sexta-feira, maio 8, 2026
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Campo Futuro levanta custos de produção em seis cadeias produtivas essa semana


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, essa semana, 10 painéis do Projeto Campo Futuro nas cadeias da avicultura, silvicultura, café, suínos, hortaliças e pecuária de leite.

Aves e suínos – Os painéis de aves e suínos analisaram propriedades modais no município de Rio Verde e Palmeiras de Goiás (GO). Na produção de ovos férteis, o projeto analisou uma propriedade na região que possui três galpões de pressão negativa, com alojamento de 36.864 aves por ano e produção de aproximadamente 6,92 milhões de ovos incubáveis por ano.

O custo operacional efetivo (COE) ficou em R$ 0,17 por ovo. A mão de obra foi o item de maior peso no COE, representando 38,6%. Na sequência, apareceu a manutenção, com 22,1% do COE.

Outro painel levantou os custos de frango de corte no sistema de integração vertical, considerando uma granja modal com quatro galpões de pressão negativa. Segundo observou a análise, por ano, são alojadas 88.656 aves em 6,1 lotes. O peso de abate é de 2,8kg por ave. O custo operacional efetivo foi estimado em R$ 1,01 por ave e a energia elétrica foi o item de maior peso no COE, representando 33%.

Em Palmeiras de Goiás, o projeto analisou uma propriedade modal com quatro galpões do tipo dark house. Anualmente, a propriedade aloja 112.291 aves em 5,93 lotes por ano. O peso final é de 3,1kg aos 45 dias. O custo operacional efetivo (COE) foi estimado em R$ 1,22 por ave. A manutenção foi o item de maior peso no COE, com 26,8%. A energia apareceu na sequência, com 25% do COE.

Na cadeia da suinocultura, o Campo Futuro analisou os sistemas de produção de leitões em uma granja com quatro galpões e 1.170 matrizes. Anualmente, são produzidos 36.673 leitões desmamados, com peso médio de 21,5kg. O COE da atividade foi estimado em R$ 191,18 por leitão. A alimentação representou 51% desse custo, seguida pela sanidade (21,5%) e mão de obra (14,9%).

Com relação às unidades de terminação de suínos, as granjas modais possuem 4 galpões onde são terminados 9.250 suínos por ano, em 2,61 lotes por ano. O peso médio de saída é de 137,3kg por suíno. O COE foi estimado em R$39,95 por suíno terminado. A manutenção representou 44,3% do COE. Na sequência, apareceram a mão de obra (28,9%) e energia elétrica 10%).

Hortaliças – Na Bahia, o levantamento de custos avaliou a produção de cenoura em Irecê, com base em um sistema modal com área de 1,5 hectare cultivada. O painel apontou que os plantios se concentram a partir de novembro, com colheitas até abril, buscando reduzir perdas climáticas. A atividade é conduzida com mão de obra familiar, em sistema irrigado e semimecanizado, com forte terceirização de serviços mecanizados.

A produtividade média na região é de dois mil sacas de 29 kg por hectare, com venda realizada na roça e colheita, lavagem e classificação feitas pelos compradores, o que reduz a remuneração do produtor, observou a análise técnica. Segundo os dados, apesar do volume colhido, apenas cerca de 50% são efetivamente pagos; do restante, 30% são vendidos como cenoura AAA (alto padrão) pelo valor cheio e 20% por cerca de um terço desse preço.

“Aos preços atuais (R$ 110/saca) a atividade teria margem positiva, porém, a maior parte da produção foi vendida a cerca de R$ 50/saca, resultando em margem bruta positiva, mas margem líquida negativa, sem geração de caixa para depreciação e remuneração do produtor”, destaca Letícia Fonseca, assessora técnica da CNA.

Café – Também na Bahia, o Campo Futuro promoveu painel na produção de café arábica em Barra da Estiva. Esse foi o primeiro levantamento de custos da cultura no município, que avaliou uma propriedade modal de três hectares de área produtiva, em sistema manual e sequeiro e com produtividade média no biênio de 20 sacas/ha.

De acordo com o estudo, a composição do custo operacional efetivo (COE), os desembolsos para a colheita, principalmente com a mão de obra contratada para a operação, foi o item de maior peso com uma parcela de 47,5%, seguido pelos desembolsos para a condução da lavoura (35,1%).

“Considerando a receita recebida, as margens da atividade na região estão bastante apertadas, principalmente devido à baixa produtividade e a falta de realização de tratos de pós-colheita visando a qualidade do café, o que poderia proporcionar melhores remunerações aos produtores”, afirmou Carlos Eduardo Oliveira, assessor técnico.

Leite – Na pecuária de leite, a CNA levantou os custos de produção em Tangará da Serra (MT), em propriedades modais de 30 hectares e 100 litros produzidos diariamente. O sistema delineado permitiu cobrir apenas os desembolsos da atividade, ficando aquém da depreciação, prolabore e remuneração do capital imobilizado na atividade, denotando sua viabilidade apenas no curto prazo. Entretanto, a atividade se mostrou competitiva ante outras opções de uso da terra, haja visto que a produção de leite superou o valor pago pelo arrendamento na região em 38%.

Pinus – O painel de pinus em Guarapuava (PR) fechou o levamento de custos da semana. A propriedade modal analisada foi de 50 hectares, com incremento médio anual (IMA) de 30 m3/ha/ano. O corte raso é realizado no 15º ano, com 1 desbaste no nono ano do ciclo. A análise apontou que a praça apresentou resultados positivos, demonstrando a atratividade e sustentabilidade da atividade no curto e longo prazo.





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