terça-feira, junho 23, 2026

Autor: Redação

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Estudo da UFF aponta instabilidade em 25% da zona costeira no norte fluminense


Estudo da UFF aponta instabilidade em 25% da zona costeira no norte fluminense

Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), publicada nesta segunda-feira (26), identificou que mais de 25% das terras da faixa costeira entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, no norte fluminense, estão em situação instável. O levantamento avaliou cerca de 22 mil km² entre 1984 e 2024 com base em imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica. Segundo o estudo, a degradação está associada ao desmatamento, à pecuária, ao cultivo de café e à expansão urbana.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro mapeou 2.460,85 km² de áreas degradadas. Desse total, 1.916 km² foram classificados como zonas instáveis e de alta prioridade para recuperação ambiental. As análises abrangeram municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes eleva o risco de deslizamentos e intensifica o escoamento superficial da água da chuva. O estudo indica que, entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi ligado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado.

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Na Costa Verde, os pesquisadores registraram erosão em sulcos próxima de áreas urbanas e instabilidade do solo associada ao turismo e à abertura de estradas. No período analisado, a urbanização da região cresceu 254%. O levantamento também apontou perda de 16,3% das áreas de restinga e de 47,8% das áreas úmidas.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram relacionadas a incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. De acordo com o estudo, o fogo respondeu por 26% da perda de cobertura arbórea no município entre 2001 e 2023.

Para o setor agropecuário, o diagnóstico indica pressão sobre a conservação do solo, aumento do risco em áreas produtivas e possível impacto sobre estradas, dutos e moradias em regiões rurais e periurbanas. O relatório não apresenta estimativa financeira das perdas produtivas.

A pesquisa aponta que chuvas intensas e prolongadas ampliam a suscetibilidade dos solos à erosão, sobretudo onde houve retirada da vegetação. Com base nesse diagnóstico, a prioridade técnica recai sobre ações de recuperação ambiental e manejo do uso do solo nas áreas já classificadas como instáveis. Sem detalhamento adicional do cronograma de resposta pública, o estudo delimita o risco, mas não informa prazos para eventuais intervenções.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Exportação de soja cresce em volume, mas receita cambial recua


A exportação de soja em grão pelo Brasil apresentou um aumento de 10% no volume, alcançando 56 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, em comparação com 51 milhões no mesmo período do ano anterior. No entanto, a receita cambial gerada por essas exportações recuou, impactada pela desvalorização do dólar em relação ao real.

Dados da exportação

  • Volume exportado: 56 milhões de toneladas em 2026
  • Comparação com 2025: 51 milhões de toneladas
  • Crescimento em volume: 10%

Receita cambial

  • Receita em 2026: 23 bilhões de dólares
  • Receita em 2025: 20 bilhões de dólares
  • Impacto do câmbio: desvalorização do dólar frente ao real

Fatores que influenciam o mercado

  • Demanda crescente por soja brasileira devido a conflitos geopolíticos
  • Uso da soja para consumo animal, humano e produção de biodiesel
  • Estoque mundial de soja em alta, mas demanda brasileira se mantém forte

Os produtores rurais têm enfrentado desafios, pois, apesar do aumento no volume de exportação, a rentabilidade não tem acompanhado o crescimento, devido a fatores como oferta e demanda, preços e câmbio. A situação exige que os produtores façam contas para equilibrar custos e rentabilidade.

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Fim da escala 6×1 avança no Congresso, mas votação é adiada


A proposta que visa o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais está em debate no Congresso Nacional. O relator da matéria, deputado Léo Prates, apresentou parecer favorável ao projeto, mas um pedido de vista adiou a votação, gerando incertezas sobre seus impactos econômicos e sociais.

Pedido de vista e nova data de votação

O pedido de vista foi apresentado pelo deputado Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana, a votação foi remarcada para amanhã, dia 27, às 10 horas da manhã. Além disso, uma audiência pública está programada para ouvir movimentos sociais sobre a proposta.

Requisitos para aprovação da proposta

A proposta precisa passar por aprovação nos plenários da Câmara e do Senado. Para ser aprovada, são necessários pelo menos 308 votos no plenário da Câmara em dois turnos e 49 votos no Senado. O deputado Hugo Mota, presidente da Câmara, já demonstrou intenção de levar o texto ao plenário até quinta-feira, dia 28.

Pontos inegociáveis da proposta

  • Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
  • Garantia de dois dias de folga por semana
  • Manutenção dos salários sem redução

O relator, Léo Prates, destacou que a transição para a nova jornada se dará em um ano, com a redução de duas horas após a promulgação da PEC.

Impactos e reações do setor produtivo

Especialistas alertam para os impactos da proposta, especialmente em setores que utilizam intensivamente mão de obra, como saúde e construção civil. O economista César Bergo, da UnB, enfatizou que a proposta pode gerar dificuldades para as empresas, já que não há redução de custos trabalhistas.

Reuniões com representantes do setor

Representantes de diversos setores produtivos se reunirão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a proposta e tentar ampliar o prazo de implementação da medida, que é considerado insuficiente para adaptação.

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Previsão de chuva para o Sul e Sudeste do Brasil nesta terça-feira


Nesta terça-feira, 27 de maio, a previsão indica a ocorrência de chuvas em áreas do Sul e Sudeste do Brasil. As instabilidades meteorológicas devem avançar para o oceano a partir de quarta-feira, resultando em um tempo mais firme e seco nas regiões afetadas.

Condições meteorológicas

O fenômeno conhecido como cavado meteorológico, que puxa a umidade do solo, está gerando condições para chuvas e temporais. As áreas mais afetadas incluem:

  • Centro-norte do Rio Grande do Sul
  • Estado do Paraná

A partir de quarta-feira, espera-se que o tempo comece a firmar, especialmente na região Sul, do Rio Grande do Sul até o centro-norte do Pará.

Previsão para São João do Triunfo

Em São João do Triunfo, no Paraná, importante produtor de tabaco, a previsão é de chuvas nesta terça-feira, com temperaturas variando entre 15°C e 21°C. A expectativa é de que as chuvas retornem a partir do final de semana.

Temperaturas em outras regiões

Confira as temperaturas previstas para algumas cidades:

  • Ponta Grossa (PR): mínima de 15°C, máxima de 21°C, com chance de chuvas
  • Juiz de Fora (MG): mínima de 17°C, máxima de 23°C, tempo mais firme
  • Manaus (AM): mínima de 24°C, máxima de 30°C, com condição para chuva

Entre 27 de maio e 31 de maio, a faixa central do país deve apresentar um fechamento do mês mais seco. Contudo, as chuvas devem retornar entre 1 e 5 de junho, afetando especialmente a região Sul e o Paraná.

Expectativas futuras

Entre 6 e 10 de junho, o tempo deve se firmar novamente, especialmente nas áreas do Centro-Norte de Minas e no Nordeste. As máximas de temperatura previstas para hoje incluem:

  • Rio Grande do Sul: máxima de 18°C
  • São Paulo: máxima de 31°C
  • Bahia: máxima de 30°C
  • Mato Grosso: máxima de 32°C

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Presidente da Câmara diz que PEC da jornada de 40 horas pode ser votada nesta semana


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (26) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1 tem apoio para ser votada ainda nesta semana no Plenário. Segundo o parlamentar, a proposta também deve avançar na comissão especial. A declaração foi dada em entrevista à CNN.

De acordo com Motta, o texto prevê dois dias de descanso por semana sem redução salarial. O presidente da Câmara disse que há convergência política para a aprovação da medida, embora ainda possam existir divergências pontuais durante a tramitação.

O parlamentar também afirmou que o prazo de transição de 60 dias, previsto na proposta, não deve ser alterado. Segundo ele, a mudança não teria efeito negativo sobre a economia no período de adaptação. Motta declarou ainda que a própria emenda deve abrir espaço para regulamentação posterior por projeto de lei, com possibilidade de exceções para setores que não consigam se adaptar integralmente ao novo modelo.

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No conteúdo apresentado, não foram detalhados quais segmentos poderiam receber tratamento específico nem quais critérios técnicos serão usados para essas flexibilizações. Também não foram informadas estimativas oficiais sobre impacto fiscal, custo de contratação ou efeito sobre produtividade por atividade econômica.

Para o agronegócio, a discussão tem implicações potenciais em segmentos com operação contínua ou escalas intensivas de trabalho, como frigoríficos, agroindústrias, armazenagem, transporte, beneficiamento e serviços de apoio à produção. Eventuais mudanças na jornada podem afetar a composição de turnos, a necessidade de novas contratações e o custo operacional. No caso de microempreendedores individuais, Motta disse que avalia a possibilidade de permitir a contratação de mais um funcionário em razão da redução da jornada.

Até o momento, porém, o material disponível reúne declarações políticas sobre apoio à proposta, sem apresentação do texto final consolidado nem de estudos setoriais oficiais sobre os efeitos da medida nas cadeias produtivas.

Os próximos desdobramentos dependem da votação na comissão especial e no Plenário. Sem a versão final da PEC e sem regulamentação complementar, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos operacionais para o setor agropecuário e para a agroindústria.

Fonte: camara.leg.br

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Mapa institui Plano Inova Cacau 2030 por meio de portaria


Portaria institui o Plano Inova Cacau 2030

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta terça-feira (26), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. A medida estabelece a estrutura de governança e os mecanismos de coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa. Segundo o ministério, a vigência do plano vai até 31 de dezembro de 2030.

De acordo com o texto divulgado pelo Mapa, o Plano Inova Cacau 2030 tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau. Entre os pontos informados pelo ministério estão a elevação da produtividade, a melhoria da qualidade, a ampliação da renda dos produtores e o fortalecimento da posição do Brasil como origem sustentável no mercado nacional e internacional.

A execução do plano seguirá as diretrizes, os eixos estratégicos, as metas e os indicadores definidos em documento técnico aprovado em 2023. Esse documento poderá passar por atualizações periódicas, desde que sejam preservados os objetivos centrais e a estrutura da iniciativa.

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A coordenação ficará sob responsabilidade da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Segundo a portaria, caberá ao órgão conduzir a articulação interinstitucional, consolidar informações e indicadores, apoiar o funcionamento das instâncias de governança e elaborar relatórios periódicos de acompanhamento.

A norma também prevê que a participação de órgãos públicos, entidades e instituições privadas será voluntária, mediante instrumentos jurídicos apropriados e em conformidade com a legislação vigente. O texto informa ainda que essa adesão não gera automaticamente obrigações nem compromissos financeiros.

Para a cadeia do cacau, a formalização do plano cria um marco de organização institucional para ações já previstas no documento técnico. No entanto, o comunicado disponível não detalha metas numéricas de produtividade, área, produção, volume de investimento ou cronograma operacional por região, o que limita, neste momento, uma avaliação mais precisa sobre o alcance prático da medida no campo.

A portaria dá base formal para o acompanhamento do Plano Inova Cacau 2030 até o fim da década. Os efeitos operacionais sobre produtores, assistência técnica e competitividade da cadeia dependerão da execução das metas e da divulgação de indicadores periódicos pela Ceplac e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto propõe política nacional de incentivo ao cacau em sistema cabruca


Projeto propõe política nacional de incentivo ao cacau em sistema cabruca

O Projeto de Lei 4107/25 cria a Política Nacional de Proteção, Manutenção e Incentivo ao Cultivo de Cacau em Sistemas Agroflorestais Cabruca. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e prevê instrumentos como crédito rural específico, capacitação, assistência técnica, subsídios e apoio à pesquisa. O texto também estabelece prioridade para pequenos e médios produtores no acesso aos incentivos financeiros.

Pela definição do projeto, cabruca é o sistema agroflorestal em que o cacau é cultivado sob a sombra de árvores nativas, preservadas em quantidade mínima por hectare. A proposta associa a produção cacaueira à conservação da biodiversidade, dos recursos naturais e do bioma Mata Atlântica.

Entre os instrumentos previstos estão a criação de um fundo para financiar pesquisa científica e tecnológica voltada à cacauicultura em sistema cabruca e o pagamento por serviços ambientais. Nesse caso, o texto fixa valor anual mínimo equivalente a 1 arroba de cacau, ou 15 quilos, por hectare cultivado, com base no maior preço praticado no ano do pagamento.

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Segundo o autor da proposta, deputado Neto Carletto (PP-BA), o sistema tem papel relevante na conservação ambiental e na atividade econômica de regiões produtoras, especialmente na Bahia. O projeto também determina que autoridades públicas façam o monitoramento e a fiscalização das práticas sustentáveis adotadas nas áreas de cultivo.

Do ponto de vista setorial, a medida pode ampliar o suporte institucional à produção de cacau em sistema agroflorestal, caso avance na tramitação. Como o texto ainda está em fase inicial, não há definição sobre alcance orçamentário, volume de recursos, critérios operacionais para concessão dos incentivos ou prazo de implementação da política.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Até essa etapa, os efeitos práticos para os produtores permanecem condicionados ao texto final e à regulamentação posterior.

Fonte: camara.leg.br

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El Niño pode ampliar seca para até sete meses, alerta especialista


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O programa Giro do Boi desta terça-feira (26) trouxe um alerta urgente para a pecuária nacional, especialmente para quem depende de boas áreas de pastagens para alimentar o rebanho. O engenheiro agrônomo Wagner Pires, uma das maiores referências em pastagens do país, destacou a alta probabilidade de um impacto severo do fenômeno El Niño neste ano.

Sob a influência desse fenômeno, a entressafra tradicional — que costuma durar de quatro a cinco meses — pode se estender por seis, sete ou até mais meses de estiagem severa e calor prolongado. Pires afirmou que o planejamento antecipado é a única saída para evitar a degradação total do pasto e a explosão nos custos de produção.

Confira:

Estratégias para sobrevivência do pasto

Para que o capim sobreviva aos longos meses de estiagem, o pecuarista precisa focar no sistema radicular da planta. Pires explicou que o capim seca e morre porque não possui volume de raiz profundo o suficiente para acompanhar a descida da umidade no solo. No final das águas, ele recomendou a pulverização foliar à base de fósforo, nitrogênio e aminoácidos, o que ajuda no enraizamento robusto.

O uso do extrato de alga Ascophyllum nodosum, extraído no Canadá, foi destacado como uma alternativa para acelerar o pasto na transição para o período chuvoso. Pires também alertou sobre a importância de estocar comida de forma estratégica, priorizando o sorgo devido à sua tolerância ao estresse hídrico.

Combate ao capim-capeta e os erros de manejo na seca

O especialista também respondeu a dúvidas dos telespectadores, explicando a lógica do controle de plantas invasoras e alertando para a ineficácia de combater o capim-capeta (Sporobolus indicus) durante a estiagem. Ele recomendou o produto Targa Max para o controle do capim-capeta, a ser aplicado logo no início da rebrota das águas.

Com a previsão de sete meses de seca, Pires destacou a necessidade de medidas preventivas, como a criação de aceiros ao redor das propriedades e treinamento da equipe para lidar com incêndios.

Wagner Pires promoverá um workshop online na próxima quinta-feira (28), às 20h (horário de Brasília), com o tema “Super El Niño: + de seis meses de seca”. O evento visa apresentar estratégias para produção de pasto e conservação de alimento durante os períodos de estiagem. A inscrição tem valor de R$ 14,90 (inscrições aqui).

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Ministra diz que regularização de terras quilombolas é prioridade de Estado


BNDES libera R$ 35,1 milhões para projetos rurais na Bacia do Rio Doce

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, afirmou nesta terça-feira (26), durante sessão solene na Câmara dos Deputados, que a regularização de terras quilombolas é uma prioridade de Estado. A declaração ocorreu em homenagem aos 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conac). No evento, representantes do governo federal apresentaram números de decretos, relatórios técnicos e portarias ligados ao reconhecimento desses territórios.

Ao tratar do tema, a ministra associou os quilombos à formação histórica de comunidades rurais e à produção agrícola. Segundo Rachel Barros, esses territórios representam espaços de organização social, desenvolvimento comunitário e cultivo agrícola.

Na sessão, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Eric Moura, informou que o Executivo assinou 72 decretos de interesse social voltados à política quilombola. Ele também declarou que foram realizados mais de 60 Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTs) e editadas 92 portarias de reconhecimento.

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Os RTs são estudos técnicos e antropológicos que definem os limites das comunidades. Já as portarias formalizam esse reconhecimento e permitem o avanço do processo jurídico para a titulação definitiva das áreas. Na prática, a medida está ligada à segurança jurídica de territórios rurais, à definição fundiária e ao acesso regular à terra por comunidades quilombolas.

A coordenadora-executiva da Conac, Rejane Maria de Oliveira, afirmou que a ausência de demarcação mantém comunidades sob risco, com relatos de ameaças e perda de parte do território. O secretário de Políticas para Quilombolas do Ministério da Igualdade Racial, Ronaldo Santos, disse que a meta é reduzir a fila de demarcações prevista no marco constitucional.

O conteúdo da sessão teve foco político e institucional. Não foram detalhados, porém, prazos para novas titulações, área total abrangida pelos decretos nem estimativas de impacto produtivo por região, o que limita uma avaliação mais precisa sobre efeitos diretos nas cadeias agropecuárias locais.

A regularização de terras quilombolas integra a agenda fundiária rural e depende de etapas técnicas, administrativas e jurídicas. Com os dados apresentados na sessão, o avanço do tema pode influenciar a organização territorial e a segurança de comunidades rurais, embora ainda faltem informações oficiais consolidadas sobre cronograma, extensão das áreas e efeitos econômicos por estado.

Fonte: camara.leg.br

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Goianá inaugura biofábrica para controle biológico de pragas


Goianá inaugura biofábrica para controle biológico de pragas

A Prefeitura de Goianá, na Zona da Mata de Minas Gerais, inaugurou na última sexta-feira (22) a Biofábrica de Insetos para Controle Biológico. A estrutura foi instalada no Centro de Apoio à Agricultura e reúne parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Segundo as instituições envolvidas, a biofábrica foi criada para ampliar o acesso de produtores locais ao controle biológico de pragas, especialmente em áreas de milho e hortaliças. O insumo produzido será a vespa do gênero Trichogramma, utilizada no manejo natural de insetos-praga.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Vinícius Guimarães, antes da estrutura local os produtores dependiam do envio desse material por via postal, o que poderia comprometer o uso no momento adequado em caso de atraso na entrega. Com a produção no município, a proposta é reduzir esse entrave logístico e melhorar a disponibilidade do insumo para os agricultores.

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A prefeitura informou que Goianá tem a pecuária leiteira entre as principais atividades econômicas, mas a iniciativa foi estruturada para atender também a produção agrícola regional. O evento de inauguração reuniu produtores rurais e representantes de órgãos públicos e entidades ligadas ao setor agropecuário.

O secretário municipal de Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente e Segurança Alimentar, Filipe Russo, afirmou que o modelo em implantação em Goianá poderá ser levado também para Porteirinha, no Norte de Minas. O material divulgado, no entanto, não informa a capacidade de produção da biofábrica, o volume de atendimento previsto nem a área agrícola que poderá ser coberta.

Na prática, o uso de controle biológico pode reduzir a dependência de inseticidas químicos e ampliar alternativas de manejo, sobretudo em sistemas de produção familiar e em estratégias de base agroecológica. O efeito econômico e produtivo da biofábrica, porém, dependerá da escala de produção, da regularidade de oferta e da adesão dos agricultores.

A inauguração amplia a oferta regional de tecnologia para manejo fitossanitário, mas os resultados sobre custo, produtividade e expansão do controle biológico ainda dependerão de dados operacionais que não foram detalhados pelas instituições parceiras.

Fonte: embrapa.br

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