Bolsas da Ásia fecham em baixa após cúpula entre Xi e Trump terminar sem anúncios concretos

As bolsas asiáticas encerraram os negócios em queda nesta sexta-feira (15), após a reunião de dois dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, terminar sem resultados concretos. O movimento refletiu a redução do apetite por risco, em meio à expectativa frustrada por anúncios sobre comércio e cooperação econômica entre as duas potências.
O principal destaque negativo foi a Coreia do Sul. O índice Kospi recuou 6,12%, aos 7.493,18 pontos, depois de ter superado pela primeira vez, durante o pregão, a marca intradiária de 8 mil pontos. Entre os papéis de maior peso, Samsung Electronics caiu 8,61% e SK Hynix perdeu 7,66%.
No caso da Samsung, o mercado também reagiu ao impasse nas negociações com o sindicato da companhia. Os trabalhadores cobram o repasse de 15% do lucro operacional em bônus e ameaçam iniciar greve entre quarta-feira (21) e sábado (7 de junho), caso não haja acordo.
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Nas demais praças, o índice Nikkei caiu 1,99%, aos 61.409,29 pontos, em Tóquio. O Hang Seng recuou 1,62%, aos 25.962,73 pontos, em Hong Kong. Em Taiwan, o Taiex cedeu 1,39%, aos 41.172,36 pontos. Na China continental, o Xangai Composto caiu 1,02%, aos 4.135,39 pontos, e o Shenzhen Composto perdeu 0,88%, aos 2.861,46 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve baixa de 0,11%, aos 8.630,80 pontos.
Segundo Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, economistas da Capital Economics, anúncios envolvendo EUA e China devem ser avaliados com cautela, diante do histórico de promessas que não se concretizaram desde 2017. O mercado também acompanhou declarações de Trump sobre uma eventual retomada das compras chinesas de petróleo dos EUA, além do impasse entre Washington e Irã, fator que sustentou os preços da energia e pressionou os ativos de risco.
Para o comércio internacional, o foco permanece sobre possíveis desdobramentos em setores como soja, carne bovina e energia, mas não houve detalhamento oficial de medidas até esta sexta-feira (15).
Sem acordos formalizados na cúpula, a tendência imediata é de manutenção da cautela nos mercados asiáticos, enquanto investidores aguardam definições concretas sobre tarifas, compras agrícolas e cooperação bilateral entre Estados Unidos e China.
Fonte: Estadão Conteúdo
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