terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Adubação no milho exige manejo além do NPK



O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo


O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo
O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo – Foto: Pixabay

A escolha do fertilizante no milho exige mais do que a aplicação de uma fórmula pronta, já que a resposta da lavoura depende da função de cada nutriente e das condições reais de absorção pela planta. A avaliação é de Luis Fernando Luna, especialista em fitossanidade e operações agrícolas, ao destacar que a adubação eficiente passa por equilíbrio, momento de aplicação e manejo adequado.

Embora ainda seja comum associar a adubação apenas ao uso de NPK, o desempenho da cultura depende da compreensão do papel específico de cada elemento no desenvolvimento do milho. Nesse contexto, o nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo, com atuação direta na formação das folhas e no vigor da planta. Quando há deficiência desse nutriente, a lavoura tende a perder força, o que pode comprometer a produtividade.

O fósforo, por sua vez, tem importância desde as fases iniciais do ciclo. Sua atuação está ligada ao desenvolvimento das raízes, ao arranque inicial da planta e à formação das espigas. Em sistemas produtivos bem conduzidos, esse nutriente contribui para que o milho estabeleça uma base adequada de crescimento, favorecendo as etapas seguintes da cultura.

Já o potássio está relacionado à eficiência da planta. Ele participa de processos associados à resistência, ao enchimento de grãos e à tolerância a situações de estresse, como seca e ocorrência de doenças. Por isso, sua presença em níveis adequados é importante para a estabilidade da lavoura ao longo do ciclo.

A análise também chama atenção para um ponto central do manejo: não basta haver fertilizante disponível se o solo não permite a absorção ou se a planta não consegue metabolizar os nutrientes. Da mesma forma, seguir uma fórmula sem considerar o sistema produtivo pode limitar os resultados no campo.

Dessa forma, a adubação no milho deve ser tratada como uma decisão técnica, e não apenas como uma etapa operacional. Mais do que quantidade aplicada, o resultado depende da combinação entre equilíbrio nutricional, momento correto e manejo ajustado à realidade da lavoura.

 





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Juros futuros avançam após IPCA de abril e alta do petróleo


Juros futuros avançam após IPCA de abril e alta do petróleo

Os juros futuros operavam em alta em toda a curva na manhã desta terça-feira (12), em reação à valorização do petróleo no mercado internacional, ao avanço do dólar e à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No Brasil, os agentes também repercutem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% no mês e 4,39% em 12 meses, em linha com as projeções medianas do mercado.

No início do dia, o movimento de alta atingia os principais vencimentos dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Às 9h30, o DI para janeiro de 2027 subia para 14,165%, ante 14,108% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava de 13,689% para 13,800%, enquanto o DI para janeiro de 2031 ia de 13,763% para 13,855%.

A leitura do mercado é de que a disparada do petróleo amplia o risco de pressões inflacionárias, especialmente por seus efeitos sobre combustíveis, fretes e custos de produção. Esse ambiente tende a reforçar a cautela dos investidores com a trajetória dos juros, tanto no Brasil quanto no exterior.

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No cenário internacional, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos também ficou próximo do esperado. Segundo os dados informados ao mercado, houve alta de 0,6% em abril na margem e de 3,8% na comparação anual, acima da previsão de 3,7%. O núcleo do indicador avançou 0,4% no mês. Não há, no conteúdo disponível, detalhamento adicional da fonte oficial nem abertura completa dos componentes do núcleo.

Com IPCA doméstico dentro do previsto, a reação da curva brasileira indica que o foco do mercado segue concentrado no ambiente externo, no câmbio e no comportamento das commodities energéticas. Se esses fatores permanecerem pressionados, a tendência técnica é de manutenção da volatilidade nos contratos de juros ao longo do pregão.

No curto prazo, a dinâmica dos DIs deve continuar sensível aos preços do petróleo, ao dólar e aos indicadores de inflação dos Estados Unidos, fatores que influenciam a percepção sobre custo de crédito, financiamento e decisões de investimento no Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CPI dos Estados Unidos sobe 0,6% em abril e taxa anual acelera para 3,8%


CPI dos Estados Unidos sobe 0,6% em abril e taxa anual acelera para 3,8%

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,6% em abril ante março, com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho norte-americano nesta terça-feira (12). Na comparação com abril do ano passado, a alta foi de 3,8%. O dado mensal ficou em linha com a expectativa do mercado, enquanto a taxa anual superou levemente a projeção de 3,7%.

No relatório anterior, referente a março, o CPI cheio havia subido 0,9% na comparação mensal e 3,3% no acumulado em 12 meses. Na leitura mais recente, portanto, houve desaceleração do ritmo mensal, mas aceleração da taxa anual em 0,5 ponto percentual.

O núcleo do CPI, indicador que exclui alimentos e energia por concentrar itens mais voláteis, subiu 0,4% em abril ante março. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast previam alta de 0,3%. Em 12 meses, o núcleo avançou 2,8%, também acima da estimativa de 2,7%.

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Em março, o núcleo havia registrado alta de 0,2% na base mensal e de 2,6% na comparação anual. Isso mostra que, além do índice cheio, a medida subjacente de inflação também ganhou força entre um mês e outro.

Os números são acompanhados de perto pelo mercado financeiro global porque servem de base para a avaliação da trajetória de preços nos Estados Unidos e das próximas decisões de política monetária do Federal Reserve, o banco central do país. O relatório divulgado nesta terça-feira (12), no entanto, não detalha neste conteúdo quais grupos de despesas exerceram maior pressão sobre o índice em abril.

Com o CPI cheio em 3,8% e o núcleo em 2,8% no acumulado de 12 meses, o mercado deve seguir monitorando os próximos indicadores para medir se a inflação mantém ritmo mais elevado ou retoma desaceleração nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Seminário da Embrapa apresenta primeiros dados sobre leite e carnes caprina e ovina no Piauí


Seminário da Embrapa apresenta primeiros dados sobre leite e carnes caprina e ovina no Piauí

A Embrapa Meio-Norte sediou, nesta segunda-feira (11), o seminário “Pecuária piauiense: atualidade, oportunidades e desafios”, em Teresina (PI). No encontro, foram apresentados os primeiros dados do projeto PiauiPec sobre bovinocultura leiteira e produção de carnes caprina e ovina no estado. A iniciativa busca levantar informações técnicas para subsidiar futuras políticas públicas para essas cadeias produtivas.

O seminário foi realizado no âmbito do PiauiPec, projeto desenvolvido com parceria da Embrapa Caprinos e Ovinos e da Embrapa Gado de Leite, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). Durante a programação, foram assinados 10 acordos de cooperação técnica com instituições parceiras para viabilizar as atividades até o final de 2027.

Na área do leite, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, apresentou dados de produção no Brasil, no Nordeste e no Piauí. Segundo ele, o estado ainda tem participação reduzida no mercado e enfrenta limitações ligadas à baixa produtividade e à menor adoção de tecnologia. Oliveira afirmou ainda que o leite captado por laticínios cresceu nos últimos dez anos no país, na região Nordeste e também no Piauí, embora os volumes específicos não tenham sido detalhados no material divulgado.

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Em relação à caprinocultura e à ovinocultura, o pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Espedito Martins, apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e destacou a concentração da produção na região semiárida do estado. De acordo com ele, os diferentes perfis produtivos dos municípios exigem estratégias distintas, o que reduz a efetividade de políticas públicas uniformes para todo o setor.

Para o pesquisador da Embrapa Meio-Norte e líder do projeto, Sérgio Vilela, a próxima etapa será aprofundar os estudos sobre os gargalos que limitam o avanço das cadeias produtivas.

A proposta do PiauiPec é consolidar, até o fim de 2027, um conjunto de diagnósticos e recomendações técnicas ao governo estadual. A expectativa da equipe é que os levantamentos orientem ações voltadas a produtividade, gestão, tecnologia e competitividade na pecuária piauiense.

Fonte: embrapa.br

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Dólar abre em alta com tensão entre EUA e Irã; IPCA de abril fica em 0,67%


Dólar abre em alta com tensão entre EUA e Irã; IPCA de abril fica em 0,67%

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (12) em alta no mercado doméstico, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana em meio ao aumento da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, os investidores também repercutem o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% ante março, dentro do intervalo projetado pelo mercado.

Na abertura, o movimento no câmbio foi acompanhado pela alta da curva de juros futuros, em linha com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e dos preços internacionais do petróleo. O contrato do WTI operava acima de US$ 101 por barril, enquanto o Brent superava US$ 107 por barril.

O ambiente externo segue pressionado pelas incertezas sobre a sustentação do cessar-fogo entre Washington e Teerã. O governo iraniano afirmou estar “pronto para agir”, mas disse manter o foco em uma “paz duradoura” nas negociações com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo está em “estado crítico”.

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No cenário doméstico, o IPCA divulgado nesta terça-feira (12) mostrou alta de 0,67% em abril, em linha com a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast. As previsões iam de 0,56% a 0,79%. Em 12 meses, o índice acumula avanço de 4,39%, também dentro do consenso, cuja faixa variava de 4,26% a 4,52%.

Outro indicador monitorado foi a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que desacelerou para 0,27% em maio, após alta de 0,95% na primeira prévia de abril.

Sem nova sinalização de alívio no conflito no Oriente Médio, o mercado deve seguir atento ao comportamento da inflação de energia e à divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), referência relevante para juros, câmbio e fluxo global de capitais.

No curto prazo, a combinação entre risco geopolítico, petróleo elevado e indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos tende a manter os ativos domésticos sensíveis ao noticiário externo e à precificação dos juros internacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, diz TMF Group


Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, diz TMF Group

O Brasil retornou ao terceiro lugar no ranking global de complexidade para fazer negócios, segundo relatório divulgado pela consultoria TMF Group nesta terça-feira (12). O levantamento analisa 81 jurisdições sob a ótica de empresas multinacionais e considera 292 indicadores ligados a legislação, compliance, contabilidade, tributação, recursos humanos e obrigações de folha de pagamento.

Na série recente do ranking, o Brasil havia ocupado a sétima posição em 2024 e a sexta em 2025. Agora, volta ao posto registrado em 2023. Em 2022, o país chegou a liderar a lista. Nesta edição, apenas Grécia, em primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, e México, em segundo, aparecem à frente do mercado brasileiro.

De acordo com a TMF Group, a complexidade no Brasil está associada principalmente ao sistema tributário com múltiplas camadas, às alterações regulatórias frequentes e à coexistência de regras em níveis federal, estadual e municipal. O relatório também cita exigências rigorosas de compliance e dificuldades operacionais em processos como instalação, registro e licenciamento de empresas.

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A consultoria afirma que a reforma tributária entrou no radar das multinacionais. Segundo a TMF Group, embora a mudança tenha potencial de simplificar processos no médio prazo, a transição das novas regras tributárias e de câmbio adiciona novas exigências de adaptação no curto prazo. O documento também aponta probabilidade de alterações adicionais, nos próximos 12 meses, em áreas como contabilidade, tributação, mercados de capitais e fundos.

Na prática, esse ambiente tende a elevar a necessidade de estrutura jurídica, fiscal e contábil local para investidores estrangeiros e empresas multinacionais. A consultoria acrescenta que a persistência de instabilidade política e econômica exige análise mais detalhada de risco antes da entrada ou expansão no país.

Por outro lado, o relatório destaca avanços na adoção de tecnologias, como assinaturas digitais e arquivamento eletrônico, que vêm reduzindo etapas manuais e pressão administrativa.

Entre as jurisdições menos complexas em 2026, a TMF Group cita Ilhas Cayman, Dinamarca e Jersey. Para o Brasil, a tendência indicada no relatório é de continuidade da complexidade regulatória, ainda que a digitalização de processos possa aliviar parte dos custos operacionais ao longo do tempo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita da soja 2025/26 chega a 98,3% da área, informa Conab


Colheita da soja 2025/26 chega a 98,3% da área, informa Conab

A colheita da soja 2025/26 atingiu 98,3% da área semeada no país até o último sábado (8), segundo boletim semanal de progresso de safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (12). O avanço foi de 3,6 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos estão 0,2 ponto porcentual atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Apesar do leve atraso frente aos 98,5% colhidos em igual momento de 2024/25, o desempenho atual permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 96,9%. O dado indica que a retirada da oleaginosa está tecnicamente próxima da conclusão em grande parte das áreas produtoras.

Segundo a Conab, a colheita já foi encerrada em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Entre os estados que ainda têm áreas por colher, o Piauí atingiu 99%, a Bahia 98%, o Rio Grande do Sul 96%, Santa Catarina 88,7% e o Maranhão 76%.

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No mesmo boletim, a Conab informou que a colheita do milho de primeira safra 2025/26 chegou a 71,5% da área semeada, avanço de 4,8 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Ainda assim, o ritmo está abaixo do mesmo período da safra passada, quando alcançava 77,6%, e também inferior à média de cinco anos, de 74,8%.

Já a semeadura do trigo 2026 avançou para 17,5% da área, ante 9,9% na semana anterior. O porcentual segue ligeiramente abaixo do registrado em igual período de 2025, de 18,4%, e da média histórica de 18,9%. Minas Gerais lidera os trabalhos, com 86% da área semeada.

A colheita do arroz 2025/26, por sua vez, alcançou 94,6% da área nacional. O índice supera os 93,6% de um ano antes e a média de cinco anos, de 89,5%, com destaque para o Rio Grande do Sul, principal produtor, que também registra 94,6%.

Os dados da Conab mostram avanço consistente das operações de campo no encerramento da soja e do arroz, enquanto milho de primeira safra e trigo seguem com ritmo abaixo das referências histórica e anual em parte das regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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EUA podem reduzir taxa de importação de carne bovina e beneficiar setor no Brasil


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Foto: Agência Brasil/arquivo

O governo de Donald Trump estuda reduzir temporariamente as tarifas de importação de carne bovina nos Estados Unidos. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, a medida faz parte de um esforço para conter os preços recordes da carne bovina no mercado americano.

De acordo com a publicação, o governo norte-americano pretende suspender, já a partir desta semana, a cota tarifária anual aplicada às importações de carne bovina. Atualmente, após determinado volume de importação ser atingido, passam a valer tarifas mais elevadas. Com a mudança, mais carne bovina poderia entrar nos EUA pagando taxas menores.

A flexibilização seria a mais recente de uma série de medidas adotadas pela gestão Trump para reduzir custos aos consumidores antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. No ano passado, o governo já havia retirado diversos alimentos das chamadas tarifas recíprocas. Em janeiro, também adiou aumentos tarifários previstos para produtos de madeira e móveis. Além disso, Trump não levou adiante a proposta de elevar a tarifa mínima global de 10% para 15%.

A possível redução das tarifas pode representar uma oportunidade para o setor brasileiro de carnes. Com o esgotamento próximo da cota chinesa de importação de carne bovina, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vê os Estados Unidos como uma alternativa para ampliar os embarques brasileiros.

No entanto, o Brasil já atingiu a cota de exportação destinada ao mercado norte-americano. Atualmente, os embarques ocorrem fora desse limite, o que reduz a competitividade da carne brasileira devido à incidência de tarifas maiores. Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, seria necessária uma ampliação da cota norte-americana para viabilizar um aumento mais significativo das exportações brasileiras.

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Comissões da Câmara debatem dez anos do Marco Legal da Primeira Infância


Comissões da Câmara debatem dez anos do Marco Legal da Primeira Infância

As comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Saúde da Câmara dos Deputados promovem nesta terça-feira (12) uma audiência pública sobre os dez anos do Marco Legal da Primeira Infância. A reunião está marcada para as 16h, no plenário 7, e foi solicitada por parlamentares que defendem a revisão dos avanços e desafios da política voltada à infância.

O debate atende a requerimento das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ) e Amanda Gentil (PP-MA) e do deputado Dr. Zacharias Calil (MDB-GO). Segundo os autores, a primeira infância compreende os 6 primeiros anos de vida e é considerada uma etapa decisiva para o desenvolvimento humano, em razão da intensa formação de circuitos neurais e da maior capacidade de aprendizagem nesse período.

De acordo com o material de divulgação da Câmara dos Deputados, o Marco Legal da Primeira Infância consolidou diretrizes para a formulação de políticas públicas integradas em áreas como saúde, educação, assistência social, cultura, direitos humanos e justiça. O texto também reforça a responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado na proteção e no desenvolvimento integral da criança.

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A audiência pública deve servir para reunir avaliações técnicas e institucionais sobre a implementação da legislação ao longo da última década. Esse tipo de discussão costuma subsidiar o acompanhamento de programas públicos, a identificação de lacunas de execução e o eventual aperfeiçoamento de normas e ações intersetoriais.

O conteúdo informado pela Câmara cita a existência de convidados, mas não detalha, no material disponível, os nomes, cargos ou instituições dos participantes da audiência.

A discussão desta terça-feira (12) deve ampliar o diagnóstico sobre a efetividade do marco legal e oferecer base para futuras medidas legislativas e administrativas relacionadas à primeira infância, a depender das contribuições apresentadas na comissão.

Fonte: camara.leg.br

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Enoturismo brasileiro ganha escola inédita


O vinho brasileiro deixou há muito tempo de ser apenas produto para se transformar em experiência, destino e motor de desenvolvimento econômico. Em franca expansão, o enoturismo vem redefinindo a relação das vinícolas com o consumidor e movimentando uma cadeia que vai muito além da taça: hotéis, restaurantes, comércio, agroindústrias, transporte, cultura e hospitalidade passaram a integrar um ecossistema cada vez mais estratégico para as regiões produtoras. Com um público em busca de autenticidade, pertencimento e vivências memoráveis, o setor entrou em uma nova fase — mais profissional, mais sofisticada e mais orientada à experiência. É neste cenário que nasce a Escola de Enoturismo, iniciativa inédita nas Américas criada pelos especialistas Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero para qualificar profissionais e preparar o mercado para um novo ciclo do vinho brasileiro.

O lançamento oficial da Escola de Enoturismo acontece durante a Wine South America, em Bento Gonçalves (RS), aproveitando a presença dos principais players da cadeia vitivinícola brasileira para apresentar ao mercado uma proposta inédita de formação especializada. As inscrições para a primeira turma presencial abrem durante a feira, através do instagram oficial @escoladeenoturismo ou pelo e-mail [email protected]. São 20 vagas com início em julho. Este modelo foi pensado para garantir uma formação mais próxima, prática e conectada à realidade do setor. Além da formação presencial, a Escola de Enoturismo também traz programas online, ampliando o alcance da iniciativa para profissionais, empreendedores, vinícolas e destinos turísticos de diferentes regiões do Brasil. A proposta apresenta uma plataforma contínua de capacitação, atualização e troca de experiências voltada às transformações do enoturismo contemporâneo em três níveis, além de idiomas.

A criação da Escola de Enoturismo nasce de uma percepção amadurecida ao longo dos últimos anos pelos três especialistas a partir de suas vivências profissionais dentro do próprio setor. Em diferentes frentes — comunicação, desenvolvimento territorial, experiência turística, gestão e operação — Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero acompanharam de perto o crescimento acelerado do enoturismo brasileiro e a necessidade cada vez mais evidente de qualificação profissional especializada. Foi justamente da troca constante de experiências, das conexões construídas ao longo da trajetória e de um anseio comum sobre o futuro do setor que surgiu a decisão de transformar este conhecimento em um projeto estruturado de formação voltado ao mercado real. A Escola surge, assim, como uma proposta inovadora de formação integrada para um setor que cresceu mais rápido do que a capacitação de sua mão de obra. Mais do que cursos tradicionais, a iniciativa cria um ecossistema educacional especializado no universo do enoturismo, estruturado sobre três pilares centrais: Origem, Experiência e Negócio.

“O enoturismo nasce do território. Antes de vender uma experiência, é preciso compreender a identidade cultural, a história, as pessoas e o contexto que fazem daquele lugar algo único. Acreditamos que formar profissionais para o enoturismo também é formar pessoas capazes de interpretar e valorizar os territórios do vinho com autenticidade. E esta conexão só acontece direto com a origem. O vinho carrega paisagem, cultura, memória, tradição e pertencimento. A Escola nasce justamente para ajudar profissionais e empreendimentos a traduzirem isso em experiências verdadeiras”, destaca Ivane.

Dessa conexão entre território, identidade e emoção nasce a experiência contemporânea do enoturismo. Para Lucinara Masiero, o vinho deixou de ser apenas produto para se tornar uma plataforma de relacionamento e pertencimento. “Hoje, o visitante não busca apenas degustar um vinho. Ele quer viver histórias, criar conexões e sentir pertencimento. O enoturismo contemporâneo exige profissionais preparados para transformar atendimento em experiência e experiência em valor para as marcas e para os territórios. Assim, o vinho passou a ser uma plataforma de experiência, construída com sensibilidade, narrativa, hospitalidade, comunicação e percepção de valor. A Escola nasce para ajudar o setor a compreender essa transformação”, complementa Lucinara.

A combinação entre origem, experiência e estratégia é o que consolida o enoturismo como uma das atividades mais relevantes para o futuro da vitivinicultura e do turismo regional. Para Artur Farias, o setor vive um momento de amadurecimento que exige visão de negócio e profissionalização. “O enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas para se tornar uma unidade estratégica de negócio. Hoje ele impacta faturamento, posicionamento de marca, relacionamento com o consumidor e desenvolvimento regional. Isso exige gestão, visão de mercado e profissionalização. Quando o enoturismo é bem estruturado, ele gera valor para toda a cadeia: vinícolas, hotéis, gastronomia, comércio e serviços. A Escola nasce para preparar profissionais capazes de transformar potencial turístico em resultado sustentável”.

O projeto já nasce com o apoio do Sicredi Serrana, instituição reconhecida pelo incentivo ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento do enoturismo como atividade estratégica para a economia, a cultura e o cooperativismo. Alinhada aos princípios da construção coletiva dos territórios, a cooperativa também será sede das aulas presenciais no Auditório Sicredi Agro, em Bento Gonçalves.

Enoturismo hoje

O lançamento da Escola de Enoturismo acontece em um momento de expansão acelerada da atividade no Brasil e no mundo. Dados da Grand View Research, empresa norte-americana especializada em pesquisa de mercado e inteligência de negócios, divulgados no relatório Wine Tourism Market Size, Share & Trends Analysis Report, indicam que o mercado mundial do turismo do vinho movimentou cerca de US$ 46,4 bilhões em 2023, com projeções superiores a US$ 106 bilhões até 2030 e taxas de crescimento próximas de 13% ao ano — muito acima do crescimento do mercado tradicional de vinhos engarrafados.

No Brasil, o movimento já impacta diretamente o setor vitivinícola. Dados do Sebrae apontam que mais de 85% das vinícolas brasileiras já investem em experiências ligadas ao turismo como forma de ampliar faturamento, fortalecer marca e diversificar receitas. O crescimento também aparece nos números do mercado. Somente no Rio Grande do Sul — principal polo do enoturismo brasileiro — mais de 71 mil experiências enoturísticas foram comercializadas em 2025 pela plataforma Wine Locals, representando um crescimento próximo de 60% em relação ao ano anterior. O ticket médio das experiências chegou a R$ 510, evidenciando o aumento do valor agregado do setor.

Os idealizadores

Artur Farias – Especialista em enoturismo estratégico, Artur Farias atua há mais de 15 anos na criação de experiências voltadas à hospitalidade, encantamento do cliente e geração de valor para vinícolas. Ao longo de sua trajetória no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, acompanhou o desenvolvimento de mais de 200 vinícolas na área de experiências enoturísticas. Atua como consultor e professor, integrando a Pós-Graduação em Enoturismo da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e o programa de formação em vinhos e atendimento do Grupo Zaffari. Também foi professor do curso de Sommelier do Senac Porto Alegre. Durante os mais de 12 anos em que residiu no Chile, criou a Winetaste360, minicurso de vinhos e harmonização que já formou mais de 5 mil alunos em Santiago e Mendoza.

 





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