quinta-feira, junho 25, 2026

Autor: Redação

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Bolsas da Europa sobem com avanço de negociações entre EUA e Irã


EUA prorrogam isenção temporária para petróleo russo retido no mar

As bolsas europeias operaram em alta na manhã desta segunda-feira (25), em meio ao avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e à queda das cotações do petróleo. Por volta das 6h25, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,78%, aos 629,97 pontos. O movimento ocorreu após declarações de autoridades e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tratativas em andamento com Teerã.

Segundo informações divulgadas pela CNBC, o mercado reagiu à avaliação de que um possível acordo pode reduzir o risco geopolítico no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A redução dessa incerteza pressionou para baixo os preços da energia e melhorou o apetite por ativos de risco na Europa.

No início da manhã, o petróleo Brent caía mais de 5%, para cerca de US$ 95 por barril, voltando a ficar abaixo de US$ 100. Entre os setores europeus, os destaques de alta eram viagem e lazer, com avanço de 1,8%, e bancos, com 1,4%.

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Às 6h41, a Bolsa de Paris subia 1,44%, Frankfurt avançava 1,39% e Milão ganhava 0,99%. Madri e Lisboa registravam altas de 1,72% e 0,59%, respectivamente. A liquidez, porém, tendia a ser mais restrita, em razão de feriados no Reino Unido e nos Estados Unidos.

No domingo (24), Trump afirmou, em publicação na Truth Social, que as negociações com o Irã avançavam de forma “ordeira e construtiva”. Autoridades regionais também indicaram que os dois países estariam próximos de um entendimento para encerrar a guerra.

Para o setor agropecuário, o comportamento do petróleo é um indicador relevante porque influencia combustíveis, fretes e parte dos custos operacionais ao longo das cadeias produtivas. Ainda assim, o conteúdo disponível não detalha efeitos imediatos sobre preços internos de diesel, fertilizantes ou logística rural.

O mercado seguirá monitorando os desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio e o comportamento do Brent nos próximos dias. Sem novos detalhes oficiais sobre o acordo e seus prazos, ainda não há base suficiente para projetar efeitos mais amplos sobre custos do setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Europa sobem com avanço de negociações entre EUA e Irã


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta segunda-feira (25), após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento foi acompanhado por queda de mais de 5% no petróleo Brent, que recuava para cerca de US$ 95 por barril e voltava a ficar abaixo de US$ 100. O cenário reduziu preocupações com a economia global e favoreceu ativos de risco na Europa.

Por volta de 6h25, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,78%, a 629,97 pontos, segundo dados citados pela CNBC. Entre os setores, viagem e lazer avançava 1,8%, enquanto o segmento bancário ganhava 1,4%.

Nas principais praças, às 6h41, a Bolsa de Paris registrava alta de 1,44%, Frankfurt subia 1,39%, Milão avançava 0,99%, Madri ganhava 1,72% e Lisboa tinha valorização de 0,59%.

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O movimento ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as negociações com o Irã estavam “prosseguindo de maneira ordeira e construtiva”. Autoridades regionais também indicaram a possibilidade de um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

A queda do petróleo ajudou a aliviar parte da pressão sobre a perspectiva econômica internacional. Para o agronegócio, esse tipo de movimento é acompanhado de perto porque o petróleo influencia custos de combustíveis, transporte e parte do ambiente de preços da economia global. O texto de origem, porém, não apresenta estimativas específicas sobre repasses para diesel, frete ou insumos ligados ao setor agropecuário.

A liquidez dos mercados europeus também tende a ficar mais restrita nesta segunda-feira (25), em razão de feriados no Reino Unido e nos Estados Unidos, com bolsas locais fechadas.

No curto prazo, o foco do mercado permanece nas negociações geopolíticas e no comportamento do petróleo. Sem novos dados sobre combustíveis ou custos setoriais, ainda não há base técnica suficiente para medir o efeito direto sobre produtores rurais, mas a trajetória da energia segue como variável relevante para a economia e para as cadeias agroindustriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Fim de semana será de chuva em várias regiões


O fim de semana será marcado por instabilidade em diversas regiões do país, com previsão de temporais no Sul e no Sudeste e possibilidade de formação de ciclone na segunda-feira (25), segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia. O órgão aponta que as pancadas de chuva e trovoadas devem ganhar intensidade entre sábado (23) e segunda-feira (25), principalmente em áreas de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No sábado (23), os maiores acumulados de chuva devem se concentrar em áreas do Sudeste e do Sul do país. Em São Paulo e no litoral de Santa Catarina, há previsão de chuva persistente. Já no Nordeste, os volumes mais expressivos devem atingir o sul da Bahia, enquanto na Região Norte as instabilidades continuam espalhadas por diversos estados.

Para domingo (24), o Instituto Nacional de Meteorologia prevê pancadas de chuva em todo o litoral paulista e na região de Itapetininga, além de chuvas isoladas no sul de Minas Gerais. No Sul, a instabilidade segue no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul deve ter tempo mais estável. No Norte, há previsão de pancadas com trovoadas em praticamente toda a região, com exceção de Acre, Rondônia e Tocantins.

A segunda-feira (25) deve ser o dia de maior atenção. Segundo o Inmet, a formação de um ciclone favorecerá temporais em toda a Região Sul, especialmente no noroeste do Rio Grande do Sul, onde há possibilidade de queda de granizo. No Sudeste, as chuvas devem atingir o sul e oeste de São Paulo, além de áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais. No Centro-Oeste, a chuva avança sobre o centro-sul de Mato Grosso do Sul e o noroeste de Mato Grosso.

Na Região Norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continuará favorecendo pancadas de chuva com trovoadas no norte do Amazonas, Roraima e Amapá ao longo do sábado. O Amapá pode registrar acumulados de até 80 milímetros no domingo. Na segunda-feira, as chuvas devem ganhar força em áreas do Amazonas e da Ilha de Marajó, no Pará.

No Nordeste, o Inmet alerta para condições mais severas no sul da Bahia, litoral de Sergipe e Alagoas e no noroeste do Maranhão durante o sábado. O interior da região deve permanecer com tempo mais estável. As temperaturas máximas podem chegar a 36°C entre Ceará e Rio Grande do Norte, enquanto as mínimas devem atingir cerca de 14°C no centro-sul baiano na segunda-feira.

No Centro-Oeste, há previsão de tempestades isoladas no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Goiás e sudeste de Mato Grosso. As temperaturas seguem elevadas no norte mato-grossense, podendo alcançar 36°C, enquanto as mínimas ficam próximas de 14°C no sudoeste sul-mato-grossense.

Na Região Sudeste, o sábado terá previsão de chuva forte em grande parte de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, áreas que estão sob aviso do Instituto Nacional de Meteorologia para tempestades. As temperaturas máximas devem atingir 32°C no noroeste paulista, enquanto as mínimas ficam em torno de 10°C na Serra da Mantiqueira.

Já na Região Sul, as instabilidades devem provocar chuva intensa, descargas elétricas e rajadas de vento de até 100 km/h no oeste e centro-norte do Paraná no sábado. Em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis e no Vale do Itajaí, a previsão é de chuva persistente. A partir da madrugada de segunda-feira, os temporais avançam pela região com possibilidade de granizo, ventos fortes e chuva intensa.





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PIB decide o futuro da Selic; saiba o que esperar dos mercados


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o PIB do primeiro trimestre será o teste definitivo para a trajetória da Selic em 2026. Além do dado de atividade na sexta-feira (29), a semana traz IPCA-15 e Caged.

No exterior, petróleo acima de US$ 100 e Fed sem sinal de cortes mantêm pressão sobre juros globais.

Ibovespa fechou em queda de 0,81% aos 176 mil pontos e dólar avançou a R$ 5,02.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Bolsas da Ásia sobem com avanço nas negociações entre EUA e Irã


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira (25), em meio à sinalização de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e à possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento ajudou a reduzir a tensão no mercado internacional de energia e levou o petróleo Brent a cair mais de 4% no fim da madrugada, para cerca de US$ 96 por barril. Em Tóquio, o índice Nikkei renovou recorde ao encerrar o pregão em 65.158,19 pontos.

O principal destaque do dia foi o mercado japonês. O Nikkei avançou 2,87%, impulsionado também por ações do setor de tecnologia, como Kioxia Holdings, que subiu 14%, e Lasertec, com alta de 13%. Na China continental, o índice Xangai Composto ganhou 0,96%, aos 4.152,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve variação semelhante, de 0,94%, aos 2.889,55 pontos. Em Taiwan, o Taiex saltou 3,26%, para 43.644,40 pontos.

Na Coreia do Sul e em Hong Kong, não houve negócios por feriado. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da bolsa de Sydney, subiu 0,40%, aos 8.692,00 pontos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O mercado reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as negociações com o Irã estão "prosseguindo de maneira ordenada e construtiva". Autoridades regionais citadas no noticiário internacional informaram que os dois países estariam próximos de um entendimento que pode encerrar o conflito e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz.

A rota é estratégica para o comércio global de petróleo. O fechamento do estreito vinha limitando a saída de navios do Golfo Pérsico e pressionando a oferta internacional. Com a perspectiva de normalização do fluxo, o Brent voltou a ficar abaixo de US$ 100 por barril.

Para o agronegócio, o petróleo é um indicador relevante por influenciar diesel, logística, armazenagem refrigerada e parte dos custos de insumos industriais. O conteúdo disponível, porém, não traz estimativas setoriais específicas sobre repasses para o campo ou sobre o mercado brasileiro nesta segunda-feira (25).

A evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã e a efetiva reabertura do Estreito de Ormuz devem seguir no radar dos mercados. Sem confirmação formal do acordo e sem dados setoriais adicionais, ainda não há base técnica suficiente para medir o efeito sobre custos do agro no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Melancia ganha espaço pelo sabor no país


A preferência do consumidor por frutas mais doces, firmes, visualmente atrativas e com boa conservação tem influenciado as escolhas no cultivo de melancia em diferentes regiões do Brasil. Nesse cenário, produtores buscam materiais que combinem desempenho no campo e atributos valorizados no ponto de venda, especialmente em feiras, supermercados e vendas diretas.

Entre as cultivares citadas no setor está a melancia Rochedo F1, da Topseed Premium. Segundo o especialista em Cucurbitáceas Rafael Zamboni, o material se destaca pela coloração vermelha intensa da polpa, característica que favorece a exposição nas gôndolas, principalmente na venda fatiada. Ele também aponta sementes menores, cavidade interna curta e rasa, bom aproveitamento da polpa, firmeza, crocância e pós-colheita como diferenciais.

Em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, a cultivar tem sido adotada por produtores que buscam diferenciação. Na localidade de Passo da Taquara, a família de Otomar Rodrigues atua com a cultura há mais de cinco décadas. Ele relata que passou a plantar a Rochedo há cerca de seis anos e associa a escolha ao bom desempenho, peso dos frutos e padrão de fechamento.

A nova geração também relaciona a cultivar à fidelização. Gabriel Rodrigues destaca que, como há venda direta, sabor e aparência influenciam a decisão do consumidor e estimulam a recompra. Com a maior procura, a área plantada vem sendo ampliada gradualmente.

No campo, Zamboni afirma que a melancia apresenta boa sanidade, uniformidade e pegamento, com colheita aos 75 dias após o transplante e frutos acima de 14 a 15 quilos já na primeira apanha.

“De forma geral, os pontos que mais chamam a atenção dos produtores do Tocantins em relação à Rochedo são: boa adaptabilidade de clima, altitude e manejo, produtividade na região, precocidade, bom teor de brix, coloração vermelha intensa e textura de polpa. Sem contar a facilidade de vendas ao consumidor final, graças a todas essas características”, conclui Lima. 


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Austrália avança em combustível de baixo carbono



A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos


A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos
A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos – Foto: Divulgação

A Austrália avança na construção de uma indústria doméstica de combustíveis líquidos de baixo carbono, com foco em ampliar a oferta local, reduzir a dependência externa e criar oportunidades para transporte, energia e campo. O tema ganhou impulso no orçamento federal de 2026-27, que incluiu proposta pelo lado da demanda para estimular o uso desses combustíveis, em complemento ao Cleaner Fuels Program, de A$ 1,1 bilhão.

A GrainCorp, grupo global integrado de grãos e óleos, avaliou que a decisão do governo é um passo importante para fortalecer a segurança de abastecimento e a capacidade de manufatura doméstica. Segundo a empresa, a política pode dar mais previsibilidade aos investimentos para uma rota de produção local, incluindo combustível sustentável de aviação e diesel renovável.

A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos no transporte. Para a GrainCorp, mecanismos combinados de oferta e demanda podem acelerar o desenvolvimento da indústria e apoiar metas de descarbonização.

O diretor-gerente e CEO da GrainCorp, Robert Spurway, afirmou que cerca de 80% da safra australiana de canola é exportada sem processamento, sendo parte usada por outros países na fabricação de combustíveis renováveis. Ele contextualizou que, com políticas adequadas, a Austrália poderia reter mais valor ao processar suas próprias matérias-primas e apoiar uma indústria nacional.

O Cleaner Fuels Program, com prazo de dez anos, foi apresentado em setembro de 2025 na refinaria Lytton, da Ampol, e prevê incentivos à produção e ao refino. GrainCorp, Ampol e IFM Investors também avaliam uma cadeia integrada de combustíveis renováveis, conforme memorando de julho de 2024.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

STOXX 600 salta mais de 1% após Irã declarar aberto o Estreito de Ormuz


Logotipo Reuters

 

Por Twesha Dikshit e Ragini Mathur

17 Abr (Reuters) – O STOXX 600 saltou mais de 1% e obteve seu quarto ganho semanal consecutivo nesta sexta-feira, depois que o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz, canal para um quinto das remessas de energia do mundo, está aberto.

A hidrovia vital pode ser usada por todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua acordada no Líbano, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi .

Os mercados globais se recuperaram com a notícia, com os índices de Wall Street próximos de recordes, enquanto os preços do petróleo caíram até 11%.

O índice de ações pan-europeu subiu 1,6%, chegando a 626,58 pontos, próximo aos níveis registrados antes do início do conflito.

Os rendimentos dos títulos públicos de curto prazo da zona do euro caíram acentuadamente para os menores níveis em um mês, enquanto os mercados de juros reduziram as apostas em futuros aumentos das taxas do BCE.

A maioria das bolsas regionais também subiu, com o DAX da Alemanha, o IBEX 35 da Espanha e o CAC 40 da França ganhando cerca de 2% cada.

As ações europeias tiveram um desempenho inferior ao de seus pares norte-americanos durante o conflito, refletindo a alta dependência da região aos suprimentos externos de petróleo e gás, com as preocupações com a inflação se intensificando com a alta dos preços do petróleo.

“Da forma como o mercado está reagindo, há sinais de que (a reabertura) pode ser algo mais significativo e, espera-se, sustentável, e que podemos, até certo ponto, sair dessa situação”, disse Ciaran Callaghan, chefe de pesquisa de ações europeias da Amundi.

Viagens e ações de luxo foram os maiores ganhadores, saltando mais de 4% cada.

A LVMH, a Hermes e a Kering, proprietária da Gucci, subiram mais de 1,5%, depois de terem caído no início da semana devido a avisos de que a guerra estava afetando as vendas.

As companhias aéreas, atingidas pelo forte aumento dos custos de combustível e pela redução das reservas, também se recuperaram, com a Ryanair, a Lufthansa e a easyJet subindo entre 6% e 7,5%.

O índice aeroespacial e de defesa saltou 3,1%, enquanto os bancos da zona do euro ganharam 3,3%.

Entretanto, as ações do setor de energia caíram 4,2% com a queda dos preços do petróleo, e os pesos pesados Shell e BP perderam 5,6% e 7,4%, respectivamente.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,56%, a 626,58 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,73%, a 10.667,63 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,27%, a 24.702,24 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,97%, a 8.425,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,75%, a 48.869,43 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,18%, a 18.484,50 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,51%, a 9.185,28 pontos.





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Arroba do boi gordo a R$ 340 ou R$ 370? Copa do Mundo e China definirão preços


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

Os preços da arroba do boi gordo devem se estabilizar entre R$ 340 e R$ 345 neste final de maio e ao longo de todo o mês de junho, distante dos patamares do primeiro quadrimestre do ano, quando chegaram próximos a R$ 370 em São Paulo.

A análise é do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri. Segundo ele, esse movimento baixista ocorre em função de oferta mais confortável por conta da entressafra do capim e pela carga maior de bovinos que vem chegando ao mercado.

“No entanto, o fator de maior peso é a menor demanda de exportação e a competição interna com a carne de frango e o suíno, tendo em vista que no intervalo de um ano, os cortes bovinos tiveram alta significativa e as proteínas concorrentes seguiram o caminho inverso”, destaca.

O especialista ainda ressalta que, por enquanto, não há indicativos de acertos entre as autoridades chinesas e brasileiras a respeito do pedido do Brasil de preencher a cota de exportação de outros países que não estão conseguindo atender a parte que lhes cabe nas entregas ao gigante asiático.

“Nesse aspecto, ainda temos a Austrália como concorrente, que também pleiteia uma fatia maior diante dos números de entrega abaixo do esperado de outros fornecedores, como os Estados Unidos.”

Copa do Mundo pode frear baixas

Ao passo que a demanda chinesa pela carne bovina brasileira tende a se enfraquecer nos próximos meses, sendo um componente de pressão para a arroba, por outro lado, entre 11 de junho e 19 de julho, a demanda interna deve se aquecer por conta do período da Copa do Mundo.

“Estudos já mostram que temos um aumento de 10% no consumo de proteínas em período de Copa do Mundo. Além disso, quando analisamos o comportamento da arroba do boi em anos em que esse evento esportivo ocorre, somando, ainda, as eleições, a tendência é de aumentos de preço no segundo semestre quando comparamos anos sem essas ocasiões”, pontua Fabbri.

Comportamento do atacado na semana

pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

O mercado atacadista teve preços levemente mais fracos para a carne bovina ao longo desta semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é de continuidade do movimento de queda no decorrer desta segunda quinzena de maio.

“É um período pautado por menor apelo ao consumo diante da descapitalização do consumidor médio. Além disso, a carne bovina se depara com menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na relação com a carne de frango”, contextualiza.

Assim, o quarto traseiro bovino fechou a semana cotado a R$ 27,00 por quilo, enquanto o dianteiro registrou R$ 21,00 por quilo e a ponta de agulha foi precificada a R$ 20,00 por quilo.

Exportação de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 913,250 milhões nos primeiros dez dias úteis de maio, com média diária de US$ 91,325 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 141,349 mil toneladas, com média diária de 14,135 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 10.381,10.

Em relação a maio de 2025, houve alta de 69,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,2% no preço médio.

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COP30 apresenta proposta para acelerar ações sobre desmatamento e combustíveis fósseis


COP30 apresenta proposta para acelerar ações sobre desmatamento e combustíveis fósseis

As presidências da 30ª e da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs 30 e 31) apresentaram, na última semana, em Copenhague, na Dinamarca, uma proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática. A discussão reuniu representantes de cerca de 40 países e incluiu os chamados mapas do caminho para combustíveis fósseis e desmatamento até 2030. O encontro ocorreu antes das sessões preparatórias de Bonn, na Alemanha, e antecede a COP31, prevista para novembro, em Antália, na Turquia.

Segundo a Presidência da COP30, o Acelerador Global de Implementação Climática foi lançado em novembro de 2025, em Belém, com a proposta de priorizar ações com potencial de escala global e maior velocidade de execução. A iniciativa busca deslocar parte do foco das negociações climáticas de textos e compromissos formais para mecanismos de implementação.

Durante a reunião ministerial, também foram debatidos os roadmaps sobre combustíveis fósseis e desmatamento, tema acordado na COP28, em Dubai, em 2023. De acordo com a delegação brasileira, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições em consulta realizada entre fevereiro e abril para subsidiar esses documentos.

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A CEO da COP30, Ana Toni, definiu o acelerador como um mecanismo cooperativo e voluntário voltado à adoção de tecnologias, procedimentos e metodologias em diferentes frentes da Agenda de Ação. Já o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o desafio central está menos na ausência de soluções técnicas e mais em financiamento e transferência de tecnologia para viabilizar a execução das medidas.

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação com exigências crescentes sobre rastreabilidade, combate ao desmatamento ilegal, adaptação climática e acesso a recursos para transição de baixo carbono. O encontro, no entanto, não detalhou medidas operacionais específicas para produtores rurais, prazos regulatórios adicionais nem instrumentos financeiros aplicáveis ao campo.

A preparação para a COP31 deve avançar nas sessões de Bonn, onde os países discutirão implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas, adaptação e financiamento climático. Até o momento, o material apresentado em Copenhague indica direção política e técnica, mas ainda depende de detalhamento sobre metas, instrumentos e formas de execução.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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