Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem para 215 mil

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos somaram 215 mil na semana encerrada em sexta-feira (23), alta de 5 mil ante o dado revisado da semana anterior, segundo informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (28). O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam 213 mil solicitações. Já os pedidos continuados avançaram para 1,786 milhão na semana encerrada em sexta-feira (16).
O levantamento mostrou leve aumento no número de novos requerimentos em relação à leitura anterior, revisada de 209 mil para 210 mil. No caso dos pedidos continuados, que são divulgados com uma semana de defasagem, houve alta de 15 mil, para 1,786 milhão. Ainda assim, esse número ficou um pouco abaixo da estimativa de mercado, de 1,791 milhão.
Os pedidos de auxílio-desemprego são acompanhados por analistas porque ajudam a medir a resiliência do mercado de trabalho americano. Quando o indicador sobe de forma consistente, o mercado tende a revisar projeções para consumo, atividade econômica e juros nos Estados Unidos. Neste caso, a variação semanal foi limitada, mas o dado acima do esperado reforça o acompanhamento sobre os próximos indicadores de emprego.
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Para o agronegócio, o dado não tem efeito direto e imediato sobre produção ou comercialização, mas integra o conjunto de informações macroeconômicas que influencia o comportamento do dólar, dos juros americanos e das commodities negociadas globalmente. Isso é relevante para cadeias exportadoras brasileiras, como soja, milho, café, carnes e algodão, além de afetar decisões de hedge e formação de preços.
Não foram divulgados, no material informado, detalhes adicionais por estado ou setor de atividade. Também não há, neste conteúdo, indicação de impacto específico sobre segmentos do agro, o que limita conclusões mais amplas neste momento.
O mercado deve seguir acompanhando os próximos dados de emprego e inflação nos Estados Unidos para avaliar sinais sobre a política monetária do Federal Reserve. Para o setor agropecuário, o principal ponto de atenção permanece na possível repercussão desses indicadores sobre câmbio, apetite por risco e preços internacionais.
Fonte: Estadão Conteúdo
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