domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

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Alckmin diz que governo buscará reduzir tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (17) que o governo continuará buscando com os Estados Unidos a reversão da cobrança de 25% sobre a venda de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. Em entrevista à GloboNews, ele disse que as conversas com o governo de Donald Trump seguem em andamento e classificou a medida como injusta e descabida.

Alckmin afirmou que as tratativas com os Estados Unidos vinham ocorrendo de forma genérica, sem pautas muito específicas. Segundo ele, um dos principais interesses americanos dizia respeito ao etanol, com referência à tarifa de 18% praticada no Brasil. O vice-presidente disse que o governo brasileiro argumentava que a maior parte do etanol nacional é produzida a partir da cana-de-açúcar.

Na entrevista, Alckmin declarou que a disputa em torno do etanol é equivocada. Ele afirmou que os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais do biocombustível, seguidos pelo Brasil, e defendeu que os dois países busquem ampliar vendas para terceiros mercados.

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O vice-presidente também disse que, em outros setores, o Brasil já pratica tarifas baixas, o que levou o governo americano a concentrar a atenção em temas não tarifários. Como exemplo, citou as big techs e defendeu a integração entre os dois países.

Ao ser questionado sobre o setor automotivo, Alckmin afirmou que o Brasil cumpre rigorosamente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele mencionou que a alíquota de importação de veículos no Brasil é de 35% e citou o movimento da Europa para elevar essa taxa a 45%.

Alckmin reforçou que o governo brasileiro permanecerá na mesa de negociação. Também afirmou que o Brasil vai fortalecer a busca de novos mercados, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ouvir os setores envolvidos e apoiá-los por meio de recursos do Brasil Soberano, enquanto o governo mantém a negociação com os Estados Unidos sobre a tarifa de 25%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Cotações de soja são impulsionadas nesta sexta-feira; Chicago e dólar são responsáveis


O mercado brasileiro de soja registrou negócios ao longo da sessão desta sexta-feira (17), com elevação generalizada das cotações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta da Bolsa de Chicago e do dólar deu sustentação aos preços, enquanto os prêmios permaneceram firmes.

Silveira avalia que a semana foi marcada por poucas oscilações mais expressivas. “O produtor segue adotando uma postura cautelosa, buscando momentos mais oportunos para negociar”, observa.

De acordo com o analista, os preços atuais já se encontram em níveis considerados interessantes, mas a expectativa dos vendedores ainda é de novos avanços nas cotações.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 139,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 131,50 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,00 para R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 142,50 para R$ 144,00. Em Rio Grande (RS), as referências também avançaram, de R$ 142,00 para R$ 144,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos para grão e óleo e cotações mais baixas para o farelo. O mercado encontrou suporte no aquecimento da demanda pelo produto norte-americano, principalmente por parte da China. A disparada do petróleo, em meio ao recrudescimento das tensões no Oriente Médio e ao temor de restrições no fornecimento global de energia, também deu sustentação às cotações. A posição novembro/26 do grão acumulou ganhos de 1,03% na semana.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 340 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Além disso, foram registradas vendas de 110 mil toneladas para destinos não revelados e de 256,634 mil toneladas para o México.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho de 2026 encerraram o pregão com alta de 9,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,79%, a US$ 12,04 1/2 por bushel. A posição novembro de 2026 fechou cotada a US$ 12,03 por bushel, avanço de 8 centavos de dólar, ou 0,66%.

Nos subprodutos, o farelo para agosto de 2026 recuou US$ 2,70 por tonelada, ou 0,83%, para US$ 320,20 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em agosto de 2026, encerrou a 74,81 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,38 centavos, ou 3,28%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, cotado a R$ 5,1100 para venda e R$ 5,1080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1054 e a máxima de R$ 5,1329. Na semana, a valorização acumulada foi de 0,06%.

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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e aversão ao risco


Bolsas da Europa caem e petróleo sobe após fala de Trump sobre o Irã

Os juros futuros aceleraram em bloco nesta sexta-feira (17), puxados pela aversão ao risco no exterior e pela renovação dos temores inflacionários após o petróleo Brent atingir US$ 88 no pregão. A alta chegou a 20 pontos-base nos trechos intermediários da curva e ficou perto disso nos vencimentos mais longos. O movimento foi reforçado pela piora do cenário geopolítico e por posições defensivas adotadas antes do fim de semana.

Segundo agentes de mercado, a continuidade da troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, com bloqueio do fluxo de navegação no Estreito de Ormuz, foi o principal vetor de alta das taxas. A liquidez mais enxuta também ampliou a movimentação da curva a termo.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,872% no ajuste anterior para 13,96%. O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,106% para 14,335%. Já o contrato para janeiro de 2031 avançou de 14,326% para 14,525%.

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No acumulado da semana, a curva ganhou inclinação. Em relação ao fechamento da sexta-feira anterior, o DI de janeiro de 2027 aumentou cerca de 6 pontos-base, enquanto os vértices de janeiro de 2029 e janeiro de 2031 avançaram quase 35 pontos.

O economista-chefe da gestora CVPAR, Marcelo Fonseca, afirmou que, após o alívio observado desde a divulgação dos índices de inflação ao consumidor do Brasil e dos Estados Unidos, a guerra voltou a ganhar peso na precificação dos ativos. Segundo ele, a alta do petróleo reverteu parte daquela dinâmica. Fonseca também avaliou que as revisões baixistas para o IPCA deste ano foram precipitadas diante do choque global de oferta e disse ver espaço para apenas mais uma redução de juros pelo Banco Central, no próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Para Kimberley Sperrfechter, economista sênior para mercados emergentes da América Latina na Capital Economics, a região passou pelo conflito relativamente ilesa até agora, com exportadores de energia, e o Brasil em particular, beneficiados pela alta do petróleo. Ela pondera, porém, que uma nova alta sustentada da commodity pode elevar a pressão inflacionária e ameaçar a projeção da consultoria de corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em agosto.

Sem efeito sobre a curva de juros futuros, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,1% entre abril e maio, com ajuste sazonal. O consenso de mercado era de recuo de 0,2%. Após o dado, o Santander Brasil manteve em 0,5% sua estimativa para o PIB do segundo trimestre.

O pregão terminou com juros mais altos em toda a curva, sustentados pela combinação entre petróleo em alta, tensão geopolítica e revisão das expectativas para inflação e política monetária.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Nova tarifa ameaça segmentos do setor químico



“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica”


"A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica"
“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica” – Foto: Divulgação Vigna

A aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos amplia a insegurança para cadeias produtivas e pode elevar custos nos dois mercados. No setor químico, a avaliação é de que a medida não se sustenta na relação comercial bilateral.

Segundo a Abiquim, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos ao Brasil em 2025 e importaram aproximadamente US$ 2,1 bilhões, acumulando superávit superior a US$ 9 bilhões. A entidade também destaca que a indústria norte-americana já conta com vantagens de custo em matérias-primas como etano e gás natural.

Dos 1.177 códigos tarifários do setor, 493 ficaram isentos da sobretaxa, enquanto 684 permanecem sujeitos à nova tarifa. As exceções representam entre 64% e 71% do valor exportado, mas a maioria dos itens da pauta continua tarifada. A estimativa é de custo adicional de US$ 66 milhões até o fim de 2026, ou cerca de US$ 133 milhões em termos anualizados.

Tintas, fibras sintéticas, sabões, detergentes e perfumaria estão entre os segmentos mais afetados. A Abiquim defende medidas temporárias de mitigação, continuidade das negociações para ampliar as isenções e reforço das ações de defesa comercial contra práticas desleais.

“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica do comércio bilateral e tende a gerar custos e ineficiências para cadeias produtivas integradas nos dois países. A Abiquim continuará defendendo soluções negociadas que preservem a competitividade, os investimentos e a previsibilidade das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, conclui André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.





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Com marketing o agrotropical será sucesso mundial


Imagem gerada por IA

Dar percepção as legítimas realidades significa a essência da administração
onde marketing faz parte. A criatividade sempre andou e antecipou o que veio
a se transformar em realidade, às vezes muitos séculos depois como tão bem a
eletricidade, as ondas do rádio, e mesmo a valorização de obras de arte como
Michelângelo na Capela Sistina, em 1508.

O agro tropical brasileiro foi um sonho de pioneiros que ao olharem para a
vastidão de terras de solos fracos como nos Cerrados afirmaram: “quando
vocês aprenderem a plantar nestes solos terão a maior agricultura do mundo”
(Norman Borlaug, Nobel da Paz, visitando o Brasil na década de 50, depois em
1994).

Nossos criativos traziam dentro de si a alma de marketing, significa criar o que
ninguém ainda sabia que queria, e que ao ser criado traria prosperidade,
segurança e felicidade. Assim ocorreu então nestes últimos 50 anos com o
agro tropical nacional.

Então está na hora de honrarmos nossos criativos na ciência, nas concepções
como Cirne Lima, o ministro que concebeu o plano da Embrapa em 1970,
Alysson Paolinelli, o herói tropical, líderes cooperativistas indo rumo ao grande
interior brasileiro. Brasília com Juscelino, Dijkstra, com plantio direto, Penteado
Cardoso com Manah, Nishimura com Jacto, Secundino com semente híbrida
de milho, Ney Bittencourt com o agronegócio, Roberto Rodrigues com a paz
sinônimo de Brasil, e tantos outros no Proálcool, na pecuária zebuína, na
agroindustrialização.

Na grande síntese fizemos o inimaginável, produzir alimentos, fibras, energia
com sustentabilidade no cinturão tropical do planeta entre os trópicos de
Câncer e Capricórnio. E agora? Até a 4ª maior cooperativa de flores, a
Holambra, uma intercooperação fascinante com o sistema Aurora, entregando
alimentos no mundo e já temos heróis como Erasmo Batistella vendendo
biodiesel na Europa.

Porém, não temos a percepção que fazemos jus de ter. Nossas pesquisas
ainda revelam desconhecimento do que e como produzimos. Mesmo na
liderança do café e do suco de laranja não obtemos a consciência dos
consumidores dos mercados mundiais. Está nos faltando um dos famosos P’s
da fórmula de marketing.

Temos produto, temos um pricing extraordinário, o mais competitivo do mundo,
mesmo com nossas dificuldades conseguimos pontos de venda, logística de
distribuição no mundo, onde até por quem nos conhece somos elogiados:
“vocês estão do outro lado do mundo, num país que não é rico, atravessam os
oceanos e conseguem entregar carne aqui na China” (pesquisa feita na China sobre a proteína animal brasileira pela OnStrategy). Mas somos totalmente debilitados, vulneráveis no P da promoção.

Não usamos nenhuma personalidade notória brasileira, admirada no mundo
para falar do nosso agro, nem mesmo Pelé ou Senna. Hoje não usamos jovens
que se destacam no skate, como a Fadinha de Imperatriz do Maranhão, a bela
Giselle na moda, ou a genial ginasta Rebeca. Parece que temos vergonha de
evidenciar nossos feitos e fatos para o mundo.

Este próximo 21/7, em São Paulo, a ADVB – Associação de Dirigentes de
Vendas e Marketing do Brasil, ao lado de organizadores como a Biomarketing,
realizam o fórum agro, oportunidades de marketing no agro tropical brasileiro,
sucesso para o mundo inteiro. Uma pesquisa Marca Brasil feita em 26 países
será novamente apresentada e líderes do agro brasileiro estarão discutindo as
legítimas oportunidades com marketing, que o agro nacional pode angariar
gerando muito mais valor daqui para frente.

Brasil é um prato cheio de oportunidades, só nos falta planejamento estratégico
e dar a esse prato a merecida beleza e conquista de corações do mundo por
meio da singular arte da boa propaganda.bilidade brasileira todinha movida com biocombustíveis do Brasil. Eles são nossos.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Temporal, risco de transbordamentos e temperaturas de 38°C: o que esperar do tempo nos próximos dias?


Chuva; calor
Foto: Pixabay

As áreas do Sul do Brasil devem enfrentar uma mudança nas condições do tempo nos próximos dias. A instabilidade ganha força sobre o centro-sul do Rio Grande do Sul, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento, granizo, possibilidade de microexplosões e até tornados.

Segundo a previsão, algumas áreas de soja da região de Pelotas já apresentam formação de nuvens carregadas, mas o cenário tende a se intensificar ao longo da noite e dos próximos dias.

Os modelos meteorológicos indicam acumulados entre 150 e 200 milímetros de chuva até o início da próxima semana, volume suficiente para elevar o risco de alagamentos e transbordamento de rios em diversas regiões do estado.

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Entre domingo (19) e segunda-feira (20), a chuva deve avançar para Santa Catarina e o Paraná. A previsão é de que as instabilidades permaneçam sobre esses estados até aproximadamente os dias 25 e 26 de julho, mantendo o risco de temporais, ventos fortes, granizo e elevados volumes de precipitação, especialmente no centro-sul paranaense.

Enquanto isso, o cenário é oposto nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e no interior do Matopiba. O tempo firme favorece o andamento das atividades no campo, mas uma onda de calor deve elevar significativamente as temperaturas.

Ao longo da próxima semana, as máximas podem superar 37°C e 38°C em áreas de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, além do Triângulo Mineiro e do interior de São Paulo.

Após a passagem da frente fria pelo Sul, uma nova massa de ar frio deve avançar sobre a região na virada do mês. O sistema ficará concentrado nos estados do Sul e poderá provocar geadas, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

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Quais os prazos, juros e valores da MP da renegociação de dívidas? Cartilha da CNA esclarece


inadimplência no agro - dívidas rurais
Imagem gerada por IA

A nova Medida Provisória acordada entre governo, Congresso e bancada do agro sobre as dívidas rurais (MP 1.376), publicada na última quarta-feira (15), ainda levanta muitas dúvidas nos produtores. Para ajudar a clarear o assunto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou um documento com detalhes e informações para o produtor se organizar.

O texto da lei autoriza a contratação de linhas de crédito para liquidar ou amortizar dívidas rurais e Cédulas de Produto Rural (CPRs) de produtores afetados por perdas de safra, eventos climáticos extremos ou queda dos preços agropecuários.

O Comunicado Técnico da CNA (faça aqui o download) traz, por exemplo, informações detalhadas que constam na MP sobre quem poderá acessar as linhas de crédito, quais dívidas poderão ser incluídas e os prazos, além de alertar os produtores rurais para que organizem documentos e reúnam provas sobre as perdas.

Quem pode acessar as linhas de crédito?

O documento da CNA esclarece que poderão acessar as linhas de crédito:

  • Produtores rurais;
  • Cooperativas de produção agropecuária, na condição de produtor rural;
  • Com perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025;
  • Com redução mínima de 30% da renda bruta esperada

E os produtores deverão apresentar sempre a comprovação “por laudo de profissional habilitado”.

Já as dívidas que poderão ser incluídas são as seguintes:

  • Custeio, comercialização e industrialização;
  • Parcelas de investimentos vencidas ou com vencimento até 31/12/2026;
  • Operações renegociadas ou prorrogadas;
  • CPRs com liquidação financeira emitidas em favor de instituições financeiras.

Ao analisar a MP, a Confederação diz no Comunicado que o produtor poderá justificar as perdas que teve com eventos climáticos extremos, como enxurradas, alagamentos, inundações, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendavais, secas ou estiagens; ou redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários.

Prazo para contratação

A MP estabelece prazo de até 120 dias após a publicação para contratação das linhas, o que corresponde a 12 de novembro de 2026. A efetiva abertura das contratações dependerá da regulamentação e da disponibilidade de recursos.

Nas condições gerais, os produtores enquadrados no Pronaf poderão contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano e prazo de até oito anos.

Para o Pronamp, o limite é de até R$ 2 milhões, com juros de 9% ao ano e prazo de até oito anos. Para os demais produtores, o limite chega a R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano e prazo de até oito anos.

O Comunicado detalha que, para produtores com perdas climáticas em pelo menos três safras e redução mínima de 40% da renda bruta agropecuária esperada, estão previstas condições excepcionais.

No Pronaf, o limite será de até R$ 500 mil, com juros de 5% ao ano e prazo de até 10 anos. No Pronamp, o limite chega a R$ 2,5 milhões, com juros de 8% ao ano e prazo de até 10 anos. Para os demais produtores, o limite será de até R$ 8 milhões, com juros de 11% ao ano e prazo de até 10 anos.

A primeira parcela de amortização do principal vencerá dois anos após a contratação. Durante esse período, haverá pagamento de juros. As garantias poderão ser reduzidas, quando consideradas excessivas, ou ampliadas, quando insuficientes para a nova operação.

As instituições financeiras também poderão prorrogar, por até 30 dias, determinadas parcelas de principal e juros que atendam aos critérios da MP.

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Tarifa dos EUA alcança 31% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve atingir 31% das exportações do Brasil destinadas ao mercado norte-americano, segundo levantamento da Integra Associados divulgado em 17 de julho de 2026. Pelos cálculos da consultoria, cerca de US$ 11,7 bilhões de um total de US$ 37,7 bilhões exportados em 2025 ficarão sujeitos à nova tributação.

A cobertura da medida é menor porque aproximadamente 1.700 produtos foram incluídos na lista de exceções e porque parte dos setores já estava submetida a outras medidas tarifárias, como as tarifas da Seção 232, que abrangem aço, alumínio, cobre, automóveis e autopeças.

Segundo a Integra Associados, o impacto direto deve se concentrar na indústria de transformação, responsável por 94,1% do valor exportado que ficará sujeito à tarifa adicional. Entre os segmentos mais expostos estão máquinas e equipamentos, que concentram o maior volume financeiro potencialmente afetado, além de manufaturados de madeira, armamentos, motores e itens químicos.

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O estudo aponta ainda que a nova rodada tem foco em bens manufaturados de maior valor agregado e intensidade tecnológica. Dos itens atingidos, 54% estão nos segmentos de média-alta e alta tecnologia.

Na avaliação macroeconômica da consultoria, os efeitos agregados tendem a ser limitados. Em 2025, os Estados Unidos responderam por 10,8% das exportações brasileiras, enquanto a corrente de comércio equivaleu a cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB). Ainda assim, o relatório indica efeitos potencialmente relevantes para empresas e cadeias produtivas com maior dependência do mercado norte-americano, diante da elevação do preço final dos produtos brasileiros nos EUA.

Regionalmente, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram o maior volume de exportações potencialmente afetadas. São Paulo lidera a exposição, com US$ 5,28 bilhões sujeitos à nova alíquota, o equivalente a 39,8% das exportações do estado para os EUA. No estado, aparecem entre os destaques máquinas e equipamentos, pneus, motores, especialmente elétricos, e produtos químicos.

A consultoria também destaca que itens como petróleo, café, carne bovina, celulose e suco de laranja ficaram fora da nova rodada tarifária. O relatório acrescenta que os efeitos indiretos podem alcançar atividades ligadas às cadeias exportadoras, como logística, transporte e operações portuárias, caso haja redução no volume embarcado para os Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tarifa dos EUA atinge com mais força a uva brasileira, diz Abrafrutas


Exportações de frutas somam US$ 1,57 bilhão em 2025

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) informou nesta sexta-feira (17) que a uva deve ser a fruta brasileira mais afetada pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos. Segundo a entidade, a medida elevará para 35% a taxação incidente sobre a uva brasileira, com perda de competitividade no mercado norte-americano.

Em nota, a Abrafrutas afirmou que já trabalha para reduzir os impactos da medida por meio da diversificação de mercados e da adoção de novas estratégias comerciais. A entidade informou que mantém contato com produtores e exportadores para orientar o setor diante do novo cenário e identificar alternativas para preservar as exportações.

De acordo com a associação, o objetivo é reduzir os prejuízos aos produtores com ações comerciais e reposicionamento das vendas externas. A entidade também informou que continuará atuando com produtores, exportadores e órgãos governamentais para defender a competitividade das frutas brasileiras.

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Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas para os Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente 14 mil toneladas. Esse desempenho coloca a uva como o principal foco de preocupação dentro da lista de frutas atingidas pela tarifa adicional.

Melão e melancia também foram incluídos entre os produtos tarifados. Segundo a Abrafrutas, o efeito sobre essas frutas tende a ser menor em razão do perfil e do volume das vendas ao mercado norte-americano.

A associação citou ainda a experiência recente das restrições que afetaram as exportações brasileiras de manga para os Estados Unidos no ano passado. Na avaliação da entidade, naquele episódio os produtores reorganizaram operações, ampliaram mercados e adotaram estratégias que reduziram os efeitos econômicos.

Com a nova tarifa, a Abrafrutas concentra a atuação na orientação ao setor e na busca de alternativas comerciais para manter a presença das frutas brasileiras no mercado externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Setor de carne bovina movimenta R$ 1,1 trilhão e enfrenta desafios


A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) lançou em Brasília o Beef Report, um anuário que apresenta um panorama detalhado do mercado de carne bovina no Brasil. O documento destaca a importância do setor, que movimenta mais de R$ 1,1 trilhão e representa cerca de 9% do PIB nacional.

Desempenho do setor em 2022

O Beef Report revela que o ano passado foi marcado por recordes significativos:

  • Recorde de exportações de 1,7 milhão de toneladas;
  • 42 milhões de abates, um aumento de 30 milhões para 42 milhões nos últimos cinco anos;
  • Geração de mais de 10 milhões de empregos.

Desafios atuais

Apesar dos resultados positivos, o setor enfrenta desafios em 2023, especialmente com a China, seu principal parceiro comercial, que impôs uma salvaguarda que reduz a cota de importação de carne brasileira de 1,7 milhão para 1,1 milhão de toneladas, uma queda de 35%.

Roberto Perosa, presidente executivo da ABIEC, destacou a necessidade de redirecionar a produção para outros mercados, já que a China não possui substitutos diretos. Isso pode impactar os preços no mercado interno e a produção de carne.

Negociações com a União Europeia

A ABIEC também está em diálogo com a União Europeia, que representa 5% das exportações brasileiras. O objetivo é garantir que o fluxo comercial não seja interrompido e que a reputação da carne brasileira seja mantida.

Expectativas para o segundo semestre

O segundo semestre de 2023 deve ser marcado por atenção e cautela, com uma expectativa de queda na demanda e nos preços, especialmente no mercado interno. O setor se prepara para mitigar os impactos dessa nova realidade.

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