terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Dólar abre em alta com tensão entre EUA e Irã; IPCA de abril fica em 0,67%


Dólar abre em alta com tensão entre EUA e Irã; IPCA de abril fica em 0,67%

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (12) em alta no mercado doméstico, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana em meio ao aumento da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, os investidores também repercutem o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% ante março, dentro do intervalo projetado pelo mercado.

Na abertura, o movimento no câmbio foi acompanhado pela alta da curva de juros futuros, em linha com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e dos preços internacionais do petróleo. O contrato do WTI operava acima de US$ 101 por barril, enquanto o Brent superava US$ 107 por barril.

O ambiente externo segue pressionado pelas incertezas sobre a sustentação do cessar-fogo entre Washington e Teerã. O governo iraniano afirmou estar “pronto para agir”, mas disse manter o foco em uma “paz duradoura” nas negociações com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo está em “estado crítico”.

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No cenário doméstico, o IPCA divulgado nesta terça-feira (12) mostrou alta de 0,67% em abril, em linha com a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast. As previsões iam de 0,56% a 0,79%. Em 12 meses, o índice acumula avanço de 4,39%, também dentro do consenso, cuja faixa variava de 4,26% a 4,52%.

Outro indicador monitorado foi a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que desacelerou para 0,27% em maio, após alta de 0,95% na primeira prévia de abril.

Sem nova sinalização de alívio no conflito no Oriente Médio, o mercado deve seguir atento ao comportamento da inflação de energia e à divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), referência relevante para juros, câmbio e fluxo global de capitais.

No curto prazo, a combinação entre risco geopolítico, petróleo elevado e indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos tende a manter os ativos domésticos sensíveis ao noticiário externo e à precificação dos juros internacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, diz TMF Group


Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, diz TMF Group

O Brasil retornou ao terceiro lugar no ranking global de complexidade para fazer negócios, segundo relatório divulgado pela consultoria TMF Group nesta terça-feira (12). O levantamento analisa 81 jurisdições sob a ótica de empresas multinacionais e considera 292 indicadores ligados a legislação, compliance, contabilidade, tributação, recursos humanos e obrigações de folha de pagamento.

Na série recente do ranking, o Brasil havia ocupado a sétima posição em 2024 e a sexta em 2025. Agora, volta ao posto registrado em 2023. Em 2022, o país chegou a liderar a lista. Nesta edição, apenas Grécia, em primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, e México, em segundo, aparecem à frente do mercado brasileiro.

De acordo com a TMF Group, a complexidade no Brasil está associada principalmente ao sistema tributário com múltiplas camadas, às alterações regulatórias frequentes e à coexistência de regras em níveis federal, estadual e municipal. O relatório também cita exigências rigorosas de compliance e dificuldades operacionais em processos como instalação, registro e licenciamento de empresas.

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A consultoria afirma que a reforma tributária entrou no radar das multinacionais. Segundo a TMF Group, embora a mudança tenha potencial de simplificar processos no médio prazo, a transição das novas regras tributárias e de câmbio adiciona novas exigências de adaptação no curto prazo. O documento também aponta probabilidade de alterações adicionais, nos próximos 12 meses, em áreas como contabilidade, tributação, mercados de capitais e fundos.

Na prática, esse ambiente tende a elevar a necessidade de estrutura jurídica, fiscal e contábil local para investidores estrangeiros e empresas multinacionais. A consultoria acrescenta que a persistência de instabilidade política e econômica exige análise mais detalhada de risco antes da entrada ou expansão no país.

Por outro lado, o relatório destaca avanços na adoção de tecnologias, como assinaturas digitais e arquivamento eletrônico, que vêm reduzindo etapas manuais e pressão administrativa.

Entre as jurisdições menos complexas em 2026, a TMF Group cita Ilhas Cayman, Dinamarca e Jersey. Para o Brasil, a tendência indicada no relatório é de continuidade da complexidade regulatória, ainda que a digitalização de processos possa aliviar parte dos custos operacionais ao longo do tempo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita da soja 2025/26 chega a 98,3% da área, informa Conab


Colheita da soja 2025/26 chega a 98,3% da área, informa Conab

A colheita da soja 2025/26 atingiu 98,3% da área semeada no país até o último sábado (8), segundo boletim semanal de progresso de safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (12). O avanço foi de 3,6 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos estão 0,2 ponto porcentual atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Apesar do leve atraso frente aos 98,5% colhidos em igual momento de 2024/25, o desempenho atual permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 96,9%. O dado indica que a retirada da oleaginosa está tecnicamente próxima da conclusão em grande parte das áreas produtoras.

Segundo a Conab, a colheita já foi encerrada em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Entre os estados que ainda têm áreas por colher, o Piauí atingiu 99%, a Bahia 98%, o Rio Grande do Sul 96%, Santa Catarina 88,7% e o Maranhão 76%.

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No mesmo boletim, a Conab informou que a colheita do milho de primeira safra 2025/26 chegou a 71,5% da área semeada, avanço de 4,8 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Ainda assim, o ritmo está abaixo do mesmo período da safra passada, quando alcançava 77,6%, e também inferior à média de cinco anos, de 74,8%.

Já a semeadura do trigo 2026 avançou para 17,5% da área, ante 9,9% na semana anterior. O porcentual segue ligeiramente abaixo do registrado em igual período de 2025, de 18,4%, e da média histórica de 18,9%. Minas Gerais lidera os trabalhos, com 86% da área semeada.

A colheita do arroz 2025/26, por sua vez, alcançou 94,6% da área nacional. O índice supera os 93,6% de um ano antes e a média de cinco anos, de 89,5%, com destaque para o Rio Grande do Sul, principal produtor, que também registra 94,6%.

Os dados da Conab mostram avanço consistente das operações de campo no encerramento da soja e do arroz, enquanto milho de primeira safra e trigo seguem com ritmo abaixo das referências histórica e anual em parte das regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA podem reduzir taxa de importação de carne bovina e beneficiar setor no Brasil


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Foto: Agência Brasil/arquivo

O governo de Donald Trump estuda reduzir temporariamente as tarifas de importação de carne bovina nos Estados Unidos. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, a medida faz parte de um esforço para conter os preços recordes da carne bovina no mercado americano.

De acordo com a publicação, o governo norte-americano pretende suspender, já a partir desta semana, a cota tarifária anual aplicada às importações de carne bovina. Atualmente, após determinado volume de importação ser atingido, passam a valer tarifas mais elevadas. Com a mudança, mais carne bovina poderia entrar nos EUA pagando taxas menores.

A flexibilização seria a mais recente de uma série de medidas adotadas pela gestão Trump para reduzir custos aos consumidores antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. No ano passado, o governo já havia retirado diversos alimentos das chamadas tarifas recíprocas. Em janeiro, também adiou aumentos tarifários previstos para produtos de madeira e móveis. Além disso, Trump não levou adiante a proposta de elevar a tarifa mínima global de 10% para 15%.

A possível redução das tarifas pode representar uma oportunidade para o setor brasileiro de carnes. Com o esgotamento próximo da cota chinesa de importação de carne bovina, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vê os Estados Unidos como uma alternativa para ampliar os embarques brasileiros.

No entanto, o Brasil já atingiu a cota de exportação destinada ao mercado norte-americano. Atualmente, os embarques ocorrem fora desse limite, o que reduz a competitividade da carne brasileira devido à incidência de tarifas maiores. Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, seria necessária uma ampliação da cota norte-americana para viabilizar um aumento mais significativo das exportações brasileiras.

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Comissões da Câmara debatem dez anos do Marco Legal da Primeira Infância


Comissões da Câmara debatem dez anos do Marco Legal da Primeira Infância

As comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Saúde da Câmara dos Deputados promovem nesta terça-feira (12) uma audiência pública sobre os dez anos do Marco Legal da Primeira Infância. A reunião está marcada para as 16h, no plenário 7, e foi solicitada por parlamentares que defendem a revisão dos avanços e desafios da política voltada à infância.

O debate atende a requerimento das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ) e Amanda Gentil (PP-MA) e do deputado Dr. Zacharias Calil (MDB-GO). Segundo os autores, a primeira infância compreende os 6 primeiros anos de vida e é considerada uma etapa decisiva para o desenvolvimento humano, em razão da intensa formação de circuitos neurais e da maior capacidade de aprendizagem nesse período.

De acordo com o material de divulgação da Câmara dos Deputados, o Marco Legal da Primeira Infância consolidou diretrizes para a formulação de políticas públicas integradas em áreas como saúde, educação, assistência social, cultura, direitos humanos e justiça. O texto também reforça a responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado na proteção e no desenvolvimento integral da criança.

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A audiência pública deve servir para reunir avaliações técnicas e institucionais sobre a implementação da legislação ao longo da última década. Esse tipo de discussão costuma subsidiar o acompanhamento de programas públicos, a identificação de lacunas de execução e o eventual aperfeiçoamento de normas e ações intersetoriais.

O conteúdo informado pela Câmara cita a existência de convidados, mas não detalha, no material disponível, os nomes, cargos ou instituições dos participantes da audiência.

A discussão desta terça-feira (12) deve ampliar o diagnóstico sobre a efetividade do marco legal e oferecer base para futuras medidas legislativas e administrativas relacionadas à primeira infância, a depender das contribuições apresentadas na comissão.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Enoturismo brasileiro ganha escola inédita


O vinho brasileiro deixou há muito tempo de ser apenas produto para se transformar em experiência, destino e motor de desenvolvimento econômico. Em franca expansão, o enoturismo vem redefinindo a relação das vinícolas com o consumidor e movimentando uma cadeia que vai muito além da taça: hotéis, restaurantes, comércio, agroindústrias, transporte, cultura e hospitalidade passaram a integrar um ecossistema cada vez mais estratégico para as regiões produtoras. Com um público em busca de autenticidade, pertencimento e vivências memoráveis, o setor entrou em uma nova fase — mais profissional, mais sofisticada e mais orientada à experiência. É neste cenário que nasce a Escola de Enoturismo, iniciativa inédita nas Américas criada pelos especialistas Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero para qualificar profissionais e preparar o mercado para um novo ciclo do vinho brasileiro.

O lançamento oficial da Escola de Enoturismo acontece durante a Wine South America, em Bento Gonçalves (RS), aproveitando a presença dos principais players da cadeia vitivinícola brasileira para apresentar ao mercado uma proposta inédita de formação especializada. As inscrições para a primeira turma presencial abrem durante a feira, através do instagram oficial @escoladeenoturismo ou pelo e-mail [email protected]. São 20 vagas com início em julho. Este modelo foi pensado para garantir uma formação mais próxima, prática e conectada à realidade do setor. Além da formação presencial, a Escola de Enoturismo também traz programas online, ampliando o alcance da iniciativa para profissionais, empreendedores, vinícolas e destinos turísticos de diferentes regiões do Brasil. A proposta apresenta uma plataforma contínua de capacitação, atualização e troca de experiências voltada às transformações do enoturismo contemporâneo em três níveis, além de idiomas.

A criação da Escola de Enoturismo nasce de uma percepção amadurecida ao longo dos últimos anos pelos três especialistas a partir de suas vivências profissionais dentro do próprio setor. Em diferentes frentes — comunicação, desenvolvimento territorial, experiência turística, gestão e operação — Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero acompanharam de perto o crescimento acelerado do enoturismo brasileiro e a necessidade cada vez mais evidente de qualificação profissional especializada. Foi justamente da troca constante de experiências, das conexões construídas ao longo da trajetória e de um anseio comum sobre o futuro do setor que surgiu a decisão de transformar este conhecimento em um projeto estruturado de formação voltado ao mercado real. A Escola surge, assim, como uma proposta inovadora de formação integrada para um setor que cresceu mais rápido do que a capacitação de sua mão de obra. Mais do que cursos tradicionais, a iniciativa cria um ecossistema educacional especializado no universo do enoturismo, estruturado sobre três pilares centrais: Origem, Experiência e Negócio.

“O enoturismo nasce do território. Antes de vender uma experiência, é preciso compreender a identidade cultural, a história, as pessoas e o contexto que fazem daquele lugar algo único. Acreditamos que formar profissionais para o enoturismo também é formar pessoas capazes de interpretar e valorizar os territórios do vinho com autenticidade. E esta conexão só acontece direto com a origem. O vinho carrega paisagem, cultura, memória, tradição e pertencimento. A Escola nasce justamente para ajudar profissionais e empreendimentos a traduzirem isso em experiências verdadeiras”, destaca Ivane.

Dessa conexão entre território, identidade e emoção nasce a experiência contemporânea do enoturismo. Para Lucinara Masiero, o vinho deixou de ser apenas produto para se tornar uma plataforma de relacionamento e pertencimento. “Hoje, o visitante não busca apenas degustar um vinho. Ele quer viver histórias, criar conexões e sentir pertencimento. O enoturismo contemporâneo exige profissionais preparados para transformar atendimento em experiência e experiência em valor para as marcas e para os territórios. Assim, o vinho passou a ser uma plataforma de experiência, construída com sensibilidade, narrativa, hospitalidade, comunicação e percepção de valor. A Escola nasce para ajudar o setor a compreender essa transformação”, complementa Lucinara.

A combinação entre origem, experiência e estratégia é o que consolida o enoturismo como uma das atividades mais relevantes para o futuro da vitivinicultura e do turismo regional. Para Artur Farias, o setor vive um momento de amadurecimento que exige visão de negócio e profissionalização. “O enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas para se tornar uma unidade estratégica de negócio. Hoje ele impacta faturamento, posicionamento de marca, relacionamento com o consumidor e desenvolvimento regional. Isso exige gestão, visão de mercado e profissionalização. Quando o enoturismo é bem estruturado, ele gera valor para toda a cadeia: vinícolas, hotéis, gastronomia, comércio e serviços. A Escola nasce para preparar profissionais capazes de transformar potencial turístico em resultado sustentável”.

O projeto já nasce com o apoio do Sicredi Serrana, instituição reconhecida pelo incentivo ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento do enoturismo como atividade estratégica para a economia, a cultura e o cooperativismo. Alinhada aos princípios da construção coletiva dos territórios, a cooperativa também será sede das aulas presenciais no Auditório Sicredi Agro, em Bento Gonçalves.

Enoturismo hoje

O lançamento da Escola de Enoturismo acontece em um momento de expansão acelerada da atividade no Brasil e no mundo. Dados da Grand View Research, empresa norte-americana especializada em pesquisa de mercado e inteligência de negócios, divulgados no relatório Wine Tourism Market Size, Share & Trends Analysis Report, indicam que o mercado mundial do turismo do vinho movimentou cerca de US$ 46,4 bilhões em 2023, com projeções superiores a US$ 106 bilhões até 2030 e taxas de crescimento próximas de 13% ao ano — muito acima do crescimento do mercado tradicional de vinhos engarrafados.

No Brasil, o movimento já impacta diretamente o setor vitivinícola. Dados do Sebrae apontam que mais de 85% das vinícolas brasileiras já investem em experiências ligadas ao turismo como forma de ampliar faturamento, fortalecer marca e diversificar receitas. O crescimento também aparece nos números do mercado. Somente no Rio Grande do Sul — principal polo do enoturismo brasileiro — mais de 71 mil experiências enoturísticas foram comercializadas em 2025 pela plataforma Wine Locals, representando um crescimento próximo de 60% em relação ao ano anterior. O ticket médio das experiências chegou a R$ 510, evidenciando o aumento do valor agregado do setor.

Os idealizadores

Artur Farias – Especialista em enoturismo estratégico, Artur Farias atua há mais de 15 anos na criação de experiências voltadas à hospitalidade, encantamento do cliente e geração de valor para vinícolas. Ao longo de sua trajetória no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, acompanhou o desenvolvimento de mais de 200 vinícolas na área de experiências enoturísticas. Atua como consultor e professor, integrando a Pós-Graduação em Enoturismo da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e o programa de formação em vinhos e atendimento do Grupo Zaffari. Também foi professor do curso de Sommelier do Senac Porto Alegre. Durante os mais de 12 anos em que residiu no Chile, criou a Winetaste360, minicurso de vinhos e harmonização que já formou mais de 5 mil alunos em Santiago e Mendoza.

 





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IGP-M desacelera para 0,27% na primeira prévia de maio, informa FGV


IGP-M desacelera para 0,27% na primeira prévia de maio, informa FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,27% na primeira prévia de maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (12). Na primeira prévia de abril, o indicador havia avançado 0,95%. A desaceleração foi puxada principalmente pelo menor ritmo de alta no atacado, além de leituras mais moderadas para consumidor e construção.

De acordo com a FGV, o principal movimento veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que saiu de 1,07% na primeira prévia de abril para 0,18% em maio. O IPA mede a variação de preços no atacado e tem peso relevante na composição do IGP-M, o que ajuda a explicar a desaceleração do índice cheio nesta leitura.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também perdeu força. O componente passou de 0,68% em abril para 0,41% em maio. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 0,66% para 0,64% no mesmo intervalo.

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Na prática, a leitura preliminar indica uma pressão menor dos preços em relação ao mês anterior. Como o IGP-M é usado como referência em reajustes de contratos, como aluguéis, tarifas e alguns serviços, a desaceleração tende a reduzir a intensidade de correções futuras caso o comportamento se mantenha nas próximas divulgações. Ainda assim, a primeira prévia não encerra o resultado do mês e novos dados podem alterar a trajetória do indicador.

A divulgação da FGV mostra, portanto, uma perda de ritmo disseminada entre os três componentes do índice, com destaque para o atacado, que foi o principal fator técnico por trás do resultado de maio.

O comportamento das próximas leituras do IPA, do IPC-M e do INCC-M será determinante para confirmar se a desaceleração do IGP-M em maio é pontual ou se indica um arrefecimento mais consistente da inflação medida pelo índice.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BIS escolhe Galípolo para presidir reuniões de bancos centrais de emergentes


BIS escolhe Galípolo para presidir reuniões de bancos centrais de emergentes

O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) escolheu o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, como chair das reuniões de banqueiros centrais das grandes economias de mercado emergentes. A informação foi divulgada pela instituição nesta terça-feira (12). O mandato terá duração de dois anos e começa em 1º de setembro.

Segundo o BIS, as reuniões ocorrem três vezes por ano dentro do ciclo de encontros da instituição, em Basileia, na Suíça. Nessa instância, os representantes dos bancos centrais discutem riscos macroeconômicos e financeiros, além de outros temas ligados à estabilidade monetária e ao ambiente internacional.

Galípolo foi escolhido pelo conselho de administração do BIS e substituirá Eddie Yue, executivo-chefe da Autoridade Monetária de Hong Kong, no comando das reuniões. Até a última segunda-feira (11), o presidente do BC brasileiro participava dos encontros bimestrais promovidos pela instituição em Basileia.

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A escolha amplia a presença do Banco Central do Brasil em um fórum técnico que reúne autoridades monetárias de grandes economias emergentes. Esse tipo de reunião costuma concentrar debates sobre inflação, juros, fluxo de capitais, condições financeiras globais e respostas de política monetária em países em desenvolvimento.

Na prática, a presidência do colegiado coloca o BC brasileiro em uma posição de coordenação dos debates entre essas autoridades, em um momento em que bancos centrais monitoram desaceleração econômica, custos de financiamento e volatilidade externa. O BIS não detalhou, até o momento, metas específicas ou agenda adicional para o mandato de Galípolo.

Com início previsto para 1º de setembro, o mandato de Galípolo tende a reforçar a participação institucional do Brasil nas discussões internacionais sobre política monetária e estabilidade financeira, conforme a agenda regular do BIS para economias emergentes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta novas cultivares de arroz e feijão na AgroBrasília 2026


Embrapa apresenta novas cultivares de arroz e feijão na AgroBrasília 2026

A Embrapa Arroz e Feijão vai apresentar, durante a AgroBrasília 2026, quatro cultivares de feijão e três de arroz de terras altas voltadas a diferentes sistemas de produção. A feira será realizada entre segunda-feira (19) e sexta-feira (23), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, com foco em tecnologia e negócios para produtores de diferentes portes.

No feijão, os lançamentos incluem duas cultivares do grupo carioca, BRS ELO FC424 e BRS ELO FC429, e duas do grupo comercial preto, BRS FP426 e BRS FP327. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os materiais foram desenvolvidos com características agronômicas distintas, como arquitetura ereta, adaptação à colheita mecanizada direta e diferentes níveis de tolerância ou resistência a doenças de solo e da parte aérea.

A BRS ELO FC424 foi posicionada para a Região Sul, com possibilidade de expansão para Centro-Oeste e Nordeste. Já a BRS ELO FC429 tem como diferencial o escurecimento lento dos grãos, característica que, segundo a estatal, amplia a flexibilidade de comercialização e o tempo de prateleira. No grupo preto, a BRS FP327 reúne ciclo precoce e adaptação à mecanização, enquanto a BRS FP426 foi indicada para ambientes com maior risco sanitário, especialmente sob pivô central.

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No arroz, a Embrapa mostrará os avanços com as cultivares BRS A502, BRS A503 e BRS A504, voltadas ao cultivo em terras altas, inclusive em sistemas irrigados por pivô central. De acordo com a instituição, esses materiais podem atingir potencial produtivo de até 8.700 quilos por hectare, além de serem usados em rotação com feijão, soja, cebola, alho, cenoura e batata.

A unidade também levará à feira um conjunto motocultivador para controle de plantas daninhas em pequenas lavouras de grãos, em sistemas convencionais ou agroecológicos. O corpo técnico da Embrapa estará no evento para orientar produtores e visitantes. Não foram divulgadas estimativas de adoção comercial das tecnologias apresentadas.

A apresentação das cultivares e do equipamento na AgroBrasília amplia a transferência de tecnologia ao produtor, principalmente em temas como mecanização, sanidade e diversificação de sistemas de cultivo. O efeito prático sobre adoção e mercado dependerá da resposta dos produtores e do desempenho regional dos materiais nas próximas safras.

Fonte: embrapa.br

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Frio avança e geada atinge três regiões do Brasil


geada em Piraí do Sul, Paraná
Foto: Giovani Ferreira/Canal Rural

Massa de ar polar derruba temperaturas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto temporais ganham força no Norte e em áreas do Nordeste.

A terça-feira (12) será marcada pela continuidade da onda de frio no centro-sul do Brasil, com risco de geada ampla em estados do Sul e temperaturas próximas de 0°C em áreas serranas. Ao mesmo tempo, a chuva segue concentrada sobre parte do Nordeste e da Região Norte, com possibilidade de temporais e acumulados elevados em alguns estados.

No Sul do país, o tempo permanece firme devido à atuação de uma massa de ar seco associada a um sistema de alta pressão. O amanhecer será bastante gelado, especialmente na Serra Gaúcha e Catarinense, além do interior de Santa Catarina, onde os termômetros podem registrar temperaturas próximas ou abaixo de 0°C. Há previsão de geada em grande parte do Rio Grande do Sul, no interior catarinense e em áreas do Paraná.

Apesar do frio nas primeiras horas do dia, as temperaturas sobem gradualmente durante a tarde. Ainda assim, o clima segue ameno. A previsão também indica rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral gaúcho e catarinense, além de mar agitado em toda a costa da região.

Sudeste terá chuva isolada e manhã gelada

No Sudeste, a influência marítima mantém condições para chuva fraca e isolada no litoral norte de São Paulo e em áreas do Rio de Janeiro. Já no Espírito Santo e em partes de Minas Gerais, a frente fria ainda favorece pancadas moderadas, com possibilidade de chuva forte em pontos isolados.

Ao longo do dia, as instabilidades avançam para o Triângulo Mineiro e o oeste de Minas, mas com menor intensidade. Em São Paulo, o sol aparece com mais frequência. A massa de ar frio mantém as temperaturas baixas no amanhecer em áreas paulistas, no sul fluminense e no sul mineiro, com possibilidade de geada no sul de São Paulo e na Serra da Mantiqueira.

Centro-Oeste segue com tempo seco e baixa umidade

No Centro-Oeste, o predomínio será de sol e poucas nuvens. Há chance apenas de pancadas isoladas no leste de Goiás e no extremo norte de Mato Grosso, onde podem ocorrer temporais localizados.

A massa de ar polar ainda mantém o amanhecer frio em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há chance de geada em áreas do sul e sudoeste do estado. Durante a tarde, o calor volta a ganhar força no norte de Mato Grosso e Goiás.

A baixa umidade do ar continua em alerta em áreas de Goiás e do leste mato-grossense, com índices abaixo dos 30%.

Nordeste tem risco de temporais no litoral

No Nordeste, a circulação marítima e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantêm o tempo instável entre o Rio Grande do Norte e Salvador. Há previsão de chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

O litoral entre a Paraíba e Alagoas pode registrar temporais. Já no interior nordestino, o tempo segue firme e quente durante a tarde, com baixa umidade no oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí.

Norte segue em alerta para chuva intensa

Na Região Norte, a combinação entre alta umidade e a atuação da ZCIT mantém o cenário de instabilidade sobre Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. As pancadas de chuva podem ocorrer com forte intensidade e vir acompanhadas de temporais.

O alerta é maior para áreas do norte e interior do Amazonas, sul de Roraima e sudoeste do Pará, onde há risco para acumulados elevados. Em contrapartida, Acre, Rondônia e grande parte do Tocantins seguem com tempo firme.

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