sexta-feira, março 20, 2026

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Gado franqueiro, símbolo gaúcho, enfrenta risco de desaparecimento


Símbolo da cultura gaúcha e patrimônio genético do Rio Grande do Sul, o gado franqueiro, fundamental na formação dos Campos de Cima da Serra, hoje resiste em risco, com poucos exemplares ainda presentes em São José dos Ausentes e São Francisco de Paula.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF), Sebastião Fonseca de Oliveira, é um dos criadores raça, em sua propriedade há cerca de 30 animais.

Segundo Oliveira, existe um conhecimento tradicional sobre o gado franqueiro, transmitido por tropeiros e pelos antigos moradores da região, e esse saber, está se perdendo pela ausência de registros sobre a raça.

De acordo com ele, outras raças que chegaram depois substituíram esta criação. “Mas o gado franqueiro tem um valor maior, histórico, e ele é igual aos demais em produção. Com o leite, antigamente, se fazia o queijo serrano e a coalhada, por exemplo”, explica.

Gado franqueiroGado franqueiro
Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Registro

Nesta segunda-feira (1°), Oliveira recebeu do fotógrafo da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Fernando Kluwe Dias, um painel com a foto do gado franqueiro registrada no livro “Queijo Artesanal Serrano: identidade cultural nos Campos de Cima da Serra”.

A entrega ocorreu na Fazenda do Faxinal, em São Francisco de Paula, e contou com a participação da professora e autora do livro sobre o queijo artesanal serrano Saionara Wagner. “Toda a nossa formação, nossa história, nossa cultura, é ligada ao campo, à terra, e a este gado franqueiro”, destaca Oliveira.

Gado FranqueiroGado Franqueiro
Foto: divulgação/Seapi

Lançamento do livro

Na mesma tarde de segunda-feira, ocorreu o lançamento do livro “O gado franqueiro do Rio Grande do Sul: cartografia afetiva”, que registra as memórias, saberes e práticas relacionadas à criação do gado franqueiro gaúcho. A publicação é assinada pela jornalista Alessandra Rech, pelo designer Diego Santos e tem fotografia de Antônio Valiente.



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preço da arroba sobe com expectativa de demanda dos EUA



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com algumas negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de boa demanda no decorrer do mês de dezembro, considerando o auge do consumo interno, somado a expectativa de ótima demanda por parte dos Estados Unidos.

“Essas variáveis são os principais fatores que motivam a elevação dos preços da arroba do boi gordo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida, pois o ano ainda é pautado por grande disponibilidade de animais para o abate”, conta.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 323,42 — ontem: R$ 322,92
  • Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 320,18 — R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00 — R$ 319,32
  • Mato Grosso: R$ 301,49 — R$ 301,15

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços mistos para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações do período.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,00 por quilo, alta de R$ 0,50
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 18,50, queda de R$ 0,50
  • Ponta de agulha: indicado em R$ 18,50 por quilo, baixa de R$ 0,50

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,3141 para venda e a R$ 5,3108 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2988 e a máxima de R$ 5,3238.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados ajustam ritmo com oferta global



A soja registrou recuperação em Chicago


A soja registrou recuperação em Chicago
A soja registrou recuperação em Chicago – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram a terça-feira com variações moderadas, acompanhando ajustes derivados do comportamento recente das cotações internacionais, de acordo com a TF Agroeconômica. No trigo, os preços recuaram em Chicago após a valorização da semana anterior, influenciados pelo baixo volume adquirido pela China nos Estados Unidos e pelo avanço das estimativas de produção na Argentina e na Austrália. 

A revisão da ABARES elevou as previsões australianas para trigo, cevada e canola, enquanto análises privadas projetaram redução da oferta russa até 2026 e ligeiro crescimento na Ucrânia. No mercado brasileiro, os valores físicos apresentaram pequenas quedas no Paraná e no Rio Grande do Sul.

A soja registrou recuperação em Chicago, acompanhando a alta do óleo e reagindo às mínimas da sessão anterior. O mercado segue volátil, pressionado pela necessidade de avaliar dados divulgados no início do mês e pelas incertezas nos equilíbrios globais, em que fatores geopolíticos mantêm relevância. As exportações dos Estados Unidos avançaram, mas ainda dependem da confirmação pelos embarques, enquanto persistem dúvidas sobre o volume efetivo prometido pela China. A consultoria StoneX reduziu a estimativa para a safra brasileira e fontes do setor apontaram possibilidade de estoques globais recordes em 2026.

O milho teve leve alta em Chicago, sustentado pelo ritmo firme das exportações e dos embarques dos EUA, mesmo diante da oferta americana considerada sem precedentes. No Brasil, a Conab informou que o plantio da primeira safra atingiu 65,9% da área estimada, superando a semana anterior e a média recente.

 





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SC libera autorizações excepcionais para plantio de soja fora do calendário oficial



A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Sape) publicou a Portaria Sape nº 66/2025, que regulamenta autorizações excepcionais para o plantio de soja no estado. Válida desde 1º de dezembro, a medida tem como objetivo conciliar produção, pesquisa e inovação com a segurança fitossanitária das lavouras. A Cidasc ficará responsável pela análise e concessão das autorizações, seguindo critérios técnicos definidos na norma.

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Os plantios excepcionais abrangem casos de pesquisa, ensino, produção de sementes, unidades demonstrativas em eventos agropecuários e, em situações especiais, produção de grãos impactada por condições climáticas atípicas. Para pesquisas em ambiente protegido, a autorização é automática. Já para produção comercial de sementes e grãos, os produtores devem respeitar o vazio sanitário e regras do Ministério da Agricultura, incluindo registro no Renasem.

Segundo o secretário Carlos Chiodini, a portaria busca equilibrar a competitividade da soja catarinense com o controle da ferrugem asiática. ”A norma garante regras claras e seguras, permitindo que pesquisa, inovação e produção avancem sem comprometer a sustentabilidade do setor”, afirmou.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, ressalta que o plantio excepcional implica maior responsabilidade do produtor, que deve monitorar e controlar rigorosamente a ferrugem asiática. A medida está prevista no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática (PNCFA) e reforça o compromisso sanitário como condição para as autorizações.

As solicitações devem ser feitas pela plataforma Conecta Cidasc, com justificativa técnica e plano de manejo fitossanitário, com antecedência mínima de 30 dias, exceto em situações emergenciais. O cadastro de produtores deve ser atualizado em até 10 dias após o término da semeadura, e Sape e Cidasc orientam buscar apoio técnico junto a cooperativas e escritórios regionais.



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Arroba do boi gordo na Bahia tem aumento de quase R$ 6 em um dia



Entre as nove praças de comercialização de boi gordo monitoradas pelo Indicador do Boi Datagro, a Bahia é a que registrou a alta mais contundente nesta quarta-feira (3).

A arroba foi comercializada a uma média de R$ 321,38, ao passo que na terça (2) estava a R$ R$ 315,43, incremento de R$ 5,95 em apenas um dia. Assim, o valor praticado no estado nordestino se aproxima ao de São Paulo, que fechou hoje a R$ 322,34.

O aumento de preço se deve, basicamente, à oferta limitada e a demanda forte, incluindo as exportações para a Ásia, fatores que sustentam o preço.

O mercado de reposição tem igualmente reagido a essa tendência, impulsionando as cotações de animais mais jovens.

Outros estados também tiveram altas na arroba no dia, porém, mais tímidas, casos de Minas Gerais (de R$ 315,71 para R$ 316,01), Mato Grosso do Sul (de R$ 313,16 para R$ 313,77), Mato Grosso (de R$ 301,42 para R$ 302,14), Pará (de R$ 298,76 para R$ 299,35) e Tocantins (de R$ 301,97 para R$ 302,24).



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Crédito destinado à agricultura familiar registra queda de 30% no RS



O acesso ao crédito rural para a agricultura familiar despencou quase 30% no Rio Grande do Sul entre julho e novembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag-RS), que aponta uma combinação de fatores para a retração, endividamento crescente, preços baixos e sucessivas perdas causadas por eventos climáticos.

“Os produtores já vêm há 5 anos com prejuízo de safra, não tendo safra cheia, que perderam para as enchentes ou pela seca. E agora este ano temos uma produção boa, uma boa produção de arroz, boa produção de trigo e uma ótima produção de leite, mas ao mesmo tempo não temos preço pelos produtos”, explica o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva,

Segundo Joel da Silva, o arroz está sendo comercializado entre R$ 54 e R$ 55, enquanto o custo de produção varia de R$ 87 a R$ 90. No trigo, o cenário é semelhante: o valor pago ao produtor não cobre os gastos da lavoura. O leite, que deveria girar em torno de R$ 2,30, tem sido vendido por R$ 1,80 o litro por parte dos agricultores.

O presidente da federação reforça que o endividamento permanece sem solução. A liberação de recursos pelo governo, estimada em R$ 12 bilhões, cobre apenas cerca de 30% das pendências, bem abaixo dos R$ 25 bilhões considerados necessários para reequilibrar a situação financeira das famílias rurais.

O endividamento dos produtores impactou diretamente o acesso ao crédito rural. De julho a novembro, a área financiada no Rio Grande do Sul caiu cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. E o recurso liberado pelo governo resolve só uma parte das dívidas.

‘Agricultores que não estão conseguindo plantar, e outros estão plantando com uma tecnologia baixa. Isso compromete a próxima safra e, ao mesmo tempo, a nossa preocupação é o que vai acontecer daqui para frente”, destaca o presidente da federação.

Apenas cerca de 10% da produção gaúcha está amparada por mecanismos como Proagro ou seguro rural. De acordo com a Fetag, com a chegada de uma nova estiagem e menor proteção, a tendência, é de risco ainda maior nas próximas safras. 

Segundo a entidade, o estado segue “na contramão”, já que o endividamento crescente e a falta de garantias têm afastado os produtores do financiamento bancário. Além disso, a escassez de recursos no Plano Safra agrava o cenário, limitando o acesso ao crédito justamente no momento em que os agricultores mais precisam de apoio para seguir produzindo.



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Com produtor de olho no fim do plantio, preços ainda não chamam atenção; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja operou fraco nesta quarta-feira (3). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado teve queda de preços na maioria das praças, com poucas ofertas e cotações cedendo tanto no porto quanto na indústria.

Segundo ele, a CBOT recuou junto ao dólar. Apesar de os prêmios terem subido um pouco, não foi suficiente para ajustar as quedas dos outros formadores de preço. Silveira destaca ainda que a comercialização segue lenta e que a safra nova permanece com pouca fixação. “O produtor quer basicamente terminar o plantio, e os preços atuais não chamam a atenção. Eles seguem esperando melhores indicações”, afirmou.

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No mercado físico, os preços no Brasil ficaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 137,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 145,00 para R$ 143,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira (3) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As incertezas sobre o ritmo das compras de soja americana pelos chineses e as expectativas positivas em torno da safra da América do Sul pressionaram as cotações.

A ausência de anúncio de novas vendas para a China pressionou o mercado. Os agentes esperavam a confirmação de rumores que circularam durante a madrugada de que seis cargas haviam sido negociadas. A maior parte do mercado acha difícil que o acordo envolvendo 12 milhões de toneladas anunciado no final de outubro seja cumprido até dezembro.

Em relação à oferta, o clima tem beneficiado o desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina, o que deve trazer mais soja para o mercado.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 9,00 centavos de dólar, ou 0,80%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,25 1/2 por bushel, com retração de 9,50 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,30 ou 0,09% a US$ 311,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,67 centavos de dólar, com perda de 1,01 centavo ou 1,91%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,3141 para venda e a R$ 5,3108 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2988 e a máxima de R$ 5,3238.



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ENMCOOP 2025 reúne mais de 1.200 mulheres do agro e reforça poder feminino no cooperativismo



O Encontro Nacional de Mulheres Cooperativistas (ENMCOOP 2025) terminou nesta quarta-feira (3) reunindo mais de 1.200 produtoras rurais, lideranças de cooperativas, executivas e empreendedoras em Itupeva (SP). Em sua sétima edição, o evento consolida-se como um dos maiores movimentos de fortalecimento feminino dentro do cooperativismo brasileiro.

Durante dois dias de programação intensa, o ENMCOOP ofereceu palestras sobre gestão, espiritualidade, saúde mental, autoconhecimento e protagonismo, além de um espaço robusto dedicado a negócios.

Segundo Luciana Martins, CEO do Grupo Conecta, a feira e a rodada de negociações se tornaram ponto estratégico para as participantes.

“Trouxemos compradores, oficinas de posicionamento de mercado, gestão tributária e uma base importante para que essas mulheres ampliem seu alcance”, afirmou.

Liderança feminina cresce, mas ainda enfrenta desafios

A presença feminina no campo também foi tema central. Dados do último Censo Agropecuário do IBGE mostram que as mulheres estão à frente de quase 1 milhão de propriedades rurais, somando cerca de 30 milhões de hectares — menos de 10% da área produtiva do país.

Para Juliana Farah, presidente do Semeadoras do Agro, os números subestimam a realidade.

“Os dados ainda são antigos. A participação das mulheres cresce, mas ainda precisamos de políticas públicas que reconheçam a mulher como proprietária rural. Hoje, mesmo com divisão igualitária, o registro segue no nome do marido”, destacou.

O evento também recebeu participantes internacionais do Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile, ampliando o intercâmbio sobre gestão, tecnologia e autonomia financeira no agro.

União e cooperativismo como estratégia de força

Produtora rural em Mato Grosso do Sul e no Paraguai, Ana Maria participou pela primeira vez e destacou a importância da troca entre mulheres.

“Todas enfrentamos desafios. O mais importante é compartilhar como superamos cada dificuldade. Uma apoia e incentiva a outra”, disse.

Para Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp), o encontro reforça o papel essencial das cooperadas no desenvolvimento do agro.
“A liderança feminina é fundamental. São 25 estados representados aqui, além de países vizinhos, consgrando a importãncia da gestão e da independência financeira”, afirmou.

A Protagonista leva entrevistas, oficinas e lançamento de curso

A plataforma A Protagonista, do Canal Rural, marcou presença com o espaço “O palco é seu”, comandado por Jaqueline Silva, diretora do Canal Rural. No local, mulheres compartilharam histórias de vida e carreira em entrevistas que irão ao ar na programação da emissora.

Além disso, A Protagonista lançou, no evento, uma oficina de educação financeira e anunciou o novo curso de economia financeira em parceria com a Esalq, que será disponibilizado para mulheres de todo o país.

“Nossos pilares para 2025 são sororidade e profissionalização, com foco em inteligência emocional e formação técnica”, afirmou Jaqueline.

O ENMCOOP 2025 encerrou reforçando a mensagem que se tornou marca do evento: quando mulheres se unem, negócios, territórios e cooperativas avançam.



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Preços mínimos para produtos extrativos da safra 2026 são publicados



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na última terça-feira (2), as Portarias 867 e 868, que atualizam os preços mínimos para os produtos extrativos e para a uva industrial da safra 2026.

Os valores, fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), servirão de referência nas operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União.

Entre os produtos extrativistas com novo valor estabelecido estão os frutos do açaí, buriti, juçara, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão e umbu; as amêndoas de andiroba, babaçu, baru e cacau; castanha-do-Brasil em casca e pirarucu de manejo.

Os preços têm o objetivo de garantir remuneração mínima aos produtores rurais. A portaria referente aos produtos extrativistas é válida em todo o território nacional entre janeiro e dezembro de 2026 e entra em vigor em 1º de janeiro.

O preço mínimo para a uva industrial com 15° glucométricos foi fixado em R$ 1,80/kg para os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026. Veja os valores para os demais produtos aqui.

Política dos preços mínimos

O preço mínimo é atualizado anualmente e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é responsável por elaborar as propostas referentes aos produtos da pauta da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), informa o Mapa, em nota.

Conforme artigo 5° do Decreto-Lei n.° 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar os diversos fatores que influem nas cotações dos mercados interno e externo, e os custos de produção.

Os preços mínimos são definidos antes do início da safra seguinte e servem para nortear o produtor quanto à decisão do plantio, além de sinalizar o comprometimento do governo federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas, caso seus preços de mercado encontrem-se abaixo dos preços mínimos estabelecidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Por que os preços da maçã continuam altos?


Apesar da tradicional desaceleração nas compras no fim de mês, o mercado de maçãs manteve preços em alta na última semana de novembro. Segundo dados do Cepea (Hortifrúti/Cepea), a menor oferta nacional compensou a retração típica do consumo, sustentando as cotações nas principais regiões produtoras.

Oferta curta sustenta cotações da maçã gala

Entre 24 e 28 de novembro, a maçã gala graúda Cat 1 foi comercializada, em média, a R$ 141,20 por caixa de 18 kg, alta de 0,97% em relação à semana anterior. Já a gala graúda Cat 3 registrou média de R$ 114,20/cx de 18 kg, avanço de 1,8% no mesmo comparativo, de acordo com os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea.

No acumulado de novembro, a gala graúda Cat 3 apresentou valorização de 3,3% na média das regiões classificadoras. Esse aumento reflete, sobretudo, os reajustes observados nas duas últimas semanas do mês, período em que a oferta seguiu mais enxuta e ajudou a manter o mercado firme.

Perspectivas para dezembro: volume segue baixo no início do mês

Para dezembro, pesquisadores do Cepea indicam que o volume de fruta disponível no mercado interno deve permanecer reduzido, principalmente até a segunda quinzena do mês. A expectativa é de que a colheita das variedades precoces tenha início no Paraná a partir desse período, o que tende a aumentar gradualmente a disponibilidade de maçãs no país.

Além da colheita inicial no Sul, o Cepea aponta que a entrada de maçãs importadas e a maior presença de frutas de caroço nas gôndolas — como pêssego, nectarina e ameixa — devem ampliar a concorrência no varejo e no atacado.

Concorrência com importadas e frutas de caroço pode limitar novas altas

Com esse cenário, a análise da equipe do Cepea é que a maior oferta doméstica, somada às importações e à competição com outras frutas de verão, pode conter movimentos mais fortes de alta nos preços da maçã ao longo de dezembro.

Ou seja, embora o mercado tenha mostrado firmeza no fim de novembro graças à oferta limitada, a tendência é de que novas valorizações significativas fiquem limitadas à medida que o consumidor passa a ter mais opções de frutas e o volume de maçãs aumenta no mercado brasileiro.





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