domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Produtores cobram avanço de projeto no Senado para renegociar dívidas rurais


Produtores cobram avanço de projeto no Senado para renegociar dívidas rurais

Produtores rurais do Rio Grande do Sul acompanham a tramitação do Projeto de Lei 5.122/2023 no Senado como uma alternativa para repactuar dívidas em condições mais acessíveis. Em Pedras Altas (RS), agricultores relatam dificuldade para honrar compromissos financeiros após perdas sucessivas desde a safra 2022/2023. Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), o endividamento rural no Brasil ultrapassou R$ 170 bilhões em janeiro deste ano.

O quadro relatado por produtores da região combina queda de produtividade, juros elevados, preços da soja abaixo do necessário para cobrir custos e concentração de vencimentos entre 2026 e 2028. Na propriedade da sojicultora Carla Krame, a colheita caiu para 10 a 12 sacas por hectare na safra 2022/2023, em meio à estiagem. Em 2024/2025, a produção chegou a 40 sacas por hectare, mas a receita foi direcionada para passivos acumulados. Na temporada atual, a estimativa é de cerca de 25 sacas por hectare, abaixo do custo de produção, calculado em torno de 30 sacas por hectare, sem considerar dívidas anteriores.

Também em Pedras Altas, a produtora Vanessa Kuntzer relata que o principal problema hoje é o fluxo de caixa. Segundo ela, mesmo após renegociações, os vencimentos seguem concentrados nos próximos anos, o que limita a capacidade de pagamento e de novo investimento. Em um dos casos citados pela produtora, houve oferta de crédito pessoal com taxa de 76% ao ano, patamar que inviabiliza o alongamento financeiro da atividade.

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Diante desse cenário, produtores passaram a vender máquinas, avaliar a alienação de áreas e reorganizar o sistema produtivo. A diversificação inclui trigo, aveia, arroz, canola e pecuária, além do uso de Cédulas de Produto Rural (CPRs) para reduzir dependência de bancos. Ainda assim, os relatos indicam que o volume obtido não tem sido suficiente para recompor capital de giro e financiar o plantio.

O PL 5.122/2023, com votação prevista para esta terça-feira (19) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, é apontado pelo setor como um mecanismo para alongar prazos e ajustar encargos. O texto detalhado da proposta não foi informado integralmente no conteúdo disponível, mas a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) atua para que a medida avance antes do próximo Plano Safra.

A tramitação do projeto será acompanhada pelo setor como um teste para a política de crédito e renegociação no campo. Sem definição legislativa e sem melhora no fluxo de caixa, produtores relatam limitação para custeio, investimento em irrigação e recomposição produtiva após perdas climáticas sucessivas.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Fazenda apresenta proposta preliminar de cobertura setorial do SBCE


Fazenda apresenta proposta preliminar de cobertura setorial do SBCE

A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, do Ministério da Fazenda, apresentará nesta terça-feira (19) a proposta preliminar de definição da cobertura setorial do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). A etapa vai indicar quais atividades econômicas estarão obrigadas a monitorar, relatar e verificar emissões de gases de efeito estufa. Segundo o governo, a versão final do normativo deve ser publicada no segundo semestre de 2026.

A proposta será submetida ao Comitê Técnico Consultivo Participativo (CTCP), instância que acompanha a implementação do sistema. De acordo com o Ministério da Fazenda, a cobertura setorial é uma das fases centrais da regulamentação do SBCE, porque delimita quais segmentos econômicos entrarão no mecanismo e em que ritmo isso ocorrerá.

O material prevê inclusão progressiva dos setores, com definição de etapas e critérios de faseamento. O conteúdo divulgado até aqui, no entanto, não informa quais atividades específicas estarão em cada fase, nem detalha parâmetros técnicos como limites de emissões, cronograma operacional ou eventuais exigências por segmento.

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Após a apresentação ao comitê, o cronograma oficial prevê consulta pública em julho. Na sequência, o texto deverá ser consolidado para publicação da versão final ainda no segundo semestre deste ano.

O Ministério da Fazenda afirma que a construção da proposta ocorre em paralelo a oficinas com setores produtivos e à atuação de três grupos de trabalho temáticos. Segundo a pasta, a iniciativa busca incorporar contribuições técnicas de representantes da produção, da sociedade civil e de outras partes interessadas.

Para o setor produtivo, a definição da cobertura setorial é relevante porque estabelece quais atividades passarão a cumprir obrigações de monitoramento, relato e verificação de emissões. No caso de cadeias ligadas ao agronegócio e à agroindústria, o impacto dependerá da lista final de setores abrangidos, informação que ainda não foi divulgada oficialmente.

A próxima etapa será o debate técnico no CTCP e, depois, a consulta pública. Até a publicação da versão final, ainda não há base oficial para afirmar quais segmentos agropecuários ou agroindustriais estarão incluídos no SBCE nem quais obrigações específicas recairão sobre cada atividade.

Fonte: gov.br

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Petrobras anuncia R$ 37 bilhões em investimentos em São Paulo até 2030


Lula diz que Brasil tem combustível entre os mais baratos e Petrobras anuncia R$ 37 bilhões em SP

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (18) investimentos de R$ 37 bilhões no estado de São Paulo até 2030. Segundo a estatal, os recursos serão destinados a áreas como refino, biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável. A estimativa da empresa é de criação de cerca de 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos com a expansão.

Do total previsto, R$ 6 bilhões devem ser aplicados na Refinaria de Paulínia (Replan), apontada pela Petrobras como a maior refinaria da companhia. De acordo com a estatal, a unidade responde pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro e, pelo faturamento anual, representa aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O anúncio foi feito em agenda pública com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Durante o evento, Lula afirmou que, em períodos de lucro, é comum haver aumento de reivindicações sindicais entre os trabalhadores da empresa. A declaração foi feita em referência ao desempenho financeiro da estatal e ao ambiente de negociação com empregados.

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Do ponto de vista setorial, o anúncio concentra-se em segmentos ligados ao abastecimento de combustíveis, à infraestrutura logística e ao avanço de projetos de biorrefino. Esses eixos têm relação com cadeias econômicas que dependem de diesel, derivados e soluções de energia para transporte e operação industrial. No entanto, o material divulgado não detalha cronograma físico das obras, distribuição regional completa dos investimentos nem eventuais efeitos sobre preços de combustíveis ou oferta de biocombustíveis.

Também não foram informados, no conteúdo disponível, os projetos específicos de descarbonização e geração de energia sustentável que serão executados ao longo do período.

O anúncio reforça a estratégia da Petrobras de ampliar investimentos em refino e infraestrutura no estado de São Paulo, mas os efeitos operacionais e econômicos para cadeias produtivas dependem de detalhamento adicional sobre prazos, capacidade instalada e execução dos projetos. Até o momento, a companhia informou os valores globais e as áreas prioritárias do plano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Recursos liberados do seguro rural caem 63% ante 2024, aponta FGV Agro


seguro rural - cooperativas de crédito
Foto: Pixabay

O ritmo de liberação de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) vem caindo ano a ano. Até o momento, foram aprovados apenas R$ 100 milhões para os meses de maio, agosto e novembro de 2026. O montante equivale a uma queda de 62,8% em relação ao mesmo período de 2024.

A análise é do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro e foi publicada nesta segunda-feira (18). O relatório também aponta uma discrepância frente à Lei Orçamentária Anual, que aprovou R$ 1 bilhão para o programa deste ano.

“Esse dado deve ser interpretado não apenas como uma redução contábil, mas como sinal econômico relevante para produtores, seguradoras, resseguradoras, corretores, cooperativas, agentes financeiros e prestadores de serviços técnicos vinculados ao seguro rural”, diz a nota técnica.

Liberações que não acompanham a lei

A perda gradual de capacidade do programa de subvenção aparece na comparação das liberações aprovadas pelo governo até maio em 2024, 2025 e 2026:

  • Em 2024, amparado pelas Resoluções CGSR nº 99 e 100, o PSR contou com R$ 268,8 milhões até maio.
  • Já em 2025, sob a Resolução nº 105, o volume aprovado caiu para R$ 179,2 milhões destinados especificamente ao mês.
  • Agora, em 2026, a Resolução nº 110 autorizou apenas R$ 100 milhões para maio, agosto e novembro.

Nesse contexto, o documento destaca que o momento da liberação dos recursos é tão importante quanto o volume autorizado pela Lei Orçamentária.

“Recursos liberados tardiamente ou de forma fragmentada perdem efetividade econômica, porque a contratação do seguro obedece às janelas de plantio, às decisões de custeio, ao calendário regional das culturas e à capacidade de planejamento do mercado segurador”, afirma a nota.

A assimetria com o Proagro

De acordo com a análise, o ‘sufoco’ do PSR contrasta fortemente com o tratamento dado a outros instrumentos de gestão de risco no país.

Enquanto o seguro privado subvencionado está sujeito a cortes, limites de empenho e liberação tardia, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) opera do outro lado da moeda fiscal. Para 2026, informações setoriais indicam orçamento do Proagro em torno de R$ 6,6 bilhões e tratamento de despesa obrigatória.

Segundo a FGV Agro, essa diferença cria uma distorção no sistema de gestão de risco agropecuário, ao limitar a expansão do seguro privado subvencionado e ampliar a dependência de mecanismos públicos de cobertura de perdas.

Instabilidade que limita expansão do seguro rural

A análise destaca que a implementação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por Níveis de Manejo (Zarc NM) é um avanço técnico recente, mas perde força diante dessa instabilidade financeira entre modelos.

“A programação orçamentária do PSR até maio de 2026 acende sinal de alerta para a política brasileira de gestão de riscos agropecuários. Mantido o ritmo observado até maio, o programa poderá encerrar 2026 com um dos menores níveis recentes de execução operacional”, conclui o relatório.

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Aplicativo GuardeÁgua terá capacitação em nove estados do Semiárido


Aplicativo GuardeÁgua terá capacitação em nove estados do Semiárido

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Solos e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) iniciam nesta terça-feira (19) uma série de oficinas sobre o aplicativo GuardeÁgua em nove estados do Semiárido. A ferramenta foi desenvolvida para identificar áreas apropriadas à construção de barragens subterrâneas, tecnologia usada para retenção de água no solo e apoio à produção agropecuária em regiões de baixa disponibilidade hídrica. A ação tem aporte financeiro do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

As primeiras capacitações ocorrerão no Rio Grande do Norte, em Santa Maria (RN), e na Paraíba, em Esperança (PB), das 8h às 17h. Também estão previstos treinamentos na Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas. No caso de Pernambuco e Alagoas, o material divulgado informa que ainda há data e, em Alagoas, também cidade a definir.

Lançado em dezembro de 2025, o GuardeÁgua foi desenvolvido pela Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento de Recife (UEP Recife), da Embrapa Solos, em parceria com a ASA. O aplicativo está disponível para Android e também tem versão web. Segundo a pesquisadora Maria Sonia Lopes da Silva, da Embrapa Solos, a ferramenta pode ser usada em campo mesmo sem internet, com sincronização automática dos dados quando a conexão é restabelecida.

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De acordo com a Embrapa, a análise considera informações de solo, relevo, clima, geologia e vegetação. A partir desses dados, o sistema classifica a área como “Apto”, “Restrito” ou “Inapto” para a implantação da barragem subterrânea. O usuário também pode baixar um relatório em PDF com a justificativa técnica do resultado.

A barragem subterrânea utiliza lona plástica de 200 micras instalada em valas com profundidade entre 1,5 metro e 6 metros, em áreas agrícolas de declive suave. A estrutura retém a água da chuva no perfil do solo, mantendo a umidade por vários meses. Isso permite cultivo por mais tempo, além de apoio à pequena irrigação e à dessedentação animal, conforme a necessidade da propriedade.

As oficinas terão parte teórica e atividades práticas em unidades de produção familiar. Além da seleção de áreas, o aplicativo reúne orientações gerais sobre manejo conservacionista do solo, uso da água, cultivos e acesso à Plataforma do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Segundo os organizadores, a expectativa é ampliar o uso da ferramenta por técnicos e agricultores como apoio à implantação de barragens subterrâneas no Semiárido. Como a agenda desta etapa não inclui Espírito Santo e Maranhão, a cobertura do treinamento permanece restrita aos estados com metas previstas no contrato firmado no âmbito do Programa Cisternas.

Fonte: embrapa.br

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Uso de máquinas agrícolas próximas à rede elétrica elevam risco de mortes, alerta Cemig


acidente rural
Foto: Cemig/Divulgação

Com o período seco e o avanço da colheita em Minas Gerais, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) reforça o alerta aos trabalhadores do campo sobre os cuidados no uso de colheitadeiras e máquinas agrícolas de grande porte próximo à rede elétrica.

Além de causar danos às estruturas e interrupção no fornecimento de energia, a operação sem os devidos cuidados e a circulação desses equipamentos sob a rede estão entre as principais causas de acidentes graves no meio rural, muitos deles fatais.

Levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) mostra que, em 2025, 14 trabalhadores rurais morreram vítimas de choque elétrico no Brasil em ocorrências relacionadas ao contato acidental com a rede elétrica.

O levantamento também revela que 11 óbitos aconteceram durante o manuseio de máquinas ou implementos agrícolas, situação que poderia ser evitada com medidas simples de prevenção.

Cuidados

O técnico de segurança do trabalho da Cemig, Reginaldo de Souza Martinelli, destaca que muitos acidentes poderiam ser evitados com planejamento e atenção antes da operação.

“Antes de iniciar qualquer atividade no campo, é essencial fazer uma análise detalhada do terreno e da presença da rede elétrica. É fundamental manter distância mínima de 1,5 metro dos cabos da rede elétrica, inclusive dos estais que sustentam os postes. Se esses cabos forem rompidos, toda a estrutura pode ceder”, alerta.

Outro cuidado importante envolve a elevação de braços hidráulicos, plataformas e caçambas. Em manobras ou deslocamentos, especialmente em terrenos irregulares, o equipamento pode ganhar altura inesperadamente e atingir a rede elétrica. “Há registros de acidentes em que o simples levantamento da caçamba foi suficiente para provocar contato com os fios energizados, colocando em risco operadores e quem estava por perto”, explica Martinelli.

Orientações

A Cemig orienta que o plantio de culturas sob a rede elétrica deve ser evitado, especialmente aquelas que exigem colheitadeiras altas, como cana-de-açúcar, eucalipto e árvores frutíferas. Mesmo em culturas mais baixas, como café, soja e milho, é importante manter o cuidado no manuseio de colheitadeiras. “Durante manobras, essas máquinas podem atingir os cabos de sustentação dos postes e provocar acidentes”, orienta.

O uso de sistemas de irrigação também merece atenção redobrada, já que jatos de água direcionados aos cabos podem provocar curtos-circuitos e acidentes.

O técnico também orienta que operadores e trabalhadores observem a presença da rede elétrica antes do deslocamento das máquinas, especialmente durante atividades realizadas em períodos de menor visibilidade, como início da manhã, fim de tarde ou dias chuvosos.

Além disso, intervenções improvisadas nos fios são extremamente perigosas. “Jamais se deve tentar levantar cabos com varas de bambu ou madeira. Mesmo materiais aparentemente isolantes podem conduzir eletricidade ou gerar arco elétrico, com risco de choque fatal”, reforça o técnico.

No transporte de colheitadeiras sobre caminhões, é indispensável verificar a altura total do conjunto, considerando também redes de telecomunicações, que costumam estar mais baixas. O contato com esses cabos pode provocar a queda de postes e colocar vidas em risco.

“A segurança no campo começa com prevenção. O uso correto das colheitadeiras e o respeito às distâncias da rede elétrica salvam vidas. A vida deve ser sempre prioridade”, destaca Reginaldo de Souza Martinelli.

Em caso de acidente

Se houver rompimento de cabos ou qualquer ocorrência envolvendo a rede elétrica, a orientação é acionar imediatamente a Cemig pelo telefone 116. Ninguém deve tocar ou tentar remover fios caídos.

Caso um veículo esteja em contato com a rede, os ocupantes devem permanecer dentro da cabine até a chegada das equipes técnicas ou do Corpo de Bombeiros. Apenas em situação de incêndio, a saída deve ser feita com os pés juntos, sem tocar ao mesmo tempo no veículo e no solo, para evitar choque elétrico.

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Petrobras anuncia R$ 37 bilhões em investimentos em São Paulo até 2030


Lula diz que Brasil tem combustível entre os mais baratos e Petrobras anuncia R$ 37 bilhões em SP

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (18) investimentos de R$ 37 bilhões no estado de São Paulo até 2030, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Refinaria de Paulínia (Replan). Segundo a companhia, os recursos serão destinados a projetos de refino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável. A previsão é de geração de cerca de 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Do total anunciado, R$ 6 bilhões serão aplicados na Replan, em Paulínia, unidade apontada pela Petrobras como a maior refinaria da companhia e responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro. A estatal informou que, com conclusão prevista para 2027, a ampliação da capacidade de processamento da refinaria elevará o volume dos atuais 434 mil barris por dia para 459 mil barris por dia, alta de 5%.

A empresa também informou que já concluiu na Replan uma Unidade de Hidrotratamento de Diesel, que entrou em operação em 2025 após investimento de R$ 2,1 bilhões. Segundo a Petrobras, a planta ampliou em 10% a produção nacional de Diesel S-10, reduzindo a dependência de importações. Para o setor agropecuário, o dado é relevante porque o diesel é insumo central para transporte, operações mecanizadas e logística de escoamento, embora a companhia não tenha detalhado efeitos regionais sobre preços ou disponibilidade ao produtor.

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Na frente de transição energética, a Petrobras prevê adaptar outra unidade para produção de combustível sustentável de aviação (SAF) por coprocessamento de resíduos e óleos de origem animal e vegetal, com entrada em operação prevista até o fim deste ano. Após 2030, a companhia projeta ainda uma planta de Alcohol to Jet (ATJ), com etanol como matéria-prima, ponto de interesse para a cadeia sucroenergética.

O plano inclui ainda investimentos na RPBC, em Cubatão, na Revap, em São José dos Campos, na Recap, em Mauá, além do oleoduto OBAPI, que passará por 13 municípios paulistas, e obras no terminal de Santos para ampliar a movimentação de derivados.

Os anúncios reforçam a expansão da capacidade de refino e da infraestrutura de combustíveis em São Paulo. Pelas informações divulgadas, os efeitos práticos sobre oferta, logística e cadeias fornecedoras dependerão do cronograma de entrega dos projetos e de condições de mercado, sem detalhamento adicional da Petrobras sobre impactos específicos para segmentos produtivos.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Relator deve apresentar texto final sobre jornada de trabalho 6×1


A semana promete ser intensa no Congresso Nacional, com a apresentação do relatório final sobre a proposta de emenda à constituição que altera a jornada de trabalho para 40 horas semanais e duas folgas remuneradas. O relator, deputado Léo Prates, do Republicanos da Bahia, deve apresentar o texto nesta quarta-feira.

Principais pautas da semana

Além da jornada de trabalho, outros projetos importantes estão na pauta da Câmara:

  • Projeto de lei 1625 de 2026, que cria um crime específico contra o aumento abusivo de preços de combustíveis, com pena de detenção de 2 a 5 anos.
  • Projeto de lei 699 de 2023, que institui o Profer, visando estimular a produção nacional de fertilizantes.
  • Projeto de lei 2951 de 2024, que trata da modernização do seguro rural e regulamenta o fundo de catástrofe.

Discussões no Senado

No Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos deve discutir a liberação de recursos do Pressal para renegociar dívidas rurais. A frente parlamentar da agropecuária também se reunirá para debater pautas prioritárias, como crédito rural e seguro agrícola.

Julgamento no Supremo Tribunal Federal

O plenário do Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento sobre a ação que questiona a redução da área do Parque Nacional do Jamanchim para a construção da ferrogrão. O relator, ministro Alexandre de Moraes, já se manifestou a favor da validade da lei.

Missão do governo no exterior

O ministro da Agricultura, André de Paula, está em missão oficial na China para ampliar o mercado para o agronegócio brasileiro, buscando avançar acordos no setor agropecuário.

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China e EUA expandem comércio agrícola, mas desafios persistem


A China e os Estados Unidos concordaram em expandir o comércio agrícola por meio da redução de tarifas e do enfrentamento de barreiras não tarifárias. A informação foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China após a visita do ex-presidente Donald Trump a Pequim. O representante de comércio dos EUA afirmou que o país espera um aumento de dois dígitos nas compras de produtos agrícolas americanos pela China.

Desafios do comércio internacional

O comentarista Miguel Daúd destacou que existe uma grande distância entre o discurso político e a execução comercial. Ele enfatizou que o comércio internacional não funciona apenas por vontade política, mas também depende da oferta e da demanda. Entre os pontos abordados, estão:

  • A Casa Branca anunciou um aumento de 17 bilhões de dólares nas compras de produtos agrícolas até 2028.
  • As conversas sobre compras anteriores não se concretizaram devido a variáveis como disponibilidade e preço.
  • A China não deve depender dos EUA para sua segurança alimentar, dada a competitividade entre os dois países.

Impactos no Brasil

Apesar das preocupações sobre o impacto do comércio entre China e EUA, Daúd acredita que o mercado chinês para o Brasil está consolidado e não sofrerá alterações significativas. Ele alertou que o foco deve ser nas variáveis que os produtores podem controlar, como:

  • Taxa de juros
  • Preço do diesel
  • Preço do frete

O comentarista também mencionou que o cenário econômico global está se preparando para uma alta nas taxas de juros, o que pode afetar a inflação e a produção agrícola.

Conclusão

Daúd concluiu que é essencial que os produtores rurais se concentrem nas variáveis que podem controlar e não se deixem levar por discursos políticos que não refletem a realidade do comércio internacional.

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Setor leiteiro do RS investe em qualidade e produtividade para enfrentar desafios


O setor leiteiro do Rio Grande do Sul se destacou na Fenaçu Expoleite, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A feira, uma das maiores do estado, reuniu o que há de melhor em genética e produção, evidenciando a importância de investimentos para enfrentar crises sucessivas e aumentar a eficiência na produção.

Importância dos investimentos

Os investimentos em genética, nutrição e conforto animal são fundamentais para garantir a qualidade do leite produzido. Cláudio, produtor de leite e preparador morfológico, ressalta que mesmo com a queda nos preços, a modernização das propriedades é essencial.

  • Conforto e manejo adequado são cruciais para a produção de leite.
  • Investimentos podem variar de 20 a 500 mil reais.
  • Financiamentos focados em agricultura familiar e cooperativas estão disponíveis.

Desafios e oportunidades

Nos últimos dez anos, 65% dos produtores de leite gaúchos abandonaram a atividade. No entanto, a Eloía, uma cooperativa, se destacou ao agregar valor à produção por meio de uma agroindústria, transformando o leite em produtos lácteos artesanais e aumentando a rentabilidade.

  • Investimentos em agroindústria geram retorno e reconhecimento pela qualidade.
  • Sucessão familiar é um fator que incentiva investimentos nas propriedades.
  • Transformar a propriedade em um negócio rentável requer investimentos contínuos.

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