sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Produção de café no Brasil pode alcançar 66,7 milhões de sacas em 2026


A produção brasileira de café deve alcançar um recorde de quase 67 milhões de sacas de 60 kg em 2026, representando um crescimento de 18% em comparação com o ano anterior. Os dados são do segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Dados da produção

  • Produção estimada: 66,7 milhões de sacas
  • Crescimento em relação a 2025: 18%
  • Aumento em relação ao levantamento anterior: 0,8% (510 mil sacas)
  • Recorde anterior: 63 milhões de sacas em 2020

Exportações de carne bovina

As exportações brasileiras de carne bovina para a China também apresentaram crescimento, com 55,4% da cota anual já consumida no primeiro quadrimestre de 2026. O Brasil embarcou quase 613 toneladas de carne bovina em natura entre janeiro e abril, mantendo a liderança entre os fornecedores ao mercado chinês.

Produção de cana-de-açúcar

Estimativas da Canaplan projetam moagem entre 631 e 639 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/2027, com produtividade média de 77 toneladas por hectare e produção de açúcar em torno de 40 milhões de toneladas. Esse cenário é impactado por pressão climática e custos elevados.

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Câmara aprova projeto que garante defesa em embargos ambientais


A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que proíbe embargos ambientais aplicados exclusivamente com base em imagens de satélite. A proposta mantém a fiscalização, mas impede que medidas cautelares sejam usadas como punição antecipada, garantindo ao produtor o direito de defesa antes de qualquer sanção.

O texto também prevê que o produtor seja notificado previamente e possa apresentar esclarecimentos antes de restrições que impactem sua atividade ou o acesso ao crédito rural. O projeto segue agora para a análise do Senado Federal.

Objetivos da proposta

  • Garantir segurança jurídica ao produtor rural.
  • Impedir penalizações automáticas baseadas apenas em imagens de satélite.
  • Assegurar o direito à ampla defesa e fiscalização responsável.

Declarações de representantes

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária em Goiás, Marusa Boldrin, destacou que a proposta busca evitar prejuízos causados por sanções automáticas sem verificação presencial. Segundo ela, a tecnologia é importante, mas não deve ser a única base para decisões que afetam os produtores.

Impactos esperados

  • Redução de embargos injustos.
  • Facilitação do acesso ao crédito rural.
  • Promoção do desenvolvimento sustentável no setor agropecuário.

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AgroNewsPolítica & Agro

Fila nos portos pressiona contratos do agronegócio


O risco jurídico no agro ganhou força em 2026 com o avanço das filas de navios nos portos brasileiros e a instabilidade em rotas internacionais. O problema, que começa na logística, pode atingir diretamente produtores, tradings e operadores envolvidos nas exportações de commodities agrícolas, principalmente quando há atraso na entrega, cobrança de demurrage e divergência sobre quem deve assumir os prejuízos.

Atraso logístico vira problema contratual

A demora para embarcar commodities agrícolas deixou de ser tratada apenas como gargalo operacional. Em um mercado guiado por prazos, câmbio, frete e compromissos internacionais, cada dia de espera pode gerar efeito jurídico e financeiro sobre a cadeia exportadora. Quando o navio não é liberado no período previsto, surgem custos adicionais e aumenta a possibilidade de questionamentos entre as partes do contrato.

Esse ambiente preocupa porque a exportação agrícola depende de previsibilidade. Produtores, tradings e operadores logísticos assumem compromissos com base em datas de entrega, disponibilidade portuária e capacidade de escoamento. Quando esses fatores falham, contratos que pareciam seguros passam a depender da interpretação de cláusulas sobre responsabilidade, atraso e eventos excepcionais.

Quem paga a conta do atraso?

Na avaliação do advogado Edemilson Wirthmann Vicente, a origem do atraso é decisiva para definir quem pode responder pelos prejuízos. Quando o problema ocorre dentro dos portos brasileiros, como em casos de congestionamento ou falhas operacionais, a responsabilidade tende a recair sobre os operadores portuários, conforme explicou o especialista durante a entrevista.

O cenário muda quando o atraso tem relação com fatores externos. Situações como o bloqueio do Estreito de Hormuz envolvem outros agentes da cadeia, entre eles armadores, seguradoras e importadores. Nesses casos, o exportador brasileiro fica em uma posição mais sensível, porque precisa observar não apenas o contrato firmado, mas também a legislação aplicável e a forma como os riscos foram distribuídos entre as partes.

Força maior pode ser contestada

A cláusula de força maior aparece como uma das principais dúvidas nesse tipo de conflito. Embora seja usada para situações imprevisíveis, Edemilson Wirthmann Vicente avalia que os atrasos portuários recorrentes no Brasil podem deixar de ser enquadrados nessa categoria. A razão é que, quando o gargalo se repete e já é conhecido pelo mercado, ele perde parte do caráter excepcional.

Em crises internacionais, a análise também não é automática. O advogado destaca que a caracterização de força maior depende da demonstração de que houve impossibilidade real de cumprir o contrato. Como as exportações seguem ocorrendo por rotas alternativas em muitos casos, a justificativa pode ser questionada por compradores, seguradoras ou demais partes envolvidas na operação.

Prejuízo vai além da multa portuária

A demurrage é uma das consequências mais visíveis dos atrasos, mas não é a única. O custo adicional pode vir acompanhado de variação cambial, despesas logísticas extras, renegociação de prazos e desgaste comercial. Para o exportador, isso significa que o impacto financeiro pode se ampliar rapidamente, sobretudo quando o contrato não define com precisão como lidar com congestionamento portuário ou interrupções externas.

Além do caixa, há um risco de imagem. Atrasos recorrentes podem afetar a reputação comercial do Brasil no exterior, especialmente em negócios que dependem de regularidade e confiança. Para o agronegócio, que atua em cadeias globais e altamente competitivas, a segurança jurídica passa a ser tão relevante quanto a capacidade de produzir e embarcar.

Revisão de contratos deve ser preventiva

Diante desse quadro, a orientação do advogado é que exportadores revisem contratos e seguros antes que o conflito se instale. Entre os pontos de atenção estão cláusulas específicas sobre congestionamento portuário, risco de guerra, prazos flexíveis, renegociação automática e mecanismos de resolução de disputas.

Edemilson Wirthmann Vicente também recomenda que atrasos sejam documentados de forma rigorosa. Registros de comunicação, notificações, comprovantes operacionais e histórico dos eventos podem ser decisivos em uma eventual defesa judicial ou arbitral. “Proteção contratual e cambial precisam caminhar juntas”, afirmou o advogado.

Competitividade depende de previsibilidade

A combinação entre gargalos internos e instabilidade externa reforça a necessidade de o setor exportador tratar logística e contratos como partes da mesma estratégia. Segundo Edemilson Wirthmann Vicente, o risco para a competitividade brasileira não está apenas na geopolítica, mas também na deficiência estrutural dos portos.

Para produtores, tradings, cooperativas e empresas do setor, a mensagem é direta: contratos pouco detalhados aumentam a exposição a perdas. Em um ano marcado por filas de navios e incertezas nas rotas internacionais, a prevenção jurídica pode ser o fator que separa uma renegociação administrável de uma disputa milionária.





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Mercado do boi gordo passa por ajuste com aumento das escalas de abate


O mercado do boi gordo está passando por um momento de ajuste de preços, impulsionado pelo aumento das escalas de abate e pela maior oferta de animais a pasto em diversas regiões do Brasil. As informações foram apresentadas pelo analista da Datágro, Guilherme Zulim, durante uma atualização no Canal Rural.

Contexto do mercado

Atualmente, o indicador do boi está em um processo de correção de preços, refletindo a transição de um período chuvoso para um mês de maio mais frio e seco. Essa mudança climática tem favorecido o aumento das escalas de abate, que se mantêm próximas de 10 dias corridos em média no Brasil.

Dados de abate e participação de fêmeas

  • Até o final de abril, os dados de abate mostraram uma redução de cerca de 2%.
  • A queda foi impulsionada pela diminuição na participação de fêmeas, a mais significativa desde outubro de 2021.
  • Esse cenário é resultado da retenção de fêmeas devido às chuvas e aos preços elevados das categorias de reposição.

Demanda interna e externa

No mercado interno, a carcaça casada do boi no atacado paulista registrou um recuo, cotada em torno de R$ 23,50 por quilo. Em contrapartida, as exportações brasileiras continuam em patamares recordes, impulsionadas pela demanda aquecida, especialmente da China.

  • Até abril, o Brasil representou 55% do total de carne bovina importada pela China.
  • Entretanto, os volumes totais desembarcados na China têm desacelerado desde o início do ano.

Esses fatores indicam um cenário complexo para o mercado do boi gordo, que deve ser monitorado nos próximos meses.

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Exportações agropecuárias para países árabes caem quase 25% em abril


As exportações de produtos agropecuários do Brasil para os países árabes registraram uma queda de quase 25% em abril, devido ao conflito no Oriente Médio. Os dados foram divulgados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Impacto do Conflito

O Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui Arábia Saudita, Barém, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã, viu uma diminuição significativa nas exportações brasileiras. Em janeiro e fevereiro, a receita com embarques para a região foi superior ao mesmo período de 2025, mas a situação mudou drasticamente com o início do conflito no final de fevereiro.

  • Queda de 31,6% em março
  • Queda de 24,9% em abril

Receita Acumulada

No acumulado do ano, entre janeiro e abril, a receita atingiu 2,8 bilhões de dólares, apresentando uma leve queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do recuo, a demanda por produtos brasileiros ainda se mostra relevante, mesmo com o aumento dos custos logísticos.

Desafios Logísticos

O fechamento do Estreito de Ormuz elevou as despesas com fretes e seguros, além de exigir transbordos rodoviários e aéreos por longas distâncias. A expectativa é que a tendência de queda nas exportações diminua ao longo dos meses, uma vez que os produtos exportados são de primeira necessidade.

  • Produtos essenciais não podem ser postergados
  • Estoque regulador dos distribuidores tende a se esgotar

O setor aguarda um desfecho pacífico para o conflito, que já se estende por mais de dois meses, na esperança de que as exportações voltem a crescer ou apresentem uma queda menos acentuada nos próximos meses.

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Miguel Daoud defende projeto que proíbe punição a produtores rurais


O especialista Miguel Daoud se manifestou sobre um projeto que visa proibir a punição de produtores rurais sem um diagnóstico preciso, destacando a necessidade de uma avaliação justa das atividades agropecuárias.

Justificativa do projeto

Daoud argumenta que é injusto criminalizar um produtor sem um diagnóstico fiel, que deve ser baseado em informações precisas e atualizadas. Ele ressaltou a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como uma ferramenta essencial para a preservação ambiental, mas apontou que há atrasos nas informações que dificultam o acesso dos produtores.

Críticas ao ambientalismo

O especialista também criticou a visão de alguns ambientalistas sobre o agronegócio brasileiro, afirmando que há um preconceito em relação ao setor. Ele destacou que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e que, ao mesmo tempo, preserva uma significativa parte de suas florestas nativas.

Desafios e injustiças

Daoud mencionou que os produtores enfrentam restrições severas, como a limitação de 20% para cultivo em áreas de produção. Ele defendeu que as críticas ao agronegócio devem ser acompanhadas de uma fiscalização mais rigorosa sobre atividades ilegais, como o garimpo e o desmatamento.

Conclusão

Em sua fala, Daoud enfatizou a importância de uma gestão política que reconheça o papel da agropecuária na economia brasileira, defendendo que a produção rural é vital para o país e que as críticas devem ser baseadas em informações corretas e contextualizadas.

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14ª edição da Semana Nacional da Carne Suína é lançada em São Paulo


Nesta quinta-feira, em São Paulo, foi lançada a 14ª edição da Semana Nacional da Carne Suína, um evento que reúne representantes da produção, indústria e varejo com o objetivo de fortalecer o consumo e ampliar as vendas dessa proteína no Brasil.

Objetivos da campanha

A ação deste ano conta com a participação de 21 redes de supermercados, incluindo grandes grupos nacionais e atacarejos. O principal objetivo é promover a carne suína entre os consumidores, através de uma estratégia de educação e aproximação no varejo.

Impacto no consumo

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, a campanha busca aumentar a demanda e equilibrar os preços da carne suína, que atualmente apresenta um consumo médio de 20 kg per capita, um aumento significativo em relação aos 13 kg registrados há 16 anos.

Desafios e oportunidades

Um dos desafios enfrentados é combater preconceitos relacionados à proteína, investindo em formação e informação para os consumidores. A expectativa do setor é de um aumento nas vendas durante a campanha, com variações regionais significativas, como um crescimento de até 200% no Nordeste.

Estratégia de mercado

A estratégia do varejo inclui capacitação das equipes e apresentação dos produtos ao consumidor, destacando a carne suína como uma opção acessível e versátil. A procura por cortes mais magros e produtos práticos também tem crescido, refletindo as preferências dos consumidores.

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Serra Catarinense registra menor temperatura do ano com -5,6ºC


A Serra Catarinense, localizada em Bom Jardim da Serra, registrou a menor temperatura do ano, com -5,6ºC, durante o amanhecer gelado desta sexta-feira. A formação de geada criou um tapete de gelo sobre a vegetação da região.

Tendência de queda na intensidade do frio

De acordo com o meteorologista Artur Miller, a tendência é que a intensidade do frio diminua, embora ainda haja risco de geada ao longo do dia. Os dados da Epagri indicam que outras áreas de baixada em Santa Catarina também enfrentaram temperaturas negativas, como Caçador, que registrou mínima de -3ºC.

Previsão para o final de semana

O amanhecer gelado deve se estender para o Rio Grande do Sul, especialmente na Serra Gaúcha. A previsão é de que a temperatura comece a subir lentamente a partir do final de semana, com a possibilidade de chuvas leves na Serra Catarinense e na Serra Gaúcha. A chuva, no entanto, não deve ser significativa e pode ocorrer em forma de garoa.

Impactos nas regiões produtoras

Enquanto isso, no Centro-Oeste, a falta de chuvas tem preocupado os produtores, especialmente na região de Matopiba, onde as lavouras estão em fase de enchimento de grãos. A previsão é de que a primeira semana de junho traga um pulso de frio mais intenso, que poderá romper o padrão de tempo quente e seco, trazendo chuvas para a região.

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Conab libera R$ 2,4 milhões para o PAA e entrega máquinas no Distrito Federal


Conab amplia PAA no RN e entrega mini colheitadeiras à agricultura familiar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, nesta quinta-feira (21), a liberação de cerca de R$ 2,4 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Distrito Federal e entregou dois kits de maquinários do Programa Mecaniza+. Os atos ocorreram durante a AgroBrasília, em Brasília (DF), e envolvem entidades da agricultura familiar. Segundo a companhia, os recursos serão aplicados na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).

De acordo com a Conab, os dois kits de máquinas foram destinados à Associação dos Produtores Rurais do Núcleo Rural Sete Estrelas, em Ceilândia, e à Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Acampamento Noelton Angélico (ATTRAN), em Brazlândia. A estimativa informada pela estatal é de atendimento a cerca de 140 famílias de produtores rurais.

No caso do PAA, a assinatura dos Termos de Pactuação da Agricultura Familiar (TPAF) viabiliza aproximadamente R$ 2,4 milhões em recursos provenientes de emendas parlamentares. O montante será direcionado à execução da modalidade CDS, pela qual alimentos comprados da agricultura familiar são repassados a entidades socioassistenciais, como cozinhas solidárias e restaurantes populares.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Ao todo, 13 entidades da agricultura familiar foram incluídas nessa etapa, entre associações e cooperativas do Distrito Federal ligadas à produção agroecológica, assentamentos e reforma agrária. A Conab não detalhou, no material divulgado, o valor individual por entidade nem o cronograma operacional de entrega dos alimentos.

Segundo a superintendente regional da Conab no Distrito Federal, Regina Santos, os recursos reforçam a continuidade das ações de compra pública de alimentos e de apoio à mecanização. Na prática, a combinação entre aquisição institucional e acesso a equipamentos pode ampliar a capacidade operacional de pequenos produtores, reduzir etapas manuais do trabalho e dar escala à oferta destinada a programas públicos.

Durante a AgroBrasília, a companhia também apresentou ações ligadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), ao Programa Arroz da Gente e às políticas de armazenagem, além de oficinas sobre mini colheitadeiras e outros equipamentos.

A execução dos recursos do PAA e o uso dos maquinários passam agora pela operacionalização das entidades beneficiadas e pelo andamento dos termos assinados. Sem detalhamento oficial sobre prazos e metas físicas, o efeito prático deverá ser acompanhado pela entrega dos alimentos, pela adesão das associações e pela incorporação das máquinas à rotina produtiva.

Fonte: gov.br

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Bolsa de Buenos Aires eleva estimativa para safra de soja da Argentina


USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou nesta quinta-feira (21) sua estimativa para a produção de soja da Argentina na safra 2025/26, de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas. A revisão ocorreu após análise com sensores remotos, que também levou a entidade a reduzir a área cultivada de 17,2 milhões para 16,8 milhões de hectares. Segundo a bolsa, o ajuste foi compensado por rendimentos acima da média em ampla parte da área agrícola.

De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área de soja ficou 9% abaixo da safra passada e 1,3% menor que a média das últimas cinco campanhas. Ainda assim, a produtividade média nacional foi estimada em 3,28 toneladas por hectare, o maior nível das últimas seis temporadas.

A colheita da oleaginosa avançou 17 pontos porcentuais na última semana e atingiu 74,7% da área apta. O ritmo indica avanço acelerado dos trabalhos em relação ao milho, cuja colheita segue mais lenta no país.

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Para o cereal, a bolsa também revisou para cima sua projeção de produção em 2025/26, de 61 milhões para 64 milhões de toneladas. A área semeada foi ajustada em 300 mil hectares, para 8,4 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio nacional foi estimado em 8,48 toneladas por hectare.

A colheita de milho alcançou 32,9% da área apta, com avanço semanal de 0,9 ponto porcentual. Segundo a entidade, os trabalhos continuam lentos porque os agricultores estão priorizando a retirada da soja em grande parte da região agrícola.

As revisões na Argentina são acompanhadas pelo mercado por envolverem um dos principais produtores e exportadores globais de soja e milho. Com produção maior, a oferta regional de grãos ganha novo parâmetro para formação de preços e fluxo comercial. A dimensão desse efeito sobre as cotações dependerá da evolução da colheita, da qualidade final dos grãos e das condições de comercialização nos próximos relatórios.

No curto prazo, o mercado deve seguir atento ao avanço da colheita e a eventuais novos ajustes de produtividade e área. Até o momento, os dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicam cenário de oferta mais robusta na Argentina, embora ainda dependente da consolidação dos trabalhos de campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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