sábado, junho 13, 2026

Autor: Redação

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Mdic cita Lei de Reciprocidade após proposta dos EUA de tarifas ao Brasil


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou nesta quarta-feira (3) que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos da Lei de Reciprocidade em resposta à investigação comercial dos Estados Unidos sobre trabalho forçado. A manifestação veio após o governo norte-americano propor, na terça-feira (2), tarifa adicional de 12,5% contra o Brasil, além de outra sugestão de 25% para uma série de produtos no âmbito da seção 301. O alcance setorial completo das medidas ainda não foi detalhado na nota divulgada pelo ministério.

Na nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) afirmou discordar da conclusão dos Estados Unidos e classificou como indevida a associação entre a competitividade da economia brasileira e o uso de insumos obtidos em violação à dignidade humana. O texto também registra que o Brasil se reserva o direito de reagir com os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo o comunicado, os acordos firmados por Brasil e Mercosul incluem compromisso de eliminação do trabalho forçado. A pasta informou ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego permanece à disposição para manter a cooperação bilateral sobre o tema.

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A proposta norte-americana foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que incluiu o Brasil, a União Europeia e outros 58 países em questionamentos por suposta falha na proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Além da tarifa de 12,5% ligada a essa investigação, há recomendação separada de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros, também no âmbito da seção 301.

Até o momento, a nota do governo brasileiro não detalha quais mercadorias podem ser atingidas nem informa cronograma definitivo para eventual aplicação das tarifas. Esse ponto é relevante para exportadores porque o efeito econômico dependerá do escopo final da medida, dos setores alcançados e da reação comercial brasileira.

Se confirmadas, as tarifas podem alterar condições de acesso de produtos brasileiros ao mercado dos Estados Unidos, com reflexos sobre cadeias exportadoras, inclusive agroindustriais, caso bens do setor estejam entre os itens atingidos.

No momento, o cenário segue condicionado à conclusão da investigação norte-americana e à definição formal dos produtos sujeitos às tarifas. Sem essa delimitação, ainda não é possível mensurar com precisão o impacto por cadeia produtiva, mas a evolução do caso deve ser acompanhada por exportadores e entidades setoriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

NOVA Vinhos e Espumantes aproxima tradição italiana e cultura do vinho no Alto Uruguai


A NOVA Vinhos e Espumantes, unidade de negócios da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, esteve em Frederico Westphalen no dia 28 de maio, em uma ação voltada à valorização da cultura italiana e da tradição vitivinícola que marca a história do Alto Uruguai. A programação reuniu integrantes da Associação dos Enófilos do Alto Uruguai, lideranças regionais, representantes da imprensa e apreciadores do vinho em um encontro que celebrou origens, identidade e legado.

Durante o evento, o CEO da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, Heleno Facchin, apresentou o portfólio da NOVA Vinhos e Espumantes e destacou o papel da cultura do vinho como elemento de integração entre gerações e territórios. A iniciativa também fortaleceu a aproximação da cooperativa com uma região historicamente formada por descendentes de imigrantes italianos e reconhecida pelo apreço aos vinhos e espumantes.

Entre os momentos simbólicos da programação esteve a entrega do livro Troncos da Família Botton no Sul do Brasil com a presença do cônsul honorário da Itália em Santa Maria, José Zanella. A homenagem foi acompanhada de exemplares da linha especial NOVA 150 Anos – Edizione Speciale, criada para celebrar os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul.

Com produção limitada e chancela oficial do Consulado Geral da Itália, a coleção presta homenagem às famílias que ajudaram a construir a história da vitivinicultura brasileira, reconhecendo o trabalho, a tradição e os valores trazidos pelos imigrantes italianos que transformaram a cultura da uva e do vinho em parte da identidade do Rio Grande do Sul.

A presença da NOVA Vinhos e Espumantes no Alto Uruguai também reconhece o trabalho realizado pela Associação dos Enófilos do Alto Uruguai, entidade que há anos contribui para a formação de consumidores, promovendo encontros, cursos, degustações e ações voltadas à difusão da cultura do vinho na região.

Para a vinícola cooperativa, iniciativas como esta fortalecem os vínculos entre diferentes regiões do Estado que compartilham as mesmas raízes culturais e ajudam a ampliar o conhecimento sobre o vinho brasileiro, aproximando consumidores das histórias, dos territórios e das mais de 600 famílias cooperadas que dão origem aos produtos da Nova Aliança.

 





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BNDES barra R$ 1,1 bilhão em crédito rural por indícios de desmatamento ilegal


BNDES barra R$ 1,1 bilhão em crédito rural por indícios de desmatamento ilegal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, nesta quarta-feira (3), que evitou a contratação de mais de R$ 1,1 bilhão em financiamentos rurais ligados a propriedades com indícios de desmatamento ilegal entre fevereiro de 2023 e abril de 2026. Segundo o banco, foram registrados 5.592 alertas ativos no período, o equivalente a cerca de 1% das 551,7 mil solicitações de crédito rural encaminhadas à instituição.

O monitoramento é feito em parceria com o MapBiomas e alcança operações dos programas agropecuários federais com juros equalizados, da linha BNDES Crédito Rural e financiamentos com marcação de crédito agrícola pelo Banco Central (BC). De acordo com o balanço, o volume evitado desde 2023 corresponde a quase R$ 1 milhão por dia em solicitações que deixaram de ser contratadas.

Pelos dados divulgados, Norte e Nordeste tiveram os maiores percentuais de volume bloqueado, com 1,7% sobre os R$ 6,2 bilhões e os R$ 7,8 bilhões solicitados, respectivamente. O Nordeste também concentrou a maior taxa de alertas ativos, com 3% de mais de 13,6 mil pedidos. No Sudeste, o bloqueio representou 0,5% de R$ 23 bilhões, com alertas em 0,4% das 75,1 mil solicitações.

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No Centro-Oeste, o banco evitou 0,7% dos R$ 29,7 bilhões solicitados, enquanto a região Sul registrou bloqueio de 0,8% sobre R$ 73,2 bilhões. Em número de pedidos, o Sul respondeu por 419 mil solicitações, com cerca de 1% de alertas. Entre os estados, o Rio Grande do Norte teve a maior proporção de alertas, com 5,1% em 117 solicitações. O Amazonas registrou a maior proporção de volume evitado, com 5,4% de quase R$ 29,4 milhões.

O BNDES informou que não contrata operações destinadas a imóveis com desmatamento sem Autorização para Supressão de Vegetação, Projeto de Recuperação de Área Degradada, Termo de Ajustamento de Conduta ou outro documento que comprove a regularidade. O banco também veda crédito a beneficiários com embargos vigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em qualquer propriedade, critério mais amplo que o previsto no Manual de Crédito Rural.

Para o setor, os dados indicam que a conformidade ambiental passou a ter peso direto na liberação de crédito rural operado pelo BNDES. A tendência depende da manutenção do monitoramento e da regularização documental das propriedades, já que o banco informou operar essas linhas por meio de mais de 80 instituições financeiras credenciadas com cobertura em mais de 90% do território nacional.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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TCU orienta DNIT a separar manutenção de rodovias de investimentos


TCU orienta DNIT a separar manutenção de rodovias de investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) informou, nesta quarta-feira (3), ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que os gastos com rodovias federais devem ser registrados conforme sua finalidade. Segundo o tribunal, despesas de conservação e manutenção continuam como despesas correntes, enquanto obras que ampliem capacidade, prolonguem vida útil ou agreguem valor à infraestrutura devem ser classificadas como investimento.

De acordo com o TCU, a distinção entre manutenção rotineira e investimento ainda precisa de critérios técnicos mais objetivos para que as demonstrações contábeis representem de forma adequada o valor dos ativos de infraestrutura da União. O tribunal informou que a classificação incorreta pode comprometer a mensuração patrimonial das rodovias federais.

Entre as orientações repassadas ao DNIT estão o fortalecimento dos controles internos e o aprimoramento dos procedimentos contábeis aplicados à malha viária. As recomendações abrangem etapas de reconhecimento, mensuração, reavaliação, depreciação e divulgação desses ativos nas demonstrações financeiras.

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O TCU também apontou a necessidade de definição e revisão periódica da vida útil das rodovias, adoção de métodos adequados de depreciação, registro correto de reavaliações patrimoniais e compensação de ganhos e perdas de valor dentro da mesma categoria de ativos.

No campo logístico, a medida tem relação com a gestão da infraestrutura usada no transporte de grãos, carnes, fertilizantes e outros produtos do agronegócio. A contabilização mais precisa não altera, por si só, a condição física das estradas, mas tende a qualificar a leitura sobre quanto a União destina à conservação da malha e quanto aplica em ampliação ou melhoria estrutural.

O material divulgado não informa valores, trechos específicos de rodovias ou prazo para adoção das recomendações. Também não detalha eventuais impactos orçamentários imediatos decorrentes da orientação.

A orientação do TCU reforça a separação técnica entre gasto corrente e investimento público na infraestrutura rodoviária. Sem detalhamento adicional sobre cronograma e alcance operacional das medidas, o efeito prático dependerá da adoção dos ajustes contábeis e de controle pelo DNIT e pela STN.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e risco à oferta global


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

O petróleo fechou em alta nesta quarta-feira (3), pela terceira sessão seguida, em meio à nova escalada de tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O mercado reagiu ao aumento da percepção de risco sobre a continuidade da guerra no Oriente Médio e sobre a oferta global, diante das dificuldades para normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. Também entrou no radar a queda dos estoques de petróleo nos Estados Unidos na semana passada.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para julho avançou 2,4%, ou US$ 2,26, e encerrou o dia cotado a US$ 96,02 por barril. Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 1,89%, ou US$ 1,81, para US$ 97,81 por barril.

A valorização ocorreu após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à CNBC, indicando que os Estados Unidos poderiam retomar ações militares em larga escala contra o Irã, se necessário. Ao mesmo tempo, o cessar-fogo no Estreito de Ormuz segue sob pressão, com novas acusações de ataques envolvendo embarcações e instalações ligadas ao conflito.

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O mercado também monitorou sinais de restrição física de oferta. Com o Estreito de Ormuz virtualmente fechado, aumentaram as dúvidas sobre a capacidade de escoamento de petróleo na região. Nesse contexto, o primeiro-ministro do Iraque determinou a retomada das operações de empresas petrolíferas no Curdistão a partir de quinta-feira (4).

Outro fator de sustentação veio dos estoques nos Estados Unidos. Segundo os dados citados no mercado, as reservas de petróleo caíram 7,974 milhões de barris na semana passada, acima da expectativa de recuo de 3,3 milhões de barris.

Para o agronegócio, o comportamento do petróleo é acompanhado de perto porque influencia os preços de diesel, frete, insumos industriais e custos de energia. Esses efeitos, no entanto, dependem da transmissão para os combustíveis no mercado interno, do câmbio e da política de preços adotada no Brasil.

No curto prazo, a direção das cotações seguirá condicionada à evolução do conflito no Oriente Médio, à situação do Estreito de Ormuz e aos dados de oferta e demanda. Sem uma normalização clara do fluxo na região, o mercado tende a manter prêmio de risco nas negociações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Missão do agroBR leva 23 produtores à feira Alimentec, na Colômbia


Missão do agroBR leva 23 produtores à feira Alimentec, na Colômbia

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto agroBR, participa entre domingo (8) e quinta-feira (12) da feira Alimentec 2026, em Bogotá, na Colômbia. A missão reúne 23 produtores rurais brasileiros e integra a estratégia de promoção comercial internacional do programa. A agenda prevê visitas ao varejo, reuniões com entidades do setor agropecuário colombiano e encontros de negócios durante o evento.

Segundo a CNA, a comitiva será formada por produtores dos segmentos de café, cachaça, cacau e chocolates, frutas e derivados, molhos, especiarias e farinhas. A ação é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A Alimentec é uma feira multissetorial voltada à indústria de alimentos e bebidas. De acordo com a programação divulgada, no domingo (8) os participantes farão uma imersão no mercado local, com visitas a grandes redes varejistas e centros de distribuição da capital colombiana. Entre segunda-feira (9) e quinta-feira (12), a delegação participará da feira, com reuniões no estande do agroBR e rodadas de negócios com compradores previamente selecionados.

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A agenda institucional também inclui encontros com entidades colombianas ligadas ao agro. Na terça-feira (10), a comitiva tem reunião prevista com a Sociedad de Agricultores de Colombia (SAC). Na quinta-feira (12), estão programados encontros com a Federación Colombiana de Ganaderos (FEDEGÁN), com a Embaixada do Brasil em Bogotá e com a ProColombia.

Do ponto de vista técnico, a missão se insere nas ações de prospecção de mercados e relacionamento comercial para produtos agroindustriais e de maior valor agregado. A programação combina observação de canais de distribuição, interlocução com instituições setoriais e negociação direta com compradores, etapas usadas para mapear demanda, exigências comerciais e possibilidades de inserção dos produtos brasileiros no mercado colombiano.

Até o momento, a CNA não informou metas financeiras, volume potencial de negócios ou estimativas de contratos a serem fechados durante a missão. Os resultados comerciais e eventuais desdobramentos para exportações deverão depender das rodadas de negócios e das reuniões previstas ao longo da programação em Bogotá.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Lula critica tarifas dos EUA e defende Brasil como potência global


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o tratamento dispensado pelos Estados Unidos ao Brasil, especialmente após a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Lula enfatizou que o Brasil não deve ser considerado uma republiqueta insignificante e que a nação possui uma história significativa no cenário global.

Críticas às tarifas dos EUA

Lula expressou sua indignação em relação às tarifas propostas pelo governo norte-americano, afirmando que o Brasil não se negou a negociar. Ele destacou que a comunicação sobre as tarifas foi feita de maneira inadequada, através do Twitter, e não por canais oficiais.

Fortalecimento da democracia

O presidente ressaltou a importância do reconhecimento do fortalecimento da democracia no Brasil e a luta pelo multilateralismo. Ele afirmou que o país deve ser tratado com respeito e dignidade, e que a narrativa construída pelo governo brasileiro busca esclarecer a situação para a comunidade internacional.

Relações com os EUA

Lula também mencionou a necessidade de um diálogo mais civilizado entre os líderes, criticando a forma como as decisões são comunicadas. Ele se referiu a Marco Rubio, senador dos EUA, como alguém que não tem uma visão favorável à América Latina, o que, segundo ele, impacta negativamente as relações entre os países.

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21ª Mega Leite em Belo Horizonte discute genética e PIB agropecuário


A 21ª edição da Mega Leite, realizada em Belo Horizonte, destaca Minas Gerais como o maior polo da pecuária leiteira do Brasil e discute inovações em tecnologia genética e o futuro do setor. O evento reúne produtores, empresas e autoridades, enfatizando a importância econômica da pecuária leiteira, que vai além da simples produção de leite.

Abertura do evento

A abertura da Mega Leite contou com a presença do governador de Minas Gerais, marcando o início de uma das maiores feiras da pecuária leiteira da América Latina.

Importância do setor

O evento ressalta a relevância econômica do setor, que envolve uma ampla cadeia de produtos e inovações. A média de produção de leite por vaca lactante no Brasil aumentou de 4,5 litros para quase 10 litros, destacando a contribuição da raça Girolanda.

Produção e PIB

Minas Gerais lidera a produção nacional de leite, com destaque para as regiões do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, e continua a expandir sua participação no mercado internacional de lácteos. O setor representa 24% do PIB mineiro, apenas 1% abaixo do PIB da mineração.

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Mercado nacional recebe 27,2 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em maio


Mapa libera mais 2,47 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, nesta terça-feira (3), que 27.217.356 doses de vacinas contra clostridioses foram disponibilizadas ao mercado nacional ao longo de maio de 2026. Do total, 17.167.285 doses foram de fabricação nacional e 10.050.071 vieram de importações. A atualização foi divulgada em nota oficial da pasta.

De acordo com o Mapa, as doses produzidas no Brasil representaram 63,08% do volume liberado no mês, enquanto as vacinas importadas responderam por 36,92%. Considerando as liberações feitas desde março de 2026, o mercado nacional já recebeu mais de 41 milhões de doses, somando produtos nacionais e importados.

As vacinas contra clostridioses integram protocolos de prevenção sanitária na pecuária, especialmente em rebanhos de produção. A disponibilidade desses imunizantes é acompanhada pelo setor por sua relação com o manejo preventivo e com a programação de compra de insumos veterinários nas propriedades.

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Na nota, o ministério informou que mantém atuação junto à indústria de insumos veterinários para ampliar a produção nacional, viabilizar importações e agilizar procedimentos de fiscalização e liberação. O comunicado, no entanto, não detalha a distribuição regional das doses, as espécies atendidas nem o volume efetivamente comercializado ao produtor.

Os números de maio indicam predominância da fabricação doméstica no abastecimento recente. Esse dado é relevante para o acompanhamento da oferta de vacinas no mercado interno, em um contexto de dependência parcial de produtos importados. Sem informações adicionais sobre estoques, demanda por estado ou cronograma de entrega, a nota não permite estimar, neste momento, o alcance operacional dessas liberações nas diferentes cadeias pecuárias.

Com base nas informações oficiais disponíveis, o dado central é a ampliação da oferta de vacinas ao mercado brasileiro desde março. A evolução do abastecimento nos próximos meses dependerá do ritmo de produção nacional, das importações e das liberações regulatórias informadas pelo Mapa.

Fonte: gov.br

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Programa de apoio a produtor rural afetado por desastre climático avança em comissão da Câmara


Projeto em análise na Câmara propõe política de saúde mental para vítimas de desastres climáticos

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (3), o Projeto de Lei 5029/25, que cria o Programa de Amparo ao Produtor Rural (PAPR). A proposta busca apoiar produtores atingidos por desastres climáticos por meio de instrumentos como crédito rural, mitigação de riscos, subvenção econômica e renegociação de passivos. O texto ainda segue em análise em outras comissões da Câmara.

O parecer aprovado é um substitutivo do relator, deputado Alberto Fraga (PL-DF), ao projeto apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Segundo a Câmara dos Deputados, a nova versão manteve os objetivos centrais da proposta, com ajustes para adequação jurídica, operacional e fiscal.

Entre as medidas previstas estão linhas especiais de crédito rural, mecanismos de mitigação de riscos e subvenção econômica para reduzir o custo do financiamento. O substitutivo também cria uma linha de crédito para recuperação emergencial, destinada a investimentos em infraestrutura e maquinário. As condições dessa modalidade ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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Outro ponto do texto é a possibilidade de subvencionar até 90% do prêmio do seguro rural na safra seguinte para produtores que tiverem perda superior a 50% da produção em razão de desastre climático. A proposta também prevê prorrogação e renegociação de dívidas, tema recorrente em regiões afetadas por eventos extremos.

Na justificativa do parecer, Alberto Fraga afirmou que a medida busca enfrentar a dificuldade de retomada da atividade produtiva após perdas climáticas. Já o autor do projeto argumentou que os mecanismos atualmente disponíveis podem ser insuficientes ou lentos para o atendimento emergencial.

Para o setor agropecuário, a tramitação é relevante porque reúne, em um mesmo programa, instrumentos de crédito, seguro e reestruturação financeira voltados à recuperação produtiva. O alcance prático da medida, no entanto, dependerá da regulamentação das linhas propostas e da aprovação final do projeto.

O Projeto de Lei 5029/25 ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Como as condições operacionais do programa ainda dependem de etapas posteriores da tramitação e de regulamentação, não há definição final sobre prazos de implementação.

Fonte: camara.leg.br

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