sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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O ‘lado bom’ da história ruim: como a alta do petróleo irriga as contas de Brasília 


Dólar sobe no Brasil com avanço do petróleo e alta dos rendimentos dos Treasuries

Quem acompanha o preço dos combustíveis sabe o peso que a crise internacional está trazendo ao bolso do cidadão .

Os conflitos no Oriente Médio empurraram o barril de petróleo para a casa dos US$ 100, encarecendo a energia no mundo todo .

Mas, para o Brasil, essa moeda tem duas faces. Se de um lado a população sofre com a inflação nas bombas, do outro, o cofre de Brasília transborda com uma receita que não estava prevista.

É a história do petróleo gerando um superávit extraordinário de arrecadação para o governo.
Para entender a lógica, o mecanismo é simples: o Brasil hoje exporta muito mais petróleo do que importa.

Quando o preço internacional dispara, o faturamento do país cresce significativamente no saldo final da balança comercial.

Custa US$ 40 para produzir e o mercado global paga US$ 100, sobram US$ 60 de lucro puro por barril.

A eficiência do Pré-Sal e a conta do barril

O grande segredo dessa bonança está na eficiência de produção nacional. Extrair o óleo profundo na camada do Pré-sal é um feito tecnológico que se tornou extremamente vantajoso ao longo dos anos.

O custo puro para tirar o óleo do fundo do mar é muito baixo, cerca de US$ 6. Quando somamos absolutamente tudo, os investimentos em plataformas, o transporte, os impostos e os royalties devidos, o custo total para colocar esse barril prontinho no navio de exportação fica em uma média de US$ 40.

Agora faça a conta: se o custo total é de US$ 40 para produzir e o mercado global paga US$ 100, sobram US$ 60 de lucro puro por barril. É uma margem impressionante que pouquíssimos setores na economia global conseguem entregar hoje em dia.

Para onde vai esse dinheiro todo?

Esse lucro expressivo não fica guardado apenas no caixa das petroleiras; ele irriga os cofres públicos por três caminhos principais:

  • Royalties e Participações Especiais: São as compensações financeiras obrigatórias que as empresas pagam aos estados, municípios e à União pelo direito de explorar o recurso natural.
  • Impostos sobre o Lucro: O Imposto de Renda (IRPJ) e a Contribuição Social (CSLL) incidentes sobre o resultado financeiro gigante das companhias.
  • Dividendos da Petrobras: Como o governo federal é o maior acionista da companhia, uma fatia bilionária desse lucro é depositada diretamente na conta do Tesouro Nacional .

Estudos econômicos recentes mostram que, se o petróleo se mantiver nesse patamar de US$ 100, o governo arrecada mais de R$ 44 bilhões adicionais apenas em impostos e royalties, além de receber perto de R$ 9,5 bilhões extras em dividendos.

Ao todo, a Secretaria de Política Econômica calcula que a alta injete R$ 8,5 bilhões extras por mês nos cofres da União .

Anualmente, esse faturamento extra pode passar dos R$ 100 bilhões . A Secretaria de Política Econômica calcula que a alta do petróleo injete R$ 8,5 bilhões extras por mês nos cofres da União.

O perigo da tentação em ano eleitoral

Esse dinheiro que entra no caixa tem o poder técnico de zerar o déficit das contas públicas do Brasil neste ano. Ou seja, ajudaria a pagar a dívida do país, equilibrar a macroeconomia, segurar a inflação de longo prazo e dar estabilidade para que os juros básicos caiam com segurança.

Seria o uso responsável e técnico de uma receita temporária. No entanto, estamos em um ano eleitoral. E dinheiro sobrando no caixa do governo perto de eleições acende um sinal de alerta vermelho para qualquer analista econômico sério.

A grande tentação de Brasília é capturar esse dinheirama extra e transformá-la em bondades imediatas, subsídios artificiais e expansão de gastos públicos para colher dividendos políticos de curto prazo.

O governo já sinaliza a criação de programas e subsídios bilionários mensais para segurar o preço final do diesel e da gasolina, queimando parte dessa receita extra antes mesmo de ela se consolidar e equilibrar a saúde financeira do país.

Qualquer gestão financeira responsável, seja em uma empresa ou no orçamento doméstico, sabe o que fazer quando recebe uma receita excepcional e inesperada: paga-se as dívidas acumuladas e guarda-se uma reserva para os tempos de escassez.

O petróleo a US$ 100 é um fôlego de emergência excelente para as contas do Brasil, mas é um recurso passageiro e altamente volátil. O lucro extraordinário de hoje deve servir para garantir a segurança econômica do amanhã, e não para financiar o populismo de véspera de eleição.

Se o governo torrar essa montanha de dinheiro em benesses políticas e gastos permanentes para atrair votos agora, quando o preço do barril cair no mercado internacional, a conta vai sobrar novamente para o contribuinte pagar através de mais impostos.

O lucro extraordinário de hoje deve servir para garantir a segurança econômica do amanhã, e não para financiar o populismo de véspera de eleição.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Após adiamento, Senado deve votar nesta quarta renegociação de dívidas de produtores rurais


Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Foto: Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta quarta-feira (20) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento voltada a produtores rurais afetados por eventos climáticos. O texto é o PL 5.122/2023, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE).

A proposta é relatada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e busca criar alternativas para auxiliar produtores endividados em meio aos impactos causados por secas, enchentes e outros problemas climáticos registrados nos últimos anos.

A matéria chegou a entrar na pauta da reunião da CAE nesta terça-feira (19), mas teve a votação adiada após pedido de vista dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Tereza Cristina (PP-MS).

Segundo Tereza Cristina, as mudanças discutidas pelos parlamentares podem ajudar o governo federal a estruturar mecanismos para gestão das dívidas do setor agropecuário.

“Todos sabem da necessidade de resolver um problema tão importante para o país”, afirmou a senadora.

Recursos do Pré-Sal poderão financiar nova linha de crédito

O Fundo Social do Pré-Sal foi criado pela Lei 12.351/2010 e recebe recursos provenientes da exploração de petróleo. Atualmente, os valores financiam programas em áreas como educação, saúde, meio ambiente e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Pelo texto do projeto, receitas correntes do Fundo Social registradas em 2025 e 2026, além do superávit financeiro apurado no fim de 2024 e 2025, poderão ser direcionadas para a criação da nova linha especial de financiamento rural.

Projeto já recebeu 54 emendas

De acordo com Renan Calheiros, o projeto já recebeu 54 emendas parlamentares. O relator apresentou seis sugestões próprias e sinalizou abertura para incorporar novas alterações ao texto.

Entre os destaques está uma emenda do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que propõe equiparar os juros da nova linha às taxas praticadas em operações com recursos do BNDES.

A proposta também reduz exigências burocráticas para que municípios consigam habilitar produtores interessados na renegociação das dívidas rurais.

Segundo Bagattoli, a mudança pode ampliar o número de municípios aptos a acessar o benefício.

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Comissões da Câmara debatem lista de espécies exóticas invasoras prioritárias


Câmara debate lista de espécies exóticas invasoras prioritárias

As comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizam, nesta quarta-feira (20), às 11 horas, audiência pública conjunta para discutir a proposta de criação da Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras Prioritárias para Prevenção, Detecção Precoce e Resposta Rápida. O debate ocorre no plenário 2 e foi solicitado pelos deputados Cobalchini (MDB-SC) e Alceu Moreira (MDB-RS).

Segundo a divulgação da Câmara, a discussão está relacionada a proposta em análise no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e na Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio). Os parlamentares apontam a necessidade de avaliar efeitos econômicos, sociais, ambientais e regulatórios da medida sobre setores produtivos.

Entre os pontos em debate está a eventual inclusão de espécies como tilápia, camarão-vannamei, pínus, eucalipto, goiabeira, mangueira e jaqueira em listas de espécies exóticas invasoras e de acompanhamento. A classificação pode ter reflexos sobre atividades já consolidadas no país, como aquicultura, silvicultura e fruticultura, além de influenciar regras de manejo, controle, monitoramento e licenciamento.

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A audiência também deve discutir os critérios técnicos usados para definir quais espécies entram na lista e em que condições. Outro foco será o alcance regulatório da medida, especialmente em temas como segurança jurídica, previsibilidade para investimentos e compatibilidade com políticas públicas de produção sustentável.

Para o público do agro, o tema tem relação direta com cadeias produtivas que operam com espécies introduzidas e dependem de regras claras para produção, expansão, comercialização e acesso a crédito e tecnologia. O material divulgado não informa, até o momento, a lista completa de convidados nem detalha quais medidas regulatórias poderão ser adotadas após a audiência.

O resultado do debate pode orientar a tramitação técnica e política da proposta e ajudar a delimitar critérios para futuras decisões regulatórias. Até a definição oficial pelo governo e pelos órgãos competentes, ainda não há medida final publicada sobre eventual enquadramento das espécies citadas.

Fonte: camara.leg.br

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China reabilita três frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina


Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

A China retirou a suspensão de três frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carne bovina ao país asiático, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O anúncio foi feito durante reunião realizada em Pequim, na terça-feira (19), entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun. As unidades estavam suspensas desde março de 2025.

Segundo nota do Mapa, voltaram a ser autorizadas a exportar para a China as plantas da Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG, SIF 2051), da Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP, SIF 2121), e da JBS S/A, em Mozarlândia (GO, SIF 4507).

A retomada consta na plataforma de Registro de Empresas de Importação de Alimentos da China (Cifer), vinculada à Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), com data de reabilitação em segunda-feira (19). Com a medida, o Brasil passa a contar com 66 frigoríficos aptos a exportar carne bovina ao mercado chinês, de acordo com dados públicos da autoridade sanitária chinesa.

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A reabilitação ocorre no contexto das negociações sanitárias e comerciais entre Brasil e China, principal destino da carne bovina brasileira. A liberação de plantas é um ponto operacional relevante para o fluxo de embarques, porque amplia a capacidade de atendimento da demanda externa dentro dos protocolos exigidos pelo importador.

Durante o encontro em Pequim, as autoridades chinesas também anunciaram o início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos. A mudança tende a alterar procedimentos documentais nas exportações, embora o ministério não tenha detalhado, até o momento, o cronograma operacional nem os requisitos práticos para os estabelecimentos habilitados.

Do ponto de vista da cadeia pecuária, a retomada das três unidades recompõe parte da estrutura exportadora brasileira para a China. O efeito sobre volumes embarcados e preços internos, no entanto, dependerá do ritmo das compras chinesas, da escala de abate e das condições de mercado nas próximas semanas.

A reabilitação reforça a agenda sanitária e comercial entre os dois países, mas ainda não há, nas informações divulgadas, estimativa oficial sobre o impacto em volume exportado ou faturamento. Novos desdobramentos devem depender da operação efetiva das plantas e da implementação da certificação eletrônica anunciada pela China.

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Comissão da Câmara debate mudanças na legislação do Fungetur


Comissão da Câmara debate mudanças na legislação do Fungetur

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (20), às 14 horas, audiência pública para discutir o aperfeiçoamento da legislação do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). O debate será no plenário 5 e foi solicitado pela deputada Daniela Reinehr (PL-SC). Segundo a parlamentar, a iniciativa busca reunir especialistas, poder público, instituições financeiras e representantes do setor para tratar de mudanças nas regras de financiamento ao turismo brasileiro.

De acordo com a divulgação da Câmara, a audiência integra a Caravana Turística, iniciativa voltada à realização de seminários nas cinco regiões do país. A proposta é discutir ajustes nas normas do Fungetur e nas políticas públicas de crédito destinadas ao setor.

Entre os pontos citados pela deputada estão a simplificação do acesso ao financiamento e o fortalecimento do turismo regional e rural, além do apoio a micro e pequenos empreendedores. Para o público do meio rural, o debate tem relação com atividades de hospedagem, gastronomia, lazer e serviços vinculados ao turismo em propriedades e municípios do interior.

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Segundo Daniela Reinehr, a iniciativa também pretende considerar as especificidades econômicas e culturais das diferentes regiões brasileiras. A expectativa é ampliar a participação de representantes locais na formulação de propostas para aperfeiçoar a legislação.

O material divulgado não informa, até o momento, quais mudanças legislativas específicas poderão ser apresentadas, nem detalha eventuais alterações operacionais nas regras atuais do fundo. Também não foram informados, no conteúdo encaminhado, valores, volume de crédito ou prazos de eventual reformulação.

A deputada afirmou que os debates devem resultar em um relatório final e em uma proposta legislativa. O conteúdo dessas sugestões dependerá das contribuições reunidas nas audiências e seminários previstos.

A audiência desta quarta-feira (20) deve consolidar as primeiras discussões sobre ajustes no Fungetur. Sem o detalhamento das propostas finais, ainda não é possível mensurar efeitos práticos sobre o crédito ao turismo rural, mas o tema entra no debate legislativo com foco declarado em financiamento e desenvolvimento regional.

Fonte: camara.leg.br

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China retoma registro para carne bovina dos EUA após acordo comercial limitado


ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México

A China informou nesta quarta-feira (20) que vai retomar o registro de importadores qualificados de carne bovina dos Estados Unidos e reiniciar compras de produtos avícolas de alguns Estados americanos. A medida faz parte de um pacote limitado de entendimentos comerciais anunciado após discussões entre equipes dos dois países na semana passada. O acordo também inclui a compra de 200 jatos da Boeing e a abertura de conversas sobre redução recíproca de tarifas.

Segundo o Ministério do Comércio da China, Pequim e Washington tiveram discussões aprofundadas sobre tarifas e acertaram encaminhamentos para medidas tarifárias bilaterais. Em princípio, os dois países concordaram em discutir um arcabouço para reduções recíprocas de tarifas sobre produtos de valor equivalente, com cada lado incluindo bens de pelo menos US$ 30 bilhões.

De acordo com o ministério, itens aprovados por ambas as partes poderão, futuramente, ser tributados por alíquotas de nação mais favorecida ou inferiores. O comunicado também informa que os dois governos chegaram a entendimentos para tratar barreiras não tarifárias e acesso a mercado envolvendo produtos agrícolas.

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No segmento agropecuário, a China afirmou que acelerará a análise de materiais de adequação apresentados por algumas empresas americanas de carne bovina. Também informou a retomada de compras de produtos avícolas de alguns Estados dos EUA. Do lado americano, Washington se comprometeu a suspender medidas de detenção automática aplicadas a produtos lácteos chineses desde 2008 e a trabalhar na remoção de medidas semelhantes sobre três categorias de produtos aquáticos chineses.

Para Zhiwei Zhang, economista da Pinpoint Asset Management, a redução tarifária sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos cobriria aproximadamente 10% das importações americanas vindas da China. Segundo ele, o volume ainda não altera a projeção de crescimento da economia chinesa embutida nos mercados, mas indica avanço nas tratativas bilaterais.

Para o mercado global de proteínas, o anúncio sinaliza reabertura parcial de acesso para fornecedores americanos de carne bovina e aves ao mercado chinês. O comunicado, no entanto, não detalha volumes, prazos operacionais nem a lista completa dos produtos abrangidos, o que limita avaliações mais precisas sobre efeito comercial imediato.

O acordo indica continuidade do diálogo comercial entre China e Estados Unidos, com inclusão de temas agrícolas na negociação tarifária. Como ainda não há detalhamento sobre quantidades, cronograma e critérios completos de habilitação, o alcance prático para o comércio internacional de carnes dependerá das próximas rodadas técnicas entre os dois países.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo seguem firmes no Sul



No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam procurando trigo de qualidade


No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam procurando trigo de qualidade
No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam procurando trigo de qualidade – Foto: Canva

O mercado de trigo no Sul do país segue sustentado pela demanda dos moinhos, pela busca por produto de melhor qualidade e pela comparação direta entre o cereal nacional e o importado. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário mostra preços firmes no Rio Grande do Sul, estabilidade relativa em Santa Catarina e avanço das referências no Paraná, com pouca oferta disponível em algumas regiões.

No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam procurando trigo de qualidade, produto que não tem sido encontrado com facilidade. Para lotes considerados bons, o preço chegou a até R$ 1.500 por tonelada CIF, com pagamento em 45 dias. A avaliação é que, em alguns casos, o comprador prefere pagar esse valor por um trigo nacional com qualidade mais garantida do que pelo argentino, considerado mais incerto. A consultoria pondera, porém, que esse não representa um preço de mercado amplo, mas o maior valor negociado na semana.

A queda do dólar não alterou de forma significativa a movimentação da demanda por importação. Também houve aumento na procura por trigo branqueador, com bons volumes negociados. Maio está totalmente coberto pelos moinhos, que devem buscar apenas oportunidades, enquanto junho é estimado em 50% coberto. Para a safra nova, foram ouvidos poucos lotes a R$ 1.250 CIF porto e indicações de compra a R$ 1.100 no interior, sem aceitação. Cerca de 40 mil toneladas já foram negociadas a futuro, entre moinhos e exportação. A área no Rio Grande do Sul deve cair 25% ou mais, com redução de 60% no investimento em adubação.

Em Santa Catarina, o mercado permanece o mais estável da região Sul. O trigo catarinense subiu para o mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto ofertas do Paraná ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 para trigo pão no Sudoeste. O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.400 FOB para branqueador.

No Paraná, o mercado segue firme, com negócios entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB e novas ideias de venda entre R$ 1.400 e R$ 1.500 FOB. O trigo nacional disputa espaço com o importado e mantém vantagem em qualidade e logística.

 





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Embrapa abre floresta urbana em Belém para expedição científica


Embrapa abre floresta urbana em Belém para expedição científica

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental realizará no sábado (23), das 9h às 12h, uma trilha guiada na Capoeira do Black, em Belém (PA), como parte da Semana Nacional da Biodiversidade. A atividade marca o Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado nesta quinta-feira (22), e convida o público a registrar espécies de fauna, flora e fungos com o celular. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, e as vagas são limitadas.

A ação será realizada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, na Travessa Dr. Eneás Pinheiro, s/n, esquina com a Avenida Perimetral, em Belém. Estão previstas três expedições, às 9h, 10h e 11h, com duração de 50 minutos cada. Segundo a instituição, os participantes devem usar calça, sapato fechado e levar garrafa de água.

A iniciativa é promovida pelo Centro Capoeira, coordenado pela Embrapa, e integra uma mobilização nacional da Aliança pelo Monitoramento Participativo da Biodiversidade Brasileira (AmpBio), realizada de 18 a 24 de maio. A proposta é aplicar o conceito de ciência cidadã por meio do aplicativo gratuito iNaturalist, que permite fotografar espécies e enviar os registros para uma base de dados global, sujeita à curadoria científica.

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De acordo com a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa, o processo colaborativo amplia a produção de informações úteis para estudos científicos. Na Capoeira do Black, fragmento florestal em regeneração há mais de 50 anos, a pesquisa já inventariou mais de 1.000 árvores e arbustos de 260 espécies distribuídas em 54 famílias botânicas, em uma área de 8,5 hectares. O local também reúne insetos, aves e pequenos animais.

Embora a atividade tenha caráter educativo e científico, a geração de dados sobre biodiversidade e regeneração contribui para o conhecimento técnico sobre conservação, restauração e monitoramento ambiental. A Embrapa não informou estimativas sobre novos registros esperados durante a ação.

As inscrições estão abertas por formulário digital divulgado pela Embrapa. A atividade amplia o acesso do público a técnicas de monitoramento participativo e reforça a produção de dados sobre biodiversidade urbana e regeneração florestal, com base em observação de campo e validação científica.

Fonte: embrapa.br

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Massa de ar polar provoca frio intenso, geadas e chuva forte em algumas regiões do país


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A atuação de uma massa de ar polar segue derrubando as temperaturas no Sul do Brasil nesta quarta-feira (20). O avanço do ar frio mantém condições para geada em áreas amplas da região, enquanto instabilidades provocam chuva forte em parte do Sudeste e volumes elevados no Norte do país.

Sul

O tempo permanece estável em praticamente toda a região devido à influência de um sistema de alta pressão associado à massa de ar polar. Mesmo assim, pancadas moderadas com trovoadas podem ocorrer no extremo norte do Paraná, enquanto o litoral paranaense ainda pode registrar chuva fraca e isolada ao longo do dia.

As temperaturas seguem baixas nas primeiras horas do dia, principalmente no Rio Grande do Sul, onde há possibilidade de marcas negativas. A previsão indica geada ampla em grande parte do território gaúcho, além de áreas de serra, planaltos, oeste, sul e norte de Santa Catarina e pontos do sul do Paraná.

O mar continua agitado no litoral gaúcho e catarinense, com rajadas de vento entre 40 km/h e 50 km/h em áreas costeiras do Rio Grande do Sul e do sul catarinense.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria segue posicionada sobre o oceano na altura do Espírito Santo, favorecendo a circulação de umidade e a formação de instabilidades ao longo do dia.

Há previsão de chuva moderada a forte em áreas do litoral, interior e norte de São Paulo, além do Rio de Janeiro, sul e Zona da Mata de Minas Gerais e litoral capixaba. O risco de temporais aumenta no sul e interior fluminense, Vale do Paraíba, extremo leste paulista e partes da Zona da Mata mineira.

Por outro lado, o tempo segue mais firme no norte de Minas Gerais e em parte do Espírito Santo. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% no norte mineiro.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, as instabilidades se concentram principalmente em Mato Grosso do Sul, com pancadas moderadas e localmente fortes entre o sul, sudeste, leste e nordeste do estado. Também há possibilidade de chuva no sul de Goiás e extremo sudeste de Mato Grosso.

Nas demais áreas da região, o tempo permanece estável e sem previsão de chuva significativa. A umidade relativa do ar deve cair abaixo dos 30% em áreas do norte e interior de Goiás.

Nordeste

No Nordeste, a circulação marítima mantém chuva fraca a moderada entre o litoral do Rio Grande do Norte e o sul da Bahia. Já em Salvador e em áreas do Maranhão, as pancadas podem ocorrer com forte intensidade devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Enquanto isso, grande parte do interior nordestino segue com predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade do ar pode ficar abaixo dos 30% no oeste da Bahia, sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste de Pernambuco.

Norte

A região Norte continua sob influência de forte umidade e da atuação da ZCIT. A previsão indica chuva moderada a forte em áreas do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Há risco de temporais no norte do Amazonas, em Roraima e no noroeste do Amapá. Também são esperados acumulados elevados no interior amazonense e no oeste de Roraima, mantendo situação de perigo nessas áreas.

Já Tocantins, Acre, Rondônia e o sul do Amazonas devem ter tempo mais firme e temperaturas elevadas ao longo da tarde.

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Juros disparam e dólar volta ao patamar de R$ 5


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (20), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o rendimento do Treasury de 30 anos atingiu o maior nível em 19 anos, sinalizando que o mercado exige mais prêmio para financiar a dívida americana. Petróleo acima de US$ 100 e tensões no Oriente Médio ampliam a aversão a risco global.

No Brasil, dólar rompeu R$ 5,00, juros longos abriram e Ibovespa caiu abaixo dos 175 mil pontos. Hoje, atenção ao IGP-M, fluxo cambial e ata do FOMC.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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