segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Setores do agro reagem a novo tarifaço e pedem diálogo para evitar impactos nas exportações


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após os Estados Unidos proporem novas tarifas sobre produtos brasileiros no âmbito de investigações comerciais conduzidas pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR), entidades do agronegócio que podem ser impactadas pela medida passaram a defender que eventuais divergências comerciais sejam tratadas por meio do diálogo e da negociação entre os dois países.

No setor sucroenergético, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil afirmaram que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue regras do Mercosul e não representa uma medida direcionada aos Estados Unidos. As entidades também destacaram que os americanos mantêm há décadas mecanismos de proteção ao açúcar, com tarifas e cotas que limitam as exportações brasileiras ao mercado norte-americano.

Segundo as associações, o etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente pela baixa intensidade de carbono e pela contribuição para a descarbonização dos transportes. O setor defendeu que as divergências sejam tratadas por negociação diplomática, preservando a relação comercial entre os dois países.

No setor cafeeiro, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) avaliou como positiva a exclusão da maior parte dos cafés brasileiros da proposta de tarifa adicional de 25% anunciada pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR).

De acordo com a entidade, cafés verdes, torrados, descafeinados, extratos e derivados ficaram fora da lista de produtos afetados. A preocupação, porém, permanece sobre o café solúvel brasileiro, que poderá passar da tarifa atual de 10% para 25% caso a medida seja confirmada após 15 de julho de 2026.

A BSCA afirmou que seguirá em contato com autoridades brasileiras e representantes americanos para tentar ampliar a isenção ao café solúvel e evitar impactos em toda a cadeia produtiva do setor. A entidade também ressaltou que a proposta ainda está em fase regulatória e passará por consulta pública até o início de julho.

Já a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) manifestou preocupação com a possibilidade de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

A entidade afirmou que, embora os setores efetivamente impactados ainda estejam em discussão, a proposta gera insegurança para cadeias exportadoras e pode comprometer a competitividade dos produtos brasileiros em um dos principais mercados consumidores do mundo.

Segundo a Peixe BR, medidas que aumentem custos ou criem restrições comerciais devem ser analisadas com cautela, principalmente em um momento em que o Brasil amplia sua presença global na produção de alimentos e no agronegócio. A associação informou ainda que seguirá acompanhando os desdobramentos da proposta e os possíveis impactos para a piscicultura brasileira.

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Petrobras defende transição energética gradual e cita custo elevado no Brasil


Petrobras defende transição energética gradual e cita custo elevado no Brasil

A presidente da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3), durante o XIV Fórum de Lisboa, que a estatal defende uma transição energética justa e a chamada adição energética. Segundo ela, o processo precisa considerar os custos de implementação e a segurança energética do país. A executiva também relacionou o debate ao comportamento do mercado de petróleo e aos efeitos de conflitos internacionais sobre os preços da commodity.

Durante a participação no evento, Chambriard afirmou que a Petrobras não defende a substituição acelerada da atual base energética sem avaliação da viabilidade econômica. Segundo a executiva, a estimativa apresentada por ela é de necessidade de R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para executar a transição energética na velocidade hoje defendida no Brasil. A metodologia desse cálculo não foi detalhada na fala reproduzida.

A presidente da estatal comparou esse valor ao volume de investimentos nacionais em áreas como saúde, educação, infraestrutura e salários, citado por ela em R$ 2 bilhões. No mesmo contexto, argumentou que o debate precisa considerar o peso do petróleo na pauta exportadora brasileira e a necessidade de manter segurança no abastecimento.

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Chambriard também disse que o cenário internacional alterou o ritmo dessa discussão. Segundo ela, antes da guerra no Irã havia pressão maior em torno da transição energética e um ambiente de queda nos preços do petróleo. Após o conflito, a executiva avaliou que novas tecnologias e projetos de pesquisa e desenvolvimento podem ganhar espaço, mas afirmou que esse processo ainda demandará tempo.

Ao comentar o mercado internacional, ela declarou que, se a guerra acabasse hoje, o barril poderia voltar em até quatro anos ao patamar mínimo de US$ 60. Para o setor agropecuário, a referência é relevante porque a formação de preços de diesel, frete e insumos energéticos influencia custos de plantio, colheita, transporte e processamento. Esse efeito, porém, depende da trajetória efetiva do petróleo, do câmbio e da política de preços, fatores que não foram detalhados na apresentação.

A fala da presidente da Petrobras reforça que o debate sobre transição energética segue ligado ao custo de capital, à segurança de oferta e ao mercado internacional de petróleo. Sem detalhamento adicional sobre a metodologia das estimativas e sobre eventuais medidas práticas, não há base suficiente para projetar mudanças imediatas para os agentes econômicos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Leilão amplia espaço da pecuária em feira agro



A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões


A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões
A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões – Foto: Bing

A pecuária terá uma presença ampliada na Bahia Farm Show em 2026, com a inclusão de um leilão próprio na programação do evento. A iniciativa marca um novo momento para a atividade dentro da feira, que tradicionalmente já reúne empresas e soluções voltadas ao setor, como nutrição animal, medicamentos veterinários, máquinas e implementos.

O 1º Leilão Bahia Farm Show – Seleções será realizado no dia 11 de junho, no espaço da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, ao lado da feira. A programação prevê um dia inteiro de remates, das 9h às 19h30, com a oferta de cerca de 1000 bovinos destinados à engorda e ao abate, além de genética de reprodutores avaliados pela empresa PMGZ. O leilão terá chancela do Grupo Agro Antônio Balbino e será promovido em parceria com a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia.

A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões. Segundo a Aiba, o espaço físico comporta 300 pessoas, mas o leilão terá formato virtual, com transmissão direta do Complexo Bahia Farm Show pelo site Lance Rural e retransmissão pelos canais do YouTube da Matopiba Leilões e Agroremate.

A programação também inclui uma palestra sobre o mercado da pecuária, que será apresentada pela Scot Consultoria, das 9h às 10h. Para a organização, a realização do leilão representa um passo inicial para ampliar a participação da pecuária dentro da feira. O presidente da Aiba e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, avalia que a criação de uma estrutura fixa para animais pode ser considerada em futuras edições, com possibilidade de contemplar também equinos, caprinos e ovinos.

A pecuária está entre as atividades agroeconômicas mais antigas do Oeste da Bahia e, segundo Schmidt, passa por um processo de reposicionamento. Esse movimento envolve investimentos em genética, tecnologias para confinamento e semiconfinamento de gado de corte, sinergia com a produção regional de grãos e avanço da integração lavoura-pecuária na matriz produtiva local.

 





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Petrobras defende alinhamento entre plano climático e segurança energética


Petrobras pede homologação imediata do leilão de reserva de capacidade

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3), em palestra no XIV Fórum de Lisboa, que os planos de clima e de segurança energética do Brasil precisam avançar de forma conjunta. Segundo ela, a segurança energética está entre os pilares estratégicos das nações, ao lado da segurança alimentar e da defesa territorial. A executiva não anunciou medidas, prazos ou mudanças regulatórias durante a apresentação.

Ao tratar da transição energética, Chambriard disse que o debate precisa considerar como o futuro da segurança energética do país se relaciona com os esforços para melhorar a situação climática. Na fala, ela resumiu esse ponto ao afirmar que “plano clima e plano segurança energética têm que andar de mãos dadas”.

A presidente da Petrobras também associou o tema ao ambiente institucional. Dirigindo-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ela afirmou que é importante que o Judiciário tenha acesso a informações técnicas para mediar conflitos ligados ao tema e dar suporte a decisões com base mais ampla sobre desenvolvimento e infraestrutura.

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O conteúdo é acompanhado pelo setor produtivo porque energia e combustíveis têm peso direto em operações agropecuárias e agroindustriais. Diesel, eletricidade e gás natural influenciam custos de transporte, armazenagem, irrigação, processamento e distribuição de insumos e alimentos. Por isso, discussões sobre oferta energética, transição de matriz e segurança de abastecimento entram no radar de produtores, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos.

No entanto, a fala apresentada no fórum teve caráter conceitual. Não foram informados dados numéricos sobre oferta, consumo, investimentos, cronograma de transição ou eventuais impactos tarifários. Também não houve detalhamento de políticas específicas para combustíveis, refino, gás ou fontes renováveis.

Sem medidas concretas anunciadas nesta quarta-feira (3), o efeito prático para o setor agropecuário depende de desdobramentos regulatórios e de planejamento energético que ainda não foram apresentados publicamente. A sinalização central da Petrobras foi a defesa de coordenação entre metas climáticas e garantia de abastecimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Atlas Mundial da Obesidade 2026 entra em debate na Câmara com foco no Imposto Seletivo


Atlas Mundial da Obesidade 2026 entra em debate na Câmara com foco no Imposto Seletivo

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (3), às 16 horas, no plenário 9, uma audiência pública para discutir os dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026. O debate também vai tratar das implicações dessas informações para políticas públicas de saúde e para a definição das alíquotas do Imposto Seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Padre João (PT-MG). Segundo o parlamentar, o Atlas Mundial da Obesidade 2026 indica avanço da prevalência de excesso de peso e obesidade em vários países, incluindo o Brasil, com efeitos sobre os sistemas de saúde, a qualidade de vida e a produtividade econômica.

Entre os fatores citados no pedido de audiência estão o consumo de alimentos ultraprocessados e de refrigerantes e bebidas açucaradas. O texto informa que, em 134 países, entre eles o Brasil, crianças de 6 a 10 anos consomem, em média, mais de 100 mililitros de bebidas açucaradas por dia.

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O debate ocorre em um momento de regulamentação da reforma tributária. Padre João afirma que o Imposto Seletivo foi concebido para incidir sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Por isso, a definição de alíquotas e critérios de incidência passa a ser tratada como instrumento de política pública.

A audiência será interativa, segundo a Câmara dos Deputados, que também disponibilizou a lista de convidados e o envio de perguntas pelo público.

O resultado do debate pode contribuir para a discussão regulatória do Imposto Seletivo, mas os efeitos práticos sobre a agroindústria dependem da definição oficial dos produtos alcançados, dos critérios técnicos e das alíquotas que vierem a ser estabelecidas.

Fonte: camara.leg.br

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Galípolo diz que choques de oferta ampliaram distância entre inflação e percepção da população


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (3), durante participação por videoconferência no XIV Fórum de Lisboa, que os choques recentes de oferta na economia mundial criaram uma dissonância entre os indicadores oficiais de inflação e a percepção da população sobre o custo de vida. Segundo ele, o movimento também tem influenciado as expectativas de inflação e a reação dos mercados de juros.

Galípolo explicou que o Banco Central mira a inflação, enquanto a população percebe de forma mais direta o nível de preços. Na prática, a cada choque de oferta, os preços sobem de forma mais rápida. Mesmo que a inflação recue no ano seguinte, o efeito sobre o orçamento permanece caso a renda não acompanhe a mesma velocidade.

Segundo o presidente do Banco Central, essa diferença ajuda a explicar por que a sensação de encarecimento pode persistir mesmo em um cenário de inflação mais comportada. Ele afirmou ainda que o Brasil está no menor nível do chamado index misery, indicador que soma inflação e desemprego, mas ponderou que isso não tem se traduzido automaticamente em percepção mais favorável sobre a economia.

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Galípolo também disse que os choques recentes passaram a influenciar as projeções dos economistas. De acordo com ele, após anos de inflação mais alta e surpresas nos preços, parte do mercado tem incorporado esse histórico recente nas estimativas futuras, o que ajuda a manter expectativas mais elevadas.

Ao tratar do choque mais recente, associado à guerra no Irã, Galípolo afirmou que houve aumento da curva de juros em diversas economias. Segundo ele, os preços futuros reagiram de forma a elevar os juros mais do que os próprios preços, em um ambiente de crescimento mais fraco, condições financeiras mais apertadas e inflação ainda em avanço.

Embora a fala tenha tratado da economia de forma ampla, inflação e juros seguem no centro das decisões de investimento e financiamento no setor produtivo, incluindo atividades que dependem de crédito e planejamento de custos. O Banco Central não detalhou, na fala citada, impactos setoriais específicos.

A avaliação apresentada por Galípolo indica que o Banco Central segue observando não apenas a inflação corrente, mas também a formação de expectativas e a reação do mercado de juros após choques de oferta. Sem dados adicionais sobre medidas futuras, não há base técnica, neste momento, para projetar mudanças imediatas na condução da política monetária a partir dessa fala.

Fonte: Estadão Conteúdo

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China rejeita acusação dos EUA e critica nova ameaça tarifária de Trump


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

A China rejeitou, nesta quarta-feira (3), as acusações dos Estados Unidos de que produtos exportados pelo país seriam fabricados com trabalho forçado. A reação veio após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgar relatório em que defende tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias de dezenas de parceiros comerciais, entre eles China e Brasil.

Segundo o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), China, Brasil e outros países teriam falhado em impedir a entrada e a circulação de produtos fabricados em condições consideradas abusivas. Com base nessa avaliação, o documento sustenta a aplicação de uma nova tarifa adicional de 12,5%.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, negou as acusações e afirmou que o tema está sendo usado como justificativa para novas restrições comerciais. De acordo com a representante, Pequim rejeita o uso da alegação de trabalho forçado como instrumento de pressão política e comercial.

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O governo chinês também declarou que divergências econômicas e comerciais devem ser tratadas por meio de diálogo e cooperação. Segundo a posição oficial apresentada por Pequim, medidas unilaterais e barreiras tarifárias tendem a ampliar a tensão entre parceiros comerciais e a afetar o fluxo global de mercadorias.

O episódio ocorre poucos dias após Donald Trump retornar de visita oficial à China, onde se reuniu com o presidente Xi Jinping. No encontro, os dois lados discutiram ampliação de acesso de empresas norte-americanas ao mercado chinês e aumento de investimentos chineses nos Estados Unidos.

Para o comércio internacional, o ponto central passa a ser a definição dos produtos que poderão ser atingidos e o alcance efetivo da medida. O material disponível não informa quais itens exportados pelo Brasil estariam sujeitos à tarifa nem detalha cronograma de eventual implementação. Sem essa definição, ainda não há base suficiente para medir efeitos objetivos sobre cadeias agropecuárias, exportadores ou preços de commodities.

O avanço ou não da tarifa adicional dependerá do detalhamento da medida pelos Estados Unidos e da reação dos países citados no relatório. Até o momento, a ausência de lista de produtos e de prazos formais limita uma avaliação técnica mais precisa sobre impactos setoriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lista de isenções retira carne bovina, café e suco de laranja de novo tarifaço dos EUA


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

Uma lista de produtos isentos publicada pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (3) retirou itens relevantes da pauta exportadora brasileira do novo pacote tarifário anunciado na noite de terça-feira (2) contra 60 parceiros comerciais. Segundo anexo divulgado no Federal Register, o diário oficial americano, carne bovina, suco de laranja, café e celulose estão fora da sobretaxa de 12,5% prevista para o Brasil, caso a medida seja efetivada.

O anexo da decisão traz 75 páginas com produtos da Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS) que não serão alcançados pelas tarifas de 10% ou 12,5%, conforme o país de origem. Entre os itens listados como isentos estão também aviões, petróleo, terras raras e metais.

Para o agronegócio brasileiro, a exclusão de carne bovina, café, suco de laranja e celulose reduz o alcance imediato da medida sobre cadeias relevantes de exportação. Esses produtos têm participação recorrente nas vendas externas do Brasil ao mercado americano, embora o documento citado não detalhe, no trecho informado, volumes, códigos tarifários específicos por item nem prazo final para eventual entrada em vigor da sobretaxa.

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A decisão foi justificada pelo governo americano com base no argumento de fracasso no combate ao trabalho forçado. No entanto, a lista de exceções indica que o pacote não será aplicado de forma linear sobre toda a pauta comercial dos países atingidos.

O texto também prevê tratamento distinto para a indústria têxtil. Segundo o material publicado, haverá um mecanismo especial para reduzir a tarifa sobre determinado volume de importação de vestuário destinado ao mercado dos Estados Unidos. O conteúdo disponível, porém, não informa qual será esse volume nem os critérios operacionais para acesso ao benefício.

Na prática, o impacto para o setor exportador dependerá da confirmação da medida, da regulamentação complementar e da leitura detalhada dos códigos da HTSUS incluídos ou excluídos da sobretaxa.

Até o momento, a lista de isenções delimita quais segmentos poderão ficar preservados do novo pacote tarifário, mas a extensão efetiva dos efeitos sobre o comércio exterior ainda depende da implementação formal da medida e de esclarecimentos adicionais por parte das autoridades americanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Governo divulga quais são os setores que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA


ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa
Foto: Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, listou, nesta terça-feira (2), o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada.

“Os setores mais atingidos seriam os de máquinas, equipamentos, que têm valor agregado. E traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente [Geraldo Alckmin], para emprego, para renda, para as indústrias”, destacou.

De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

A lista dos setores mais expostos:

  • máquinas e equipamentos industriais;
  • produtos de plástico;
  • calçados;
  • produtos de madeira, como esquadrias;
  • papel cartão;
  • ferro fundido;
  • peixes e crustáceos.

A declaração do titular do MDIC foi dada em Brasília, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para dar resposta sobre como o governo do Brasil reagirá ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) emitido nesta segunda-feira (1º), que propõe a taxação.

Soberania

O ministro Márcio Rosa foi taxativo ao dizer que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E por isso, o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil.

“[O Pix ] não está na mesa de negociação, não há hipótese para isso. Nós vamos, sempre que possível, demonstrar não apenas para o governo norte-americano, mas também para o povo brasileiro, qual é a linha de esclarecimento e de defesa do Brasil”, disse.

O ministro criticou quem complica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington.

“Toda vez que a gente avança, surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso”, declarou.

Márcio Rosa mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que teve agenda na Casa Branca, na última passada.

Para o ministro, o movimento do parlamentar fluminense para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos, no fim atrapalha os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras.

“Ele [senador Flávio Bolsonaro] acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, por exemplo, da Polícia Federal, que mantêm relação de atuação cooperada e conjugada com as autoridades norte-americanas”, afirmou.

O ministro salientou que o próprio presidente Lula já apresentou ao correspondente norte-americano a proposta brasileira de combate à corrupção.

“É importante que nós fiquemos com muita transparência esclarecendo o posicionamento do Brasil e na defesa, única e exclusivamente, dos interesses do povo brasileiro”, declarou.

Articulação

O ministro Márcio Rosa lembrou que o Brasil mantém canais abertos permanentes, desde que o presidente Lula esteve reunido com o presidente estadunidense Donald Trump.

Desde então, o governo brasileiro teria participado de, pelo menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR, a última em 28 de maio, estendendo-se a discussões técnicas na manhã de sexta-feira (29).

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Estados Unidos propõem tarifa adicional de 12,5% ao Brasil por investigação sobre trabalho forçado


Lula critica investigação dos EUA sobre produtos brasileiros e cita Pix em evento em Goiás

O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs, no fim da noite desta terça-feira (2), a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações do Brasil e de outros 54 países. Segundo o órgão, a medida decorre de investigação sobre falhas na proibição e na aplicação de restrições a bens produzidos com trabalho forçado. O anúncio foi feito em Washington e inclui ainda a União Europeia e outros parceiros comerciais, com alíquotas diferentes.

De acordo com o USTR, a proposta busca responder ao que o órgão classifica como prática que “onera ou restringe” o comércio dos Estados Unidos. No caso do Brasil, a nova cobrança seria de 12,5%. Para Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia, a tarifa indicada foi de 10%.

A decisão resulta de uma investigação sobre a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão. Segundo o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, mercadorias produzidas com trabalho forçado colocam o comércio americano em desvantagem competitiva no mercado global.

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O texto divulgado pelo USTR não informa, no material fornecido, quais setores, cadeias ou produtos brasileiros seriam diretamente alcançados. Também não há detalhamento sobre prazo de entrada em vigor, rito de implementação ou eventuais exceções. Essa ausência de informação limita, por ora, a mensuração objetiva dos efeitos sobre exportadores brasileiros.

O anúncio ocorre um dia após outra tarifa de 25% ter sido informada pelo USTR contra o Brasil, em investigação separada sobre práticas comerciais. Se ambas forem aplicadas de forma cumulativa, haverá aumento do custo de acesso ao mercado americano para os itens enquadrados nas medidas.

Para o setor agropecuário e agroindustrial, o ponto central passa a ser a definição dos produtos atingidos, já que tarifas adicionais podem alterar competitividade, fluxo comercial e estratégia de embarques. Sem a lista oficial de bens afetados, ainda não é possível dimensionar o alcance sobre o agronegócio brasileiro.

O desdobramento da proposta dependerá da regulamentação e da divulgação de informações complementares pelo governo dos Estados Unidos. Até o momento, a base disponível indica a alíquota e a justificativa da medida, mas não permite concluir quais exportações brasileiras, inclusive do agro, serão efetivamente impactadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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