quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

safra pode chegar a 8 mil toneladas no Brasil


A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi realizada nesta sexta-feira (8) em Nova Pádua, reunindo produtores, pesquisadores e representantes do setor para discutir os desafios e perspectivas da pecanicultura no estado. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade do produtor Arlindo Marostica.

Durante o evento, foi lançado o livro “Nogueira-pecã”, produzido pela Embrapa, com participação de 82 autores. A obra está disponível gratuitamente na internet e terá versão impressa apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura, marcado para os dias 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves.

O tema da irrigação em pomares de nogueira-pecã esteve entre os principais assuntos debatidos. O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria, destacou a importância da irrigação para a estabilidade produtiva da cultura. Segundo ele, o investimento em sistemas de irrigação impacta diretamente na produtividade dos pomares.

O produtor Arlindo Marostica apresentou os resultados obtidos em sua propriedade após a adoção da irrigação. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Jaceguay Bastos, ressaltou a importância do suporte técnico e científico para o desenvolvimento da atividade. Ele citou a atuação da Embrapa como referência no apoio aos produtores.

Durante a apresentação, Jaceguay Bastos também abordou os princípios da irrigação e a necessidade de projetos adaptados às características de cada propriedade. O especialista ainda tratou do ponto ideal de colheita da noz-pecã nos ciclos precoce, médio e tardio, além de aspectos ligados à qualidade da fruta.

O ex-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Eduardo Basso, apresentou dados sobre custos, produtividade e preços da noz-pecã, destacando a relação entre aumento de produtividade e rentabilidade da atividade.

O presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pelo setor demonstra o fortalecimento da cultura no estado. “Ver muitas pessoas querendo conhecer mais o nosso IBPecan mostra o amadurecimento da cultura cada vez mais dentro do nosso estado”, ressaltou.

Wallauer também reforçou o papel do instituto no desenvolvimento da pecanicultura. “E faço um apelo a quem ainda não é sócio: que se associe, faça parte do IBPecan, que só é grande com vocês juntos fazendo parte, trazendo as suas demandas, os seus anseios, a sua cultura e um pouquinho do que vocês desejam junto com a produção da noz-pecã”, concluiu.

O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, destacou a relevância do Rio Grande do Sul na produção nacional da cultura. “É uma cultura que vem crescendo em produção e que não tenho dúvida de que vamos nos consolidar como um grande produtor no cenário mundial. E para isso é importante nos posicionarmos de forma efetiva perante o mercado. Precisamos colocar a pauta da noz-pecã nos acordos internacionais, porque o Estado tem potencial, e a Secretaria da Agricultura é parceira para essas discussões”, destacou o secretário.

Madalena também enfatizou a importância da irrigação e do programa Programa Irriga+RS no apoio aos produtores rurais. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.

Após os debates e pronunciamentos, os participantes acompanharam o ato simbólico de abertura da colheita na propriedade de Arlindo Marostica. A expectativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.

A abertura oficial foi promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater/RS-Ascar e da Embrapa.





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Certificação Hereford e Braford cresce 80% e aquece mercado


Certificação Hereford e Braford cresce e aquece mercado
Foto: Divulgação ABHB/Natacha Lüttjohann

A certificação de produtos de cruzamento das raças Hereford e Braford avançou cerca de 80% no Brasil até abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), o movimento acompanha a maior procura por animais com genética comprovada.

De acordo com a entidade, a demanda vem principalmente de confinamentos da região Centro do país. São Paulo também aparece entre os destaques na compra de fêmeas destinadas à exportação, especialmente para a Turquia.

A certificação é utilizada para comprovar a composição genética dos animais. Para receber o documento, o produto de cruzamento precisa ter ao menos 50% de genética Hereford ou Braford, condição confirmada por registros dos touros ou pela nota fiscal do sêmen utilizado na inseminação.

O processo inclui visita técnica à propriedade, seleção dos animais enquadrados nos critérios e identificação com brinco padrão. Depois dessa etapa, as informações são encaminhadas à ABHB, responsável pela emissão do certificado.

Valorização dos animais

Segundo a associação, o documento reconhece oficialmente a origem genética dos animais e traz mais segurança às negociações. A certificação também pode contribuir para a valorização dos lotes em remates e vendas diretas, já que comprova procedência e enquadramento racial.

Outro ponto destacado pela ABHB é o impacto econômico para os criadores. Assim como ocorre com animais registrados, os produtos de cruzamento certificados pela entidade contam com isenção de ICMS na comercialização.

A superintendente de registro genealógico da ABHB, Natacha Lüttjohann, afirma que a procura pelos certificados tem crescido de forma constante.

“A procura pelos produtos de cruzamento tem aquecido de forma consistente o mercado, refletindo o bom momento da pecuária e a valorização de animais com origem e genética comprovadas”, diz.

Conforme a superintendente, a entidade também tem trabalhado para agilizar o atendimento aos criadores.

“A ABHB está preparada para acompanhar esse crescimento, atuando com agilidade no processo de emissão dos certificados e oferecendo suporte direto aos criadores, para que possam aproveitar esse cenário com segurança e valorização dos seus produtos”, completa.

A certificação pode ser solicitada diretamente à ABHB, mediante apresentação da documentação que comprove a origem genética dos animais. O atendimento técnico é realizado conforme a demanda das propriedades interessadas no reconhecimento oficial dos produtos de cruzamento.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Acordo UE & Mercosul muito além das fronteiras


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

Com o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo reunido, abaixo somente dos Estados Unidos e acima da China, este acordo de livre comércio entre o bloco europeu com o Mercosul fala mais alto em aspectos que além das trocas comerciais dentro de suas fronteiras irão de forma estratégica muito mais além das fronteiras atuais nossas e europeias.

Por exemplo cadeias produtivas europeias e sul americanas, integrando ciência, insumos, mecanização, logística, agroindustrialização e marketing que partirão para disputar mercados globais competindo com norte-americanos, chineses asiáticos, indianos e demais latinos americanos.

Significa que a reunião europeia e sul americana com o Mercosul irá atrair investimentos,
criará sociedades, joint ventures e novos negócios que a partir de suas fronteiras irão atuar e disputar negócios em todos os demais países.

Oportunidades para o agro

Para o agro tropical brasileiro, sem dúvida alguma, foi criada uma porta de negócios vantajosa tanto para nós que vendemos quanto para os setores clientes compradores pois significamos segurança de abastecimento com qualidade e custos incomparáveis nos grãos, nas fibras do algodão do papel e celulose, frutas, na proteína animal e em todos os derivados dessas matérias primas.

Commodities que receberão agregação de valor industrial na Europa, e também nas filiais de suas multinacionais dentro do próprio Mercosul.

Terroir europeu e brasileiro

Os terroir, produtos originados com valores únicos e culturais, da Europa para o Brasil chegarão com preços competitivos, como os famosos vinhos, conhaques, frios, champagnes, azeites, doces que vem com suas denominações de origem, suas marcas asseguradas e protegidas.

E do lado de cá seremos estimulados ao desenvolvimento dos nossos terroir tropicais nacionais, com as cachaças, azeites, vinhos, espumantes que já recebem prêmios mundiais, doces e geleias do sertão das caatingas, produtos amazônicos como chocolates produzidos por comunidades que protegem a selva.

Ou seja, desde o sul do pampa, por todos os biomas, mata atlântica, pantanal, cerrado, caatinga ao norte amazônico o Brasil terá oportunidades com indicações geográficas e principalmente com uma imensa riqueza voltada ao “agroturismo”.

Competitividade e educação

A indústria brasileira passará por uma séria competição, e precisaremos ações em logística e estruturas financeiras de suporte para o desenvolvimento que advirá deste acordo. A educação será favorecida com acordos como, por exemplo, já participo.

Realizo há 11 anos um MBA internacional FAM – Food & Agribusiness Management atraindo jovens do mundo inteiro não apenas da Europa, com Audencia Business School de Nantes e FECAP no Brasil.

Desenvolvimento social e desafios globais

Mas o muito além das fronteiras está também no desenvolvimento que juntos Brasil, Mercosul, Europa precisaremos fazer no continente africano, nas zonas de miséria e pobreza do mundo, pois há um indicador pouco divulgado, onde as duas maiores preocupações da população europeia estão com 60% reunindo imigração e economia.

Portanto, o acordo União Europeia e Mercosul vai muito mais além das nossas próprias fronteiras, significa oportunidades de desenvolvimento econômico e social para mercados com imenso contingente populacional que precisa ser integrado e receber parte dos 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Nesse aspecto ocorre agora uma redescoberta da Europa com a América onde parte dessa América, o Mercosul que em breve levará junto toda a América Latina, para uma nova descoberta planetária, a cidadania e um sistema de saúde mundial onde o alimento, a energia, e o meio ambiente são fundamentais. Neste aspecto Brasil ė vital para a dignidade das nações da faixa tropical mundial.

Bioenergia e integração sustentável

Se olharmos para o biogás, com biodigestores, biofertilizantes, em modelos já presentes como no exemplo MWM, uma empresa Tupy com a cooperativa Primato de Toledo (PR), iremos reunir um movimento fortemente já presente na Europa com este no início no Brasil, mas essencial para ser exportado para toda América Latina e África.

Mais um exemplo sócio ambiental e econômico assim como todo potencial para ILPF integração lavoura, pecuária e florestas.

Cooperação

Para já, café brasileiro solúvel especial, frutas brasileiras, mel, açúcar, espumantes, cachaças e biocombustível, com agroturismo tropical direto no europeu, e que possamos brindar com fartura e saborear também o melhor dos europeus para os brasileiros. E, acima de tudo isto, acordos científicos que permitam com velocidade adquirirmos conhecimento, os implementar e defendermos a paz.

O sistema cooperativista, as cooperativas Europa e Mercosul tem uma missão também vital doravante, numa efetiva e veloz intercooperação, pois as cooperativas reunidas europeias e brasileiras significarão a prosperidade em todas as regiões ainda carentes de dignidade humana na terra.

Um brinde ao acordo União Europeia e Mercosul. Um fato positivo num momento crítico e muito difícil da história humana na terra. Uma redescoberta em 2026, 532 anos depois da chegada de Cristóvão Colombo neste continente, que tenha início Europa e Mercosul se redescobrindo.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Projeto apresenta girassóis semeados com uso da IA


girassol
Foto: divulgação/Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

O Projeto Flores para Todos levou o uso da inteligência artificial (IA) no planejamento de cultivo do girassol de corte para a Feira Nacional da Soja (Fenasoja).

É a primeira vez que o projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participa da feira multissetorial em Santa Rosa. A iniciativa pode ser conferida no Espaço Emater/RS-Ascar até este domingo (10), quando o evento termina.

A semeadura das flores apresentadas no estande da feira foi feita com o Planeja Girassol, aplicativo que usa técnicas de inteligência artificial desenvolvido na UFSM.

O aplicativo, disponível na Play Store e Apple Store, apresenta com base em dados sobre clima do município e da espécie escolhida, qual a melhor data para semear. Assim, os participantes podem conferir na prática o uso da IA no cultivo de flores. 

Conforme explica o coordenador nacional do Flores para Todos, o professor Nereu Augusto Streck, as etapas do cultivo e as práticas de manejo do girassol foram realizadas pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar seguindo o protocolo nacional do projeto. 

“Essa combinação de ferramentas de inteligência artificial e o manejo técnico resultaram em plantas floridas que encantam os visitantes desde o primeiro dia da feira”, comemora o professor.

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cotação das fêmeas cai em São Paulo


A cotação das fêmeas bovinas apresentou queda em São Paulo nesta sexta-feira (8), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O movimento ocorre em um cenário de avanço das escalas de abate e redução das compras por parte dos frigoríficos.

De acordo com o levantamento, o mercado abriu com queda de R$ 5,00 por arroba da vaca e de R$ 3,00 por arroba da novilha. Já as cotações do boi gordo e do “boi China” permaneceram estáveis em relação ao dia anterior. O relatório aponta que a maior oferta de animais contribuiu para alongar as escalas de abate. “Parte dos frigoríficos já havia completado suas escalas para a próxima semana e as compras reduziram”, destaca a análise. As escalas estavam, em média, posicionadas para dez dias.

Em Mato Grosso, o cenário foi de estabilidade nas cotações para todas as categorias bovinas nas quatro praças pecuárias monitoradas. Segundo a consultoria, a oferta de animais permaneceu mais ajustada devido às condições favoráveis das pastagens. “A oferta de bovinos estava mais ajustada e cadenciada, em razão do cenário positivo de chuvas e da manutenção da qualidade das pastagens no estado. Esse contexto contribuiu para limitar as quedas nas cotações”, informa o boletim.

A cotação da arroba do “boi China” também não apresentou alterações em Mato Grosso.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura mantiveram ritmo elevado em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil embarcou 251,9 mil toneladas no mês, com média diária de 12,6 mil toneladas, volume 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,2 mil, alta de 24,1% na comparação anual. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques para o mercado chinês somaram 460 mil toneladas, o equivalente a 41,9% da cota considerada nos registros da Secex.

Somente em abril, o Brasil exportou 135,4 mil toneladas de carne bovina para a China. O relatório ressalta, no entanto, que parte dos embarques realizados no fim de 2025 ainda pode compor o preenchimento da cota chinesa, já que o cálculo considera a entrada efetiva do produto no país asiático.

 





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Lula diz que Brasil mantém tratativas com os EUA para ampliar parcerias


trump e lula - reunião na Casa Branca - 7 de maio
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (9), em publicação na rede X, que o Brasil seguirá em tratativas para ampliar parcerias com os Estados Unidos.

Segundo Lula, a agenda bilateral será conduzida pelo “caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”. A manifestação ocorre após reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, realizada na última quinta-feira (7).

De acordo com o relato divulgado sobre o encontro, os dois governos discutiram comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos e estratégicos. Na sexta-feira (8), Trump voltou a citar o “bom relacionamento” com o presidente brasileiro e confirmou conversas sobre tarifas e outros temas.

Um dos pontos centrais da reunião foi o fluxo comercial entre os dois países. No encontro, foi mencionado que o Brasil registrou déficit comercial com os Estados Unidos no ano passado, em uma faixa entre US$ 20 bilhões, pelos dados apurados pelo governo brasileiro, e US$ 30 bilhões, segundo números americanos.

O governo dos Estados Unidos tem usado saldos comerciais nas relações bilaterais como argumento para justificar medidas tarifárias.

Na área de mineração, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que Lula mencionou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do marco legal voltado à recepção de investimentos no setor de minerais críticos. Silveira também defendeu pluralidade de diálogo e a entrada de recursos de diferentes origens, incluindo China, Estados Unidos e Rússia.

Na área de segurança financeira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na quinta-feira (7) esperar avanço em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

Para o setor produtivo, o efeito prático das tratativas dependerá do detalhamento de eventuais acordos sobre tarifas, investimentos e cooperação. Até o momento, os dois governos não divulgaram medidas setoriais nem cronograma formal de implementação.

O desdobramento técnico da reunião dependerá das próximas rodadas de negociação entre os dois países. Sem anúncios de mudanças tarifárias ou compromissos comerciais específicos até agora, o mercado deve acompanhar os detalhes sobre comércio, minerais estratégicos e cooperação institucional.

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Multifeira de Esteio terá mais de 100 expositores e programação paralela à Expoleite


Multifeira de Esteio 2026 reúne 116 expositores durante a Fenasul Expoleite

A 5ª Multifeira de Esteio 2026 será realizada entre quarta-feira (13) e domingo (17), nos pavilhões do Artesanato e da Agricultura Familiar do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul.

O evento ocorre em paralelo à 19ª Fenasul e à 46ª Expoleite e terá 116 expositores, entre empresas, instituições, entidades e órgãos públicos.

Segundo as informações divulgadas pela organização, a feira foi estruturada para apresentar ao público a diversidade econômica de Esteio e de outros municípios do Rio Grande do Sul. A seleção dos participantes foi feita por uma comissão avaliadora designada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente da Prefeitura de Esteio.

De acordo com a secretaria, os critérios considerados no processo foram documentação completa, sede ou registro em Esteio, cadastro no Projeto de Artesanato de Esteio e qualidade do portfólio apresentado. A definição busca organizar os espaços e padronizar a participação dos expositores ao longo dos cinco dias de programação.

A Multifeira integra a agenda da Fenasul Expoleite 2026, que também prevê seminários, concursos, exposições, palestras, feira da agricultura familiar, campeonato de assadores e rodeio campeiro.

Programação do evento

  • Quarta-feira (13): Lucas e Felipe, Zé Dedão e João Luiz Corrêa;
  • Quinta-feira (14): Tchê Barbaridade, Sax Banda Show e Sorriso Lindo;
  • Sexta-feira (15): Bibiana Bolacell, San Marino e DJ Carol Teodoro;
  • Sábado (16): Luiz Marenco e Chapeleiro Maluco.

4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio

Em paralelo, nos dias sábado (16) e domingo (17), será realizada a 4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio, promovido pelo CTG Independência Gaúcha.

A competição incluirá danças tradicionais, chula, declamação e intérprete solista vocal, com categorias da Pré-Mirim à Xiru. A organização informou que as inscrições devem ser confirmadas até domingo (10). Não foram divulgadas, até o momento, estimativas oficiais de público para a programação.

Com a realização simultânea da Multifeira, da Fenasul e da Expoleite, a agenda concentra atividades comerciais, técnicas e culturais no mesmo espaço, o que amplia a circulação de expositores e visitantes no parque durante o período do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Livro apresenta resultados de 20 anos de pesquisa em ILPF


Os resultados de pesquisas, validação em campo, comunicação e transferência de tecnologias realizadas pela Embrapa Pecuária Sudeste e parceiros durante 20 anos de trabalho publicados no livro “Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: Cultivando o Futuro”. 

A publicação lançada neste mês de abril engloba ciência, inovação e experiência para ajudar o produtor rural e técnico que deseja assumir o desafio de implantar modelos integrados de produção. Essas estratégias planejadas para aumentar a produtividade com sustentabilidade das propriedades brasileiras sejam pequenas, médias ou grandes. 

De acordo com os editores Alberto Bernardi, Alexandre Rossetto Garcia e José Ricardo Pezzopane, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, os sistemas integrados são estratégia de produção agropecuária para enfrentar os desafios da sociedade brasileira e global nas próximas décadas, como o crescimento populacional, as mudanças climáticas e a escassez de recursos. “Esse conjunto de tecnologias é a materialização do conceito de que produzir e preservar não são atividades antagônicas, mas sim, as duas faces da moeda da sustentabilidade futura”, destacam os editores no prefácio da obra. 

São 20 capítulos, com 77 autores de vários centros de pesquisa da Embrapa e instituições parceiras, garantindo uma visão ampla sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), desde a implantação até o processo de avaliação e os benefícios ambientais, econômicos e sociais. 

Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, o conteúdo do livro fornece soluções para apoiar o cumprimento das metas ambientais e climáticas impostas globalmente, alinhando-se os compromissos nacionais como o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis??(PNCPD), além de compromissos internacionais, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. “O livro reforça a necessidade de integrar a segurança alimentar com a mitigação de emissões 

de gases de efeito estufa (GEE), estratégias de adaptação às mudanças climáticas, preservação do solo e da água, e conservação da biodiversidade”, observa Berndt. 

A obra pode ser usada como uma ferramenta científica e de informação para transformar a realidade, como uma produção de alimentos em harmonia com a conservação ambiental.

O livro pode ser acessado online neste link.

Solução para uma agropecuária tropical

Ocupando hoje aproximadamente 17 milhões de hectares, o sistema ILPF tem potencial para ser implantado em mais de 100 milhões dos 159 milhões de hectares de pastagens do país – muitos deles com algum nível crítico de manipulação – renovando essas áreas em polos altamente produtivos.

Para o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é a solução brasileira para a agropecuária tropical e apresenta uma conexão cada vez mais acentuada e virtuosa com as cadeias de valor de alimentos e energia renovável dos sistemas agroindustriais.

Vale lembrar que o sistema ILPF está ancorado no desenvolvimento da atividade agrícola, pecuária e de florestas plantadas em uma mesma área, em um processo de poupança efeito-terra e que ao produtor oferece diversidade de renda de curto, médio e longo prazo. O fato é que a ILPF deu certo no Brasil devido ao moderno modelo de produção que não domina os trópicos, seus desafios e oportunidades. 

De modo contrário ao senso comum, o sistema ILPF apresenta opções para pequenas propriedades rurais. Nesta jornada, o maior desafio é mostrar esse perfil de produtor que a ILPF também tem inserido em sua operação, com potencial para diversificar a renda do produtor de menor porte, com base nas atividades que ele já desenvolve. 

A ILPF ainda é protagonista e indutora de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O balanço de carbono no sistema é positivo, porque promove de maneira eficiente o sequestro e a absorção de carbono. Além disso, A ILPF tem o diferencial de fazer com que a operação agropecuária seja vista e compreendida de maneira ampla, integrada, e não de forma isolada, o que contribui para melhor tomada de decisão.





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‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista


Seguro rural
Pedro Loyola, coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro

O seguro rural ainda não acompanha o tamanho do agronegócio brasileiro. O tema foi discutido no videocast Radar Rural, do Canal Rural, que recebeu o coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

Segundo ele, apesar de mais de duas décadas de operação, o instrumento segue com baixa cobertura e não se consolidou como principal ferramenta de gestão de risco no país.

Cobertura ainda limitada

Atualmente, apenas cerca de 3% a 4% da área agrícola está segurada. “É muito pouco para o tamanho do país e pela importância econômica que a agricultura tem”, afirmou Loyola durante o programa.

O especialista destacou que o crédito rural ainda lidera como principal política agrícola. “O crédito rural continua sendo o carro-chefe da política brasileira. O seguro ainda é um jovem, não amadureceu”, disse.

Em anos recentes, o alcance do seguro chegou a níveis mais altos, mas houve recuo. A avaliação é de que o país ainda não internalizou a importância do instrumento, mesmo com o aumento dos eventos climáticos extremos.

Falta de prioridade trava avanço

Para Loyola, a evolução do seguro rural depende diretamente de decisões de política pública. “Isso depende muito da gestão que está à frente do governo. É um tema de Estado, mas precisa de vontade política”, afirmou.

Ele avalia que a falta de previsibilidade orçamentária e a volatilidade na execução dos recursos dificultam o avanço do modelo no Brasil.

Além disso, o especialista aponta que, sem o seguro, o custo para o sistema acaba sendo maior. “A gente gasta bilhões em renegociação de dívida, sendo que o mecanismo de seguro funciona muito bem”, disse.

Seguro reduz impacto das perdas

O seguro rural atua como mitigador de risco, principalmente em momentos de quebra de safra. Nos últimos anos, as indenizações pagas ajudaram a reduzir a necessidade de renegociação de dívidas.

“Só para ter uma ideia, já foram mais de R$ 30 bilhões em indenizações pagas aos agricultores”, afirmou Loyola.

Segundo ele, o objetivo do seguro não é eliminar perdas, mas garantir condições para que o produtor continue na atividade. “Ele não resolve todos os problemas, mas ajuda o produtor a passar pela fase ruim”, explicou.

Comparação internacional

Loyola também citou exemplos de outros países, onde o seguro rural tem papel central na política agrícola. Na avaliação dele, o Brasil ainda está atrás nesse processo.

“Países que tiveram êxito focaram na política de seguro. Aqui, a gente ainda está muito alavancado no financiamento”, disse.

Ele destacou que, em mercados mais desenvolvidos, há maior previsibilidade de recursos e participação mais ativa do Estado, o que contribui para ampliar a cobertura.

Caminhos para avançar

Entre as propostas, o especialista defende maior integração entre crédito e seguro, além de incentivos para estimular a contratação.

“Sabendo que os problemas climáticos estão mais frequentes, o financiamento deveria vir acompanhado de seguro, ainda que com incentivo”, afirmou.

Outra frente é a criação de mecanismos para dar estabilidade ao sistema em momentos de perdas mais severas, o que pode atrair mais seguradoras e ampliar a oferta.

Para Loyola, sem mudanças estruturais, o país tende a manter o modelo atual. “Sem seguro, a gente continua no ciclo da renegociação de dívida”, concluiu.

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Onde o trabalho é a mais pura oração de mãe


Dia das Mães
Foto: Pixabay

“Mãos que não conheciam as letras, mas escreveram destinos com o suor do rosto.
Do balcão à lavoura, o amor se traduz no cansaço de quem não desiste do pão.
Homenagear uma mãe é honrar a luta sagrada pela vida e a nobreza de quem planta,
em cada filho, a semente da honestidade e o valor do chão.”

Neste Dia das Mães, minha memória não me leva a um jardim, mas sim para trás de um balcão de loja. Ali, vi minha mãe transformar o trabalho em um gesto sagrado de amor.

Vindos do Líbano, meus pais chegaram a esta terra sem saber ler nem escrever. Mas não se enganem: eles dominavam a linguagem mais difícil que existe, a do esforço e da dignidade.

Enquanto meu pai desbravava caminhos como mascate em sua bicicleta, minha mãe era âncora. Entre o balcão e o fogão, ela criou seis filhos sob o olhar atento de quem sabia que o exemplo educa mais que as palavras.

Hoje, peço permissão para homenagear minha mãe em nome de todas as mães do Brasil, especialmente as mulheres que lutam no campo.

Peço licença para falar dessas mulheres de mãos calejadas, seja pelo sol da lavoura ou pela lida incansável do comércio. Elas são feitas do mesmo barro: o da sobrevivência.

Não há diferença entre a mãe que planta a semente na terra e a que planta valores no balcão. Ambas buscam, no fundo da alma, a energia para garantir que nada falte aos seus filhos.

Mãe é esse ser que vive em estado de alerta, cuja maior preocupação é a subsistência honrada de sua família. É uma doação que não espera aplausos, apenas dignidade.

Dona Lamia Badi Daoud foi a prova de que a sabedoria mora no caráter, não nos diplomas. Ela não escreveu livros, mas gravou a ferro e fogo a honestidade em nossos corações.

Rendo minha homenagem a todas as mães em nome desta libanesa que nos deu o norte quando o horizonte parecia incerto. Sua vida nos ensinou que o amor é uma decisão diária de lutar por quem amamos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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