segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

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Dirigente do Fed diz que chance de alta de juros nos EUA é maior do que zero


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou nesta quinta-feira (28) que a possibilidade de o banco central dos Estados Unidos voltar a elevar os juros “é maior do que zero”. A declaração foi dada em entrevista à Bloomberg TV, em um contexto de inflação acima da meta, economia resiliente e aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.

Segundo Musalem, o viés de flexibilização monetária já não está mais alinhado aos riscos atuais da economia norte-americana. Ele afirmou que a política monetária dos Estados Unidos parece estar “em ou abaixo” da taxa neutra de longo prazo, avaliação que sustenta uma postura mais cautelosa por parte do Federal Reserve (Fed).

O dirigente também disse que a inflação segue acima da meta do Fed há algum tempo, o que exige vigilância adicional. Na avaliação dele, o mercado de renda fixa vem precificando uma economia ainda firme e expectativas mais elevadas para os juros neutros. Musalem estimou que cerca de três quartos da alta recente nos rendimentos dos Treasuries decorrem da elevação da taxa neutra esperada, enquanto o restante reflete aumento do prêmio de prazo.

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As declarações ocorreram em meio ao acompanhamento dos efeitos das tensões no Oriente Médio e das negociações entre Estados Unidos e Irã. O mercado também reagiu à informação, divulgada pela Axios, de que os dois países chegaram a um acordo preliminar para um memorando de entendimento de 60 dias, ainda sem aprovação final do presidente Donald Trump.

Musalem comentou ainda que reduzir a demanda dos bancos por reservas seria uma alternativa mais gradual para enxugar o balanço do Fed do que cortar diretamente a oferta de liquidez. Segundo ele, um balanço robusto também pode trazer benefícios para a estabilidade financeira.

Para o agronegócio, a sinalização de juros mais altos ou mantidos em nível elevado nos Estados Unidos é relevante porque tende a influenciar o dólar, o custo global do crédito e o comportamento dos investidores em ativos ligados a commodities. O efeito final sobre exportações e preços dependerá da reação do câmbio, da demanda internacional e das próximas decisões do Fed.

No curto prazo, o mercado deve continuar acompanhando os próximos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos para medir se a autoridade monetária manterá os juros no nível atual ou voltará a discutir alta. Sem nova sinalização formal do Fed além das declarações de Musalem, não há base técnica para definir o momento de uma eventual mudança.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Oposição no Senado defende adiar PEC do fim da escala 6×1


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu nesta quinta-feira (28) o adiamento da discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 para depois das eleições. A proposta foi aprovada pela Câmara na véspera e agora segue para análise dos senadores. Segundo o parlamentar, o tema deve ser debatido, mas com avaliação dos efeitos sobre produtividade, custos e adaptação das empresas.

Ao comentar a tramitação da PEC, Marinho afirmou que mudanças na legislação do trabalho exigem discussão técnica e não devem ser conduzidas sob influência do calendário eleitoral. Ele disse que, no Senado, a oposição buscará aprofundar o debate sobre os efeitos da medida.

O senador também afirmou que, se houver redução de jornada com manutenção de salário, será necessário discutir mecanismos de compensação para as empresas. Entre as alternativas citadas por ele estão a redução da carga tributária e a desoneração da folha de pagamento, com o argumento de evitar repasse de custos.

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Marinho criticou ainda o fato de a proposta tratar, ao mesmo tempo, de escala e jornada de trabalho. Segundo ele, a discussão envolve mais do que o período de transição de 14 meses apontado por representantes do setor produtivo. O senador citou inflação, adequação operacional das empresas e a diversidade do mercado de trabalho brasileiro como pontos a serem considerados.

Como alternativa, a oposição pretende defender a PEC 12/2026, protocolada nesta quinta-feira (28) e encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. De acordo com Marinho, o texto propõe maior flexibilidade na jornada, livre negociação e possibilidade de remuneração por hora trabalhada.

Para o setor agropecuário e a agroindústria, a discussão é acompanhada com atenção porque mudanças nas regras de jornada e folha podem afetar custos operacionais, contratação de mão de obra e organização de turnos em atividades com demanda contínua. O conteúdo integral da PEC aprovada pela Câmara e os detalhes operacionais de eventual aplicação ao conjunto dos setores não foram informados no material disponibilizado.

A tramitação no Senado deve definir se o debate avançará ainda neste semestre ou ficará para depois das eleições. Até que haja texto consolidado e análise das regras de transição e compensação, não há base suficiente para projetar o alcance efetivo da mudança sobre os diferentes segmentos produtivos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Escala 6×1: aprovação na Câmara foi tranquila, mas batalha política agora muda de cenário


Alckmin diz que revisão da escala 6x1 é tendência ligada à modernização do trabalho

A escala 6×1 se tornou definitivamente o principal tema do momento no Congresso Nacional. A proposta avançou na Câmara dos Deputados com relativa tranquilidade, mesmo exigindo quebra de interstício e mudanças nas regras de tramitação para acelerar a votação tanto na comissão especial quanto no plenário.

O tema era estratégico para o governo federal e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também tinha peso político importante para o presidente da Câmara, Hugo Motta, especialmente dentro de um ambiente pré-eleitoral.

O texto original sofreu mudanças importantes ao longo da tramitação. A proposta inicial previa uma jornada semanal de 36 horas, mas o texto aprovado passou a estabelecer 40 horas semanais, com uma regra de transição. Nos primeiros dois meses, a carga cai de 44 para 42 horas. Depois, ao longo de 12 meses, ocorre a redução de 42 para 40 horas.

O texto também criou exceções. Micro e pequenas empresas, além de empresas enquadradas no Simples Nacional, terão tratamento diferenciado. Alguns setores específicos, especialmente áreas ligadas à saúde e serviços, também deverão passar por novas discussões no Senado.

Outro ponto incluído no texto foi uma trava relacionada à pejotização. Funcionários com remuneração acima de duas vezes e meia o teto da Previdência, algo em torno de R$ 21 mil, talvez não estejam sujeitos às novas regras.

Agora o projeto chega ao Senado, onde o ambiente político é diferente e tende a exigir negociações mais complexas. Existe hoje uma disputa importante envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o governo federal.

A próxima etapa passa diretamente pela escolha da relatoria. Um dos nomes mais cotados é o senador Laércio Oliveira, do PP de Sergipe. Ele possui forte ligação com o varejo e tende a ouvir o empresariado de forma mais próxima, o que faz com que seu nome seja bem recebido dentro desse ambiente no Senado.

Mas a maior dificuldade da tramitação talvez esteja na própria relação entre Lula e Alcolumbre, que já vem desgastada após a rejeição do nome do ministro Messias ao STF. Os dois lados ainda precisarão reconstruir pontes para que esse tema avance.

Nos bastidores de Brasília, a movimentação empresarial aumentou muito nos últimos dias. Representantes da Fiesp estiveram em peso no Congresso conversando com senadores e defendendo mudanças no texto.

O principal pedido do setor produtivo é que o prazo de transição seja ampliado e que novas exceções sejam negociadas para determinados segmentos econômicos.

Por isso, a tendência é de que as próximas semanas sejam marcadas por intensas discussões. Já existe inclusive um pedido de audiência e debate para o dia 24 de junho, o que pode alongar ainda mais a tramitação antes de uma eventual aprovação definitiva da proposta.

*Silvia Fagnani é advogada, sócia-diretora da Allia Diplomacia Corporativa


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Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados


Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Curitiba (PR), um evento para apresentar a contratação integral dos projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Paraná referentes à chamada de 2025. Segundo a estatal, o volume contratado soma R$ 62 milhões, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para a compra de cerca de 6,5 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar.

O encontro ocorrerá às 15h no Auditório do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A agenda será promovida pela Conab em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o MDS.

De acordo com a companhia, os recursos serão aplicados nas modalidades Compra Institucional, Compra Direta e Compra com Doação Simultânea. O objetivo é adquirir alimentos da agricultura familiar paranaense e destiná-los ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, dentro das ações de segurança alimentar e nutricional.

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Além da apresentação dos números do PAA, a programação prevê a assinatura de Termos de Pactuação da Agricultura Familiar para o fornecimento de mais de 221 toneladas de alimentos a cozinhas solidárias. O valor informado para essa etapa é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, com participação de duas organizações.

A Conab também anunciou a distribuição de sementes crioulas para povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares, além da entrega simbólica de cestas de alimentos e da doação de equipamentos de informática a cinco cozinhas solidárias e a uma entidade produtiva vinculada ao programa no estado.

Para o setor agropecuário, o PAA funciona como instrumento de comercialização para a agricultura familiar, ao criar demanda pública para produtos agroalimentares. No material divulgado, a Conab não detalhou quantos produtores serão atendidos diretamente nem a divisão dos recursos por modalidade ou região do Paraná.

A programação deve servir para detalhar a execução dos contratos e o alcance das ações no estado. Informações adicionais sobre cronograma de entrega, público beneficiado e distribuição regional dos recursos ainda dependem de atualização oficial durante o evento.

Fonte: gov.br

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Semeadura da canola avança no Rio Grande do Sul com expectativa de expansão de área


Semeadura da canola avança no Rio Grande do Sul com expectativa de expansão de área

A semeadura da canola segue em andamento em todas as regiões produtoras do Rio Grande do Sul e se aproxima da conclusão em parte das áreas, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (28). O avanço foi favorecido pelo tempo seco e pela boa trafegabilidade nas lavouras. Ao mesmo tempo, a persistência de baixa umidade no solo desacelerou a implantação em parte das áreas e condicionou a emergência das plantas.

A Emater/RS-Ascar informa que as lavouras já estabelecidas estão em desenvolvimento vegetativo inicial e que a cultura apresenta tendência de grande expansão de área em 2026, impulsionada por alternativas economicamente mais atrativas e pela diversificação dos sistemas de produção de inverno. A área total ainda está em levantamento.

Na safra de 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 174.394 hectares de canola, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare e produção total de 285.481 toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Fronteira Oeste, as maiores projeções de cultivo estão em Maçambará, com 12.268 hectares, e São Borja, com 10.000 hectares. Na região de Soledade, a área projetada é de cerca de 9.000 hectares. Na Campanha, há previsão de cultivo apenas em Lavras do Sul.

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A baixa umidade após uma longa sequência de dias sem chuva fez com que parte das áreas ainda não fosse implantada dentro da melhor janela de semeadura, encerrada no último dia 20. Em Santa Rosa, a maior parte das áreas já foi semeada e apresenta emergência considerada razoável, mas a distribuição irregular das precipitações resultou em desuniformidade no estabelecimento, sobretudo em solos com menor retenção de água.

Segundo a Emater/RS-Ascar, essa condição pode provocar diferenças no desenvolvimento e na maturação das plantas, com reflexos sobre a qualidade dos grãos e aumento das perdas na colheita mecanizada. No conjunto das culturas de inverno, o estado também registra início da semeadura do trigo, avanço da aveia-branca e perspectiva de redução de área na cevada.

O quadro da canola no estado dependerá das próximas precipitações para consolidar o estande das lavouras e reduzir a desuniformidade inicial. Como a área total de 2026 ainda está em levantamento, a dimensão final da expansão de cultivo no Rio Grande do Sul permanece em apuração pela Emater/RS-Ascar.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Frente fria leva frio e chuva à Bahia e ao Nordeste


De acordo com informações do Meteored, uma nova massa de ar frio deve avançar pelo Brasil nos próximos dias e alcançar parte da região Nordeste, provocando queda nas temperaturas principalmente na Bahia. O sistema também deve trazer temperaturas mais amenas para estados como Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

Segundo a análise meteorológica, um ciclone está em formação sobre o Oceano Atlântico, próximo à costa brasileira. O fenômeno deve impulsionar uma frente fria pelo país, favorecendo a ocorrência de chuvas e a chegada de ar frio até o Nordeste.

Na quinta-feira (28), a frente fria deve provocar chuvas fracas a moderadas no sul da Bahia e seguirá avançando em direção ao norte do estado. Já no fim da sexta-feira (29), o sistema deve alcançar a região de Salvador, mantendo as precipitações ao longo do sábado (30) e avançando também sobre Sergipe. A expectativa é de que o sistema perca força até o fim do domingo (31).

De acordo com o Meteored, a chuva deve atingir o litoral e o leste da Bahia, além de áreas de Sergipe. Na região de Salvador, os acumulados podem chegar a 75 milímetros, elevando o risco de alagamentos, pequenos deslizamentos de terra e outros transtornos associados às tempestades.

Após a passagem da frente fria, a massa de ar frio deve avançar sobre a Bahia ainda na sexta-feira (29), provocando queda gradual das temperaturas ao longo do sábado (30). Sergipe, Alagoas e Pernambuco também devem registrar redução nas temperaturas nos próximos dias.

A previsão não indica frio extremo, mas a expectativa é de redução de até 5°C, principalmente nas temperaturas máximas. O efeito deve ser mais perceptível durante as tardes, sobretudo no sul da Bahia, em municípios como Teixeira de Freitas, Itamaraju e áreas próximas de Porto Seguro.

No domingo (31), a chegada mais intensa do ar frio deve provocar queda também nas temperaturas mínimas. Em diversas áreas da Bahia, os termômetros podem marcar cerca de 15°C durante a madrugada e a manhã. Em municípios isolados, as mínimas podem chegar a 12°C, valores abaixo do padrão habitual da região.

Ainda conforme o Meteored, o avanço dessa massa de ar frio deve fazer com que o mês de maio termine com temperaturas mais baixas até mesmo em áreas do Nordeste. Antes disso, o sistema também deve derrubar as temperaturas nas regiões Sul e Sudeste, onde há possibilidade de registros abaixo de 10°C e ocorrência pontual de geadas.

A análise meteorológica também destaca a proximidade do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho. No entanto, a consolidação de um fenômeno El Niño no Pacífico Equatorial pode favorecer temperaturas acima da média no Brasil durante a próxima estação. Com isso, não está descartada a possibilidade de o outono registrar episódios de frio mais intensos do que o inverno em 2026.





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‘A gente não dorme mais’: produtores do RS temem que renegociação de dívidas não seja aprovada pelo Senado


Produtores rurais do Rio Grande do Sul acompanham com cautela e desânimo a tramitação do PL 5122, projeto que prevê a renegociação das dívidas acumuladas após sucessivas perdas provocadas pelo clima no estado. O setor teme que, sem a aprovação da proposta no Senado, a próxima safra seja fortemente impactada pela falta de acesso ao crédito rural.

O Rio Grande do Sul enfrenta problemas climáticos recorrentes há pelo menos seis safras consecutivas. Nesse período, produtores realizaram protestos, tratoraços em diferentes regiões do estado e até manifestações durante a Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras do agronegócio do país, em busca de uma solução para o endividamento no campo.

Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o volume de dívidas consideradas “estressadas”, aquelas com baixa capacidade de pagamento sem medidas emergenciais, já ultrapassa R$ 90 bilhões.

Apesar da expectativa em torno do PL 5122, produtores afirmam que as alterações feitas no texto durante a tramitação reduziram o alcance da proposta e dificultaram o acesso à renegociação.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Rio Grande do Sul deixou de colher quase 49 milhões de toneladas de grãos nos últimos cinco ciclos produtivos em razão dos problemas climáticos. O impacto também provocou perda de competitividade do estado no cenário nacional.

O Rio Grande do Sul, que já ocupou a posição de vice-líder nacional na produção de soja, caiu para o quarto lugar. Para a próxima safra, a expectativa é de redução de até 30% na área plantada de trigo devido à dificuldade de acesso ao crédito.

“Juros abusivos até hoje, custos elevadíssimos agora na lavoura, muitos já venderam maquinários, venderam patrimônios para tentar manter o seu nome limpo e continuar na atividade. Agora nós precisamos de ajuda, precisamos da PL 512 para conseguir um fôlego para nos levantar novamente”, afirma Daniel Grotto, produtor rural de Tapera (RS).

A expectativa dos agricultores é que o projeto permita alongar prazos e reduzir os custos financeiros das dívidas acumuladas nos últimos anos.

“A PL vem para nos auxiliar e continuar o nosso trabalho. Assim a gente vai poder quitar essas dívidas antigas e vamos ter prazo, tempo e juros adequados pra gente poder fazer novamente o pagamento dessas parcelas, com uma carência. Porque faz seis anos aí que a gente não tem produto, a gente não consegue ter produção”, diz Luciane de Lima, produtora rural de Nicolau Vergueiro (RS).

Além das perdas produtivas, produtores relatam impactos emocionais provocados pelo endividamento crescente e pela pressão financeira.

“Então a gente vem com extrema dificuldade, a gente já não dorme mais, usa remédio para conseguir manter a ansiedade. É todo dia cobrança e cobrança. Os bancos não tão nem aí com juros abusivos. A gente pegou até assessoria jurídica para fazer cálculos. Teve juros de 35% em cima das contas que a gente tinha aberto no banco com essas CPRs abusivas”, relata Adelir Glienke, produtor rural de Victor Graeff (RS).

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Temporais devem atingir o interior do Rio Grande do Sul nos próximos dias


Nos próximos dias, o interior do Rio Grande do Sul deve enfrentar temporais, conforme previsão meteorológica. Um cavado alimentado pela umidade da floresta amazônica é o responsável por essa condição climática, que pode trazer chuvas intensas em algumas áreas.

Condições climáticas

Embora as imagens de satélite não mostrem muitas nuvens, a expectativa é de que a umidade traga chuvas significativas, especialmente nas regiões:

  • noroeste do Rio Grande do Sul
  • oeste de Santa Catarina
  • oeste sul do Paraná

Precipitação esperada

A previsão é de que os volumes de chuva variem entre 20 e 30 mm, com possibilidade de chuvas mais fortes em pontos isolados. Além disso, as temperaturas devem permanecer amenas, sem risco de geadas, com mínimas em torno de 13ºC e máximas não muito elevadas.

Impactos na agricultura

A situação climática é considerada tranquila para as áreas produtoras, como as de milho no oeste do Paraná, onde as condições estão dentro do esperado para a estação outonal.

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Contas públicas registram superávit de R$ 25,2 bilhões em abril


Contas públicas registram superávit de R$ 25,2 bilhões em abril

O Governo Central registrou superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril de 2026, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28). O resultado ficou acima dos R$ 18,2 bilhões apurados em abril de 2025 e da mediana de R$ 17,8 bilhões projetada pelo Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda. No mês, a arrecadação avançou em ritmo superior ao das despesas, sustentando o saldo positivo.

Segundo o Tesouro Nacional, a receita total somou R$ 279,5 bilhões em abril, com alta real de 6,0% na comparação anual. A receita líquida chegou a R$ 235,3 bilhões, avanço real de 5,8%. Do lado das despesas, o gasto totalizou R$ 210,1 bilhões, crescimento real de 3,3% frente ao mesmo mês de 2025.

Entre os principais vetores de arrecadação no mês estiveram o Imposto de Renda, com aumento real de R$ 4,8 bilhões, a Cofins, com R$ 4,5 bilhões, a arrecadação previdenciária líquida, com R$ 4,1 bilhões, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com R$ 1,8 bilhão. Também houve acréscimo real de R$ 1,1 bilhão no Imposto de Importação.

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No acumulado de janeiro a abril, o superávit foi de R$ 8,7 bilhões, abaixo dos R$ 73,2 bilhões do mesmo intervalo de 2025. De acordo com o secretário adjunto do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, a diferença reflete principalmente a concentração, em março de 2026, de pagamentos de sentenças judiciais e precatórios. Em 12 meses até abril, o resultado primário ficou deficitário em R$ 130,6 bilhões, equivalente a 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para o setor produtivo, o dado fiscal funciona como referência do ambiente macroeconômico, embora o material divulgado pelo Tesouro não detalhe efeitos setoriais específicos sobre o agronegócio. A meta para 2026 é de superávit de R$ 34,3 bilhões, com banda de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.

O comportamento das receitas e das despesas nos próximos meses seguirá no radar do mercado e dos setores econômicos. Segundo o Tesouro, a projeção mais recente aponta folga de R$ 4,1 bilhões em relação ao limite inferior da meta fiscal, mas o resultado anual ainda depende da execução orçamentária e do calendário de pagamentos obrigatórios.

Fonte: gov.br

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Rota dos Sertões é concedida com desconto de 19,6% sobre pedágio


Consórcio 116 Sertões vence leilão da Rota dos Sertões na B3

O Consórcio 116 Sertões arrematou nesta quinta-feira (28) a concessão da Rota dos Sertões, em leilão realizado na B3, em São Paulo. O grupo, formado por Neo Invest, do grupo Novonor, pela portuguesa Mota-Engil e pela Galápagos Capital, ofereceu desconto de 19,6% sobre a tarifa de pedágio. O trecho concedido reúne 502 quilômetros das rodovias BR-116/BA/PE e BR-324/B, ligando Feira de Santana (BA) a Salgueiro (PE).

O projeto prevê R$ 8,5 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de contrato, sendo R$ 4,13 bilhões em aportes diretos. Entre as intervenções anunciadas estão 108 quilômetros de duplicações, 5,2 quilômetros de faixas adicionais, implantação de passarelas, pontos de parada e descanso para caminhoneiros e um contorno viário na travessia urbana de Serrinha (BA).

A disputa teve 14 lances em viva-voz contra o Atlas Rodovias, formado por Yvy Capital, Infra Brasil e Grupo Houer. Outro participante foi o Consórcio Via dos Sertões, dos grupos Aspen e DMDL, que apresentou desconto de 13,10% na primeira etapa e não avançou.

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A Neo Invest integra a plataforma de concessões e infraestrutura da Novonor. Já a Mota-Engil estreia em rodovias brasileiras com essa vitória. A empresa portuguesa ampliou a presença no país após vencer, em setembro de 2025, o leilão do Túnel Santos-Guarujá.

Para o setor agropecuário, a concessão tem relação com a logística rodoviária em um eixo que conecta áreas do interior da Bahia e de Pernambuco. Melhorias em duplicação, capacidade de tráfego e apoio ao transporte de carga podem influenciar o deslocamento de insumos, alimentos e produção agroindustrial. O material disponível, porém, não detalha prazos de execução por trecho nem estimativas oficiais de redução de custo logístico para cadeias produtivas da região.

A Rota dos Sertões é o segundo leilão federal de rodovias de 2026. O próximo certame previsto é o da repactuação da Régis Bittencourt, na BR-116 entre São Paulo e Paraná, marcado para quarta-feira (23 de julho).

O andamento das obras, o cronograma de investimentos e a definição das condições operacionais da concessão serão os principais pontos para medir os efeitos práticos sobre o transporte regional. Sem esses detalhamentos adicionais, ainda não é possível quantificar o impacto econômico para produtores e embarcadores do corredor rodoviário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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