segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Produtor de leite está no limite da sobrevivência, diz presidente da Faesp


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Foto: Freepik

O Brasil possui o segundo maior rebanho leiteiro do mundo, atrás apenas da Índia. Ao longo de toda a cadeia, são empregadas mais de 4 milhões de pessoas, mas o principal ente do setor está no “limite da sobrevivência”. A afirmação é do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles.

Segundo ele, os números denotam que a atividade está à beira de um colapso. “Em 2025, aumentamos a produção em 7,2% graças à produtividade, mas tivemos o preço [do leite] derrubado em 23%, ao mesmo tempo que tivemos 26% de aumento de custo de produção com ração e energia”, enumera.

Por conta desses números, Meirelles critica o fato de o governo federal, através do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), não ter aplicado de forma imediata tarifas antidumping ao produto importado pelo país que, de acordo com o setor, chega ao Brasil a preços desleais.

“O argumento utilizado foi a questão de salvaguarda da sociedade, mas isso não cabe porque grande parte das propriedades rurais do Brasil tem pecuária leiteira”, diz, citando que a oferta nacional daria conta de suprir a demanda interna.

Segundo ele, a pecuária leiteira brasileira está em processo de desestruturação, principalmente ao se considerar os investimentos feitos por toda a cadeia em busca de genética que gerou um rebanho mais produtivo.

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Lula critica tarifas dos EUA e defende soberania do Brasil


Em reunião com ministros na manhã desta quarta-feira em Brasília, o presidente Lula criticou as novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, reafirmando que o Brasil não aceitará esse tratamento. Lula destacou a necessidade de buscar alternativas no mercado internacional.

Tarifas americanas e suas justificativas

A taxação, que entrará em vigor em julho, prevê tarifas de 25% sobre produtos como etanol, açúcar, arroz, roupas e sapatos, além de maquinários e motores. O governo americano justifica essas medidas alegando que o Brasil falhou em combater a censura nas plataformas digitais, a pirataria, a corrupção e o desmatamento ilegal.

Impacto das tarifas no comércio

Enquanto isso, cerca de 700 itens estão isentos de tarifas, incluindo carnes, frutas, café e minerais. A tarifa atual sobre o etanol brasileiro é de 12,5%, enquanto o Brasil cobra 18% sobre o etanol americano. Lula enfatizou que o Brasil é um país democrático e soberano, e que buscará novos parceiros comerciais caso os Estados Unidos não queiram comprar produtos brasileiros.

Reação e análise do especialista

Leonardo Munhz, especialista em direito internacional, observou que as novas tarifas têm base jurídica em uma lei americana que permite a aplicação de tarifas em caso de segurança nacional. Ele destacou que, ao contrário de tarifas anteriores, essas novas taxações seguem o rito legal americano.

  • Tarifas de 25% sobre etanol, açúcar, arroz, roupas e sapatos.
  • Justificativa americana: falhas no combate à censura, pirataria e desmatamento.
  • Isenção de tarifas para 700 itens, incluindo carnes e frutas.
  • Tarifa de 12,5% sobre etanol brasileiro e 18% sobre etanol americano.
  • Busca por novos parceiros comerciais se os EUA não aceitarem produtos brasileiros.

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Abertura nacional da colheita do milho é marcada por desafios em Querência (MT)


A abertura nacional da colheita do milho, referente à segunda safra, ocorreu hoje em Querência, Mato Grosso, reunindo lideranças e especialistas do setor. O evento, que simbolizou o início dos trabalhos das máquinas no campo, destacou os desafios enfrentados pelos produtores na comercialização e nas tecnologias da safrinha.

Desafios da colheita

O ronco das colheitadeiras marcou o início oficial da colheita, que é crucial para o estado, o maior produtor de milho do Brasil. Apesar da expectativa de uma boa produtividade, os agricultores enfrentam dificuldades financeiras significativas.

  • Custos de produção elevados
  • Margens de lucro estreitas
  • Necessidade de maior eficiência no manejo

Expectativas de produção

As projeções indicam uma produção de 53 milhões de toneladas, embora abaixo dos 55 milhões do ano passado. A rentabilidade é uma preocupação central, com custos de insumos e preços de venda em desequilíbrio.

Questões financeiras

Os debates no evento também abordaram a dificuldade de acesso a crédito e a necessidade de incentivos para os produtores rurais. A busca por novas linhas de financiamento e alternativas no mercado externo foi enfatizada como essencial para a continuidade das atividades agrícolas.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

USDA traz 66% das lavouras de soja dos EUA em boas/excelentes condições


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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu mais recente relatório de acompanhamento de safra, ainda apontando um ritmo acelerado nos trabalhos de campo e condições de lavoura que se mantendo  favoráveis, mas alinhadas aos patamares do ano passado.

Soja – Os produtores norte-americanos de soja aceleraram o passo na última semana e . Os trabalhos de semeadura atingiram 87% da área prevista, mostrando um avanço expressivo frente aos 79% da semana anterior. O índice atual supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado (83%) quanto a média dos últimos cinco anos (80%).

O USDA mostrou que a germinação alcançou 65% dos campos da oleaginosa, bem acima dos 49% da semana passada e superando os 61% do ano anterior e os 57% da média histórica. Atualmente, 66% das áreas estão entre boas e excelentes condições, contra 67% no ano passado.

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Milho – O plantio do milho nos EUA também avança bem e caminha para a conclusão, atingindo 93% da área total estimada. O número representa um avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana passada (86%) e fica ligeiramente acima do registrado no ano passado e na média de cinco anos, ambos em 92%.

O processo de emergência das plantas segue o ritmo esperado. São 76% das lavouras já germinadas, saltando dos 60% da semana anterior. O índice empata rigorosamente com o ano passado (76%) e supera a média histórica de 74%.

 O USDA avalia que 67% das plantações estão em situação boa ou excelente — um recuo sutil de dois pontos percentuais na comparação anual, mas que ainda indica um potencial produtivo robusto.

USDA - Safras (2)

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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2ª edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja discute desafios da safra


A segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, realizada em Brasília, trouxe à tona debates sobre as estratégias para o futuro do Brasil e os desafios do mercado de grãos.

Temas abordados

  • Endividamento rural e renegociação de dívidas
  • Desafios para a próxima safra
  • Relação entre produção e comercialização
  • Impactos das tensões comerciais globais
  • Taxas de juros e o plano safra 2026

Desafios do setor

Os participantes discutiram a inviabilidade da produção devido a legislações atuais e a importância das cooperativas no fortalecimento do setor. O painel sobre geopolítica destacou como as mudanças comerciais globais influenciam a competitividade do grão brasileiro.

Inovações e ferramentas

Além das palestras, foi lançada uma cartilha sobre pragas quarentenárias, um dos principais obstáculos logísticos e financeiros do agro. O projeto ‘Expedição da Agricultura para Vida’ foi apresentado, mostrando ferramentas para que os agricultores previnam essas pragas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Proposta de tarifa de 25% pode reduzir competitividade do etanol brasileiro


A tarifa dos EUA proposta em 25% sobre produtos brasileiros colocou o agronegócio em alerta, mesmo com parte dos alimentos primários fora da lista de maior impacto. A avaliação é de que a medida pode atingir principalmente setores exportadores com forte exposição ao mercado internacional, como biocombustíveis, celulose, madeira e couro, ao elevar custos, dificultar contratos e ampliar cobranças sobre origem e conformidade socioambiental.

O etanol brasileiro aparece como um dos pontos mais sensíveis da proposta norte-americana. Segundo André Aidar, doutor e mestre em Agronegócio, sócio e Head de Direito do Agronegócio no Lara Martins Advogados, a tarifa altera a competitividade do produto ao encarecer sua entrada nos Estados Unidos. Com isso, o biocombustível nacional perde parte da vantagem associada ao diferencial ambiental e passa a disputar espaço em condições menos favoráveis diante do etanol produzido no próprio mercado americano.

Para Aidar, o problema não está apenas no percentual da tarifa, mas no efeito que ela pode provocar sobre contratos e margens comerciais. “Na prática, a tarifa funciona como uma barreira artificial: não discute apenas eficiência ou sustentabilidade, mas altera o preço relativo e pode deslocar contratos, margens e previsibilidade comercial”, afirma. O especialista observa que o biocombustível está no centro da justificativa dos Estados Unidos, que alegam tratamento desigual no acesso ao mercado brasileiro.

Caso a tarifa avance, empresas brasileiras podem ser levadas a buscar novos destinos para produtos que naturalmente iriam ao mercado norte-americano. Esse movimento tende a reorganizar fluxos comerciais e pode gerar excesso de oferta em alguns mercados, queda de preços em determinados destinos, aumento de custos logísticos e necessidade de renegociar contratos já firmados. Do lado dos compradores americanos, a busca por fornecedores alternativos também pode pressionar preços internacionais.

Aidar pondera que esse efeito não deve ocorrer de forma automática nem igual para todas as cadeias. Ainda assim, ele considera o risco relevante para setores integrados, como energia, fibras, madeira, couro e insumos agroindustriais. A principal preocupação está na perda de previsibilidade em um ambiente no qual exportadores dependem de contratos estáveis, planejamento logístico e segurança regulatória para sustentar margens.

“A consequência principal desse cenário imposto pela taxação é mais volatilidade e menos previsibilidade para produtores, indústrias e exportadores brasileiros”, conclui Aidar. O desafio para o agro brasileiro será preservar mercados, evitar perda de competitividade e demonstrar regularidade nas cadeias produtivas em um cenário internacional mais sensível a critérios comerciais e socioambientais.





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Granizo causa prejuízos em lavouras de café no Sudeste do Brasil


O Sudeste do Brasil enfrenta um alerta meteorológico para temporais, que têm causado danos significativos nas lavouras de café, especialmente em Minas Gerais. Nos últimos dias, o granizo atingiu diversas áreas produtoras, e os prejuízos ainda estão sendo contabilizados.

Condições meteorológicas

De acordo com Artur Miller, especialista em meteorologia, a previsão para os próximos dias indica a continuidade de chuvas e temporais, com destaque para as seguintes regiões:

  • Zona da Mata Mineira
  • Rio de Janeiro
  • Espírito Santo

Previsão de chuvas

A expectativa é que uma nova frente fria traga chuvas ao centro-sul do Brasil, com volumes entre 30 e 40 mm em cinco dias. A virada da quinzena pode resultar em precipitações superiores a 100 mm em:

  • São Paulo
  • Sul de Minas
  • Norte do Paraná
  • Mato Grosso do Sul

Impacto nas temperaturas

Nos próximos dias, as temperaturas devem apresentar uma queda, com mínimas variando entre 13º e 15º no centro-sul do país. Além disso, há risco de geadas em São Paulo e no sul de Mato Grosso do Sul na virada da quinzena.

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Colheita de café brasileiro deve atingir 66,7 milhões de sacas em 2026


O Brasil está a caminho de registrar a maior safra de café de sua história, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevando a estimativa de produção para 66,7 milhões de sacas beneficiadas na safra de 2026. Este volume representa um crescimento de 18% em relação à temporada anterior e supera o recorde histórico de 63 milhões de sacas, registrado em 2020.

Estimativa de produção

  • 66,7 milhões de sacas previstas para 2026
  • Crescimento de 18% em relação a 2025
  • Superação do recorde de 2020

Mercado de arroz no Rio Grande do Sul

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul apresenta um baixo ritmo de negociações, com produtores e compradores adotando uma postura cautelosa diante da elevada oferta e das dificuldades de repasse de preços. O foco dos agentes se voltou para os leilões de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Confinamento de gado

O confinamento de gado no Brasil deve atingir 9,78 milhões de cabeças em 2026, um aumento de 5,7% em relação ao volume de 2025. Segundo a prévia do censo de confinamento de 2026 da DSM Firmenic, cinco estados concentram aproximadamente 70,6% do total estimado para o país.

  • Mato Grosso lidera com 2,4 milhões de cabeças, aumento de 7,7%

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ANP recebe contribuições até 12 de junho sobre revisão da Resolução 915 de 2023


Operação Carbono Oculto mira fintechs e empresas ligadas a esquema no mercado de combustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebe até 12 de junho contribuições para subsidiar o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre a revisão da Resolução ANP nº 915, de 2023. A norma regulamenta a aplicação de sanções administrativas e define parâmetros para caracterização de antecedentes e reincidência no mercado de abastecimento de combustíveis. O prazo foi informado pela agência nesta terça-feira (3).

Segundo a ANP, as manifestações devem ser enviadas por meio de questionário eletrônico específico. O material será analisado pela agência para embasar eventual minuta de resolução. Em etapa posterior, caso a revisão avance, a proposta ainda deverá passar por consulta e audiência públicas.

O tema foi discutido no 1º Workshop sobre a Revisão da Resolução ANP nº 915/2023, realizado em terça-feira (27). De acordo com a agência, os estudos preliminares apontaram necessidade de adequação da norma em três frentes. A primeira é a ausência de tratamento diferenciado para microempresas e empresas de pequeno porte em processos administrativos sancionadores. A segunda envolve os prazos para desconsideração de antecedentes, para fins de reincidência e gradação de multas, além da aplicação de penas não pecuniárias. A terceira trata do uso de instrumentos consensuais como alternativa a sanções não pecuniárias em situações específicas.

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Por isso, o alcance prático da revisão dependerá do conteúdo da futura minuta e das etapas seguintes do processo regulatório.

No estágio atual, a medida está restrita à coleta de informações para a AIR. Sem minuta publicada, ainda não há base técnica para projetar mudanças concretas sobre custos, oferta ou penalidades no mercado de combustíveis. O prazo oficial para envio de contribuições termina em 12 de junho.

Fonte: gov.br

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Arroba do boi gordo vai para o feriado prolongado com alta nos preços


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo teve uma quarta-feira (3) de preços mais altos. O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate.

“A demanda permanece aquecida, com forte ritmo de embarques para China e Estados Unidos nas últimas semanas. Conforme antecipado, o governo norte-americano isentou a carne bovina de tarifas adicionais, considerando a importância do produto na pauta de importação em um ano de retração da oferta doméstica”, disse.

Média da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 355,43 — ontem: R$ 353,58
  • Goiás: R$ 333,57 — ontem: R$ 332,86
  • Minas Gerais: R$ 330,18 — ontem: R$ 327,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 353,45 — ontem: R$ 352,91 
  • Mato Grosso: R$ 357,03 — ontem: R$ 355,07

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, se deparou com estabilidade em seus preços no decorrer da quarta-feira, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês.

“A expectativa em torno da demanda durante a Copa do Mundo segue positiva, em especial nos dias de jogo da seleção brasileira. Por outro lado, a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, aponta Iglesias.

  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,0658 para venda e a R$ 5,0638 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0298 e a máxima de R$ 5,0894.

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