domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua com cautela externa e custo logístico


A soja encerrou a semana sob pressão no mercado internacional, em meio à frustração dos operadores com os sinais vindos da cúpula entre Estados Unidos e China e à cautela no mercado físico brasileiro. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho na Bolsa de Chicago fechou em baixa de 1,30%, a US$ 11,77 por bushel, enquanto agosto recuou 1,11%, a US$ 11,765 por bushel.

A queda refletiu a percepção de que a retórica da Casa Branca sobre o compromisso chinês de comprar 25 milhões de toneladas na safra 2026/2027 não convenceu o mercado. A pressão foi ampliada pelo esmagamento de soja divulgado pela NOPA, de 5,77 milhões de toneladas em abril, abaixo do esperado devido a paradas sazonais para manutenção. Na semana, a soja acumulou perda de 2,57%, enquanto o farelo subiu 4,57% e o óleo recuou 0,59%.

No Rio Grande do Sul, a produção estimada chega a 21,44 milhões de toneladas, alta superior a 57% frente ao ciclo anterior, com 79% da área colhida. A umidade elevada limita o avanço dos trabalhos, exige secagem artificial e aumenta custos. A disputa por armazéns com o milho, já colhido em 92% da área, mantém fretes pressionados e acelera o escoamento para o Porto de Rio Grande.

Em Santa Catarina, a colheita alcança 74%, com Palma Sola avançando para R$ 113,00 e o porto de São Francisco cotado a R$ 132,00. O estado acompanha a necessidade de importação de grãos do Paraná e do Rio Grande do Sul para abastecer fábricas de ração.

No Paraná, a produção é estimada em 22 milhões de toneladas, com colheita praticamente encerrada no Oeste e Sudoeste. O frete interno ficou 17,1% mais caro em relação ao ano anterior, enquanto o diesel subiu 23% em pouco mais de um mês, pressionando margens e ampliando a apreensão entre produtores.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita está em 91,6%, com produtividade média reduzida pelas intempéries. Já em Mato Grosso, a safra recorde de 51,56 milhões de toneladas contrasta com o custo projetado de R$ 8.037,13 por hectare para 2026/2027 e fretes mais altos nas rotas de exportação.

 





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Novas tensões entre EUA e Irã fazem petróleo disparar novamente


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (18), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a persistência das tensões no Estreito de Ormuz mantém o petróleo próximo de US$ 110, pressionando juros globais e fortalecendo o dólar.

O mercado começa a reprecificar juros elevados por mais tempo nos EUA. No Brasil, o real teve uma das piores performances entre emergentes, o dólar subiu 1,63% a R$ 5,07 e o Ibovespa caiu 0,61% aos 177.283 pontos. Atenção ao IBC-Br, Focus e ata do FOMC na semana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Produção industrial da China desacelera para 4,1% em abril


BNDES abre nova etapa do Brasil Soberano com R$ 21 bilhões para empresas estratégicas

A produção industrial da China cresceu 4,1% em abril na comparação anual, informou o Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (18). O resultado desacelerou em relação a março, quando a alta foi de 5,7%, e ficou abaixo da projeção de 5,8% de analistas consultados pela FactSet. No mesmo período, as vendas no varejo avançaram 0,2%, também abaixo das estimativas do mercado.

Os dados divulgados pelo NBS mostram perda de ritmo em diferentes frentes da atividade chinesa. Depois de registrar expansão anual de 5,7% em março, a produção industrial passou para 4,1% em abril. A leitura também veio abaixo do consenso de mercado, de 5,8%, segundo levantamento da FactSet.

No varejo, o avanço anual foi de 0,2% em abril. Em março, o indicador havia subido 1,7%. A expectativa dos analistas era de crescimento de 1,9%. O resultado sugere desaceleração do consumo no período, embora o material de referência não detalhe quais segmentos tiveram maior influência sobre o índice.

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Outro dado divulgado foi o de investimentos em ativos fixos. Entre janeiro e abril de 2026, houve queda de 1,6% na comparação com igual intervalo do ano passado. No acumulado entre janeiro e março, esse indicador ainda mostrava alta de 1,7%.

Os números da China são acompanhados pelos mercados globais porque ajudam a calibrar expectativas sobre atividade econômica, consumo e demanda por matérias-primas. No caso do agronegócio, o conteúdo fornecido não apresenta efeitos imediatos sobre produtos específicos, preços ou fluxo de importações. Ainda assim, o desempenho da economia chinesa permanece no radar de exportadores, tradings e analistas por sua relevância para o comércio internacional.

Os indicadores de abril apontam desaceleração em relação a março e desempenho abaixo das projeções de mercado. Com as informações disponíveis, não há detalhamento oficial no material sobre impactos diretos em cadeias agropecuárias específicas, o que limita projeções setoriais mais precisas neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Europa operam mistas com petróleo em alta e pressão sobre ações de viagem


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas europeias operavam sem direção única na manhã desta segunda-feira (18), em meio à avaliação dos desdobramentos da tensão entre Estados Unidos e Irã. O movimento elevava o petróleo e reforçava preocupações com inflação, ao mesmo tempo em que pressionava ações do setor de viagens e dava suporte aos papéis de petrolíferas. Por volta das 6h25, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,21%, aos 605,67 pontos.

O mercado reagia a novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã. Em publicação na rede Truth Social, no domingo (17), Trump afirmou que “o relógio está correndo” para o país e indicou possibilidade de novas medidas, sem detalhar quais seriam. O episódio voltou a alimentar receios de escalada no Oriente Médio e de interrupções na oferta global de petróleo.

Nesse contexto, o Brent avançava cerca de 0,7% e era negociado perto de US$ 110 por barril no horário citado. A alta da commodity sustentava as ações de empresas de energia, especialmente na Bolsa de Londres. Shell e BP subiam entre 1,3% e 1,7%.

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Na ponta oposta, o subíndice europeu de viagens e lazer recuava 1,3%, liderando as perdas setoriais. O movimento foi influenciado pelo alerta da Ryanair sobre uma dinâmica de preços mais fraca do que a esperada e pela decisão da companhia de não divulgar projeção de lucro anual diante das incertezas sobre demanda e custos de combustível. Em Londres, Ryanair caía 1,9% e EasyJet recuava 2,4%. Em Frankfurt, Lufthansa perdia 1%.

Às 6h40, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,70%, a de Frankfurt avançava 0,13% e a de Paris caía 0,70%. Milão recuava 1,69%, Madri tinha baixa de 0,03% e Lisboa perdia 0,19%.

Para o ambiente econômico, o avanço do petróleo amplia a atenção sobre custos de energia e transporte. O conteúdo disponível, porém, não detalha efeitos específicos por setor produtivo ou por país.

O comportamento dos mercados no curto prazo deve continuar condicionado ao noticiário geopolítico e à trajetória do petróleo. Sem novas informações sobre oferta global de energia ou medidas concretas envolvendo Estados Unidos e Irã, não há base adicional para projetar desdobramentos além da volatilidade já observada nesta segunda-feira (18).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa lança cultivar de cebola adaptada ao cultivo de verão


Embrapa lança cultivar de cebola adaptada ao cultivo de verão

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu a cebola híbrida BRS Belatriz, cultivar voltada ao cultivo de verão nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do país. O lançamento ocorrerá durante a AgroBrasília 2026, entre terça-feira (19) e sábado (23), no Distrito Federal. Segundo a estatal, o material foi obtido para enfrentar temperaturas elevadas, chuvas intensas e doenças frequentes nessa época, considerada de maior risco para a cultura.

A cebola é cultivada, em geral, no inverno, quando as temperaturas são mais amenas. No verão, o calor e os dias mais longos aceleram a bulbificação, processo que pode reduzir o tamanho comercial dos bulbos e comprometer a produtividade. De acordo com a Embrapa, a BRS Belatriz mantém desenvolvimento adequado mesmo em temperaturas acima de 33 °C, patamar considerado crítico para a cultura.

Em condições favoráveis, a nova cultivar pode alcançar produtividade próxima de 70 toneladas por hectare, com predominância de bulbos das classes 3 e 4, padrão mais valorizado pelo mercado atacadista e varejista. O material pertence ao grupo das cebolas amarelas de ciclo precoce para consumo fresco, com bulbos arredondados, uniformidade de maturação e pungência mais elevada.

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Segundo o agrônomo Valter Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da cultivar, produtores já plantavam cebola nesse período, mas com materiais voltados ao inverno, o que elevava o risco produtivo. A BRS Belatriz também apresenta resistência moderada à queima foliar bacteriana, além de resistência moderada à raiz rosada e tolerância ao nematoide-das-galhas. A Embrapa informa ainda resposta a doenças como antracnose e mancha-púrpura, comuns em ambiente quente e úmido.

O programa de melhoramento de cebola híbrida da Embrapa foi reestruturado no início dos anos 2000. Em 2018, testes em áreas comerciais começaram a indicar o potencial das linhagens que deram origem à nova cultivar, com melhor desempenho sob pressão de doenças.

O cultivo de verão ocorre principalmente entre dezembro e janeiro, com colheita a partir de maio, período em que a oferta do Sul perde força. Segundo a Embrapa, o avanço dessa janela pode ajudar a reduzir oscilações de oferta e a dependência de importações na entressafra. A instituição informa, no entanto, que o sistema continua dependente das condições climáticas e que os testes de manejo, especialmente de adubação nitrogenada, seguem em andamento.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

IMEA em Campo aponta produção recorde de soja em MT e alerta para impacto do…


A análise da produção e as perspectivas para o campo em Mato Grosso foram apresentadas durante a palestra “IMEA em Campo”, ministrada pelo analista de campo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Henrique Eggers, nesta quarta-feira (16), durante a programação da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis.

O levantamento integra o projeto IMEA em Campo, desenvolvido em parceria com a Aprosoja-MT e IAGRO, com o objetivo de realizar avaliações técnicas diretamente nas lavouras, garantindo dados representativos sobre o desempenho das culturas no Estado.

Segundo Henrique, a edição deste ano teve ampla cobertura e foi considerada uma das mais completas do projeto. Ao todo, foram 71 dias de avaliações, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 análises realizadas e 103 municípios visitados. O levantamento contemplou 97,92% da área total de soja cultivada em Mato Grosso na safra 2025/26.

Durante as visitas, a equipe avaliou indicadores quantitativos e qualitativos das lavouras, como número de plantas por hectare, vagens e grãos por planta, peso e umidade dos grãos, além da presença de pragas, doenças, plantas daninhas e grãos avariados.

Com base nas análises, o IMEA estimou que Mato Grosso deve registrar produção recorde de soja na safra 2025/26, alcançando 51,56 milhões de toneladas. A área plantada foi estimada em 13,013 milhões de hectares, com produtividade média de 66,03 sacas por hectare.

Henrique explicou que, embora a produtividade não tenha superado o recorde do ciclo anterior, o Estado alcançou o maior volume de produção já registrado, impulsionado pelo crescimento da área cultivada. Na safra passada, Mato Grosso colheu 50,89 milhões de toneladas, com produtividade recorde de 66,29 sacas por hectare.

O analista também destacou que a safra enfrentou desafios climáticos ao longo do ciclo, com déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões e excesso de chuvas na fase final, o que impactou o peso dos grãos. Um dos pontos de atenção foi o aumento de lavouras com grãos avariados. O levantamento apontou crescimento de 3,4% em comparação à safra anterior, fator que reduz diretamente o rendimento da produção.

Em relação ao milho segunda safra, Henrique alertou para o atraso no plantio, provocado pelo excesso de chuvas em fevereiro, que dificultou a colheita da soja e atrasou o avanço das operações no campo. O IMEA estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal, número superior ao registrado no ano passado.

Para o milho, a projeção atual indica área plantada de 7,39 milhões de hectares, produtividade média estimada em 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas. Segundo Henrique, o resultado final ainda depende diretamente do comportamento climático nas próximas semanas, especialmente das chuvas previstas para o fim de abril e início de maio.

O analista também abordou o cenário de mercado e custos de produção, apontando aumento nas despesas para a próxima temporada. Conforme dados divulgados pelo IMEA, o custo total estimado da soja para a safra 2026/27 é de R$ 8.037,13 por hectare, com alta de 4,70%. Para o milho, o custo total previsto é de R$ 7.303,96 por hectare, aumento de 8,59%.

Henrique ressaltou que, além da elevação dos custos, o produtor enfrenta cenário de rentabilidade mais apertada e incertezas climáticas com a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que tende a trazer maior instabilidade nas chuvas e aumentar riscos para o desempenho produtivo.

17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja – MT, Senar – MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Mercadante diz que crédito do BNDES não compromete juros e defende apoio ao agro


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou neste domingo (17) que o crédito subsidiado concedido pelo banco não compromete a política monetária brasileira. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele disse que problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa básica de juros. Na mesma entrevista, defendeu o crédito direcionado para setores estratégicos, entre eles o agronegócio.

Segundo Mercadante, apenas 23% da carteira do BNDES possui algum tipo de subsídio. De acordo com ele, esse volume é “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”. A declaração foi feita no contexto do debate sobre os efeitos do crédito direcionado sobre a condução da política monetária e sobre o comportamento da taxa Selic.

Ao comentar o sistema financeiro, o presidente do BNDES afirmou que episódios como o do Banco Master afetam mais a percepção de risco e, por consequência, o ambiente de juros. Na entrevista, ele citou um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro relacionado ao caso. O conteúdo fornecido não detalha a origem desse valor nem traz manifestação do Banco Central sobre a declaração.

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Mercadante também associou a discussão de crédito ao financiamento de atividades consideradas estratégicas. Entre elas, destacou o agronegócio, ao afirmar que a agricultura necessita de subsídio, especialmente em momentos de elevação de custos de produção.

Como exemplo, citou o mercado de fertilizantes. Segundo ele, os preços desses insumos subiram cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio. Para cadeias agropecuárias, esse movimento é relevante porque fertilizantes têm peso direto sobre o custo das lavouras e sobre as margens de produção, sobretudo em culturas de maior dependência nutricional.

Nesse cenário, Mercadante defendeu a ampliação de investimentos na produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa do Brasil. O material disponível não informa prazos, volume de investimento ou medidas específicas para essa expansão.

A declaração reforça a discussão sobre o papel do crédito direcionado em setores como o agronegócio e sobre o efeito do custo de insumos no financiamento da produção. Sem detalhamento adicional de medidas ou metas, o alcance prático das propostas dependerá de definições futuras de política de crédito e de investimento industrial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou neste domingo (17) que o papel do Estado é amortecer os efeitos do choque internacional do petróleo sobre a economia brasileira. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele disse que diversos países têm adotado medidas para conter a alta dos combustíveis, em meio ao cenário geopolítico internacional.

Ao ser questionado sobre ações para conter os preços da gasolina e do diesel, Mercadante afirmou que governos têm buscado mecanismos de proteção diante da elevação internacional do petróleo. Segundo ele, a mediação estatal tem como objetivo preservar produção, emprego e desenvolvimento econômico.

Na entrevista, o presidente do BNDES também comentou o papel da Petrobras. De acordo com Mercadante, a companhia precisa remunerar investidores e seguir regras de mercado, mas também tem função relevante em um ambiente de turbulência externa. A declaração foi feita no contexto da discussão sobre a capacidade do país de reduzir a transmissão de choques internacionais aos combustíveis.

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Mercadante afirmou ainda que o Brasil teria maior resiliência diante da crise do petróleo por contar com produção do pré-sal, oferta de etanol e estrutura da Petrobras. Ele também criticou o modelo de refino no país, ao dizer que o Brasil exporta óleo bruto e importa derivados refinados, o que, segundo sua avaliação, reduz a capacidade de amortecer oscilações externas nos preços internos.

Para o agronegócio, o tema tem relação direta com custos operacionais. O diesel é insumo relevante no transporte de grãos, carnes e insumos, além de ser usado em máquinas agrícolas e em parte da logística rural. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha medidas concretas, prazos, valores ou eventual impacto fiscal das ações mencionadas por Mercadante.

Sem a apresentação de medidas específicas, ainda não é possível dimensionar o alcance prático das declarações sobre combustíveis. O tema segue relevante para o setor agropecuário porque mudanças no preço do diesel e na política de derivados afetam frete, margem de produção e competitividade das cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lula visita Replan e Petrobras anuncia R$ 37 bilhões em investimentos em São Paulo


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta segunda-feira (18), às 14h, de uma visita à Refinaria de Paulínia (Replan), em Paulínia (SP), ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Na ocasião, a estatal deve anunciar R$ 37 bilhões em investimentos no estado de São Paulo até 2030. Segundo o aviso de pauta, os recursos serão direcionados a refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável.

De acordo com as informações divulgadas pela Presidência da República, a expansão prevista poderá gerar cerca de 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Do total anunciado, R$ 6 bilhões devem ser aplicados na Replan, apontada pela Petrobras como sua maior refinaria.

Ainda segundo o comunicado oficial, a unidade é responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro. A refinaria também representa aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em faturamento anual, conforme o material de divulgação do evento.

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Para o público do agronegócio, o tema tem interface com a estrutura de combustíveis e logística, fatores que influenciam custos de transporte, distribuição de insumos e escoamento da produção. O aviso de pauta também cita investimentos em biorrefino e descarbonização, frentes que se conectam ao mercado de energia e de combustíveis renováveis. No entanto, o comunicado não detalha quais projetos serão executados, os cronogramas por segmento, nem os efeitos específicos sobre cadeias agroindustriais ou sobre a oferta de combustíveis ao setor produtivo.

A visita será realizada na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), km 130, no bairro Bonfim, em Paulínia. O credenciamento para cobertura de imprensa deve ser feito pelo sistema do Palácio do Planalto até 20h de domingo (17), no horário de Brasília. Também haverá transporte para jornalistas que estiverem na cidade de São Paulo.

Até o momento, as informações disponíveis indicam o volume total dos investimentos e as áreas contempladas, mas não apresentam detalhamento técnico por projeto. A dimensão prática para cadeias produtivas, logística de combustíveis e bioenergia dependerá dos anúncios completos previstos para esta segunda-feira (18).

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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MDA e Ceará anunciam R$ 19,4 milhões para habitação rural em assentamentos


MDA e Ceará anunciam R$ 19,4 milhões para habitação rural em assentamentos

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Governo do Ceará anunciaram, neste sábado (16), em Mulungu (CE), a liberação de R$ 19,4 milhões para habitação rural em 18 Projetos Estaduais de Assentamento. Segundo o governo federal, os recursos do Crédito Instalação, na modalidade Habitacional, serão usados para a construção de 200 moradias. A agenda também incluiu novos aportes para cooperativismo, abastecimento e infraestrutura hídrica no Maciço de Baturité.

De acordo com informações divulgadas pelo MDA, o pacote inclui ainda mais de R$ 5 milhões em investimentos no estado por meio da Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (Seab). Desse total, R$ 1,6 milhão será destinado ao Plano Alimento no Prato, com foco em equipamentos de logística para central de abastecimento e apoio a feiras livres. Outros R$ 3,4 milhões serão direcionados ao programa Coopera Mais Brasil, com ações de inclusão sanitária de pequenas produções e atendimento a 30 organizações pelo programa Mais Gestão, em parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Também foram anunciados R$ 400 mil para implantação de Unidades de Produção de Bioinsumos para uso próprio na agricultura familiar.

Na área de infraestrutura produtiva, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Governo do Ceará assinaram convênio de R$ 1,624 milhão para estruturar uma agroindústria de mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com contrapartida dividida entre as duas instituições. O governo estadual também realizou entrega simbólica de tratores para sete municípios da região.

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No eixo de segurança hídrica, foram assinadas ordens de serviço para a construção de 118 cisternas-calçadão em Barreira, Baturité, Capistrano, Aracoiaba, Itapiúna e Ocara. Também foi autorizada a instalação de sistemas de reuso de água em oito municípios do território. Essas medidas têm relação direta com a capacidade de armazenamento hídrico para produção e consumo em áreas sujeitas à estiagem.

A agenda incluiu ainda visita ao Sítio Humaitá, em Mulungu, propriedade de agricultura familiar com produção de café sombreado em sistema agroflorestal. O texto divulgado pelo MDA, no entanto, não informa volume de produção, área cultivada, produtividade ou canais de comercialização em escala.

Os anúncios reforçam o foco em moradia, água e estrutura produtiva para a agricultura familiar no interior cearense. O efeito prático sobre renda, produção e permanência das famílias no campo dependerá da execução dos convênios, do cronograma das obras e da operacionalização dos programas anunciados, pontos ainda sem detalhamento público no material divulgado.

Fonte: gov.br

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