sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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COP30 apresenta proposta para acelerar ações sobre desmatamento e combustíveis fósseis


COP30 apresenta proposta para acelerar ações sobre desmatamento e combustíveis fósseis

As presidências da 30ª e da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs 30 e 31) apresentaram, na última semana, em Copenhague, na Dinamarca, uma proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática. A discussão reuniu representantes de cerca de 40 países e incluiu os chamados mapas do caminho para combustíveis fósseis e desmatamento até 2030. O encontro ocorreu antes das sessões preparatórias de Bonn, na Alemanha, e antecede a COP31, prevista para novembro, em Antália, na Turquia.

Segundo a Presidência da COP30, o Acelerador Global de Implementação Climática foi lançado em novembro de 2025, em Belém, com a proposta de priorizar ações com potencial de escala global e maior velocidade de execução. A iniciativa busca deslocar parte do foco das negociações climáticas de textos e compromissos formais para mecanismos de implementação.

Durante a reunião ministerial, também foram debatidos os roadmaps sobre combustíveis fósseis e desmatamento, tema acordado na COP28, em Dubai, em 2023. De acordo com a delegação brasileira, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições em consulta realizada entre fevereiro e abril para subsidiar esses documentos.

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A CEO da COP30, Ana Toni, definiu o acelerador como um mecanismo cooperativo e voluntário voltado à adoção de tecnologias, procedimentos e metodologias em diferentes frentes da Agenda de Ação. Já o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o desafio central está menos na ausência de soluções técnicas e mais em financiamento e transferência de tecnologia para viabilizar a execução das medidas.

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação com exigências crescentes sobre rastreabilidade, combate ao desmatamento ilegal, adaptação climática e acesso a recursos para transição de baixo carbono. O encontro, no entanto, não detalhou medidas operacionais específicas para produtores rurais, prazos regulatórios adicionais nem instrumentos financeiros aplicáveis ao campo.

A preparação para a COP31 deve avançar nas sessões de Bonn, onde os países discutirão implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas, adaptação e financiamento climático. Até o momento, o material apresentado em Copenhague indica direção política e técnica, mas ainda depende de detalhamento sobre metas, instrumentos e formas de execução.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Acordo entre EUA e Irã pode reduzir energia e abrir espaço para corte de juros, diz Hassett


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou neste domingo (24) que um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz e ampliar a oferta global de petróleo. Segundo ele, esse movimento teria potencial para reduzir os preços de energia, aliviar a inflação nos Estados Unidos e criar espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Até o momento, porém, não houve anúncio oficial de acordo.

Em entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News, Hassett disse que o mercado já opera com cautela, com compradores evitando novas aquisições de petróleo à vista diante da expectativa de queda nas cotações. Ele também afirmou que há petróleo represado na região e capacidade adicional pronta para entrar em operação, com destaque para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Segundo os dados citados na entrevista, os consumidores americanos pagam mais de US$ 4,50 por galão de gasolina e mais de US$ 5,50 por galão de diesel, enquanto o barril de petróleo está próximo de US$ 100. Hassett lembrou que, no início da crise, havia projeções de barril acima de US$ 150 caso o estreito fosse fechado, cenário que não se confirmou.

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O assessor também afirmou que a energia segue como um vetor relevante da inflação, embora não seja o único. Na avaliação dele, uma queda dos combustíveis poderia puxar os índices para baixo e abrir margem para que o banco central americano reduza os juros. As declarações ocorreram após Kevin Warsh assumir a presidência do Fed, em sucessão a Jerome Powell.

Para o agronegócio, o tema tem relevância por envolver custos diretamente ligados ao diesel, ao transporte de grãos, carnes e insumos, além de influenciar fertilizantes, preços internacionais de commodities e o ambiente financeiro global. Juros menores nos Estados Unidos também podem alterar fluxo de capitais, dólar e condições de crédito, com reflexos sobre comercialização e margens no campo.

No curto prazo, o mercado deve acompanhar dois pontos centrais: a confirmação ou não de um acordo entre Washington e Teerã e a reação das cotações do petróleo. Sem definição formal sobre as negociações, ainda não há base para estimar a magnitude de eventual queda da energia nem o efeito concreto sobre a política monetária americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Estudo revela erro que compromete a produção de látex em seringueiras clonadas


Seringueira
Foto: Breno Lobato/Embrapa

Apesar do advento da borracha sintética, que encerrou definitivamente o ciclo de opulência que teve seu auge na Amazônia brasileira na virada do século 19 para o 20, a borracha natural continua insubstituível para vários usos, como a confecção de pneus para aeronaves e de equipamentos médicos.

A borracha natural distingue-se por combinar, de maneira única, flexibilidade e robustez, oferecendo aos objetos produzidos alta elasticidade e poder de recuperação da forma original e resistência à fadiga, ao aquecimento, ao rasgamento e à abrasão. Além disso, possui a virtude de ser uma matéria-prima de origem renovável e de as plantações poderem ajudar na captura de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

Mercado e produção

No entanto, o Brasil perdeu a primazia na produção de borracha natural, hoje liderada por Tailândia (35%), Indonésia (25%) e Vietnã (8-10%), seguidos por China (6-7%) e Índia (5-6%). Com menos de 2% da produção mundial, o Brasil não consegue abastecer o mercado interno e precisa importar a matéria-prima.

Um dado surpreendente para os não especialistas é que o epicentro da produção brasileira se deslocou da Amazônia para o estado de São Paulo. Como a seringueira leva cerca de dez anos para entrar em sua fase produtiva plena, alguns fazendeiros sediados no território paulista, que se dedicam a outros cultivares como atividade principal, reservam uma parte da propriedade para o plantio da seringueira, como uma espécie de poupança para o futuro.

Baixa produtividade

O grande problema é que, na hora de começar a colher o látex, muitos se surpreendem com a baixa produtividade das árvores, apesar de terem introduzido na fazenda os melhores clones disponíveis no mercado. A explicação foi dada agora, com o rigor do método científico, por um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Agronômico (IAC) e publicado no periódico The Plant Genome.

A pesquisa mostrou que o porta-enxerto (isto é, a planta que sustenta o clone enxertado) desempenha papel decisivo na produtividade da seringueira, podendo determinar diferenças expressivas na produção de látex.

“Investigamos, pela primeira vez, os mecanismos moleculares envolvidos na interação entre o enxerto e o porta-enxerto em seringueiras [Hevea brasiliensis], principal fonte mundial de borracha natural. Nossos achados evidenciam que os porta-enxertos não são apenas suportes para fixação dos clones, mas sim agentes ativos na regulação da expressão gênica do material enxertado, com impacto direto na produtividade e adaptabilidade da cultura”, afirma o pesquisador Wanderson Lima Cunha, primeiro autor do artigo.

Principais resultados

Para entender essa diferença tão marcante, os pesquisadores analisaram o transcriptoma – o conjunto de genes expressos) de árvores enxertadas em diferentes porta-enxertos. “Identificamos milhares de genes cuja expressão varia conforme a combinação enxerto-porta-enxerto, incluindo genes diretamente ligados à produção de látex”, informa Cunha.

Entre os principais resultados, o estudo identificou genes exclusivos e diferencialmente expressos relacionados às variações de produtividade, além de evidenciar a atuação de vias metabólicas, como a do jasmonato (hormônio vegetal ligado à resposta a estresses e à regulação metabólica) na produção de látex.

A pesquisa também apontou diferenças nas redes de coexpressão gênica, indicando distintos níveis de interação entre genes envolvidos na biossíntese da borracha. Os resultados reforçam que o porta-enxerto exerce um papel além do suporte físico, atuando diretamente na modulação da fisiologia da planta.

Segundo os pesquisadores, o desconhecimento sobre a importância do porta-enxerto tem causado prejuízos significativos aos produtores.

“Quando o agricultor vai comprar a muda, ele pede o clone, mas não pede o porta-enxerto. E ninguém o informa sobre isso. Como a seringueira demora anos para entrar em produção, o erro só é percebido tarde demais. O fazendeiro espera mais de uma década para descobrir que está produzindo muito menos do que poderia”, sublinha a professora titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp, Anete Pereira de Souza.

Além do avanço científico, o estudo tem forte aplicação prática. Com base nos resultados, o IAC está preparando uma cartilha para orientar viveiristas e produtores sobre as melhores combinações entre clones e porta-enxertos. Os autores defendem também a criação de políticas que exijam a identificação do porta-enxerto na comercialização de mudas.

Os resultados apontam para uma mudança de paradigma na cultura da seringueira. Até agora, os programas de melhoramento focavam quase exclusivamente nos clones enxertados. O estudo mostra que isso é insuficiente.

Ao incorporar o porta-enxerto como componente ativo, abre-se a possibilidade de aumentar a produtividade, melhorar a adaptação a estresses (como seca), reduzir doenças e tornar a cultura mais competitiva.

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Corteva abre inscrições para programa de estágio; veja como se candidatar


Foto gerada por IA.
Foto gerada por IA.

A Corteva Agriscience, multinacional que atua no setor de sementes, defensivos agrícolas e biológicos, abriu inscrições para uma nova edição do Programa de Estágio voltado a estudantes de agronomia e engenharia agronômica. Ao todo, a empresa disponibiliza 21 vagas em unidades localizadas em 12 estados e no Distrito Federal.

As inscrições seguem até 31 de maio. A previsão de admissão dos selecionados é para agosto.

Segundo a companhia, as oportunidades são destinadas a estudantes de agronomia e engenharia agronômica que estejam no período obrigatório de estágio curricular. Os candidatos poderão atuar nas áreas comercial, comercial de campo, pesquisa & desenvolvimento, produção de sementes e proteção de cultivos.

O processo seletivo contará com etapas on-line, apresentações, painéis, estudos de caso e entrevistas. A carga horária será de oito horas diárias e 40 horas semanais, com duração de seis meses.

Bolsa auxílio chega a R$ 2,9 mil

Os estagiários selecionados receberão bolsa auxílio mensal de R$ 2.920, além de benefícios como assistência médica e odontológica, auxílio transporte, auxílio refeição, auxílio internet, seguro de vida, além de e apoio assistencial psicológico, jurídico e financeiro.

O programa também prevê acesso a plataformas de treinamento e desenvolvimento profissional, incluindo cursos de inglês e conteúdos da plataforma LinkedIn Learning.

Segundo a empresa, os participantes terão acompanhamento de gestores e mentores ao longo do estágio.

Vagas estão distribuídas em 12 estados e no DF

As oportunidades estão disponíveis nas seguintes localidades:

  • Bahia: Luís Eduardo Magalhães e Teixeira de Freitas
  • Distrito Federal: Planaltina
  • Goiás: Formosa, Rio Verde e Itumbiara
  • Mato Grosso: Campo Grosso, Primavera do Leste, Sorriso e Sinop
  • Mato Grosso do Sul: Dourados
  • Minas Gerais: Alfenas
  • Paraná: Campo Mourão, Londrina e Toledo
  • Pernambuco: Petrolina
  • Piauí: Uruçuí
  • Rio Grande do Sul: Passo Fundo e Santa Rosa
  • Rondônia: Vilhena
  • São Paulo: Mogi Mirim
  • Tocantins: Palmas

Inscrições seguem até o fim de maio

Os interessados devem realizar a inscrição até 31 de maio no portal da Companhia de Estágios (clique aqui para se inscrever).

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Nova ampliação torna Porto do Rio de Janeiro apto a receber navios de até 366 metros


Porto do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/Porto do Rio de Janeiro

A conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao Porto do Rio de Janeiro o tornaram apto a receber embarcações da classe New Panamax, que está entre as maiores da navegação comercial mundial.

A obra contou com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio. Ao todo, foram aportados R$ 163 milhões na iniciativa.

Neste mês, o primeiro navio a atracar no porto, dentro desse novo cenário operacional, foi o porta-contêineres MSC Katrina, embarcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés).

Esse navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape, em Pernambuco e seguiu com destino ao Porto de Santos, em São Paulo.

Para que um porto possa receber embarcações de maior porte, são necessárias obras de modernização da infraestrutura portuária, especialmente dragagem, ampliação de calado, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais.

No caso do Porto do Rio de Janeiro, o canal de acesso passou por obras de dragagem, com investimentos de R$ 98 milhões angariados pelo Novo PAC e R$ 65 milhões pela PortosRio.

Com a conclusão das obras, a profundidade mínima do canal de acesso foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e adequando a infraestrutura para receber navios da classe New Panamax.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a nova capacidade operacional marca um avanço importante para o Porto do Rio de Janeiro e para a infraestrutura portuária brasileira.

“Esse avanço amplia a competitividade do terminal, fortalece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuária brasileira”, destacou.

De acordo com a PortosRio, a iniciativa amplia, ainda, a eficiência operacional e logística do porto, melhora as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte e reduz restrições operacionais e custos logísticos.

Atualmente, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de comprimento.

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Medida Provisória abre crédito extraordinário para atingidos por enchentes em MG


família atingida por enchente em MG
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1361/26) que abre crédito extraordinário de R$ 75,3 milhões para atender mais de 10 mil famílias atingidas por desastres climáticos na Zona da Mata mineira.

O governo federal explicou em mensagem que a estimativa inicial era atender 5 mil famílias com R$ 7.300, mas que isso se mostrou insuficiente.

“Vários municípios foram impactados com inundações bruscas que comprometeram infraestruturas essenciais, incluindo unidades de saúde, escolas e vias de escoamento logístico abrangendo municípios de Minas Gerais, em especial na Zona da Mata”, justificou a mensagem.

O crédito tem impacto no endividamento do governo, mas não afeta a meta de superávit primário de 2026, que é de R$ 34,3 bilhões, por se tratar de uma despesa extraordinária.

A medida será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

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Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa


Homem agachado sobre terra seca
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso.

O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

  • Ter que arcar com um custo maior de vida – 53%
  • Problemas de saúde física – 45%
  • Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%
  • Adoecimento mental – 32%
  • Perda de renda – 17%
  • Perda de emprego – 10%

A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).

A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores.

“Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também”, complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo.

O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).

Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar.

De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

A pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”.

As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.

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Irmãos transformam pequena propriedade no Paraná em potência da avicultura


Família de avicultores do interior do Paraná
Foto: Canal Rural/Interligados

A avicultura mudou definitivamente o destino da família Bisola no município de Lobato, região norte do Paraná. Mais do que uma atividade econômica rentável, a produção de frango tornou-se o elo que mantém os irmãos Alessandro, Ademir e Dayane unidos no trabalho diário.

Criados desde a infância lidando com agricultura e pecuária leiteira em uma propriedade de apenas dez alqueires, eles hoje são referência de produtividade e eficiência na integração. O caminho até os aviários foi marcado por desafios e superação.

Desafios e recomeço

Após anos trabalhando fora, Alessandro retornou ao sítio dos pais impulsionado por dificuldades financeiras, logo após a internação de 21 dias de seu filho recém-nascido na UTI. O recomeço na terra familiar se deu pela horticultura, mas a busca por maior escala comercial os levou a conhecer um projeto de integração de aves.

A transição para a avicultura gerou forte apreensão. O investimento inicial era alto, exigia colocar a terra da família como garantia e nenhum dos três irmãos possuía experiência com frangos de corte.

A confiança que fez a diferença

A virada de chave ocorreu após o pai dar um voto de confiança, entregando o destino do patrimônio nas mãos dos filhos. As obras dos primeiros galpões começaram em 2019, enfrentando a escalada de custos e a incerteza da pandemia, com o primeiro lote alojado em novembro daquele ano.

Atualmente a granja conta com seis aviários distribuídos em três núcleos operacionais. Cada irmão administra um núcleo de forma independente, mas totalmente alinhados nas metas de desempenho.

Resultados e planos futuros

O rigor nos detalhes é apontado pelos técnicos como o grande diferencial da família Bisola. O planejamento rigoroso, que vai desde o estoque antecipado de lenha para o inverno até o preparo minucioso dos galpões antes do alojamento, evita falhas e garante premiações frequentes de produtividade.

A estabilidade financeira trazida pelo frango cimentou a permanência de todos no campo. Alessandro já nota com orgulho o interesse da próxima geração em dar continuidade ao legado construído a muitas mãos.

Movidos pela satisfação de produzir alimentos em larga escala para o Brasil e o mundo, os irmãos preparam a expansão do negócio. A terraplanagem já foi iniciada na propriedade para abrigar novos aviários e multiplicar a capacidade produtiva da família nos próximos anos.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Risco de El Niño muito forte está aumentando, diz Climatempo


enchentes RS muncípios afetados pela chuva
Foto: Rafa Neddermeyer

As últimas análises da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) não deixam mais dúvidas: o El Niño vai se formar novamente e seu início oficial deve ocorrer em breve, provavelmente durante o mês de junho.

Desde que o monitoramento da temperatura do Pacifico Equatorial começou a indicar, ainda no ano passado, que 2026 poderia ser um ano afetado pelo fenômeno, a ideia de que sua intensidade seria forte só ganhou força.

Segundo a Climatempo, a projeção atual é de que até setembro de 2026, o aquecimento intenso das águas do oceano poderá ocorrer em uma grande área, desde a costa do Peru até o meio do Pacífico Equatorial, sinalizando que o El Niño poderá ser muito forte.

Na imagem abaixo, a região marcada com o retângulo preto é conhecida como Niño 3.4. A média da temperatura da água do mar nesta região é a referência do monitoramento do El Niño. Quanto mais forte o tom de vermelho, mais quente. O vermelho escuro indica que a temperatura na superfície da água do mar pode ficar mais de 2°C acima da média normal.

aquecimento das águas do Pacífico

Mas o que acontece quando esse pedaço do oceano esquenta muito? Esse calor não fica só no mar. Vai para atmosfera também. E então, à medida que o calor vai sendo transportado para o alto, por meses seguidos, os ventos e a pressão atmosférica ficam com um padrão diferente do normal, em várias partes do planeta. E isso muda a forma e a quantidade de chuva e a temperatura do ar.

Assim, o El Niño pode estimular mais chuva em algumas regiões do planeta e secas em outras. Em anos de El Niño, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que sofre com secas e escassez de água, é beneficiado com mais chuva. Mas o sul da África, a Índia e parte da Austrália ficam com pouca chuva.

E no Brasil, quais os impactos? Por aqui, o fenômeno climático costuma trazer mais chuva para a região Sul e maior risco de seca na Amazônia e no Nordeste. Outra efeito típico é o risco de onda de calor, que aumenta exponencialmente, principalmente na primavera.

Os mapas abaixo mostram os impactos do El Niño em diferentes períodos do ano:

impactos do El Niño no globo
Foto: Reprodução Climatempo
Impactos do El Niño

A Climatempo pontua que é muito provável que o El Niño 2026 seja forte, mas ainda não se pode afirmar que será um super El Niño.

A empresa de meteorologia ainda ressalta que os impactos que um El Niño forte a muito forte causaram nos biênios 2015/2016 e 2023/2024 não serão, necessariamente, os mesmos em 2026. Com isso, ainda não é possível dizer quais áreas serão mais atingidas por fenômenos como seca, incêndios e enchentes, visto que esse tipo de previsão é feito no médio e curto prazo.

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Durigan diz que Brasil evitou retaliação em resposta a tarifas dos Estados Unidos


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil respondeu sem retaliação ao aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e comparou a reação brasileira à adotada pela Europa. A declaração foi dada em entrevista à revista francesa Le Grand Continent, durante agenda em Paris no início da última semana, paralelamente à Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G7. Segundo ele, o Brasil chegou a enfrentar tarifa total de 50% sobre seus produtos.

Na entrevista, Durigan afirmou que o país foi submetido a uma tarifa de 10% aplicada de forma global, somada a 40% adicionais, totalizando 50%. Segundo o ministro, a estratégia brasileira foi rejeitar a medida e sustentar posição diplomática e política, sem impor contramedidas comerciais imediatas aos Estados Unidos.

O ministro argumentou que o Brasil mantém déficit comercial com os norte-americanos em áreas como serviços, tecnologia e produtos farmacêuticos. A partir desse quadro, disse que o país poderia ter adotado uma resposta tarifária, mas optou por não seguir esse caminho. Na mesma entrevista, avaliou que a Europa reagiu de forma mais rápida e direta na tentativa de alcançar um acordo com Washington.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para o agronegócio e a indústria de base exportadora, o tema tem relevância porque medidas tarifárias alteram competitividade, preços relativos e fluxo de comércio. No material divulgado, porém, não há detalhamento sobre quais produtos brasileiros foram diretamente atingidos, nem sobre eventuais efeitos por cadeia produtiva, como grãos, carnes, açúcar, etanol ou minério.

Durigan também defendeu o multilateralismo e afirmou que o Brasil busca boas relações com diferentes parceiros, mas sem abrir espaço para aumento desordenado de importações de manufaturados. Ao citar a necessidade de agregar valor à produção nacional, mencionou o objetivo de evitar a exportação apenas de matérias-primas não processadas, como minério de ferro, soja e cana-de-açúcar. O ministro ainda relacionou a posição brasileira à agenda de energia limpa e biocombustíveis, em meio às incertezas geopolíticas internacionais.

Sem detalhamento oficial sobre produtos, prazos ou setores afetados pelas tarifas, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos sobre cadeias agroexportadoras. O tema segue relevante porque mudanças no ambiente tarifário internacional podem alterar demanda externa, margens de exportação e decisões de investimento em processamento e agregação de valor no Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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