domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Embrapa apresenta soluções para milho e sorgo na Agrobalsas 2026


AgroBalsas destaca sorgo, milho e tecnologias da Embrapa no Matopiba

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo apresentou, entre domingo (11) e sexta-feira (16), tecnologias voltadas à produção agrícola durante a Agrobalsas 2026, realizada na Fazenda Sol Nascente, em Balsas, no Maranhão. A programação destacou o potencial de expansão do sorgo no Matopiba e reuniu debates sobre clima, risco agrícola, sustentabilidade produtiva e inovação no campo.

Segundo a Embrapa, a atuação da unidade teve foco na transferência de tecnologia para diferentes perfis de produtores, da agricultura familiar aos sistemas produtivos de maior escala. A pesquisadora Mariela Mattos da Silva representou a Embrapa Milho e Sorgo no estande institucional da empresa e também nas ações integradas do Hub Matopiba.

De acordo com Mattos, a participação no evento permitiu ampliar o diálogo com estudantes, professores, produtores rurais, técnicos, representantes institucionais, empresas e autoridades. Entre os temas discutidos estiveram o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), estratégias de adaptação produtiva e o uso de tecnologias desenvolvidas pela instituição.

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Entre as soluções apresentadas, a Embrapa destacou os bioinsumos Bioma Phos e Bioma Hydratus. Segundo a pesquisadora, os produtos foram desenvolvidos em parceria público-privada com o objetivo de ampliar produtividade e resiliência das lavouras. O material divulgado não informa indicadores de adoção, área atendida ou resultados quantitativos de campo apresentados durante a feira.

A programação técnica da Agrobalsas também contou com painéis e workshops com participação de outras unidades da Embrapa. No painel “Regenerando a Agricultura”, estiveram as pesquisadoras Mariângela Hungria, da Embrapa Soja, e Ana Paula Packer, da Embrapa Meio Ambiente. No IV Workshop do Agronegócio Familiar, participaram pesquisadores da Embrapa Maranhão e da Embrapa Amazônia Oriental.

A instituição informou ainda que a presença integrada das unidades reforçou a construção conjunta de soluções para os desafios produtivos do Matopiba, região que concentra expansão agrícola e demanda por tecnologias adaptadas às condições locais.

A Embrapa avalia que a participação na Agrobalsas 2026 também abriu espaço para novas parcerias e para o fortalecimento de sua atuação no Matopiba. Com foco em milho, sorgo, bioinsumos e gestão de risco climático, a tendência é de continuidade das ações de validação e difusão tecnológica na região, embora o material divulgado não detalhe cronograma ou metas futuras.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa vai apresentar Zarc Níveis de Manejo na Hortitec 2026


Embrapa vai apresentar Zarc Níveis de Manejo na Hortitec 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agricultura Digital vai apresentar o Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) na edição 2026 da Hortitec, marcada para ocorrer entre terça-feira (17) e quinta-feira (19), em Holambra (SP). A tecnologia será demonstrada com apoio de um cubo de realidade aumentada, que deve mostrar o funcionamento da metodologia, considerada uma evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Segundo a Embrapa, o ZarcNM amplia a lógica do Zarc, usado há 30 anos no planejamento da produção agrícola com base na avaliação de riscos climáticos. A proposta da nova metodologia é incorporar também níveis de manejo e qualificação dos sistemas produtivos, associando risco climático à adoção de tecnologia no campo.

O tema ganhou espaço recente na política agrícola. Em maio, foi aprovada a expansão do projeto piloto do ZarcNM para a soja nos três estados da região Sul e em Mato Grosso do Sul, além do milho segunda safra no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Também houve ampliação do percentual de subvenção para produtores com melhor manejo do solo, o que reforça a ligação da ferramenta com o seguro rural e com a gestão técnica da produção.

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Durante a Hortitec, o público também poderá acessar, em totem interativo e tablet, a versão web do Zarc PlantioCerto, o aplicativo móvel Agritempo e a AgroAPI, plataforma da Embrapa voltada ao mercado de tecnologias em agricultura digital. A AgroAPI será tema de palestra na quarta-feira (18), a partir das 13h45.

A programação ainda inclui vídeos sobre ações de inclusão socioprodutiva e digital desenvolvidas pelo Semear Digital, centro financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com a Embrapa, novos projetos estão adaptando essa metodologia para diferentes territórios brasileiros.

A 31ª Hortitec será realizada no Parque de Exposições da Expoflora, na Alameda Maurício de Nassau, 675, em Holambra. O evento ocorre das 9h às 19h na quarta-feira (17) e na quinta-feira (18), e das 9h às 17h na sexta-feira (19).

A apresentação do ZarcNM na Hortitec ocorre em um momento de expansão da ferramenta e de maior integração entre manejo, risco climático e instrumentos de apoio ao produtor. Os efeitos práticos sobre a adoção em outras culturas e regiões dependem do avanço das etapas técnicas e regulatórias já em curso.

Fonte: embrapa.br

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Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE


Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE

Os produtores brasileiros abateram 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (19). O volume representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve recuo de 6,8%, segundo os dados preliminares das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais.

A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou 5,1% acima do registrado no primeiro trimestre de 2025. Em relação ao quarto trimestre de 2025, porém, houve redução de 10,2%.

Os números do IBGE indicam avanço anual tanto no volume de animais abatidos quanto no peso de carcaças produzidas, o que amplia a base de acompanhamento da oferta no setor pecuário e na indústria frigorífica. Como o levantamento divulgado é preliminar, o instituto ainda não detalhou, no conteúdo informado, os recortes por estados, participação regional ou perfil dos animais abatidos.

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No segmento de suínos, o abate alcançou 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2026. O total representa crescimento de 5,5% frente ao mesmo intervalo de 2025 e leve recuo de 0,1% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

O peso acumulado das carcaças suínas chegou a 1,37 milhão de toneladas no período. Houve aumento de 2,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e queda de 3,0% ante o quarto trimestre de 2025.

Os dados reforçam o comportamento de expansão anual na produção de proteínas animais inspecionadas, ao mesmo tempo em que mostram desaceleração na margem trimestral. Esse movimento é acompanhado pelo mercado porque sinaliza o ritmo de oferta de gado e suínos para abate e o nível de atividade das plantas frigoríficas.

Como os resultados são preliminares, a leitura técnica mais detalhada sobre distribuição regional e fatores de mercado depende da abertura completa das estatísticas do IBGE. Até o momento, o levantamento confirma alta anual no abate de bovinos e suínos e recuo na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão debate financiamento do túnel Santos-Guarujá com ministro


Comissão debate financiamento do túnel Santos-Guarujá com ministro

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (20), às 16 horas, audiência pública com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, para discutir o financiamento da construção do Túnel Santos-Guarujá. O debate foi solicitado pela deputada Rosana Valle (PL-SP) e ocorre em meio a questionamentos sobre os repasses federais ao empreendimento, após decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo a Câmara, a audiência vai tratar das razões da suspensão dos recursos federais, das fragilidades apontadas pelo TCU e do estágio das tratativas entre a União, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o governo do Estado de São Paulo. Também devem entrar na pauta os mecanismos de governança, acompanhamento e fiscalização do contrato.

Rosana Valle afirma que ainda há dúvidas sobre a participação da União no projeto e sobre a formalização do instrumento de governança exigido para o andamento da obra. A parlamentar também cita a necessidade de esclarecimentos sobre os efeitos da controvérsia jurídica e institucional no cronograma do empreendimento e sobre as garantias de aplicação dos recursos públicos.

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O projeto é apresentado como estratégico para a mobilidade entre Santos e Guarujá e para a logística portuária da Baixada Santista. Nesse contexto, a discussão tem interesse para o setor produtivo porque o Porto de Santos concentra fluxo relevante de cargas e integra cadeias de exportação e importação, inclusive de produtos do agronegócio. Alterações em obras de acesso, conexão viária e governança de investimentos podem afetar prazos, custo logístico e previsibilidade operacional.

Até o momento, o material divulgado pela Câmara não informa o valor dos aportes suspensos nem detalha o impacto financeiro estimado da decisão do TCU sobre o cronograma da obra.

A audiência desta quarta-feira (20) deve indicar se haverá avanço na definição do modelo de governança e na liberação dos recursos federais. Sem essas informações, permanece limitada a avaliação técnica sobre o prazo efetivo de execução e sobre os desdobramentos logísticos do projeto.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo ultrapassa R$ 128 milhões em compras da agricultura familiar


Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, as cooperativas vêm ampliando a participação da agricultura familiar paulista nas compras públicas de alimentos. Por meio do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), produtores organizados conseguem expandir mercado, aumentar a renda no campo e fortalecer o abastecimento de instituições públicas.

Com os avanços registrados no PPAIS, o estado de São Paulo passou de R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar em 2023 para R$ 53,8 milhões em 2025. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o programa já soma R$ 36,8 milhões comercializados.

Desde 2023, o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social movimentou mais de R$ 128 milhões em compras públicas de alimentos produzidos por agricultores familiares e cooperativas de diferentes regiões do estado. O programa é considerado um dos principais instrumentos de apoio financeiro à produção rural paulista, ao garantir mercado para agricultores familiares por meio das compras institucionais.

Coordenado pela Fundação Itesp, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o PPAIS conecta a produção da agricultura familiar às compras públicas estaduais, garantindo mercado, previsibilidade de renda e fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Os alimentos adquiridos abastecem escolas, universidades, hospitais e unidades prisionais, promovendo segurança alimentar e incentivando a produção paulista.

Os números mostram a expansão do programa nos últimos anos. Em 2023, o PPAIS movimentou R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar. Em 2024, o valor subiu para R$ 20,4 milhões. Já em 2025, o programa alcançou R$ 53,8 milhões comercializados. Em 2026, apenas até abril, o volume já supera R$ 36,8 milhões, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando a participação de cooperativas e produtores rurais no abastecimento das instituições públicas estaduais.

Os resultados refletem mudanças promovidas pelo governo paulista, como o aumento do limite de venda por produtor e cooperativa de R$ 52 mil anuais para R$ 104 mil anuais, a ampliação do número de produtos adquiridos pelo estado — incluindo o café — e os mutirões de emissão da DCOMP (Declaração de Conformidade ao Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social), realizados pela Fundação Itesp para habilitar produtores e cooperativas junto ao programa.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, afirmou que os números reforçam o compromisso do governo paulista com a agricultura familiar e com políticas públicas voltadas ao setor. “São mais de R$ 128 milhões movimentados pelo PPAIS desde 2023, levando renda para milhares de produtores e fortalecendo cooperativas em todas as regiões do estado. O programa demonstra como políticas públicas bem estruturadas conseguem ampliar mercado, estimular a produção e gerar desenvolvimento no campo ao mesmo tempo que garantem segurança alimentar”, declarou.

Novas cadeias produtivas vêm ganhando espaço dentro do programa. Além do crescimento do hortifruti, os segmentos de leite e café passaram a ter maior participação na atual gestão. Em 2025, o Governo de São Paulo incluiu o café torrado e moído nas compras do PPAIS, ampliando oportunidades para cooperativas da agricultura familiar e agregando valor à produção paulista.

Segundo o analista de desenvolvimento agrário e gestor do programa, Clóvis Etto, o fortalecimento das cadeias produtivas foi determinante para o desempenho recente do programa. “O hortifruti já se consolidou em praticamente todas as regiões do estado. Agora, o foco é impulsionar cadeias estratégicas como leite e café, ampliando oportunidades para as cooperativas e agregando valor à produção da agricultura familiar”, afirmou.

A inclusão do café entre os produtos adquiridos abriu novas perspectivas para cooperativas paulistas. A Coopercuesta, da região da Cuesta Paulista, está entre as beneficiadas pela medida. “Produzimos entre 5 mil e 6 mil sacas de café por ano, mas apenas cerca de 20% chegavam ao mercado Fair Trade internacional. Com o PPAIS, nossa expectativa é ampliar significativamente o processamento e a comercialização no mercado interno, levando mais estabilidade, renda e desenvolvimento para os produtores da região”, afirmou Luís Carlos Josepetti Bassetto.

A expectativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo é que o PPAIS mantenha o ritmo de crescimento ao longo do ano e alcance R$ 100 milhões em compras públicas apenas em 2026, ampliando as oportunidades de comercialização para agricultores familiares, fortalecendo cooperativas e garantindo o abastecimento de equipamentos públicos com alimentos produzidos no campo paulista.





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Câmara debate lista de espécies exóticas invasoras prioritárias


Câmara debate lista de espécies exóticas invasoras prioritárias

As comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizam, nesta quarta-feira (20), às 11 horas, audiência pública conjunta para debater a proposta de Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras Prioritárias para Prevenção, Detecção Precoce e Resposta Rápida. O encontro ocorrerá no plenário 2 e deve tratar de possíveis efeitos regulatórios sobre atividades produtivas ligadas ao campo.

O debate foi solicitado pelos deputados Cobalchini (MDB-SC) e Alceu Moreira (MDB-RS). Segundo o requerimento apresentado, a proposta em análise no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) levanta questionamentos sobre impactos econômicos, sociais, ambientais e jurídicos para diferentes setores produtivos.

Entre os pontos centrais da audiência está a eventual inclusão de espécies como tilápia, camarão-vannamei, pínus, eucalipto, goiabeira, mangueira e jaqueira em listas de espécies exóticas invasoras e de acompanhamento. Essas espécies têm presença em cadeias organizadas de produção e abastecimento, com uso direto na aquicultura, na silvicultura e na fruticultura.

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A discussão deve abordar os critérios técnicos adotados para classificar uma espécie como prioritária, além dos efeitos práticos dessa definição sobre licenciamento, manejo, investimento e políticas públicas. Os parlamentares também querem avaliar como uma eventual mudança regulatória pode afetar a segurança jurídica de produtores e empresas que já atuam com essas culturas e sistemas produtivos.

Pelo conteúdo divulgado, a audiência pública terá participação de convidados e receberá perguntas do público. A relação completa dos expositores e eventuais detalhamentos técnicos da proposta não foram informados no material de divulgação encaminhado até o momento.

Para o setor agropecuário, o tema é acompanhado porque qualquer alteração em listas oficiais pode influenciar regras de produção, fiscalização, expansão de atividades e planejamento de novos investimentos. A depender do encaminhamento do debate, a discussão também pode repercutir em políticas de produção sustentável e em normas voltadas à prevenção e ao monitoramento de espécies.

Até o momento, o que está confirmado é a realização da audiência e a análise preliminar dos possíveis efeitos da proposta. Eventuais mudanças regulatórias, critérios definitivos e espécies incluídas em lista oficial dependerão do avanço das discussões técnicas no governo federal e nos órgãos competentes.

Fonte: camara.leg.br

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Agro defende transição gradual em debate sobre redução da jornada


CNA defende debate setorial sobre redução da jornada em audiência na Câmara

O setor agropecuário defendeu, nesta segunda-feira (18), na Câmara dos Deputados, que eventuais mudanças na jornada de trabalho considerem a dinâmica operacional das atividades rurais. Durante audiência pública da comissão especial que analisa propostas de redução da carga horária semanal e o fim da escala 6×1, representantes do agro argumentaram que a transição precisa ser gradual e compatível com a continuidade da produção.

Representando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o coordenador trabalhista Rodrigo Hugueney do Amaral Mello afirmou que parte das operações no campo depende de rotinas que não podem ser interrompidas sem efeito direto sobre a produção. Segundo ele, isso ocorre em atividades com animais, plantas e manejo contínuo, como a pecuária leiteira e colheitas remuneradas por produtividade, a exemplo do café.

Na audiência, Rodrigo Mello disse que a redução da jornada não garante, por si só, aumento de produtividade. De acordo com o representante da CNA, ganhos de produtividade dependem de fatores estruturais, tecnológicos e econômicos. Ele também argumentou que, em atividades com pagamento vinculado ao volume produzido, a redução dos dias trabalhados pode diminuir a remuneração do trabalhador rural.

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Outro ponto apresentado pelo setor foi a preocupação com a possibilidade de escalas de trabalho serem fixadas diretamente na Constituição. Para a CNA, a definição de jornadas e escalas deve preservar margem de negociação para acomodar diferentes sistemas produtivos.

As propostas em análise preveem reduzir a jornada semanal das atuais 44 horas para 36 horas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, do deputado Reginaldo Lopes, estabelece transição em 10 anos. Já a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton, propõe semana de quatro dias com adaptação em um ano.

Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e do setor privado de ensino também defenderam modelos de transição e flexibilização por acordos coletivos. No transporte, a CNT estimou necessidade de contratar mais de 250 mil profissionais em caso de redução sem adaptação gradual.

O relatório inicial da comissão especial deve ser apresentado nesta quarta-feira (20) pelo deputado Leo Prates. Até a conclusão da análise legislativa, o ponto central para o agro segue sendo a preservação de regras que considerem sazonalidade, continuidade operacional e formas de remuneração já adotadas no campo.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre de 2026, diz IBGE


Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 1º trimestre de 2026

Os produtores brasileiros abateram 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (19). O volume representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, porém, houve recuo de 6,8%, segundo os resultados preliminares das pesquisas trimestrais do instituto.

De acordo com o IBGE, a produção de carcaças bovinas alcançou 2,63 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou 5,1% acima do registrado no primeiro trimestre do ano anterior. Frente ao quarto trimestre de 2025, houve queda de 10,2%.

Os números fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. O levantamento considera animais abatidos sob algum tipo de inspeção sanitária, critério que delimita a base estatística acompanhada pelo instituto.

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Na comparação anual, o avanço no número de cabeças abatidas e no volume de carcaças indica aumento da atividade na pecuária de corte e na indústria frigorífica em relação ao início de 2025. Já o recuo frente ao trimestre imediatamente anterior mostra perda de ritmo na passagem entre o fim de 2025 e o começo de 2026, movimento que pode refletir fatores sazonais da cadeia, embora o dado divulgado não detalhe as causas.

Para o setor, os indicadores do IBGE são usados no acompanhamento da oferta de animais terminados e da disponibilidade de carne bovina. Também servem de referência para análise de processamento industrial e comparação do desempenho ao longo do ano.

O material preliminar divulgado nesta terça-feira (19) não apresenta, no conteúdo informado, recorte por estados, perfil dos animais abatidos ou detalhamento sobre preços, exportações e consumo interno.

Os dados do primeiro trimestre indicam avanço na comparação anual, mas queda ante o trimestre anterior. A avaliação mais completa do comportamento da pecuária de corte dependerá do detalhamento regional e da evolução dos próximos levantamentos do IBGE.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar sobe com exterior e mercado acompanha pesquisa eleitoral


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O dólar operava em alta leve nesta terça-feira (19), acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em um ambiente de recuo do petróleo, incerteza nas negociações entre Estados Unidos e Irã e atenção adicional dos investidores ao noticiário político no Brasil. O valor da cotação no mercado doméstico não foi informado no conteúdo disponível.

No cenário externo, agentes financeiros acompanharam os desdobramentos das conversas entre Estados Unidos e Irã. Segundo as informações disponíveis, Teerã apresentou proposta que inclui manutenção do direito ao enriquecimento de urânio, retirada de sanções unilaterais, saída de forças americanas do entorno iraniano e liberação de ativos congelados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou haver “negociações sérias” e expectativa de acordo.

Esse quadro foi acompanhado por leve queda do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries, combinação que sustentou o avanço global do dólar. No radar do mercado também estavam declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e a divulgação de um indicador do setor imobiliário americano ao longo do dia.

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No ambiente doméstico, investidores reagiam à pesquisa AtlasIntel/Bloomberg e aos desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Lideranças partidárias do Centrão reforçaram sinalização de neutralidade na disputa presidencial, o que adicionou incerteza ao cenário local. Em paralelo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participava de audiência no Senado.

Em Paris, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante encontro do G7. Entre os temas discutidos estavam comércio bilateral, a agenda entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva e os efeitos econômicos de tensões no Estreito de Ormuz.

Para o agronegócio, a trajetória do dólar é um fator central porque interfere na competitividade das exportações, na formação dos preços internos de commodities e no custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. O efeito prático, no entanto, depende da continuidade do movimento cambial e da reação dos mercados internacionais.

O comportamento do câmbio ao longo da sessão dependeria da evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã, das falas de autoridades monetárias americanas e da leitura do mercado sobre o ambiente político doméstico. Sem novas cotações e sem detalhamento adicional no conteúdo disponível, não há base suficiente para projetar intensidade ou duração do movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Diretor do BC diz que política monetária conteve inflação e expectativas


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta terça-feira (19), durante conferência organizada pelo Santander, que a política monetária foi efetiva para conter a inflação e as expectativas futuras, mesmo diante do avanço do crédito nos últimos meses. Segundo ele, o processo ajudou a levar a inflação de níveis próximos de 5% para cerca de 3,8% no acumulado em 12 meses, com base no dado mais recente citado antes do início do conflito no Irã.

Na avaliação do diretor, houve um impulso relevante de crédito ao longo dos 12 a 18 meses anteriores ao momento atual. Ele afirmou que os dados anteriores registraram um estímulo em torno de R$ 25 bilhões por mês, patamar que, segundo ele, ajuda a dimensionar a magnitude das medidas econômicas em curso.

Nilton David também mencionou a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. De acordo com ele, o mercado avaliava que a medida poderia gerar um impulso adicional entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões por ano, o que alimentava preocupações sobre maior dificuldade para o Banco Central conduzir a inflação para patamares mais baixos.

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Ainda assim, o diretor afirmou que a política monetária conseguiu responder ao quadro, mesmo com crescimento econômico acima das expectativas em anos recentes. Segundo ele, parte desse movimento ocorreu porque medidas simultâneas ampliaram a sensibilidade da economia aos juros, ao mesmo tempo em que houve aumento da renda disponível para consumo.

Para o público do agronegócio, a sinalização do Banco Central é acompanhada porque inflação, crédito e juros influenciam o custo financeiro da produção, as condições de tomada de recursos e o ambiente de consumo. O diretor, porém, não detalhou efeitos específicos sobre crédito rural, agroindústria ou cadeias agropecuárias.

A indicação apresentada pelo diretor do Banco Central é de desaceleração do impulso do crédito no ritmo observado anteriormente. Sem detalhamento adicional sobre próximos passos da autoridade monetária ou efeitos setoriais específicos, a leitura técnica disponível é de continuidade do monitoramento sobre inflação, atividade e condições financeiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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