segunda-feira, julho 6, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Uruguai ampliam cooperação no agronegócio


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28), em Brasília, o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, para tratar de temas prioritários do agronegócio regional. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Durante a reunião, os ministros reafirmaram a importância da relação bilateral entre Brasil e Uruguai, marcada pela cooperação e pelo intercâmbio comercial. André de Paula destacou o papel do Uruguai como parceiro nas áreas comercial, técnica e institucional, enquanto Alfredo Fratti ressaltou a relevância do diálogo contínuo para a construção de soluções conjuntas no agronegócio.

Entre os temas discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia e ações para ampliar oportunidades comerciais. Segundo André de Paula, o governo brasileiro acompanha as pautas com atenção, considerando aspectos técnicos e legais para fortalecer a parceria entre os países.

Outro ponto abordado foi a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, com a implantação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. A iniciativa envolve a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi discutido o Memorando de Entendimento firmado em dezembro de 2025, voltado ao desenvolvimento de políticas, produtos e tecnologias de origem biológica para a produção agropecuária. Alfredo Fratti destacou o interesse na agenda de bioinsumos, enquanto o Brasil reiterou a disposição de ampliar o intercâmbio técnico nessa área.

Brasil e Uruguai mantêm parceria no âmbito do Mercosul, do Conselho Agropecuário do Sul e de outros fóruns regionais. Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países somou cerca de US$ 2,22 bilhões, com exportações brasileiras de aproximadamente US$ 989,9 milhões e importações de US$ 1,23 bilhão provenientes do Uruguai.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa inédita revela que remineralizadores reduzem efeito estufa em pastagens no Cerrado


Estudo em pastagens do Cerrado mostrou que remineralizadores à base de rochas silicáticas podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa do solo quando comparados ao fertilizante convencional à base de potássio. Entre as fontes testadas, a biotita xisto apresentou o menor potencial de aquecimento global no período monitorado.

A técnica que utiliza rochas moídas para combater o aquecimento global teve sua eficácia conformada no bioma Cerrado. Pesquisa pioneira conduzida pela Embrapa Cerrados e pela Universidade de Brasília (UnB) comprovou que os remineralizadores de solo – conhecidos popularmente como “pós de rocha” – podem reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs) de pastagens, validando resultados antes observados apenas em clima temperado.

Foram testados dois tipos de pós de rocha: o basalto e a biotita xisto. A biotita xisto apresentou a menor emissão de gases de efeito estufa – quatro vezes menos em comparação com o fertilizante comercial cloreto de potássio (KCl). Foram 82 contra 415 quilos de dióxido de carbono (CO2) equivalente por hectare. Os resultados foram publicados na revista internacional Agronomy.

A mitigação das emissões de GEE é um dos desafios da agropecuária no bioma Cerrado. Na pecuária, o metano resultante da digestão dos alimentos pelos animais e o óxido nitroso emitido pelo uso de fertilizantes nitrogenados e manejos da pastagem contribuem para o efeito estufa. O óxido nitroso, embora menos conhecido que o dióxido de carbono (CO2), apesar de ser emitido em menor concentração, é quase 300 vezes mais potente para o aquecimento do planeta.

No Brasil, as pastagens ocupam cerca de 155 milhões de hectares, o que confere ao setor um papel estratégico, tanto no problema quanto na solução. Práticas que aumentem a eficiência do uso de nutrientes, promovam o sequestro de carbono no solo e reduzam perdas na forma de gases são consideradas fundamentais para viabilizar uma agropecuária de baixo carbono.

Novas alternativas para a pecuária

Diferente dos fertilizantes convencionais, como o cloreto de potássio (KCl), apesar de terem efeito imediato, os remineralizadores têm menor pegada ambiental, já que são obtidos pela moagem de rochas silicáticas, sem processos químicos.

Sobre o estudo realizado, Marcus Vinícius dos Santos, engenheiro agrônomo, bolsista da Embrapa e primeiro autor do artigo, destaca os resultados como positivos: “Registramos uma das menores emissões de óxido nitroso [N2O] com o uso da biotita xisto na dose, de 151 toneladas por hectare”.

Já a pesquisadora da Embrapa Cerrados e orientadora do estudo, Alexsandra de Oliveira, ressaltou o potencial desses materiais para o alcance de uma agricultura ambientalmente mais sustentável. “Estamos buscando alternativas que possam reduzir a dependência dos fertilizantes sintéticos importados que usamos para a adubação das pastagens, cuja produção, transporte e aplicação deixam elevadas pegadas ambientais. Com esses resultados, vimos que os remineralizadores demonstram potencial de reduzir as emissões de gases efeito estufa”, sustenta.

Os testes foram realizados em um experimento de longa duração, instalado em 2015 na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com pasto de capim braquiária (Urochloa brizantha), cultivar BRS Paiaguás, forrageira desenvolvida pela Embrapa e uma das mais utilizadas na pecuária tropical brasileira. Naquele ano foram aplicados a biotita xisto e o basalto.

Durante seis meses, entre 2024 e 2025, a equipe utilizou câmaras instaladas no solo para capturar e medir cada micrograma (um milionésimo da grama) de gás emitido pela terra – óxido nitroso (N2O), metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). As medições contemplaram os períodos seco, a transição entre períodos e o chuvoso.

Os experimentos foram conduzidos com simulação de pastoreio, sem a utilização de animais. Após colheita do milho, os resíduos da lavoura foram removidos e feitos cortes para promover a rebrota do pasto.

Já o basalto, foi testado em duas doses: 8,3 toneladas por hectare e 40 toneladas por hectare. Os resultados mostraram que a primeira se mostrou mais eficiente, registrando um estoque de nitrogênio superior quando comparado aos demais tratamentos.

Outro ponto de atenção foi o aumento das emissões em período de chuva, quando foram registrados picos de emissão de óxido nitroso e gás carbônico, o que não ocorreu na época seca.

Além das emissões, foram avaliadas outras variáveis ambientais – temperatura e umidade do solo e teores de nitrato e amônio – fatores que atuam na modulação do comportamento dos GEEs. Além disso, foi acompanhada a atividade das enzimas relacionadas aos ciclos do carbono e do enxofre, como indicadores de saúde do solo, utilizados pela Bioanálise do Solo (BioAS).

O tratamento com a menor dose de basalto (8,3 toneladas por hectare) permitiu observar maiores estoques de carbono no solo, quando comparado aos demais tratamentos e ao controle. Essa também foi a opção com o melhor resultado para o estoque de nitrogênio. O nitrogênio impacta diretamente o sistema pecuário, podendo causar perdas de produtividade, além de danos ambientais.

O estudo mostrou ainda que a atividade das enzimas do solo avaliadas – arilsulfatase e ß-glicosidase – não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, seja com remineralizadores ou com o adubo convencional. Para os pesquisadores, esse resultado indica que os remineralizadores promovem mudanças graduais no solo, sem causar desequilíbrios biológicos. “A estabilidade da atividade enzimática sugere que o sistema mantém sua funcionalidade ao longo do tempo, o que é um indicativo importante de sustentabilidade ambiental”, destaca a pesquisadora da Embrapa Cerrados.

Caminho para menor emissão de gases efeito estufa em pastagens

Além do potencial ganho ambiental, o pó de rocha é um produto nacional. Atualmente, o país importa cerca de 95% do potássio que utiliza, principalmente da Rússia. Já o pó de rocha pode ser encontrado em território nacional, com fontes próximas às áreas rurais. “Cada lugar tem sua pedreira”, reforça, lembrando que o biotita xisto e o basalto são abundantes em diversos estados brasileiros, como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.

“Os resultados reforçam que a transição para sistemas de pecuária de baixo carbono passa não só por ‘trocar o insumo’, mas por escolher a fonte certa e ajustar a dose para maximizar benefícios e evitar efeitos colaterais”, conclui Oliveira.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Zait.ag investe R$ 8 milhões em novas tecnologias apresentadas na Agrishow


A Agrishow 2026 vai contar com a apresentação de um novo ciclo de investimentos e inovação da Zait.ag. Após a fusão entre as empresas Drop e Smart Sensing, a companhia passou a contar com uma equipe de mais de 30 desenvolvedores, com previsão de investir cerca de R$ 8 milhões em novos desenvolvimentos ao longo de 2026, reforçando sua estratégia de ampliar o acesso a tecnologias de precisão e digital no campo. Com a união das operações, a companhia tem previsão de faturamento superior a R$ 100 milhões neste ano.

Com apenas cinco meses desde a integração das operações, a empresa leva à feira um portfólio robusto de lançamentos que combinam aplicação localizada, monitoramento, telemetria e automação. A proposta é unir a precisão do sistema WEED-IT com controladores e softwares desenvolvidos no Brasil, permitindo uma nova geração de soluções mais acessíveis e integradas.

Entre os destaques está a evolução da aplicação localizada com mapas de alta precisão, que possibilita intervenções no nível da planta. Diferente dos modelos tradicionais baseados em zonas, a tecnologia utiliza válvulas com precisão centimétrica para abertura e fechamento de bicos, aumentando a eficiência e reduzindo o uso de insumos.

No segmento de drones, a Zait.ag lança um centro de operações capaz de trabalhar com dois equipamentos simultaneamente, além de integrar uma estação de drones com estação meteorológica embarcada, permitindo definir o melhor momento para a aplicação de insumos com base em condições climáticas em tempo real. Essa integração entre clima, operação e tecnologia traz mais segurança e assertividade às aplicações, reduzindo perdas e aumentando a eficiência agronômica.

Outro lançamento relevante é a plataforma de software para geração de recomendações agronômicas de forma rápida e intuitiva, conectando dados de campo à tomada de decisão. “Com isso, a passamos a atuar de forma completa, oferecendo desde o mapeamento até a aplicação, com foco em entregar economia e resultado ao produtor”, explica Marcos Ferraz, vice-presidente da Zait.ag.

A empresa também apresenta sua nova plataforma de telemetria, que inclui rastreamento de calda e controle de estoque, ampliando a gestão operacional no campo. 

Para demonstrar todas as soluções, a Zait contará com dois estandes na Agrishow 2026, onde os visitantes poderão acompanhar simulações com o sistema WEED-IT em  funcionamento, além de conhecer plataformas digitais e aplicações com mapas de alta precisão em operação. Com os novos investimentos e a ampliação do portfólio, a empresa reforça seu posicionamento como fornecedora nacional de soluções completas, conectando tecnologia, serviço e resultado no campo.





Source link

News

Brasil abre mercado inédito para exportação de uvas ao Azerbaijão


O setor vitícola brasileiro comemora a abertura de um novo mercado para a exportação de uvas ao Azerbaijão, um destino inédito para a fruta nacional. O acordo foi firmado após negociações entre autoridades competentes dos dois países.

Intercâmbio comercial

Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Azerbaijão alcançou a marca de 24 milhões de dólares. Embora esse volume seja considerado modesto, a abertura do mercado de uvas sinaliza um potencial de crescimento significativo nas relações comerciais entre as nações.

Impacto no setor vitícola

  • A abertura do mercado representa uma conquista histórica para o setor vitícola brasileiro.
  • As negociações foram realizadas entre autoridades competentes dos dois países.
  • O novo mercado pode impulsionar as exportações e fortalecer a presença brasileira no exterior.

O post Brasil abre mercado inédito para exportação de uvas ao Azerbaijão apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Governo de São Paulo apresenta pacote de incentivos ao produtor rural


Durante a Agri Show em Ribeirão Preto, o governo de São Paulo anunciou um pacote de medidas voltadas para o agronegócio, que inclui ações de crédito rural, seguro e apoio à compra de máquinas. O investimento totaliza mais de R$ 400 milhões, o maior volume já destinado ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).

Medidas anunciadas

  • Crédito rural mais amplo com juros subsidiados e carência de até 2 anos para pagamento.
  • R$ 100 milhões em subvenção para seguro rural, com expectativa de 80.000 apólices.
  • R$ 40 milhões em subvenção para a compra de máquinas agrícolas, visando até 1.000 operações.

Objetivos do pacote

As medidas têm como objetivo apoiar o desenvolvimento do produtor rural, garantindo que ele tenha tempo para produzir antes de iniciar os pagamentos. O FEAP atua desde o financiamento de investimentos produtivos até a proteção do produtor.

Impacto no campo

O programa Protrator, que facilita a aquisição de maquinário, é destacado como uma ferramenta importante para melhorar a tecnologia e a produtividade no campo. Alex, um produtor de café em Caconde, já investiu em um segundo trator, priorizando segurança e conforto para sua família.

O post Governo de São Paulo apresenta pacote de incentivos ao produtor rural apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Sicredi apresenta soluções inovadoras para produtores rurais na Agrishow


A Sicredi, instituição financeira cooperativa, apresentou na Agrishow soluções voltadas para o produtor rural, enfatizando a importância da gestão de riscos e do seguro rural para garantir a rentabilidade das safras. O evento, que é a maior feira de agronegócio do Brasil, destacou a crescente preocupação dos agricultores com os fatores climáticos que impactam a produção.

Importância do seguro rural

O seguro rural se tornou um complemento essencial para os produtores que utilizam crédito rural. Ele atua como um mecanismo de proteção financeira, permitindo que os agricultores honrem suas dívidas mesmo diante de eventos climáticos adversos. Entre os principais pontos abordados, destacam-se:

  • Aumento da busca por segurança na produção agrícola.
  • Necessidade de alternativas devido ao menor acesso a programas como o Proagro.
  • Histórico recente de frustrações climáticas, como secas e chuvas excessivas.

Desafios enfrentados pelos produtores

Os agricultores têm enfrentado desafios significativos, especialmente em estados como Paraná e São Paulo, onde as condições climáticas têm gerado prejuízos consideráveis. A Sicredi ressaltou que:

  • Eventos climáticos são os principais riscos para a produção.
  • O seguro rural é visto como uma forma de mitigar esses riscos.
  • Produtores que acionaram o seguro reconhecem seus benefícios e alteram suas estratégias de investimento.

Depoimento de produtor rural

Claudemir, um produtor de café em Poço Fundo, Minas Gerais, compartilhou sua experiência com o seguro rural, destacando:

  • O seguro foi crucial após eventos de granizo que impactaram sua lavoura.
  • O investimento em seguro e crédito rural permitiu a continuidade de suas atividades.
  • A importância de se preparar para variáveis climáticas ao planejar a safra.

Com a crescente imprevisibilidade climática, a Sicredi reforça a necessidade de os produtores ampliarem suas coberturas, garantindo proteção desde a fase de mudas até a colheita dos grãos.

O post Sicredi apresenta soluções inovadoras para produtores rurais na Agrishow apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Serra catarinense registra -3,3ºC e é a menor temperatura do Brasil em 2026


A Serra Catarinense registrou a menor temperatura do Brasil em 2026, com a marca de -3,3ºC, na madrugada desta terça-feira, 28 de abril. O frio intenso foi observado em São Joaquim, na região conhecida como Caminhos da Neve, conforme registro da prefeitura local.

Impacto da massa de ar polar

A forte massa de ar polar que entrou no sul do Brasil causou temperaturas muito baixas também em outras regiões:

  • No Rio Grande do Sul, a menor temperatura foi de 0,4ºC, registrada em Santana do Livramento.
  • No Paraná, a mínima foi de 2,5ºC em General Carneiro.

Previsão do tempo

De acordo com meteorologistas, a frente fria que trouxe essa massa de ar polar continuará a influenciar o clima na região sul do país nos próximos dias, mas perderá intensidade gradualmente:

  • As mínimas no Rio Grande do Sul devem ficar abaixo de 10ºC.
  • A chance de geada permanece apenas para áreas da serra gaúcha e catarinense.
  • No Paraná, as mínimas devem atingir cerca de 16ºC.

Condições climáticas gerais

Nos próximos dias, a previsão é de que o frio se mantenha na região sul, enquanto a frente fria avança para o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, trazendo chuvas para o Paraná e sul de São Paulo, o que pode beneficiar o milho da segunda safra em fase de desenvolvimento.

O post Serra catarinense registra -3,3ºC e é a menor temperatura do Brasil em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil abre mercado inédito para exportação de uvas ao Azerbaijão


O setor vitícola brasileiro comemora a abertura de um novo mercado para a exportação de uvas ao Azerbaijão, um destino inédito para a fruta nacional. O acordo foi firmado após negociações entre autoridades competentes dos dois países, representando uma conquista significativa para os produtores brasileiros.

Intercâmbio comercial

Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Azerbaijão alcançou 24 milhões de dólares. Embora esse volume ainda seja considerado modesto, a abertura do mercado de uvas sinaliza um potencial de crescimento nas relações comerciais entre as nações.

Impacto no setor vitícola

  • Abertura de mercado para uvas no Azerbaijão é um marco para o setor.
  • Negociações foram realizadas entre autoridades dos dois países.
  • Expectativa de aumento nas exportações e fortalecimento das relações comerciais.

O post Brasil abre mercado inédito para exportação de uvas ao Azerbaijão apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mato Grosso do Sul registra crescimento no abate de frangos e recorde em exportações suinícolas


A avicultura de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 em alta, com crescimento no abate de frangos e aumento no faturamento das exportações. Segundo dados da FAMA, o agronegócio respondeu por mais de 94% das exportações do estado no período.

Crescimento no abate de frangos

No primeiro bimestre deste ano, o estado registrou um aumento de 6,97% no abate de aves, totalizando mais de 30 milhões de frangos abatidos entre janeiro e fevereiro. Esse crescimento representa quase 7% em relação ao mesmo período de 2025.

Exportações de carne de frango

  • O estado exportou cerca de 28.000 toneladas de carne de frango.
  • Faturamento superior a 62 milhões de dólares.
  • A receita subiu mais de 9%, impulsionada pela valorização do produto.
  • Principais compradores: China e Japão.

Recordes na suinocultura

Mato Grosso do Sul também bateu recordes nas exportações suinícolas, com um crescimento de 125% nos embarques de carne suína nos últimos anos. Em 2025, o setor movimentou mais de 53 milhões de dólares, destacando-se em mercados da Ásia e do Oriente Médio, como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.

Investimentos e sustentabilidade

O crescimento do setor está ligado a investimentos em tecnologia e estrutura da cadeia produtiva. A sustentabilidade é um foco, não apenas em questões ambientais, mas também em garantir a competitividade a longo prazo.

Perspectivas futuras

Com o avanço da rota bioceânica, Mato Grosso do Sul deve ganhar mais competitividade nas exportações, facilitando o escoamento da produção e ampliando a presença da carne suína no exterior. O estado se consolida como um polo de suinocultura no Brasil, destacando-se entre os principais mercados.

O post Mato Grosso do Sul registra crescimento no abate de frangos e recorde em exportações suinícolas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Seguro rural ganha protagonismo na Agrishow e amplia importância no planejamento do produtor


lavoura trator seguro rural
Foto: Divulgação

A gestão de riscos passou a ocupar lugar central nas decisões do produtor rural e ganhou ainda mais visibilidade na Agrishow 2026. Em um cenário de maior instabilidade climática e mudanças no apoio governamental, o seguro rural deixou de ser apenas uma opção e passou a integrar o planejamento estratégico no campo.

A movimentação intensa na feira, realizada em Ribeirão Preto (SP), mostra que investir em produtividade continua sendo prioridade, mas agora acompanhado de uma atenção maior aos riscos. O agricultor quer produzir, mas também busca garantir a colheita.

Segundo Devanir Brisola, gerente de desenvolvimento de negócios do Sicredi, o menor acesso a programas de gerenciamento de risco, como o Proagro, tem levado o produtor a buscar alternativas. “Estamos saindo de ciclos com frustrações no campo, com anos marcados por secas prolongadas e também excesso de chuvas, que geraram grandes prejuízos para produtores de milho e soja”, afirma.

Segundo ele, esse histórico recente tem impactado diretamente a tomada de decisão do produtor, que está mais cauteloso e atento à necessidade de proteção da produção.

Nesse contexto, o seguro rural tem atuado como um complemento essencial ao crédito. Enquanto o crédito é utilizado para impulsionar a produtividade, o seguro entra como proteção da atividade. “Se o produtor enfrenta um evento climático e não consegue colher o que foi planejado, a dívida continua. O seguro garante que ele consiga honrar esse compromisso e dar continuidade à atividade”, afirma Devanir Brisola.

E o principal risco segue fora do controle do produtor. Atualmente, os eventos climáticos continuam sendo a maior ameaça. “A gente não consegue prever, mas consegue se prevenir”, destaca ele. Segundo Brisola, o clima permanece como o maior desafio para o produtor rural.

Quem já enfrentou perdas reconhece o valor dessa ferramenta. É o caso de Claudemir Pereira, produtor de café em Poço Fundo (MG), que teve prejuízos após uma chuva de granizo. “Naquele momento, a gente não conseguiria realizar o pagamento. O seguro foi uma grande ajuda”, relata.

O impacto financeiro foi significativo. O seguro da lavoura ficou em torno de R$ 100 mil, podendo chegar a R$ 150 mil ao considerar os custos totais. “Hoje o investimento é maior, mas com os pés no chão. A gente sabe que pode investir, mas com a segurança de que vai ter uma colheita garantida”, explica o produtor, ao mostrar como a experiência mudou sua forma de investir.

Em um cenário cada vez mais instável, a busca por proteção tende a crescer. “Já estamos olhando outras formas de seguro, inclusive para viveiros, mesmo sendo um desafio”, acrescenta Claudemir. Segundo ele, diante das incertezas, garantir a continuidade da atividade se tornou tão importante quanto produzir.

O post Seguro rural ganha protagonismo na Agrishow e amplia importância no planejamento do produtor apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link