com estabilidade.

Já no Ceasa Minas Gerais, os preços dos ovos brancos grandes seguiram com estabilidade e está precificado em R$ 147,00 a caixa de 30 dúzias. Já os valores dos ovos vermelhos extra também estão estáveis e precificados em R$ 180,00 a caixa de 30 dúzias.

Para o Ceagesp, a cotação dos ovos brancos grandes tiveram ganho de 2,95% e estão sendo negociados em R$ 170,18 a caixa com 30 dúzias. No caso dos preços do ovos vermelhos extra apresentaram um avanço de 1,06% e está cotado em R$ 194,97 a caixa de 30 dúzias.





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AgroNewsPolítica & Agro

Crescimento do agro marca novo ciclo nacional


O avanço do agronegócio brasileiro em 2025 reforça a posição do país entre os maiores produtores de alimentos do mundo, com crescimento distribuído entre lavouras, pecuária e exportações. Os dados revelam um setor em expansão contínua e apoiado por ganhos de produtividade em diferentes cadeias. Após essa abertura geral, Ricardo leite, superintendente do Banco Safra, destaca que o Valor Bruto da Produção atinge R$ 1,409 trilhão, alta de 11,1% sobre 2024 segundo ABN e MAPA. As lavouras crescem 10,6% e a pecuária 12,3%, impulsionadas por avanços expressivos em milho, café, algodão e cacau. Mato Grosso lidera o VBP estadual com R$ 221,1 bilhões, seguido por Minas Gerais e São Paulo.

O segmento pecuário mantém trajetória de estabilidade e modernização, com rebanho bovino de 238,1 milhões de cabeças e expansão em bubalinos, suínos, galinhas, ovos e piscicultura. Nos grãos, a Conab projeta área recorde de 84,4 milhões de hectares e produção de 354,7 milhões de toneladas, com destaque para soja e sorgo. O Centro-Sul responde pela maior parte do volume, enquanto Norte e Nordeste ampliam participação.

O café registra uma das melhores safras da década, com 55,2 milhões de sacas e ganhos relevantes na Bahia e no Espírito Santo. A cana-de-açúcar mantém estabilidade, com 668,8 milhões de toneladas e desempenho positivo no Nordeste e no Sul. O etanol de milho cresce 14,5%, liderado pelo Centro-Oeste. As exportações somam R$ 126,5 bilhões até setembro, com China, União Europeia e Estados Unidos como principais destinos. O PIB do agro alcança 23,5% da economia brasileira, consolidando a força do setor.

 





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Banco do Brasil desembolsa R$ 85 bilhões em financiamentos na safra 2025/26



O Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 85 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra 2025/26, que começou em 1º de julho e se estende até 30 de junho de 2026. A cifra inclui operações de crédito rural, títulos agrícolas, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial e recursos para giro, os chamados de negócios da cadeia de valor do agro, efetivadas de julho ao fim de novembro, além de abranger as atuais operações de renegociação de dívidas rurais.

O valor é inferior aos R$ 105 bilhões verificados em igual período da temporada anterior. Os números foram apresentados pelo vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Gilson Bittencourt.

Na análise somente das operações de crédito rural, também há retração entre os R$ 78,3 bilhões desembolsados pela instituição no acumulado da safra contra R$ 96 bilhões reportados em igual período da temporada anterior. A despeito da menor contratação de crédito rural pelos produtores rurais no acumulado da safra 2025/26, o BB espera um melhor equilíbrio no desembolso estimado até o fim da safra, em julho de 2026.

Ao todo, o banco vai ofertar R$ 230 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra atual. “Olhando a esteira de pedidos em análise, a expectativa é que ao fim deste mês tenhamos chegado ao teto de limite de várias linhas de crédito rural e pediremos alguns remanejamentos entre linhas”, disse Bittencourt.

O valor ofertado pelo BB na safra atual é 2% superior ao desembolsado pelo banco na temporada anterior, 2024/25. Desse montante, R$ 106 bilhões serão destinados à agricultura empresarial (grandes produtores, cooperativas e agroindústrias) e R$ 54 bilhões vão para a agricultura familiar e médios produtores. Outros R$ 70 bilhões deverão ser distribuídos em negócios da cadeia de valor do agro.

Na agricultura familiar, o desempenho de desembolsos de crédito rural está dentro do esperado, bem como o Pronamp está em patamar próximo ao do ciclo anterior. “Na média geral, devemos cumprir com o Plano Safra nas taxas controladas”, pontuou o vice-presidente do BB. Já na agricultura empresarial, ele observa sobretudo retração no apetite por novos investimentos na safra atual, com queda em torno de 35% a 40%, o que era esperado dada à combinação de juros elevados e rentabilidade próximo aos níveis históricos.

“Esse é o momento de somente quem está muito bem e não está endividado fazer investimento. É um momento de reorganização do fluxo de caixa porque as taxas estão mais elevadas neste ano, portanto, aquele produtor que puder postergar o investimento na expectativa de queda da Selic, ele aproveita para reequilibrar as contas”, comentou.

O custeio para agricultura empresarial também está abaixo do reportado na safra anterior. “Há uma diminuição da demanda dos produtores. Efetivamente tem menor procura pelo crédito a taxas livres.”

Em relação ao desenvolvimento da safra, o BB acompanha a perspectiva de possíveis efeitos do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras, mas vê, de forma geral, situação positiva para o progresso da produção. “A expectativa de produção, tanto do IBGE quanto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são positivas mostrando estabilidade da produção. A safra está andando dentro do esperado com grande parte da produção já plantada e não vemos diminuição expressiva de área”, observou Bittencourt.

Quanto aos preços, o BB enxerga as cotações dos principais produtos agrícolas retornando aos níveis históricos, bem como a rentabilidade dos produtores. “Nesse cenário, áreas com alto custo de produção começam a ficar mais proibitivas”, apontou.

“A área plantada até agora está dentro do esperado, o andamento da produção está dentro do esperado e em mais algumas semanas saberemos se houve redução do pacote tecnológico, o que pode afetar a produtividade. A nossa expectativa é que não haja esse impacto”, antecipou o executivo.



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estimativa de produção de soja em MT é mantida em 47,18 milhões/t



O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a projeção de produção de soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 em 47,18 milhões de toneladas, volume 7,29% menor que o registrado no ciclo anterior. A área cultivada permanece estimada em 13,01 milhões de hectares, enquanto a produtividade média foi calculada em 60,45 sacas por hectare, recuo inicial de 8,81% em relação à safra 2024/25, conforme relatório semanal do instituto.

As chuvas acumuladas em novembro aumentaram na comparação com outubro em grande parte do estado, aliviando o estresse hídrico e favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Porém, a distribuição irregular das precipitações segue como ponto de atenção, já que algumas áreas continuam recebendo volumes insuficientes. Um veranico registrado na primeira quinzena de novembro também impactou lavouras precoces em fases sensíveis (R1 e R2), podendo afetar o potencial produtivo.

Para dezembro, a média do indicador das anomalias de precipitação aponta chuvas próximas à média histórica na maior parte do Estado, cenário considerado positivo, especialmente porque boa parte das áreas estará em fases cruciais de desenvolvimento.

Na safra 2024/25, a demanda passou por ajustes. As exportações subiram 4,03% ante o mês anterior, alcançando 31,40 milhões de toneladas, impulsionadas pelos altos volumes embarcados recentemente. O consumo interestadual caiu 12,59%, totalizando 6,11 milhões de toneladas, refletindo maior competitividade nos mercados interno e externo. Já o consumo dentro de Mato Grosso segue em 13,03 milhões de toneladas. Os estoques finais recuaram 42,81% e foram estimados em 450 mil toneladas.

Para 2025/26, as exportações foram mantidas em 29,33 milhões de toneladas, queda de 6,59% frente ao ciclo anterior. O consumo interno permanece estável, estimado em 13,24 milhões de toneladas, aumento de 1,61%. O consumo interestadual caiu 6,39% no mês, para 4,10 milhões de toneladas, retração de 32,90% ante a safra passada. Os estoques finais ficaram projetados em 970 mil toneladas, redução de 5,63%.

Milho

O Imea também manteve a estimativa de produção de milho em 51,72 milhões de toneladas para a safra 2025/26, queda de 6,70% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada segue prevista em 7,39 milhões de hectares, crescimento de 1,83%, com destaque para a região Nordeste, onde a expansão deve chegar a 4,31%. A produtividade foi estimada em 116,61 sacas por hectare, retração de 8,38% frente ao recorde histórico de 2024/25, refletindo um retorno aos níveis médios.

Quanto à demanda da safra 2024/25, houve revisão para 53,72 milhões de toneladas, redução de 0,46%. As exportações foram ajustadas para 27,70 milhões de toneladas, queda de 1,37% diante da expectativa de maior oferta global e pressão sobre os preços de paridade. O consumo interno subiu 0,76%, alcançando 17,72 milhões de toneladas, impulsionado pelo maior uso de milho na produção de etanol. O consumo interestadual permaneceu em 8,30 milhões de toneladas, e os estoques finais chegaram a 2,23 milhões de toneladas, alta de 41,81%.

Safa 2025/26

Para a safra 2025/26, a demanda total foi estimada em 53,43 milhões de toneladas, aumento de 1,43% em relação ao mês anterior. O crescimento é puxado principalmente pelo avanço de 4,04% no consumo interno, que deve atingir 19,33 milhões de toneladas devido à entrada em operação de novas usinas.

As exportações seguem projetadas em 26,10 milhões de toneladas, e o consumo interestadual permanece em 8 milhões de toneladas. Os estoques finais foram estimados em 522,99 mil toneladas, queda de 15,18% frente ao relatório de novembro.



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Farinha à base de castanha-do-brasil apresenta teor de proteína 60% superior à do trigo


Pesquisas da Embrapa mostram que a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico de castanha-do-brasil apresentam alto teor de proteínas e têm potencial promissor para o mercado de produtos de origem vegetal. No caso da farinha, o teor proteico é cerca de 60% superior ao da feita com trigo. Os ingredientes foram aplicados na formulação de hambúrgueres, quibes e proteína texturizada, que tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. A tecnologia está pronta para ser testada em escala comercial.

“A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais têm estimulado pesquisas voltadas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia”, afirma Ana Vânia Carvalho, pesquisadora da Embrapa. O trabalho integra o Programa Biomas do The Good Food Institute (GFI) Brasil, com financiamento do Fundo JBS pela Amazônia.

Os processos de obtenção da farinha parcialmente desengordurada, do concentrado proteico e da proteína texturizada, utilizada como substituta de produtos cárneos, foram desenvolvidos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA).

A pesquisadora conta que a primeira etapa do trabalho, que está publicado em boletim técnico, foi entender profundamente a matéria-prima. Com aproximadamente 15% de proteína bruta, 67% gorduras, 7% carboidratos e valor energético de 751 kcal/100g, a castanha-do-brasil desponta como um produto promissor para o mercado de proteínas alternativas.

“A castanha-do-brasil é um símbolo da sociobiodiversidade amazônica e surge como alternativa nacional de alto valor agregado. Isso pode fortalecer cadeias produtivas amazônicas, gerando valor para pequenos produtores e indústrias regionais”, acredita Carvalho.

A pesquisadora explica que a remoção parcial do óleo da castanha – usado majoritariamente pela indústria cosmética – gera uma torta, que é a base para os novos ingredientes. “A torta da castanha é um resíduo do processo de extração do óleo. Um subproduto da indústria”, conta.  A pesquisa utilizou também castanhas que não tinham padrão para comercialização in natura – quebradas ou em pedaços, ampliando o aproveitamento das castanhas e reduzindo desperdícios.

Após a extração do óleo, o teor de proteína da castanha, originalmente de 15%, saltou para 32,4% na farinha, um aumento de cerca de 116%.  Em 100 gramas de farinha de trigo integral, por exemplo, estão cerca de 13 gramas de proteína, um pouco mais que a tradicional farinha de trigo “branca”. Já 100 gramas de farinha de castanha apresentam quase 33 gramas de proteína, valor 60% maior que a de trigo.

A partir dessa farinha, os pesquisadores produziram o concentrado proteico que obteve até 56% de proteína. O concentrado e a farinha foram testados na formulação de produtos para o consumidor final.  “Nós avaliamos hambúrguer e quibe usando tanto a farinha quanto o concentrado proteico. Já a proteína texturizada fizemos só com o concentrado, em um blend de proteína de castanha-do-brasil e proteína de soja”, complementa a cientista.

O trabalho destaca que os novos ingredientes apresentam propriedades funcionais adequadas para aplicações alimentícias e elevados teores de aminoácidos, além de serem ricos em selênio – mineral abundante na castanha.

 Na Embrapa Agroindústria de Alimentos ( RJ), foram desenvolvidos o quibe e o hambúrguer, ambos vegetais e com características sensoriais – sabor, textura e aparência – semelhantes aos feitos com produtos de origem animal. O trabalho foi publicado pela instituição e está disponível para download.

Nas receitas dos dois alimentos foram utilizados a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico obtido a partir da mesma farinha. “Conseguimos utilizar um coproduto da cadeia de produção da castanha-do-brasil e transformar em um produto para consumo direto, com foco nos públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos”, explica a pesquisadora da Embrapa Janice Lima.

Para a formulação do quibe foi usada a farinha com composição em torno de 6% de óleo, 32% de proteínas e 10% de fibra total. Os demais ingredientes da receita podem ser encontrados em supermercados, mercearias e afins. Em caso de preparo doméstico, o produto deve ser consumido logo após ficar pronto. Já a comercialização inclui as etapas de embalagem e congelamento. O alimento pode ser comercializado congelado, cru ou pré-assado, a critério do fabricante. 

Na formulação do hambúrguer vegetal, os resultados de pesquisa propõem a utilização do concentrado proteico de castanha-do-brasil. Tipicamente, o concentrado apresenta em torno de 7% de óleo, 56% de proteínas e 13% de fibra total. Assim como para o quibe, os demais ingredientes do hambúrguer são comerciais. Depois de moldados, os produtos devem ser embalados em sacos plásticos individuais e, em seguida, congelados.

Na composição final, e de acordo com a Instrução Normativa nº 75, de 8 de outubro de 2020, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o quibe é considerado um produto de alto conteúdo de fibras, com 6,8 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto, enquanto o hambúrguer pode ser considerado fonte de fibras, com 4,5 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto. 

 Além desses alimentos de origem vegetal, também foi obtido um ingrediente texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja, contendo cerca de 56% de proteína, que é similar, em uso, à tradicional proteína texturizada de soja (PTS). Segundo a pesquisadora Melicia Galdeano, da Embrapa, o resultado materializa um dos principais objetivos do projeto: desenvolver ingredientes proteicos alternativos a partir de matéria-prima nacional, promovendo a diversificação das fontes proteicas vegetais no Brasil para o mercado plant-based brasileiro.

“Atualmente predominam no mercado de proteínas vegetais opções como a soja e a ervilha. Esse trabalho caminha para o aproveitamento sustentável da castanha, incentivando seu plantio e beneficiando comunidades locais”, destaca Galdeano.

 O teste de aceitação sensorial avaliou a aplicação dos coprodutos da industrialização da castanha-do-brasil em preparações alimentícias e mostrou boa aceitação pelos consumidores participantes. “Os análogos vegetais, quibe,  hambúrguer e texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja, apresentaram aparência, sabor e textura característicos de suas versões convencionais, o que indica o potencial de utilização dos coprodutos do processamento da castanha-do-brasil como ingredientes alternativos em produtos desenvolvidos para o público de alimentos plant-based”, finaliza a pesquisadora Daniela Freitas de Sá.





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a cientista que revolucionou os biológicos no Brasil e levou o ‘Nobel da Agricultura’



A trajetória de Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa e vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação — conhecido como o “Nobel da Agricultura” — é uma combinação rara de ciência, resistência e impacto global. De uma infância simples no interior paulista ao reconhecimento internacional, ela transformou desafios pessoais e profissionais em contribuições decisivas para a agricultura sustentável. Essa história está agora em documentário da série Memórias do Brasil Rural, produzido pelo Canal Rural (veja o vídeo abaixo).

Criada em Itapetininga (SP), Mariangela encontrou na avó farmacêutica e “visionária” a primeira fonte de inspiração. Foi ela quem alimentou o gosto pela ciência, apresentou livros de microbiologia e plantou o sonho que guiaria toda a carreira da neta. O caminho, porém, não foi linear: da mudança para São Paulo à formação com bolsa em uma escola de excelência, passando pelo choque que causou ao escolher agronomia — uma área pouco valorizada e dominada por homens à época.

Mesmo enfrentando preconceitos e dificuldades financeiras, especialmente após se tornar mãe de duas meninas — uma delas com necessidades especiais —, Mariangela manteve o foco. A virada decisiva veio com o doutorado orientado pela renomada microbiologista Johanna Döbereiner, referência internacional. Foi Johanna quem a levou para a Embrapa, em 1982, abrindo o primeiro grande capítulo de sua contribuição para o país.

A revolução dos biológicos na agricultura brasileira

Depois de estágios no exterior — incluindo Cornell e Universidade da Califórnia, Davis — Mariangela decidiu voltar ao Brasil movida por gratidão e pela convicção de que poderia gerar impacto real no campo. Em Londrina (PR), montou seu próprio laboratório e iniciou pesquisas que mudariam o uso de insumos biológicos no país.

Seus estudos desenvolveram tecnologias pioneiras de inoculação e coinoculação para soja, milho e trigo, ampliando o uso de bactérias benéficas capazes de:

  • Fixar nitrogênio
  • Estimular crescimento
  • Aumentar produtividade

A partir da combinação de microrganismos, Mariangela comprovou ganhos de até 16% na produtividade da soja, o dobro do avanço alcançado com técnicas anteriores. No milho, as descobertas permitiram que bactérias brasileiras hoje estejam presentes em mais de 40% da safra de inverno e em 30% da safra de verão — quase 8 milhões de hectares.

Impacto climático e econômico: bilhões em economia

O efeito das pesquisas da Embrapa lideradas por Mariangela é monumental. Somente na soja, a substituição de fertilizantes nitrogenados pelos microrganismos desenvolvidos economizou:

  • US$ 27 bilhões, na safra mais recente
  • 260 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, evitando emissões que seriam geradas pela produção e uso de adubos

É um dos maiores cases de agricultura de baixo carbono do mundo.

Reconhecimento global e uma bandeira: visibilidade para as mulheres

Em 2025, Mariangela Hungria conquistou o World Food Prize, o principal prêmio global da área de alimentação. O título ampliou sua voz no cenário internacional, permitindo destacar o protagonismo da agricultura brasileira em biológicos, plantio direto e sistemas integrados.

Mas o prêmio ganhou ainda outro significado: foi dedicado às mulheres invisibilizadas no campo — da agricultora familiar às guardiãs de sementes, passando por educadoras e trabalhadoras rurais que sustentam a segurança alimentar.

Resistência, resiliência e perseverança” é o lema que resume sua trajetória. “Ninguém ouviu mais ‘não’ do que eu”, afirma a pesquisadora, lembrando que seguiu firme mesmo quando a área dos biológicos não tinha apoio, dinheiro ou prestígio.

Hoje, seu legado impacta diretamente mais de 1 bilhão de pessoas, ao contribuir para uma agricultura mais produtiva, sustentável e acessível.



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Brasil ‘dribla’ gripe aviária e segue dominando exportações de frango



O Brasil conseguiu atravessar os casos de influenza aviária registrados em 2025 com impacto limitado na produção e nas exportações. A avaliação é do presidente da ABPA, Ricardo Santin, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (3), em São Paulo. Ele afirma que o país “está muito melhor preparado” para enfrentar novos episódios da doença e preservar mercados.

Além disso, concorrentes como União Europeia e Estados Unidos sofreram perdas bem maiores, enquanto o Brasil manteve estabilidade e participação de quase 40% do mercado global.

De acordo com os dados divulgados pela entidade, apesar da alta modesta de 0,5% nas exportações este ano, o país conseguiu sair do cenário de crise com integridade. A expectativa é que o embarques cheguem em 5,32 milhões de toneladas, com perspectiva de um avanço ainda maior em 2026, de 3,4%, com 5,5 milhões de toneladas.

Segundo Santin, a reação rápida da cadeia, aliada ao avanço da regionalização sanitária, foi decisiva para reduzir prejuízos e evitar interrupções mais amplas. “O cuidado valeu a pena. Nós trabalhamos bastante para chegar até aqui”, afirmou.

Santin destacou ainda que a União Europeia, um dos principais competidores do Brasil, enfrenta queda nas exportações, agravada pelo aumento dos casos de gripe aviária. Os Estados Unidos, segundo maior exportador global, também registram recuos expressivos e perderam espaço no mercado internacional. Nesse cenário, a Tailândia ganhou participação ao ocupar o vácuo deixado por europeus e norte-americanos.

Regionalização ampliada protege mercados

Para Santin, o trabalho técnico após o primeiro caso de influenza aviária foi determinante. “Eu rezo muito, bato na madeira, mas o que funciona mesmo é trabalhar bastante”, brincou. Ele explicou que o Brasil ampliou significativamente o número de mercados que adotam a regionalização, o que evita o fechamento total das exportações em caso de foco localizado.

Atualmente, o Japão já reconhece a divisão por município; as Filipinas adotam o mesmo modelo; Coreia do Sul e México seguem a regionalização por estado; e o Peru opera por município. Outros países, como Arábia Saudita, Argentina, Reino Unido (com raio de 10 km), Vietnã e Malásia, também avançaram nesse tipo de protocolo.

“Temos mais de 122 mercados que não fecharam no primeiro caso. Hoje, estamos muito melhor preparados para enfrentar 2026. Espero que não aconteça, mas, se acontecer, os impactos serão menores”, avaliou.

Impacto pequeno na receita e estabilidade da produção

O presidente da ABPA afirmou que a perda na receita cambial foi restrita, ficando entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões dentro de um universo de US$ 9,8 bilhões. “Quando vejo os Estados Unidos, que perderam mais de US$ 3 bilhões em um ano — e mais de US$ 10 bilhões em cinco anos —, essa também é uma vitória importante”, disse.

O recuo, segundo Santin, ocorreu principalmente pela troca de destinos. “Às vezes eu tinha um produto valorizado em dez em um lugar e tive que vender por oito em outro. Mas vendi”, afirmou. Apesar disso, o setor manteve estabilidade de produção, das empresas e das exportações, preservando o market share global de 38,6%.

Santin também destacou que nenhum produtor brasileiro perdeu lote em consequência da influenza aviária, diferente dos concorrentes, que enfrentaram redução de alojamentos, problemas na incubação e queda na oferta ao mercado interno.

Biosseguridade reforçada

Com a intensificação da doença no Hemisfério Norte, a ABPA ampliou as ações de prevenção. “Estamos reforçando o trabalho, levando essa mensagem ao produtor e à produtora. Valeu a pena o cuidado”, afirmou o o presidente da entidade.

Ele lembrou que a cadeia possui múltiplas barreiras de controle: acompanhamento nas granjas, assistência técnica, auditoria federal agropecuária, inspeção veterinária nas plantas e congelamento obrigatório a -18°C. “Dificilmente uma ave doente chega ao frigorífico”, ressaltou.

Santin também reforçou que não há transmissão da influenza aviária pelo consumo de carne e que muitos países fecham mercados por excesso de precaução.

Avanço nas negociações internacionais

A ABPA seguirá com missões técnicas para ampliar o reconhecimento da regionalização brasileira. Na próxima semana, representantes do setor participarão de agendas na África do Sul, um dos grandes compradores de carne de frango do Brasil. “A gente está trabalhando para mostrar a seriedade com que tratamos esse tema”, disse Santin.

Segundo ele, manter o Brasil em destaque no mercado global exige continuidade das ações de vigilância. “Além de rezar e bater na madeira, a gente trabalha”, afirmou. “Não podemos baixar a guarda.”



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Frente fria pode levar granizo e rajadas de vento intensas para diferentes regiões; saiba onde



A semeadura da soja segue atrasada em grande parte do país devido à irregularidade das chuvas, mas no Matopiba o cenário é mais favorável. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o retorno da umidade tem animado os produtores e permitido o avanço das operações em campo.

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Atraso no plantio

Segundo dados da Conab, o Brasil registra cerca de 4% de atraso no plantio em relação ao mesmo período da safra passada. No Matopiba, porém, o ritmo é mais acelerado, com a atingindo 87% da área semeada, enquanto o Tocantins alcançou 83%, entrando na reta final dos trabalhos. Ainda assim, alguns entraves persistem, especialmente no Maranhão, onde a chuva tem se concentrado mais ao sul do estado, e no Piauí, que depende de maior regularidade das precipitações no centro-sul.

Os mapas de umidade do solo mostram boas condições no sul e oeste da Bahia e também no Tocantins. No estado do Piauí, apenas áreas do extremo sudoeste apresentam umidade adequada, enquanto outras regiões ainda necessitam de volumes mais expressivos de chuva. Nos próximos cinco dias, uma frente fria associada a um ciclone extratropical deve levar 50 a 60 mm de chuva para áreas já úmidas da Bahia, reforçando a janela positiva para o plantio.

Para o norte do Piauí e do Maranhão, a previsão indica chuva, mas ainda de forma bastante irregular, exigindo cautela dos produtores na tomada de decisão. Entre os dias 1º e 12 de dezembro, a tendência é de precipitações mais concentradas no centro-norte do Matopiba, enquanto áreas do centro-sul podem vivenciar um período mais seco, momento oportuno para manejo de solo e tratamentos fitossanitários.

No restante do país, imagens de satélite apontam para temporais generalizados no Brasil central devido à formação de um ciclone. A frente fria resultante deve canalizar umidade e provocar tempestades com potencial para queda de granizo e rajadas intensas de vento em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

No Sul, o tempo volta a ficar firme, mas a chuva retorna na próxima semana, com destaque para acumulados que podem superar 100 a 150 mm no Paraná e interior paulista, trazendo risco de prejuízos às atividades de campo.

Temperaturas elevadas nas áreas de soja

As temperaturas também devem recuar após registros recentes de 40 °C em algumas regiões. A tendência para os próximos dias é de máximas entre 30 °C e 35 °C em boa parte do país, embora no agreste nordestino ainda sejam esperados picos de até 37 °C, aumentando o risco de focos de incêndio.

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News

ABPA confirma Brasil como terceiro maior exportador de carne suína ‘em breve’



O Brasil deve assumir ainda este ano a terceira posição no ranking mundial de exportadores de carne suína. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. Segundo ele, dados mostram que o Canadá, atual terceiro colocado, deve encerrar 2025 com cerca de 1,3 milhão de toneladas, enquanto o Brasil caminha para 1,4 milhão.

Produção brasileira cresce e exportações também

A produção nacional deve alcançar 5,55 milhões de toneladas em 2025, alta de 4,6% em relação ao ano passado. Para 2025, a projeção de é de crescimento de 2,7%, com até 5,7 milhões de toneladas. Santin explica que o ritmo moderado se deve ao peso médio dos animais.

“A produção cresce menos porque o peso aumentou e se mantém em níveis superiores aos do ano passado”, diz. O cenário garante, porém, uma disponibilidade positiva no mercado interno e consumo de até 9,5 quilos por habitante em 2026.

As exportações também seguem firmes e devem subir 10% neste ano, com 1,45 milhão de toneladas, podendo chegar no ano que vem com aumento de até 4%, com 1,55 milhão de toneladas.

Europa enfrenta queda e novos casos de peste suína africana

A perda de espaço dos concorrentes favorece o Brasil. A União Europeia, que começou o ano com crescimento, registra queda nos embarques. Santin destaca que “a Europa está enfrentando a grande dificuldade da peste suína africana, agora encontrada em javalis selvagens na Espanha”.

O país, maior exportador do bloco e responsável por 23% da produção europeia, enfrenta restrições comerciais. “Alguns países já fecharam totalmente para a Espanha, e a China fechou oito plantas na Catalunha”, afirma.

Além disso, ele reforça que o Brasil não comemora problemas alheios, mas precisa reconhecer que esses episódios têm efeitos comerciais que podem abrir espaço para o produto brasileiro.

EUA e Canadá perdem ritmo de exportação

Nos Estados Unidos, as exportações caíram 3,5% entre janeiro e julho. O país não tem surto de peste suína africana, mas, segundo Santin, o consumo interno cresce devido à menor oferta de carne bovina: “Há menos carne bovina no mercado, o que puxa o consumo de suínos internamente.”

O Canadá também perdeu fôlego. Após crescimento de até 3,9% até agosto, os embarques passaram a cair. Santin afirma que, pela média do ano, a exportação canadense deve fechar em 1,3 milhão de toneladas, abaixo da previsão inicial de 1,45 milhão, cenário que abre a brecha para o Brasil assumir a terceira colocação.

China mantém demanda estável e pode ampliar espaço para o Brasil

A China mantém importações entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de toneladas. Santin explica que 52% do que a China importa no mundo são miúdos, categoria em que o Brasil pode crescer caso avance a habilitação de plantas do Rio Grande do Sul, Paraná e Rondônia.

Ele afirma que a combinação entre o perfil das compras chinesas e os novos casos de peste suína africana na Espanha cria “um espaço que pode se abrir para o Brasil, sempre dependendo das avaliações técnicas feitas pelos chineses”.

Filipinas permanecem como maior importador do Brasil

As Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira. O país enfrenta forte queda na produção, pressionada por 31 focos ativos de peste suína africana. “As Filipinas têm mais de 130 casos no ano, o que impacta muito a produção”, diz Santin.

A previsão inicial era de 630 mil toneladas, mas o país já importou 680 mil toneladas até setembro, alta de 20% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil detém 42% desse mercado. Para Santin, as Filipinas devem seguir como o maior comprador da proteína brasileira por mais um ou dois anos, até conseguirem controlar a doença.



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