quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtividade da batata anima produtores gaúchos



Batata-doce ganha qualidade após chuvas no Estado



Foto: Pixabay

Os produtores de batata-doce na região de Uruguaiana estão satisfeitos com o desempenho das lavouras, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento aponta melhora na produtividade e na qualidade das raízes após a regularização das chuvas nas últimas semanas.

Na regional administrativa de Bagé, cerca de 25% dos 25 hectares cultivados já foram colhidos. A colheita começou em fevereiro nas áreas implantadas de forma escalonada, mas o início da safra foi marcado por produtividade reduzida e raízes menores em razão do forte estresse hídrico registrado anteriormente.

De acordo com o boletim, as chuvas abaixo da média em março também contribuíram para o atraso da colheita, que avançou em abril com melhores condições de umidade no solo. “As condições de umidade no solo estavam ideais, o que refletiu em produto de ótima qualidade no tamanho apreciado pelo mercado consumidor”, informa a Emater/RS-Ascar.

Os preços pagos pela batata-doce variam entre R$ 2,40 e R$ 3,00 por quilo, com abastecimento direcionado principalmente para supermercados e feiras locais. O relatório também aponta aumento na necessidade de capinas devido ao crescimento de plantas invasoras, favorecido pelas chuvas regulares e pelas temperaturas elevadas.

Já na cultura da batata, a regional de Passo Fundo destaca o desenvolvimento das lavouras em Ibiraiaras. Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura está em fase de floração e a expectativa de produtividade varia entre 25 e 30 toneladas por hectare. Os preços pagos aos produtores chegam a R$ 150,00 pela saca de 50 quilos da batata rosa e R$ 200,00 pela batata branca.





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News

Evento no RS busca impulsionar produtos com Indicação Geográfica em todo o país


Lançamento Connection 2026 - Evento produtos indicação geográfica
Foto: Anselmo Cunha/Rossi e Zorzanello

Com a proposta de valorizar produtos com Indicação Geográfica (IG), o Connection Terroirs do Brasil 2026 acontecerá entre 10 a 13 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Considerado a maior vitrine nacional dedicada aos produtos de origem, o evento busca valorizar territórios, impulsionar o turismo e conectar o Brasil por meio de sua diversidade cultural e produtiva.

Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae/RS, o evento, cujo tema desta edição é “feito com alma, a muitas mãos”, propõe uma imersão nos terroirs brasileiros, reunindo produtores, especialistas nacionais e internacionais, chefs e o público.

Os CEOs da Rossi & Zorzanello, Marta e Eduardo, abordaram em discursos durante o lançamento oficial do Connection o objetivo de deixar um legado, de ponta a ponta no país, no incentivo de boas práticas e de consumo de produtos de qualidade de origem brasileira.

“Nossa expectativa de público é de ultrapassarmos 120 mil pessoas. Estamos falando da cidade lotada. No mês e na semana dos namorados. Para celebrar o amor, a alma”, falou Zorzanello.

Ele também abordou as conexões internacionais que o Connection proporcionará aos participantes. Estarão presentes, por meio de painéis ao longo da programação do evento, personalidades do setor de produção da tequila do México e do artesanato peruano.

“Além da oportunidade de experiências internacionais, serão aproximadamente 50 compradores do Rio Grande do Sul e do Brasil em contato com os produtores de Indicação Geográfica. É o B2B mostrando que os negócios fazem parte do nosso evento”, ressaltou o CEO da Rossi & Zorzanello.

Representando o Sebrae/RS, o diretor técnico, Ariel Berti, também ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o fortalecimento dos pequenos negócios e das cadeias produtivas ligadas à origem. Além disso, reforçou o papel do evento na área da cultura e na preservação de tradições de origem e de identidade, não sendo só de um território.

“Nós temos, atualmente, 158 produtos com Indicação Geográfica, dos mais diferentes tipos no Brasil. Banana, cachaça, café, vinhos e espumantes da Serra gaúcha. Podemos achar que é bastante, mas eu digo para vocês, é muito pouco. No Rio Grande do Sul, são 16 e, nos próximos anos, queremos no mínimo duplicar, porque nós sabemos o potencial que o estado tem”, projetou Berti.

O Connection Terroirs do Brasil 2026 reunirá expositores de diversas regiões do país e contará com uma programação voltada à valorização de saberes, à promoção de produtos de origem e ao fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e cultural.

Serviço

O que: Connection Terroirs do Brasil 2026
Quando: 10 a 13 de junho de 2026
Onde: Gramado, Rio Grande do Sul
Mais informações e inscrições aqui

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excesso de umidade preocupa produtores gaúchos



Silagem avança para reta final no Estado



Foto: Canva

A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul alcançou 89% da área cultivada e entra na fase final, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar. As áreas restantes correspondem principalmente a cultivos tardios de segunda safra, ainda em fases reprodutivas.

Segundo o levantamento, o avanço da colheita foi prejudicado pelas chuvas frequentes, que elevaram a umidade do solo e das plantas. Apesar disso, as lavouras remanescentes apresentam bom acúmulo de biomassa devido à disponibilidade hídrica ao longo do ciclo.

A Emater/RS-Ascar alerta, no entanto, que o excesso de umidade no momento da colheita pode afetar a qualidade do material ensilado. “O excesso de umidade no momento da colheita pode comprometer a compactação e a qualidade fermentativa do material ensilado”, informa o boletim.

As produtividades seguem próximas das estimativas iniciais, embora tenham sido registradas variações em algumas regiões em razão de déficits hídricos durante fases críticas do desenvolvimento e de casos pontuais de acamamento das plantas.

A estimativa atual indica área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.

Na regional administrativa de Ijuí, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas de segundo cultivo. O relatório aponta ocorrência localizada de acamamento provocado por chuvas acompanhadas de ventos fortes, o que afetou parcialmente o aproveitamento da massa para ensilagem.

Já na regional de Soledade, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. “As temperaturas elevadas para o período, associadas a bom teor de umidade do solo e a menor radiação solar, favoreceram o desenvolvimento das lavouras, promovendo acúmulo de biomassa, mas prolongando as fases fenológicas do ciclo”, destaca a Emater/RS-Ascar.





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controle do falso-carvão exige planejamento


O falso-carvão do arroz, doença causada pelo fungo Ustilaginoidea virens, tem ampliado a preocupação entre produtores de arroz irrigado em regiões com histórico recorrente da doença. O problema afeta diretamente as espiguetas da planta durante as fases de florescimento e enchimento dos grãos, reduzindo a produtividade e comprometendo a qualidade industrial do cereal.

Segundo especialistas, a recorrência do falso-carvão está associada à permanência do fungo em restos culturais e no solo, favorecendo novas infecções entre as safras. Em áreas onde o manejo se repete ano após ano, a pressão de inóculo aumenta e eleva o risco de epidemias, especialmente em ambientes de alta umidade e com uso intenso de adubação nitrogenada.

A doença se caracteriza pela formação de massas esverdeadas, amareladas ou alaranjadas nos grãos, substituindo parcial ou totalmente o desenvolvimento normal da espigueta. Essas estruturas são resultado da colonização do fungo durante o florescimento da cultura.

“O falso-carvão deixou de ser uma curiosidade de lavoura para se tornar um problema real em diversas regiões produtororas de arroz irrigado”, aponta o material técnico. O documento destaca que práticas isoladas, como a aplicação exclusiva de fungicidas, tendem a apresentar eficiência limitada em áreas com histórico elevado da doença.

Entre os fatores que favorecem o avanço do problema estão o excesso de nitrogênio, principalmente em coberturas próximas ao florescimento, o uso contínuo de cultivares suscetíveis, lavouras muito adensadas e o manejo inadequado da irrigação, mantendo elevada umidade no ambiente das panículas.

O monitoramento constante das lavouras também é considerado fundamental. O período entre os estádios reprodutivos R2 e R4, correspondente à emissão das panículas e ao florescimento, é apontado como o mais crítico para observação dos primeiros sintomas e definição das estratégias de controle.

De acordo com o conteúdo técnico, o manejo integrado é a principal ferramenta para reduzir os impactos da doença. “Mudanças planejadas em cultivar, adubação, irrigação e manejo químico são fundamentais para reduzir a pressão da doença ao longo das safras”, ressalta o documento.

As recomendações incluem o uso de cultivares menos suscetíveis, manejo equilibrado da adubação nitrogenada, ajuste da irrigação para reduzir períodos prolongados de umidade nas panículas, manejo adequado da palha e rotação de culturas sempre que possível.

O uso racional de fungicidas também faz parte da estratégia de controle. A orientação é utilizar apenas produtos registrados para a cultura do arroz, respeitando rótulo, bula e receituário agronômico, além de alternar modos de ação para evitar o desenvolvimento de resistência do fungo.

O material alerta ainda para os impactos econômicos da doença. Além da redução no número de grãos cheios por panícula, o falso-carvão pode elevar a quantidade de impurezas nos lotes, causar desvalorização comercial e aumentar os custos de beneficiamento.

Em áreas com histórico, a soma de perdas pequenas, porém recorrentes, ao longo de várias safras, pode representar significativo prejuízo econômico.

A orientação final é que produtores mantenham registros das áreas afetadas e revisem anualmente as estratégias de manejo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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como melhorar a uniformidade dos frutos na lavoura


O manejo do florescimento, da irrigação e da nutrição tem papel central na uniformidade da maturação do café, fator considerado decisivo para reduzir custos de colheita e melhorar a qualidade da bebida. A avaliação consta em análise técnica sobre o desenvolvimento do cafeeiro entre setembro de 2025 e junho de 2026, período considerado estratégico para a formação da próxima safra.

Segundo o material, a desuniformidade de maturação ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. A presença de frutos verdes, cereja e passa ao mesmo tempo na mesma planta aumenta o número de passadas de colheita, dificulta a mecanização e compromete a padronização dos lotes comercializados.

O estudo aponta que o problema está ligado a diferentes fatores, como irregularidade das chuvas, estresse hídrico, desequilíbrio nutricional, falhas no controle fitossanitário e manejo inadequado da arquitetura das plantas. “Maturação uniforme começa meses antes, na forma como o produtor conduz o florescimento, o manejo de água, a adubação e a sanidade da lavoura. Não se corrige desuniformidade apenas na fase final de maturação”, destaca o texto.

A análise explica que o florescimento do cafeeiro depende principalmente da alternância entre um período de déficit hídrico moderado e a retomada da umidade no solo. Quando há alternância frequente entre seca e chuva, ocorre a emissão de várias floradas em momentos distintos, resultando em frutos em diferentes estágios de desenvolvimento.

Durante a fase de frutificação e enchimento dos grãos, o cafeeiro exige equilíbrio hídrico e nutricional para manter o desenvolvimento homogêneo. O documento ressalta que deficiência de nutrientes, falta de água ou ataques de pragas e doenças podem provocar queda de frutos, má formação e diferenças de maturação entre ramos e plantas.

Entre os nutrientes considerados fundamentais para uniformidade da lavoura estão nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, boro e zinco. O texto alerta, porém, que o excesso de nitrogênio em períodos próximos à indução floral pode estimular brotações desbalanceadas e ampliar a desuniformidade. “O objetivo é fornecer nutrientes na medida e no tempo certo, evitando picos de crescimento desbalanceado e carências em fases críticas”, informa a análise.

O manejo hídrico também aparece como um dos principais pontos de atenção. Em áreas irrigadas, a recomendação é utilizar o déficit hídrico controlado para sincronizar as floradas e, posteriormente, retomar a irrigação de forma contínua, evitando várias ondas de florescimento. “O objetivo é reduzir o número de grandes floradas e concentrar o volume principal em uma ou poucas emissões, facilitando a uniformidade de idade dos frutos”, aponta o documento.

Na fase de maturação, oscilações de água podem acelerar ou atrasar a mudança de cor dos frutos, afetando diretamente o teor de açúcares e a qualidade da bebida. O material destaca que a estabilidade hídrica é determinante para manter o desenvolvimento uniforme.

A sanidade da lavoura também influencia diretamente o processo. Doenças como ferrugem-do-cafeeiro e cercosporiose, além de pragas como bicho-mineiro e broca-do-café, reduzem a capacidade fotossintética da planta e prejudicam o enchimento dos frutos. Segundo o texto, áreas com ataques desuniformes tendem a apresentar diferenças significativas no ritmo de maturação.

Outro fator apontado é o excesso de carga produtiva. Plantas muito carregadas, sem equilíbrio nutricional e estrutural, costumam produzir frutos menores e com amadurecimento irregular. O documento recomenda podas de formação e renovação para melhorar a entrada de luz, ventilação e equilíbrio entre os ramos.

A análise orienta os produtores a registrar o comportamento das floradas, os problemas fitossanitários e os resultados da colheita para aperfeiçoar o manejo ao longo das safras. “Não existe uma receita única. A decisão depende da análise da lavoura em vários aspectos”, ressalta o texto.

O material também reforça que qualquer intervenção envolvendo fertilizantes, defensivos agrícolas ou reguladores vegetais deve seguir receituário agronômico, uso de equipamentos de proteção individual e legislação ambiental vigente. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Agro + Verde recupera 3.300 hectares no oeste de Minas Gerais


Um total de 3.300 hectares foram recuperados pelo projeto Agro + Verde nas regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A iniciativa é do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), em parceria com a Cargill, e incentiva as práticas de preservação ambiental. Os produtores assistidos recebem orientações técnicas e insumos para melhorar a qualidade das pastagens e restaurar áreas de APP’s e Reserva Legal em propriedades da pecuária de corte e de leite.

“O Agro + Verde consolida nossa visão estratégica de que a sustentabilidade e a produtividade são indissociáveis. Ao apoiarmos o produtor na resolução de passivos ambientais e na recuperação de pastagens, transformamos a realidade econômica da propriedade. Parcerias com empresas como a Cargill são fundamentais, pois o investimento na sustentabilidade do campo fortalece a potência do nosso agro e garante o alimento na mesa da sociedade”, ressaltou o gerente executivo do Inaes, Bruno Rocha.

O analista de projetos do Inaes, Alexandre Schroder, explica que 75 produtores da região foram contemplados nas duas fases do projeto, finalizado no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba no último mês. “Do total de 3.300 hectares recuperados, 2.200 são de pastagens que estavam degradadas e 1.100 de áreas de APP e Reserva Legal dentro das propriedades”, explicou.

O presidente do Sindicato Rural do Prata, Luiz Eduardo Brant de Carvalho Neto, destaca os impactos positivos do projeto no município. “Passamos por uma seca rigorosa que degradou nossas pastagens e muitos produtores não tinham condições de investir em suas áreas. Por isso, o projeto veio em ‘boa hora’ para melhorar a pastagem, dando mais lucratividade na atividade e preservando as áreas de APP e Reserva Legal”, afirmou.

O gerente regional do Sistema Faemg Senar, Ricardo Tuller, ressaltou que o projeto veio complementar várias ações, entre elas o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e as capacitações, como de produção de mudas e de recuperação de áreas e pastagens degradadas. “Esta parceria ofereceu suporte ao produtor rural na implementação das recomendações repassadas durante a nossa assistência técnica”, completou.

Benefícios aos produtores O Agro + Verde promoveu uma revolução na propriedade do pecuarista de corte Roni Caetano de Almeida, em Uberlândia. “Aqui não tinha pastagem e eu só tinha 15 animais”, relembra. Com o apoio do projeto, ele recuperou 6,5 hectares da área total de 7,13 ha, fez cercamento da mina d’água e realizou o plantio de 400 mudas na propriedade. “Recebi calcário, sementes e adubo, o projeto me ajudou muito e consegui dobrar o número de animais. Hoje está sobrando pasto aqui”, comemora.

No município de Monte Alegre de Minas, o projeto também trouxe melhorias para o pecuarista Jacques Geandro Benedetti. “O Agro + Verde proporcionou uma injeção de ânimo para reformarmos 100% da pastagem da propriedade, deixando com uma qualidade excepcional. Isso proporcionou um aumento na capacidade de lotação. Hoje estamos trabalhando com seis Unidades Animais (UA) por hectare e pretendemos chegar a 10 UA/ha, índice bem acima da média brasileira”, destacou.  





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Veja a lista de estados que terão queda brusca na temperatura


As temperaturas no Rio Grande do Sul registraram queda de até 14°C entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8), com o avanço de uma massa de ar polar sobre o centro-sul do Brasil. Segundo informações do Meteored, o frio deve ganhar força ao longo do fim de semana e atingir também áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país.

A frente fria começou a avançar sobre o Brasil na quinta-feira e provocou temporais e ventos fortes no Rio Grande do Sul. As regiões de fronteira com o Uruguai e a área central do estado foram as mais afetadas, com registros de destelhamentos, queda de árvores, bloqueios em estradas e danos em estruturas. Entre os casos registrados está a queda de uma turbina de um parque eólico devido à força do vento.

Enquanto a frente fria avança sobre estados do Centro-Oeste e Sudeste, a massa de ar polar que atua na retaguarda do sistema derrubou as temperaturas principalmente na metade oeste do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira.

De acordo com a previsão, o frio deve se intensificar nos próximos dias, com possibilidade de temperaturas negativas na Região Sul. O sistema também poderá provocar precipitação invernal, incluindo neve e chuva congelada em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Além disso, a massa de ar frio deve alcançar o sul da Região Norte, provocando o fenômeno conhecido como friagem.

A previsão semanal do modelo ECMWF, utilizada pelo Meteored, indica que entre os dias 11 e 18 de maio as temperaturas ficarão abaixo da média em grande parte do país. As maiores anomalias estão previstas para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e a metade oeste de Mato Grosso do Sul, onde os termômetros podem registrar valores até 3°C inferiores à média histórica para o período.

No sábado (9), o amanhecer deve ter temperaturas próximas de 0°C entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nas regiões serranas, as mínimas podem variar entre 1°C e 8°C nas demais áreas. A previsão aponta ainda possibilidade de geada entre a metade norte gaúcha e Santa Catarina. Já na metade sul do Rio Grande do Sul, os ventos mais intensos devem reduzir a formação de geada, mas aumentar a sensação de frio.

Entre Paraná e Mato Grosso do Sul, as mínimas previstas variam entre 10°C e 15°C, com máximas também baixas para o período. Em Mato Grosso do Sul, cidades como Dourados e Campo Grande podem registrar apenas 7°C na segunda-feira (11).

No domingo (10), Dia das Mães, o frio deve aumentar nas áreas serranas do Sul do país. O Meteored prevê mínimas de até -1°C, mas os valores podem chegar a -3°C em alguns pontos. “Entre a madrugada e o amanhecer, há uma pequena chance de neve ou chuva congelada sobre essas áreas”, informa a previsão.

A tarde de domingo também será marcada por temperaturas baixas. Em Mato Grosso do Sul, máximas em torno de 14°C representam uma diferença de cerca de 14°C abaixo da média histórica para esta época do ano.

Na segunda-feira (11), o frio segue avançando. Nas serras gaúcha e catarinense, as mínimas podem atingir até -5°C em alguns municípios. Temperaturas próximas de 0°C também são esperadas entre a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O sistema ainda deve provocar queda nas temperaturas no interior de São Paulo, onde cidades poderão registrar menos de 10°C. Na capital paulista, o frio deve ser mais intenso a partir de terça-feira (12), quando a mínima prevista é de 12°C.

Segundo o Meteored, o frio intenso durante as noites e madrugadas deve persistir no centro-sul do país pelo menos até quarta-feira (13), embora as temperaturas máximas apresentem leve elevação a partir de segunda-feira.





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Relatório da Cobea aponta avanços no bem-estar animal nas granjas brasileiras


O último relatório da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (Cobea) revela avanços significativos nas práticas de produção nas granjas brasileiras, destacando que métodos mais adequados podem aumentar a produtividade e reduzir perdas nas cadeias de aves e suínos.

Objetivos do relatório

Idealizado pela Cobea, o relatório visa auxiliar na definição de prioridades e na criação de projetos com sugestões técnicas para o avanço do setor. O estudo analisa os principais setores da produção animal no país e destaca o papel de cada elo da cadeia para ampliar práticas mais sustentáveis e responsáveis.

Avanços e desafios

O relatório aponta que, embora tenha havido uma evolução positiva em termos de bem-estar animal, ainda existem desafios, como a necessidade de um padrão mínimo aplicável a todas as granjas, considerando a grande variação do país. Entre as práticas adotadas, destacam-se:

  • Aprimoramento do manejo
  • Redução do estresse dos animais
  • Ambientes mais adaptados
  • Sistemas de criação que priorizam saúde e conforto

Recomendações para o futuro

O documento também apresenta recomendações estratégicas alinhadas à visão da Organização Mundial de Saúde Animal, incluindo:

  • Aderir a sistemas livres de gaiolas na avicultura de postura
  • Eliminar a prática de muda forçada
  • Buscar alternativas ao descarte de pintinhos machos
  • Avançar em programas genéticos na avicultura de corte
  • Incentivar a transição estrutural nas granjas de suínos

Essas diretrizes visam não apenas melhorar o bem-estar animal, mas também garantir a sustentabilidade e a lucratividade do setor.

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Coreia do Sul abre mercado para ovos e produtos derivados do Brasil


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay

O Brasil poderá exportar ovos e produtos derivados para a Coreia do Sul, informaram o Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores em nota conjunta.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários para o país asiático, de mais de 50 milhões de habitantes, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro.

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“A abertura amplia oportunidades para a avicultura brasileira, ao permitir o acesso de bens que serão utilizados tanto no consumo direto quanto na indústria de alimentos”, disseram as pastas em nota.

No ano, o país acumula 77 aberturas de mercado para o agronegócio nacional.

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Campo Futuro levanta custos de produção em seis cadeias produtivas essa semana


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, essa semana, 10 painéis do Projeto Campo Futuro nas cadeias da avicultura, silvicultura, café, suínos, hortaliças e pecuária de leite.

Aves e suínos – Os painéis de aves e suínos analisaram propriedades modais no município de Rio Verde e Palmeiras de Goiás (GO). Na produção de ovos férteis, o projeto analisou uma propriedade na região que possui três galpões de pressão negativa, com alojamento de 36.864 aves por ano e produção de aproximadamente 6,92 milhões de ovos incubáveis por ano.

O custo operacional efetivo (COE) ficou em R$ 0,17 por ovo. A mão de obra foi o item de maior peso no COE, representando 38,6%. Na sequência, apareceu a manutenção, com 22,1% do COE.

Outro painel levantou os custos de frango de corte no sistema de integração vertical, considerando uma granja modal com quatro galpões de pressão negativa. Segundo observou a análise, por ano, são alojadas 88.656 aves em 6,1 lotes. O peso de abate é de 2,8kg por ave. O custo operacional efetivo foi estimado em R$ 1,01 por ave e a energia elétrica foi o item de maior peso no COE, representando 33%.

Em Palmeiras de Goiás, o projeto analisou uma propriedade modal com quatro galpões do tipo dark house. Anualmente, a propriedade aloja 112.291 aves em 5,93 lotes por ano. O peso final é de 3,1kg aos 45 dias. O custo operacional efetivo (COE) foi estimado em R$ 1,22 por ave. A manutenção foi o item de maior peso no COE, com 26,8%. A energia apareceu na sequência, com 25% do COE.

Na cadeia da suinocultura, o Campo Futuro analisou os sistemas de produção de leitões em uma granja com quatro galpões e 1.170 matrizes. Anualmente, são produzidos 36.673 leitões desmamados, com peso médio de 21,5kg. O COE da atividade foi estimado em R$ 191,18 por leitão. A alimentação representou 51% desse custo, seguida pela sanidade (21,5%) e mão de obra (14,9%).

Com relação às unidades de terminação de suínos, as granjas modais possuem 4 galpões onde são terminados 9.250 suínos por ano, em 2,61 lotes por ano. O peso médio de saída é de 137,3kg por suíno. O COE foi estimado em R$39,95 por suíno terminado. A manutenção representou 44,3% do COE. Na sequência, apareceram a mão de obra (28,9%) e energia elétrica 10%).

Hortaliças – Na Bahia, o levantamento de custos avaliou a produção de cenoura em Irecê, com base em um sistema modal com área de 1,5 hectare cultivada. O painel apontou que os plantios se concentram a partir de novembro, com colheitas até abril, buscando reduzir perdas climáticas. A atividade é conduzida com mão de obra familiar, em sistema irrigado e semimecanizado, com forte terceirização de serviços mecanizados.

A produtividade média na região é de dois mil sacas de 29 kg por hectare, com venda realizada na roça e colheita, lavagem e classificação feitas pelos compradores, o que reduz a remuneração do produtor, observou a análise técnica. Segundo os dados, apesar do volume colhido, apenas cerca de 50% são efetivamente pagos; do restante, 30% são vendidos como cenoura AAA (alto padrão) pelo valor cheio e 20% por cerca de um terço desse preço.

“Aos preços atuais (R$ 110/saca) a atividade teria margem positiva, porém, a maior parte da produção foi vendida a cerca de R$ 50/saca, resultando em margem bruta positiva, mas margem líquida negativa, sem geração de caixa para depreciação e remuneração do produtor”, destaca Letícia Fonseca, assessora técnica da CNA.

Café – Também na Bahia, o Campo Futuro promoveu painel na produção de café arábica em Barra da Estiva. Esse foi o primeiro levantamento de custos da cultura no município, que avaliou uma propriedade modal de três hectares de área produtiva, em sistema manual e sequeiro e com produtividade média no biênio de 20 sacas/ha.

De acordo com o estudo, a composição do custo operacional efetivo (COE), os desembolsos para a colheita, principalmente com a mão de obra contratada para a operação, foi o item de maior peso com uma parcela de 47,5%, seguido pelos desembolsos para a condução da lavoura (35,1%).

“Considerando a receita recebida, as margens da atividade na região estão bastante apertadas, principalmente devido à baixa produtividade e a falta de realização de tratos de pós-colheita visando a qualidade do café, o que poderia proporcionar melhores remunerações aos produtores”, afirmou Carlos Eduardo Oliveira, assessor técnico.

Leite – Na pecuária de leite, a CNA levantou os custos de produção em Tangará da Serra (MT), em propriedades modais de 30 hectares e 100 litros produzidos diariamente. O sistema delineado permitiu cobrir apenas os desembolsos da atividade, ficando aquém da depreciação, prolabore e remuneração do capital imobilizado na atividade, denotando sua viabilidade apenas no curto prazo. Entretanto, a atividade se mostrou competitiva ante outras opções de uso da terra, haja visto que a produção de leite superou o valor pago pelo arrendamento na região em 38%.

Pinus – O painel de pinus em Guarapuava (PR) fechou o levamento de custos da semana. A propriedade modal analisada foi de 50 hectares, com incremento médio anual (IMA) de 30 m3/ha/ano. O corte raso é realizado no 15º ano, com 1 desbaste no nono ano do ciclo. A análise apontou que a praça apresentou resultados positivos, demonstrando a atratividade e sustentabilidade da atividade no curto e longo prazo.





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