quinta-feira, março 19, 2026

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Tecnologias ampliam controle de nematoides no campo



Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente na raíz


Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente no sistema radicular
Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente no sistema radicular – Foto: Emater MG

O avanço de práticas voltadas ao manejo de solo tem impulsionado novas combinações tecnológicas no cultivo de café, especialmente em áreas que buscam melhorar a sanidade e o vigor das plantas. A integração de produtos com diferentes modos de ação começa a ganhar espaço como alternativa para ampliar o controle de agentes que afetam o desenvolvimento radicular e comprometeriam o desempenho das lavouras ao longo dos ciclos. 

Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente no sistema radicular, oferecendo proteção e estimulando a formação de raízes mais ativas, condição vista como essencial para sustentar produtividade em ambientes cada vez mais desafiadores. Nesse contexto, a consultora de vendas da Dipagro, Mariana Michalczuk, iniciou um protocolo no café utilizando Vaniva, produto da Syngenta que reúne ação fungicida e nematicida e incorpora a tecnologia Tymirium. 

De acordo com a consultora, a proposta é explorar a proteção contra nematoides e doenças de solo proporcionada pelo produto, ao mesmo tempo em que se observa seu efeito sobre o fortalecimento das raízes. Para ampliar os resultados, ela associou o Certano, bionematicida indicado para atuar no solo estimulando o desenvolvimento radicular e contribuindo para práticas de manejo consideradas mais sustentáveis dentro dos sistemas produtivos.

A combinação, explica Mariana, busca oferecer controle mais amplo de nematoides e patógenos presentes no solo, resultando em plantas mais resistentes e com maior capacidade de resposta ao longo das etapas de desenvolvimento. A estratégia integra soluções químicas e biológicas em um mesmo protocolo, com o objetivo de sustentar a produtividade e fortalecer a sanidade das lavouras. O acompanhamento das áreas tratadas segue em andamento para avaliar o desempenho das tecnologias e seus efeitos ao longo do ciclo.

 





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Humanos domesticaram mandioca, cacau, tabaco e açaí na Amazônia há 13 mil anos, mostra estudo


A arqueologia da Amazônia vive um processo absolutamente revolucionário. A ideia de um “inferno verde”, que teria sido habitado por uma população escassa, mal alimentada e culturalmente atrasada, foi inteiramente desmentida pela pesquisa arqueológica.

As descobertas realizadas nas últimas décadas mostraram que o território amazônico foi povoado por nada menos do que 8 a 10 milhões de pessoas.

“De maneira muito resumida, sabemos hoje que a presença humana na Amazônia remonta há pelo menos 13 mil anos. A região foi um centro independente de domesticação de plantas. Diversas plantas importantes foram cultivadas pela primeira vez lá. As primeiras cerâmicas das Américas também foram produzidas lá”, comenta o antropólogo Eduardo Góes Neves, professor titular e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).

Segundo ele, também há evidências de formas de urbanismo de baixa densidade, de grande diversidade cultural, expressa nas línguas, estilos cerâmicos, sistemas de manejo e formas de ocupação do território. “E de algo que chamo, talvez de maneira ainda um pouco tímida, de produção de abundância, ou seja, de sistemas que não apenas sustentavam populações numerosas, mas criavam paisagens altamente produtivas e biodiversas”, completa.

Conhecer o passado para proteger no presente

Neves é um dos mais importantes pesquisadores sobre o passado da região amazônica, autor de “Sob os Tempos do Equinócio: 8.000 anos de história na Amazônia Central e Arqueologia da Amazônia” e coeditor de “Unknown Amazon: Culture in Nature in Ancient Brazil”, dentre cerca de 130 publicações.

Segundo ele, a arqueologia vem demonstrando que a Amazônia, tal como conhecida hoje, foi profundamente moldada por povos que habitaram a região ao longo de milênios. “Não é apenas um território ‘natural’, mas também cultural e histórico”, disse. E acrescentou que essa revolução científica vem acompanhada de uma urgência política: compreender a história profunda da Amazônia é uma das chaves para protegê-la no presente.

“Aprendemos muito sobre o passado nestes últimos 40 anos. Mas, ao mesmo tempo, perdemos cerca de 20% da Floresta Amazônica brasileira no período. Ser testemunha, de um lado, de um desenvolvimento científico incrível e, de outro, da crise ecológica e social que vivemos hoje é algo muito forte e desafiador. Isso me levou ao lugar em que estou agora: tentar fazer boa pesquisa científica, mas usar esse conhecimento como ferramenta para me envolver com o mundo real e ajudar a prevenir mais destruição na Amazônia”, enfatizou.

Segundo Neves, a arqueologia é uma ferramenta poderosa para entender como chegamos à crise ecológica e social de agora. E para pensar caminhos de saída. “Admitir que a Amazônia foi, de fato, profundamente transformada pela atividade humana ao longo de milênios nos faz pensar que, se quisermos proteger a Amazônia atual, é indispensável levar em conta a ação indígena. Não há outro caminho.”

Domesticação de plantas

MandiocaMandioca
Foto: José Fernando Ogura/AEN

O pesquisador demonstrou seu ponto explorando vários subtemas. Em primeiro lugar o da domesticação de plantas e da agroecologia amazônica. “Se buscarmos a origem de diferentes plantas hoje importantes, localizamos vários centros de domesticação na Amazônia. A mandioca, provavelmente originária do sudoeste amazônico [Rondônia, Mato Grosso, sul da Bolívia], hoje é cultivada em praticamente todo o cinturão tropical do planeta, na América, na África e na Ásia”, conta.

“O cacau, cujas primeiras evidências microbotânicas em sítios arqueológicos foram encontradas no Equador, com cerca de 5 mil anos, deve ter sido domesticado ali, levado depois para a Mesoamérica [México, Guatemala] e hoje é cultivado também na África e em outras regiões. O tabaco, cultivado do norte da Argentina ao Canadá quando os europeus chegaram às Américas, também teve sua região de origem no sudoeste amazônico.”

Mais exemplos importantes: o açaí, provavelmente domesticado pela primeira vez na região da foz amazônica; o guaraná, originário da região de Maués e Parintins; o bacuri e o cupuaçu, também de origem amazônica.

“Ou seja, a Amazônia foi um centro de biodiversidade agrícola. Muitas plantas importantes globalmente foram domesticadas ali. Quando pensamos em agricultura, logo nos vem à mente as monoculturas de grãos: arroz, trigo, milho, soja. Mas, na Amazônia, grande parte das plantas manejadas eram árvores frutíferas; raízes e tubérculos [mandioca, batata-doce, inhame etc.]; e, mais tarde, grãos como o milho, que veio da Mesoamérica e chegou à Amazônia há cerca de 6 mil anos”, informou Neves.

Outro aspecto relevante apontado pelo pesquisador: muitas dessas espécies foram de fato domesticadas, isto é, modificadas geneticamente ao longo do tempo; porém, outras permaneceram silvestres, embora manejadas intensamente. O açaí é um exemplo: hoje fruto central na economia e na alimentação amazônica, permanece uma espécie silvestre, o que obriga a repensar o conceito de domesticação.

“Na arqueologia, o termo ‘Neolítico’ costuma designar o momento em que deixamos de ser caçadores-coletores e nos tornamos agricultores. A domesticação de plantas e animais, segundo esse modelo, seria um passo fundamental, uma forma de impor uma ordem cultural à natureza. Porém, quando começamos a olhar os dados amazônicos, vimos algo diferente: sistemas agroecológicos em que plantas domesticadas convivem com plantas silvestres manejadas”, conta.

“Houve um momento em que alguns de nós pensaram: ‘Nem Neolítico a gente ‘produziu’ aqui direito. Que fracasso!’. Mas, reinterpretando, percebemos que se trata de outro modelo: um gradiente entre o doméstico e o silvestre, em sistemas altamente diversos e resilientes, que funcionam há pelo menos 6 mil anos e ajudaram a produzir a Amazônia que conhecemos hoje”, diz Neves.

Prazer em cultivar

O especialista lembra de um texto da antropóloga Manuela Carneiro da Cunha sobre a diversidade de plantas em roças e quintais indígenas. “Se você entra em um jardim indígena ou em um quintal tradicional amazônico, a quantidade de espécies cultivadas é impressionante. Isso não se explica apenas por uma necessidade ecológica de produzir comida. Há um valor estético, um prazer em cultivar um espaço exuberante, cheio de vida. Se há alguma lição que podemos trazer da arqueologia para o presente, talvez seja essa: pensar sistemas produtivos que incorporam a natureza, em vez de tentar impor uma ordem cultural totalmente rígida, que elimina a diversidade”, sublinhou.

O pesquisador explorou também o subtema das terras pretas de índio: solos antropogênicos construídos ao longo de milênios. “Essas terras cobrem entre 2% e 3% da Amazônia, uma área enorme, equivalente à do estado do Rio de Janeiro. Em escavações, vemos perfis com camadas de solo muito escuro, repletas de fragmentos de cerâmica, carvão, restos orgânicos. São solos extremamente produtivos e estáveis”, destaca.

Ele lembra que solos tropicais, em geral, sofrem lixiviação intensa, perdem nutrientes rapidamente e precisam ser adubados a cada dois ou três anos. “As terras pretas, ao contrário, mantêm sua fertilidade por séculos, até milênios. Sabemos que as terras pretas foram produzidas por povos indígenas, com acúmulo de restos de comida, resíduos orgânicos, cerâmica quebrada, estruturas de combustão etc. E hoje elas são muito importantes para comunidades contemporâneas.”

Um exemplo: a terra preta existente na Terra Indígena Tenharim. “A Terra Indígena Tenharim é uma das poucas áreas de floresta preservada no que chamamos de arco do desmatamento. Trabalhamos diretamente com eles. Os Tenharim passaram por um processo muito difícil: com a abertura da rodovia Transamazônica, nos anos 1970, houve muita violência, doenças, mortes. Alguns grupos se refugiaram na floresta e permaneceram em isolamento; outros foram pressionados para viver próximos à estrada”, conta.

Neves destaca que uma prática central para os Tenharim é a produção de um certo tipo de pamonha de milho. “Eles plantam grandes roças de milho e fazem esse alimento, que é parte essencial de sua identidade. Dizem que, enquanto puderem plantar milho e produzir sua pamonha, resistirão como grupo autônomo na Amazônia. Onde eles plantam esse milho? Em sítios arqueológicos com terras pretas. Eles sabem que não foram eles que produziram aquele solo tão fértil, que outras pessoas viveram ali no passado, e aproveitam essa herança para sustentar sua vida hoje. Então, vemos uma ligação direta entre transformações indígenas da natureza no passado e o uso contemporâneo desses mesmos lugares”, relatou.

Relevos construídos por ação humana

Durante muito tempo, estruturas amazônicas de origem antrópica foram confundidas com formações naturais: montículos, ilhas artificiais, plataformas e canais eram interpretados como relevos geológicos. A arqueologia recente mostrou o contrário. Um exemplo são as estruturas chamadas de tesos ou montículos artificiais, muitas vezes comparadas a sambaquis de terra. Neves relatou várias ocorrências desse tipo de formação, como o sítio Teso dos Bichos, na Ilha do Marajó, com cerca de 250 metros de extensão, todo ele construído por ação humana.

No Acre, outros tipos de sítio, com geoglifos, vêm sendo descobertos. “Em fotos de satélite, eles aparecem como grandes figuras geométricas, quadrados, círculos e retângulos marcados no solo. Esses lugares estavam cobertos por floresta até a década de 1970. Com o desmatamento, as formas ficaram visíveis.

O professor Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, foi um dos primeiros a registrar essas estruturas. Hoje conhecemos mais de mil geoglifos, graças a imagens de satélite, Google Earth e LIDAR [light detection and ranging, uma tecnologia óptica de detecção remota]. Na Bolívia deve haver tantos ou mais”, expôs Neves.

E disse que essas estruturas não são figuras isoladas. Há montículos residenciais, organizados em torno de praças centrais. As imagens mostram também estradas lineares retas, conectando diferentes sítios, em escala de quilômetros.

A tecnologia Lidar, baseada em pulsos de laser emitidos de drones ou aviões, revolucionou o estudo de áreas florestadas. O método permite ultrapassar a copa das árvores e revelar o que estava escondido no solo. Estruturas impressionantes já foram descobertas por esse meio no Equador e na Bolívia. Algumas também no Brasil. Foi nesse contexto que surgiu o projeto “Amazônia Revelada” (Amazon Revealed), coordenado por Neves e financiado pela National Geographic Society.

Antes de começarem a sobrevoar a área, ele e sua equipe fizeram algo que consideram fundamental: “Fomos a campo conversar com as comunidades que vivem nesses territórios – povos indígenas, ribeirinhos, pequenos agricultores. Explicamos o que era o projeto, discutimos prós e contras e pedimos autorização. Isso é importante para não reproduzir um modelo colonial de pesquisadores, que “chegam com dinheiro, voam, produzem artigos e vão embora”.

Um dos resultados já obtidos foi descobrir uma grande estrutura geométrica totalmente coberta por floresta, do tamanho do estádio do Maracanã, mas de formato quadrado. “Na região da Terra do Meio, no Pará, entre o rio Tapajós e a Transamazônica, sobrevoamos um tributário de um tributário do Amazonas, sem esperar grandes achados. Mas o Lidar mostrou pequenas elevações circulares e marcas no relevo. Fomos a campo, escavamos e encontramos evidências de antigas aldeias: casas já desaparecidas, mas com montículos ao redor de praças centrais, solos escurecidos, cerâmica e carvão”, contou.

O pesquisador conseguiu, agora, apoio filantrópico para continuar e trabalhar, entre outras áreas, ao longo da BR-319, a estrada que liga Manaus a Porto Velho. Há fortes pressões para reabri-la completamente, o que pode ter impactos enormes.

“Nosso objetivo é usar a arqueologia como uma espécie de ativismo científico, orientando a pesquisa a partir de problemas políticos e ambientais concretos. É isso que pretendo fazer com o tempo que ainda tenho de carreira: usar minha experiência como arqueólogo e professor para tentar fazer da arqueologia uma alternativa para o futuro, não apenas um estudo do passado”, concluiu.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Demanda firme sustenta transporte de grãos nos EUA



O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado


O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado
O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado – Foto: Foto: Portos RS

A demanda pelo transporte de grãos nos Estados Unidos manteve ritmo firme ao longo de 2025, com volumes de barcaças e vagões acima da média recente. Dados do relatório de 4 de dezembro apontam que a movimentação ferroviária de grãos Classe 1 superou a média dos três anos anteriores, refletindo um fluxo consistente das cargas pelo país.

O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado durante grande parte do ano. Nas últimas doze semanas, o volume ficou 9% acima da média, acompanhado por melhora nos indicadores de serviço. A velocidade dos trens, segundo a autoridade responsável, superou em 3% a referência das mesmas semanas, reforçando a eficiência do transporte terrestre.

A ausência da China no mercado de soja em outubro reduziu a pressão sobre o mercado secundário de trens. No ano passado, viagens de uma das principais operadoras custavam em média 1.280 dólares por vagão, enquanto em outubro deste ano o valor médio caiu para cerca de 680 dólares por vagão.

No transporte fluvial, o total de grãos enviado por barcaças no acumulado do ano cresceu 13%, alcançando 29,7 milhões de toneladas, resultado 10% acima da média. Os embarques de soja e trigo ficaram abaixo do esperado, mas a demanda pode reagir caso se confirmem compras recentes da China.

A atividade de carregamento de navios no Golfo do México e no Noroeste do Pacífico manteve estabilidade. No Golfo, a média semanal foi de 28 navios até 28 de novembro, ante 27 no mesmo período do ano anterior. No Noroeste do Pacífico, a média de treze embarcações permaneceu inalterada. Segundo o relatório, a suspensão temporária de tarifas entre Estados Unidos e China tende a favorecer o comércio, embora possa elevar custos do frete marítimo.

 





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Nelore Fest 2025 celebra protagonismo da raça e premia referências do setor


O grande encontro da pecuária brasileira, o Nelore Fest 2025, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), movimentou o setor neste sábado (6), em São Paulo.

Considerado o ‘Oscar’ da pecuária, o evento reuniu cerca de 400 empresários e criadores de todas as regiões do país, além de delegações internacionais da Bolívia e do Paraguai. A cobertura ao vivo foi realizada pelo Canal Rural, Canal do Criador e pelo aplicativo Lance Rural, ampliando o alcance da informação e reforçando o compromisso com a acessibilidade.

No palco das entrevistas, o Nelore Fest evidenciou a sintonia do setor em torno da evolução contínua. Paulo Horto, líder da maior leiloeira do Brasil, ressaltou o papel dos remates como motores de desenvolvimento — transformando genética em resultados econômicos e levando tecnologia a todas as frentes produtoras do país.

A ACNB reforçou essa visão ao apresentar o planejamento do calendário 2025, em fala conduzida por Arthur Lira, enquanto Victor Miranda e Mônica Marchett celebraram um ano de avanços estruturais, maior conexão com o público e fortalecimento da raça justamente nos mercados em que o Brasil mais cresce em competitividade.

A representatividade institucional também ganhou destaque. Gabriel Garcia Cid, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), ressaltou o papel das raças zebuínas como base do rebanho nacional.

Arnaldo Manuel Borges, que assume a entidade em 2025, levou ao palco a experiência de quem cresceu dentro da pecuária. Já Paulo Marques, terceiro vice-presidente da ACNB, sintetizou o sentimento coletivo: a raça Nelore vive um momento histórico, sustentado por trabalho técnico, união e confiança no protagonismo para os próximos anos.

Giro do Boi recebe prêmio na Nelore Fest 2025Giro do Boi recebe prêmio na Nelore Fest 2025
Foto: Lyandra Renata/Canal Rural

A cerimônia também marcou o reconhecimento à comunicação especializada. O programa Giro do Boi foi agraciado com o prêmio de “Promotor da Raça”, reforçando o papel estratégico da mídia na difusão de informação técnica, educação e conexão entre produtores, empresas e especialistas.

No ar desde 12 de maio de 2014, o Giro do Boi completa 11 anos em 2025, consolidado como uma das maiores plataformas de conteúdo sobre pecuária de corte do país.

Setor projeta crescimento para 2026 e os próximos anos

Com forte mobilização de criadores, investimentos crescentes em genética, leilões aquecidos e participação ativa de entidades como ACNB e ABCZ, a pecuária de corte entra no próximo ciclo com otimismo. O fortalecimento institucional, a profissionalização e o aumento da competitividade consolidam um cenário de maturidade.

Guiada pela ciência genética, bem-estar animal e sustentabilidade, a pecuária se afirma não apenas como produtora de carne, mas como construtora de legado. Cada leilão, cada arroba negociada e cada avanço tecnológico representa o trabalho de gerações que veem no campo o alicerce do país — e o Nelore Fest 2025 reforça que, mais do que criar gado, o setor cria histórias, identidades e futuro.



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Produtor transforma área ociosa em ativo ambiental no Sul de Minas



Um produtor rural de Pouso Alegre (MG) reflorestou áreas improdutivas de sua fazenda e passou a gerar renda com contratos de compensação ambiental. O caso destaca o potencial do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mas também revela os limites impostos pela falta de regulamentação nacional.

Segundo o advogado tributarista Fernando Melo de Carvalho, o cenário atual impede que milhões de pequenos produtores acessem o benefício, mesmo sendo responsáveis pela maior parte da preservação no país. Dados do Incra mostram que 93% das propriedades rurais têm menos de 100 hectares, mas ainda assim recebem pouco estímulo para conservar.

Entraves legais e impacto no produtor

Carvalho explica que a Lei nº 14.119/2021 criou o PSA para remunerar atividades como conservação de florestas, proteção de nascentes e recuperação de áreas degradadas. No entanto, a ausência do Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais impede a aplicação plena dos incentivos previstos, especialmente em contratos entre particulares.

Para o especialista, essa lacuna torna difícil transformar preservação em receita, principalmente entre pequenos e médios produtores. Ele afirma que, hoje, muitos recorrem apenas ao mercado de créditos de carbono, um modelo mais caro e voltado a projetos de grande escala.

“Sem segurança jurídica e mecanismos claros, o produtor deixa de receber por serviços ambientais que já presta”, afirma. Segundo Carvalho, a regulamentação permitiria que áreas inutilizadas ganhassem destinação econômica, ampliando a renda no campo e reforçando a conservação.

Reflorestamento e novos contratos em Minas Gerais

Nesse contexto, o produtor Fábio Garcia decidiu reflorestar trechos da Fazenda Copaíba, onde a inclinação do terreno ou a presença de áreas úmidas impedia o cultivo tradicional. Ele plantou cerca de doze mil árvores nativas, em área de Mata Atlântica, integrando recomposição florestal, proteção de nascentes e melhoria da paisagem rural.

A iniciativa deu origem a uma empresa própria para ofertar a área como solução de compensação ambiental a indústrias e à prefeitura de Pouso Alegre. Desde 2024, três contratos foram firmados com empreendimentos que tinham obrigações de plantio para atender licenças ambientais. O produtor relata taxa de sobrevivência de 99% das mudas plantadas.

Com orientação jurídica, a receita foi enquadrada como PSA, e não como prestação de serviço comum. Isso possibilitou aplicar isenções previstas na legislação em contratos com entes públicos. A expectativa é que, com o cadastro nacional implementado, o mesmo possa ocorrer em acordos entre empresas privadas.

Potencial do PSA e desafios para expansão

Para Carvalho, o exemplo mostra como o PSA poderia ampliar a renda no campo ao transformar áreas ociosas em novos ativos. Ele lembra que muitos imóveis rurais possuem faixas semelhantes às da Fazenda Copaíba, desmatadas no passado e hoje sem uso produtivo.

O tributarista reforça que as empresas conseguem cumprir suas obrigações ambientais com mais eficiência, enquanto o produtor recebe pela conservação. No entanto, sem regulamentação federal, o modelo ainda não se sustenta em larga escala. “A lei é de 2021 e o cadastro não saiu do papel. Isso dificulta novos contratos e reduz o interesse do produtor”, afirma.

O caso mineiro, diz o especialista, demonstra que há demanda e benefícios mútuos, mas o avanço depende de segurança jurídica para todo o setor.



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Ciclone extratropical coloca alguns estados em alerta nesta semana; veja quais



A formação e o avanço de um ciclone extratropical sobre o Sul do país colocam grande parte do Brasil sob alerta para chuva volumosa, rajadas de vento, granizo e até risco de tornados. Produtores devem redobrar cuidados ao longo da semana.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A seguir, o panorama completo por região:

Região Sul

Com o deslocamento da área de baixa pressão para o oeste do Rio Grande do Sul, pancadas de chuva moderadas a fortes atingem o sul, sudeste, oeste, noroeste e metade norte gaúcha, além do oeste de Santa Catarina e do oeste e centro-norte do Paraná. Há risco de temporais isolados e temperaturas ainda elevadas em algumas áreas.

O alerta vermelho permanece válido para toda a região devido ao ciclone extratropical, que provoca tempo severo até sexta-feira (12), incluindo queda de granizo, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de tornados e microexplosões.

As operações em campo ficam comprometidas, com risco de falta de energia. Embora a chuva favoreça as áreas produtoras, o volume elevado em curto intervalo pode causar lixiviação e alagamentos.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os acumulados variam de 80 a 100 milímetros, mantendo boa umidade do solo e revertendo o déficit hídrico gaúcho. No Paraná, o alerta é máximo: na porção oeste, os acumulados podem chegar a 250 milímetros, com risco de alagamentos, deslizamentos e transbordamento de rios menores.

Região Sudeste

A atuação de um cavado atmosférico favorece pancadas desde cedo no oeste e noroeste de São Paulo. Calor e umidade reforçam chuvas moderadas a fortes no restante do estado. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, a instabilidade segue presente; já no norte paulista e em áreas do Rio de Janeiro, as temperaturas permanecem elevadas.

Há alerta vermelho para São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e extremo sul do Espírito Santo, devido à influência do ciclone extratropical que atua no Sul do país. O sistema pode provocar granizo, ventos acima de 80 km/h e possíveis tornados e microexplosões até sexta-feira.

Os acumulados chegam a cerca de 100 milímetros em São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e extremo sul do Espírito Santo, favorecendo a reposição hídrica, porém com risco de alagamentos e lixiviação nas lavouras.

No restante do Espírito Santo, a chuva deve atingir cerca de 30 milímetros em cinco dias, sem comprometer os trabalhos no campo. No centro-norte mineiro, cerca de 50 milímetros mantêm a boa umidade do solo.

Região Centro-Oeste

Calor e umidade, somados à baixa pressão sobre o Paraguai, estimulam pancadas de chuva moderadas a fortes, com risco de temporais em toda a região. O ciclone extratropical ajuda a estabelecer um corredor de umidade, garantindo uma semana mais chuvosa nas áreas produtoras.

Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, os acumulados ficam entre 60 e 80 milímetros, beneficiando lavouras em desenvolvimento e áreas de replantio. No sul de Mato Grosso do Sul, atenção para temporais entre segunda (8) e terça-feira (9), com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h devido à atuação de um cavado.

No geral, as operações em campo devem seguir, mas com cautela durante episódios de tempo severo.

Região Nordeste

A instabilidade diminui na Bahia, mas ainda ocorre no oeste do estado. A metade sul do Maranhão e áreas do interior registram pancadas mais fortes. Entre o litoral do Rio Grande do Norte e de Alagoas, há chance de chuva fraca. O calor domina a região e a umidade relativa permanece baixa no interior.

No Maranhão, no sudoeste do Piauí e no oeste da Bahia, os acumulados ficam perto de 40 milímetros, mantendo boa umidade do solo. Nas demais áreas, o tempo segue quente e seco. No interior de Pernambuco, a temperatura pode atingir 40 °C, elevando o risco de incêndios. Em grande parte da região, a temperatura chega aos 38 °C e a umidade cai abaixo de 30%.

Região Norte

As instabilidades persistem com risco de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins. Em Roraima e no Pará, a chuva perde força, mas ainda aparece de maneira fraca a moderada. No Amapá, as pancadas aumentam, enquanto áreas do noroeste e extremo nordeste do Pará têm tempo mais aberto.

Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins devem registrar entre 40 e 50 milímetros ao longo de cinco dias, garantindo boa umidade e favorecendo pastagens. Em Roraima e Amapá, o tempo fica quente e seco, com máximas acima de 36 °C. A umidade mais elevada nas demais regiões reduz estresse térmico no gado e beneficia sistemas de confinamento e reprodução.



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Semeadura do arroz se aproxima do fim no RS


A semeadura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul entra na fase final, impulsionada pelo período de tempo seco que predominou nos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), os produtores concentraram esforços no “estabelecimento uniforme da lâmina d’água para maximizar a eficiência dos herbicidas e das adubações”. A instituição ressalta que a ausência de chuvas e as temperaturas elevadas têm retardado essa etapa por elevar a demanda hídrica para a saturação do solo.

Onde a irrigação já está estabilizada, as lavouras demonstram bom desempenho, favorecidas pela radiação solar disponível e pela resposta adequada à adubação nitrogenada. No entanto, a Emater/RS-Ascar aponta que, em áreas implantadas tardiamente e sob déficit hídrico inicial, “já se observa a ocorrência de emergência levemente desuniforme”.

Segundo o informativo, parte dos rizicultores poderá reduzir ou interromper o plantio devido a limitações de financiamento e à retração dos preços, o que deve resultar em uma intenção de cultivo menor do que a inicialmente estimada. A área prevista para a safra é de 920.081 hectares, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), enquanto a produtividade estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura avançou nos municípios mais atrasados, mas há registros de desistência do cultivo “inclusive em áreas já entaipadas”, motivada pela janela tardia de implantação e pelos preços baixos. A semeadura está concluída em Alegrete; alcança 97% em Rosário do Sul; 95% em Quaraí; e permanece estagnada em 85% dos 64.125 hectares previstos em Itaqui, onde há possibilidade de perda de potencial produtivo devido aos atrasos e ao baixo investimento.

Na região de Pelotas, 99% da área está implantada e as lavouras encontram-se integralmente na fase vegetativa. O manejo de irrigação, adubação e controle fitossanitário segue sem registros relevantes. Em Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a área prevista tende a não se confirmar por dificuldades de crédito e pelo baixo preço do arroz. A semeadura supera 85% da área estimada e, em Cachoeira do Sul, alcança 91% dos 26.330 hectares previstos.

Na região de Soledade, a falta de chuvas nas últimas duas semanas favoreceu o aumento do ritmo de plantio, que chega a 95% da área estimada. As lavouras apresentam “ótimo estabelecimento e desenvolvimento inicial vigoroso”, segundo os técnicos, com manejo hídrico em andamento e incremento de massa foliar. De acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o prazo final de semeadura regional encerra em 20 de dezembro.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos registrou leve aumento de 0,04% na semana. O valor passou de R$ 54,68 para R$ 54,70, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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família transforma aviário parado em potência da avicultura paulista



A família Meira construiu uma história de dedicação na avicultura em Campina do Monte Alegre (SP), unindo três gerações em um projeto que segue em expansão. A mudança da capital do estado para o interior marcou o início de um ciclo de trabalho intenso, que transformou um aviário parado em duas propriedades produtivas. A rotina hoje envolve gestão profissional, tecnologia e sucessão familiar planejada. Com isso, a unidade familiar mantém o foco na produção de carne de frango com qualidade reconhecida.

O casal Alberto e Luciana tomou a decisão mais ousada da vida ao deixar São Paulo e recomeçar no campo. Eles equilibraram por anos o emprego na cidade com a construção dos primeiros aviários, até perceberem o potencial da atividade. A cada ciclo, o negócio evoluiu, gerando renda, conhecimento técnico e oportunidades para o filho Roberto. A neta Aurora, ainda pequena, já cresce imersa no ambiente da granja e demonstra curiosidade pelo trabalho dos pais e avós.

A produção atual das propriedades da família Meira se destaca pela organização e pela busca constante por inovação. Eles investiram na modernização dos galpões, no tratamento da água e na qualificação da equipe. Com nove colaboradores, o manejo acontece de forma integrada, respeitando padrões de ambiência e biosseguridade. Isso garante eficiência nos lotes e fortalece a relação com a integradora.

Alberto cresceu na zona rural, convivendo diariamente com o manejo de gado leiteiro e de corte. Mesmo após 17 anos trabalhando em uma multinacional em São Paulo, o vínculo com o campo permaneceu forte. A compra de um aviário parado em 2011 reacendeu o desejo de empreender na produção animal. O primeiro ciclo serviu como teste, mas rapidamente mostrou que havia potencial para crescimento.

A família conciliou por seis anos a vida urbana com o manejo dos aviários. Durante esse período, Alberto ampliou a estrutura e construiu mais dois galpões, sempre buscando orientação técnica e aprendendo com cada desafio. Luciana, veterinária, assumiu a responsabilidade administrativa e reforçou a biosseguridade. Os dois ajustaram processos, enfrentaram dificuldades financeiras e mantiveram o foco no desenvolvimento do negócio.

Com o tempo, a avicultura se tornou a principal fonte de renda e o motor da transição definitiva para o interior. Em 2017, a família decidiu mudar de vez para Campina do Monte Alegre. A presença diária nos aviários aumentou a produtividade e permitiu maior controle sobre ambiência, equipamentos e qualidade da produção.

Hoje, a divisão das responsabilidades fortalece a eficiência das atividades. Alberto cuida da ambiência dos aviários e orienta a equipe no manejo. Luciana coordena a parte administrativa e garante o cumprimento das normas sanitárias. Já Roberto assumiu três aviários na outra propriedade, utilizando sua formação em engenharia ambiental para aprimorar práticas de manejo e sustentabilidade.

A modernização tecnológica também impulsiona o desempenho. Os painéis de controle permitem ajustes remotos de ventilação e temperatura, enquanto os filtros de água desenvolvidos com apoio técnico garantem melhor qualidade no consumo das aves. A integração com a empresa parceira favorece trocas constantes de informação e adoção de boas práticas.

Os resultados aparecem em números expressivos. Em 2023, a família Meira alcançou produção equivalente para alimentar cerca de 380 mil pessoas. Além disso, as duas propriedades acumulam premiações da integradora por desempenho em eficiência, conversão alimentar e qualidade dos lotes. O reconhecimento reforça a importância da presença constante, da liderança e da parceria com os colaboradores.

A família acredita no crescimento contínuo da avicultura e já planeja novos investimentos. Um novo aviário está em fase de terraplenagem, liderado pelo filho Roberto, marcando mais um passo no processo de sucessão. Alberto visualiza um futuro em que poderá reduzir o ritmo no manejo, enquanto o filho assume plenamente a operação das duas propriedades.

Para eles, produzir alimento com qualidade é mais do que um trabalho: é uma missão que envolve responsabilidade com o consumidor e compromisso com o bem-estar animal. A união familiar, o planejamento e o gosto pelo campo são os pilares que sustentam a trajetória. Olhando para trás, o maior orgulho de Alberto não está apenas nos aviários modernos, mas na família que construiu ao longo dessa jornada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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AgroNewsPolítica & Agro

Resistência a fungicidas avança no Brasil e exige soluções mais eficientes no manejo


A resistência a Fungicidas é um dos maiores desafios da agricultura moderna e, muitas vezes, se comporta como o uso repetido de alguns medicamentos humanos: quanto mais frequente, menor a eficácia. No campo, quando o mesmo princípio ativo é utilizado constantemente, o organismo ou, neste caso, o fungo, desenvolve formas de se defender. Com o tempo, deixa de responder ao tratamento, reduzindo a eficácia do controle e comprometendo a sanidade da lavoura.

“Na agricultura, a pressão de seleção favorece a sobrevivência dos fungos menos sensíveis. Eles se multiplicam e transmitem essa característica para as próximas gerações. O resultado é uma população resistente e um controle cada vez mais difícil. Por isso, monitorar, alternar e rotacionar fungicidas é essencial para preservar a eficácia das moléculas e garantir uma produtividade sustentável”, explica Paulo Moraes Gonçalves, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência. 

A resistência a fungicidas é vista globalmente como um dos principais riscos emergentes para a segurança alimentar, segundo estudos internacionais monitorados por redes como o Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC) e seu braço brasileiro, o FRAC-BR, responsável por mapear mutações, grupos químicos de maior risco e incidência de resistência nas principais culturas. 

Segundo o FRAC-BR, a resistência é especialmente crítica na soja, uma cultura que enfrenta alta pressão de seleção devido ao uso intensivo de fungicidas para controlar doenças. Nos últimos anos, alguns fungos acumularam resistência parcial aos três principais grupos químicos utilizados no manejo: Triazóis (resistência detectada desde 2006/2007); Estrobilurinas (resistência registrada entre 2011 e 2013) e Carboxamidas (SDHI), resistência identificada entre 2016 e 2017.

A Mancha-parda (Septoria glycines), também apresenta casos de resistência a estrobilurinas, carboxamidas e benzimidazóis. Esses quadros ocorrem devido a mutações genéticas que alteram o local de ação do fungicida, reduzindo sua capacidade de interação com o patógeno. O impacto econômico é expressivo: estima-se que, só na soja, as perdas de produtividade associadas à resistência cheguem a 20% ao ano, dependendo da região e do manejo adotado.

Dotte: tecnologia premium para enfrentar a resistência com eficiência

É nesse cenário que o Dotte, fungicida premium da Ourofino Agrociência, se destaca como uma das soluções mais completas para o manejo fitossanitário. Criado com foco na agricultura tropical, o produto reúne atributos tecnológicos que potencializam o desempenho no campo e reduzem perdas, além de se integrar às principais estratégias de manejo recomendadas pelo FRAC-BR, contribuindo para reduzir a pressão de seleção e preservar a vida útil das moléculas.

 

Entre seus diferenciais estão:

– Triazol de alta performance: reconhecido pela melhor performance do mercado no controle das principais doenças que apresentam risco de resistência, atuando com precisão e consistência.

– Alta concentração de ativos: mais ingrediente ativo por litro, permitindo menor volume aplicado, otimização logística e redução do impacto ambiental.

– Alta adesividade: maior fixação nas folhas, reduzindo perdas por lavagem e aumentando a eficiência em cenários de chuva frequente.

– Absorção gradual: a planta absorve o fungicida progressivamente, garantindo seletividade e performance estável ao longo do tempo.

– Fotoproteção: a tecnologia evita a degradação dos ativos pela luz solar, prolongando a eficácia mesmo em regiões de alta radiação.

– Ação sistêmica: o produto se movimenta dentro da planta, protegendo diferentes partes da folhagem e ampliando o espectro de ação.

– Formulação estável e homogênea: favorece a aplicação, evita entupimento de bicos e oferece segurança operacional.

Para o especialista da Ourofino Agrociência, a manutenção da sanidade da lavoura ao longo do ciclo exige proteção contínua, especialmente diante da crescente resistência de patógenos-chave nas principais culturas brasileiras. “O Dotte, com formulação premium de alta fixação e ação sistêmica, assegura maior proteção foliar e contribui diretamente para a preservação do potencial produtivo”, destaca.

Ao combinar ciência, tecnologia e performance específica para a agricultura tropical, o Dotte reforça o compromisso da Ourofino Agrociência em reimaginar o manejo fitossanitário. Tudo isso para apoiar o produtor e construir lavouras mais saudáveis e resilientes.

 





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Índice global de alimentos cai em novembro



O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos


O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos
O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos – Foto: Pixabay

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO recuou pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 125 pontos em novembro, queda de 1,2% ante outubro. No comparativo anual, o indicador ficou 2,1% abaixo de novembro de 2024 e permanece 21,9% distante do pico de março de 2022. A redução foi puxada por baixas nos segmentos de laticínios, carnes, açúcar e óleos vegetais, contrariando a alta registrada nos cereais.

O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos, embora ainda 5,3% inferior ao de um ano antes. O trigo subiu 2,5%, sustentado por possíveis compras da China nos Estados Unidos, por incertezas logísticas no Mar Negro e por expectativas de redução de área na Rússia. Milho, cevada e sorgo também registraram alta, influenciados por demanda firme por produto brasileiro e por atrasos no campo devido às chuvas em Argentina e Brasil. O arroz foi exceção, com queda de 1,5%, reflexo da boa colheita no Hemisfério Norte e da demanda fraca de importação.

Entre os óleos vegetais, o índice caiu 2,6% e atingiu o menor nível em cinco meses, refletindo recuos de palma, canola e girassol, compensando a leve alta do óleo de soja, apoiado pelo uso crescente no biodiesel no Brasil. No grupo das carnes, a queda foi de 0,8%, influenciada pela desvalorização de suínos e aves, enquanto bovinos ficaram estáveis e ovinos subiram. Laticínios recuaram 3,1% e completaram cinco meses de queda. O açúcar apresentou o movimento mais intenso, com baixa de 5,9% em novembro e de 30% em relação ao ano anterior, marcando o menor patamar desde dezembro de 2020.

 





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