segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

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Custo da produção leiteira cresce em 2026



ILC-MT registra alta no primeiro trimestre



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru em Mato Grosso (ILC-MT) registrou no primeiro trimestre de 2026 o segundo maior resultado da série histórica para o período.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o indicador ficou, em média, em 177,09 pontos entre janeiro e março deste ano, alta de 2,12% em comparação com o mesmo período de 2025.

O estudo aponta que o grupo de mão de obra apresentou aumento de 6,79% no comparativo anual, movimento associado ao reajuste do salário mínimo em 2026.

No mesmo cenário, o grupo de volumosos registrou avanço de 9,46%, impulsionado pela alta nos preços das sementes de forrageiras, dos insumos utilizados para correção do solo e pela valorização do óleo diesel no início de 2026. Segundo o Imea, a elevação do combustível ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O instituto destaca que os grupos de mão de obra e volumosos representam juntos 44,33% da composição do ILC-MT, o que amplia o impacto dessas altas sobre o custo da produção leiteira no estado.

Por outro lado, o levantamento aponta que a queda no preço do milho, favorecida pela maior oferta do grão em Mato Grosso, contribuiu para a redução de 13,65% no grupo dos concentrados no comparativo anual.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, esse recuo ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre os custos de produção e evitou que o indicador atingisse recordes históricos no primeiro trimestre de 2026.





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Bolsas da Ásia fecham em baixa após cúpula entre Xi e Trump terminar sem anúncios concretos


Bolsas da Ásia fecham em baixa após cúpula entre Xi e Trump terminar sem anúncios concretos

As bolsas asiáticas encerraram os negócios em queda nesta sexta-feira (15), após a reunião de dois dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, terminar sem resultados concretos. O movimento refletiu a redução do apetite por risco, em meio à expectativa frustrada por anúncios sobre comércio e cooperação econômica entre as duas potências.

O principal destaque negativo foi a Coreia do Sul. O índice Kospi recuou 6,12%, aos 7.493,18 pontos, depois de ter superado pela primeira vez, durante o pregão, a marca intradiária de 8 mil pontos. Entre os papéis de maior peso, Samsung Electronics caiu 8,61% e SK Hynix perdeu 7,66%.

No caso da Samsung, o mercado também reagiu ao impasse nas negociações com o sindicato da companhia. Os trabalhadores cobram o repasse de 15% do lucro operacional em bônus e ameaçam iniciar greve entre quarta-feira (21) e sábado (7 de junho), caso não haja acordo.

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Nas demais praças, o índice Nikkei caiu 1,99%, aos 61.409,29 pontos, em Tóquio. O Hang Seng recuou 1,62%, aos 25.962,73 pontos, em Hong Kong. Em Taiwan, o Taiex cedeu 1,39%, aos 41.172,36 pontos. Na China continental, o Xangai Composto caiu 1,02%, aos 4.135,39 pontos, e o Shenzhen Composto perdeu 0,88%, aos 2.861,46 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve baixa de 0,11%, aos 8.630,80 pontos.

Segundo Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, economistas da Capital Economics, anúncios envolvendo EUA e China devem ser avaliados com cautela, diante do histórico de promessas que não se concretizaram desde 2017. O mercado também acompanhou declarações de Trump sobre uma eventual retomada das compras chinesas de petróleo dos EUA, além do impasse entre Washington e Irã, fator que sustentou os preços da energia e pressionou os ativos de risco.

Para o comércio internacional, o foco permanece sobre possíveis desdobramentos em setores como soja, carne bovina e energia, mas não houve detalhamento oficial de medidas até esta sexta-feira (15).

Sem acordos formalizados na cúpula, a tendência imediata é de manutenção da cautela nos mercados asiáticos, enquanto investidores aguardam definições concretas sobre tarifas, compras agrícolas e cooperação bilateral entre Estados Unidos e China.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Pomares apostam em soluções naturais contra estresse


A produção de frutas tem enfrentado desafios crescentes diante das mudanças climáticas e das condições ambientais adversas. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis à falta de água, ao calor excessivo e à salinidade do solo, fatores conhecidos como estresses abióticos. Esses fenômenos comprometem o desenvolvimento das plantas e afetam tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para preservar o potencial produtivo dos pomares, entre elas os bioestimulantes.

O gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, Bruno Carloto, destaca o uso de extratos da alga Ascophyllum nodosum como uma das ferramentas utilizadas no manejo das culturas. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, em regiões do Canadá, Irlanda e Noruega, a espécie se desenvolve em ambientes marcados por variações de maré, alta salinidade e mudanças intensas de temperatura, que variam de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.

Segundo estudos e aplicações no campo, os compostos derivados da alga fortalecem processos internos das plantas e ampliam a capacidade de resposta às condições ambientais. Em períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter desenvolvimento mais estável, reduzindo os impactos negativos sobre a produção.

Bruno Carloto afirma que compreender a reação das plantas às condições climáticas é um fator importante para manter a produtividade nas lavouras. “Quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

No campo, os efeitos dessas estratégias podem ser percebidos em plantas que conseguem atravessar períodos adversos sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, nas quais a qualidade final é determinante para o mercado interno e para exportação, manter esse equilíbrio pode representar maior competitividade para os produtores.





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Ciclone deve provocar temporais neste fim de semana


De acordo com informações do Meteored, uma nova frente fria deve se formar ao longo do domingo (17), provocando alerta para tempestades e chuvas intensas em sete estados brasileiros durante o fim de semana.

Enquanto o frio e o tempo firme predominam no Centro-Sul do país sob influência de uma massa de ar polar, a previsão indica mudança nas condições do tempo nos próximos dias. Um novo ciclone deve se formar na costa da Região Sul no domingo (17), favorecendo a organização de tempestades já a partir de sábado (16), com a redução da pressão atmosférica. Além das tempestades, os acumulados de chuva podem atingir volumes elevados, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste.

Segundo a previsão, à medida que a pressão atmosférica diminui durante a formação do ciclone, há possibilidade de tempestades desde sábado (16) entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. O maior potencial de intensidade está concentrado em Mato Grosso do Sul, onde não está descartada a ocorrência de granizo.

As tempestades devem ocorrer ao longo de todo o sábado e, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, avançam em direção ao norte do país. O alerta inclui rajadas intensas de vento entre Mato Grosso do Sul e o interior paulista, com velocidades que podem se aproximar ou superar os 60 km/h.

De acordo com o Meteored, embora os ventos possam ter impactos mais limitados em áreas agrícolas, a preocupação aumenta em regiões urbanizadas, como o centro-norte paulista, devido à maior concentração populacional e à presença de estruturas vulneráveis.

O ciclone deve se consolidar no domingo (17), enquanto a frente fria associada ao sistema organizará uma extensa linha de tempestades que poderá se estender da Região Sul até áreas do Norte do Brasil.

As tempestades mais intensas devem ocorrer entre a madrugada e a manhã de domingo na fronteira oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo, novamente com possibilidade de granizo. O alerta também abrange áreas desde Rondônia até o Paraná, totalizando sete estados sob risco de temporais.

Ainda segundo a previsão, tempestades severas durante a noite aumentam o risco para a população, já que o período reduz o tempo de resposta diante de situações de emergência.

Com o avanço da frente fria sobre o Sudeste, as instabilidades devem ganhar força entre a tarde e a noite de domingo, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais e da Zona da Mata mineira.

Os maiores volumes de chuva são esperados para Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros apenas no sábado (16) e superar 150 milímetros até o fim do domingo (17), elevando o risco de transtornos.

No Sudeste, embora os volumes previstos sejam menores, a previsão também preocupa. Apenas no domingo (17), a Região Metropolitana de São Paulo pode registrar cerca de 60 milímetros de chuva. Conforme o Meteored, o alto grau de urbanização da região favorece alagamentos e inundações mesmo com acumulados inferiores.

A previsão indica ainda que as chuvas devem persistir pelo menos até quarta-feira (20) sobre áreas do Sudeste, com volumes considerados incomuns para esta época do ano. Na retaguarda da frente fria, uma nova massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas em parte do centro-sul do Brasil.





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Preço da laranja cai após recuperação da oferta



Greening e custos pressionam citricultura



Foto: Canva

A citricultura paulista encerra a safra 2025/26 sob forte pressão sobre as margens de rentabilidade, segundo o Especial Citros 2026 publicado pela revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea, ligado à Esalq/USP.

De acordo com pesquisadores da equipe de citros do Cepea, a recuperação da oferta de laranja após a menor colheita registrada em 37 anos na safra anterior provocou uma rápida mudança no cenário de preços. As cotações da fruta recuaram de forma significativa, enquanto os estoques de suco concentrado voltaram a crescer. Ao mesmo tempo, a receita obtida com exportações apresentou queda, mesmo com estabilidade no volume embarcado.

No campo, os produtores enfrentam pressão em duas frentes. Os custos de produção seguem elevados, influenciados pela instabilidade geopolítica e pelo avanço do HLB, também conhecido como greening, doença que afeta os pomares cítricos. Em contrapartida, os preços pagos pela fruta já não apresentam o mesmo nível de remuneração observado nas últimas safras.

Para a temporada 2026/27, pesquisadores do Cepea avaliam que o cenário ainda não indica recuperação imediata para o setor. Segundo o estudo, a indústria inicia o novo ciclo com estoques mais elevados e sem expectativa de valorização no curto prazo. “É hora de fazer as contas, enfrentar o HLB e avaliar se o seu projeto se sustenta no médio prazo”, apontam os pesquisadores no relatório.





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Academia de Liderança da Aprosoja MT visita Embrapa Cerrados e conhece pesquisas aplicadas ao campo


Academia de Liderança da Aprosoja MT visita Embrapa Cerrados e conhece pesquisas aplicadas ao campo

Participantes do terceiro módulo da Academia de Liderança da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) visitaram a Embrapa Cerrados, no Distrito Federal, na quarta-feira (14). O grupo, formado por 30 associados e delegados de 18 dos 35 núcleos regionais da entidade, acompanhou palestras e atividades de campo sobre tecnologias desenvolvidas para sistemas produtivos do Cerrado.

A visita integrou um projeto estruturado em nove módulos, voltado à formação de lideranças para o agro mato-grossense. Segundo a Aprosoja MT, o terceiro módulo trata de relações técnicas e governamentais e busca aproximar os participantes do funcionamento de instituições públicas e de políticas que influenciam a produção rural e o ambiente de negócios do agronegócio.

Na abertura, o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, afirmou que a unidade possui mais de 200 ativos tecnológicos disponíveis para transferência. Entre os exemplos citados, estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e a seleção de estirpes de rizóbios para a Fixação Biológica de Nitrogênio na soja. De acordo com o pesquisador, essa tecnologia representa economia média anual de US$ 17 bilhões em fertilizantes nitrogenados.

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Os participantes também relataram condições de solo, clima e altitude de suas regiões em Mato Grosso, além de desafios como nematoides, podridão de grãos, manejo de fungicidas em solos mistos, recuperação de áreas arenosas e uso de integração lavoura-pecuária. Durante a programação, foram apresentados temas como Bioanálise de Solo, pesquisa em soja no Cerrado, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), mitigação de gases de efeito estufa com plantas de cobertura, trigo no Cerrado e manejo de água.

Após a exposição técnica, produtores destacaram aplicações práticas das pesquisas em áreas com solos arenosos e em sistemas integrados. O grupo também entregou uma placa em homenagem à Embrapa, em reconhecimento à contribuição da pesquisa para a expansão da agricultura no Cerrado.

A agenda do módulo segue com visitas a outras instituições, como o Congresso Nacional, a Aprosoja Brasil e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mantendo o foco na relação entre pesquisa, representação institucional e produção agropecuária.

Fonte: embrapa.br

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Presidente da Microsoft diz que adoção de IA exige mudanças no trabalho e na gestão


Presidente da Microsoft diz que adoção de IA exige mudanças no trabalho e na gestão

A incorporação da inteligência artificial no ambiente de trabalho foi debatida nesta quinta-feira (14), durante o São Paulo Innovation Week, em painel com a presidente da Microsoft no Brasil, Priscyla Laham. Segundo a executiva, a adoção da IA nas empresas envolve mudanças na forma de trabalhar, de tomar decisões e de organizar processos, e não apenas investimento em tecnologia.

No painel “Frontier Firms: Dado Que Humanos e Agentes de IA Trabalham Juntos, o que precisa mudar nas pessoas e não na tecnologia?”, Priscyla apresentou o conceito de frontier firms, definido pela Microsoft como empresas operadas por IA e lideradas por humanos.

De acordo com a executiva, boa parte das companhias já tem acesso à tecnologia, mas o ponto central ainda é o uso prático. “A IA não é sobre tecnologia. Na verdade, a IA é sobre transformações dos humanos, de trabalho e das empresas”, afirmou.

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Priscyla disse ainda que a Microsoft já realiza 40% do desenvolvimento de produtos com apoio de inteligência artificial. Apesar desse avanço, ela apontou dois elementos que, segundo sua avaliação, seguem sob responsabilidade humana: lidar com ambiguidade e tomar decisões. Também ressaltou a necessidade de análise crítica no uso da ferramenta. “Informações e dados ruins geram informações ruins”, disse.

Ao tratar da implementação nas empresas, a presidente da Microsoft listou quatro հարցamentos que, segundo ela, devem orientar esse processo: como preparar a força de trabalho para o futuro, como mudar a relação com o cliente, como revisar processos e como acelerar inovação e novos produtos.

Priscyla também associou o avanço da IA ao debate sobre desigualdade. Segundo os dados apresentados por ela, a penetração da tecnologia no Sul Global é de 16%, ante 27% no Norte Global. Ela acrescentou que as mulheres usam menos a tecnologia do que os homens. Nesse cenário, a executiva indicou que a ampliação de acesso e capacitação tende a influenciar a forma como empresas e profissionais participarão das novas funções criadas com a IA.

A discussão ocorreu no São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), até esta sexta-feira (15). Não foram detalhados, no painel, recortes setoriais específicos sobre adoção de IA em segmentos produtivos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vida Global precifica IPO a US$ 4 por ação e estreia na bolsa nesta sexta-feira (15)


Vida Global precifica IPO a US$ 4 por ação e estreia na bolsa nesta sexta-feira (15)

A Vida Global anunciou a precificação de sua oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos e deve iniciar a negociação de seus papéis nesta sexta-feira (15). A empresa, que desenvolve um sistema operacional de agentes de inteligência artificial para automação de fluxos de trabalho corporativos, venderá 3.750.000 ações ordinárias Classe A a US$ 4,00 cada.

Com esse volume e esse preço, a operação deve movimentar cerca de US$ 15 milhões, antes de descontos e comissões de subscrição. O valor final ficou abaixo da faixa indicativa inicial, que ia de US$ 4,50 a US$ 5,00 por ação.

Segundo o comunicado da companhia, as ações serão negociadas simultaneamente na NYSE American LLC e na NYSE Texas, sob o ticker “VIDA”. A estrutura da oferta também prevê uma opção de 30 dias para os subscritores comprarem até 562.500 ações adicionais ao preço do IPO, descontadas as comissões aplicáveis.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Se essa opção for exercida integralmente, o montante adicional poderá chegar a US$ 2,25 milhões. Nesse cenário, a captação total da oferta alcançaria aproximadamente US$ 17,25 milhões, antes de taxas e despesas da operação.

A diferença entre o preço efetivo de US$ 4,00 e a faixa inicialmente projetada indica um ajuste de precificação na etapa final da oferta, movimento comum em processos de IPO quando a definição do valor depende das condições de demanda e de mercado. A empresa não detalhou, no conteúdo informado, a destinação específica dos recursos captados nem divulgou outros indicadores financeiros ligados à operação.

Com a estreia em bolsa, o próximo ponto de atenção do mercado será o desempenho das ações no início das negociações e eventual exercício da opção adicional pelos subscritores, o que pode ampliar o volume financeiro da oferta.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O Banco Central da Reserva do Peru (BCRP) manteve a taxa básica de juros em 4,25% nesta quinta-feira (14), repetindo o nível definido nas sete reuniões anteriores. Segundo a autoridade monetária, a inflação ainda permanece fora da meta, embora os movimentos recentes estejam ligados, em grande parte, a choques temporários do lado da oferta.

Na decisão, o BCRP informou que a manutenção dos juros ocorre em um cenário de inflação ainda pressionada, mas com expectativa de desaceleração nos próximos trimestres. A projeção oficial do banco é que a inflação recue para cerca de 2% em 2027, à medida que os choques de oferta percam intensidade.

O comunicado também destacou fatores externos. De acordo com o banco central peruano, o risco global segue elevado por causa do conflito no Oriente Médio, com reflexos na volatilidade dos mercados financeiros e nos preços internacionais do petróleo. Ao mesmo tempo, a instituição avaliou que as perspectivas para o crescimento econômico global em 2026 continuam positivas e que os termos de troca seguem favoráveis para a economia do Peru.

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A taxa de 4,25% foi mantida pela oitava reunião consecutiva, o que sinaliza uma postura de cautela da autoridade monetária diante da inflação acima do objetivo. O BCRP não informou, no comunicado citado, o nível exato da inflação corrente nem a banda de meta neste anúncio específico.

Do ponto de vista prático, a decisão preserva as condições monetárias atuais no país e indica continuidade no ritmo de crédito, consumo e investimento sob o mesmo custo básico de financiamento. Para agentes do mercado, o foco permanece na trajetória dos preços e no comportamento dos fatores externos, especialmente energia e ambiente geopolítico.

A próxima reunião do Banco Central da Reserva do Peru está marcada para quarta-feira (11 de junho de 2026). Até lá, a condução da política monetária deve seguir condicionada à evolução da inflação, dos choques de oferta e do cenário internacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño já tem data para começar e pode ser um dos mais fortes da história


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Foto: Freepik

Os sinais de que o El Niño está se formando no oceano Pacífico Equatorial ficaram ainda mais evidentes nas últimas semanas, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (14) pela Administração Nacional para os Oceanos e para a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês).

A projeção atual do órgão norte-americano é de 82% de chance de formação do fenômeno entre maio e julho de 2026 e 96% de probabilidade que ele atue entre dezembro e fevereiro de 2027, ou seja, durante o verão do Hemisfério Sul e o inverno do Hemisfério Norte.

No final de 2025, a agência dos Estados Unidos destacava chances de 25% de El Niño de moderada a forte intensidade, percentual que, agora, atinge 37%. Contudo, de acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, se as estimativas da NOAA estiverem corretas, é possível que este seja o fenômeno de maior vigor registrado na história, podendo superar os eventos de 1997/98 e 2015/16.

De forma definitiva, o relatório mostra que no começo deste mês, as temperaturas subsuperficiais da água do mar, no Pacífico Equatorial, na costa do Peru, se aqueceram mais de forma generalizada e significativamente acima da média pelo sexto mês consecutivo, o que já se configura El Niño.

Quando deve realmente começar?

Com base nas condições atuais observadas no oceano e na atmosfera, a Climatempo aponta que a tendência é de que o El Niño comece a se estabelecer entre o final deste mês de maio e o início de junho.

“Porém, os impactos mais importantes devem aparecer principalmente a partir da primavera, quando o fenômeno normalmente ganha força e influencia de forma mais direta o clima no Brasil e em outras regiões do planeta”, destaca a empresa de meteorologia.

Entre os principais impactos, destacam-se:

  • Possibilidade de enchentes e ondas de calor em diversas regiões do Brasil
  • Déficit de chuvas em áreas como Matopiba e Nordeste
  • Excesso de chuvas no Sul e em partes da Argentina e Uruguai

Por conta desses contratempos, Müller considera que o plantio da soja tende a melhor estabilidade climática se for realizado entre o final de outubro e início de novembro. “Já na estação seca, deve-se tomar cuidado na hora da colheita do milho segundo safra e também na implementação do próximo ciclo pelo risco para focos de incêndio”, ressalta.

Segundo o meteorologista, os modelos climáticos apontam um déficit de chuva nas áreas agrícolas do Matopiba, no Nordeste e também no Norte do país, consição que deve, novamente, baixar o níveis dos rios do Arco Norte, prejudicando a logística.

“Além disso, teremos chuva acima da média no Sul, norte da Argentina, no Uruguai e até no Paraguai, o que também pode impactar negativamente as lavouras”, conclui.

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