domingo, março 15, 2026

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Você viu? Já tem país implantando mistura de 50% de biodiesel no diesel


biodiesel
Foto: Abiove

O vice-ministro de ⁠Energia da Indonésia, Yuliot Tanjung, disse na última quarta-feira (11) que o país está acelerando ​testes de estrada para o biodiesel B50, produzido com mistura de 50% ⁠de ​biocombustível ​a partir de ⁠óleo de palma ⁠no diesel. Essa foi uma das reportagens mais lidas da última semana no site do Canal Rural.

A medida deve ser implementada ainda este ‌ano por conta do aumento dos ‌preços do ‌petróleo em decorrência da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático, com mais de 280 milhões de habitantes, já adiciona 40% de combustível proveniente de óleo vegetal ao insumo fóssil.

Brasil ainda não fez novas elevações

O Brasil utiliza, desde 1 de agosto de 2025, o B15, ou seja, adiciona 15% de biocombustível renovável ao diesel. A elevação para B16 estava prevista, pela legislação, para 1 de março deste ano, o que ainda não ocorreu, a despeito de pressão do setor produtivo.

Na quarta-feira, em documento conjunto, mais de 40 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria brasileira solicitaram ao governo federal a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17% (B17).

Segundo as entidades, a medida se torna ainda mais relevante diante do cenário internacional de instabilidade geopolítica e forte volatilidade nos preços do petróleo, fatores que podem afetar diretamente os custos da economia brasileira.

Para o setor, ampliar o percentual de biodiesel na mistura com o diesel seria uma forma de fortalecer a segurança energética do país, reduzir a dependência da importação do combustível fóssil e estimular o uso de fontes renováveis.

No documento, as organizações afirmam que a adoção do B17 pode ajudar a diminuir a dependência brasileira do diesel importado, além de impulsionar cadeias produtivas ligadas aos biocombustíveis, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional.

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Incerteza logística e alta do diesel devem afetar arroba do boi na 2ª quinzena de março


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo registrou grande volatilidade de preços ao longo da semana por conta do conflito no Oriente Médio.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias ressalta que em São Paulo algumas indústrias tiveram que mudar sua estratégia e voltaram a negociar em níveis mais altos de preço no início da semana.

“Depois, voltaram a trabalhar com preços mais baixos na compra de gado. Já em outros estados, a exemplo de Mato Grosso do Sul, permanecem as tentativas de compra em níveis mais baixos de preço”, conta.

Segundo ele, no atual contexto, a grande preocupação para o mercado de carne bovina segue na necessidade de reavaliar as rotas e no tempo adicional das cargas no oceano, com a paralisação no Estreito de Ormuz.

Iglesias ressalta que os preços dos combustíveis, que vem em elevação no Brasil e ao redor do mundo, é outro ingrediente a se ponderar na segunda quinzena de março.

“Os impactos na logística do setor de carnes vai continuar, com possíveis atrasos na entrega, o que vai ser computado no mercado nos próximos dias. Se o quadro no Oriente Médio se agravar ao longo deste mês, teremos certamente mais problemas nessa dinâmica logística global”, avalia.

Preços médios do boi gordo

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 12 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 345, baixa de 1,43% em relação aos R$ 350 praticados no final da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 330, estável frente ao encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, inalterado frente ao fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 335, queda de 1,47% ante os R$ 340 praticados no final da semana passada;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 340, sem alteração frente ao valor praticado na semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 310, recuo de 1,59% ante os R$ 315 registrados no final da semana passada.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, houve acomodação de preços ao longo da semana. Iglesias ressalta que nem mesmo a entrada dos salários na economia foi suficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina.

“O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos. A prioridade está no consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, contextualiza Iglesias.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 20,50, queda de 2,38% frente aos R$ 21,00 por quilo do final da semana anterior;
  • Quarto traseiro: cotados a R$ 27,00 por quilo, sem alterações em relação à última semana.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 341,193 milhões em março até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 68,238 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 59,986 mil toneladas, com média diária de 11,997 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.687,80.

Em relação a março de 2025, houve alta de 22,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 16,1% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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Embrapa lança programas de baixo carbono para as culturas de milho e sorgo


A Embrapa oficializou o lançamento dos programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), iniciativas que visam consolidar o Brasil como líder na produção sustentável de grãos. O anúncio ocorreu na última quarta-feira (11), durante as celebrações de 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo (MG). O foco central das novas marcas-conceito é a certificação do produto e não da propriedade, mensurando a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEE) por tonelada de grão produzida.

Com a abertura do edital público para seleção de instituições apoiadoras prevista para agosto de 2026, os programas buscam validar protocolos alinhados a padrões internacionais de sustentabilidade. O objetivo é diferenciar e agregar valor ao milho e ao sorgo cultivados sob práticas que priorizam a baixa emissão de carbono, atendendo a nichos de mercado que já exigem rastreabilidade e critérios ambientais rigorosos.

Protocolos sistema de certificação

O cálculo das emissões será realizado com base em critérios técnico-científicos, utilizando o sistema MRV (Medição, Relato e Verificação). Segundo o pesquisador Arystides Resende Silva, da Embrapa Milho e Sorgo, a certificação será voluntária e realizada por instituições certificadoras terceiras. O projeto aproveita a expertise já acumulada pela Embrapa no desenvolvimento de selos similares, como os da carne, soja e trigo baixo carbono.

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O desenvolvimento dos protocolos abrange duas etapas principais. Na fase inicial, serão elaboradas e validadas as diretrizes técnicas em unidades de observação ao longo de três ciclos produtivos. Nessas áreas, serão monitorados o aporte de insumos, as operações mecanizadas e o balanço de carbono no solo, gerando dados precisos sobre a eficiência produtiva por unidade de carbono emitida da porteira para dentro.

Parcerias público-privadas e competitividade

A segunda fase do programa foca na implementação comercial dos selos. De acordo com os pesquisadores envolvidos, os selos MBC e SgBC funcionam como um diferencial competitivo para o produtor e para a indústria de processados, atraindo consumidores e investidores focados na origem e na pegada ambiental dos alimentos.

A viabilidade dos programas depende diretamente da adesão de parceiros privados por meio de editais de chamamento. Para a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, Cynthia Damasceno, essa integração entre ciência e mercado é fundamental para que os indicadores de sustentabilidade sejam robustos e, ao mesmo tempo, aplicáveis à realidade do campo. O engajamento do setor privado permitirá a validação final dos protocolos, garantindo que o milho e o sorgo brasileiros sigam competitivos em uma economia global de baixo carbono.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Suplementação inadequada pode atrasar cio de novilhas: o que o pecuarista deve fazer?


Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

O retorno ao cio das novilhas primíparas (fêmeas de primeira cria) é um dos maiores desafios na fazenda de cria em 2026. O zootecnista e consultor Luis Kodel informa que, mesmo em boas pastagens e com o uso de suplemento proteico energético, o sistema reprodutivo pode “travar” se a nutrição não for cirúrgica.

A primípara é uma categoria delicada, pois ainda está em crescimento enquanto amamenta, o que torna a reprodução um “luxo” biológico para o organismo. Para entender por que ocorre o atraso no cio das novilhas, é necessário observar a hierarquia de nutrientes no corpo do animal. A reprodução é a última prioridade da vaca.

Confira:

Prioridade dos nutrientes

Se houver uma deficiência, por menor que seja, em minerais ou energia, a novilha sacrificará o cio para garantir o leite do bezerro e o próprio crescimento. Kodel destaca que um erro comum é acreditar que o suplemento proteico energético resolve a fertilidade. Muitas vezes, esse produto prioriza o ganho de peso, mas negligencia a concentração mineral necessária para a reprodução.

Para garantir o “bezerro todo ano”, a suplementação deve ser calculada com precisão sobre o peso vivo (PV) do lote. “Fertilidade é equilíbrio mineral. Não adianta investir em energia se o rótulo do seu produto não entrega o fósforo necessário para a fisiologia reprodutiva”, afirma Kodel. Ele recomenda que, se as novilhas estão atrasadas para emprenhar, os níveis de garantia do suplemento devem ser revisados.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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“Foi uma das poucas puladas de cerca que deram resultado”, diz presidente sobre origem do girolando


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A história de uma das principais raças leiteiras do país começou com um episódio inusitado no interior paulista. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lopes Lacerda, o surgimento do girolando remonta a um cruzamento acidental ocorrido na década de 1940, no Vale do Paraíba (SP).

“Foi talvez uma das únicas puladas de cerca que não deu problema. Pelo contrário, está dando resultado até hoje”, afirmou durante entrevista ao programa Giro do Boi.

O cruzamento entre as raças Gir e Holandês deu origem a um animal adaptado ao clima tropical e capaz de manter produção leiteira em diferentes sistemas de manejo. Com o tempo, a seleção genética transformou o cruzamento em uma das bases da pecuária leiteira nacional. Hoje, o girolando responde por mais de 80% do leite produzido no país.

Confira:

Evolução da raça

O processo de organização da raça ganhou impulso em 1989, quando foi criado o serviço de registro genealógico. Desde então, o número de animais registrados se aproxima de 25 milhões de cabeças.

A associação também registrou novos recordes em 2025, com cerca de 114 mil registros genealógicos entre nascimento e registro definitivo.

Parte desse avanço é atribuída ao trabalho de melhoramento genético realizado em parceria com a Embrapa, que mantém pesquisas voltadas ao aumento de produtividade e adaptação do gado leiteiro ao ambiente tropical.

Segundo Lacerda, o programa de melhoramento já identificou 34 características genéticas da raça. “Nós temos avançado muito nesse processo de seleção e isso se reflete diretamente na produtividade das fazendas”, disse.

Produção de leite no Brasil

A expansão da raça acompanha o crescimento da produção leiteira brasileira. O país ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores produtores de leite do mundo, com cerca de 35 bilhões de litros por ano.

De acordo com o presidente da associação, a atividade está presente em praticamente todo o território nacional. “Hoje temos mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite no Brasil e cerca de 99% dos municípios têm produção”, afirmou.

A maior parte dessas propriedades é formada por pequenos produtores. Estimativas do setor indicam que cerca de 60% das fazendas produzem até 200 litros por dia. Nesse cenário, a raça girolando ganhou espaço por reunir características de rusticidade e produtividade.

Recordes produtivos

O avanço genético também levou a novos patamares de produção individual. De acordo com a associação, vacas da raça já ultrapassaram a marca de 127 litros de leite por dia.

Esse desempenho é resultado da seleção genética combinada com tecnologias reprodutivas, como inseminação artificial, fertilização in vitro e transferência de embriões.

O mercado de genética acompanha essa expansão. No último ano, foram comercializadas cerca de 1,34 milhão de doses de sêmen de animais girolando.

Novas estratégias na pecuária leiteira

Entre as tendências discutidas pelo setor está o uso de vacas leiteiras para produção de bezerros destinados à pecuária de corte, estratégia conhecida como “beef on dairy”.

O modelo, utilizado em países como Estados Unidos e Canadá, consiste em inseminar parte do rebanho leiteiro com sêmen de raças de corte para geração de bezerros voltados à produção de carne.

Segundo Lacerda, a adoção desse sistema depende da realidade de cada propriedade. “Não existe receita de bolo. O melhor sistema depende do manejo, da alimentação e do objetivo de cada produtor”, afirmou.

Pressão das importações

Apesar do avanço tecnológico, o setor leiteiro brasileiro enfrenta desafios no mercado. Entre as principais preocupações estão as importações de leite em pó provenientes de países do Mercosul. Entidades do setor defendem medidas de proteção comercial e políticas públicas voltadas à produção nacional.

Lacerda afirmou que a cadeia produtiva busca condições de concorrência equilibradas. “Nós não queremos vantagem. Queremos apenas competir em igualdade de condições”, disse.

Ele destacou ainda o impacto econômico da atividade no meio rural. Segundo o dirigente, um aumento de R$ 0,20 no preço pago ao produtor poderia gerar cerca de R$ 5 milhões por dia na economia ligada à pecuária leiteira. “É uma atividade que gera renda, mantém o produtor no campo e movimenta milhares de propriedades no país”, afirmou.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Chuva de 100 mm e temperatura a quase 40ºC: confira como ficará o clima na semana


previsão chuva Brasil
Foto: Pixabay

Semana quente, mas com bastante chuva em alguns pontos. Confira a previsão do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, válida de segunda (16) à sexta-feira (20).

Sul

A segunda-feira (16) começa com tempo firme na maior parte da região. Durante a tarde, novas áreas de instabilidade avançam pelo sudoeste e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e noroeste do Paraná, com chuva moderada. Atenção para semana quente e seca em grande parte das áreas produtoras, agravando o déficit hídrico nas lavouras em fase de enchimento de grãos. A temperatura máxima pode chegar aos 38ºC em território gaúcho, oeste catarinense e paranaense no decorrer dos próximos dias, configurando uma onda de calor porque as anomalias de temperatura devem superar os 5ºC durante toda a semana. A chuva da semana deve vir na forma de tempestades entre quarta (18) e sexta-feira na porção oeste dos três estados, incluindo o extremo sul gaúcho, onde os acumulados da semana variam de 20 mm a 30 mm. Nas demais áreas o tempo segue firme, sem previsão de chuva significativa nos próximos dias.

Sudeste

A manhã de segunda começa com tempo firme em grande parte da região, com chuva fraca isolada no litoral. No norte e nordeste de Minas Gerais, as pancadas são mais fortes. Ao longo do dia, o calor e a umidade favorecem pancadas moderadas a fortes na metade norte de Minas Gerais e no extremo norte do Espírito Santo, com risco de temporais isolados. Semana de tempo mais firme nos estados de São Paulo e e Rio de Janeiro, onde o sol deve predominar nos próximos dias com chance de chuva passageira a partir de quinta e sexta. Devido a formação de uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) as chuvas mais volumosas se concentram nos territórios mineiro e capixaba, com acumulados que variam entre 50 mm e 70 mm. No geral, a temperatura máxima não deve ultrapassar os 30ºC.

Centro-Oeste

Chove desde cedo no leste e nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás. Durante a tarde, o calor e a umidade favorecem pancadas moderadas a fortes em grande parte de Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, uma baixa pressão no Paraguai favorece pancadas mais fortes em algumas áreas. O calor predomina. Semana mais chuvosa em território sul-mato-grossense, com pelo menos 40 mm, o que ajuda a repor umidade do solo e a recuperar lavouras que estavam sob déficit hídrico. A chuva avança com maior volume para Mato Grosso e Goiás com mais de 70 mm no decorrer da semana. Na porção norte mato-grossense, os acumulados podem até passar dos 100 mm, atrasando ainda mais a finalização da colheita da soja e a implementação do milho 2ª safra. No geral, a temperatura máxima nas três regiões deve ficar abaixo dos 30ºC, com exceção do extremo sul de Mato Grosso do Sul, onde a máxima pode chegar a 38ºC.

Nordeste

A semana inicia com instabilidade desde cedo no sul e norte da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí, Ceará, Pernambuco e Paraíba, com chuva moderada a forte. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém pancadas no litoral norte. À tarde, a chuva aumenta em várias áreas com risco de temporais. No restante da região, o tempo permanece firme e quente. Chuvas de 40 mm são esperadas para a porção oeste baiana, estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Piauí e Ceará. Nas demais regiões o predomínio é de tempo quente e seco com a temperatura máxima chegando a 34ºC, com acumulados de chuva na semana variando entre 10 mm e 15 mm.

Norte

A umidade mantém instabilidade no Amazonas, Pará e Tocantins desde as primeiras horas de segunda. Ao longo do dia, as pancadas se intensificam nessas áreas, abrangendo também Rondônia e Roraima, com risco de temporais isolados. No Acre, a chuva ocorre de forma mais irregular. Ao longo da semana, chuvas de 100 mm são esperadas nos estados de Rondônia, Tocantins, Pará e Amapá. No Acre e Roraima o acumulado da semana fica entre 30 mm e 40 mm, favorecendo os trabalhos em campo e recuperando a umidade do solo. No geral as pastagens devem continuar a se recuperar e o período úmido ajuda a manter a temperatura máxima em cerca de 30ºC nas áreas com gado em confinamento.

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SP regulamenta sistema de inspeção sanitária para produtos de origem vegetal


Foto: Divulgação/Defesa Agropecuária de SP.
Foto: Divulgação/Defesa Agropecuária de SP.

O Governo do Estado de São Paulo regulamentou a Lei nº 18.154, de 5 de junho de 2025, que institui o sistema estadual de inspeção, fiscalização e auditoria sanitária de produtos de origem vegetal. A medida foi formalizada por decreto publicado no Diário Oficial na última quarta-feira (11).

O decreto estabelece as bases operacionais do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISP-POV).

O sistema foi criado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária. O serviço será responsável pela fiscalização, inspeção e auditoria sanitária de produtos vegetais e derivados, além de itens provenientes da algicultura e da fungicultura.

Regras para registro e fiscalização

Com a regulamentação, o SISP-POV passa a organizar o controle sanitário sobre estabelecimentos que manipulam, beneficiam, industrializam, armazenam, transportam ou comercializam produtos de origem vegetal.

O sistema estabelece procedimentos para registro de empresas, fiscalização sanitária, auditoria de processos produtivos e identificação oficial dos produtos por meio da inspeção estadual.

Entre os alimentos abrangidos estão polpas e sucos de frutas, vegetais higienizados, conservas vegetais, cogumelos comestíveis, algas alimentícias, farinhas vegetais, temperos e produtos desidratados.

“Estamos estruturando um sistema moderno de inspeção de produtos de origem vegetal que fortalece a agroindústria, garante segurança ao consumidor e amplia as oportunidades de comercialização dos produtos paulistas”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Estrutura e implementação

A coordenação do SISP-POV ficará sob responsabilidade da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (CIPOAV), vinculada à Defesa Agropecuária.

O sistema terá suporte do Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), plataforma por meio da qual os estabelecimentos poderão realizar o registro e acompanhar procedimentos sanitários.

A implementação será realizada de forma gradual, com a elaboração de normas específicas para diferentes cadeias produtivas. Entre os primeiros segmentos a serem regulamentados estão os estabelecimentos que trabalham com vegetais frescos higienizados.

“Trata-se de mais um passo em busca da segurança e da inocuidade dos produtos de origem vegetal, fungos e algas produzidos em São Paulo e que chegam à mesa dos cidadãos”, destacou o engenheiro agrônomo Eduardo Prada, chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Defesa Agropecuária.

Integração com sistema nacional

A regulamentação também permite a integração do estado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV), componente do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Com a adesão, produtos inspecionados poderão ser comercializados fora do território estadual, desde que atendam às exigências do sistema nacional.

Atuação da Defesa Agropecuária

O novo serviço passa a integrar as ações da Defesa Agropecuária paulista, que atua na sanidade da produção agrícola e na fiscalização de alimentos destinados ao consumo.

Entre as atividades do órgão estão o monitoramento fitossanitário das lavouras, o controle de pragas e doenças e ações de fiscalização relacionadas à qualidade dos alimentos produzidos no estado.

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Pecuarista que investe em genética mantém aposta na tecnologia, diz Asbia


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

A entrada de doses de sêmen bovino no mercado brasileiro cresceu 15,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

Para a Asbia, o avanço reflete uma mudança estrutural na pecuária nacional. “É um registro claro de que o pecuarista que começa a investir em genética mantém seus investimentos, pois percebe os ganhos reais em produtividade”, afirmou Lilian Matimoto, executiva da entidade.

De acordo com o levantamento, o volume considera o total produzido no país somado às doses importadas. Em 2025, foram produzidas 23.097.678 doses de sêmen, alta de 12,46% em relação a 2024. Já as importações somaram 7.275.207 doses, crescimento de 26,71% na mesma base de comparação.

Tecnologia sustenta crescimento

Ao analisar os dados históricos da venda de sêmen, do uso de inseminação artificial (IA) e adoção da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), a Asbia avalia que, apesar das variações do ciclo pecuário, o crescimento do mercado está diretamente ligado à adoção de tecnologias de melhoramento genético.

“Estamos falando de uso de tecnologias, que trazem uma maior rentabilidade ao produtor em um menor tempo de produção, um caminho sem volta. O efeito do ciclo pecuário existe sim e talvez seja algo que teremos que repensar como trabalhar a favor (com planejamento), mas a cada mudança de ciclo, os patamares anteriores são sempre superados”, destacou Lilian.

Investimentos acompanham valorização do bezerro

Matimoto explica que entre os anos de 2018 a 2021, observou-se uma relação clara entre a valorização do bezerro, a diminuição do abate de fêmeas e o crescimento dos investimentos em genética. 

Segundo ela, nesse período, as vendas de doses de sêmen para o cliente final subiram de menos de 14 milhões de doses (2018) para mais de 25 milhões (2021). No mesmo intervalo, o bezerro quase dobrou de valor, e o abate de fêmeas caiu cerca de 20%.

“Entretanto, mesmo com a retomada do ciclo a partir de 2021, podemos verificar que os investimentos em genética se mantiveram muito aquecidos, com vendas totais sempre acima das 22 milhões de doses, mesmo em cenários de maior abate de fêmeas e desvalorização do bezerro”, apontou a executiva.

Exportações ampliam presença da genética brasileira 

Ainda em 2025, de acordo com o levantamento da Asbia/Cepea, a saída de sêmen, que considera vendas ao cliente final, exportações e contratos de inseminação por prestação de serviço, cresceu 8,87%, somando 27.979.347 de doses comercializadas. 

Lilian acredita que apesar dos desafios comerciais, a genética brasileira é reconhecida mundialmente e apresenta crescimento contínuo. 

“Hoje nossas exportações se concentram mais nos países da América do Sul e Central, até mesmo pela característica de clima, mas outros mercados têm se interessado pelo nosso trabalho e apontado chances cada vez maiores de aumento das exportações. Isso indica que, depois de um ano de recordes, temos tudo para seguir avançando e levando a genética brasileira para o mundo”, afirmou.

Genética leiteira bate recorde de produção 

Um outro destaque do levantamento feito pela Asbia foi a produção de sêmen com aptidão leiteira, que aumentou 20,90% em relação a 2024, alcançando o recorde histórico de 3.819.753 doses. 

Marcos Barbosa, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, acredita que tal crescimento aponta para uma mudança estrutural na pecuária de leite brasileira, impulsionada pela busca por maior eficiência e consolidação do setor. 

Segundo ele, mesmo com a baixa remuneração e a redução do preço do leite, o aumento observado no número de inseminações reflete a adoção de tecnologias reprodutivas e genômicas pelas propriedades, de modo que elas possam se tornar cada vez mais competitivas.

“A genética tem papel fundamental na eficiência alimentar dos rebanhos leiteiros, pois permite identificar e selecionar animais capazes de produzir o mesmo volume de leite e sólidos consumindo menos alimento, sem comprometer a saúde ou a fertilidade. Trata-se de uma característica complexa, mas que permite avanços consistentes por meio de programas de melhoramento”, apontou.

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Prazo para benefício fiscal do cacau importado é reduzido



Prazo para aproveitar benefício fiscal sobre cacau importado cai para seis meses


Foto: Pixabay

Empresas que exportam produtos fabricados com cacau estrangeiro terão apenas seis meses para usufruir de vantagens no pagamento de impostos na importação da fruta. O prazo anterior era de até dois anos. A determinação consta na Medida Provisória 1341/26. A norma, que já está em vigor, foi publicada na quinta-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU).

A Casa Civil da Presidência da República argumenta que os produtores de cacau brasileiros serão beneficiados com um possível aumento de venda a essas empresas.

Benefícios fiscais

A medida abrange apenas cacau inteiro e partido (bruto ou torrado). Ficam de fora, por exemplo, manteiga de cacau, cacau em pó e chocolate.

O benefício fiscal dá aos impactados isenção, restituição ou suspensão da cobrança de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins.

O Congresso Nacional deve analisar a medida provisória no máximo em 120 dias. Se aprovada, a norma se converte em lei, o que tornará a regra definitiva.





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Estudo indica que Cerrado pode armazenar até 6 vezes mais carbono que a Amazônia


carbono no cerrado
Foto: Rafael Oliveira/Unicamp

A Amazônia e outras florestas tropicais são conhecidas por serem reservatórios naturais de carbono do planeta e, portanto, aliadas fundamentais no combate às mudanças climáticas.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista científica New Phytologist mostra que áreas úmidas do Cerrado podem armazenar cerca de 1.200 toneladas métricas de carbono por hectare, até seis vezes mais do que a densidade média na Amazônia.

O trabalho foi liderado pela pesquisadora Larissa Verona, em parceria com cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Cary Institute of Ecosystem Studies (Estados Unidos), do Instituto Max Planck (Alemanha) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

É a primeira avaliação detalhada dos estoques de carbono presentes nos solos dessas áreas do Cerrado, conhecidas como veredas e campos úmidos.

Pesquisadores coletaram amostras de solo de até quatro metros de profundidade. Estudos anteriores conseguiram analisar apenas camadas superficiais, de 20 centímetros a um metro de profundidade, o que produziu resultados que subestimaram o carbono total em até 95%.

Acúmulo de carbono

A análise também mostrou que parte desse carbono é extremamente antigo. Testes de datação por radiocarbono indicam que o material orgânico presente nesses solos tem idade média de cerca de 11 mil anos, com registros que ultrapassam 20 mil anos.

“Esse carbono levou muito tempo para se acumular. Se ele for perdido, não podemos reconstruí-lo rapidamente, como ocorre com uma floresta que pode ser replantada”, afirma Larissa Verona.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 26% do território brasileiro. Além de ser considerado a savana mais biodiversa do mundo, abriga as nascentes de aproximadamente dois terços das grandes bacias hidrográficas do país, incluindo sistemas que alimentam o rio Amazonas.

“As condições úmidas dos campos e veredas criam falta de oxigênio, o que desacelera a decomposição de plantas e outros resíduos. Como resultado, a matéria orgânica se acumula ao longo do tempo e permite que esses ambientes armazenem grandes quantidades de carbono”, conta a pesquisadora Amy Zanne, coautora do estudo.

Riscos climáticos

Segundo os pesquisadores, a importância do Cerrado para o clima global ainda é subestimado. “O enorme estoque de carbono do Cerrado não costuma ser incluído nos cálculos climáticos porque, até recentemente, não sabíamos que ele estava ali”, afirma Zanne.

A expansão da agricultura, a drenagem de áreas úmidas e a retirada de água para irrigação estão entre as principais ameaças. Quando o solo seca, o material orgânico se decompõe rapidamente e se transforma em dióxido de carbono e metano, gases responsáveis pelo aquecimento global.

“Se começarmos a drenar essas turfeiras e liberar esse carbono acumulado, lançaremos bombas de carbono na atmosfera. É uma quantidade de carbono orgânico até então desconhecida, em uma grande extensão e em um bioma improvável”, alerta o professor da Unicamp, Rafael Oliveira.

Além disso, medições feitas pela equipe indicam que cerca de 70% das emissões anuais de gases de efeito estufa desses ambientes ocorrem durante a estação seca, período em que o solo perde umidade e a decomposição se acelera.

Com temperaturas mais altas e períodos secos mais longos, a tendência é que uma parcela maior do carbono armazenado no solo seja liberada nos próximos anos.

Cerrado sob pressão

desmatamento cerrado
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O bioma já enfrenta pressões crescentes de mudanças no uso do solo. Grandes áreas do Cerrado vêm sendo convertidas para produção agrícola e pecuária, frequentemente com drenagem de áreas úmidas.

Os autores defendem a ampliação da proteção das áreas úmidas e maior reconhecimento de seu papel climático. Embora a legislação brasileira já preveja proteção para esses ambientes, pesquisadores estimam que até metade dessas áreas já sofreu algum tipo de degradação.

“Chamamos o Cerrado de bioma de sacrifício, porque o Brasil quer proteger a Amazônia, mas também quer manter a agricultura. Então, o agronegócio acaba convertendo o Cerrado para a produção de commodities”, diz Larissa Verona.

“O Cerrado também é fundamental por seus grandes estoques de carbono de longo prazo, e precisamos lutar para protegê-lo”.

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