quarta-feira, maio 20, 2026
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China reabilita três frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina


Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

A China retirou a suspensão de três frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carne bovina ao país asiático, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O anúncio foi feito durante reunião realizada em Pequim, na terça-feira (19), entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun. As unidades estavam suspensas desde março de 2025.

Segundo nota do Mapa, voltaram a ser autorizadas a exportar para a China as plantas da Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG, SIF 2051), da Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP, SIF 2121), e da JBS S/A, em Mozarlândia (GO, SIF 4507).

A retomada consta na plataforma de Registro de Empresas de Importação de Alimentos da China (Cifer), vinculada à Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), com data de reabilitação em segunda-feira (19). Com a medida, o Brasil passa a contar com 66 frigoríficos aptos a exportar carne bovina ao mercado chinês, de acordo com dados públicos da autoridade sanitária chinesa.

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A reabilitação ocorre no contexto das negociações sanitárias e comerciais entre Brasil e China, principal destino da carne bovina brasileira. A liberação de plantas é um ponto operacional relevante para o fluxo de embarques, porque amplia a capacidade de atendimento da demanda externa dentro dos protocolos exigidos pelo importador.

Durante o encontro em Pequim, as autoridades chinesas também anunciaram o início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos. A mudança tende a alterar procedimentos documentais nas exportações, embora o ministério não tenha detalhado, até o momento, o cronograma operacional nem os requisitos práticos para os estabelecimentos habilitados.

Do ponto de vista da cadeia pecuária, a retomada das três unidades recompõe parte da estrutura exportadora brasileira para a China. O efeito sobre volumes embarcados e preços internos, no entanto, dependerá do ritmo das compras chinesas, da escala de abate e das condições de mercado nas próximas semanas.

A reabilitação reforça a agenda sanitária e comercial entre os dois países, mas ainda não há, nas informações divulgadas, estimativa oficial sobre o impacto em volume exportado ou faturamento. Novos desdobramentos devem depender da operação efetiva das plantas e da implementação da certificação eletrônica anunciada pela China.

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