Plantio direto favorece carbono na matéria orgânica
A cobertura permanente é uma das bases dessa estratégia
Agrolink
– Leonardo Gottems

A cobertura permanente é uma das bases dessa estratégia – Foto: Dirceu Gassen
O aumento do carbono no solo depende da produção vegetal, da atividade das raízes e de práticas que reduzam as perdas para a atmosfera. Segundo Fernando Souza, engenheiro agrônomo, parte do carbono fixado pela fotossíntese é incorporada à biomassa das plantas, enquanto outra parcela chega ao solo por meio dos exsudatos radiculares.
Para ampliar o sequestro, o manejo deve favorecer a estabilização desse carbono, principalmente na matéria orgânica e em associações com minerais. Esse processo ajuda a manter o elemento armazenado e a limitar sua liberação para a atmosfera.
A cobertura permanente é uma das bases dessa estratégia. A orientação é manter plantas sobre a área durante o maior período possível, com diversidade de espécies e elevada produção de biomassa. A presença contínua de raízes e resíduos vegetais amplia a entrada de carbono no sistema.
O sistema de plantio direto reúne três práticas centrais: ausência de preparo do solo, cobertura e rotação de culturas. A integração desses elementos reduz a movimentação da área e favorece um ambiente mais estável para o acúmulo de matéria orgânica.
A escolha das plantas também interfere no resultado. Espécies com alta produção de biomassa, crescimento rápido e sistema radicular vigoroso e profundo são mais adequadas. Elas devem se adaptar à janela de manejo e não atuar como hospedeiras dos patógenos da área. Assim, a diversificação do cultivo pode ampliar a proteção do solo, fortalecer a produção de resíduos e melhorar as condições para reter carbono ao longo do tempo. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

