segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

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PEC da jornada avança e Abras pede contratação mais flexível


PEC da jornada avança e Abras pede contratação mais flexível

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou nesta quinta-feira (28) que apoia a adoção da escala 5×2, mas defendeu modelos mais flexíveis de contratação na discussão sobre o fim da jornada 6×1. A manifestação ocorreu após a Câmara dos Deputados aprovar, na quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal máxima de 44 horas para 40 horas, sem redução salarial. O texto seguirá agora para análise do Senado.

Segundo a Abras, a principal preocupação do setor é a adoção de uma regra única para atividades com dinâmicas operacionais distintas dentro da cadeia de abastecimento. Durante coletiva nesta quinta-feira (28), o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, afirmou que segmentos como leite, cortes de carne, indústria e varejo operam com rotinas diferentes e, por isso, exigem tratamento regulatório mais específico.

De acordo com Milan, a entidade é favorável ao modelo 5×2, mas considera necessário um formato de contratação “mais flexível, mais moderno e que amplie a inclusão”, sem reduzir a capacidade de geração de empregos no setor supermercadista. Ele informou ainda que o segmento tem mais de 300 mil vagas abertas no País.

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Entre as alternativas defendidas pela entidade está o regime horista, apontado como instrumento para ampliar a flexibilidade tanto para empresas quanto para trabalhadores. A Abras argumenta que decisões sem avaliação técnica e setorial podem afetar o funcionamento do abastecimento e, ao fim da cadeia, o consumidor.

A PEC aprovada pela Câmara prevê transição gradual de 14 meses após a promulgação. O texto também estabelece que uma lei complementar poderá criar medidas transitórias para reduzir efeitos sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, desde que os níveis de emprego sejam mantidos.

Até o momento, o conteúdo disponível não apresenta estimativas oficiais de custo para o varejo, para a indústria de alimentos ou para segmentos fornecedores do agro. Também não foram detalhados impactos numéricos sobre escalas de trabalho em cadeias específicas.

A tramitação no Senado deve concentrar a discussão sobre regras de transição e formatos de contratação. Para os elos ligados ao abastecimento de alimentos, o ponto central será a definição de mecanismos que conciliem a nova jornada com a operação contínua de indústrias, logística e varejo, tema que ainda depende de regulamentação complementar.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa e Conab discutem armazenagem, estoques públicos e preços mínimos


Mapa fixa preços para liberação de estoques públicos de arroz, milho, trigo e mandioca

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) alinharam, nesta quinta-feira (28), ações voltadas à armazenagem, formação de estoques públicos, acompanhamento da safra e instrumentos de apoio à comercialização. A reunião, realizada com o ministro André de Paula e a diretoria da estatal, também abordou preços mínimos, seguro rural, abastecimento alimentar e medidas preventivas diante de possíveis efeitos do El Niño em 2026.

Segundo o Mapa, a Conab apresentou dados sobre sua rede armazenadora federal. Atualmente, os armazéns da companhia têm capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas ocupadas. O tema foi tratado no contexto de modernização da infraestrutura e ampliação da capacidade operacional, ponto relevante para a gestão de estoques e para o fluxo de produtos agropecuários.

Durante o encontro, também avançaram as discussões sobre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), usada para assegurar remuneração mínima ao produtor em períodos de recuo das cotações de mercado. A definição dos preços mínimos para a safra de verão entrou na pauta junto com outros instrumentos de política agrícola, como o Seguro Rural e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

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Outro dado apresentado foi a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil para antecipação da compra de milho e formação de estoques reguladores preventivos. De acordo com as informações oficiais, a medida considera possíveis impactos do fenômeno El Niño em 2026 sobre oferta e abastecimento.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, afirmou que a Conab atua em subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços. Já o diretor-presidente da companhia, Sílvio Isoppo Porto, destacou a articulação com o Mapa e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) na construção das políticas do setor.

Na prática, a pauta reúne instrumentos que influenciam armazenagem, comercialização e gestão de oferta de alimentos. O alcance efetivo dessas medidas, porém, dependerá da execução orçamentária, da definição dos preços mínimos e do comportamento da safra ao longo de 2026.

Os temas debatidos indicam continuidade da atuação conjunta entre Mapa e Conab em abastecimento, apoio à comercialização e monitoramento da produção. Ainda não foram detalhados cronogramas adicionais para expansão da armazenagem federal nem novos volumes de estoques além dos já informados oficialmente.

Fonte: gov.br

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Câmara aprova projeto que atualiza regras do seguro rural


CNSeg vê avanço de projeto que muda marco legal do seguro rural

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza os marcos legais do seguro rural. A proposta estabelece que a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural terá caráter obrigatório, limitada ao valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual. O texto também prevê remanejamento de recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e volta agora ao Senado.

A proposta foi aprovada em votação simbólica e mantém a rubrica orçamentária do seguro rural vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo o texto discutido na Câmara, houve ajuste em relação à versão inicial para evitar a transferência do orçamento para as Operações Oficiais de Crédito, sob supervisão do Ministério da Fazenda.

O parecer do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) também incluiu o Proagro como fonte de recursos para a subvenção ao seguro rural. Na prática, o projeto busca dar previsibilidade ao apoio público ao prêmio pago pelo produtor e ampliar os instrumentos de cobertura de risco no campo.

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Outro ponto do texto é a integração do contrato de seguro rural ao conjunto de garantias das operações de crédito rural. O projeto ainda prevê que operações amparadas por seguro poderão ter condições favorecidas, como juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito, inclusive em prorrogações e renegociações.

A proposta determina ainda que o governo federal crie bancos públicos de dados sobre operações de seguro rural e estabeleça condições para incentivar a contratação do instrumento. O produtor que quiser acessar a subvenção deverá fornecer dados da atividade agropecuária.

O projeto também amplia o escopo do fundo de cobertura suplementar dos riscos do seguro rural. A União poderá participar como cotista com moeda, títulos públicos, ações, imóveis e outros ativos. O fundo poderá usar resseguro, cessão de riscos e Letra de Risco de Seguros, além de observar critérios do zoneamento de riscos agropecuários.

Como o texto ainda retorna ao Senado, as regras não entram em vigor imediatamente. A tramitação nas próximas semanas será acompanhada pelo setor, que busca a sanção da proposta antes do início do Plano Safra 2026/27, segundo a articulação informada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Operação Carbono Oculto mira fintechs e empresas ligadas a esquema no mercado de combustíveis


Operação Carbono Oculto mira fintechs e empresas ligadas a esquema no mercado de combustíveis

A segunda fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (28) em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Segundo o Ministério Público e a Receita Federal, a apuração investiga uma estrutura financeira ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis, com suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração de produtos. Os investigadores apontam movimentação de ao menos R$ 26 bilhões desde 2022.

Ao todo, a operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas. Entre os alvos estão endereços na Avenida Brigadeiro Faria Lima e em outras áreas empresariais de São Paulo, além de imóveis e empresas em Barueri, São José do Rio Preto, Santos, Arujá, Atibaia, Cascavel, Paranavaí, Iguatemi, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

De acordo com a investigação, seis fintechs passaram a ser alvo central da apuração após a primeira fase da operação, realizada em agosto de 2025. Segundo a Promotoria, essas empresas eram usadas em compensações financeiras entre distribuidoras e postos de combustíveis, transferências entre empresas e fundos de investimento e pagamento de despesas atribuídas aos operadores do esquema.

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As apurações indicam que as seis instituições investigadas movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Em um dos casos, uma empresa teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie entre 2022 e 2024, prática apontada pelos investigadores como incomum para instituições de pagamento.

A Receita Federal informou ainda que, até 2025, instituições de pagamento não eram obrigadas a entregar a e-Financeira, declaração periódica com dados de movimentações de clientes. Após o avanço da operação, mais de 450 instituições passaram a enviar essas informações desde agosto de 2025. Segundo os investigadores, três das fintechs alvo declararam cerca de R$ 8 bilhões em movimentações entre janeiro e dezembro de 2025, enquanto outras três serão autuadas por não apresentar a documentação obrigatória.

A investigação tem reflexo sobre o setor de combustíveis porque envolve suspeitas de adulteração, evasão tributária e distorções concorrenciais em uma cadeia que influencia transporte, distribuição e custos operacionais. Para o agro, o comportamento desse mercado afeta especialmente frete, abastecimento e despesas com diesel e derivados. A reportagem do Estadão informou que procurou os grupos citados e que o espaço segue aberto para manifestação.

O desdobramento da operação depende da análise do material apreendido e da evolução das autuações fiscais e financeiras. Até o momento, os órgãos responsáveis não divulgaram estimativas oficiais sobre eventual impacto no abastecimento ou nos preços dos combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petrobras reajusta gasolina em R$ 0,48 por litro nas refinarias


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às refinarias, após 122 dias sem mudança. Segundo a estatal, a adesão ao programa de subvenção econômica reduz esse efeito em R$ 0,44 por litro, levando a um aumento residual de R$ 0,04 por litro para as distribuidoras. Com isso, o preço médio da gasolina A passa de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

Em nota, a Petrobras informou que a subvenção mitiga o impacto do reajuste ao longo da cadeia. Para o consumidor final, a companhia calcula que sua parcela no preço da gasolina C subirá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A gasolina C comercializada nos postos é formada pela mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Pela conta apresentada pela estatal, o aumento residual no preço final pode chegar a no máximo R$ 0,03 por litro na bomba.

A empresa também afirmou que o novo valor ainda fica 27,6% abaixo do preço praticado em 31 de dezembro de 2022. Outro ponto destacado foi a diferença entre os preços domésticos e a referência internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da Petrobras no fechamento de quarta-feira (27) era de 55%, o que, de acordo com a entidade, indicava espaço para uma alta de R$ 1,37 por litro.

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Para o setor agropecuário, a atualização dos preços dos combustíveis é acompanhada por seu efeito sobre fretes, transporte de insumos, deslocamento da produção e custos operacionais em regiões dependentes de logística rodoviária. O repasse efetivo, porém, depende da política comercial de distribuidoras e postos, além da dinâmica regional de concorrência e tributação.

No curto prazo, o dado confirmado é a elevação residual de R$ 0,04 por litro para as distribuidoras e de até R$ 0,03 por litro na gasolina C, segundo a Petrobras. O efeito final sobre custos logísticos e preços ao consumidor ainda dependerá do repasse ao longo da cadeia, informação que não foi detalhada pela companhia no anúncio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Extensão Rural completa 70 anos de atuação no Paraná


Extensão Rural completa 70 anos de atuação no Paraná

Os 70 anos da Extensão Rural no Paraná foram celebrados nesta quarta-feira (27), na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Curitiba. A solenidade reuniu servidores e autoridades para marcar a trajetória do serviço de assistência técnica no estado, associado ao fortalecimento da agricultura, à organização das propriedades e à chegada de políticas públicas aos municípios. Atualmente, a estrutura é composta por 1.570 servidores.

Durante o evento, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, afirmou que a extensão rural participou de etapas centrais do desenvolvimento agropecuário paranaense ao longo de sete décadas. Segundo ele, o trabalho esteve ligado à conservação de solos, ao apoio às famílias rurais, ao incentivo ao cooperativismo e à orientação técnica nas propriedades.

Souza também citou desafios atuais para o setor, como a necessidade de sistemas de produção mais resilientes a eventos climáticos extremos, a inclusão de pequenos produtores na agricultura digital e o avanço da conectividade e da inteligência artificial no campo. De acordo com o dirigente, a assistência técnica segue vinculada a temas como sucessão familiar, agroindústria, diversificação de renda, pecuária moderna e segurança hídrica.

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A cerimônia relembrou ainda o início da atividade no estado. Rubens de Moura Rezende foi citado como o primeiro extensionista contratado no Paraná, em 1956. O ex-servidor Hans Henning Gunther recordou que, nos primeiros anos, cerca de 85% dos agricultores paranaenses eram pequenos produtores, com baixa incorporação tecnológica e produção voltada à subsistência.

O presidente-executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a contribuição da extensão rural para a organização dos agricultores e para o cooperativismo. Também foram mencionadas parcerias institucionais com órgãos estaduais e entidades do setor, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep) e o Sistema Ocepar.

A celebração reforçou o papel da assistência técnica como instrumento de difusão de tecnologia, organização produtiva e conexão entre políticas públicas e produtores rurais. O conteúdo apresentado no evento não trouxe balanço consolidado de resultados econômicos ou produtivos da série histórica, mas indicou que temas como clima, digitalização e permanência dos jovens no campo tendem a concentrar parte das ações futuras da extensão rural no estado.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Petrobras ajusta gasolina A em R$ 0,48 por litro e subvenção limita repasse


Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina

A Petrobras informou nesta quinta-feira (28) que vai reajustar em R$ 0,48 por litro o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (29). Ao mesmo tempo, a companhia aplicará desconto de R$ 0,44 por litro no âmbito da subvenção econômica prevista na Medida Provisória nº 1.358, de 13 de maio de 2026, no Decreto nº 12.984 e na Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.496, de domingo (25). Com isso, o preço médio da gasolina A às distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

Segundo a Petrobras, o efeito líquido do ajuste para as distribuidoras será de alta residual de R$ 0,04 por litro, já considerados os tributos federais PIS, Cofins e Cide incidentes sobre o preço de venda praticado por produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.

No mercado ao consumidor, a companhia informou que a parcela da Petrobras no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A estatal estima, portanto, aumento residual de até R$ 0,03 por litro nas bombas. A gasolina C comercializada nos postos é formada pela mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro.

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Esse ponto mantém relação direta com a cadeia de biocombustíveis, já que o etanol anidro segue compondo parte obrigatória do combustível vendido ao consumidor. Para o setor agropecuário, o comportamento dos combustíveis é acompanhado por seus efeitos sobre fretes, deslocamento de equipes, distribuição de insumos e custos operacionais fora da porteira, embora o comunicado divulgado não traga estimativas específicas para essas frentes.

A Petrobras também informou que o novo valor praticado fica 27,6% abaixo do preço registrado em 31 de dezembro de 2022, considerando a parcela da empresa na composição do litro da gasolina C. A companhia afirmou ainda que mantém em seu site informações sobre a formação de preços dos combustíveis.

O efeito prático do anúncio dependerá do repasse ao longo da cadeia de distribuição e revenda. Como o comunicado oficial trata apenas da gasolina e da subvenção federal aplicada neste ajuste, ainda não há, no material divulgado, detalhamento adicional sobre impactos regionais ou sobre outros combustíveis relevantes para a operação agropecuária.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Miguel Daúde analisa PEC do fim da escala 6×1 e seus impactos


O analista Miguel Daúde comentou sobre a PEC que propõe o fim da escala 6×1, destacando a expectativa de aprovação na Câmara dos Deputados. A proposta, que visa alterar a jornada de trabalho no agronegócio, gerou discussões acaloradas entre parlamentares e representantes do setor.

Expectativa de aprovação

Daúde ressaltou que a aprovação da PEC é quase certa, com a comissão já tendo registrado 38 votos a favor e apenas 4 contra. Ele acredita que a votação no plenário também será favorável, refletindo a pressão eleitoral sobre os parlamentares.

Desafios da nova escala

O analista apontou que a mudança para a escala 5×2 pode trazer desafios significativos para o agronegócio, incluindo:

  • Adaptação dos ciclos biológicos de animais e vegetação.
  • Implicações na entrega de produtos perecíveis.
  • Aumento dos custos operacionais.

Consequências para o setor produtivo

Daúde alertou que a implementação da nova escala sem critérios adequados pode resultar em injustiças e irregularidades no trabalho. Ele enfatizou a necessidade de um debate mais profundo entre os setores envolvidos para garantir uma transição adequada e evitar impactos negativos na produção de alimentos.

Considerações finais

O analista concluiu que, embora a intenção de melhorar as condições de trabalho seja válida, é crucial que a legislação permita uma adaptação que não comprometa a eficiência do agronegócio e a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor.

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AgroNewsPolítica & Agro

Vazio sanitário da soja começa em junho no Mato Grosso


O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso informou que o calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 foi mantido sem alterações após a publicação de uma nova instrução normativa conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso. Com isso, o vazio sanitário seguirá entre 8 de junho e 6 de setembro de 2026, enquanto o plantio da soja estará autorizado de 7 de setembro de 2026 até 7 de janeiro de 2027.

A atualização da normativa oficializa medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no estado, mas preserva as datas já previstas anteriormente na Instrução Normativa nº 002/2025. O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso orienta os produtores rurais a observarem os prazos e as exigências estabelecidas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

Durante o período do vazio sanitário, permanece proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais com possibilidade de germinação espontânea. A medida é considerada uma das principais estratégias para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra.

Entre as obrigações previstas está a eliminação das chamadas plantas “guaxas” ou voluntárias, que germinam espontaneamente após a colheita. O controle dessas plantas deve ocorrer dentro do período do vazio sanitário para evitar que funcionem como ponte verde para a manutenção da doença no campo.

A normativa também prevê o monitoramento contínuo das lavouras para identificação da ferrugem asiática. Em caso de detecção da doença, o produtor deverá realizar o controle imediato. As regras ainda abrangem o transporte de grãos e sementes de soja, determinando que as cargas sejam acondicionadas de forma adequada para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja. O vazio sanitário e o cumprimento das medidas fitossanitárias são apontados pelo setor como fundamentais para reduzir a sobrevivência do fungo, diminuir a pressão da doença nas lavouras e preservar a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.

O monitoramento constante das áreas cultivadas também continua sendo uma exigência prevista na normativa estadual. Em caso de identificação da ferrugem asiática, o produtor deverá executar medidas imediatas de controle para evitar a disseminação da doença.

As regras também abrangem o transporte de grãos e sementes de soja, estabelecendo que as cargas sejam acondicionadas corretamente para impedir derramamentos ao longo de rodovias e vias públicas do estado.

A ferrugem asiática segue como uma das principais preocupações fitossanitárias da cadeia produtiva da soja no estado. O cumprimento do vazio sanitário e das demais medidas previstas é considerado essencial para reduzir a pressão da doença entre as safras e contribuir para a sustentabilidade da produção agrícola mato-grossense.





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Juro médio do crédito livre sobe para 49,5% em abril, informa Banco Central


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 48,3% em março para 49,5% em abril, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (28). Na comparação com abril de 2025, quando estava em 45,0%, o indicador também avançou. O movimento veio acompanhado de alta no spread bancário e no custo efetivo do crédito pago por famílias e empresas.

De acordo com o Banco Central, o juro médio do crédito livre para pessoas físicas passou de 61,5% para 63,0% entre março e abril. Para empresas, a taxa subiu de 24,8% para 25,3% no mesmo período. No crédito total, que inclui operações livres e direcionadas com recursos da poupança e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a taxa média foi de 33,2% para 33,8%.

Entre as modalidades, a taxa do cheque especial avançou de 138,9% para 141,1%. No crédito pessoal total, o juro saiu de 54,8% para 57,1%. Já o crédito para aquisição de veículos permaneceu em 26,6%.

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O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mede os juros efetivamente pagos no estoque das operações em andamento, subiu de 24,1% para 24,3%. O spread médio nas operações de crédito livre passou de 34,6 pontos porcentuais para 35,9 pontos. No segmento de pessoa física, foi de 47,5 para 49,2 pontos. Nas empresas, subiu de 11,6 para 12,3 pontos.

O Banco Central também informou que o endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional ficou em 49,8% em março, após 49,9% em fevereiro. O comprometimento de renda caiu de 29,6% para 29,3%.

Embora os dados não tragam recorte para o crédito rural, a elevação dos juros livres é um sinal relevante para cadeias produtivas que recorrem a capital de giro, antecipação de recebíveis e financiamento bancário fora das linhas direcionadas.

Os números indicam encarecimento do crédito bancário no curto prazo. Sem detalhamento setorial do Banco Central, não é possível medir neste levantamento o efeito específico sobre o agro, mas a alta do custo financeiro tende a seguir no radar de empresas e produtores que utilizam linhas livres para reforço de caixa e operações correntes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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