segunda-feira, julho 6, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

irrigação por gotejamento ganha status de estratégia e Netafim lidera debate na Agrishow 2026


A agricultura brasileira já está em uma nova fase: menos dependente do clima e cada vez mais orientada pela gestão de risco. Em um cenário de instabilidade hídrica, pressão de custos e necessidade de maior controle sobre os resultados, a irrigação deixou de ser uma decisão tática para se consolidar como estratégia central dentro da porteira, assumindo um papel direto na segurança produtiva e financeira das operações agrícolas.

É nesse contexto que a Netafim, pioneira e líder global em irrigação por gotejamento, participa da Agrishow 2026, principal feira do agro brasileiro e maior vitrine de tecnologia do setor. Mais do que apresentar soluções, a empresa chega com o objetivo de reforçar seu papel como parceira estratégica do produtor em um momento de transformação estrutural do campo.

A mensagem central da empresa, “Netafim, a sua marca de irrigação”, dialoga diretamente com essa mudança. Em um ambiente de restrição de crédito e maior incerteza, a irrigação, aliada à fertirrigação e ao uso de dados, deixa de ser apenas um sistema operacional e passa a atuar como um sistema de gestão da produtividade, capaz de trazer mais controle, eficiência no uso de recursos e previsibilidade ao resultado da lavoura.

“O principal objetivo da Netafim na Agrishow é consolidar o valor da marca no campo, mostrando na prática por que a Netafim é, de fato, a sua marca de irrigação”, afirma Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

Essa virada também se reflete nos números do setor. Segundo o CEO da Netafim, Ricardo Almeida, o mercado de irrigação no Brasil apresenta crescimento consistente e grande potencial de expansão, um movimento que reforça o caráter estrutural dessa tecnologia dentro do agro.

“Dados publicados pela Câmara Setorial de Irrigação da Abimaq apontam crescimentos expressivos do mercado ano a ano para patamares próximos a 400 mil hectares por ano. A Agência Nacional de Águas aponta mais de 8 milhões de hectares irrigados e estima expansão adicional de 4,2 milhões de hectares até 2040, com potencial técnico de até 55 milhões de hectares”, afirma o executivo.

Na Agrishow, a Netafim apresenta avanços que refletem essa nova demanda do produtor, com foco na democratização do acesso à tecnologia e na integração entre irrigação, fertirrigação e digital farming, um conjunto que permite transformar dados em decisões mais precisas ao longo de todo o ciclo produtivo. Entre os destaques estão soluções de monitoramento, coleta de dados e automação aplicadas à fertirrigação, além do fortalecimento do portfólio em gotejamento para diferentes culturas.

Para Michele Silva, essa evolução está diretamente ligada a uma mudança de mentalidade no campo: “A irrigação passou a ser percebida como parte do arsenal de gestão de risco. Quando o produtor enfrenta variabilidade climática e de mercado recorrente, ele compra previsibilidade, e previsibilidade, no campo, envolve plano, engenharia e operação, não um equipamento isolado.”

O estande da empresa acompanha essa proposta, com uma experiência imersiva que conecta tecnologia, conhecimento técnico e aplicação prática no campo. Com especialistas disponíveis durante todo o evento e participação ativa de distribuidores e parceiros, o espaço foi concebido para demonstrar como o uso integrado de soluções pode impactar diretamente produtividade, eficiência e tomada de decisão.

Para Ricardo Almeida, o movimento é claro e irreversível: “A irrigação não é apenas um sistema produtivo, ela se torna uma ferramenta de segurança, um verdadeiro ‘seguro’ da produção, garantindo estabilidade, produtividade e maior controle sobre o resultado do negócio.”

Com investimentos industriais relevantes no Brasil, incluindo a ampliação da capacidade produtiva em Ribeirão Preto, e o reconhecimento do país como um dos principais mercados globais da companhia, a participação da Netafim na Agrishow 2026 reforça não apenas sua liderança, mas também seu papel como uma das empresas que impulsionam a consolidação da irrigação como infraestrutura estratégica do agronegócio brasileiro.





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Mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero no mercado europeu a partir de maio, diz CNI


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero no mercado europeu assim que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entrar em vigor, na próxima sexta-feira (1º).

O montante equivale a mais de 80% das importações da União Europeia de bens do Brasil em 2025. Desses produtos, alguns já são livres de alíquotas de importação e outros 2.932 passarão a ter tarifa zero, sendo 93% (2.714) bens industriais.

Entre os 2.932 produtos que possuem tarifas e terão redução imediata, se destacam os seguintes setores: máquinas e equipamentos (21,8%), alimentos (12,5%), produtos de metal (9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%) e químicos (8,1%).

A União Europeia importou US$ 607,7 milhões do setor de máquinas e equipamentos brasileiro em 2025. Com o acordo, 95,8% desse valor entrará com tarifa zero no mercado europeu imediatamente. Ao todo, 802 produtos do setor não estarão sujeitos a tarifas de importação na União Europeia, incluindo itens como compressores, bombas para combustíveis, lubrificantes ou líquidos de arrefecimento e árvores de transmissão.

No setor de alimentos, serão 468 produtos sem tarifa imediata, incluindo subprodutos como animais não comestíveis, óleo de milho e extratos vegetais. No setor de metalurgia, serão 494 produtos sem alíquota de importação na entrada em vigor do acordo, incluindo ferro-gusa, matéria-prima da siderurgia, obtido pela redução do minério de ferro, chumbo, barras de níquel e óxido de alumínio.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o acordo amplia o acesso preferencial para um dos mercados mais estratégicos do mundo e oferece maior previsibilidade regulatória.

“O acordo representa uma oportunidade para ampliar, de forma significativa, a presença do Brasil no mercado internacional e fortalecer a agenda de competitividade industrial do País”, explica. Hoje, os países com que o Brasil mantém acordos comerciais respondem por 8,9% das importações mundiais. Com a integração Mercosul-União Europeia, esse porcentual poderá chegar a 37,6%.

A CNI lançou três documentos para auxiliar exportadores: o Manual do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia, que detalha os principais compromissos comerciais assumidos e oportunidades previstas, e duas cartilhas: uma sobre compras governamentais e outra sobre as regras de origem que as empresas precisam cumprir para ter direito à redução de tarifas prevista no acordo.

A CNI e suas congêneres no Mercosul – a Câmara de Indústrias do Uruguai (CIU), a União Industrial Argentina (UIA) e a União Industrial Paraguaia (UIP) – vão criar, em parceria com a BusinessEurope, um comitê do setor privado para monitorar e apoiar a implementação do acordo entre os blocos econômicos. A iniciativa vai apoiar as empresas na adaptação ao novo ambiente de negócios e na identificação de oportunidades concretas.

Próximos passos

O acordo segue uma implementação progressiva, com a redução escalonada de tarifas para produtos sensíveis ao longo de prazos que podem chegar a 10 anos na União Europeia e a 15 anos no Brasil, com exceção de veículos elétricos, híbridos e novas tecnologias, que possuem um prazo maior, de até 30 anos.

Na tarde desta terça-feira (28), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou decreto de promulgação do acordo de comércio entre o Mercosul e a UE.

Em outro momento, o governo federal deverá publicar uma portaria para regulamentar como as cotas de importação serão distribuídas entre os países do Mercosul, estabelecendo critérios e os volumes permitidos para cada país membro no âmbito do acordo.

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Acordo Mercosul-União Europeia é promulgado e entra em vigor em 1º de maio


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (28), o decreto que permite a aplicação imediata do acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia no Brasil, viabilizando sua entrada em vigor na sexta-feira (1º de maio).

Na prática, o tratado estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de pessoas e conectando economias da América do Sul e da Europa.

A entrada em vigor inicia um processo gradual de abertura comercial entre os blocos. O Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, deverá zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos. Já a União Europeia prevê eliminar tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

Com o acordo, haverá ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente para produtos agropecuários. O texto também prevê redução de barreiras comerciais, padronização de regras sanitárias e facilitação de processos aduaneiros. Além disso, empresas passam a ter maior acesso a compras governamentais nos países dos dois blocos.

Impactos esperados

A ApexBrasil estima que o acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação dos produtos vendidos ao exterior.

O agronegócio tende a ser um dos principais beneficiados, com maior competitividade para itens como carnes, açúcar e etanol. Ao mesmo tempo, setores industriais devem enfrentar maior concorrência de produtos europeus no mercado interno.

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O campo no vermelho: juros altos e desvalorização do dólar desafiam o produtor rural


Ilustração que mostra que o produtor rural anda preocupado com dívidas
Ilustração feita por IA para o Canal Rural

O agronegócio brasileiro vive hoje o paradoxo da eficiência: produzimos como gigantes, mas pagamos as contas como reféns.

O cenário para o biênio 2026/2027 não desenha uma bonança, mas sim um teste de resistência para quem está sobrevivendo ao “custo Irã” e à escalada brutal dos preços dos insumos.

A guerra no Oriente Médio não é mais um evento distante na TV. Ela é o preço do fertilizante nitrogenado que pressiona as margens da produção agrícola no nosso país.

O Brasil importa quase todo o seu consumo de ureia, e boa parte disso atravessa zonas de conflito que podem fechar a qualquer momento.

Vivemos sob a sombra de uma montanha de dívidas que não para de crescer. O endividamento global já encosta nos 350% do PIB mundial.

No Brasil, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida pública pode atingir 100% do PIB em 2027, que pagamos 8% do PIB além da inflação. É um sistema erguido sobre promessas de pagamento que a produção real dificilmente conseguirá honrar sem sacrifícios brutais.

Nesse cenário, o dólar vive uma crise de identidade. Embora o câmbio doméstico pareça alto, a moeda americana perde valor no mercado mundial pelas ações do atual presidente dos EUA.

Políticas de isolamento e sanções empurram bancos centrais para longe da divisa, corroendo sua hegemonia e gerando instabilidade sistêmica.

A tendência no mercado interno é de manutenção de juros em patamares elevados. Atualmente em 14,75% ao ano, o Boletim Focus projeta que a Selic encerre 2026 em 13% e 2027 em 11%.

O alto endividamento público exige que o Banco Central mantenha os juros altos para segurar a inflação e atrair capital, sufocando o crédito para o produtor.

Não se trata de futurologia, mas de constatação empírica. A rentabilidade foi drenada. O que sobra para o produtor é um potencial de endividamento perigoso e uma exposição de risco jamais vista.

O campo encara um horizonte onde a sobrevivência exigirá muito mais mais do que boa colheita: exigirá uma engenharia financeira implacável para não sucumbir ao custo do dinheiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Nova frente fria traz chuva forte e muda o tempo em algumas regiões do país


Uma nova frente fria começa a se formar na costa do Sudeste e deve reorganizar o tempo no Brasil nos próximos dias.

O sistema, associado a uma área de baixa pressão próxima ao litoral de São Paulo, reforça as instabilidades no Sul e amplia as condições para chuva moderada a forte em áreas do Sudeste, especialmente no estado paulista.

Enquanto isso, temporais seguem atuando no Sul e avançam de forma irregular por outras regiões, mantendo o contraste entre excesso de chuva e baixa umidade no interior do país.

Sul

No Sul do país, a chuva já ocorre desde cedo entre o Paraná e Santa Catarina. As instabilidades atingem principalmente a metade sul paranaense e o norte catarinense, com potencial para temporais e acumulados elevados.

Ao longo do dia, a chuva avança por áreas do Paraná, metade oeste de Santa Catarina e chega ao extremo norte do Rio Grande do Sul. Já no restante do território gaúcho, o tempo permanece firme.

As temperaturas seguem mais baixas pela manhã no Rio Grande do Sul, com elevação à tarde. Há chance de geada no sudeste do estado. O mar fica agitado no litoral gaúcho e catarinense.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria se afasta para o oceano, mas um novo sistema de baixa pressão se forma próximo à costa de São Paulo, favorecendo a chuva.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes no sul e litoral paulista, com trovoadas. A chuva também atinge o litoral norte do Espírito Santo e pontos do sudoeste de São Paulo, porém com menor intensidade.

Nas demais áreas da região, o tempo segue estável. As temperaturas permanecem elevadas, mas caem no sul paulista devido à nebulosidade.

A umidade do ar entra em alerta em áreas do interior, com índices abaixo de 30% no norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e interior de Minas Gerais. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão é de pancadas de chuva desde cedo no norte, nordeste e interior de Mato Grosso. No sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, há risco de temporais.

Durante a tarde, as instabilidades se intensificam em grande parte de Mato Grosso e em áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul.

Já em Goiás, o tempo permanece firme na maior parte do estado, com destaque para a baixa umidade do ar, que pode ficar abaixo dos 30%, especialmente no sudeste e entorno de Goiânia.

Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra na faixa litorânea, entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, influenciada pela umidade marítima.

Há previsão de pancadas mais intensas entre o Ceará, Maranhão e norte do Piauí, com risco de temporais isolados. No interior da região, o tempo segue seco e quente.

A umidade relativa do ar também preocupa em áreas do interior, especialmente no sul do Piauí e na Bahia.

Norte

Na região Norte, a presença de umidade mantém o tempo instável. Pancadas de chuva ocorrem desde cedo em estados como Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam, com risco de temporais em grande parte da região, especialmente no Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia.

No Tocantins, a chuva é mais irregular, com tempo firme em parte do estado.

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Agricultura de precisão é destaque na Agrishow 2026


A 31ª edição da Agrishow destaca o avanço da agricultura de precisão como uma das principais tendências tecnológicas do setor. O modelo reúne ferramentas como GPS, sensores, inteligência artificial, drones e softwares para formar um sistema integrado de gerenciamento das lavouras, com foco na otimização da produção.

A proposta da agricultura de precisão é aplicar insumos na quantidade, no local e no momento adequados, com base em dados coletados e analisados em tempo real. O uso dessas tecnologias permite ao produtor reduzir custos, elevar a produtividade e diminuir impactos ambientais, a partir de decisões orientadas por informações sobre solo e condições das culturas.

Para o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, o avanço tecnológico tem alterado a dinâmica do setor. “as novas tecnologias estão promovendo uma revolução no agronegócio. Os produtores podem estruturar melhor suas operações, embasados em dados reais e seguros. Desta forma, o trabalho humano no campo se torna cada vez mais estratégico e qualificado e o agricultor consegue tomar decisões mais assertivas, além de fazer uma gestão mais eficiente, com maior controle das variáveis climáticas, de logística e financeiras”.

Entre as empresas expositoras, a AGTech apresenta soluções voltadas à automação, conectividade e uso de dados em tempo real. Segundo a companhia, o portfólio integra máquinas, sistemas e pessoas para ampliar a eficiência das operações, desde o plantio até a colheita, com apoio de tecnologias como agricultura de precisão e drones.

Outro destaque é a Sigma, que expõe equipamentos para monitoramento ambiental e produtivo. Entre eles, a estação Sensor Carbon Node LI-720, voltada à medição de carbono em sistemas agrícolas, além de sensores para evapotranspiração e análise da estrutura das culturas, utilizados no acompanhamento do desempenho das lavouras.





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Super Quarta: Banco Central e Fed decidem sobre juros com crise do petróleo no radar


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (29), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta chega com mercado sem convicção e petróleo acima de US$ 104 pressionando o cenário. O IPCA-15 veio abaixo do esperado, mas a composição pior limita alívio para o Banco Central.

O Copom deve cortar 0,25 ponto com comunicado cauteloso, enquanto o Fed enfrenta o dilema entre choque de energia e atividade resiliente. Ibovespa caiu 0,51% aos 188 mil pontos e dólar ficou estável a R$ 4,98.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Agrishow reúne os mais recentes lançamentos do mercado de drones


Cada vez mais a agricultura tem se beneficiado do uso de drones. Segundo o Ministério da Agricultura (MAPA), o número de equipamentos em operação nas propriedades rurais do país saltou de cerca de três mil em 2021 para 35 mil em 2025. E projeções do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) apontam que em três anos 100 mil equipamentos podem estar em uso no campo.

Entre os fatores que explicam essa expansão estão o aumento da eficiência, especialmente em operações de pulverização, além da redução no consumo de água e insumos. Alguns modelos, por exemplo, que têm capacidade para até 50 litros, podem gerar uma economia de até 30% no consumo de defensivos agrícolas e outros insumos. No plantio, há drones que conseguem semear até 50 hectares por dia.

Para o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, os drones se tornaram ferramentas essenciais para aumentar a produtividade no campo. “Hoje temos equipamentos com tecnologias embarcadas que mapeiam solos, analisam culturas e fazem pulverização com precisão. Isso auxilia o produtor na tomada de decisões a partir da coleta e análise de dados. São recursos que tornam a operação mais rápida, eficiente e sustentável”, diz.

Agrishow reúne os mais recentes lançamentos do mercado de drones

Em parceria com a Agrosure, a EAvision apresenta sua linha de drones voltados para pulverização inteligente. São modelos como o J70 que comporta carga de 35 litros de pulverização, 50 quilos de distribuição e vazão de 16 litros por minuto. Já o J150, trabalha com até 70 litros de pulverização, 80kg de distribuição e vazão de até 40 litros por minuto.

Outro destaque é uma solução da Xmobots capaz de reduzir em até R$ 136 mil o custo operacional por safra. Trata-se de uma combinação entre SPAD e DAASFY, chamada de SPAD 200B, desenvolvida para tornar a pulverização agrícola mais eficiente, com menor consumo de combustível, menos tempo de operação e maior previsibilidade de custos.

A DJI Agriculture apresenta sua nova geração de drones voltados para facilitar o trabalho no campo. Entre os lançamentos para esta Agrishow estão a linha Agras (T100, T70P, T25P) e o drone de carga FlyCart 100, focando em pulverização, semeadura e logística. Outros equipamentos como o DJI FlyCart 100 trabalham na logística da propriedade, com capacidade de carga pesada, entre 80kg e 85kg.





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CNA apresenta propostas para o Plano Safra 2026/2027


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou, na terça (28), o documento com as dez propostas da entidade para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

O documento foi entregue pelo presidente da CNA, João Martins, ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

No documento, a CNA destaca os pontos prioritários para o próximo ciclo, com foco em iniciativas estruturantes como previsibilidade do orçamento, planejamento plurianual, e no fortalecimento da saúde financeira do produtor, nos instrumentos de renegociação de dívidas, ampliação do acesso ao crédito e recursos para o seguro rural.

As propostas foram construídas em parceria com as Federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos e produtores rurais durante encontros realizados nas cinco regiões brasileiras.

As sugestões buscam assegurar a sustentabilidade econômica do setor e preservar o papel estratégico do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de alimentos do mundo.

Na introdução do documento, a CNA destaca que diante do atual cenário internacional e doméstico adverso, marcado por incerteza, volatilidade e riscos crescentes, o fortalecimento das políticas agrícolas deixa de ser apenas desejável e passa a ser condição necessária para a estabilidade da produção, o controle da inflação de alimentos e a garantia da segurança alimentar.

A entidade esclarece que o setor tem operado sob forte pressão de custos, juros elevados, restrições financeiras, clima altamente instável e adverso e, por essas razões, vem mantendo a produção à custa de maior endividamento e redução de margens.

Nesse contexto, o Plano Safra 2026/27 assume caráter decisivo, já que não se trata apenas de ampliar recursos, mas de reestruturar e fortalecer os instrumentos de política agrícola, garantindo acesso efetivo ao crédito, previsibilidade, gestão de riscos e condições efetivas para a continuidade da produção.

A CNA entende que a política de crédito rural deve buscar soluções que conciliem liquidez ao produtor, mitigação de riscos, instrumentos adequados de renegociação e segurança institucional, de modo a sustentar a atividade produtiva sem desorganizar os incentivos e a confiança no mercado de financiamento.

Previsibilidade – No documento, a Confederação demonstra preocupação com o descompasso entre o orçamento anual e o ciclo do Plano Safra, que dificulta o planejamento das operações dos produtores, cooperativas e agentes financeiros. “A assimetria entre o calendário orçamentário e o agrícola prejudica a previsibilidade e dificulta o planejamento adequado das políticas públicas voltadas ao agro”.

Além da questão do calendário, também é preocupante a insuficiência de recursos previstos no Orçamento Geral da União (OGU), que não são compatíveis com a demanda do setor. O cenário é agravado em um ambiente de juros mais elevados, que aumentam o custo fiscal para o governo manter o crédito subsidiado, exigindo complemento de recursos durante o ano para o agro.

“Por isso, a previsibilidade orçamentária, a compatibilização entre o OGU e o Plano Safra e a alocação de recursos em volume adequado são condições essenciais para dar segurança ao planejamento do agro e evitar descontinuidades em políticas estruturantes para o setor”, afirma o documento.

Plano Plurianual – Outra prioridade da CNA para a safra 2026/27 é um novo modelo orçamentário plurianual para as políticas agrícolas. A justificativa da entidade é de que, embora o PAP seja apresentado como um compromisso para todo o ciclo da safra, a implementação permanece a uma lógica anual, fragmentada e sujeita a interrupções, contingenciamentos e reprogramações ao longo do período produtivo.

Para a CNA, o novo modelo orçamentário do Plano Safra deve ser orientado pela previsibilidade, pela plurianualidade e pela continuidade de execução. “Mais do que ampliar valores anunciados, deve fortalecer a qualidade institucional do plano, com uma arquitetura orçamentária compatível com a dinâmica da produção”.

Segundo a entidade, a adoção de uma programação plurianual indicativa representa um passo essencial para trazer maior racionalidade, previsibilidade e capacidade de planejamento à política agrícola brasileira.

Essa programação pode contemplar, entre outros pontos, a equalização da taxa de juros com sinalização prévia de recursos; a subvenção ao seguro rural com horizonte de médio prazo; instrumentos emergenciais para eventos severos com reserva programada e priorização gradual de gargalos estruturais do setor com definição de etapas e metas para áreas, como armazenagem, irrigação e recuperação de solo.

Propostas – As propostas apresentadas pela CNA para o Plano Safra 2026/2027 buscam contribuir para a construção de uma política agrícola mais robusta, estável e eficiente. Ao priorizar a melhoria dos instrumentos existentes, a ampliação do acesso ao crédito, o fortalecimento do seguro rural e a integração com mecanismos de gestão de risco e comercialização, o objetivo é reduzir vulnerabilidades e criar condições para o desenvolvimento sustentável do setor.

Além das propostas prioritárias, o documento possui 6 capítulos: Introdução, Crédito Rural, Gestão de Riscos, Endividamento e saúde financeira do produtor rural, Mercado de Capitais e Proposta da “Lei do Agro 3”.

Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:

1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;

2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;

3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;

4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;

5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;

6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);

7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;

8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;

9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;

10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Uruguai ampliam cooperação no agronegócio


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28), em Brasília, o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, para tratar de temas prioritários do agronegócio regional. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Durante a reunião, os ministros reafirmaram a importância da relação bilateral entre Brasil e Uruguai, marcada pela cooperação e pelo intercâmbio comercial. André de Paula destacou o papel do Uruguai como parceiro nas áreas comercial, técnica e institucional, enquanto Alfredo Fratti ressaltou a relevância do diálogo contínuo para a construção de soluções conjuntas no agronegócio.

Entre os temas discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia e ações para ampliar oportunidades comerciais. Segundo André de Paula, o governo brasileiro acompanha as pautas com atenção, considerando aspectos técnicos e legais para fortalecer a parceria entre os países.

Outro ponto abordado foi a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, com a implantação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. A iniciativa envolve a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi discutido o Memorando de Entendimento firmado em dezembro de 2025, voltado ao desenvolvimento de políticas, produtos e tecnologias de origem biológica para a produção agropecuária. Alfredo Fratti destacou o interesse na agenda de bioinsumos, enquanto o Brasil reiterou a disposição de ampliar o intercâmbio técnico nessa área.

Brasil e Uruguai mantêm parceria no âmbito do Mercosul, do Conselho Agropecuário do Sul e de outros fóruns regionais. Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países somou cerca de US$ 2,22 bilhões, com exportações brasileiras de aproximadamente US$ 989,9 milhões e importações de US$ 1,23 bilhão provenientes do Uruguai.

 





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