quinta-feira, junho 25, 2026

Autor: Redação

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Levantamento mostra que pequenos produtores lideram produção de café no Brasil


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Foto: Divulgação/Seagri

Um levantamento inédito do Sebrae mostra que a maioria dos produtores brasileiros de café (54%) é formada por pequenos negócios. O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, aponta que esses produtores se concentram em propriedades com menos de 20 hectares. Produtores de médio porte são 38% do total e 8% são de grande porte.

O perfil do produtor à frente de pequenos negócios, segundo a pesquisa, tem média de idade de 49 anos e 21 anos de experiência na área. Minas Gerais e São Paulo têm predominância de médios produtores, enquanto estados fora do Sudeste concentram maior número de pequenos produtores, com destaque para Rondônia, onde 87% dos produtores são pequenos negócios, Acre (83%) e Goiás + DF (76%).

A pesquisa entrevistou 1.102 produtores em 14 estados. Mais da metade dos entrevistados tem até o ensino médio completo, pelo menos.

“A escolaridade dos produtores varia consideravelmente entre os estados. Em Minas Gerais, Paraíba, Goiás, Distrito Federal e São Paulo, temos uma maior concentração de pessoas com ensino superior completo e pós-graduação”, aponta a analista de Competitividade do Sebrae, Carmen Sousa.

Escolaridade dos produtores de café

Goiás + Distrito Federal: ensino superior: 47%; pós-graduação: 29%

Paraíba: ensino superior: 53%; pós-graduação: 11%.

São Paulo: ensino superior: 40%; pós-graduação: 11%

Minas Gerais: ensino superior: 45%; pós-graduação: 8%

Os homens são maioria no setor, com 79% de participação, frente a 21% de produtoras de café. A Geração X (41 a 56 anos) é maioria, com 41%; seguido dos boomers (mais de 57 anos), com 29%; e millenials (25 a 40 anos), com 27%. Apenas 3% são da Geração Z, de 18 a 24 anos.

Cafés especiais e certificação

A pesquisa indica que 61% dos entrevistados informaram produzir café especial. Esse resultado se conecta ao fato de que 27% dos produtores já possuem certificações socioambientais e 29% pretendem obter algum tipo de certificação, evidenciando uma crescente valorização de atributos ligados à qualidade e à sustentabilidade.

Outro importante diferencial de qualidade são as indicações geográficas (IGs): o Brasil conta atualmente com 23 IGs de cafés, todas com apoio do Sebrae.

Nesse contexto, destacam-se a adesão dos produtores de São Paulo, que correspondem a 44% dos produtores entrevistados, seguidos por Minas Gerais, com 35%.

“O apoio à gestão para a conquista desses reconhecimentos de qualidade e para a adoção de práticas sustentáveis é fundamental para o fortalecimento do setor e dos empreendedores”, aponta Carmen Sousa. 

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Desclassificação do Boi China no frigorífico pode impactar lucro do confinamento; saiba o motivo


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Imagem gerada por IA

No novo episódio do quadro Dicas do Scoton, no Giro do Boi, o zootecnista e consultor Maurício Scoton trouxe um alerta sobre a desclassificação do Boi China no gancho do frigorífico, tema de extrema relevância para o bolso do invernista e do confinador.

Os pecuaristas muitas vezes contam com o bônus pago pela exportação asiática, mas enfrentam prejuízos no abate devido à idade biológica do animal. Entender esse processo é fundamental para proteger a margem de lucro das operações intensivas.

A China é o principal balizador de margens na pecuária intensiva brasileira, mas suas exigências em relação à idade do animal são rigorosas, gerando surpresas desagradáveis no momento do abate. Para ser considerado Boi China, o animal deve ter, no máximo, quatro dentes permanentes na boca.

Confira:

Impactos financeiros da desclassificação

A premiação do Boi China varia atualmente entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por arroba. Em uma carcaça de 20 arrobas, perder um prêmio médio de R$ 10,00 significa deixar de receber de R$ 200,00 a R$ 240,00 por animal. Esse bônus representa metade da margem líquida de lucro do confinador. Quando o animal é desclassificado pelo fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ele consome a diária cara do confinamento, mas é pago pelo preço do boi comum.

Apesar de muitos produtores realizarem a checagem de boca na balança de entrada do confinamento, os lotes ainda registram de 10% a 30% de desclassificação no frigorífico. O problema está no tempo de trato, já que o pecuarista compra um boi magro de 13 arrobas para engordar até as 20 arrobas, processo que exige de 100 a 120 dias de cocho.

Estratégias para mitigar riscos

Durante os três a quatro meses de confinamento, a nutrição intensa acelera o metabolismo do animal. Se o boi já está próximo do limite de idade, ocorre a troca de dentes, fazendo o animal perder automaticamente o passaporte da exportação no SIF. A razão para um boi leve de apenas 13 arrobas apresentar uma troca de dentes tão avançada está ligada ao manejo inadequado nas fases anteriores.

Para eliminar ou mitigar o risco da desclassificação e proteger a rentabilidade, Maurício Scoton orienta o confinador a adotar duas estratégias de gestão: a compra do boi deve ser feita com atenção à procedência e à idade real do lote. “O lucro do confinamento começa na compra e não na venda”, afirma Scoton. Isso evita que o bônus da China desapareça no balanço do frigorífico.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Entidades pedem ao STF ingresso em ação sobre isenção fiscal ao refino em Manaus


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) protocolaram nesta segunda-feira (25) pedido para atuar como amici curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7963, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação discute a constitucionalidade da isenção da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para atividades de refino de petróleo instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo as entidades, a participação no processo busca apresentar subsídios técnicos e jurídicos sobre os efeitos da política tributária criada pela Lei Complementar nº 214/2025. Entre os pontos citados estão segurança energética, preservação de empregos, equilíbrio concorrencial, competitividade da indústria nacional e arrecadação pública.

A ADI foi proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico. O questionamento recai sobre o trecho da lei que concedeu isenção de CBS e IBS ao refino de petróleo na ZFM. O argumento central é que o benefício pode contrariar princípios constitucionais como isonomia tributária, livre concorrência e neutralidade da reforma tributária.

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De acordo com informações de fontes do setor de combustíveis citadas no material enviado pelas entidades, a expectativa inicial era de que o julgamento ocorresse na sexta-feira (22), mas a análise será reiniciada e passará do formato virtual para o presencial. O texto disponível não informa nova data para deliberação.

No pedido encaminhado ao STF, as entidades também associam o debate à privatização da Refinaria da Amazônia (Ream), concluída em novembro de 2022. FUP e Sindipetro-AM afirmam que a mudança de controle reforçou a concentração privada no mercado regional de combustíveis. As entidades sustentam ainda que novos incentivos tributários ao segmento privado de refino podem ampliar distorções concorrenciais, sem garantia objetiva de redução de preços ou ampliação da atividade de refino.

Em sentido oposto, o diretor de Trading de óleo e derivados da Ream, Rafael Valim Pereira, informou em entrevista na semana anterior que a unidade voltou a refinar entre dezembro e janeiro deste ano.

A decisão do STF pode redefinir o alcance do benefício tributário ao refino na Zona Franca de Manaus e seus efeitos sobre concorrência e formação de preços no mercado de combustíveis. Como diesel e derivados têm peso sobre frete, distribuição e operação de cadeias produtivas, o desfecho do caso tende a ser acompanhado por agentes econômicos que dependem desses custos. Até o momento, não há data informada para a retomada do julgamento presencial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Endividamento rural avança com juros altos, perdas climáticas e crédito restrito


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

O aumento do endividamento no campo passou a ganhar peso na agenda do setor agropecuário após a combinação de juros elevados, perdas climáticas e retração do crédito rural. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram desaceleração nas operações do Plano Safra 2025/2026, com queda de 13% nas contratações de custeio e de 20% nas linhas de investimento em relação ao ciclo anterior. O tema mobiliza produtores, entidades e parlamentares nesta segunda-feira (25).

O movimento ocorre em um contexto de perda de renda e aumento do custo de produção. Segundo relatos de lideranças do setor, o endividamento foi ampliado pela necessidade de manter o plantio e honrar compromissos operacionais em um cenário de fertilizantes, diesel e insumos mais caros, além de menor rentabilidade das lavouras em ciclos recentes.

No crédito direcionado, programas de modernização como Moderfrota e Proirriga registraram retração próxima de 50%, conforme dados citados do Mapa. A redução das linhas oficiais também elevou a dependência de recursos privados. Em Mato Grosso, o produtor rural Regis Porazzi afirmou que parte dos agricultores passou a operar com juros superiores a 16% ao ano diante da menor oferta de crédito oficial.

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No Rio Grande do Sul, o quadro financeiro foi agravado por eventos climáticos extremos. A Defesa Civil estadual informou que as enchentes de 2024 atingiram mais de 206 mil propriedades rurais. A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) estima perdas acumuladas superiores a R$ 100 bilhões nos últimos cinco anos. Em diferentes municípios, produtores relatam venda de máquinas, renegociação de arrendamentos e dificuldade para financiar a próxima safra.

Em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) relaciona a pressão financeira à queda dos preços internacionais de soja e milho, à quebra de produtividade e ao custo do financiamento. No Matopiba, produtores relatam corte de investimentos após irregularidades climáticas e maior pressão bancária.

No Congresso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) passou a defender com prioridade o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê mecanismos de renegociação com recursos do Fundo Social. Entidades também defendem reforço ao seguro rural, ampliação de fundos garantidores e maior previsibilidade para o financiamento da produção.

O cenário indica restrição financeira sobre a safra seguinte, sobretudo onde houve perdas climáticas e recuo da margem. Sem definição sobre renegociação mais ampla e sem recomposição do crédito, permanece a incerteza sobre investimento, área plantada e capacidade de custeio nos próximos ciclos. Não há, no conteúdo disponível, estimativa consolidada do passivo total do setor em nível nacional.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões


Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta semana reforçando o frio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste nesta última semana de maio.

Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta última semana de maio, ajudando a manter as temperaturas baixas na Região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de levar o ar frio ao Nordeste do país.

Antes da chegada do ar polar, uma massa de ar frio remanescente do fim de semana continua influenciando as regiões Sul e Sudeste do oceano, o que suaviza um pouco a sensação de frio. O maior efeito desse afastamento para o oceano é o favorecimento da atuação de instabilidades sobre o centro-sul que vão provocar chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta segunda (25) e terça-feira (26).

A nova massa de ar polar começa atuar pelo Sul do Brasil a partir da tarde da terça-feira (26), chegando ao Sudeste na quarta-feira (27) e afetando o Centro-Oeste e o Nordeste na quinta-feira (28).

Como já comentado a nova massa de ar polar passa a atuar na terça-feira (26) a partir da tarde no estado do Rio Grande do Sul. O sistema contribui para segurar o aumento das temperaturas, com máximas que não passam dos 22°C no Oeste, dos 20 no centro e norte, dos 15°C na Serra e dos 17°C nas demais regiões. No fim do dia, as temperaturas retornam para os patamares observados entre o fim de madrugada e o início da manhã de 9°C a 15°C.

Em Santa Catarina e no Paraná, a terça-feira (26) será de frio durante boa parte do dia, com temperaturas máximas variando de 17 a 22°C, proporcionando uma sensação mais amena entre o fim da manhã e o meio da tarde.

No Centro-Oeste, Sudeste e no Nordeste, a sensação de frio atinge somente o leste do Sudeste, abrangendo o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. As temperaturas mínimas variam de 15 a 19°C, com máximas atingindo valores máximos de 23°C. Já no interior do Brasil, as mínimas ficam em 20°C e as máximas podem chegar aos 33°C no norte do Mato Grosso e no interior do Nordeste.

Na quarta-feira (27), a massa de ar polar avança um pouco mais, mantendo o seu núcleo entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Essa condição traz uma ligeira redução nas temperaturas na ordem de 1 a 2°C na Região Sul e com mínimas ocorrendo no fim da noite, valores de 11 a 14°C na maioria das localidades. Frio mais intenso ocorrem nas regiões de Serra e Planalto com temperaturas em torno de 4 a 9°C, com possibilidade de atingirem patamares mais baixos, em torno dos 0°C.

A partir do meio da tarde, os ventos de sul chegam ao Sudeste e porção Sul do Centro-Oeste. Assim, as temperaturas mínimas ocorrem no fim da noite no centro e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul. As temperaturas podem chegar aos 14°C no leste paulista, na região metropolitana da capital e nos 15 e 17°C no sul mineiro e do território fluminense. No Mato Grosso do Sul, o frio ainda é mais ameno, com temperaturas em torno dos 18°C.

Na quinta-feira (28), o ar polar avança mais e se desloca mais para o oceano, o que permite baixar mais a temperatura em parte do centro-sul do Brasil e que os ventos do sul cheguem ao leste do Nordeste. A tendência aponta para uma redução de 1 a 2°C no na região Sul, no Mato Grosso do Sul e no leste do Sudeste.

No entanto, o destaque fica para o impacto no leste e sul da Bahia. O sistema contribui para a que nas temperaturas para valores que, para os sulistas não é nada de se chamar a atenção, mas para os baianos traz uma condição de friagem e com temperaturas de 19 a 24°C, com Salvador chegando aos 26°C. Além disso, o sistema contribui para o aumento das chuvas no sul e leste da Bahia até a porção sul de Salvador. Não será nada alarmante, mas há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade ao longo do dia.

A tendência aponta que os sistemas de chuva e as massas de ar frio vão continuar com baixa amplitude atingindo a Região Sul, o sul do Centro-Oeste e a porção leste do Sudeste, ou seja, o frio mais intenso vai dar uma trégua e não haverá amplitude suficiente para atingir mais o Brasil Central e chegar ao Norte do país.





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El Niño deve voltar em junho e aumentar risco de extremos climáticos no Brasil


O fenômeno El Niño deve voltar a influenciar o clima no Brasil já no início de junho e pode aumentar o risco de eventos extremos nos próximos meses, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Segundo Müller, os modelos climáticos indicam a formação do fenômeno entre o fim de maio e o começo de junho, com atuação prevista até fevereiro de 2027. A expectativa é de intensificação do El Niño entre a primavera e o verão, elevando a probabilidade de um episódio considerado forte.

Chuvas acima da média devem beneficiar milho safrinha

Para junho, a previsão aponta chuvas acima da média na região Sul e avançando para áreas do Brasil Central, Rondônia e parte do Sudeste. De acordo com o meteorologista, esse cenário pode favorecer principalmente as lavouras de milho segunda safra que ainda estão em fase de desenvolvimento.

Apesar disso, a região Norte e parte do Nordeste devem enfrentar volumes abaixo da média. O alerta vale principalmente para o norte do Pará, Roraima e norte do Amazonas, além da faixa litorânea nordestina, onde as ondas de leste devem manter chuva irregular nas próximas semanas.

Centro-Sul pode enfrentar excesso de chuva no segundo semestre

A tendência para julho mantém o padrão de chuvas acima da média no Centro-Sul do país, enquanto o Norte e parte do Nordeste seguem com precipitações abaixo do normal.

Já para setembro e outubro, período considerado decisivo para o início da semeadura da safra 2026/27, os modelos indicam excesso de chuva na região Sul, principalmente no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Por outro lado, áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Matopiba devem enfrentar atraso no retorno das chuvas, o que pode comprometer o calendário de plantio da próxima safra.

Calor e baixa umidade aumentam risco de incêndios

Além da irregularidade das chuvas,Müller alerta para temperaturas acima da média no Centro-Oeste e Sudeste ao longo dos próximos meses.

O cenário deve elevar o risco de queimadas e focos de incêndio, principalmente entre junho e outubro. Segundo o meteorologista, ondas de calor mais intensas podem dificultar a regularização das chuvas no início da primavera.

Nova onda de frio pode provocar geadas em junho

Apesar do calor previsto para boa parte do país, o avanço de massas de ar frio também segue no radar. A primeira semana de junho pode registrar a segunda onda de frio do ano, com temperaturas próximas de 0°C no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

O cenário aumenta o risco de geadas em áreas produtoras, principalmente sobre lavouras de milho segunda safra.

A friagem também deve atingir Acre, Rondônia e o sul do Amazonas nos próximos dias.

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Produtor rural do Rio Grande do Sul morre em incêndio


Joãozinho Waihrich – Foto: Rádio Uirapuru

O produtor rural João Carlos Waihrich Netto morreu na tarde do último domingo (24) após um incêndio em uma residência em Passo Fundo (RS).

Funcionários da Rio Grande Energia, que passavam pelo local no momento do incêndio, perceberam a fumaça e arrombaram a porta da casa, para socorrer quem estivesse no local.

Joãozinho Waihrich, como era conhecido na cidade, foi socorrido junto da esposa, Marli. Ambos estavam conscientes e em estado estável. O casal foi encaminhado ao hospital pelo Samu após inalar fumaça.

No hospital, João teve uma parada cardíaca e não resistiu. Sua esposa segue internada em estado estável.

João era bem conhecido em Passo Fundo por ser integrante de uma tradicional família de produtores rurais. Ele trabalhou por muitos anos no setor máquinas agrícolas. Além disso, administrou as revendas de veículos e caminhões.

O produtor rural deixa a esposa Marli, dois filhos e uma filha.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Federarroz pede tratamento diferenciado da União para produtores gaúchos


Federarroz pede tratamento diferenciado da União para produtores gaúchos

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) defendeu, nesta segunda-feira (25), a adoção de tratamento diferenciado da União para os produtores rurais gaúchos. Em nota, a entidade afirmou que o setor agrícola do estado enfrenta uma crise marcada por endividamento, custos elevados de produção, dificuldade de acesso ao crédito, juros incompatíveis com a atividade rural, concorrência com produtos importados e perdas causadas por eventos climáticos.

Segundo a federação, os efeitos acumulados nos últimos anos reduziram a capacidade produtiva e comprimiram a renda dos agricultores no Rio Grande do Sul. De acordo com a entidade, o impacto é mais intenso sobre os produtores de arroz, segmento com peso relevante na agropecuária gaúcha e no abastecimento nacional.

O posicionamento foi assinado pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes. Na nota, a entidade sustenta que a realidade do estado difere da observada em outras regiões do país e, por isso, requer medidas específicas por parte do governo federal. Entre os pontos citados estão o passivo financeiro dos produtores, o custo de produção elevado e as restrições de financiamento em um ambiente de juros considerados inadequados para o ciclo da atividade rural.

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A federação também relaciona a pressão competitiva de produtos importados ao cenário enfrentado pelos agricultores gaúchos. Embora a nota não detalhe volumes, preços ou mercados de origem, a menção indica preocupação com a competitividade da produção local em um contexto de margens mais estreitas.

Outro fator apontado pela entidade são as perdas provocadas por eventos climáticos, que vêm afetando a produção agropecuária no estado. O texto divulgado não informa estimativas de prejuízo, área atingida ou impacto por cultura, o que limita uma mensuração mais precisa do alcance econômico do problema.

A Federarroz informou ainda acompanhar a tramitação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê a criação de uma linha especial de financiamento para produtores rurais. Segundo a entidade, a proposta faz parte do conjunto de instrumentos necessários para manter milhares de produtores no campo.

O posicionamento da Federarroz reforça a pressão do setor por medidas de crédito e apoio financeiro ajustadas à situação do Rio Grande do Sul. Sem detalhamento oficial sobre prazos, valores ou condições específicas das medidas defendidas, a evolução do tema dependerá do andamento legislativo e de eventuais decisões do governo federal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática


Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática

O Prêmio Fundação Bunge abriu a reta final de inscrições da 71ª edição com dois temas ligados ao setor agropecuário: transferência de tecnologias para a agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico. As indicações podem ser feitas até domingo (31) por instituições de ensino e pesquisa. Segundo a entidade, a proposta é reconhecer pesquisas com aplicação prática tanto na produção voltada à exportação quanto no abastecimento interno de alimentos.

Mantida há 71 anos pela Fundação Bunge, a premiação seleciona trabalhos indicados por universidades, institutos tecnológicos e demais instituições públicas de pesquisa. Nesta edição, serão quatro reconhecimentos, dois por tema, divididos entre a categoria Vida e Obra, com prêmio de R$ 200 mil, e a categoria Juventudes, com prêmio de R$ 80 mil para pesquisadores de até 35 anos.

De acordo com a diretora-executiva da Fundação Bunge, Cláudia Calais, a escolha dos temas busca aproximar a produção científica de desafios produtivos concretos. Em declaração divulgada pela entidade, ela afirmou que o foco está em tecnologias com potencial de aplicação na agricultura tropical e em sistemas de produção com menor disponibilidade de água.

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A premiação também aponta para a transferência de conhecimento à agricultura familiar, segmento relevante para o abastecimento alimentar e para a diversificação produtiva em várias regiões do país. Segundo a fundação, a proposta é ampliar pontes entre pesquisa, setor produtivo e indústria de alimentos.

Além do valor financeiro, a instituição informa que oferece acompanhamento posterior para estimular parcerias e a aplicação das tecnologias reconhecidas em outros contextos. O edital completo e o regulamento estão disponíveis no site da Fundação Bunge.

A entidade informou ainda que o prêmio já reconheceu 200 pessoas ao longo de sua história. No recorte mais recente, também houve ampliação do número de pesquisadores premiados fora do eixo Rio-São Paulo, movimento associado à expansão de universidades e centros de pesquisa no interior do país.

Para o setor agropecuário, a edição deste ano concentra atenção em dois pontos técnicos: adaptação da produção às restrições climáticas e difusão de inovação para sistemas familiares. O alcance prático dos projetos selecionados dependerá dos resultados apresentados pelos indicados e da capacidade de transferência dessas soluções para diferentes realidades produtivas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Cotações do milho: safrinha e custos logísticos definirão preços, aponta relatório


Grãos; milho
Foto: Renata Silva/Embrapa

O mercado do milho na Bolsa de Chicago durante a semana foi de pressão, com vislumbres de recuperação em alguns momentos, mas, de forma geral, seguiu defensivo diante da oferta e do avanço da safra dos Estados Unidos.

Já no Brasil, as atenções ficaram voltadas ao clima da safrinha. Estiagem no Centro-Oeste e risco de geadas no Sul mantiveram o mercado sensível, especialmente porque perdas produtivas podem mexer com a disponibilidade regional e com os preços físicos.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 1,93% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu na mesma direção, fechando a R$ 67,20 por saca (0,60%) na semana.

E agora, o que esperar?

O boletim Grainsights aponta quatro principais pontos de atenção para o mercado do milho na semana que se inicia:

  • Milho safrinha: a atenção deve permanecer nas projeções climáticas para o milho safrinha. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal para o Centro-Oeste, o que deve fazer com que os estoques de água no solo se reduzam em junho em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. “O mercado estará extremamente atento a essas condições. Qualquer resultado negativo deve ter impacto imediato nas cotações”, diz o documento.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Início da semana: com o mercado volátil devido ao clima e sem a referência de Chicago nesta segunda-feira (25) por conta do feriado estadunidense (Memorial Day – Dia da Memória), a agilidade na tomada de decisões será importante para o produtor. Sem a principal bolsa global operando, o mercado interno tende a trabalhar com menor liquidez e maior sensibilidade ao câmbio, prêmios e movimentações regionais, podendo gerar oscilações pontuais nas indicações de compra.
  • Custos logísticos: seguem no radar do milho, altamente sensível ao transporte rodoviário e ao preço dos combustíveis. O destaque da semana é o Boletim Focus divulgado nesta segunda, que elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,92% para 5,04%, somando várias semanas de altas consecutivas. “Com combustíveis pressionando os custos ao longo da cadeia, o mercado pode apresentar oportunidades pontuais tanto para venda do milho disponível quanto para travas futuras, exigindo atenção do produtor aos movimentos de preços e frete”, destaca o Grainsights.
  • Macroeconomia e oportunidades: a macroeconomia brasileira inicia a semana sob o impacto de novas revisões do Boletim Focus. No câmbio, o dólar comercial fechou a sexta-feira em alta, a R$ 5,03, devido a tensões externas e à redução do fluxo de capital estrangeiro no país, muito significativo nas últimas semanas. Diante de margens de lucro mais apertadas pela volatilidade de custos, o produtor precisa agir estrategicamente para proteger sua rentabilidade. É fundamental estar atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, finaliza o relatório.

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