sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Bolsa de Buenos Aires eleva estimativa para safra de soja da Argentina


USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou nesta quinta-feira (21) sua estimativa para a produção de soja da Argentina na safra 2025/26, de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas. A revisão ocorreu após análise com sensores remotos, que também levou a entidade a reduzir a área cultivada de 17,2 milhões para 16,8 milhões de hectares. Segundo a bolsa, o ajuste foi compensado por rendimentos acima da média em ampla parte da área agrícola.

De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área de soja ficou 9% abaixo da safra passada e 1,3% menor que a média das últimas cinco campanhas. Ainda assim, a produtividade média nacional foi estimada em 3,28 toneladas por hectare, o maior nível das últimas seis temporadas.

A colheita da oleaginosa avançou 17 pontos porcentuais na última semana e atingiu 74,7% da área apta. O ritmo indica avanço acelerado dos trabalhos em relação ao milho, cuja colheita segue mais lenta no país.

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Para o cereal, a bolsa também revisou para cima sua projeção de produção em 2025/26, de 61 milhões para 64 milhões de toneladas. A área semeada foi ajustada em 300 mil hectares, para 8,4 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio nacional foi estimado em 8,48 toneladas por hectare.

A colheita de milho alcançou 32,9% da área apta, com avanço semanal de 0,9 ponto porcentual. Segundo a entidade, os trabalhos continuam lentos porque os agricultores estão priorizando a retirada da soja em grande parte da região agrícola.

As revisões na Argentina são acompanhadas pelo mercado por envolverem um dos principais produtores e exportadores globais de soja e milho. Com produção maior, a oferta regional de grãos ganha novo parâmetro para formação de preços e fluxo comercial. A dimensão desse efeito sobre as cotações dependerá da evolução da colheita, da qualidade final dos grãos e das condições de comercialização nos próximos relatórios.

No curto prazo, o mercado deve seguir atento ao avanço da colheita e a eventuais novos ajustes de produtividade e área. Até o momento, os dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicam cenário de oferta mais robusta na Argentina, embora ainda dependente da consolidação dos trabalhos de campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Soja tem variações nas cotações no fechamento de mercado; saiba o andamento dos negócios


preço soja cotação
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (21), marcada por preços mistos e baixa liquidez nas negociações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi de atuação limitada dos compradores e vendedores, sem registro de volumes expressivos comercializados.

As negociações no mercado interno ocorreram apenas de forma pontual, enquanto nos portos o fluxo também foi moderado. A liquidez já está concentrada nos embarques programados para junho, já que a janela de negócios para maio praticamente se encerrou.

No cenário externo, a Bolsa de Chicago operou próxima da estabilidade, com leve queda nos contratos futuros da soja. O dólar e os prêmios de exportação também oscilaram pouco ao longo do dia, contribuindo para um comportamento lateralizado do mercado brasileiro.

Além do bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, que reforça a expectativa de uma safra cheia, os investidores acompanham as discussões envolvendo um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa por detalhes do acordo comercial entre americanos e chineses para compra de produtos agrícolas.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 113,00 para R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, encaminhando uma safra cheia. Às vésperas do final de semana prolongado – segunda é feriado local -, os participantes também optaram por posicionar suas carteiras.

Além do clima, dois pontos motivam incertezas entre os agentes. O primeiro deles é a questão
envolvendo um possível acordo para o fim do conflito no Oriente Médio, entre Estados Unidos e Irã. Perto do fechamento da sessão de hoje, a informação que dominava o noticiário era de que os dois países haviam chegado a um acordo preliminar, o que fez o petróleo mudar de direção e passar a recuar.

O mercado aguarda ainda dados mais detalhados sobre o acordo fechado no início da semana entre os governos norte-americano e chinês para a compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos pelo país asiático.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar, ou 0,45%, a US$ 11,94 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,93 1/2 por bushel, com retração de 5,75 centavos de dólar ou 0,47%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,75% a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,87 centavos de dólar, com perda de 0,79 centavo ou 1,05%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,0006 para venda e a R$ 4,9986 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9827 e a máxima de R$ 5,0192.

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AgroNewsPolítica & Agro

PL dos safristas avança e pode dar mais segurança à fruticultura


A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) celebra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, que estabelece novas regras para a contratação de trabalhadores safristas e garante que esses profissionais possam atuar em contratos temporários durante os períodos de safra sem perder o acesso aos benefícios sociais.

A medida representa um avanço importante para a fruticultura brasileira, atividade reconhecida por sua alta intensidade de mão de obra e pela necessidade de contratações sazonais em diferentes etapas da produção, principalmente nos períodos de colheita e pós-colheita.

O setor enfrenta, há anos, desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, informalidade e insegurança jurídica nas contratações temporárias, fatores que impactam diretamente o planejamento das operações e a competitividade da cadeia produtiva.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto permite que trabalhadores sejam contratados para atividades sazonais sem perda dos benefícios sociais, trazendo mais previsibilidade tanto para o produtor quanto para o trabalhador rural.

Para o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, a aprovação do projeto atende uma demanda histórica do setor e contribui para modernizar as relações de trabalho no campo.

“A fruticultura é uma atividade intensiva em mão de obra e possui características muito específicas, com forte necessidade de trabalhadores em determinados períodos do ciclo produtivo. Essa aprovação traz mais segurança jurídica, reduz a informalidade e cria condições para que o produtor consiga planejar melhor suas operações”, afirma.

Brok destaca ainda que a medida beneficia toda a cadeia produtiva. “É um avanço importante porque permite conciliar a necessidade do setor com a proteção social ao trabalhador. O produtor ganha previsibilidade e o trabalhador pode atuar nas safras sem perder benefícios, fortalecendo o emprego e a produção no campo”, ressalta.

Vale lembrar que a regulamentação das contratações safristas esteve entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual mandato, durante encontro com representantes da fruticultura. Na ocasião, lideranças do setor destacaram a necessidade de mecanismos que ampliassem a segurança jurídica e modernizassem as relações trabalhistas no campo.

A pauta ganha ainda mais relevância para a fruticultura, uma das atividades agrícolas que mais geram empregos no país e possuem maior demanda por mão de obra sazonal. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura emprega aproximadamente 5 milhões de trabalhadores ao longo de toda a cadeia produtiva, o que equivale a 16% de toda a força de trabalho do agronegócio.

Com a aprovação do PL 715/2023, o setor avalia que o país avança para um ambiente mais moderno, competitivo e alinhado às necessidades da produção agropecuária brasileira.

 





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Dólar cai no fim do pregão, mas fecha ainda na faixa de R$ 5


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar perdeu força ao longo desta quinta-feira (21) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,0012, em baixa de 0,04%, após tocar mínima de R$ 4,9833. O movimento ocorreu em meio à redução da aversão global ao risco, depois de informações sobre um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. Na semana, a moeda acumula queda de 1,31%, mas ainda sobe 0,98% em maio.

Segundo relatos da plataforma Al Arabiya, sediada nos Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Irã estariam próximos de um entendimento preliminar mediado pelo Paquistão. A expectativa de cessar-fogo e de liberação do tráfego pelo Estreito de Ormuz reduziu parte da pressão nos mercados internacionais ao longo da tarde.

Pela manhã, o ambiente havia sido mais cauteloso. Dados fortes de atividade nos Estados Unidos e informações contraditórias sobre as negociações de paz pesaram sobre moedas emergentes. Nesse contexto, o petróleo chegou a subir cerca de 3%, antes de inverter o sinal. O Brent para julho, referência para a Petrobras, fechou em baixa de 2,32%, a US$ 102,58 por barril.

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Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o alívio externo, especialmente nos juros longos dos Estados Unidos, ajudou a conter a força global do dólar. Ainda assim, ele afirmou que as informações disponíveis até o momento são insuficientes para sustentar uma melhora mais ampla do apetite ao risco.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, afirmou que investidores vinham realizando lucros em moedas emergentes após a alta recente dos juros globais. Segundo ele, um eventual acordo pode reduzir o risco inflacionário ligado à energia e favorecer moedas como o real.

Para o agronegócio, o câmbio segue como variável central. A cotação do dólar influencia a competitividade das exportações de soja, milho, carnes, açúcar e café, ao mesmo tempo em que afeta os custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e outros insumos dolarizados. Oscilações no petróleo também têm impacto sobre frete, energia e custos operacionais da cadeia produtiva.

O cenário de curto prazo permanece condicionado às definições sobre o entendimento entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e à trajetória dos juros americanos. Sem detalhes consolidados sobre o eventual acordo, o mercado deve seguir sensível a novas informações externas e ao efeito do câmbio sobre preços e custos no setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Canaplan projeta moagem de até 639,1 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul em 2026/27


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

A consultoria Canaplan projetou moagem entre 631,4 milhões e 639,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no Centro-Sul na safra 2026/27. As estimativas foram apresentadas nesta quinta-feira (21), durante a abertura da safra promovida pela Canaoeste, em Sertãozinho (SP). O cenário considera produtividade média próxima de 77 toneladas por hectare e produção de açúcar ao redor de 40 milhões de toneladas.

Segundo a Canaplan, a nova temporada será influenciada por uma combinação de fatores produtivos e econômicos. Entre eles estão a pressão climática sobre os canaviais, os custos elevados de produção e a volatilidade nos mercados globais de energia e alimentos. A consultoria também apontou juros elevados, instabilidade geopolítica e oscilações no mercado internacional como elementos de risco para o setor.

Em nota, o diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou que os preços de fertilizantes, a logística internacional e os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre o petróleo e a inflação global estão entre os pontos de atenção. Esses fatores interferem no custo operacional das usinas e na formação de preços ao longo da safra.

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No campo, a consultoria alertou para os efeitos do clima irregular no Centro-Sul. De acordo com Carvalho, há preocupação com fenômenos como florescimento, isoporização e atraso no desenvolvimento da cultura, condições que podem comprometer a produtividade e a qualidade da matéria-prima. A Canaplan não detalhou, no material divulgado, volumes de chuva, recorte regional por estado ou comparação com a safra anterior.

As projeções também indicam maior dependência do mix alcooleiro. Nesse contexto, o comportamento do petróleo tende a ganhar peso na precificação do açúcar e do etanol, com reflexos sobre a estratégia industrial das usinas entre a produção de combustível e de adoçante.

Na avaliação da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Sertãozinho (Canaoeste), o início da safra ocorre em ambiente de margem mais estreita. O diretor executivo da entidade, Almir Torcato, afirmou que o setor opera com custos elevados e preços pressionados, o que exige maior atenção à gestão operacional.

As projeções para 2026/27 mostram uma safra ainda volumosa no Centro-Sul, mas condicionada à evolução do clima e dos custos ao longo do ciclo. Sem detalhamento adicional sobre chuvas, produtividade por região e ritmo de colheita, a consolidação desse cenário dependerá do comportamento agronômico dos canaviais e da dinâmica dos mercados de açúcar, etanol e energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mulheres quilombolas transformam babaçu em renda, autonomia e oportunidade


quebradeiras de coco
Foto: Carolina Motoki/Assembleia Legislativa do Estado do Pará

Da floresta para a agroindústria, o babaçu deixou de ser apenas um recurso de subsistência para se tornar símbolo de empreendedorismo, valorização cultural e geração de renda em comunidades quilombolas do Maranhão. Uma iniciativa apoiada pela Embrapa mostra como a bioeconomia pode unir tradição, sustentabilidade e desenvolvimento social.

A experiência acontece na comunidade quilombola de Pedrinhas, onde mulheres quebradeiras de coco se organizaram para criar uma agroindústria baseada no aproveitamento integral do babaçu.

A presidente do Clube de Mães, Maria José Machado conta que a associação surgiu em 1989 como um clube de mães formado por mulheres quebradeiras de coco. Atualmente, cerca de 15 trabalhadoras atuam na produção de alimentos e derivados do babaçu, transformando um saber tradicional em atividade econômica sustentável.

Entre os produtos desenvolvidos estão sorvetes, bolos, pães, biscoitos, pudins e até hambúrgueres feitos a partir do babaçu.

Tradição passada entre gerações

O trabalho com o babaçu atravessa gerações e carrega forte valor afetivo e cultural. Muitas das mulheres aprenderam a quebrar coco ainda na infância, acompanhando as mães no trabalho no mato.

A gestora da Agroindústria Clube de Mães, Antônia Vieira relata que, antigamente, o coco tinha pouco valor comercial e era usado principalmente em trocas por alimentos básicos, como arroz e feijão. Hoje, ela vê uma mudança significativa no reconhecimento do produto e da profissão.

“Fui criada através do babaçu, a minha mãe era quebradeira de coco. Eu me sinto muito orgulhosa. Todos os lugares que eu chego me apresento como quebradeira de coco, porque eu sou uma quebradeira de coco”, destaca.

Além da geração de renda, a atividade representa autonomia financeira para as mulheres da comunidade, que passaram a depender menos de trabalhos domésticos em outras casas para sustentar as famílias.

Pesquisa e capacitação ampliaram produção

O crescimento da agroindústria ocorreu a partir de cursos de capacitação promovidos pelo Sebrae e do apoio técnico da Embrapa.

Entre as inovações estão leite e queijo vegetal de babaçu, além de versões veganas de alimentos tradicionais. Segundo as trabalhadoras, as oficinas e pesquisas ajudaram a melhorar a qualidade dos produtos e ampliar a renda da comunidade.

Hoje, a agroindústria possui o selo quilombola e o selo “Gosto do Maranhão”, certificações que valorizam a produção artesanal e fortalecem a identidade regional dos alimentos.

Artesanato e sustentabilidade

O aproveitamento do babaçu vai além da alimentação. A palha, antes utilizada apenas para cobrir casas, passou a ser transformada em artesanato.

Flores decorativas, cestos e outros itens são produzidos pelas mulheres e utilizados inclusive na apresentação dos produtos em feiras e eventos. A iniciativa reforça o conceito de bioeconomia ao utilizar recursos naturais de maneira sustentável e com geração de valor local.

Futuro e expansão

A associação também busca envolver jovens e adolescentes da comunidade no trabalho da agroindústria, garantindo continuidade ao conhecimento tradicional e fortalecendo a economia local.

O grande sonho das produtoras é ver os produtos de Pedrinhas chegando aos supermercados de cidades maiores, como São Luís. “Meu sonho é entrar num supermercado e ver nossos produtos lá”, diz Maria José.

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Porto de Santos lança hub de inovação e recebe visita ministerial nesta sexta-feira


Portos do Paraná inicia dragagem de manutenção no Canal de Paranaguá

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participa nesta sexta-feira (22), às 14h, do lançamento do espaço do Hub de Inovação do Armazém 7, no Porto de Santos, em Santos (SP). A agenda também prevê visita às obras de revitalização do Armazém 3, acompanhamento da reflutuação do Navio Professor Besnard e navegação pelo canal do porto. O ministro estará acompanhado do presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

Segundo aviso de pauta divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos nesta quinta-feira (21), o evento será realizado no Armazém 7 do Parque Valongo, na Praça Visconde de Mauá, no Centro de Santos. A programação oficial informa ainda uma vistoria no canal do complexo portuário para acompanhar o resultado do investimento na expansão do terminal da DP World.

A Autoridade Portuária de Santos disponibilizará uma lancha para jornalistas e cinegrafistas às 13h30, no Parque Valongo, para cobertura da visita pelo canal. A chegada das autoridades está prevista para as 14h. Após o lançamento do espaço no Armazém 7, o ministro deverá conceder entrevista coletiva ao lado do embarque das lanchas que fazem a travessia Santos–Vicente de Carvalho.

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O Porto de Santos tem relevância logística para o agronegócio brasileiro por concentrar embarques de cargas destinadas ao comércio exterior, incluindo produtos agropecuários e insumos. No entanto, o material divulgado pela pasta não detalha, até o momento, valores do hub de inovação, metas operacionais, cronograma de execução, indicadores de capacidade ou efeitos diretos sobre a movimentação de cargas.

Também não foram informados, no aviso de pauta, os objetivos técnicos do novo espaço de inovação nem eventuais projetos voltados à digitalização, eficiência operacional ou integração logística. Esses pontos devem ser esclarecidos durante o evento e na coletiva prevista para esta sexta-feira (22).

A agenda concentra temas de infraestrutura, operação portuária e modernização do complexo de Santos, ponto estratégico para cadeias exportadoras. Como ainda não há dados oficiais sobre investimento, capacidade adicional ou impacto logístico, uma avaliação técnica mais precisa dependerá das informações que forem apresentadas durante o evento.

Fonte: gov.br

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Embrapa lança soja convencional para o Cerrado e apresenta novo maracujá


Embrapa lança soja convencional para o Cerrado e apresenta novo maracujá

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou nesta quinta-feira (21), durante a AgroBrasília 2026, uma nova cultivar de soja para o Cerrado e uma nova opção de maracujá voltada à fruticultura. Os materiais foram desenvolvidos para atender demandas de produtividade, sanidade e diversificação comercial em diferentes sistemas de produção. Entre os destaques estão a soja BRS 7583 e o maracujazeiro BRS Maracujá Maçã.

Segundo a Embrapa Cerrados, a BRS 7583 é uma soja convencional com tolerância a nematoides de galha (Meloidogyne javanica) e potencial produtivo superior a 70 sacas por hectare, podendo ultrapassar 90 sacas por hectare em algumas regiões. A cultivar é recomendada para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal. O ciclo varia de 105 a 121 dias, com porte médio, resistência ao acamamento e estabilidade produtiva.

Pesquisadores da unidade destacaram que o fato de ser um material não transgênico pode abrir espaço para nichos de mercado de soja convencional, com possibilidade de remuneração diferenciada. A Embrapa também apresentou a BRS 8282, outra cultivar convencional, com alta concentração de ácido oleico. De acordo com a instituição, o perfil do óleo amplia o uso em fritura e na produção de biodiesel de maior estabilidade.

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Na fruticultura, a novidade foi a BRS Maracujá Maçã, da espécie Passiflora maliformis L. O material tem tripla aptidão: consumo in natura, processamento industrial e uso ornamental. Nas condições do Distrito Federal, a produtividade informada varia de 10 a 20 toneladas por hectare ao ano, podendo chegar a 30 toneladas por hectare ao ano com manejo adequado e plantio adensado, conforme resultado obtido em unidade demonstrativa em Flores de Goiás.

A Embrapa informa que a cultivar apresenta frutos de cerca de 80 gramas, alto rendimento de polpa e resistência a problemas fitossanitários como virose, bacteriose e fusariose. A instituição também citou porta-enxertos resistentes à fusariose, como BRS Terra Nova e BRS Terra Boa, já disponíveis aos produtores.

Os lançamentos reforçam o uso do melhoramento genético como ferramenta para elevar a eficiência produtiva e ampliar alternativas comerciais no campo. A adoção em escala e o desempenho regional dos novos materiais dependerão da validação em diferentes ambientes de produção e das estratégias de multiplicação e oferta de sementes e mudas.

Fonte: embrapa.br

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Mapa fixa preços para liberação de estoques públicos de arroz, milho, trigo e mandioca


Mapa fixa preços para liberação de estoques públicos de arroz, milho, trigo e mandioca

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21) a Portaria nº 908, que fixa os Preços de Liberação dos Estoques Públicos (PLE) para arroz em casca, milho em grãos, trigo em grãos, farinha de mandioca e fécula de mandioca. Os valores servirão de referência para operações de venda da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões públicos no Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe).

Segundo a norma, os estoques públicos poderão ser ofertados quando os preços de mercado ficarem acima do respectivo PLE. Nessa condição, a venda dependerá de autorização prévia do Mapa e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de disponibilidade orçamentária e financeira.

Para o arroz em casca, o PLE foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com vigência até 31 de janeiro de 2027. Nas demais regiões, o valor definido foi de R$ 98,81 por saca de 60 quilos.

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No caso da farinha de mandioca fina beneficiada, tipos 1 e 2, o preço ficou em R$ 3,01 por quilo nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, válido até 31 de dezembro de 2026. Para a fécula de mandioca, o valor foi estabelecido em R$ 3,53 por quilo nas mesmas regiões e no mesmo período.

Para o milho em grãos, os preços foram regionalizados. Rio Grande do Sul e Santa Catarina terão referência de R$ 69,39 por saca de 60 quilos. Na Região Sudeste e no Paraná, o valor será de R$ 63,82. No Centro-Oeste e Norte, exceto Tocantins e Pará, o PLE ficou em R$ 48,43. No oeste da Bahia e nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, a referência será de R$ 58,04. Já no Nordeste, exceto oeste da Bahia, Maranhão e Piauí, o preço foi fixado em R$ 78,37 por saca de 60 quilos, com vigência de 1º de junho de 2026 a 31 de maio de 2027.

Para o trigo em grãos, tipo 1 pão, o valor definido foi de R$ 97,01 por saca de 60 quilos na Região Sul, entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. A portaria também informa que os preços de liberação do milho não se aplicam às vendas do estoque público destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), operacionalizado pela Conab.

A definição desses valores estabelece a referência técnica para eventual intervenção nos mercados desses produtos por meio de estoques públicos. O efeito prático sobre a oferta dependerá do comportamento dos preços regionais, das autorizações previstas na portaria e da disponibilidade de recursos para as operações.

Fonte: gov.br

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Embrapa Soja abre inscrições para cidade-sede do 11º Congresso Brasileiro de Soja


Embrapa Soja abre inscrições para cidade-sede do 11º Congresso Brasileiro de Soja

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Soja (Embrapa Soja) abriu o recebimento de propostas de cidades interessadas em sediar a 11ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja), prevista para 2028. Segundo a instituição, o evento é considerado o maior fórum técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul e reúne cerca de 2.000 congressistas. As candidaturas serão aceitas até quinta-feira (29).

De acordo com a Embrapa Soja, podem apresentar propostas os Convention Bureaus e as cidades interessadas em receber o congresso. Para participar do processo, é necessário preencher uma ficha de inscrição e encaminhar um dossiê com informações sobre a infraestrutura geral do município e a disponibilidade de centros de eventos aptos a receber a programação.

A ficha de inscrição deve ser solicitada pelo e-mail cnpso.cbsoja@embrapa.br. As propostas enviadas dentro do prazo serão analisadas por uma comissão. A Embrapa informou a data-limite para recebimento em quinta-feira (29) de maio de 2026.

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O CBSoja tem relevância técnica para a cadeia da oleaginosa por reunir pesquisadores, consultores, empresas, produtores e representantes de diferentes segmentos ligados à produção, manejo, inovação e mercado. A definição antecipada da sede faz parte da organização logística de um evento de grande porte, com demanda por estrutura de auditórios, hospedagem, mobilidade e serviços de apoio.

No material divulgado, a Embrapa Soja não detalhou os critérios de pontuação da comissão, nem informou nesta etapa quais exigências mínimas serão consideradas prioritárias na escolha da cidade-sede. Também não foram apresentados, até o momento, detalhes sobre o cronograma posterior de seleção.

Para os municípios interessados, o processo exige comprovação formal de capacidade operacional para receber um encontro técnico com público estimado em cerca de 2.000 participantes.

A próxima etapa depende da análise das candidaturas pela comissão responsável. Até a definição da sede, a orientação disponível é que os interessados solicitem a ficha, organizem a documentação exigida e observem o prazo oficial informado pela Embrapa Soja.

Fonte: embrapa.br

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