sábado, maio 9, 2026
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Livro apresenta resultados de 20 anos de pesquisa em ILPF


Os resultados de pesquisas, validação em campo, comunicação e transferência de tecnologias realizadas pela Embrapa Pecuária Sudeste e parceiros durante 20 anos de trabalho publicados no livro “Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: Cultivando o Futuro”. 

A publicação lançada neste mês de abril engloba ciência, inovação e experiência para ajudar o produtor rural e técnico que deseja assumir o desafio de implantar modelos integrados de produção. Essas estratégias planejadas para aumentar a produtividade com sustentabilidade das propriedades brasileiras sejam pequenas, médias ou grandes. 

De acordo com os editores Alberto Bernardi, Alexandre Rossetto Garcia e José Ricardo Pezzopane, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, os sistemas integrados são estratégia de produção agropecuária para enfrentar os desafios da sociedade brasileira e global nas próximas décadas, como o crescimento populacional, as mudanças climáticas e a escassez de recursos. “Esse conjunto de tecnologias é a materialização do conceito de que produzir e preservar não são atividades antagônicas, mas sim, as duas faces da moeda da sustentabilidade futura”, destacam os editores no prefácio da obra. 

São 20 capítulos, com 77 autores de vários centros de pesquisa da Embrapa e instituições parceiras, garantindo uma visão ampla sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), desde a implantação até o processo de avaliação e os benefícios ambientais, econômicos e sociais. 

Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, o conteúdo do livro fornece soluções para apoiar o cumprimento das metas ambientais e climáticas impostas globalmente, alinhando-se os compromissos nacionais como o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis??(PNCPD), além de compromissos internacionais, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. “O livro reforça a necessidade de integrar a segurança alimentar com a mitigação de emissões 

de gases de efeito estufa (GEE), estratégias de adaptação às mudanças climáticas, preservação do solo e da água, e conservação da biodiversidade”, observa Berndt. 

A obra pode ser usada como uma ferramenta científica e de informação para transformar a realidade, como uma produção de alimentos em harmonia com a conservação ambiental.

O livro pode ser acessado online neste link.

Solução para uma agropecuária tropical

Ocupando hoje aproximadamente 17 milhões de hectares, o sistema ILPF tem potencial para ser implantado em mais de 100 milhões dos 159 milhões de hectares de pastagens do país – muitos deles com algum nível crítico de manipulação – renovando essas áreas em polos altamente produtivos.

Para o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é a solução brasileira para a agropecuária tropical e apresenta uma conexão cada vez mais acentuada e virtuosa com as cadeias de valor de alimentos e energia renovável dos sistemas agroindustriais.

Vale lembrar que o sistema ILPF está ancorado no desenvolvimento da atividade agrícola, pecuária e de florestas plantadas em uma mesma área, em um processo de poupança efeito-terra e que ao produtor oferece diversidade de renda de curto, médio e longo prazo. O fato é que a ILPF deu certo no Brasil devido ao moderno modelo de produção que não domina os trópicos, seus desafios e oportunidades. 

De modo contrário ao senso comum, o sistema ILPF apresenta opções para pequenas propriedades rurais. Nesta jornada, o maior desafio é mostrar esse perfil de produtor que a ILPF também tem inserido em sua operação, com potencial para diversificar a renda do produtor de menor porte, com base nas atividades que ele já desenvolve. 

A ILPF ainda é protagonista e indutora de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O balanço de carbono no sistema é positivo, porque promove de maneira eficiente o sequestro e a absorção de carbono. Além disso, A ILPF tem o diferencial de fazer com que a operação agropecuária seja vista e compreendida de maneira ampla, integrada, e não de forma isolada, o que contribui para melhor tomada de decisão.





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