sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Produtores rurais podem manifestar interesse na renegociação de dívidas


Com a publicação da medida provisória que trata da renegociação de dívidas rurais, o sistema FAEP orienta os produtores a se anteciparem e procurarem as instituições financeiras para formalizar o interesse em aderir ao programa. A entidade disponibilizou um modelo de documento para agilizar esse primeiro contato com os bancos e preparar o caminho para a renegociação, que ainda depende da regulamentação do Conselho Monetário Nacional.

Importância da antecipação

Anderson Sartorelli, técnico do departamento técnico e econômico do sistema FAEP, destaca a importância de os produtores manifestarem seu interesse junto às instituições financeiras o quanto antes. Isso é crucial, pois há um prazo de 120 dias após o início das operacionalizações para formalizar os pedidos.

  • Antecipação permite reunir documentação necessária.
  • Instituições financeiras ficam cientes do interesse do produtor.
  • Agiliza o processo de renegociação.

Modelo de documento

A FAEP disponibilizou um modelo de documento que é simples, mas essencial. O modelo inclui todos os dados do produtor e a justificativa para a renegociação, além de permitir que a instituição financeira levante as operações do produtor e o enquadre nas diretrizes da medida provisória.

Critérios de elegibilidade

A medida provisória separa os produtores em dois grupos:

  • Produtores que tiveram duas perdas ou 30% de perda de renda bruta agropecuária.
  • Produtores que tiveram três perdas de 2019 a 2025, com 40% de perda de renda bruta.

Os produtores que conseguirem comprovar essas perdas por meio de laudos técnicos estão aptos a entrar no programa de renegociação.

Monitoramento e apoio da FAEP

A FAEP continuará monitorando o processo e orientando os produtores sobre como se enquadrar nos critérios exigidos. A entidade se coloca à disposição para ajudar na identificação de problemas que possam impedir o acesso à renegociação.

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Governo brasileiro avalia impactos de novas tarifas dos EUA


O governo brasileiro está avaliando a aplicação da lei de reciprocidade comercial em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Essa legislação, que foi criada como resposta a barreiras externas, ganhou força diante das recentes tensões comerciais entre os dois países.

Instrumento de reação

A lei de reciprocidade, que foi aprovada quase por unanimidade e regulamentada no ano passado, oferece ao governo um instrumento para reagir a tarifas que possam ser impostas. A colunista Silvia Fanhani destaca que essa decisão agora é uma questão estratégica e política, não mais apenas uma deliberação do Congresso.

Impactos a serem considerados

  • Possíveis impactos econômicos e diplomáticos.
  • Medidas podem beneficiar alguns setores e prejudicar outros.
  • A aplicação da lei deve ser feita com cautela para evitar danos nas relações comerciais.

O governo precisa agir com prudência, considerando que qualquer medida adotada pode afetar as negociações e o relacionamento com os Estados Unidos, além de impactar setores da economia brasileira.

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BNDES aprova R$ 96,2 milhões para nova planta de biodiesel no Paraná


CNPE referenda regra que veta biodiesel importado na mistura obrigatória ao diesel B

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 96,2 milhões para a implantação de uma nova planta industrial de biodiesel do Grupo Potencial em Lapa, no Paraná. A operação foi divulgada nesta terça-feira (21) e integra um investimento total de R$ 230 milhões voltado à ampliação da capacidade produtiva da companhia.

Do valor aprovado, R$ 76,9 milhões virão do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operado pelo BNDES. Outros R$ 19,2 milhões serão liberados pela linha Finem, que tem modalidade específica para produção de alimentos e biocombustíveis.

Segundo o BNDES, a nova unidade terá capacidade para produzir até 1,2 mil toneladas diárias de biodiesel, 120 toneladas por dia de glicerina bruta e 110 toneladas por dia de óleo sintético. Com a expansão, o complexo industrial do Grupo Potencial em Lapa passará a alcançar capacidade de 3,3 mil toneladas por dia.

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De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto está associado ao processo de descarbonização da matriz energética e de transportes no país. Ele afirmou que o volume total estimado de carbono capturado será de 782,2 mil toneladas de CO2 por ano.

A nova planta será integrada à estrutura já existente da companhia no município paranaense, que conta com duas unidades de produção de biodiesel, duas de refino de glicerina e uma de glicerólise. A operação reforça a verticalização industrial do grupo e amplia a escala produtiva.

No setor agroindustrial, o biodiesel utiliza matérias-primas renováveis, como óleo de soja, girassol, mamona, babaçu e outras oleaginosas, além de gorduras animais. Nesse contexto, a ampliação da capacidade instalada se conecta à cadeia de fornecimento de insumos usados na produção de biocombustíveis.

A aprovação do crédito pelo BNDES viabiliza a implantação de mais uma unidade de biodiesel em Lapa e amplia a capacidade do Grupo Potencial em um segmento ligado à transição energética e à agroindústria de matérias-primas renováveis.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Atraso na equalização de juros impede acesso ao crédito do Plano Safra


A demora na publicação da portaria que autoriza o pagamento da equalização de juros pelo Tesouro Nacional está impedindo que bancos e cooperativas de crédito ofereçam linhas de financiamento aos produtores rurais. O anúncio do Plano Safra completa um mês sem a liberação necessária, o que pode agravar a situação financeira dos agricultores.

Impactos da demora

O atraso na concessão dos créditos, que totalizam aproximadamente R$ 97 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 44 bilhões para a agricultura familiar, força os produtores a buscar alternativas com juros mais altos. Essa situação é preocupante, especialmente em um cenário de taxas de juros elevadas e oscilações de custos.

Desdobramentos e reflexões

Os especialistas alertam que a falta de acesso a crédito com juros mais baixos pode levar a um aumento no endividamento dos agricultores. Além disso, a instabilidade econômica global, como a recente tensão entre Irã e Estados Unidos, pode elevar ainda mais os custos de produção.

  • R$ 97 bilhões para a agricultura empresarial
  • R$ 44 bilhões para a agricultura familiar
  • Pressão alta nos preços e custos
  • Alternativas com juros livres mais onerosas
  • Impacto negativo no planejamento agrícola

Os produtores são incentivados a refletir sobre a situação atual e a importância de ações efetivas por parte do governo para garantir o acesso ao crédito necessário para a próxima safra.

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Fórum do Agronegócio discute marketing e comunicação no setor


A quarta edição do Fórum Agronegócio, realizada recentemente, trouxe à tona a importância do fortalecimento da comunicação visual e da valorização das marcas brasileiras do setor agropecuário. O evento, que contou com a presença de especialistas e líderes do setor, abordou oportunidades em marketing e comunicação, destacando que, atualmente, não basta ser apenas um grande produtor.

Importância do marketing no agronegócio

Durante o fórum, o presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, Lívio Giosa, enfatizou a necessidade de o agronegócio ampliar sua percepção sobre marketing e comunicação. Segundo ele, apesar da excelência dos produtos e serviços oferecidos, a população, especialmente a externa, não reconhece que muitos produtos agropecuários são de origem brasileira.

Painéis e discussões

O evento contou com quatro painéis que abordaram temas relevantes, incluindo:

  • Participação do secretário nacional de política agrícola, Guilherme Campos.
  • Discussão sobre a pesquisa realizada com a ON Strategy, que revelou a relevância do agronegócio na percepção pública.
  • Estratégias para estimular a marca Brasil no setor agro.
  • Visão das instituições públicas e entidades empresariais sobre ações integradas para valorizar a imagem do agronegócio.

Desafios e oportunidades futuras

Os organizadores do fórum destacaram que, embora o agronegócio seja amplamente reconhecido no ambiente rural, é essencial que o público urbano também abrace a causa. A discussão sobre comunicação e marketing se torna cada vez mais relevante, uma vez que os produtos brasileiros precisam ser mais bem percebidos tanto nacional quanto internacionalmente.

O fórum segue como um espaço importante para debater e promover ações que valorizem o agronegócio e sua imagem institucional.

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Nova podridão salmão preocupa produtores de milho em Mato Grosso


Pesquisadores confirmaram a presença de uma nova ameaça ao milho em Mato Grosso, a podridão salmão, causada pelo fungo Aiteia Zeia. A confirmação veio após investigações em lavouras do estado, onde a doença foi detectada em espigas aparentemente normais, mas que escondiam um problema significativo.

Impacto nas lavouras

A doença foi identificada em propriedades de Bria Norte, Nova Maringá, São José do Rio Claro e Itaangá, com a incidência variando entre 22% e 42% das espigas avaliadas. O impacto é notável no enchimento dos grãos, com uma redução de 42,5% no peso das sementes afetadas.

Desafios adicionais

Além da podridão salmão, os pesquisadores também encontraram a podridão branca, provocada pelo fungo esteno carpela. Ambas as doenças agora fazem parte das preocupações dos produtores de milho no estado.

Possíveis causas e manejo

  • A doença pode ter chegado por meio da semente, uma hipótese que ainda será investigada.
  • A decomposição lenta da palhada do milho pode facilitar a reinoculação do fungo.
  • Pesquisas estão sendo realizadas para buscar alternativas de manejo, incluindo o uso de biológicos que acelerem a decomposição da palhada.

A Prossója Mato Grosso está desenvolvendo pesquisas para encontrar manejos que garantam sustentabilidade econômica e eficiência no controle da doença. Enquanto isso, a recomendação é monitorar as lavouras, pois os problemas podem surgir antes da colheita.

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AgroNewsPolítica & Agro

Granizo pode atingir RS e SC até quarta-feira


A persistência de áreas de baixa pressão sobre o Sul do Brasil e o avanço de uma nova frente fria aumentam as condições para grandes acumulados de chuva no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (21). O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que o estado está sob aviso vermelho de grande perigo para acumulados de chuva. O órgão também não descarta a ocorrência de tempestades com granizo entre terça e quarta-feira no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Ao norte da área de maior instabilidade, ventos fortes seguem atuando entre o oeste e o sul de Mato Grosso do Sul e do Paraná, além do leste e nordeste de Santa Catarina, devido à atuação do Jato de Baixos Níveis. Na quarta-feira (22), essas áreas entram em aviso amarelo de perigo potencial para tempestades com o avanço da frente fria. No restante do país, a chuva continua na faixa litorânea do Nordeste e avança para o interior da região na quarta-feira, enquanto pancadas ocorrem no norte e no oeste da Região Norte. Em contraste, o interior do Brasil permanece com baixa umidade do ar durante a tarde de terça-feira em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e partes do Pará, Rondônia, Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Na Região Norte, o INMET prevê para terça-feira (21) céu com muitas nuvens na maior parte da região e tempo mais aberto no Tocantins. Há previsão de pancadas de chuva no Amazonas, no norte do Pará, Amapá, Roraima e oeste do Acre, com maior probabilidade durante a tarde. O órgão mantém aviso amarelo para baixa umidade relativa do ar entre o leste de Rondônia, sudeste do Amazonas, sul do Pará e grande parte do Tocantins. Na quarta-feira (22), as condições mudam pouco, mas as áreas de chuva avançam para todo o Acre e para o norte e oeste de Rondônia. As temperaturas previstas variam de 22°C em Rio Branco e Palmas a 36°C em Porto Velho.

Na Região Nordeste, a faixa litorânea continua com condições para chuva nesta terça-feira (21). O INMET emitiu aviso amarelo para acumulados de chuva entre o litoral da Bahia e o de Sergipe e para chuvas intensas entre o litoral da Paraíba e o Rio Grande do Norte. Na quarta-feira (22), as áreas de chuva avançam para o interior da região, com possibilidade de precipitações isoladas no centro-norte do Maranhão e do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e no litoral da Bahia, com maior atenção para a faixa entre o Recôncavo Baiano e o leste do Rio Grande do Norte. No centro-sul do Maranhão e do Piauí, oeste de Pernambuco e grande parte da Bahia, o tempo segue estável e sem previsão de chuva. O INMET também mantém aviso amarelo para baixa umidade no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia. As mínimas previstas nas capitais são de 21°C em Salvador, Aracaju e Natal, e a máxima pode chegar a 34°C em Teresina.

Na Região Centro-Oeste, predomina a estabilidade atmosférica nesta terça-feira (21), com aumento de nebulosidade no oeste de Mato Grosso e em grande parte de Mato Grosso do Sul. Há possibilidade de chuva isolada no sul de Mato Grosso do Sul durante a noite. O INMET mantém aviso amarelo para baixa umidade em praticamente toda a região, exceto no sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, onde a maior nebulosidade favorece valores mais elevados de umidade. O sudoeste e sul do estado também permanecem sob aviso amarelo para vendaval devido à atuação do Jato de Baixos Níveis. Na quarta-feira (22), a frente fria favorece chuva no oeste e no sul de Mato Grosso do Sul, onde há aviso amarelo para tempestades com possibilidade de granizo. As temperaturas previstas variam de 14°C em Brasília a 35°C em Cuiabá.

Na Região Sudeste, o INMET indica predomínio de estabilidade durante o período. O céu varia de muitas nuvens na faixa litorânea do Espírito Santo e do Rio de Janeiro a tempo aberto no interior de São Paulo e no oeste de Minas Gerais. Há aviso amarelo para baixa umidade durante a tarde de terça-feira no oeste, sul e Triângulo Mineiro e em grande parte do estado de São Paulo, com exceção do sul paulista e da faixa litorânea. Entre a noite de terça-feira e a quarta-feira (22), a nebulosidade aumenta no centro-sul paulista, com possibilidade de chuva isolada na divisa com o Paraná devido à aproximação da frente fria. Em Minas Gerais, as temperaturas seguem baixas ao amanhecer, mas sem previsão de geada. As mínimas previstas chegam a 11°C em Belo Horizonte, enquanto a máxima pode alcançar 34°C no Rio de Janeiro.

Na Região Sul, a previsão para terça-feira (21) indica tempestades no Rio Grande do Sul, com possibilidade de granizo entre o oeste, centro e leste do estado. O INMET destaca que os acumulados de chuva serão elevados, motivo pelo qual a região está sob aviso vermelho de grande perigo, com maior atenção para municípios como São Borja, Santo Ângelo, Ijuí, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre e Pelotas. O restante do Rio Grande do Sul permanece sob aviso laranja para tempestades. Em Santa Catarina, o oeste e o sul do estado, ao longo da divisa com o Rio Grande do Sul, estão sob aviso amarelo para tempestades. Mais ao norte, os ventos seguem intensos devido ao Jato de Baixos Níveis, e há aviso amarelo para vendaval no oeste e centro-sul do Paraná e no leste e nordeste catarinense. Na quarta-feira (22), a frente fria leva chuva e trovoadas ao centro-sul do Paraná e mantém as instabilidades sobre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. O INMET mantém aviso amarelo para tempestades em grande parte do Paraná, em Santa Catarina e no norte e nordeste gaúcho. As mínimas previstas são de 13°C em Curitiba e Porto Alegre, e a máxima chega a 27°C em Florianópolis. Com o avanço da frente fria, as máximas não devem passar de 21°C nas capitais da Região Sul na quarta-feira.





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Colheita de café da Expocacer alcança 51% da safra 2026/27


Colheita de café da Expocacer alcança 51% da safra 2026/27

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) chegou a 51% do total previsto para a safra 2026/27 até o dia 17. Na semana anterior, o índice era de 40%. Apesar do avanço, os trabalhos seguem atrasados em relação ao mesmo período do ciclo passado, quando 58% das operações já haviam sido concluídas.

Segundo a Expocacer, chuvas isoladas ao longo da última semana comprometeram temporariamente a secagem nos terreiros e prejudicaram as operações mecanizadas de recolhimento do café de chão. Ainda assim, as condições climáticas permitiram a continuidade da colheita do fruto na planta nas propriedades dos cooperados no Cerrado Mineiro.

O boletim técnico semanal da cooperativa informa que cerca de 31% do café já foi beneficiado, com rendimento médio em torno de 520 litros por saca beneficiada. Na semana, houve aumento do porcentual de catação, para 19,7%, e redução no porcentual de grãos com peneira 17 acima, para 27,65%. Também foi registrado baixo porcentual de cafés com incidência de broca.

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De acordo com os técnicos de campo da Expocacer, o principal ponto neste momento é a necessidade de acelerar o ritmo da colheita, que permanece abaixo da média histórica da região. A cooperativa afirma que a permanência da carga nas plantas eleva o estresse fisiológico e encurta o intervalo entre o fim da colheita e a florada.

Esse quadro, conforme a entidade, pode comprometer o período de recuperação das lavouras, limitar a recomposição das reservas nutricionais e energéticas das plantas e afetar o desenvolvimento vegetativo, a uniformidade da florada e o potencial produtivo da próxima safra.

Para os próximos dias, os modelos meteorológicos indicam tempo seco e ausência de chuvas significativas até o dia 22, condição que tende a favorecer a continuidade das operações de campo. A Expocacer projeta produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026 e reúne mais de 800 produtores associados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Congresso Nacional retoma atividades em agosto com pauta concentrada


O Congresso Nacional retornará oficialmente aos trabalhos no dia 1º de agosto, após o recesso parlamentar. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, anunciou um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Mota, para a realização de duas semanas de esforços concentrados.

Calendário de votações

O calendário de votações já foi definido e as sessões ocorrerão entre os dias 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. Durante essa semana e a próxima, não haverá atividade legislativa em plenário ou nas comissões.

Objetivo das votações

O objetivo é concentrar as votações antes do período eleitoral, uma vez que a presença de parlamentares em Brasília deve diminuir devido às campanhas eleitorais. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, com um eventual segundo turno no dia 25 do mesmo mês.

Pautas em discussão

  • Projeto de lei complementar 114 de 2026: estabelece regras para a redução de tributos sobre combustíveis.
  • PL 2951 de 2024: trata da modernização da política de seguro rural, com votação prevista para a primeira semana de agosto.
  • PEC 221 de 2019: propõe a redução da jornada semanal de trabalho e a extinção gradual da escala 61, que ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça.

Davi Alcolumbre destacou que a definição da pauta dependerá de acordos entre os presidentes das duas casas e os líderes partidários, visando uma tramitação mais ágil entre Câmara e Senado.

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MP 1376 pode prejudicar produtores que mantiveram contas em dia


A Medida Provisória 1376, que estabelece novas regras para a renegociação de dívidas do setor rural, tem gerado dúvidas e preocupações entre os produtores. Embora a proposta amplie o acesso à renegociação em alguns casos, especialistas alertam que os critérios estabelecidos podem deixar de fora justamente aqueles que se esforçaram para manter seus compromissos em dia.

Critérios de inadimplência

De acordo com a nova regra, as Cédulas de Produto Rural (CPR) precisam estar inadimplentes entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026 e, ao mesmo tempo, devem ser emitidas para quitar outra CPR em andamento. O economista Antônio da Luz, colunista do Rural Notícias, explica que essa medida não tem adesão automática e apresenta exigências que podem criar distorções.

Impactos no setor rural

O economista destaca que a MP pode beneficiar produtores inadimplentes enquanto exclui aqueles que permaneceram adimplentes. Ele aponta que:

  • O financiamento por CPR já representa 43% do financiamento do agro.
  • Até maio do ano passado, foram emitidos R$ 185 bilhões em CPR para tomada de crédito.
  • O Rio Grande do Sul é o estado com a maior carteira estressada, apresentando o maior nível de inadimplência.

Consequências para os produtores

Antônio da Luz ressalta que o produtor rural que tem a maior dívida é, paradoxalmente, o menos inadimplente, pois fez sacrifícios para se manter em dia. A medida pode incentivar comportamentos negativos, sugerindo que os produtores não precisam se esforçar para manter a adimplência. Ele conclui que o governo deve corrigir essa falha em uma nova MP, para evitar que milhares de produtores que se esforçaram para permanecer adimplentes sejam prejudicados.

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