A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), o parecer do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) ao projeto de lei 690/2026. A proposta autoriza restrições temporárias à importação de arroz em situações nas quais o preço de mercado esteja abaixo do custo de produção nacional. Pelo texto, a medida só poderá ser adotada se houver estoque suficiente para garantir o abastecimento interno.
De autoria da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), o projeto cria um instrumento de defesa comercial voltado ao setor orizícola. A lógica da proposta é condicionar a suspensão temporária das importações a um cenário de desequilíbrio de mercado, com preservação da oferta doméstica.
No parecer aprovado, Rodrigo da Zaeli afirma que o mecanismo busca assegurar condições de concorrência para o produtor brasileiro. Segundo o deputado, a proposta “contribui para a estabilidade do setor agrícola” ao evitar desorganização da cadeia produtiva em momentos de preços abaixo do custo.
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A tramitação ocorre em caráter conclusivo nas comissões. Antes de seguir ao Senado, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
O projeto já recebeu aval em outros colegiados. Na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), o relator Junio Amaral (PL-MG) classificou a proposta como necessária para aperfeiçoar a legislação agrícola. Na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), o relator Daniel Agrobom (PL-GO) defendeu medidas de fortalecimento da produção nacional e de estímulo à competitividade do agro.
Na prática, o texto busca criar uma salvaguarda para momentos em que o arroz importado entre no mercado brasileiro com preços inferiores aos custos internos. O conteúdo apresentado, no entanto, não detalha critérios operacionais como prazo máximo de restrição, metodologia de cálculo do custo de produção ou órgão responsável pela eventual execução da medida.
A Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados (CAPADR) aprovou, nesta quarta-feira (29), o parecer favorável ao projeto de decreto legislativo (PDL) 758/2025, que susta a resolução nº 510/2025 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A norma estabelece critérios para a emissão de autorizações de supressão de vegetação nativa em imóveis rurais. O texto agora seguirá para análise em outras duas comissões da Casa antes de eventual votação em plenário.
O PDL 758/2025 é de autoria do deputado Junio Amaral (PL-MG), e o parecer aprovado foi apresentado pelo deputado Pezenti (MDB-SC). O ponto central do questionamento é a exigência de vincular a emissão e a validade das autorizações ambientais à aprovação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
No parecer, Pezenti afirma que a regra transfere ao produtor rural uma etapa que depende da capacidade operacional do poder público. Segundo o relator, a análise do CAR ainda ocorre de forma lenta nos órgãos ambientais, o que pode restringir a obtenção das autorizações mesmo quando o imóvel já está inscrito no cadastro.
Junio Amaral sustenta que a resolução cria condicionantes burocráticas que, na prática, dificultam o andamento da atividade produtiva. Já o relator argumenta que a medida amplia exigências além do que está previsto no Código Florestal, ao estabelecer restrições por meio de norma infralegal.
Do ponto de vista prático, a discussão envolve segurança jurídica e previsibilidade para produtores que dependem de licenciamento para manejo e abertura de áreas autorizadas pela legislação. Como a análise do CAR não ocorre no mesmo ritmo em todos os estados, a aplicação da regra pode gerar efeitos diferentes entre regiões. O texto recebido não informa prazo médio nacional de análise do cadastro nem número de imóveis afetados pela resolução.
Após a aprovação na CAPADR, o projeto ainda será examinado pelas comissões de Meio Ambiente e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Se avançar nessas etapas, seguirá para votação no plenário, onde poderá definir a continuidade ou a sustação da Resolução nº 510/2025 do Conama.
A São José chega à Agrishow 2026 – de 27 de abril a 1⁰ de maio – em Ribeirão Preto (SP), com um recado direto ao produtor: é possível produzir mais gastando menos — mesmo diante de clima extremo e pressão por eficiência.
A empresa apresenta um portfólio ancorado em três frentes que hoje dominam a agenda do agro: redução de custos, ganho operacional e mitigação de riscos climáticos.
Um dos principais destaques é o Tanque Mata Fogo, solução que responde ao aumento dos incêndios no campo, intensificados por eventos como o El Niño. Equipado com o agente F500, o sistema atua diretamente no combustível do fogo, criando uma barreira química que impede a reignição por até 48 horas — um diferencial crítico em áreas agrícolas.
Na prática, o equipamento reduz temperaturas de até 700°C para cerca de 52°C em segundos, diminui a emissão de fumaça tóxica e pode ser até 10 vezes mais eficiente que o uso de água. O conceito de operação com baixa vazão e alta pressão permite que um tanque de 12 mil litros tenha desempenho equivalente a modelos de até 120 mil litros, com autonomia operacional significativamente maior.
Na agricultura de precisão, a São José lança a Turbem PRO, distribuidor de fertilizantes com faixa de aplicação de até 36 metros, projetado para aumentar a uniformidade e reduzir desperdícios — impactando diretamente o custo por hectare.
Outro destaque é a linha premium Kelly, voltada à evolução do plantio direto e construção de solo. A tecnologia permite o controle de plantas invasoras com potencial de redução de até 100% no uso de herbicidas, o que pode representar economia de até R$ 100 por hectare.
Além disso, promove manejo mais eficiente da palhada, acelera a ciclagem de nutrientes e contribui para uma emergência mais uniforme das culturas.
Na linha de preparo de solo, os descompactadores e escarificadores atuam entre 15 e 55 cm de profundidade, favorecendo o desenvolvimento radicular e a infiltração de água — fator decisivo para produtividade em cenários de estiagem.
Já na colheita, as Carretas Graneleiras Gran Speed entregam alta performance, com capacidade de descarga de até 250 sacas por minuto, podendo ser até três vezes mais eficientes que equipamentos convencionais. O resultado é ganho direto no ritmo da operação e melhor aproveitamento das colheitadeiras.
“A Agrishow é o principal palco para apresentar soluções que resolvem problemas reais do produtor. Nosso foco é tecnologia com impacto direto no resultado: menos custo, mais produtividade e mais segurança”, afirma Daniel Ribeiro, gerente de marketing da São José.
A empresa recebe visitantes durante toda a feira em seu estande, com demonstrações das tecnologias e condições comerciais exclusivas para o evento.
A Câmara dos Deputados instalou, na tarde desta quarta-feira (29), a comissão especial que vai analisar as propostas de emenda à Constituição (PECs) relacionadas à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1. A instalação foi declarada pelo deputado José Rocha (União Brasil-BA). Por acordo entre os parlamentares, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi indicado para a relatoria e o deputado Alencar Santana (PT-SP) para a presidência do colegiado.
Apesar da definição por acordo, os nomes ainda precisam passar por eleição, conforme o regimento da Câmara. A comissão especial será formada por 38 membros titulares e 38 suplentes.
Nesta fase da tramitação, o colegiado terá a função de discutir o mérito das propostas e analisar o parecer que será apresentado pelo relator. Esse é o estágio em que os parlamentares debatem o conteúdo das PECs, avaliam eventuais mudanças no texto e consolidam uma versão para as etapas seguintes do processo legislativo.
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Como se trata de proposta de emenda à Constituição, a comissão especial é uma etapa relevante da tramitação. É nesse espaço que ocorre a análise política e técnica do texto após o avanço inicial nas comissões competentes ou no rito definido pela Casa.
O material disponível até o momento não detalha quais PECs específicas serão analisadas em conjunto, nem informa o texto consolidado das propostas, os percentuais de redução de jornada em discussão ou um cronograma oficial de votação. Também não foram divulgadas, até agora, estimativas formais de impacto econômico ou trabalhista associadas às medidas.
Para os setores produtivos, a instalação da comissão marca o início da análise mais aprofundada de propostas que podem alterar regras de organização do trabalho. O impacto prático, no entanto, dependerá do conteúdo final do parecer e da evolução da tramitação no Congresso Nacional.
Os próximos passos devem incluir a eleição formal do presidente e a confirmação da relatoria, além da apresentação do plano de trabalho da comissão. Só após essa etapa será possível medir, com base no texto efetivamente debatido, o alcance regulatório das propostas.
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve nesta quarta-feira (29) a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No comunicado, a instituição afirmou que os desdobramentos no Oriente Médio estão adicionando altos níveis de incerteza ao cenário econômico e passou a descrever a inflação como elevada, em vez de ligeiramente elevada.
Segundo o Federal Reserve (Fed), os indicadores recentes mostram que a atividade econômica dos Estados Unidos segue em ritmo sólido. O comunicado também informou que a taxa de desemprego apresentou poucas variações no período mais recente.
Ao justificar a decisão, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) afirmou que continuará monitorando os efeitos de novas informações sobre a perspectiva econômica. O órgão disse ainda que está preparado para ajustar a política monetária caso surjam riscos que alterem o cenário atual.
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Na avaliação do comitê, as decisões futuras levarão em conta dados do mercado de trabalho, pressões inflacionárias, expectativas de inflação e desdobramentos financeiros e internacionais. O Fed associou a piora na leitura sobre a inflação aos preços globais de energia, em um contexto de tensão geopolítica no Oriente Médio.
A decisão não foi unânime. O diretor Stephen Miran votou por um corte de 25 pontos-base, enquanto Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção da taxa, mas sem endossar, neste momento, a inclusão de viés de flexibilização monetária no comunicado.
Além da taxa básica, o Fed manteve a taxa sobre compulsórios em 3,65% e a taxa de desconto em 3,75%. A instituição também reiterou que poderá comprar títulos do Tesouro de curto prazo, se necessário, para garantir nível adequado de reservas no sistema financeiro.
O comunicado mantém o foco do Fed em dois eixos: inflação ainda pressionada e monitoramento dos riscos externos. Não houve, no texto oficial, indicação objetiva sobre quando poderá ocorrer uma próxima mudança na taxa básica.
Frutas tradicionais da Amazônia, o açaí e o guaraná entraram no ranking global das 100 melhores do mundo de acordo com a enciclopédia gastronômica TasteAtlas. Com uma produção de 73.236 mil toneladas em 2025 no Amazonas, o açaí se destaca na 39ª posição. Já o guaraná, com uma produção de 814,72 no estado, alcançou a 79ª colocação.
“Desde 2019, vem sendo executado o Projeto Prioritário (PP) do Açaí, que envolve 14 municípios mais produtivos do Amazonas, os quais representam cerca de 67% da área plantada estadual”, destacou a engenheira agrônoma da Gerência de Produção Vegetal (GPV) do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Anecilene Buzaglo.
Foto: divulgação/Idam
Segundo Anecilene, a cultura do açaí, com o apoio do Idam por meio de ações de capacitação e assistência técnica, tem observado um crescimento significativo. Nos últimos anos, observou-se um crescimento superior a 150% na produção e um aumento de mais de 200% na área plantada no estado.
Guaraná
Quanto à cultura do guaraná, os trabalhos do instituto têm se focado na aplicação de tecnologias baseadas no uso de materiais clonais de alto rendimento desenvolvidos pela pesquisa, como as cultivares BRS Maués e BRS Amazonas, amplamente utilizadas para aumento da produção e da produtividade.
“Além disso, em 2021 a Embrapa Amazônia Ocidental lançou a cultivar BRS Noçoquém, capaz de atingir produtividade de até 2,3 kg por planta ao ano. Essa cultivar apresenta resistência à antracnose e pode ser propagada por sementes, características que têm contribuído para sua maior aceitação entre agricultores tradicionais dos principais municípios”, ressaltou a engenheira agrônoma.
Foto: Assessorias Funati e Fapeam
Segundo ela, o Idam tem incentivado a produção de mudas da cultivar BRS Noçoquém em viveiros comunitários nos municípios de Nova Olinda do Norte, Eirunepé, Novo Aripuanã e Borba, considerando sua maior facilidade de produção em nível de agricultura familiar.
“A BRS Noçoquém apresenta vantagens em relação às variedades clonais, como maior adaptação às condições de clima e solo, facilidade na produção de mudas e boa produtividade”.
Cenário atual
O reconhecimento a nível global das duas frutas amazônicas chega num contexto de crescimento. Na cultura do açaí, as ações continuam com foco no aumento da produção e da produtividade do cultivo, com destaque para a capacitação de agricultores familiares e técnicos envolvidos na cadeia produtiva.
Destaca-se também o trabalho voltado à qualificação dos batedores de açaí nos principais municípios produtores, com o objetivo de melhorar a qualidade sanitária da bebida ofertada à população, fornecendo um alimento de qualidade e seguro.
O guaraná, por sua vez, apresentou a partir de 2023 uma valorização significativa no mercado regional, chegando a dobrar o preço pago ao produtor. Esse cenário tem estimulado os agricultores a adotarem melhores técnicas de manejo nas áreas já implantadas e, também, a expandirem as áreas de cultivo, com foco no aumento da produção e da produtividade.
Estes desenvolvimentos vêm acompanhados, ainda, da expansão do cultivo para municípios da região metropolitana, como Iranduba, Manacapuru e Autazes, impulsionada pela atratividade econômica da cultura.
A New Holland, marca da CNH, vai nacionalizar a produção de sua linha de plataformas de corte Draper FD2 by MacDon em um movimento estratégico para reforçar o compromisso com o mercado brasileiro e latino-americano. O anúncio foi feito durante a Agrishow 2026.
Para viabilizar essa iniciativa, foram investidos mais de R$ 100 milhões na unidade da marca em Curitiba (PR), que passará a fabricar plataformas de 25, 50 e 61 pés para toda a América Latina. A iniciativa posiciona a operação local como um hub estratégico para a CNH, ampliando a capacidade industrial e fortalecendo a presença na região.
“As plataformas Draper FD2 New Holland by MacDon desempenham um papel fundamental na eficiência da colheita. Com a produção no Brasil, conseguiremos ampliar a capacidade de atendimento e oferecer um suporte ainda mais próximo e ágil aos nossos clientes. Com mais esta novidade, seguimos trazendo soluções inovadoras e sustentáveis que atendam na medida certa as necessidades dos agricultores, independentemente do perfil da operação”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina.
Além do investimento na infraestrutura da fábrica, também foram realizados investimentos na capacitação do time responsável pela produção, garantindo a adoção de processos e padrões globais de qualidade.
De acordo com Kerbauy, a produção nacional traz ganhos diretos para o produtor. Entre os principais benefícios estão a maior disponibilidade dos equipamentos, redução de prazos de entrega e acesso facilitado a peças de reposição e assistência técnica, por meio da ampla rede de concessionários New Holland em todo o país. Esses fatores contribuem para maior eficiência operacional e disponibilidade das máquinas no campo, especialmente em períodos críticos da safra.
Alta tecnologia e eficiência
As plataformas Draper FD2 New Holland by MacDon se destacam pela alta tecnologia e facilidade operacional. Entre os diferenciais estão o chassi articulado com sistema de flexão em três seções, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável. O novo modelo também apresenta uma área de corte até 25% maior em relação à geração anterior, além de contar com caixa de transmissão de alta velocidade e até 43 centímetros de flutuação nas extremidades, favorecendo a adaptação ao terreno.
Indicadas para as principais culturas de grãos, entre elas soja, trigo, feijão e sorgo, as plataformas são compatíveis com colheitadeiras de classes 5 a 11 e foram desenvolvidas para maximizar a produtividade, reduzir perdas e garantir maior qualidade na colheita.
Outro destaque é a ampliação do portfólio da marca, que passa a oferecer uma das mais completas linhas de plataformas Draper do mercado, incluindo a versão de 61 pés, anteriormente importada e agora produzida localmente.
A produção das plataformas terá início no segundo semestre de 2026, com disponibilidade para os clientes a partir do mesmo período.
Durante a Agrishow, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções da New Holland e entender como a nacionalização da linha de plataformas contribui para uma colheita mais eficiente, com maior suporte e disponibilidade no campo.
Novas plataformas para milho
Outra novidade que a New Holland lança na Agrishow 2026 é a linha de plataformas para milho BM+, de 4 a 15 linhas. Desenvolvida em parceria com a MethalC, elas oferecem maior competitividade, eficiência, durabilidade e facilidade de operação no campo. No estande da marca na feira será possível conhecer de perto o modelo 12L x 50cm.
Com visual moderno, as plataformas BM+ estão em sintonia com as linhas de colheitadeiras New Holland. O novo modelo possui regulagem centralizada, permitindo o ajuste simultâneo de todas as linhas, e o piso do deck do despigador é feito de chapa inox. A linha, mais competitiva em preço, atende principalmente pequenos e médios produtores.
Serviço:
31ª Agrishow – de 27 de abril a 1º de maio de 2026
Das 8h às 18h
Local: Rod. Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
A 31ª Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, não apresenta apenas grandes máquinas, mas também soluções para a armazenagem de grãos no Brasil, um segmento que vem evoluindo de forma consistente, acompanhando o protagonismo do país no cenário agrícola global. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país atingiu 231,1 milhões de toneladas de capacidade estática no primeiro semestre de 2025. Na prática, o Brasil consegue armazenar cerca de 60% a 62% de toda a produção nacional.
A expansão não se limita ao volume e, na Agrishow, encontra um dos principais motores de inovação e difusão tecnológica do setor, consolidando-se como uma aliada estratégica do agronegócio. Soluções de monitoramento em tempo real, controle automatizado de temperatura e umidade, além de sistemas de aeração mais eficientes, contribuem para preservar a qualidade dos grãos, além de reduzir perdas ao longo do processo.
João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow, afirma que, na prática, a feira funciona como um ponto de virada no sistema de armazenagem de grãos no Brasil, onde empresas aproveitam o evento para lançar novas tecnologias. “A Agrishow consolida uma visão de futuro para o agronegócio brasileiro ao evidenciar que investir em sistema de armazenagem deixou de ser apenas uma necessidade operacional e passou a ser uma estratégia decisiva para sustentar o crescimento do agronegócio e agregar valor à produção agrícola”, diz.
Armazenagem ganha protagonismo na Agrishow
Na Agrishow, a CASP destaca um portfólio de soluções voltadas à armazenagem de grãos e proteína animal, desenvolvidas sob medida para diferentes realidades no campo. A proposta da empresa é atender desde operações de menor escala até grandes estruturas produtivas, sempre considerando as particularidades de cada cliente. Quem for ao estande da empresa, verá um ambiente de troca de conhecimento, com especialistas das áreas técnicas para orientar produtores e aprofundar discussões sobre as melhores estratégias de armazenagem.
Já a AGI Brasil aposta em inovação acessível ao apresentar uma unidade compacta de silo voltada a pequenos e médios produtores. O sistema conta com transportador de correia para carga e descarga, o que garante mais agilidade, segurança operacional e preservação da qualidade dos grãos. O lançamento reforça o movimento do setor em democratizar tecnologias de armazenagem, ampliando a eficiência dentro das propriedades e contribuindo para a redução de perdas no pós-colheita.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará nesta quinta-feira (30), às 9h, a Reunião de Diretoria Extraordinária nº 69. Segundo a agência, o encontro vai deliberar sobre preços de referência no âmbito da subvenção econômica à comercialização de óleo diesel. A sessão será transmitida pela plataforma Teams, e a gravação deverá ser publicada no site da ANP em até 24 horas.
De acordo com a convocação divulgada pela ANP nesta quarta-feira (29), a pauta da reunião está disponível na página “Pautas, atas e calendário de Reuniões da Diretoria Colegiada”, junto com o link de acesso remoto.
O ponto central da reunião é a deliberação sobre preços de referência relacionados à subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel. Esses preços funcionam como parâmetro em políticas de compensação ou apoio econômico vinculadas ao combustível. Até o momento, a ANP não detalhou, no comunicado enviado à imprensa, os valores em análise nem o alcance da eventual decisão.
Na prática, a definição desses preços pode afetar a operacionalização da subvenção, mas o impacto sobre agentes do setor dependerá do conteúdo aprovado pela diretoria. Como a agência ainda não divulgou informações complementares sobre critérios, valores ou vigência, não é possível antecipar efeitos econômicos específicos.
A reunião será pública por transmissão online. A gravação, segundo a ANP, ficará disponível em até 24 horas após o encerramento.
O acompanhamento da decisão será relevante para distribuidoras, revendedores e demais agentes ligados ao mercado de combustíveis, uma vez que os preços de referência integram a base técnica da subvenção ao óleo diesel. Novos desdobramentos dependem da publicação formal do resultado da deliberação.
Falta apenas um dia para o fim da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26! Até esta quinta-feira, 30 de abril, você ainda pode decidir seu produtor e pesquisador favorito (a). Acesse o link, preencha seus dados e escolha.
Ainda não sabe em quem votar? Relembre os candidatos desta safra:
Pesquisadores
Ricardo Andrade O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.
Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.
Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.
Fernando Adegas Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.
Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.
Na Embrapa, ele acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.
Leandro Paiola Albrecht O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.
Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.
Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
João Damasceno Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.
A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.
Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.
Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.
Maira Lelis Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.
A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.
Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.
Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.
Carlos Eduardo Carnieletto A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.
Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.
Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.
Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.