Com marketing o agrotropical será sucesso mundial

Dar percepção as legítimas realidades significa a essência da administração
onde marketing faz parte. A criatividade sempre andou e antecipou o que veio
a se transformar em realidade, às vezes muitos séculos depois como tão bem a
eletricidade, as ondas do rádio, e mesmo a valorização de obras de arte como
Michelângelo na Capela Sistina, em 1508.
O agro tropical brasileiro foi um sonho de pioneiros que ao olharem para a
vastidão de terras de solos fracos como nos Cerrados afirmaram: “quando
vocês aprenderem a plantar nestes solos terão a maior agricultura do mundo”
(Norman Borlaug, Nobel da Paz, visitando o Brasil na década de 50, depois em
1994).
Nossos criativos traziam dentro de si a alma de marketing, significa criar o que
ninguém ainda sabia que queria, e que ao ser criado traria prosperidade,
segurança e felicidade. Assim ocorreu então nestes últimos 50 anos com o
agro tropical nacional.
Então está na hora de honrarmos nossos criativos na ciência, nas concepções
como Cirne Lima, o ministro que concebeu o plano da Embrapa em 1970,
Alysson Paolinelli, o herói tropical, líderes cooperativistas indo rumo ao grande
interior brasileiro. Brasília com Juscelino, Dijkstra, com plantio direto, Penteado
Cardoso com Manah, Nishimura com Jacto, Secundino com semente híbrida
de milho, Ney Bittencourt com o agronegócio, Roberto Rodrigues com a paz
sinônimo de Brasil, e tantos outros no Proálcool, na pecuária zebuína, na
agroindustrialização.
Na grande síntese fizemos o inimaginável, produzir alimentos, fibras, energia
com sustentabilidade no cinturão tropical do planeta entre os trópicos de
Câncer e Capricórnio. E agora? Até a 4ª maior cooperativa de flores, a
Holambra, uma intercooperação fascinante com o sistema Aurora, entregando
alimentos no mundo e já temos heróis como Erasmo Batistella vendendo
biodiesel na Europa.
Porém, não temos a percepção que fazemos jus de ter. Nossas pesquisas
ainda revelam desconhecimento do que e como produzimos. Mesmo na
liderança do café e do suco de laranja não obtemos a consciência dos
consumidores dos mercados mundiais. Está nos faltando um dos famosos P’s
da fórmula de marketing.
Temos produto, temos um pricing extraordinário, o mais competitivo do mundo,
mesmo com nossas dificuldades conseguimos pontos de venda, logística de
distribuição no mundo, onde até por quem nos conhece somos elogiados:
“vocês estão do outro lado do mundo, num país que não é rico, atravessam os
oceanos e conseguem entregar carne aqui na China” (pesquisa feita na China sobre a proteína animal brasileira pela OnStrategy). Mas somos totalmente debilitados, vulneráveis no P da promoção.
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Não usamos nenhuma personalidade notória brasileira, admirada no mundo
para falar do nosso agro, nem mesmo Pelé ou Senna. Hoje não usamos jovens
que se destacam no skate, como a Fadinha de Imperatriz do Maranhão, a bela
Giselle na moda, ou a genial ginasta Rebeca. Parece que temos vergonha de
evidenciar nossos feitos e fatos para o mundo.
Este próximo 21/7, em São Paulo, a ADVB – Associação de Dirigentes de
Vendas e Marketing do Brasil, ao lado de organizadores como a Biomarketing,
realizam o fórum agro, oportunidades de marketing no agro tropical brasileiro,
sucesso para o mundo inteiro. Uma pesquisa Marca Brasil feita em 26 países
será novamente apresentada e líderes do agro brasileiro estarão discutindo as
legítimas oportunidades com marketing, que o agro nacional pode angariar
gerando muito mais valor daqui para frente.
Brasil é um prato cheio de oportunidades, só nos falta planejamento estratégico
e dar a esse prato a merecida beleza e conquista de corações do mundo por
meio da singular arte da boa propaganda.bilidade brasileira todinha movida com biocombustíveis do Brasil. Eles são nossos.

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
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