segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Setor privado dos EUA cria 122 mil empregos em maio, mostra ADP


PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

O setor privado dos Estados Unidos criou 122 mil empregos em maio, segundo pesquisa da ADP com ajustes sazonais divulgada nesta quarta-feira (3). O número ficou acima da projeção de 120 mil vagas apurada pela FactSet. O levantamento antecede o relatório oficial de emprego dos EUA, o payroll, previsto para sexta-feira (5), que reúne dados dos setores privado e público.

A leitura de maio indica continuidade na abertura de vagas no mercado de trabalho norte-americano, ainda que em ritmo moderado. A ADP também revisou o dado de abril para 105 mil postos, abaixo da estimativa inicial de 109 mil.

Além da criação de empregos, a pesquisa mostrou avanço médio anual de 4,4% nos salários do setor privado em maio. O dado é acompanhado por analistas porque ajuda a medir o comportamento da renda e possíveis pressões sobre a inflação nos Estados Unidos.

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No calendário econômico, o levantamento da ADP funciona como uma referência prévia para o payroll, embora os dois indicadores tenham metodologias diferentes e possam apresentar resultados distintos. Por isso, o mercado costuma usar o número da ADP como sinal inicial, mas não como antecipação automática do relatório oficial.

Para o ambiente de negócios, os dados de emprego dos Estados Unidos são monitorados porque podem influenciar expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve. Mudanças nessas expectativas tendem a repercutir no dólar, nos juros internacionais e nos preços de ativos globais, incluindo commodities agrícolas.

O material divulgado não detalha a distribuição das vagas por segmento econômico no texto disponível. Também não informa, nesta versão, avaliação adicional da ADP sobre o desempenho setorial do emprego em maio.

A divulgação do payroll na sexta-feira (5) deve oferecer um quadro mais amplo do mercado de trabalho norte-americano. Até lá, o dado da ADP serve como referência inicial para a leitura da atividade econômica e das expectativas financeiras, sem permitir conclusão isolada sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Juros futuros sobem com tensão no Oriente Médio, dólar forte e tarifas dos EUA


Juros futuros sobem com tensão no Oriente Médio, dólar forte e tarifas dos EUA

Os juros futuros avançavam em toda a curva na manhã desta quarta-feira (3), em meio ao aumento da cautela nos mercados internacionais com as tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento veio acompanhado da alta do petróleo, do rendimento dos Treasuries e do dólar. No cenário doméstico, também pesaram as preocupações com os efeitos econômicos do novo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil e a expectativa com o leilão de títulos prefixados do Tesouro.

Às 9h20 desta quarta-feira (3), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,220%, ante 14,168% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava a 14,155%, de 14,053%, enquanto o DI para janeiro de 2031 marcava 14,150%, frente a 14,063% no fechamento de terça-feira (2).

Segundo o texto-base informado, a abertura das taxas refletia a combinação entre pressão externa e incerteza doméstica. No exterior, o mercado reagia ao aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio, fator que sustentava o petróleo e fortalecia o dólar. Em paralelo, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também avançavam, ampliando a pressão sobre ativos de risco e mercados emergentes.

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No Brasil, a produção industrial de abril subiu 0,7% ante março na série com ajuste sazonal, acima da mediana de 0,5%. O dado reforçou a leitura de atividade mais resiliente no curto prazo. Além disso, o Tesouro Nacional realizaria às 11 horas o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), antecipado por causa do feriado de Corpus Christi na quinta-feira (4).

Em relatório, o cogestor da Warren Investimentos, Luis Felipe Laudisio, afirmou que o Tesouro acumula atraso em relação ao Plano Anual de Financiamento (PAF) e que o mercado testaria se o órgão reduziria o lote ofertado para evitar prêmios maiores ou aceitaria custo mais alto para reforçar o colchão de liquidez.

Para o agronegócio, juros futuros mais altos elevam a referência de custo financeiro da economia, com possível efeito sobre crédito, capital de giro, armazenagem, compra de insumos e investimento. O material disponível, porém, não detalha impactos segmentados por cadeia produtiva ou por linhas específicas de crédito rural.

No curto prazo, o comportamento da curva de juros deve seguir condicionado ao cenário externo, ao leilão do Tesouro e à leitura sobre os efeitos das tarifas dos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Sem informações adicionais sobre medidas setoriais ou repasse ao crédito rural, não é possível dimensionar com precisão o impacto imediato sobre produtores e agroindústrias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Compensação tributária para combustíveis e biocombustíveis entra na pauta da Câmara


Operação apura desvio de nafta e adulteração de combustíveis em quatro estados

A Câmara dos Deputados pode analisar, nesta quarta-feira (3), propostas ligadas a combustíveis, biocombustíveis, saúde, acessibilidade e violência digital contra mulheres. Entre os itens da pauta está o Projeto de Lei Complementar 114/26, que autoriza o uso de arrecadação extraordinária gerada pela alta internacional do petróleo para compensar a redução de tributos federais sobre combustíveis e biocombustíveis. A sessão de votação está marcada para as 10 horas, no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo a pauta divulgada pela Câmara, o texto sobre combustíveis e biocombustíveis é de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). A proposta prevê que o aumento extraordinário da arrecadação, decorrente da valorização internacional do petróleo, possa ser usado para compensar a redução de alíquotas de tributos federais, como PIS/Cofins e Cide.

A relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), apresentou parecer favorável na forma de substitutivo. De acordo com a descrição da pauta, a versão busca garantir a manutenção do regime fiscal favorecido aos biocombustíveis. O texto divulgado não informa percentuais de alíquota, estimativa de renúncia fiscal nem prazo de vigência da medida.

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Na mesma sessão, os deputados também podem votar o Projeto de Lei 5695/23, que tipifica o uso de inteligência artificial para manipular fotos, vídeos e áudios em casos de violência contra mulheres; o Projeto de Lei 5538/19, sobre assistência integral a pessoas com epilepsia no Sistema Único de Saúde (SUS); o Projeto de Lei 424/2015, sobre compra de hemoderivados produzidos pela Hemobrás; e o Projeto de Lei 2199/22, que atualiza o Símbolo Internacional de Acessibilidade.

Até a conclusão da sessão, não há definição sobre quais itens serão efetivamente votados nem sobre o texto final que poderá ser aprovado. No caso dos combustíveis e biocombustíveis, a tramitação deve seguir como ponto de atenção para agentes do setor energético e das cadeias agroindustriais ligadas à produção de matéria-prima para biocombustíveis.

Fonte: camara.leg.br

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CNA debate contratos de trabalho e benefícios sociais no meio rural


CNA debate contratos de trabalho e benefícios sociais no meio rural

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta terça-feira (2), uma live sobre benefícios sociais e contratos de trabalho no meio rural. O encontro reuniu especialistas para esclarecer dúvidas sobre modalidades de contratação de trabalhadores rurais, direitos trabalhistas e a relação entre programas de transferência de renda e o emprego formal. A iniciativa foi realizada em Brasília, com divulgação feita nesta quarta-feira (3).

A transmissão foi mediada pelas assessoras jurídicas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Carolina Melo e Jéssica Nascimento, e contou com a participação do auditor-fiscal do trabalho Jackson Sena Brandão.

Durante o debate, os participantes detalharam formas de contratação previstas na legislação trabalhista aplicável ao meio rural. Também explicaram os procedimentos necessários para a formalização do vínculo empregatício, tema relevante para produtores e empregadores que precisam adequar a gestão de mão de obra às exigências legais.

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Outro ponto abordado foi o cumprimento das normas de saúde e segurança no trabalho. Segundo a CNA, a discussão incluiu orientações sobre obrigações legais nas relações de trabalho rural, aspecto que interfere na rotina operacional das propriedades e na redução de passivos trabalhistas.

Jackson Sena Brandão também apresentou regras ligadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ao Bolsa Família, com foco nos mecanismos que permitem a transição de beneficiários para o mercado formal de trabalho. De acordo com as informações divulgadas pela entidade, a live tratou ainda dos efeitos econômicos e sociais dos programas de transferência de renda no país.

Os dados numéricos citados durante a transmissão não foram detalhados no material disponível. Por isso, não é possível precisar, neste momento, quais indicadores econômicos foram apresentados nem sua abrangência.

Para o setor agropecuário, o debate reforça a necessidade de atenção à contratação regular de trabalhadores, à documentação exigida e à observância das regras trabalhistas e previdenciárias no campo.

A discussão indica que a gestão de contratos de trabalho no meio rural segue como tema central para a conformidade jurídica das propriedades. Como a CNA não detalhou novas medidas ou mudanças regulatórias no material divulgado, não há base, por ora, para projetar alterações práticas além do reforço às regras já vigentes. A íntegra da transmissão está disponível no canal do Sistema CNA no YouTube.

Fonte: cnabrasil.org.br

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OCDE alerta para desaceleração global maior se conflito no Oriente Médio se prolongar


Entidades alertam para esvaziamento recorde de reservas de petróleo

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou, em relatório trimestral divulgado nesta quarta-feira (3), que a economia global deve desacelerar em 2026 com o avanço dos custos de energia. Segundo a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial pode crescer 2,8% neste ano em um cenário de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, mas a taxa pode cair para 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027 se o conflito no Oriente Médio se prolongar.

No cenário base apresentado pela OCDE, a produção de energia no Golfo Pérsico começaria a se recuperar ainda em junho e a navegação pelo Estreito de Ormuz voltaria ao normal. Ainda assim, haveria desaceleração em relação ao crescimento global de 3,4% registrado no ano passado.

A entidade informou que uma interrupção mais longa na produção de energia e no transporte marítimo elevaria os custos energéticos e pressionaria a inflação. Nesse caso, a inflação nas economias do G-20 subiria para 4,4% neste ano e para 4,7% em 2027. Como resposta, bancos centrais poderiam elevar as taxas básicas entre 0,5 e 0,75 ponto porcentual.

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Para o agronegócio, a OCDE destacou um ponto central: países mais pobres e dependentes de importações de energia também usam fertilizantes agrícolas ligados a produtos químicos fabricados no Golfo. Isso cria um canal direto de transmissão para o campo, com possível aumento de custos em insumos, frete e processamento industrial.

O economista-chefe da OCDE, Stefano Scarpetta, afirmou que esse cenário mais severo não é o mais provável, mas serve para medir o custo potencial de um conflito prolongado. Segundo ele, a duração da crise é um fator decisivo para as consequências econômicas e sociais.

A OCDE também manteve a projeção de crescimento de 2% para os Estados Unidos neste ano, estimou expansão de 0,8% para a zona do euro, 0,6% para o Japão e elevou a previsão da China para 4,5%.

O relatório indica que o principal vetor de risco está na permanência das restrições sobre energia e logística no Golfo. Para o setor agropecuário, a leitura técnica é de atenção sobre combustíveis, fertilizantes, crédito e demanda global. A OCDE não detalhou, no material citado, estimativas específicas para commodities agrícolas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Banco Central aponta cautela adicional na concessão de crédito


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central (Comef/BC) informou nesta quarta-feira (3), em ata da 65ª reunião, que o ambiente de taxa básica de juros em nível contracionista e o endividamento elevado de famílias e empresas exigem cautela e diligência adicionais na concessão de crédito. Segundo o colegiado, a materialização de risco segue pressionada, com avanço entre empresas de diferentes portes e também no crédito às famílias.

Na avaliação do Banco Central (BC), as empresas continuam sentindo os efeitos do aperto monetário, embora a maior parte das corporações ainda apresente resiliência. A ata registra que a materialização de risco permaneceu elevada e em ascensão para todos os portes de empresas.

No segmento das famílias, o Comef afirmou que os níveis de ativos problemáticos e a probabilidade de default seguem indicando pressão sobre o risco de crédito. O colegiado acrescentou que o endividamento e o comprometimento de renda das famílias permanecem em patamar historicamente elevado e continuam avançando.

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O documento também destaca a mudança na composição da dívida. Segundo a ata, o aumento da participação de modalidades mais onerosas tende a pressionar ainda mais o comprometimento de renda. O comitê informou que continuará aprofundando o debate sobre esse tema.

Do ponto de vista econômico, a sinalização do BC reforça um cenário de crédito mais seletivo, com análise de risco mais rigorosa por parte das instituições financeiras. Para o setor produtivo, esse ambiente tende a manter atenção elevada sobre custo financeiro, capacidade de pagamento e perfil de endividamento. A ata não traz recorte setorial nem detalha efeitos específicos sobre o agronegócio, o crédito rural ou segmentos da agroindústria.

Ainda assim, juros elevados e maior cautela bancária são fatores acompanhados por produtores, cooperativas e empresas do campo, porque influenciam capital de giro, investimento, armazenagem, compra de insumos e gestão de fluxo de caixa, a depender da linha de financiamento e das condições oferecidas no mercado.

Sem apresentar medidas novas, a ata do Comef indica continuidade do monitoramento sobre inadimplência, endividamento e qualidade do crédito. Como o documento não detalha prazo para mudança de cenário, a referência técnica disponível é de manutenção da cautela nas concessões enquanto persistirem juros elevados e pressão sobre a capacidade de pagamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Setores do agro reagem a novo tarifaço e pedem diálogo para evitar impactos nas exportações


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após os Estados Unidos proporem novas tarifas sobre produtos brasileiros no âmbito de investigações comerciais conduzidas pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR), entidades do agronegócio que podem ser impactadas pela medida passaram a defender que eventuais divergências comerciais sejam tratadas por meio do diálogo e da negociação entre os dois países.

No setor sucroenergético, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil afirmaram que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue regras do Mercosul e não representa uma medida direcionada aos Estados Unidos. As entidades também destacaram que os americanos mantêm há décadas mecanismos de proteção ao açúcar, com tarifas e cotas que limitam as exportações brasileiras ao mercado norte-americano.

Segundo as associações, o etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente pela baixa intensidade de carbono e pela contribuição para a descarbonização dos transportes. O setor defendeu que as divergências sejam tratadas por negociação diplomática, preservando a relação comercial entre os dois países.

No setor cafeeiro, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) avaliou como positiva a exclusão da maior parte dos cafés brasileiros da proposta de tarifa adicional de 25% anunciada pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR).

De acordo com a entidade, cafés verdes, torrados, descafeinados, extratos e derivados ficaram fora da lista de produtos afetados. A preocupação, porém, permanece sobre o café solúvel brasileiro, que poderá passar da tarifa atual de 10% para 25% caso a medida seja confirmada após 15 de julho de 2026.

A BSCA afirmou que seguirá em contato com autoridades brasileiras e representantes americanos para tentar ampliar a isenção ao café solúvel e evitar impactos em toda a cadeia produtiva do setor. A entidade também ressaltou que a proposta ainda está em fase regulatória e passará por consulta pública até o início de julho.

Já a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) manifestou preocupação com a possibilidade de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

A entidade afirmou que, embora os setores efetivamente impactados ainda estejam em discussão, a proposta gera insegurança para cadeias exportadoras e pode comprometer a competitividade dos produtos brasileiros em um dos principais mercados consumidores do mundo.

Segundo a Peixe BR, medidas que aumentem custos ou criem restrições comerciais devem ser analisadas com cautela, principalmente em um momento em que o Brasil amplia sua presença global na produção de alimentos e no agronegócio. A associação informou ainda que seguirá acompanhando os desdobramentos da proposta e os possíveis impactos para a piscicultura brasileira.

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Petrobras defende transição energética gradual e cita custo elevado no Brasil


Petrobras defende transição energética gradual e cita custo elevado no Brasil

A presidente da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3), durante o XIV Fórum de Lisboa, que a estatal defende uma transição energética justa e a chamada adição energética. Segundo ela, o processo precisa considerar os custos de implementação e a segurança energética do país. A executiva também relacionou o debate ao comportamento do mercado de petróleo e aos efeitos de conflitos internacionais sobre os preços da commodity.

Durante a participação no evento, Chambriard afirmou que a Petrobras não defende a substituição acelerada da atual base energética sem avaliação da viabilidade econômica. Segundo a executiva, a estimativa apresentada por ela é de necessidade de R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para executar a transição energética na velocidade hoje defendida no Brasil. A metodologia desse cálculo não foi detalhada na fala reproduzida.

A presidente da estatal comparou esse valor ao volume de investimentos nacionais em áreas como saúde, educação, infraestrutura e salários, citado por ela em R$ 2 bilhões. No mesmo contexto, argumentou que o debate precisa considerar o peso do petróleo na pauta exportadora brasileira e a necessidade de manter segurança no abastecimento.

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Chambriard também disse que o cenário internacional alterou o ritmo dessa discussão. Segundo ela, antes da guerra no Irã havia pressão maior em torno da transição energética e um ambiente de queda nos preços do petróleo. Após o conflito, a executiva avaliou que novas tecnologias e projetos de pesquisa e desenvolvimento podem ganhar espaço, mas afirmou que esse processo ainda demandará tempo.

Ao comentar o mercado internacional, ela declarou que, se a guerra acabasse hoje, o barril poderia voltar em até quatro anos ao patamar mínimo de US$ 60. Para o setor agropecuário, a referência é relevante porque a formação de preços de diesel, frete e insumos energéticos influencia custos de plantio, colheita, transporte e processamento. Esse efeito, porém, depende da trajetória efetiva do petróleo, do câmbio e da política de preços, fatores que não foram detalhados na apresentação.

A fala da presidente da Petrobras reforça que o debate sobre transição energética segue ligado ao custo de capital, à segurança de oferta e ao mercado internacional de petróleo. Sem detalhamento adicional sobre a metodologia das estimativas e sobre eventuais medidas práticas, não há base suficiente para projetar mudanças imediatas para os agentes econômicos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Leilão amplia espaço da pecuária em feira agro



A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões


A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões
A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões – Foto: Bing

A pecuária terá uma presença ampliada na Bahia Farm Show em 2026, com a inclusão de um leilão próprio na programação do evento. A iniciativa marca um novo momento para a atividade dentro da feira, que tradicionalmente já reúne empresas e soluções voltadas ao setor, como nutrição animal, medicamentos veterinários, máquinas e implementos.

O 1º Leilão Bahia Farm Show – Seleções será realizado no dia 11 de junho, no espaço da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, ao lado da feira. A programação prevê um dia inteiro de remates, das 9h às 19h30, com a oferta de cerca de 1000 bovinos destinados à engorda e ao abate, além de genética de reprodutores avaliados pela empresa PMGZ. O leilão terá chancela do Grupo Agro Antônio Balbino e será promovido em parceria com a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia.

A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões. Segundo a Aiba, o espaço físico comporta 300 pessoas, mas o leilão terá formato virtual, com transmissão direta do Complexo Bahia Farm Show pelo site Lance Rural e retransmissão pelos canais do YouTube da Matopiba Leilões e Agroremate.

A programação também inclui uma palestra sobre o mercado da pecuária, que será apresentada pela Scot Consultoria, das 9h às 10h. Para a organização, a realização do leilão representa um passo inicial para ampliar a participação da pecuária dentro da feira. O presidente da Aiba e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, avalia que a criação de uma estrutura fixa para animais pode ser considerada em futuras edições, com possibilidade de contemplar também equinos, caprinos e ovinos.

A pecuária está entre as atividades agroeconômicas mais antigas do Oeste da Bahia e, segundo Schmidt, passa por um processo de reposicionamento. Esse movimento envolve investimentos em genética, tecnologias para confinamento e semiconfinamento de gado de corte, sinergia com a produção regional de grãos e avanço da integração lavoura-pecuária na matriz produtiva local.

 





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Petrobras defende alinhamento entre plano climático e segurança energética


Petrobras pede homologação imediata do leilão de reserva de capacidade

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3), em palestra no XIV Fórum de Lisboa, que os planos de clima e de segurança energética do Brasil precisam avançar de forma conjunta. Segundo ela, a segurança energética está entre os pilares estratégicos das nações, ao lado da segurança alimentar e da defesa territorial. A executiva não anunciou medidas, prazos ou mudanças regulatórias durante a apresentação.

Ao tratar da transição energética, Chambriard disse que o debate precisa considerar como o futuro da segurança energética do país se relaciona com os esforços para melhorar a situação climática. Na fala, ela resumiu esse ponto ao afirmar que “plano clima e plano segurança energética têm que andar de mãos dadas”.

A presidente da Petrobras também associou o tema ao ambiente institucional. Dirigindo-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ela afirmou que é importante que o Judiciário tenha acesso a informações técnicas para mediar conflitos ligados ao tema e dar suporte a decisões com base mais ampla sobre desenvolvimento e infraestrutura.

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O conteúdo é acompanhado pelo setor produtivo porque energia e combustíveis têm peso direto em operações agropecuárias e agroindustriais. Diesel, eletricidade e gás natural influenciam custos de transporte, armazenagem, irrigação, processamento e distribuição de insumos e alimentos. Por isso, discussões sobre oferta energética, transição de matriz e segurança de abastecimento entram no radar de produtores, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos.

No entanto, a fala apresentada no fórum teve caráter conceitual. Não foram informados dados numéricos sobre oferta, consumo, investimentos, cronograma de transição ou eventuais impactos tarifários. Também não houve detalhamento de políticas específicas para combustíveis, refino, gás ou fontes renováveis.

Sem medidas concretas anunciadas nesta quarta-feira (3), o efeito prático para o setor agropecuário depende de desdobramentos regulatórios e de planejamento energético que ainda não foram apresentados publicamente. A sinalização central da Petrobras foi a defesa de coordenação entre metas climáticas e garantia de abastecimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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