quinta-feira, junho 25, 2026

Autor: Redação

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Endividamento rural reduz oferta de crédito e pressiona planejamento da safra 2026/2027


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

O avanço do endividamento rural tem levado instituições financeiras a restringirem a concessão de crédito no agronegócio, em um momento de definição do planejamento da safra 2026/2027. Dados da Serasa Experian e avaliações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam aumento da cautela dos bancos, com redução de limites e exigência maior de garantias, inclusive para produtores adimplentes.

Segundo a Serasa Experian, no terceiro trimestre de 2025, 8,3% da população rural estava inadimplente, em alta gradual na comparação com o ano anterior. De acordo com Marcelo Pimenta, head de agronegócio da empresa, o cenário ainda não caracteriza risco sistêmico para o sistema financeiro, mas já altera o comportamento do mercado de crédito. Ele afirma que a inadimplência está concentrada principalmente em operações com instituições financeiras, enquanto as dívidas diretamente ligadas à cadeia agro representam 0,3%.

Outro indicador de pressão é o aumento dos pedidos de recuperação judicial. Em 2025, o agronegócio registrou quase 2 mil solicitações, o maior volume da série histórica da Serasa Experian. Na avaliação da empresa, o ambiente de juros elevados, custos de produção ainda pressionados e maior percepção de risco reduziu o apetite das instituições para novas operações.

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A CNA informa que o endurecimento das condições já alcança produtores com boa saúde financeira. Segundo Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão Nacional de Políticas Agrícolas da entidade, bancos passaram a exigir mais garantias e a ofertar limites menores do que em safras anteriores. Os dados da confederação mostram que os financiamentos para pessoas físicas com taxas de mercado caíram de R$ 111,9 bilhões, entre março de 2024 e março de 2025, para R$ 90,5 bilhões entre março de 2025 e março de 2026, recuo de R$ 21,4 bilhões, ou 19,1%.

A CNA atribui o quadro a uma combinação de eventos climáticos, volatilidade das commodities, alta dos custos e fragilidades na gestão de risco financeiro. Nesse contexto, a restrição do crédito pode levar produtores a reduzir pacote tecnológico e área plantada, com efeito potencial sobre produtividade e investimento no campo.

Segundo Serasa Experian e CNA, a evolução do crédito para a próxima safra dependerá da capacidade de renegociação das dívidas e das condições financeiras oferecidas ao produtor. Sem mecanismos mais ágeis, o setor pode enfrentar custo maior de financiamento e menor capacidade de investimento em 2026/2027. Não foram apresentados, no conteúdo disponível, dados consolidados sobre o impacto efetivo dessa restrição na área total a ser plantada.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Apesar do ritmo lento de negociações, boi gordo começa a semana em alta


arroba do boi gordo
Foto: Henrique Bighetti/Canal Rural

O mercado físico do boi gordo encerrou a segunda-feira (25) com leve valorização, mesmo diante do ritmo lento de negociações entre frigoríficos e pecuaristas. O indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 346,20 por arroba, acima da média registrada na semana anterior.

Segundo análise do Cepea, o início da semana foi marcado por cautela nas compras. Parte das indústrias preferiu apenas observar o mercado antes de definir novos preços.

Do lado dos produtores, a resistência às ofertas mais baixas continua limitando os negócios. Em São Paulo, muitos pecuaristas seguem fora do mercado diante de propostas abaixo de R$ 350 por arroba.

Com isso, a maior parte das negociações realizadas na segunda-feira ocorreu nos mesmos níveis da semana passada, mantendo a liquidez reduzida.

Escalas de abate variam pelo país

As escalas de abate seguem diferentes entre as regiões produtoras. Em algumas praças, frigoríficos trabalham com programação entre sete e 14 dias.

No Rio Grande do Sul, porém, o cenário é mais apertado. A oferta restrita de animais tem dificultado o preenchimento das escalas, que variam entre apenas dois e cinco dias.

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, os preços negociados no estado ficaram entre R$ 23,61 e R$ 25,50 por quilo.

Carne bovina no atacado segue estável

No atacado paulista, o mercado de carne bovina também apresentou ritmo moderado nesta segunda-feira. Os preços permaneceram estáveis.

A carcaça casada bovina foi negociada, em média, a R$ 24,98 por quilo à vista.

Além da demanda doméstica, as exportações seguem dando sustentação ao mercado brasileiro.

Exportações avançam mais de 30%

Segundo os dados analisados pelo Cepea, o Brasil exportou cerca de 13 mil toneladas diárias de carne bovina in natura ao longo deste mês, volume 31% superior ao registrado em maio do ano passado.

O preço médio pago aos exportadores também segue firme, próximo de US$ 6.492 por tonelada. Em reais, a valorização é de quase 9% na comparação anual.

Clima impacta mercado de reposição

O mercado de reposição também começa a sentir os efeitos do período seco e da queda das temperaturas.

Com a redução das chuvas e a piora gradual das pastagens, aumentou o interesse pela compra de bezerros e animais mais jovens em algumas regiões. Mesmo assim, em parte das praças, os preços seguem firmes.

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Endividamento rural eleva cautela no crédito e pressiona planejamento da safra


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O avanço do endividamento rural passou a elevar a cautela no mercado de crédito e a pressionar o planejamento financeiro do setor agropecuário. Dados da Serasa Experian mostram que, no terceiro trimestre de 2025, 8,3% da população rural estava inadimplente. Embora o cenário ainda não seja classificado como risco sistêmico para o sistema financeiro, entidades e agentes do mercado relatam restrição maior na concessão de recursos para produtores.

Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, a inadimplência está concentrada principalmente em operações com instituições financeiras. Já as dívidas diretamente ligadas à cadeia agro representam 0,3%, o que indica preservação relativa das relações comerciais dentro do setor. Ainda assim, o mercado opera com menor apetite ao risco.

Em 2025, o agronegócio registrou quase 2 mil pedidos de recuperação judicial, o maior volume da série histórica da Serasa Experian. De acordo com Pimenta, o ambiente combina juros elevados, custos de produção pressionados e aumento das recuperações judiciais, fatores que reforçam a postura mais conservadora dos financiadores.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informa que o endurecimento do crédito já alcança inclusive produtores adimplentes. Segundo Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão Nacional de Políticas Agrícolas da entidade, as instituições passaram a exigir mais garantias e a reduzir limites ofertados em relação a safras anteriores.

Os números citados pela CNA indicam retração nesse mercado. O volume de financiamentos para pessoas físicas com taxas de mercado caiu de R$ 111,9 bilhões, entre março de 2024 e março de 2025, para R$ 90,5 bilhões entre março de 2025 e março de 2026. A redução foi de R$ 21,4 bilhões, equivalente a 19,1%.

Na avaliação da entidade, o quadro resulta da combinação entre problemas climáticos sucessivos, volatilidade das commodities, alta de custos e falhas na gestão de riscos. Com menos crédito e condições mais rígidas, produtores já sinalizam redução de pacote tecnológico e possível diminuição de área plantada, movimento que pode afetar produtividade e investimento na safra 2026/2027.

As fontes ouvidas convergem no diagnóstico de que a renegociação mais ágil das dívidas será um ponto central para a próxima safra. Sem esse ajuste, a tendência indicada por Serasa Experian e CNA é de manutenção de um mercado de crédito mais seletivo, com custo financeiro elevado e menor capacidade de investimento no campo.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Margem positiva abre chance para vender soja, diz consultoria



Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa


Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa
Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa – Foto: Pixabay

O mercado da soja atravessa um período de indefinição, com preços sem tendência clara no exterior e no Brasil. A combinação entre expectativas de demanda, clima nos Estados Unidos e ampla oferta sul-americana mantém as cotações em faixas estreitas, exigindo maior disciplina na comercialização e foco na proteção de margens.

Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizada, com o contrato julho de 2026 oscilando entre US$ 11,70 e US$ 12,25 por bushel. No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ do Paraná permanece há cerca de 60 dias próximo de R$ 121 a R$ 123,50 por saca. A estabilidade reflete Chicago sem direção definida, prêmios relativamente estáveis, dólar sem grandes movimentos e forte oferta doméstica.

Para agricultores com soja disponível da safra 2025/26, a orientação é aproveitar os momentos em que o mercado ainda permite margens positivas, especialmente para quem travou custos anteriormente. A consultoria avalia que referências próximas de R$ 131,85 por saca e, principalmente, R$ 135 por saca representam oportunidades para vendas parciais. A recomendação é avançar de forma escalonada, proteger margens e evitar exposição total à espera de novas altas sem confirmação efetiva da demanda chinesa.

Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa. A possibilidade de produção recorde no Brasil, o aumento da competitividade argentina e os estoques globais confortáveis mantêm o risco de preços pressionados no segundo semestre. Nesse cenário, vendas futuras parciais em momentos de alta podem ser estratégicas, assim como operações de hedge. O foco deve estar menos na aposta por preços maiores e mais na preservação da rentabilidade.

Para cooperativas, empresas consumidoras e exportadores, a orientação é manter postura oportunista, aproveitando retrações em Chicago, acompanhando o câmbio e monitorando possíveis mudanças na relação entre Estados Unidos e China. O mercado tende a seguir volátil e sensível ao clima americano, às políticas comerciais dos EUA e ao comportamento da demanda chinesa.

 





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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e tensão entre Estados Unidos e Irã


Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

Os juros futuros operavam em alta na manhã desta terça-feira (26), após recuo na sessão anterior, em um ambiente de cautela no mercado internacional. A movimentação acompanha a valorização de mais de 3% do petróleo, em meio a dúvidas sobre o desfecho das relações entre Estados Unidos e Irã. No mercado doméstico, os investidores também monitoram os leilões de NTN-B e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), marcados para 11h.

Às 9h08 desta terça-feira (26), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,065%, acima dos 14,006% do ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava a 13,775%, ante 13,674%, enquanto o DI para janeiro de 2031 marcava 13,885%, contra 13,801% na segunda-feira (25).

O movimento ocorreu em um cenário de maior percepção de risco no exterior. A alta do petróleo reflete as incertezas sobre o quadro geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã, fator que costuma influenciar expectativas de inflação e custo de energia. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries recuavam na volta do feriado nos Estados Unidos, indicando leitura mista dos investidores sobre os próximos passos da política monetária americana.

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No Brasil, a agenda do dia inclui a oferta de títulos públicos prefixados e atrelados à inflação. Os leilões de NTN-B e LFT são acompanhados de perto porque ajudam a medir a demanda por papéis públicos e a percepção do mercado sobre juros e inflação nos prazos mais longos.

Para o setor agropecuário, oscilações nos juros e no petróleo entram no radar por influenciarem o custo do financiamento, do diesel e do transporte. No entanto, o alcance desse efeito depende da duração do movimento no mercado e de repasses efetivos para crédito, frete e insumos, o que ainda não estava detalhado no material disponível nesta manhã.

A atenção do mercado permanece concentrada na evolução do petróleo, na resposta dos títulos públicos ao leilão desta terça-feira (26) e na trajetória das taxas longas. Sem novas sinalizações sobre o cenário internacional ou sobre o resultado das operações do Tesouro Nacional, ainda não há base suficiente para indicar mudança estrutural na curva de juros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MBRF anuncia R$ 500 milhões para expandir produção de gelatina e colágeno da Gelprime


MBRF anuncia R$ 500 milhões para expandir produção de gelatina e colágeno da Gelprime

A MBRF anunciou nesta terça-feira (26) investimento de R$ 500 milhões na Gelprime, empresa de gelatina e colágeno da qual detém 50% de participação. Segundo comunicado da companhia, os recursos serão destinados à expansão produtiva da operação em Londrina (PR), com previsão de inauguração de uma nova linha de colágeno funcional no segundo semestre de 2026.

De acordo com a empresa, o investimento inclui a aquisição de equipamentos para produção de colágeno funcional, ingrediente usado pela indústria alimentícia para enriquecimento nutricional e desenvolvimento de produtos de maior valor agregado. O plano também prevê a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, com entrada em operação prevista para 2027.

A MBRF informou que, com as novas entregas, a Gelprime deve dobrar a capacidade de produção e alcançar cerca de 30 mil toneladas até 2030. A companhia afirma que, nesse cenário, a empresa passará a figurar entre as cinco maiores produtoras globais de gelatina e colágeno. O comunicado não detalha a capacidade atual da unidade nem a distribuição do investimento por etapa do projeto.

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Na cadeia agroindustrial, o movimento reforça o uso de matérias-primas derivadas do abate bovino, base para a produção de colágeno. Segundo a MBRF, a operação amplia a verticalização do processamento e o aproveitamento integral da cadeia da carne, com foco em ingredientes destinados à indústria de alimentos, suplementação e bebidas.

A expansão também deve gerar cerca de 300 novas vagas na região de Londrina, que hoje concentra 220 colaboradores da Gelprime, conforme a empresa. Em nota, o chairman da MBRF, Marcos Molina, afirmou que a estratégia está associada ao aumento da demanda global por proteínas e por itens de maior valor agregado. Já o CEO da Gelprime, Vinícius Vanzella, disse que a operação busca ampliar a oferta de soluções proteicas derivadas da cadeia bovina.

Do ponto de vista técnico, o investimento sinaliza avanço na agregação de valor dentro da agroindústria de proteínas, com foco em ingredientes industriais e maior aproveitamento de subprodutos do abate. Ainda assim, o impacto comercial e produtivo dependerá da execução do cronograma, da entrada efetiva das novas linhas e da evolução da demanda interna e externa por gelatina e colágeno.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara debate concessão da BR-364 em Rondônia


Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (26), às 11 horas, um debate sobre a concessão da BR-364, rodovia que liga Mato Grosso a Rondônia. Segundo a Câmara, a discussão será interativa e tratará de pontos como cobrança de pedágio, execução de obras e cumprimento das obrigações previstas no contrato. A rodovia é apontada como eixo logístico relevante para o escoamento da produção rondoniense.

O debate foi solicitado pelo deputado Rafael Fera (Pode-RO). De acordo com o parlamentar, a BR-364 integra um vetor logístico importante para o país, especialmente na conexão de Rondônia com a região Centro-Oeste. Na avaliação dele, após a conclusão do processo de concessão em 2025, houve cobrança antecipada de pedágio sem a realização prévia de obras de infraestrutura no trecho concedido.

Entre os pontos que o deputado pretende discutir estão o acesso ao plano de execução das obras, os documentos que embasaram os valores das tarifas autorizadas em contrato e a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a cobrança antecipada da tarifa com valores corrigidos.

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Também devem entrar na pauta as obrigações previstas na concessão, como duplicação de trechos, implantação de faixas adicionais, acostamentos, passarelas, pontos de parada de ônibus e áreas de descanso para caminhoneiros. Esses itens têm relação direta com fluidez operacional, segurança viária e regularidade do transporte de cargas.

Para o setor agropecuário, o debate tem relevância por envolver uma rota utilizada no deslocamento de insumos e na saída de produtos do campo. Mudanças em pedágio e infraestrutura podem influenciar o custo do frete e o tempo de viagem. O material divulgado pela Câmara não informa, porém, a lista completa de convidados nem apresenta detalhamento técnico do cronograma de obras ou dos valores contratuais em discussão.

A audiência deve servir para esclarecer as condições da concessão e o estágio das obrigações contratuais. Sem a apresentação dos documentos técnicos e do cronograma executivo, não há base suficiente para dimensionar, neste momento, os efeitos operacionais e econômicos da concessão sobre o transporte rodoviário na região.

Fonte: camara.leg.br

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FMI diz que inflação ancorada pode reduzir efeito do petróleo na América Latina


Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado nesta terça-feira (26), afirma que expectativas de inflação mais bem ancoradas na América Latina devem ajudar a amortecer os efeitos da alta do petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio. Segundo o relatório, a credibilidade construída pelos bancos centrais da região ao longo do tempo reduz a transmissão de choques temporários de energia e outras commodities para a inflação mais ampla.

De acordo com o FMI, quando empresas, consumidores e agentes econômicos não projetam que uma alta temporária do petróleo vá se transformar em inflação persistente, o repasse para os preços em geral tende a ser mais limitado. O relatório destaca que esse processo ajuda a reforçar a resiliência da região diante de choques externos.

O fundo informa que as previsões de inflação na América Latina ainda permanecem, em média, mais distantes das metas oficiais do que nas economias avançadas. Mesmo assim, a dispersão dessas expectativas é semelhante à observada nesses países, o que, segundo o estudo, é compatível com a atuação de autoridades econômicas consideradas confiáveis e inseridas em marcos institucionais.

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Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com custos de produção e logística. A alta do petróleo pode pressionar combustíveis, frete e energia, além de influenciar outras commodities. Em cadeias dependentes de transporte rodoviário, armazenagem e insumos industrializados, a forma como esse choque chega aos preços internos é um fator relevante para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O FMI ressalta, porém, que a credibilidade monetária pode ser perdida com rapidez. O estudo concluiu que uma política monetária mais restritiva do que o esperado gera ganhos modestos e graduais na ancoragem das expectativas. Já uma condução mais expansionista do que a prevista tende a provocar efeitos negativos mais fortes, com maior risco de descolamento da inflação em relação à meta.

O documento cita Brasil, Chile e Argentina como exemplos de como mudanças na política monetária afetam as expectativas. O fundo também observa que o regime monetário mais adequado depende do contexto de cada país.

A avaliação técnica do FMI indica que o apoio institucional amplo continua sendo peça central para preservar a confiança na política monetária. Sem essa base, choques em petróleo, energia e commodities podem ter transmissão maior para a inflação, com reflexos mais amplos sobre custos e planejamento das cadeias produtivas. O estudo não detalha, no material informado, estimativas numéricas de impacto por país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Senado deve votar projeto para renegociar dívidas de produtores rurais em meio a impasse com governo


Foto: Ministério da Fazenda

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta terça-feira (26) o projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores rurais. A proposta foi retirada da pauta na semana passado após pedido do governo federal para ampliar as negociações sobre o texto final.

O presidente da CAE, Renan Calheiros, afirmou que o diálogo com o Executivo continua nos próximos dias para buscar um consenso sobre a proposta.

Segundo o senador, o governo demonstrou interesse em construir uma solução negociada para o setor agropecuário.

A proposta original do governo previa apoio apenas para produtores atingidos por eventos climáticos extremos. No entanto, o relator do projeto ampliou o alcance da medida para todos os produtores rurais.

O Ministério da Fazenda ainda não descarta a edição de uma medida provisória sobre o tema. O ministro Dario Durigan afirmou que a equipe técnica trabalha para fechar um texto de consenso que permita condições de pagamento mais adequadas aos agricultores.

Projeto amplia acesso ao crédito rural

O Projeto de Lei 5.122/2023, de autoria do deputado Domingos Neto, autoriza a criação de uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

O texto prevê que receitas correntes do fundo referentes a 2024 e 2025, além do superávit financeiro apurado nesses anos, possam ser direcionadas para operações de crédito rural.

Inicialmente, o objetivo era atender produtores afetados por desastres naturais. Porém, o parecer apresentado por Renan Calheiros ampliou o benefício para todo o setor agropecuário.

Governo busca alternativas para dívida dos produtores

A votação foi adiada após pedido de vista apresentado pelos senadores Eduardo Braga e Tereza Cristina.

Segundo Tereza Cristina, as mudanças discutidas pelos parlamentares podem abrir novas alternativas para o governo estruturar soluções relacionadas ao endividamento dos produtores rurais.

O Fundo Social do Pré-Sal foi criado pela Lei 12.351/2010 e recebe recursos provenientes da exploração de petróleo. Atualmente, os valores são destinados ao financiamento de áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

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Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina


Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina

Um decreto publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta segunda-feira (25), em edição extra do Diário Oficial da União, instituiu uma subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida foi anunciada em meio à alta dos combustíveis associada à valorização do petróleo no mercado internacional. Segundo o texto, o pagamento será feito diretamente a produtores e importadores pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com as informações divulgadas pelo governo federal, o valor de R$ 0,44 por litro havia sido antecipado pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo ele, esse patamar foi definido para amortecer parte do choque recente nos preços da gasolina.

O limite legal da subvenção para a gasolina é de até R$ 0,89 por litro, equivalente ao total de tributos federais incidentes sobre o combustível, considerando Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Também foi anunciado novo subsídio para o diesel, de até R$ 0,3515 por litro.

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A apuração do benefício será feita pela ANP, e o desconto deverá constar no campo de informações complementares da nota fiscal eletrônica. O custo estimado da medida é de cerca de R$ 1,2 bilhão por mês, com vigência inicial de dois meses. Até o momento, esse efeito ainda não foi incorporado às projeções oficiais do Orçamento.

Segundo o Executivo, a compensação fiscal dependerá de receita extraordinária do petróleo, condicionada à aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Em março, já haviam sido adotadas medidas sobre o diesel, incluindo desoneração de PIS/Cofins, autorização de subvenção a produtores domésticos e elevação da tributação sobre exportações do combustível.

Para o setor agropecuário, a política de combustíveis tem relação direta com frete, distribuição de insumos e escoamento da produção. No entanto, o alcance efetivo sobre custos no campo dependerá da transmissão dos descontos ao mercado e da evolução dos preços internacionais do petróleo.

No curto prazo, a medida atua como instrumento de amortecimento de preços, mas a duração de dois meses e a dependência de compensação fiscal ainda limitam uma avaliação mais ampla sobre seus efeitos permanentes na cadeia de combustíveis e nos custos logísticos do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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