segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Projeto zera imposto de pão e farinha sem glúten


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) vai transformar em projeto de lei a sugestão — apresentada por meio do Portal e-Cidadania — de eliminar os tributos sobre farinhas, misturas e pães sem glúten. A decisão foi tomada em reunião nesta quarta-feira (27).

A sugestão (SUG 5/2025) altera a Lei Complementar 214, de 2025, para incluir esses produtos entre os que são beneficiados com alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A proposta teve origem em uma ideia legislativa que recebeu 20.730 manifestações individuais favoráveis no Portal e-Cidadania, com apoios em todas as unidades da federação.

A sugestão recebeu parecer favorável do senador Marcos do Val (Avante-ES), que foi lido nesta quarta-feira pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

De acordo com o parecer de Marcos do Val, o projeto de lei estabelecerá alíquota zero (de CBS e IBS) para as farinhas e as misturas sem glúten classificadas no código 1901.20.90 da NCM/SH e para os pães sem glúten dos códigos 1905.90.10 e 1905.90.90 da NCM/SH.

NCM/SH é a sigla que junta dois sistemas de classificação de mercadorias: Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (SH).

Em seu parecer, Marcos do Val ressalta que os alimentos sem glúten são essenciais para quem tem doença celíaca, sensibilidade ao glúten e outras restrições alimentares.

Ele argumenta que, para essa parcela da população, a alimentação sem glúten não é uma escolha de consumo, mas uma necessidade médica permanente ligada à preservação da saúde, da dignidade humana e da qualidade de vida.

O senador afirma que produtos sem glúten muitas vezes apresentam preços significativamente mais altos que os dos produtos tradicionais derivados do trigo, criando uma barreira econômica ao seu acesso — e prejudicando principalmente famílias de baixa renda. 

“Em consequência, agravam-se quadros clínicos, ampliam-se desigualdades sociais e eleva-se a demanda futura sobre o sistema público de saúde”, salienta ele. 

Marcos do Val cita dados da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), segundo os quais a doença celíaca atinge cerca de 1% da população mundial, o que corresponderia a aproximadamente 2 milhões de pessoas no Brasil.

 





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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem para 215 mil


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos somaram 215 mil na semana encerrada em sexta-feira (23), alta de 5 mil ante o dado revisado da semana anterior, segundo informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (28). O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam 213 mil solicitações. Já os pedidos continuados avançaram para 1,786 milhão na semana encerrada em sexta-feira (16).

O levantamento mostrou leve aumento no número de novos requerimentos em relação à leitura anterior, revisada de 209 mil para 210 mil. No caso dos pedidos continuados, que são divulgados com uma semana de defasagem, houve alta de 15 mil, para 1,786 milhão. Ainda assim, esse número ficou um pouco abaixo da estimativa de mercado, de 1,791 milhão.

Os pedidos de auxílio-desemprego são acompanhados por analistas porque ajudam a medir a resiliência do mercado de trabalho americano. Quando o indicador sobe de forma consistente, o mercado tende a revisar projeções para consumo, atividade econômica e juros nos Estados Unidos. Neste caso, a variação semanal foi limitada, mas o dado acima do esperado reforça o acompanhamento sobre os próximos indicadores de emprego.

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Para o agronegócio, o dado não tem efeito direto e imediato sobre produção ou comercialização, mas integra o conjunto de informações macroeconômicas que influencia o comportamento do dólar, dos juros americanos e das commodities negociadas globalmente. Isso é relevante para cadeias exportadoras brasileiras, como soja, milho, café, carnes e algodão, além de afetar decisões de hedge e formação de preços.

Não foram divulgados, no material informado, detalhes adicionais por estado ou setor de atividade. Também não há, neste conteúdo, indicação de impacto específico sobre segmentos do agro, o que limita conclusões mais amplas neste momento.

O mercado deve seguir acompanhando os próximos dados de emprego e inflação nos Estados Unidos para avaliar sinais sobre a política monetária do Federal Reserve. Para o setor agropecuário, o principal ponto de atenção permanece na possível repercussão desses indicadores sobre câmbio, apetite por risco e preços internacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Plataforma Ater+ Digital amplia conteúdos de fruticultura com uva e melão


Plataforma Ater+ Digital amplia conteúdos de fruticultura com uva e melão

A Plataforma Ater+ Digital passou a incluir conteúdos específicos sobre uva e melão, ampliando a área de fruticultura da ferramenta on-line. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (28) e reúne orientações técnicas, vídeos, cursos e publicações voltados aos serviços de assistência técnica e extensão rural. O material aborda desde o pré-plantio até a pós-colheita, beneficiamento, comercialização e mercados.

No caso do melão, a plataforma reúne informações sobre uma cultura que registra produção anual em torno de 817 mil toneladas no Brasil. Segundo os dados apresentados pela iniciativa, quase todo esse volume é cultivado em condições quentes e secas do Nordeste, com cerca de 60% concentrados no Rio Grande do Norte.

Para a uva, os conteúdos foram organizados em dois módulos: uva de mesa, destinada ao consumo in natura, e uva para processamento, voltada principalmente à produção de vinhos e sucos integrais. A divisão acompanha a diferença técnica entre os sistemas de produção e a destinação comercial da fruta.

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A produção brasileira de uva se concentra em polos com perfis distintos. A região Sul responde pelo maior volume e concentra a maior parte dos sucos e vinhos elaborados no país. Já o Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia, é destaque na uva de mesa e responde por cerca de 90% das exportações nacionais da fruta. O Sudeste participa com aproximadamente 10% da produção nacional, especialmente nesse mesmo segmento.

De acordo com as informações divulgadas, o Brasil produz cerca de 1,8 milhão de toneladas de uva de mesa por ano. No processamento, o volume resulta em aproximadamente 145 milhões de litros de vinho de mesa, 38 milhões de litros de vinhos finos e 78 milhões de litros de suco.

A Ater+ Digital é desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer).

A ampliação da plataforma adiciona conteúdo técnico para duas cadeias relevantes da fruticultura brasileira. Como o material cobre manejo, pós-colheita e mercado, a ferramenta tende a apoiar extensionistas e produtores na padronização de informações. O conteúdo disponível não detalha metas de adesão ou número de usuários atendidos até o momento.

Fonte: embrapa.br

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Operação amplia apuração sobre fraudes bilionárias no setor de combustíveis


Operação apura desvio de nafta e adulteração de combustíveis em quatro estados

A Receita Federal deflagrou nesta quinta-feira (28), em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo e outros órgãos, a Operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono Oculto. A ação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados e aprofunda investigações sobre sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis. Segundo os órgãos envolvidos, seis fintechs ligadas ao esquema movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

De acordo com a Receita Federal, a nova etapa mira um núcleo financeiro paralelo que atuava com distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento. As investigações indicam que essas fintechs operavam com estruturas opacas, incluindo “contas bolsão”, para centralizar e dispersar recursos, dificultando o rastreamento das transações e a identificação dos beneficiários finais.

Entre os dados apresentados pelos investigadores, uma das instituições teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie entre 2022 e 2024. Das seis fintechs apuradas, três entregaram a e-Financeira com cerca de R$ 8 bilhões em movimentações registradas de janeiro a dezembro de 2025. As outras três, segundo a Receita, serão autuadas por não entregar a obrigação acessória. Também foram identificadas transações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos com empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

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Em outra frente, a apuração alcança um esquema de adulteração de combustíveis com nafta petroquímica. Segundo os investigadores, empresas de fachada simulavam a compra do produto para uso industrial, mas a nafta era desviada para terminais de armazenamento e misturada a combustíveis automotivos. A estimativa é de R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados em dois anos.

A operação também identificou quatro fundos de investimento, duas administradoras de recursos e duas gestoras que, de acordo com a investigação, teriam sido usados para ocultação patrimonial. Os quatro fundos somam patrimônio estimado em R$ 205 milhões, com aumento superior a 200% em pouco mais de um ano.

Para o ambiente de negócios, a apuração tem efeito sobre a fiscalização do mercado de combustíveis, segmento relevante para o transporte de insumos, produção e escoamento agropecuário. Os órgãos envolvidos ainda não detalharam eventuais reflexos comerciais imediatos sobre distribuição e abastecimento.

A Receita Federal informou que as evidências obtidas nesta fase devem subsidiar a verificação da regularidade fiscal dos envolvidos e reforçar os controles regulatórios no sistema financeiro e no mercado de combustíveis. Sem divulgação oficial de desdobramentos operacionais além dos mandados e das investigações em curso, não há base técnica, até o momento, para projetar impactos adicionais sobre oferta ou preços.

Fonte: gov.br

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Mercado que deve injetar R$ 400 bilhões ao PIB brasileiro será destaque do Fiap 2026


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Foto: Mapa

Em cinco anos, entre 2030 e 2035, os biocombustíveis podem ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até R$ 403,2 bilhões, conforme estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O tema será debatido em painel no Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), em 18 de junho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O relatório da entidade, publicado no início de maio, mostra que o país tem o potencial de alcançar 64 bilhões de litros no período analisado, incluindo os etanóis de cana-de-açúcar, milho, o de segunda geração e o biodiesel.

De acordo com o vice-presidente da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), Arnaldo Jardim, que será o condutor do painel no Fiap, os números mostram que as propriedades rurais, além de produtoras de alimentos e matérias-primas para diversos setores são, também, fabricantes de energia.

“Biocombustíveis são rotas virtuosas que contribuem para a descarbonização e criam uma cadeia longa que agrega valor ao país. O agronegócio brasileiro é referência internacional neste tema e é justamente o que vou mostrar no Fiap 2026”, ressalta.

    Já de acordo com o pesquisador Cícero Lima, responsável pelo estudo da FGV, as fontes de bioenergia podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido. “Mais do que uma alternativa energética, os biocombustíveis se configuram como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma.

    O Fiap 2026 será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural (TV e YouTube) e já conta com palestrantes de China, Arábia Saudita, México, Indonésia, Chile e Argentina, além de representantes de outras nações ligadas ao comércio global de alimentos e energia. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento pela internet receberá um certificado digital de participação.

    Serviço

    Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
    Data: 18 de junho de 2026
    Horário: 9h (horário de Brasília)
    Local: Campo Grande (MS)
    Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural

    Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

    7h • Recepção

    8h • Abertura Oficial — Autoridades

    • Marcelo Bertoni — pres. Famasul
    • Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
    • Renato Costa — pres. Friboi
    • Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
    • Eduardo Riedel — governador MS

    Painel 1

    BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

    • Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

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    Painel 2

    DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

    RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

    • Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

    BRASIL NO MERCADO GLOBAL

    • Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

    MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

    • Camila Estevam — pesquisadora FGV

    O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

    • Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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    Painel 3

    O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

    • Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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    Painel 4

    A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

    • Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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    Painel 5

    A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

    • Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

    Painel 6

    ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

    • Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
    • Tereza Cristina — senadora

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    Painel 7

    A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

    • Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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    Painel 8

    BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

    • Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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    Painel 9

    ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

    • Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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    Painel 10

    O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

    • Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
    • Debate com embaixadores e adidos

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    Painel 11

    A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

    • Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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    Premiação Personagem Soja Brasil

    • Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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    Senado avança com projeto de renegociação de dívidas rurais


    Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

    A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial para quitação e alongamento de dívidas rurais. A proposta, que agora segue ao plenário em regime de urgência, mira produtores afetados por eventos climáticos adversos e por impactos econômicos ligados a conflitos geopolíticos. Entidades do setor defenderam tramitação rápida antes do início do Plano Safra 2026/27, em 1º de julho.

    O texto aprovado pode alcançar cerca de R$ 180 bilhões em débitos rurais, segundo estimativas apresentadas nas negociações. O relatório prevê prazo de 10 anos para pagamento, com 3 anos de carência, além de juros diferenciados conforme o perfil do produtor. Entre as fontes de recursos estão receitas do Fundo Social do Pré-Sal, superávits de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda e outras origens a serem definidas pelo Poder Executivo.

    Segundo o parecer aprovado, a renegociação inclui dívidas dentro e fora do sistema financeiro e também reserva percentuais mínimos de recursos para agricultores familiares, médios produtores e operações contratadas com recursos livres. Esse desenho busca ampliar o alcance da medida entre perfis distintos de tomadores de crédito rural.

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    Durante a discussão, representantes do setor destacaram o peso da proposta para o Rio Grande do Sul, Estado que acumulou perdas sucessivas por eventos climáticos nos últimos anos. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, afirmou que o projeto representa um avanço para a agricultura e defendeu celeridade na tramitação. Já o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho, disse que o relatório contempla passivos com condições mais amplas de enquadramento.

    Do ponto de vista operacional, a aprovação final antes da abertura do novo Plano Safra é tratada pelo setor como fator relevante para reorganizar passivos, reduzir restrições cadastrais e facilitar o acesso ao crédito da próxima temporada. Ainda assim, a implementação efetiva dependerá da votação no plenário e da regulamentação dos critérios de contratação.

    No estágio atual, o avanço da proposta no Senado sinaliza uma resposta legislativa à restrição financeira enfrentada no campo, mas o efeito prático para os produtores dependerá da aprovação final do texto e da definição das regras operacionais para adesão à renegociação.

    Fonte: Estadão Conteúdo

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    Mapas mostram concentração de cervejarias no Sul e no Sudeste


    Mapas mostram concentração de cervejarias no Sul e no Sudeste

    Mapas elaborados pela Embrapa Territorial para o Anuário da Cerveja 2026 mostram que as cervejarias brasileiras estão concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o material publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país tinha mais de 44 mil cervejarias registradas em 2025, distribuídas em 794 municípios. O levantamento também aponta a relação entre a localização das indústrias e áreas produtoras de cereais de inverno, como a cevada.

    De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, o mapa de calor indica elevada concentração de cervejarias no entorno das capitais do Sul e do Sudeste. Em Minas Gerais, porém, a maior presença de estabelecimentos aparece no Sul do estado, e não na região metropolitana de Belo Horizonte. O levantamento também destaca o Noroeste do Rio Grande do Sul e o Oeste de Santa Catarina, áreas ligadas ao cultivo de cereais de inverno.

    O anuário informa que São Paulo liderava o número de estabelecimentos registrados em 2025, com 452 unidades. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná. A capital paulista concentrava 61 cervejarias, o maior total entre os municípios. O documento também registra 25 cidades com dez ou mais cervejarias e densidade média nacional de uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina lidera esse indicador, com uma unidade para cada 32.625 habitantes.

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    Para o agro, o dado central está na matéria-prima. Segundo o pesquisador Aloisio Vilarinho, da Embrapa Trigo, o Brasil ainda não é autossuficiente em cevada cervejeira e precisaria ampliar a produção em quatro vezes para atender a demanda de 2,3 milhões de toneladas. Pela legislação brasileira, a cerveja deve ter ao menos 55% de malte de cevada na formulação.

    A Embrapa informa que trabalha há 50 anos no desenvolvimento de cultivares de cevada cervejeira. No Sul, o excesso de chuvas antes da colheita tem comprometido a qualidade do grão. Por isso, as pesquisas avançam tanto em materiais mais tolerantes a doenças e à germinação pré-colheita quanto em cultivares irrigadas adaptadas ao Cerrado.

    Os mapas reforçam a concentração industrial da cadeia cervejeira e indicam, do lado agrícola, espaço para expansão da produção de cevada no país. A viabilidade desse avanço depende de adaptação varietal, manejo e redução do risco climático, segundo as informações técnicas apresentadas pela Embrapa.

    Fonte: embrapa.br

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    PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura


    PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

    O índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, conhecido como PCE, subiu a uma taxa anualizada de 4,5% no primeiro trimestre de 2026, segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento de Comércio do país nesta quinta-feira (28). O resultado confirmou a leitura preliminar do indicador cheio. Já o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 4,4% no período, acima da estimativa anterior de 4,3%.

    O PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, para avaliar o comportamento dos preços e calibrar a política monetária. Por isso, a revisão do núcleo do índice costuma ser acompanhada de perto por agentes financeiros, exportadores e setores expostos ao câmbio e às commodities.

    Na atualização desta quinta-feira (28), o dado cheio permaneceu em 4,5% na taxa anualizada do primeiro trimestre. O núcleo, por sua vez, foi revisto para cima em 0,1 ponto percentual, passando de 4,3% para 4,4%. O movimento indica que a pressão inflacionária subjacente seguiu elevada no período, mesmo sem mudanças no indicador geral.

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    Em termos de mercado, números mais altos ou persistentes de inflação nos Estados Unidos tendem a reforçar a atenção sobre os próximos passos do Fed em relação aos juros. Esse acompanhamento é relevante para o agronegócio porque decisões sobre a taxa básica americana podem alterar o comportamento do dólar, o custo do crédito internacional e a precificação de ativos ligados a soja, milho, café, algodão e proteínas, entre outros produtos negociados globalmente.

    Com as informações disponíveis, o dado divulgado não traz detalhamento setorial adicional sobre quais componentes do consumo pressionaram mais o índice no trimestre. Também não há, no material informado, nova sinalização oficial do Fed sobre eventuais ajustes de juros após essa segunda leitura.

    A confirmação do PCE cheio em 4,5% e a revisão do núcleo para 4,4% mantêm a inflação americana no centro do monitoramento econômico. Para o setor agropecuário, o efeito prático dependerá da leitura do mercado sobre juros, câmbio e demanda global, fatores que ainda exigem acompanhamento das próximas divulgações e decisões do Fed.

    Fonte: Estadão Conteúdo

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    Rio Grande do Sul completa cinco anos com status de área livre de aftosa sem vacinação


    Rio Grande do Sul completa cinco anos com status de área livre de aftosa sem vacinação

    O Rio Grande do Sul completa, nesta quinta-feira (27), cinco anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. O certificado foi oficializado em 27 de maio de 2021, no início da 88ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O status sanitário é um dos principais referenciais para a defesa agropecuária e para a inserção da carne gaúcha no mercado internacional.

    Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o reconhecimento resultou de um processo técnico conduzido pelo Serviço Veterinário Oficial em articulação com entidades do setor e produtores rurais. A certificação retirou a necessidade de vacinação sistemática contra a febre aftosa, mas ampliou a exigência de vigilância, controle de trânsito animal e resposta rápida a eventuais suspeitas sanitárias.

    A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares, afirmou que a manutenção do status depende de monitoramento contínuo e da integração com a cadeia produtiva. De acordo com a secretaria, o trabalho nos últimos cinco anos concentrou esforços em ações permanentes de fiscalização, acompanhamento sanitário e fortalecimento do sistema de defesa agropecuária.

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    Do ponto de vista técnico, o reconhecimento internacional tem peso sobre a competitividade da pecuária porque atende a exigências sanitárias observadas por compradores externos e por mercados de maior valor agregado. Esse tipo de certificação também reforça a rastreabilidade e os protocolos exigidos na movimentação de animais e produtos de origem animal.

    O material divulgado não informa números atualizados de exportação, variação de preços ou mercados específicos abertos após 2021. Ainda assim, a manutenção do status sanitário é tratada pelo setor como uma condição estratégica para preservar a credibilidade da produção pecuária gaúcha.

    A continuidade desse reconhecimento internacional depende da execução regular das medidas de vigilância sanitária e da cooperação entre poder público e produtores. Sem esse monitoramento, não há base técnica para sustentar o status obtido junto à OMSA.

    Fonte: agricultura.rs.gov.br

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    Mercado do boi registra alta em São Paulo



    Pará mantém estabilidade no boi gordo



    Foto: Canva

    De acordo com a análise divulgada nesta quarta-feira (27) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo abriu o dia com valorização em São Paulo. A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” subiu R$ 2,00 por arroba na comparação diária, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis em relação à terça-feira (26).

    Segundo a análise da Scot Consultoria, a redução na oferta de bovinos para abate, combinada à manutenção da demanda pelos frigoríficos, contribuiu para o avanço das cotações no estado. O movimento também provocou encurtamento das escalas de abate, que estavam, em média, para oito dias.

    No Pará, o cenário foi de estabilidade nas praças pecuárias de Marabá e Redenção. De acordo com o levantamento, os preços de todas as categorias permaneceram inalterados diante do equilíbrio entre oferta de bovinos e demanda da indústria frigorífica.

    Já na praça pecuária de Paragominas, houve valorização das cotações. O boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba, enquanto o “boi China” avançou R$ 3,00 por arroba. Os preços da vaca e da novilha permaneceram sem alterações no comparativo diário.

    Na região Noroeste do Paraná, a cotação da vaca apresentou recuo de R$ 2,00 por arroba nesta quarta-feira (27). Os preços do boi gordo e da novilha ficaram estáveis, conforme informou a Scot Consultoria.

    Ainda segundo o informativo, a oferta de animais na região paranaense foi considerada confortável e suficiente para atender à demanda dos frigoríficos. As escalas de abate no Noroeste do Paraná estavam, em média, para 12 dias.

     





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