PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

O índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, conhecido como PCE, subiu a uma taxa anualizada de 4,5% no primeiro trimestre de 2026, segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento de Comércio do país nesta quinta-feira (28). O resultado confirmou a leitura preliminar do indicador cheio. Já o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 4,4% no período, acima da estimativa anterior de 4,3%.
O PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, para avaliar o comportamento dos preços e calibrar a política monetária. Por isso, a revisão do núcleo do índice costuma ser acompanhada de perto por agentes financeiros, exportadores e setores expostos ao câmbio e às commodities.
Na atualização desta quinta-feira (28), o dado cheio permaneceu em 4,5% na taxa anualizada do primeiro trimestre. O núcleo, por sua vez, foi revisto para cima em 0,1 ponto percentual, passando de 4,3% para 4,4%. O movimento indica que a pressão inflacionária subjacente seguiu elevada no período, mesmo sem mudanças no indicador geral.
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Em termos de mercado, números mais altos ou persistentes de inflação nos Estados Unidos tendem a reforçar a atenção sobre os próximos passos do Fed em relação aos juros. Esse acompanhamento é relevante para o agronegócio porque decisões sobre a taxa básica americana podem alterar o comportamento do dólar, o custo do crédito internacional e a precificação de ativos ligados a soja, milho, café, algodão e proteínas, entre outros produtos negociados globalmente.
Com as informações disponíveis, o dado divulgado não traz detalhamento setorial adicional sobre quais componentes do consumo pressionaram mais o índice no trimestre. Também não há, no material informado, nova sinalização oficial do Fed sobre eventuais ajustes de juros após essa segunda leitura.
A confirmação do PCE cheio em 4,5% e a revisão do núcleo para 4,4% mantêm a inflação americana no centro do monitoramento econômico. Para o setor agropecuário, o efeito prático dependerá da leitura do mercado sobre juros, câmbio e demanda global, fatores que ainda exigem acompanhamento das próximas divulgações e decisões do Fed.
Fonte: Estadão Conteúdo
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