Risco de El Niño muito forte está aumentando, diz Climatempo

As últimas análises da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) não deixam mais dúvidas: o El Niño vai se formar novamente e seu início oficial deve ocorrer em breve, provavelmente durante o mês de junho.
Desde que o monitoramento da temperatura do Pacifico Equatorial começou a indicar, ainda no ano passado, que 2026 poderia ser um ano afetado pelo fenômeno, a ideia de que sua intensidade seria forte só ganhou força.
Segundo a Climatempo, a projeção atual é de que até setembro de 2026, o aquecimento intenso das águas do oceano poderá ocorrer em uma grande área, desde a costa do Peru até o meio do Pacífico Equatorial, sinalizando que o El Niño poderá ser muito forte.
Na imagem abaixo, a região marcada com o retângulo preto é conhecida como Niño 3.4. A média da temperatura da água do mar nesta região é a referência do monitoramento do El Niño. Quanto mais forte o tom de vermelho, mais quente. O vermelho escuro indica que a temperatura na superfície da água do mar pode ficar mais de 2°C acima da média normal.

Mas o que acontece quando esse pedaço do oceano esquenta muito? Esse calor não fica só no mar. Vai para atmosfera também. E então, à medida que o calor vai sendo transportado para o alto, por meses seguidos, os ventos e a pressão atmosférica ficam com um padrão diferente do normal, em várias partes do planeta. E isso muda a forma e a quantidade de chuva e a temperatura do ar.
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Assim, o El Niño pode estimular mais chuva em algumas regiões do planeta e secas em outras. Em anos de El Niño, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que sofre com secas e escassez de água, é beneficiado com mais chuva. Mas o sul da África, a Índia e parte da Austrália ficam com pouca chuva.
E no Brasil, quais os impactos? Por aqui, o fenômeno climático costuma trazer mais chuva para a região Sul e maior risco de seca na Amazônia e no Nordeste. Outra efeito típico é o risco de onda de calor, que aumenta exponencialmente, principalmente na primavera.
Os mapas abaixo mostram os impactos do El Niño em diferentes períodos do ano:


A Climatempo pontua que é muito provável que o El Niño 2026 seja forte, mas ainda não se pode afirmar que será um super El Niño.
A empresa de meteorologia ainda ressalta que os impactos que um El Niño forte a muito forte causaram nos biênios 2015/2016 e 2023/2024 não serão, necessariamente, os mesmos em 2026. Com isso, ainda não é possível dizer quais áreas serão mais atingidas por fenômenos como seca, incêndios e enchentes, visto que esse tipo de previsão é feito no médio e curto prazo.
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