segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Galípolo diz que choques de oferta ampliaram distância entre inflação e percepção da população


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (3), durante participação por videoconferência no XIV Fórum de Lisboa, que os choques recentes de oferta na economia mundial criaram uma dissonância entre os indicadores oficiais de inflação e a percepção da população sobre o custo de vida. Segundo ele, o movimento também tem influenciado as expectativas de inflação e a reação dos mercados de juros.

Galípolo explicou que o Banco Central mira a inflação, enquanto a população percebe de forma mais direta o nível de preços. Na prática, a cada choque de oferta, os preços sobem de forma mais rápida. Mesmo que a inflação recue no ano seguinte, o efeito sobre o orçamento permanece caso a renda não acompanhe a mesma velocidade.

Segundo o presidente do Banco Central, essa diferença ajuda a explicar por que a sensação de encarecimento pode persistir mesmo em um cenário de inflação mais comportada. Ele afirmou ainda que o Brasil está no menor nível do chamado index misery, indicador que soma inflação e desemprego, mas ponderou que isso não tem se traduzido automaticamente em percepção mais favorável sobre a economia.

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Galípolo também disse que os choques recentes passaram a influenciar as projeções dos economistas. De acordo com ele, após anos de inflação mais alta e surpresas nos preços, parte do mercado tem incorporado esse histórico recente nas estimativas futuras, o que ajuda a manter expectativas mais elevadas.

Ao tratar do choque mais recente, associado à guerra no Irã, Galípolo afirmou que houve aumento da curva de juros em diversas economias. Segundo ele, os preços futuros reagiram de forma a elevar os juros mais do que os próprios preços, em um ambiente de crescimento mais fraco, condições financeiras mais apertadas e inflação ainda em avanço.

Embora a fala tenha tratado da economia de forma ampla, inflação e juros seguem no centro das decisões de investimento e financiamento no setor produtivo, incluindo atividades que dependem de crédito e planejamento de custos. O Banco Central não detalhou, na fala citada, impactos setoriais específicos.

A avaliação apresentada por Galípolo indica que o Banco Central segue observando não apenas a inflação corrente, mas também a formação de expectativas e a reação do mercado de juros após choques de oferta. Sem dados adicionais sobre medidas futuras, não há base técnica, neste momento, para projetar mudanças imediatas na condução da política monetária a partir dessa fala.

Fonte: Estadão Conteúdo

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China rejeita acusação dos EUA e critica nova ameaça tarifária de Trump


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

A China rejeitou, nesta quarta-feira (3), as acusações dos Estados Unidos de que produtos exportados pelo país seriam fabricados com trabalho forçado. A reação veio após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgar relatório em que defende tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias de dezenas de parceiros comerciais, entre eles China e Brasil.

Segundo o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), China, Brasil e outros países teriam falhado em impedir a entrada e a circulação de produtos fabricados em condições consideradas abusivas. Com base nessa avaliação, o documento sustenta a aplicação de uma nova tarifa adicional de 12,5%.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, negou as acusações e afirmou que o tema está sendo usado como justificativa para novas restrições comerciais. De acordo com a representante, Pequim rejeita o uso da alegação de trabalho forçado como instrumento de pressão política e comercial.

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O governo chinês também declarou que divergências econômicas e comerciais devem ser tratadas por meio de diálogo e cooperação. Segundo a posição oficial apresentada por Pequim, medidas unilaterais e barreiras tarifárias tendem a ampliar a tensão entre parceiros comerciais e a afetar o fluxo global de mercadorias.

O episódio ocorre poucos dias após Donald Trump retornar de visita oficial à China, onde se reuniu com o presidente Xi Jinping. No encontro, os dois lados discutiram ampliação de acesso de empresas norte-americanas ao mercado chinês e aumento de investimentos chineses nos Estados Unidos.

Para o comércio internacional, o ponto central passa a ser a definição dos produtos que poderão ser atingidos e o alcance efetivo da medida. O material disponível não informa quais itens exportados pelo Brasil estariam sujeitos à tarifa nem detalha cronograma de eventual implementação. Sem essa definição, ainda não há base suficiente para medir efeitos objetivos sobre cadeias agropecuárias, exportadores ou preços de commodities.

O avanço ou não da tarifa adicional dependerá do detalhamento da medida pelos Estados Unidos e da reação dos países citados no relatório. Até o momento, a ausência de lista de produtos e de prazos formais limita uma avaliação técnica mais precisa sobre impactos setoriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lista de isenções retira carne bovina, café e suco de laranja de novo tarifaço dos EUA


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

Uma lista de produtos isentos publicada pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (3) retirou itens relevantes da pauta exportadora brasileira do novo pacote tarifário anunciado na noite de terça-feira (2) contra 60 parceiros comerciais. Segundo anexo divulgado no Federal Register, o diário oficial americano, carne bovina, suco de laranja, café e celulose estão fora da sobretaxa de 12,5% prevista para o Brasil, caso a medida seja efetivada.

O anexo da decisão traz 75 páginas com produtos da Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS) que não serão alcançados pelas tarifas de 10% ou 12,5%, conforme o país de origem. Entre os itens listados como isentos estão também aviões, petróleo, terras raras e metais.

Para o agronegócio brasileiro, a exclusão de carne bovina, café, suco de laranja e celulose reduz o alcance imediato da medida sobre cadeias relevantes de exportação. Esses produtos têm participação recorrente nas vendas externas do Brasil ao mercado americano, embora o documento citado não detalhe, no trecho informado, volumes, códigos tarifários específicos por item nem prazo final para eventual entrada em vigor da sobretaxa.

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A decisão foi justificada pelo governo americano com base no argumento de fracasso no combate ao trabalho forçado. No entanto, a lista de exceções indica que o pacote não será aplicado de forma linear sobre toda a pauta comercial dos países atingidos.

O texto também prevê tratamento distinto para a indústria têxtil. Segundo o material publicado, haverá um mecanismo especial para reduzir a tarifa sobre determinado volume de importação de vestuário destinado ao mercado dos Estados Unidos. O conteúdo disponível, porém, não informa qual será esse volume nem os critérios operacionais para acesso ao benefício.

Na prática, o impacto para o setor exportador dependerá da confirmação da medida, da regulamentação complementar e da leitura detalhada dos códigos da HTSUS incluídos ou excluídos da sobretaxa.

Até o momento, a lista de isenções delimita quais segmentos poderão ficar preservados do novo pacote tarifário, mas a extensão efetiva dos efeitos sobre o comércio exterior ainda depende da implementação formal da medida e de esclarecimentos adicionais por parte das autoridades americanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Governo divulga quais são os setores que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA


ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa
Foto: Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, listou, nesta terça-feira (2), o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada.

“Os setores mais atingidos seriam os de máquinas, equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente [Geraldo Alckmin], para emprego, para renda, para as indústrias”, destacou.

De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

A lista dos setores mais expostos:

  • máquinas e equipamentos industriais;
  • produtos de plástico;
  • calçados;
  • produtos de madeira, como esquadrias;
  • papel cartão;
  • ferro fundido;
  • peixes e crustáceos.

A declaração do titular do MDIC foi dada em Brasília, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para dar resposta sobre como o governo do Brasil reagirá ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) emitido nesta segunda-feira (1º), que propõe a taxação.

Soberania

O ministro Márcio Rosa foi taxativo ao dizer que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E por isso, o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil.

“[O Pix ] não está na mesa de negociação, não há hipótese para isso. Nós vamos, sempre que possível, demonstrar não apenas para o governo norte-americano, mas também para o povo brasileiro, qual é a linha de esclarecimento e de defesa do Brasil”, disse.

O ministro criticou quem complica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington.

“Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso”, declarou.

Márcio Rosa mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que teve agenda na Casa Branca, na última passada.

Para o ministro, o movimento do parlamentar fluminense para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos, no fim atrapalha os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras.

“Ele [senador Flávio Bolsonaro] acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, por exemplo, da Polícia Federal, que mantêm relação de atuação cooperada e conjugada com as autoridades norte-americanas”, afirmou.

O ministro salientou que o próprio presidente Lula já apresentou ao correspondente norte-americano a proposta brasileira de combate à corrupção.

“É importante que nós fiquemos com muita transparência esclarecendo o posicionamento do Brasil e na defesa, única e exclusivamente, dos interesses do povo brasileiro”, declarou.

Articulação

O ministro Márcio Rosa lembrou que o Brasil mantém canais abertos permanentes, desde que o presidente Lula esteve reunido com o presidente estadunidense Donald Trump.

Desde então, o governo brasileiro teria participado de, pelo menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR, a última em 28 de maio, estendendo-se a discussões técnicas na manhã de sexta-feira (29).

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Estados Unidos propõem tarifa adicional de 12,5% ao Brasil por investigação sobre trabalho forçado


Lula critica investigação dos EUA sobre produtos brasileiros e cita Pix em evento em Goiás

O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs, no fim da noite desta terça-feira (2), a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações do Brasil e de outros 54 países. Segundo o órgão, a medida decorre de investigação sobre falhas na proibição e na aplicação de restrições a bens produzidos com trabalho forçado. O anúncio foi feito em Washington e inclui ainda a União Europeia e outros parceiros comerciais, com alíquotas diferentes.

De acordo com o USTR, a proposta busca responder ao que o órgão classifica como prática que “onera ou restringe” o comércio dos Estados Unidos. No caso do Brasil, a nova cobrança seria de 12,5%. Para Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia, a tarifa indicada foi de 10%.

A decisão resulta de uma investigação sobre a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão. Segundo o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, mercadorias produzidas com trabalho forçado colocam o comércio americano em desvantagem competitiva no mercado global.

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O texto divulgado pelo USTR não informa, no material fornecido, quais setores, cadeias ou produtos brasileiros seriam diretamente alcançados. Também não há detalhamento sobre prazo de entrada em vigor, rito de implementação ou eventuais exceções. Essa ausência de informação limita, por ora, a mensuração objetiva dos efeitos sobre exportadores brasileiros.

O anúncio ocorre um dia após outra tarifa de 25% ter sido informada pelo USTR contra o Brasil, em investigação separada sobre práticas comerciais. Se ambas forem aplicadas de forma cumulativa, haverá aumento do custo de acesso ao mercado americano para os itens enquadrados nas medidas.

Para o setor agropecuário e agroindustrial, o ponto central passa a ser a definição dos produtos atingidos, já que tarifas adicionais podem alterar competitividade, fluxo comercial e estratégia de embarques. Sem a lista oficial de bens afetados, ainda não é possível dimensionar o alcance sobre o agronegócio brasileiro.

O desdobramento da proposta dependerá da regulamentação e da divulgação de informações complementares pelo governo dos Estados Unidos. Até o momento, a base disponível indica a alíquota e a justificativa da medida, mas não permite concluir quais exportações brasileiras, inclusive do agro, serão efetivamente impactadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Missão apoiada pelo Mapa amplia oportunidades para frutas brasileiras


OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou a missão comercial da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) à Índia, com o objetivo de ampliar oportunidades para a fruticultura brasileira em um dos maiores mercados consumidores do mundo. A agenda aproximou exportadores nacionais de importadores, redes varejistas e operadores logísticos locais, com foco em produtos como abacate, limão tahiti e maçã.

A iniciativa contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi. Durante a missão, a comitiva percorreu diferentes elos da cadeia de distribuição de frutas e participou de reuniões voltadas à prospecção de negócios e à ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado indiano.

Em Nova Délhi, a programação incluiu visita ao Azadpur Subzi Mandi, principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de mercados tradicionais, frutarias, lojas de produtos orgânicos e estabelecimentos especializados na comercialização de produtos importados.

Durante os encontros, representantes do setor varejista demonstraram interesse na importação de frutas brasileiras, evidenciando o potencial de ampliação da presença desses produtos no mercado local.

A missão também visitou a empresa Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana, onde a delegação conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu com importadores aspectos relacionados à logística, aos requisitos sanitários e às condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no país.

A etapa em Nova Délhi foi encerrada com o evento Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para a apresentação de produtos brasileiros e das oportunidades de negócios vinculadas à fruticultura nacional.

Na ocasião, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi voltada à promoção de produtos brasileiros na Índia. Por meio de um QR Code, os visitantes podem acessar informações sobre produtos, empresas e oportunidades comerciais, com atendimento em português, inglês e hindi.

Após a programação na capital indiana, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas para a importação de frutas frescas.

A Índia é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e reúne um mercado consumidor amplo e diversificado. A missão ocorre em um contexto de expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e de 13% em volume, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais.





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Tarifas dos Estados Unidos poupam carne bovina, café e suco de laranja do Brasil


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O novo pacote tarifário anunciado pelo governo dos Estados Unidos na noite desta terça-feira (2) contra 60 parceiros comerciais não será aplicado a uma ampla lista de produtos incluídos na Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS). Segundo decisão publicada no Federal Register, o Brasil ficaria sujeito a tarifa de 12,5%, mas itens como carne bovina, suco de laranja, café e celulose aparecem entre os produtos isentos.

O anexo da decisão tem 75 páginas e detalha os códigos tarifários que ficariam fora da cobrança adicional de 10% ou 12,5%, a depender do país. No caso brasileiro, a lista de exceções inclui produtos com peso nas exportações do agronegócio e da indústria de base, além de petróleo, terras raras, metais e aviões.

Para o setor agropecuário, a exclusão de carne bovina, café e suco de laranja reduz, em princípio, o alcance direto da medida sobre segmentos relevantes da pauta exportadora brasileira para o mercado americano. A decisão também preserva a celulose, produto com participação importante nas vendas externas do país.

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O texto oficial informa que a sobretaxa foi sugerida em razão do que o governo americano classificou como fracasso no combate ao trabalho forçado. Até o momento, o conteúdo disponível não detalha, de forma completa, os critérios produto a produto para as isenções nem informa, no material apresentado, o cronograma integral de eventual implementação da medida.

O documento também prevê tratamento específico para a indústria têxtil. Segundo o texto, haverá um mecanismo para reduzir a tarifa incidente sobre determinado volume de importação de vestuário destinado ao mercado dos Estados Unidos.

Na prática, a lista de isenções limita o efeito imediato do tarifaço sobre parte das cadeias exportadoras brasileiras. Ainda assim, a extensão final do impacto dependerá da efetivação da medida, da regulamentação complementar e da confirmação dos códigos tarifários alcançados em cada segmento.

Do ponto de vista técnico, o próximo passo é acompanhar a regulamentação da decisão no mercado americano e a eventual confirmação de vigência para cada item da HTSUS. Sem essa etapa, ainda não há base suficiente para medir com precisão o efeito total da medida sobre o fluxo de exportações brasileiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Frente fria derruba temperaturas e provoca chuva forte durante o feriado prolongado


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A atuação de uma frente fria no oceano, associada a áreas de alta pressão, mantém o tempo instável em parte do litoral do Sudeste e do Nordeste entre esta quarta-feira (3) e a próxima sexta-feira (5). Segundo a Climatempo, o sistema favorece a entrada de umidade marítima, mantém o céu encoberto em áreas costeiras e provoca chuva em diferentes regiões do país, enquanto o interior segue sob influência do ar seco.

Sul

Quarta-feira

O tempo segue firme na maior parte da região devido à atuação de uma área de alta pressão. Ainda assim, há chance de chuva fraca e isolada no litoral do Paraná, de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul por causa da circulação de umidade marítima. As manhãs continuam frias, principalmente nas áreas serranas.

Quinta-feira

O tempo permanece estável em praticamente toda a Região Sul. Apenas pontos isolados do litoral paranaense e do sul gaúcho podem registrar chuva fraca. A nebulosidade aumenta no Rio Grande do Sul, e há possibilidade de geada isolada em áreas de serra.

Sexta-feira

A alta pressão mantém o tempo firme na maior parte da região. Ainda pode chover fraco e de forma isolada no litoral do Paraná e de Santa Catarina. As temperaturas seguem baixas no amanhecer, mas sobem gradualmente durante a tarde.

Sudeste

Quarta-feira

A infiltração marítima mantém o tempo instável principalmente no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Há previsão de chuva fraca a moderada desde cedo, com possibilidade de pancadas mais fortes entre a Região dos Lagos e o litoral norte fluminense. Em São Paulo, a capital pode ter garoa na madrugada e máxima de 21°C.

Quinta-feira

A umidade marítima continua favorecendo chuva fraca a moderada entre o litoral paulista, Rio de Janeiro, Espírito Santo e áreas do leste de Minas Gerais. Há possibilidade de nevoeiro pela manhã em diferentes pontos da região. Na capital paulista, o dia será de muitas nuvens e temperaturas amenas, com máxima em torno de 21°C.

Sexta-feira

Uma massa de ar frio de origem marítima mantém muitas nuvens e chuva fraca a moderada no litoral do Sudeste, principalmente entre Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul paulista e nordeste mineiro. Em São Paulo, a madrugada pode ter nevoeiro, mas o sol aparece mais à tarde.

Centro-Oeste

Quarta-feira

O predomínio é de tempo firme em praticamente toda a região. Apenas o extremo norte de Mato Grosso pode registrar chuva fraca e isolada. As temperaturas seguem elevadas à tarde, e a umidade relativa do ar fica baixa em áreas de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quinta-feira

O tempo continua estável em quase toda a região. No sul de Mato Grosso do Sul e leste de Goiás, os ventos de sul e sudeste deixam as temperaturas mais agradáveis. O ar seco continua predominando no interior.

Sexta-feira

A atuação de uma massa de ar seco mantém o tempo firme em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Apenas áreas do extremo norte de Mato Grosso podem registrar chuva isolada. O calor aumenta durante a tarde.

Nordeste

Quarta-feira

A circulação marítima e a atuação da ZCIT favorecem chuva entre o litoral da Bahia e Pernambuco. Há risco de temporais em Salvador e entre Pernambuco e Alagoas, além de perigo para chuva volumosa no litoral pernambucano. No interior, o tempo segue seco e quente.

Quinta-feira

As pancadas continuam entre o litoral do Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de Sergipe e Bahia. As chuvas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, especialmente entre Pernambuco e Alagoas. No interior, a baixa umidade continua predominando.

Sexta-feira

A chuva continua concentrada entre Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre Salvador e Porto Seguro, há previsão de pancadas moderadas a fortes. Já o interior segue sob influência do ar seco e do calor.

Norte

Quarta-feira

O calor e a elevada umidade mantêm pancadas fortes em Roraima, Amapá, norte do Amazonas e do Pará. Há risco de temporais principalmente nas áreas mais ao norte da região. Rondônia, Tocantins e sul do Amazonas seguem com tempo mais estável.

Quinta-feira

A combinação entre calor, umidade e atuação da ZCIT mantém chuva moderada a forte em Roraima, Amapá e norte do Amazonas e Pará. Há risco de temporais nas áreas mais ao norte da região.

Sexta-feira

O cenário de instabilidade continua predominando em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará, com possibilidade de temporais isolados. Já Tocantins, Acre, Rondônia e sul do Pará seguem com tempo mais firme e sensação de abafamento.

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China, UE e El Niño devem pressionar pecuária no segundo semestre, avalia economista


5º Fórum da Pecuária: o evento que vai guiar o setor da carne brasileira
5º Fórum da Pecuária: o evento que vai guiar o setor da carne brasileira

A possível chegada de um forte El Niño a partir deste mês de junho deve aumentar os desafios para a pecuária brasileira no segundo semestre de 2026. Além das preocupações com o esgotamento da cota de exportação da China e das restrições impostas pela União Europeia, o setor ainda pode enfrentar perdas relacionadas à piora das pastagens provocada pelo clima.

A avaliação é do economista da FGV Agro, Felippe Serigati, que vê um cenário mais desafiador principalmente para a região Centro-Norte do país.

“O próprio El Niño tende a prejudicar a qualidade das pastagens, principalmente na região centro-norte do país. Você vai ter um aumento de custo ou um ganho de peso menor dos animais”, afirmou.

Segundo meteorologistas, o fenômeno climático deve começar a atuar em junho, mas os efeitos mais intensos devem ocorrer a partir da primavera, coincidindo com o período de plantio e desenvolvimento das principais culturas brasileiras. A tendência é de temperaturas acima da média e redução das chuvas em parte do país.

Desafios comerciais e climáticos

Além do clima, a pecuária de corte enfrenta dificuldades no mercado internacional. Um dos principais pontos de atenção é a chamada “cota chinesa”, mecanismo que garante condições tarifárias mais vantajosas para parte das exportações brasileiras de carne bovina ao país asiático.

Serigati lembra que a situação ganha peso justamente porque a China é o principal comprador da carne bovina brasileira.

“Tem esse desafio da cota chinesa e, junto com isso, um desafio mais recente, que foi justamente a retirada do Brasil da lista de exportadores habilitados de carne bovina para a União Europeia”, destacou.

Soja e milho também podem sofrer impactos

As preocupações com o El Niño também se estendem às grandes culturas agrícolas. Segundo o economista, um dos principais riscos para soja e milho é a alteração no calendário de plantio.

“O primeiro impacto pode ser um atraso no plantio da soja. Uma vez atrasando o plantio da soja, você estreita a janela ideal para o milho de segunda safra”, explicou.

Com uma janela mais apertada para o milho safrinha, parte dos produtores pode optar pelo sorgo como alternativa. “Alguns produtores podem preferir dar prioridade ao sorgo porque ele é mais resistente”, afirmou Serigati.

O economista também alerta para o aumento dos custos de produção, principalmente em um momento em que os produtores já trabalham com margens mais apertadas devido aos juros elevados e ao custo dos fertilizantes.

Café entra no radar de preocupação

As culturas permanentes, como o café, também devem sentir os efeitos do fenômeno climático.

Segundo Serigatti, além da redução das chuvas, o El Niño pode elevar as temperaturas em regiões produtoras, criando um ambiente desfavorável ao desenvolvimento das lavouras.

“O café não gosta de um ambiente com escassez hídrica e temperaturas acima da média”, ressaltou.

Seguro rural

Apesar das preocupações, o economista reforça que ainda é cedo para falar em quebra de safra garantida ou em crise generalizada no agro.

“Dizer que, por conta do El Niño, haverá quebra de safra exige muito cuidado. Tem muita água para passar por baixo dessa ponte”, afirmou.

Mesmo assim, ele defende que produtores e governo já considerem estratégias para enfrentar um possível cenário adverso.

Entre as medidas apontadas como fundamentais está o fortalecimento do seguro rural, considerado por Serigati uma das principais ferramentas para tornar a renda do produtor mais resiliente diante das mudanças climáticas.

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Mercado ignora tarifaço e mira negociação: ouça os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os EUA propuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas o mercado reagiu com pragmatismo.

O Ibovespa subiu 1,16% aos 174 mil pontos, puxado por Vale e siderúrgicas, e o dólar caiu a R$ 5,00. A leitura é de que há espaço para negociação até a decisão final em 15 de julho. Hoje, foco no ADP, Livro Bege do Fed e produção industrial no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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